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Flávio Bolsonaro pode assistir de camarote derrota de Trump nas eleições dos EUA

Na terça-feira, 3 de novembro, até 200 milhões de eleitores registrados poderão ir às urnas nos Estados Unidos para votar em todos os 435 membros da Câmara dos Representantes, 33 senadores, 36 dos 50 governadores, além de integrantes de legislaturas estaduais e locais. As pesquisas indicam que Donald Trump e o Partido Republicano têm grandes chances de sofrer uma derrota acachapante, perdendo o controle da Câmara dos Representantes e, possivelmente, do Senado. O apoio ao presidente está em queda em todas as questões. Segundo a revista The Economist, apenas 34% dos entrevistados aprovam a presidência de Trump, enquanto 61% se opõem às suas políticas.

Analistas políticos estão divididos sobre se ocorrerá uma “onda azul” (cor associada aos Democratas pelos veículos de imprensa desde as eleições de 2000) ou um verdadeiro tsunami eleitoral, ainda mais poderoso. De qualquer forma, a possível perda do controle democrata da Câmara — e, talvez, do Senado — deixará Trump vulnerável a investigações parlamentares voltadas a limitar seu poder excessivo e a retomar atribuições e responsabilidades que o Congresso, sob controle republicano, havia cedido ao Poder Executivo.

Trump entra na última semana da temporada eleitoral deste ano em posição extremamente fragilizada. A insistente retórica do presidente dos EUA de que a economia vive seu melhor momento — e de que as dificuldades financeiras, em especial o acentuado aumento do custo de vida, não passam de uma farsa do Partido Democrata — não parece convencer os eleitores. Os preços da gasolina e do diesel permanecem altíssimos, e o custo dos alimentos e de itens de consumo básico exerce pressão real sobre o orçamento das famílias. Até mesmo muitos de seus apoiadores republicanos, que se opõem ao envolvimento dos EUA em “guerras sem fim”, estão perdendo a confiança nas promessas de Trump de que o fim do conflito com o Irã estaria próximo.

Fora isso, Trump parece apostar todas as cartas em interferir com as eleições brasileiras ao recepcionar Flávio Bolsonaro — candidato derrotado e fugido do Brasil, que um dia antes havia dito que não deixaria o país.

O Futuro das Relações entre Brasil e Estados Unidos

Uma das grandes mudanças que podem acontecer nos EUA, caso os republicanos percam as eleições de novembro, são os contrapontos em relação à postura dos Estados Unidos com o Brasil.

Trump, que recebe o candidato derrotado Flávio Bolsonaro, ainda não reconheceu oficialmente o resultado das eleições, e já discursou alegando fraude nas eleições brasileiras, sem provas, claro. Steve Bannon endossou o apelo de que o Brasil se tornou uma ditadura que merece sanções severas por parte dos Estados Unidos.

Do outro lado, membros do Congresso dos EUA enviaram prontamente mensagens de felicitações ao presidente Lula. Publicações nas redes sociais refletiram as opiniões de democratas de todo o espectro político — desde figuras social-democratas conhecidas, como o deputado estadual de Nova York Zohran Mamdani, o senador por Vermont Bernie Sanders e a deputada federal por Nova York Alexandria Ocasio-Cortez, até membros mais moderados do Congresso.

A derrota de Flávio Bolsonaro representou uma perda contundente para Trump, que implementou uma série de medidas fiscais, políticas e (provavelmente) clandestinas para ajudar seu aliado brasileiro a vencer. Em uma região atualmente dominada por governos de direita, o Brasil — ao lado do México e do Uruguai — continuará na linha de frente da resistência às tentativas de Trump de impor uma dominação neocolonial sobre a América Latina e o Caribe. A vitória de virada de Lula elevou o Brasil à condição de referência internacional na luta contra a extrema direita.

Caso os republicanos percam as próximas eleições legislativas e para governos estaduais, isso significará que os democratas no Congresso, que defenderam a democracia brasileira em 2022 e 2026, poderão desempenhar um papel importante ao garantir que aqueles que minaram a democracia não utilizem os Estados Unidos tão livremente como plataforma para atacar o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Rejeição às políticas de imigração

Na campanha presidencial de 2024, o discurso anti-imigrante e xenófobo de Trump — que incluiu alegações falsas de que refugiados haitianos estariam “comendo nossos gatos e cachorros” — foi um dos muitos fatores que levaram os republicanos à conquista da Casa Branca e ao controle do Congresso.

No entanto, uma pesquisa recente com 30 mil americanos em todos os cinquenta estados revelou que apenas 37% aprovam as políticas de imigração do presidente. Nessa amostra, 11% dos democratas apoiam as medidas da Casa Branca, enquanto entre os republicanos o apoio cai para 78%. Uma pesquisa de setembro, conduzida pela rede conservadora Fox, indicou que 53% dos eleitores registrados consideram que Trump “foi longe demais” nas operações em larga escala do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) para deter trabalhadores sem documentação — mão de obra que constitui a base dos setores de serviços e da agricultura.

As mortes, tanto de cidadãos quanto de imigrantes, causadas por agentes mascarados, provocaram indignação em todo o país, desencadeando protestos em massa contra o uso excessivo de força pelo governo na detenção de pessoas supostamente em situação irregular.

Temendo uma derrota eleitoral iminente na próxima semana, Trump insiste que seus oponentes venceram eleições especiais recentes porque o Partido Democrata permitiu que imigrantes não cidadãos participassem do processo eleitoral. O Departamento de Justiça afirma ter compilado listas de pessoas em diferentes estados que estão registradas ilegalmente para votar e exige uma intervenção federal para evitar fraudes eleitorais.

Porém, autoridades locais responsáveis pela condução das eleições nos cinquenta estados constataram que um número extremamente reduzido de eleitores inelegíveis chegou a votar. Por exemplo, este ano, o governo dos EUA alegou que 16 mil não cidadãos estavam registrados para votar em Nevada, mas enviou apenas 185 nomes às autoridades eleitorais estaduais. Após revisarem os registros de eleitores do estado, verificaram que todos os 185 eram, na verdade, cidadãos americanos elegíveis.

O secretário de Estado da Geórgia, que supervisiona o processo eleitoral, informou que, nos últimos 30 anos, seu órgão identificou apenas 432 possíveis não cidadãos. Caso algum deles tenha votado, tratar-se-ia de um número infinitesimalmente pequeno, se comparado às centenas de milhões de votos computados nas últimas três décadas.

Ainda assim, Trump continua a propagar essa inverdade para semear, na mente de seus apoiadores, dúvidas sobre a legitimidade de qualquer eleição que ele — ou seus aliados — venha a perder.

Oposição a uma guerra sem fim contra o Irã

Historicamente, os cidadãos americanos tendem a se unir em torno do presidente nas fases iniciais de conflitos no exterior, à medida que o patriotismo cresce, acompanhado do apoio às tropas americanas enviadas ao combate. Durante a Guerra do Vietnã, foram necessários anos para que uma oposição de massa influenciasse a opinião pública. Da mesma forma, no início, a maioria dos americanos apoiou a invasão do Afeganistão — após os ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York — bem como as duas guerras no Iraque. Com o tempo, o sentimento público mudou, passando a se opor a essas incursões militares.

Esse não é o caso em relação à guerra contra o Irã. A ausência de objetivos claramente definidos para o conflito, somada à disparada descontrolada dos preços dos combustíveis, fez com que a opinião pública se voltasse contra o conflito desde o início. Uma pesquisa da CNN, realizada em setembro, revelou que o apoio à guerra entre os eleitores republicanos caiu de 73% para 60%. Em todo o país, os agricultores — que, nos últimos anos, têm tido a tendência de votar no Partido Republicano — estão sofrendo com os preços elevados do diesel, que afetam o plantio, a colheita e o transporte de produtos agrícolas; isso, por sua vez, tem provocado um aumento significativo nos preços dos alimentos.

As tarifas de Trump abalam a economia dos EUA

As políticas tarifárias erráticas da Casa Branca também desestabilizaram a economia. O conflito de Trump com o Canadá — um dos parceiros comerciais mais importantes dos Estados Unidos — gerou caos em estados que dependem do comércio entre os dois países, afetando, em particular, empresas e mercados localizados ao longo da fronteira. Trump descartou o acordo comercial negociado com o México e o Canadá durante seu primeiro mandato, provocando graves transtornos para empresas do setor manufatureiro que fornecem componentes para a produção de bens.

Alguns mercados de exportação de alimentos foram encerrados, e muitos importadores de produtos estrangeiros viram-se obrigados a aumentar os preços para arcar com as tarifas de importação.

Paralelamente, Trump mente recorrentemente ao público ao afirmar que é o país exportador que paga as tarifas, quando, na realidade, é o importador ou o consumidor final que arca com esses custos adicionais.

Disputas-chave no Senado para acompanhar

Nas eleições presidenciais de 2024, especialistas observaram que homens negros, latinos e pessoas com menos de 30 anos migraram para o Partido Republicano. Com base nessa suposta tendência, legislaturas estaduais controladas pelos republicanos começaram a redesenhar os distritos eleitorais para favorecer seu partido, garantindo cerca de uma dúzia de distritos adicionais considerados “seguros” para seus candidatos.

Contudo, a estratégia saiu pela culatra. Pesquisas recentes indicam que esses três grupos demográficos, desiludidos com as políticas de Trump, abandonaram os republicanos e, provavelmente, ajudarão a eleger mais democratas para o Congresso, contribuindo para que o partido conquiste o controle da Câmara dos Representantes.

Nesse contexto — e diante da provável derrota dos republicanos na Câmara —, as disputas pelo Senado tornaram-se o foco da campanha de Trump na reta final das eleições. Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam garantir a reeleição de senadores em estados com eleitorado dividido e, simultaneamente, conquistar vitórias em estados atualmente representados por republicanos.

As disputas na Geórgia e na Carolina do Norte parecem estar claramente inclinadas a favor do Partido Democrata. Em Michigan, o candidato democrata Abdul El-Sayed — médico de saúde pública e muçulmano, filho de pais egípcios — também protagoniza uma disputa acirrada. Seu oponente republicano tem proferido insultos racistas e antimuçulmanos contra ele, além de acusações de que ele seria um “socialista radical”, na tentativa de desacreditar sua candidatura. El-Sayed, que lidera as pesquisas com 6% de vantagem — assim como quase todos os candidatos democratas —, manteve-se fiel ao seu discurso, denunciando o alto custo de vida e a guerra no Irã.

Outra disputa importante para o Senado que merece atenção ocorre no Texas, onde o seminarista protestante progressista James Tallarico — capaz de debater com brilhantismo interpretações da Bíblia diante de oponentes republicanos conservadores — mantém uma leve vantagem. Há décadas, o estado não elege um democrata para o Senado.

Com eleitores ansiosos para votar contra Trump, os democratas também encontraram novas oportunidades de vencer eleições senatoriais em estados tradicionalmente conservadores: Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska e Ohio. Em 2024, Trump venceu nesses estados por uma margem de dois dígitos. O foco dele nesses estados, que são redutos republicanos sólidos, revela o quanto o partido está na defensiva. New Hampshire e Maine são outros dois estados em que os candidatos democratas estão empatados com seus oponentes republicanos ou apresentam uma leve vantagem.

Em suma, se os democratas tiverem sorte — ou se ocorrer uma “tsunami azul” —, Trump poderá enfrentar uma maioria hostil no Congresso no próximo ano.

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Petróleo sobe com tensões no Iêmen e ataque a refinaria na Arábia Saudita

Os preços do petróleo subiram cerca de 1% nesta quarta-feira (28), devido a novas preocupações com possíveis interrupções adicionais no abastecimento de energia no Oriente Médio, decorrentes da continuidade dos combates no Iêmen, de um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita e do temor de que os Estados Unidos possam atacar o Irã após as eleições de meio de mandato, na próxima semana.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 1,44, ou 1%, fechando a US$ 115,32 por barril, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos EUA subiu US$ 2,88, ou 3%, fechando a US$ 102,78.

Esse aumento nos preços levou o Brent de volta à zona de sobrecompra pela quarta vez em cinco dias.

Os houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira, segundo as forças governamentais iemenitas, depois que o grupo alinhado ao Irã alertou a população para evacuar as instalações à medida que os combates se intensificavam no país empobrecido, envolvido no conflito mais amplo do Oriente Médio.

Os houthis afirmaram na terça-feira  ter atingido a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita com um míssil, intensificando seus ataques contra o segundo maior produtor mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA. As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente o ataque à instalação, com capacidade de 550 mil barris por dia.

“Os futuros do petróleo mais uma vez estão precificando uma redução na oferta no curto prazo, diante das notícias de que os EUA provavelmente retomarão as operações militares em breve, o que poderia ser mais intenso do que no passado, considerando os últimos ataques à Arábia Saudita e a outros aliados do Oriente Médio”, afirmou Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, em uma nota.

Nas últimas semanas, vários analistas afirmaram que novos ataques dos EUA ao Irã poderiam ocorrer em algum momento após as eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro.

Na esperança de pôr fim ao conflito, que já dura oito meses, mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova proposta de acordo para encerrar a guerra com os EUA e Israel, disse uma autoridade a par das negociações.

Uma alta autoridade iraniana, no entanto, afirmou que Doha havia apenas apresentado ideias inaceitáveis que não constituíam uma oferta.

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que Teerã continuava dando uma chance para que a diplomacia tivesse sucesso e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias proposto por Teerã fosse concluído em menos de uma semana, caso fosse implementado.

O Catar, juntamente com o Paquistão, tem liderado a mediação para pôr fim à guerra, que interrompeu o transporte marítimo global e o abastecimento de petróleo e se espalhou para a Arábia Saudita e o Iêmen.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

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Bolsonaro pede autorização ao STF para receber presidente do PL após fuga de Flávio

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quarta-feira (28), autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para receber a visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O pedido ocorre um dia após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, apesar de uma decisão judicial que o proibia de deixar o Brasil.

Flávio viajou na terça-feira (27), com passagem pela Argentina, e chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta. Antes da viagem, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado que o senador não deixasse o país e entregasse todos os seus passaportes. Flávio não cumpriu a ordem judicial.

No domingo (25), o senador perdeu a disputa pela Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF sob suspeita de lavagem de dinheiro.

Decisão

Na decisão que impôs as restrições, Moraes mencionou declarações públicas de Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, sobre a possibilidade de Flávio deixar o país caso fosse derrotado nas eleições.

A fuga provocou movimentações na cúpula do PL. Na terça-feira, Valdemar Costa Neto convocou uma reunião emergencial com lideranças estaduais da sigla para discutir o posicionamento do partido diante da derrota eleitoral e da saída do senador do Brasil.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, afirmou que o núcleo central da campanha não havia sido informado sobre a viagem. Marinho disse ter ficado surpreso com a notícia.

A saída do senador também abriu uma disputa pela liderança da oposição e da direita no país. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado por aliados da família Bolsonaro e por integrantes do Centrão como um dos nomes mais bem posicionados para ocupar esse espaço.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. Pelas regras impostas pelo STF, visitas que não sejam de advogados ou familiares diretos precisam de autorização prévia do ministro Alexandre de Moraes, que também define a data dos encontros.

O pedido para receber Valdemar ainda depende de decisão do ministro. As visitas estão previstas para ocorrer às quartas-feiras ou aos sábados, conforme as condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar.

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© Divulgação

Valdemar Costa Neto com Jair Bolsonaro.
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Il guasto del sistema di sicurezza e gli errori della sala di controllo: i 17 minuti del disastro ferroviario in Spagna

Un errore umano, mentre il sistema di segnalamento computerizzato era finito in tilt. È questa la pista, ormai consolidata, seguita da investigatori e autorità per spiegare il secondo grave incidente ferroviario che ha colpito la Spagna. Lo scontro lungo la linea Alta velocità nei pressi di Urda, vicino a Toledo, è arrivato in un momento in cui le strutture elettroniche che accompagnano in convogli, capaci anche di fermarli in caso di anomalie lungo la tratta, erano andate in tilt. Tant’è che a indirizzare i loro spostamenti erano direttamente i dipendenti di Adif addetti al centro di controllo del traffico di Atocha.

L’arco temporale in cui si è generato il disastro è durato 17 minuti. Tutto inizia alle 8.30. In quel momento il sistema informatico LZB, che controlla rete spagnola dell’Alta velocità, smette di funzionare. Alcuni treni si arrestano sulla linea. La sala di controllo, a quel punto, prende il comando gestendo manualmente il tutto: si tratta di decisioni cruciali, che solitamente prevedono l’ordine di viaggiare al massimo a 40 km/h, la cosiddetta “marcia a vista”.

Sei minuti dopo, secondo quanto hanno spiegato le autorità spagnole, il controllore – che aveva accanto un collega e un supervisore – dà il via libera ad alcuni treni affinché riprendano a viaggiare “normalmente”, non imponendo il limite di velocità. In quell’istante, inizia la tragedia. Il treno di Renfe si trova a 25 chilometri dall’Iryo, fermo sui binari come da notifica inviata. In diciassette minuti copre quella distanza, mentre il convoglio tamponato continua a stazionare nello stesso punto con un semaforo rosso davanti.

Così il Renfe arriva sul lungo del tamponamento a una velocità ancora sconosciuta ma che in quel tratto può essere anche di 200 chilometri orari. Eppure, viene spiegato, la sala di controllo avrebbe comunque dovuto vedere l’Iryo fermo sui binari, motivo per il quale resta al momento “inspiegabile” il via libera concesso al Renfe e il buco temporale durante il quale nessuno si è accorto di quanto stava per avvenire.

“La decisione di riprendere il traffico, senza che il sistema sia stato ripristinato, spetta alla centrale operativa ed è stata la centrale operativa, tramite i suoi operatori, in circostanze che, dal nostro punto di vista, sono inspiegabili”, ha dichiarato il ministro dei Trasporti spagnolo Oscar Puente. Il tilt del sistema automatizzato quindis si è mescolato con l’errore umano provocando un raro tamponamento: questo tipo di incidenti, infatti, è uno dei meno frequenti proprio grazie ai sistemi di sicurezza installati sui binari che arrivano anche a imporre una frenata automatica in caso di ostacolo. In questo caso, però, erano fuori uso e il comando errato della sala di controllo ha reso inevitabile l’impatto.

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Il beauty punta tutto sulla medicina rigenerativa. Il chirurgo Victor Urzola: “Il segreto della longevità? E’ importante anche il rapporto con Dio, non siamo solo corpi”

La medicina rigenerativa è la nuova frontiera della medicina estetica. Se prima l’obiettivo era minimizzare i segni del tempo – distendere le rughe, schiarire le macchie e dare più tono dove serve – ora il settore della bellezza abbraccia i concetti di longevità, di terapia rigenerativa e l’idea di “anticipare l’invecchiamento”. Lo dimostra il congresso di medicina estetica Agorà, che ha radunato a Milano esperti e professionisti da tutto il mondo. A spingere ancora più avanti il discorso sulla longevità è stato il dottor Victor Urzola, chirurgo plastico, cofondatore e amministratore delegato del Regenerative Medicine Institute (RMI) di San José, in Costa Rica: una clinica privata che offre terapie con cellule staminali per la longevità, per l’ortopedia e per la medicina estetica.

Al congresso ha portato alcune delle promesse più ambiziose e più discusse del settore. Il lavoro di RMI, spiega Urzola ai giornalisti, ruota intorno all’impiego delle cellule staminali mesenchimali derivate da cordone ombelicale, prelevate da donatori e moltiplicate in laboratorio. Accanto a queste terapie, la clinica propone anche di conservare le cellule staminali del paziente stesso, per usarle in futuro. “Cosa succede se prendiamo tutte queste cellule a un’età molto precoce, le crioconserviamo e poi le reintroduciamo più avanti?”, spiega. “Però, prima di reintrodurle, le moltiplichiamo, in modo da poter contare su una quantità più alta di cellule staminali quando invecchiamo”. Le cellule staminali adulte sono infatti il serbatoio che il corpo usa per riparare i tessuti, e il loro declino è considerato uno dei “segni” dell’invecchiamento. L’idea di conservare le proprie cellule da giovani, moltiplicarle in laboratorio e reinfonderle anni dopo è ciò che RMI chiama “bioinsurance“, una sorta di “assicurazione biologica” sul futuro, ma la comunità scientifica sta ancora discutendo sull’efficacia e su eventuali rischi.

Al congresso Agorà di Milano, il dottor Urzola ha presentato insieme al professor Luciano Lanfranchi, chirurgo plastico che lavora a Milano, due approfondimenti dedicati alle applicazioni cliniche del lavoro con le cellule staminali. La prima presentazione (intitolata “One Stem Cell, Many Solutions“) riguardava i risultati raggiunti su 174 pazienti. Secondo l’abstract, i miglioramenti più netti si sono visti nel dolore cronico al ginocchio (23 pazienti su 28) e nel ringiovanimento del viso, il gruppo più numeroso: 88 pazienti su 104 sono stati giudicati migliorati su una scala estetica. In questo caso le cellule sono state usate insieme a laser e radiofrequenza. Sono risultati che gli stessi autori definiscono “esplorativi”: lo studio si basa su questionari compilati dai pazienti, con un controllo a tre mesi. La seconda relazione ha presentato una tecnica di lifting “rigenerativo” che utilizza l’ecografia ad alta risoluzione per guidare la somministrazione di tessuto adiposo micronizzato in specifiche aree del volto.

Da chirurgo plastico, Urzola sostiene che si possano avere eccellenti risultati anche in medicina estetica, soprattutto nel miglioramento dell’aspetto della pelle. “Abbiamo incorporato le terapie cellulari con cellule mesenchimali del cordone ombelicale anche nella chirurgia del volto. Le pazienti guariscono molto più velocemente, e la cosa interessante è che il risultato si mantiene di più nel tempo”.

Il caso Costa Rica e il quadro normativo in Italia

“Stiamo già facendo questo tipo di terapie in Costa Rica, e magari in futuro potremo portarle anche in Europa“, aggiunge il dott. Urzola. Il quadro normativo, infatti, al momento non lo permette: in Unione Europea le cellule staminali mesenchimali moltiplicate in laboratorio sono considerate medicinali per terapie avanzate (ATMP, dal Regolamento CE 1394/2007). Si possono quindi usare solo all’interno di sperimentazioni cliniche autorizzate o dopo un’autorizzazione dell’Agenzia europea per i medicinali. In Italia, la conservazione del sangue cordonale per uso personale non è consentita nelle banche nazionali, che lavorano per la donazione solidaristica. È permesso però esportarlo, a proprie spese, verso banche private estere.

La Costa Rica ha una storia particolare su questo fronte. Fino a una quindicina di anni fa le autorità sanitarie consideravano queste terapie sperimentali e non consentite. In seguito il Paese si è dotato di un regolamento specifico, che autorizza le terapie con staminali adulte in tre categorie: quelle che comportano una manipolazione importante delle cellule richiedono l’autorizzazione del ministero e prove precliniche di sicurezza ed efficacia. Le nuove regole hanno favorito il turismo medico, soprattutto dagli Stati Uniti. Secondo il suo CV, il dottor Urzola ha contribuito in prima persona alla stesura della normativa sulle cellule staminali.

Mangiare bene, dormire bene, vivere bene

Durante l’intervista, Urzola ribadisce più volte l’importanza dello stile di vita: “È molto importante mangiare bene, dormire bene, avere un livello basso di stress, esporsi al sole, ed è molto importante un rapporto con Dio“. È un’affermazione rara per uno scienziato, e gli chiediamo perché: “Perché, organicamente, non siamo solo corpi: abbiamo anche uno spirito, e lo spirito è legatissimo al corpo. E questo lo dico da scienziato: io amo la scienza, però Dio è fondamentale in questo“. Il peso dello stile di vita è tra i dati più solidi della medicina preventiva: fumo, alimentazione, attività fisica e sonno influiscono in modo misurabile sulla durata e sulla qualità della vita. Ma sono altrettanto importanti anche aspetti emotivi, psicologici e sociali: appartenere a una comunità, sentire di avere uno scopo, prendersi cura della propria salute mentale, coltivare le amicizie.

L’obiettivo, spiega Urzola, è “incrementare il tempo di vita e anche incrementare il tempo di salute”. E aggiunge: “Dopo una certa età si diventa dipendenti da un’altra persona anche per le cose più banali, come mangiare, lavarsi e andare in bagno. Questo ha un costo sulle famiglie e sul sistema sanitario”. Aumentare l’healthspan, cioè gli anni in salute, significa vivere una vita autonoma.

Nel libro Escape Velocity from Human Aging, scritto insieme a Vincent Giampapa, cofondatore e direttore scientifico di RMI, e a Liz Parrish, fondatrice e ceo dell’azienda specializzata in terapie geniche BioViva Science, Urzola sostiene che “l’invecchiamento è una malattia e, come ogni malattia, può essere trattata”. Parrish è nota per aver dichiarato, nel 2015, di essersi sottoposta in Colombia, quindi fuori dal controllo dell’agenzia americana del farmaco (FDA), a due terapie geniche sperimentali contro l’invecchiamento: una scelta criticata da diversi scienziati per l’assenza di dati sulla sicurezza.

Il titolo fa riferimento all’idea della “velocità di fuga dall’invecchiamento”. È il momento in cui la medicina riuscirebbe ad allungare l’aspettativa di vita di più di un anno per ogni anno che passa. Il concetto, reso popolare da Aubrey de Grey e Ray Kurzweil, è un’ipotesi affascinante ma ancora molto controversa, e apre un dibattito etico, oltre che scientifico. Solo perché tecnicamente potremmo farlo, allora dovremmo farlo?

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Empresa saudita oferece petróleo com desconto à Europa

Carregamentos de crude de outubro foram oferecidos com um desconto em relação ao preço oficial de venda da Aramco. Exportações deste mês ficaram comprometidas após ataque ao oleoduto Leste-Oeste.

© ALI HAIDER/EPA

O aumento da oferta saudita contribuiu para a queda dos preços esta semana de algumas variedades de crude transacionadas na Europa
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Ministros do Egito e da Arábia Saudita discutem medidas para conter crise

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, e seu homólogo da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, discutiram, em um telefonema na terça-feira (27), esforços para conter a atual crise regional e evitar uma escalada mais ampla, informou o Ministério das Relações Exteriores do Egito nesta quarta-feira (28), acrescentando que os ministros concordaram em manter uma estreita coordenação bilateral.

O Parlamento do Egito autorizou o presidente Abdel Fattah al-Sisi, na segunda-feira (26), a adotar “todas as medidas necessárias” para ajudar a Arábia Saudita a se defender, em um momento em que os combates entre o reino e os Houthis — grupo iemenita alinhado ao Irã — se intensificaram.

Egito aprova apoio militar à Arábia Saudita após escalada de ataques Houthi

O Parlamento autorizou as Forças Armadas do Egito, na segunda-feira (26), a prestar apoio na defesa da Arábia Saudita — segundo parlamentares e a mídia local.

A medida pode levar o Cairo a se envolver diretamente no conflito regional, que se intensificou com os ataques dos Houthis — grupo iemenita aliado ao Irã — contra o reino do Golfo.

Na semana passada, o presidente Abdel Fattah al-Sisi solicitou ao Parlamento que aprovasse a defesa de seu aliado árabe no Golfo — o maior exportador de petróleo do mundo — caso Riade peça ajuda contra os Houthis.

O avanço desse grupo também ameaça o estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, uma via de acesso ao Canal de Suez, no Egito.

O Egito tem condenado, com frequência, ataques do Irã ou de grupos apoiados por Teerã contra países do Golfo.

No entanto, o país não se envolveu publicamente em combates diretos, nem aderiu ao pacto de defesa mútua — firmado em agosto entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia.

O ministro das Relações Exteriores, Badr Abdelatty, afirmou este mês que a possível adesão do Egito a esse pacto continua sendo “objeto de séria análise”.

O Egito — o país mais populoso do mundo árabe e detentor de uma das maiores Forças Militares da região — integrou a coalizão liderada pela Arábia Saudita no início da guerra no Iêmen, em março de 2015.

Sua participação concentrou-se, sobretudo, na esfera naval: o país enviou navios de guerra para garantir a segurança das rotas marítimas no Mar Vermelho e prometeu apoio aéreo.

O Egito também mobilizou cerca de 800 soldados, mas seu papel em combate foi limitado.

O país participou de uma custosa intervenção militar no Iêmen na década de 1960 e, desde a Guerra do Golfo, em 1991, não realizava o envio de tropas terrestres para operações em larga escala no exterior.

A Arábia Saudita é um importante parceiro político e financeiro do Cairo; sob o governo de Sisi, o reino tem fornecido bilhões de dólares em ajuda, depósitos no banco central e suprimentos de energia.

O príncipe herdeiro saudita reuniu-se com Sisi no Cairo, em 15 de setembro, para discutir questões de segurança e navegação no Mar Vermelho, após a retomada dos combates no Iêmen.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

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Spagna, incidente tra due treni dell’alta velocità: “Almeno 39 morti e 150 feriti”. Vagoni precipitati, è la stessa linea della strage di gennaio

Almeno 39 morti, oltre 150 feriti (di cui cinque molto gravi) e diversi vagoni precipitati nella scarpata. Questo il primo bilancio secondo Sky News di un incidente ferroviario tra due treni ad alta velocità in Spagna: la pista più plausibile è quella dell’errore umano. La società di gestione delle infrastrutture Adif ha sospeso il servizio sulla linea ad alta velocità tra Madrid e Andalusia dopo quanto accaduto, come annunciato dalla stessa azienda statale sui social media. “Il servizio sulla linea ad alta velocità Madrid–Andalusia è attualmente interrotto a causa di uno scontro tra due treni”, si legge nel messaggio. L’incidente è avvenuto al chilometro 118, tra le città di Mora, Orgaz e Urda (Toledo), poco dopo le 9:00 del mattino. Ha coinvolto un treno ad alta velocità Renfe AVE, partito da Madrid alle 8:00 e diretto a Siviglia, e un treno Iryo. Si tratta dell’Iryo 7076 con 146 passeggeri più un neonato e l’AVE 2080 con 397 passeggeri a bordo. Iryo è il marchio dei treni operati da Ilsa, consorzio composto da Ferrovie dello Stato International (51%), Air Nostrum e Globalvia.

Secondo fonti tecniche consultate da ilfattoquotidiano.it presenti sul posto, il treno Iryo (FS International) era fermo a un segnale vicino alla stazione di Toledo, su indicazioni di Adif, per degradazione del sistema di segnalamento. Il gestore (Adif) stava dando le prescrizioni a tutti di andare a 40 km/h proprio per il problema sul sistema di segnalamento. A un certo punto il treno Ave di Renfe è arrivato e ha provocato l’uscita dai binari: la pista privilegiata è un errore umano di un membro di Adif che – fornendo istruzioni ai treni – non ha calcolato che in quel tratto c’era ancora fermo un treno, come da istruzioni della stessa Adif. Le carrozze precipitate sono del treno Iryo. Il governo ha cancellato la propria agenda prevista per oggi.

Quattro dei vagoni coinvolti sono deragliati e sono precipitati in un terrapieno. “Potrebbe essere più grave di quello di Adamuz”, riferiscono fonti a El Pais. Il riferimento è all’altro grave incidente che a gennaio ha coinvolto l’alta velocità, quando due treni si sono scontrati nei pressi della stazione di Adamuz, vicino Cordoba, provocando 45 morti (39 viaggiavano sul treno Alvia e 6 sul treno Iryo) e 112 feriti, di cui 24 gravi e cinque minorenni. In quel caso un treno Iryo era deragliato, scontrandosi con un treno Alvia.

“Seguo con profonda preoccupazione le notizie del tragico scontro tra due treni avvenuto a Toledo, in Spagna, che ha provocato vittime e feriti. Il nostro Consolato Generale a Madrid è al lavoro per verificare l’eventuale coinvolgimento di cittadini italiani e fornire tutta l’assistenza necessaria”. Ad affermarlo in un post su ‘X’ è il vicepremier e ministro degli Esteri, Antonio Tajani in merito allo scontro tra due treni di alta velocità sulla linea tra Madrid e Siviglia. “Il mio pensiero va alle famiglie delle vittime, ai feriti, al Re Felipe VI, al Governo e a tutto il popolo spagnolo, cui esprimo la mia vicinanza in questo terribile momento di dolore“, sottolinea Tajani.

Il Primo Ministro Pedro Sánchez si è detto “sconvolto dal grave incidente ferroviario di Toledo. Rimango in costante contatto con il Ministro dei Trasporti, Oscar Puente, e con il presidente di Castilla-La Mancha. I servizi di emergenza stanno lavorando sul campo per assistere le persone colpite e garantirne la sicurezza, in coordinamento con tutte le amministrazioni coinvolte. Il mio affetto, la mia solidarietà e il mio sostegno a tutte le vittime e alle loro famiglie”, ha scritto Sanchez.

“In queste ore così difficili, il Governo italiano è vicino alla Spagna e al popolo spagnolo per il drammatico incidente ferroviario avvenuto nei pressi di Toledo”. Ha invece affermato il presidente del Consiglio, Giorgia Meloni. “I miei pensieri e quelli di tutto il nostro Governo vanno ai familiari delle vittime, ai feriti e a quanti stanno lavorando senza sosta nelle operazioni di soccorso”, aggiunge.

Intanto la compagnia ferroviaria Iryo ha confermato che uno dei suoi treni è rimasto coinvolto nell’incidente avvenuto questa mattina nei pressi di Urda, nella provincia spagnola di Toledo, annunciando l’attivazione di “tutti i protocolli di emergenza”. “Questa mattina il nostro treno 6076, in viaggio da Madrid a Siviglia, è rimasto coinvolto in un incidente nei pressi di Urda, al chilometro 118″, ha riferito la società in una nota, precisando di essere al lavoro “in stretta collaborazione con le autorità competenti per gestire la situazione”. Iryo ha inoltre annunciato la cancellazione di tutti i collegamenti in partenza dalla stazione madrilena di Atocha e diretti verso il corridoio ferroviario ad alta velocità della Spagna meridionale. “Al momento non è possibile prevedere quando il servizio sarà ripristinato”, ha spiegato la compagnia, assicurando che continuerà a fornire aggiornamenti attraverso i propri canali ufficiali.

Pochi minuti dopo l’incidente sulla linea Madrid-Siviglia, il Ministro dei Trasporti Óscar Puente sarebbe dovuto esser presente all’apertura del Forum Mondiale delle Infrastrutture a Madrid. Ha ricevuto la notizia mentre stava salutando gli organizzatori dell’evento nella Facoltà di Ingegneria Civile, Canali e Porti del Politecnico, da dove si è allontanato in fretta, visto l’incidente che ha coinvolto la ferrovia ad alta velocità.

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Lotta a povertà e disuguaglianze, l’Italia è messa peggio di 15 anni fa: arretra su 5 obiettivi di sviluppo sostenibile dell’Agenda 2030

A quattro anni dalla scadenza dell’Agenda 2030, non solo l’Italia è in netto ritardo rispetto agli Obiettivi di sviluppo sostenibile (SDGs), ma nel 2025 sei dei 17 Obiettivi Onu peggiorano. E appare non raggiungibile il 58% dei target quantitativi fissati al 2030 (tra i 38 analizzati) per i vari goal. Un ritardo che si riflette sulla vita delle persone: oltre 5,4 milioni in povertà assoluta, il 94,5% dei Comuni a rischio idrogeologico e quasi un giovane su cinque con disagio psicologico. Il peggioramento relativo all’ultimo anno analizzato, è accentuato per povertà (goal 1) e acqua pulita e servizi igienico-sanitari (goal 6), ma che riguarda anche imprese e innovazione (goal 9), città sostenibili (11), parità di genere (5) e partnership per gli obiettivi (goal 17). Guardando al lungo periodo, però, quindi tra il 2010 e il 2025, per 10 goal su 17 la situazione risulta “insoddisfacente o critica”. È quanto emerge nell’undicesima edizione del Rapporto dell’Alleanza italiana per lo Sviluppo Sostenibile – Est (ASviS), che valuta l’avanzamento del nostro Paese, dei suoi territori e dell’Unione europea verso i 17 Obiettivi di Sviluppo Sostenibile dell’Agenda 2030 dell’Onu.

Rispetto al 2010, l’Italia è peggiorata per cinque Obiettivi: sconfiggere la povertà (goal 1), acqua pulita e servizi igienico-sanitari (goal 6), ma anche ridurre le disuguaglianze (goal 10), vita sulla Terra (goal 15), pace, giustizia e istituzioni solide (goal 16). Il dossier – presentato a Roma, nell’Aula dei Gruppi parlamentari della Camera dei Deputati – va letto anche alla luce di quanto sta avvenendo nelle piazze italiane ed europee, perché è nei dati che si trovano le cause del malcontento. “Dei 38 obiettivi analizzati, solo 11 (il 29% del totale) sono raggiungibili o avvicinabili, cinque (il 13%) hanno un andamento discordante e ben 22 non appaiono raggiungibili” spiega Enrico Giovannini, direttore scientifico dell’Alleanza Italiana per lo Sviluppo Sostenibile, secondo cui “stiamo assistendo a una ‘regressione insostenibile’, i cui costi economici e sociali crescono, alimentando sfiducia e tensioni sociali”.

Enrico Giovannini: “Scelte politiche dannose”. Gli effetti sui più giovani

“Dietro questi dati ci sono persone, imprese, istituzioni ed ecosistemi che vedono la propria condizione peggiorare o non migliorare anche per scelte politiche dannose o, nella migliore delle ipotesi, miopi” commenta Giovannini. Scelte che privilegiano la condizione dei già ricchi e non dei più poveri, ma anche “il ritorno economico immediato invece che investimenti lungimiranti, vantaggi politici di breve termine, invece che il miglioramento delle condizioni di vita delle popolazioni e della qualità dell’ambiente”. Sono 1,1 milioni i minori che vivono in famiglie che sono in povertà assoluta, solo il 31,1% dei giovani tra i 25 e i 34 anni è laureato a fronte dell’obiettivo del 45% entro il 2030, la riduzione della dispersione scolastica si accompagna ad un peggioramento delle competenze degli studenti. Circa il 16% degli adolescenti e delle adolescenti e quasi un giovane su cinque nella fascia 18-34 anni presentano disagi psicologici e oltre 600mila minori sono seguiti dai Dipartimenti di salute mentale. L’ASviS propone un’agenda di interventi da attuare subito e nella prossima legislatura, con particolare attenzione al contrasto alla povertà e alle disuguaglianze, alla competitività del sistema produttivo, alla transizione ecologica e digitale, alla salute, all’istruzione e al lavoro. Tra le proposte “di sistema” si segnalano l’assunzione della Strategia nazionale di sviluppo sostenibile, attualmente oggetto di revisione da parte del Governo.

Gli obiettivi su cui si rallenta di più negli ultimi 15 anni: povertà e acqua

Per quanto riguarda il goal numero 1 (sconfiggere la povertà), il peggioramento è dovuto principalmente all’aumento delle incidenze della povertà assoluta individuale (+2,9%) e di quella relativa (+2,1). Una situazione recentemente raccontata dall’Istat nel suo rapporto sulla povertà assoluta in Italia e nel quale si parla anche di caro vita e povertà alimentare (Leggi l’approfondimento). L’altro goal su cui l’Italia è peggiorata di più nel lungo periodo è quello relativo all’acqua e ai servizi igienico-sanitari. Si è aggravata la dispersione idrica (+7,7% tra il 2010 e il 2022), mentre le disuguaglianze fra i territori, già alte dal 2010, continuano ad aumentare nel tempo. In questo caso, L’obiettivo quantitativo analizzato per il Goal 6 prevede la riduzione del 15%, entro il 2026, della dispersione delle reti idriche rispetto ai valori del 2015. L’indicatore evidenzia gravi criticità, con un valore nel 2022 pari al 42,4% e una dispersione che risulta in crescita, determinando un allontanamento dall’obiettivo.

Gli altri obiettivi su cui l’Italia è peggiorata negli ultimi 15 anni

Per quanto riguarda il goal 10 (ridurre le disuguaglianze), l’Italia dovrebbe ridurre entro il 2030 la disuguaglianza del reddito netto, ai livelli osservati nel migliore dei Paesi europei, ma l’andamento è insufficiente per raggiungere o avvicinare il target. L’indice complessivo peggiora nel lungo periodo (e di nove punti) anche per il goal 15, che riguarda la ‘vita sulla terra’, a causa del continuo aumento del consumo di suolo, il cui indice è passato da 103,1 del 2012 a 106,3 nel 2024. Le differenze fra i territori risultano tra le più ampie rispetto ai 17 SDGs e aumentano nel corso del tempo. In questo caso sono due gli obiettivi monitorati: il primo prevede di azzerare l’aumento del consumo di suolo annuo entro il 2030. La situazione italiana è estremamente critica (Leggi l’approfondimento), in quanto nel periodo considerato il consumo di suolo ha continuato a crescere: nel 2024 sono stati utilizzati 13,3 nuovi ettari di suolo (ogni 100mila) rispetto al 2023. Ameno di interventi drastici di tipo normativo, l’obiettivo non è raggiungibile. E vale lo stesso per il target che prevede di raggiungere la quota del 30% delle aree terrestri protette entro il 2030. Per quanto riguarda il goal 16 (pace, giustizia e istituzioni solide), sono monitorati due obiettivi: il primo prevede di azzerare il sovraffollamento negli istituti di pena entro il 2030. Ma se il fenomeno si è ridotto dal 151% del 2010 al 105% del 2020, negli ultimi cinque anni si è avuto un peggioramento che ha riportato il sovraffollamento al 124%. “Queste dinamiche contrastanti – si spiega nel report – non consentono di valutare la raggiungibilità dell’obiettivo”. Il secondo prevede di ridurre, entro il 2026, del 40% la durata media dei procedimenti civili rispetto al 2019. Anche se si registra una riduzione complessiva della durata dei procedimenti, la tendenza di lungo termine non appare sufficiente ad avvicinare l’obiettivo.

L’Italia rallenta (ma non è sola)

Guardando all’andamento degli ultimi quindi anni, oltre all’arretramento per i cinque obiettivi citati, l’Italia registra una sostanziale stabilità per cinque Goal: sconfiggere la fame (goal 2), salute e benessere (goal 3), imprese, innovazione e infrastrutture (goal 9), città e comunità sostenibili (goal 11) e partnership per gli obiettivi (goal 17). Miglioramenti limitati per altri cinque goal: istruzione di qualità (goal 4), parità di genere (goal 5), energia pulita e accessibile (goal 7), lavoro dignitoso e crescita economica (goal 8) e lotta contro il cambiamento climatico (goal 13), ma con limiti importanti in diversi obiettivi quantitativi. In realtà, aumenti significativi riguardano solo economia circolare (goal 12) e vita sott’acqua (goal 14). Per cogliere l’andamento complessivo del nostro Paese rispetto all’Agenda 2030 è stato anche calcolato, per la prima volta, un indicatore che sintetizza i 17 indici. Tra il 2010 e il 2025, l’indice totale mostra un aumento inferiore ai tre punti percentuali, quindi estremamente contenuto. “Il mondo di oggi è molto diverso da quello che ci eravamo impegnati a costruire con l’Agenda 2030 – spiega Marcella Mallen, presidente dell’ASviS – ogni ulteriore rinvio aumenta i costi sociali, economici e ambientali, soprattutto per i più deboli. Prendere atto di questi risultati deve spingerci a rafforzare l’impegno, non ad abbandonarlo”. Il ritardo italiano non differisce da un quadro europeo e mondiale preoccupante. Nell’Unione europea la quota dei traguardi quantitativi raggiungibili entro il 2030 scende dal 53% al 47% e sette Obiettivi registrano un peggioramento nell’ultimo anno (povertà, salute, istruzione, disuguaglianze, vita sott’acqua, giustizia e istituzioni solide e partnership) e solamente per uno (sconfiggere la fame) si registra un miglioramento. A livello mondiale soltanto il 15% dei Target dell’Agenda 2030 è sulla buona strada per essere conseguito.

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La rivoluzione da 50 milioni della Sanità laziale inciampa nella burocrazia

Medici di famiglia in allarme: regole diverse tra Asl, personale insufficiente e Case della Comunità in cerca di certezze

La sanità territoriale del Lazio doveva cambiare marcia. Per ora, secondo i medici di famiglia, rischia di restare ferma al semaforo. A meno di un mese dall’entrata in vigore dell’accordo regionale da 50 milioni, la Fimmg denuncia ostacoli organizzativi e chiede alla Regione guidata da Francesco Rocca un intervento urgente. Il problema non è firmare un’intesa, ma trasformarla in servizi per i cittadini di Roma e del Lazio.

Medici in rete, ma ogni Asl segue la propria strada

Il progetto ruota intorno alle Aggregazioni funzionali territoriali (Aft), reti di medici chiamate ad assicurare assistenza dal lunedì al venerdì, dalle 8 alle 20, per bacini fino a 30mila assistiti. Un sistema destinato a integrarsi con le Case della Comunità, rafforzando le cure di prossimità.

Sulla carta il modello è definito. Sul territorio, sostiene il sindacato, le Asl adottano criteri differenti, tanto per le Aft quanto per gli ambulatori del ruolo unico di assistenza primaria. Il rischio è una sanità a geometria variabile: stesso accordo, servizi diversi a seconda del luogo di residenza.

Infermieri, sicurezza e posti ancora bloccati

La Fimmg segnala criticità nelle postazioni ambulatoriali, in particolare durante le ore notturne. Sono previsti almeno due medici, un infermiere e adeguate misure di sicurezza. Requisiti che, secondo il sindacato, non sempre vengono rispettati. Senza le garanzie necessarie, alcune attività ad accesso diretto non possono partire.

C’è poi il nodo della carenza di medici. La possibilità di aumentare fino al 20% il massimale degli assistiti, prevista dall’accordo, non sarebbe ancora operativa. Una misura che potrebbe dare respiro alle zone dove trovare un medico di base è già un’impresa. Mancano inoltre alcuni moduli per richiedere le indennità del personale di studio e infermieristico.

La richiesta alla Regione: meno annunci, più scadenze

Nell’elenco delle questioni aperte figurano i tavoli tecnici da convocare, gli accordi attuativi da completare e i rapporti con le università per il tutoraggio dei futuri medici. La Fimmg sollecita quindi una riunione urgente del Comitato regionale per la medicina generale, con scadenze precise e regole identiche in tutte le Asl.

L’intesa da 50 milioni resta in piedi. Ma tra una delibera approvata e un ambulatorio funzionante corre una distanza che nessun comunicato può accorciare. E il conto dei ritardi rischia di arrivare ai pazienti.

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Manchester United. Scholes pede a Bruno que vá para a Arábia

A lenda do clube Paul Scholes deixou duras críticas a Bruno Fernandes na sequência das polémica que envolve o técnico Michael Carrick. Ainda, o regresso às vitórias do Sporting (com direito a susto).

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Tavira: Concessionário de apoio balnear da praia da Terra Estreita vence concurso Areia Viva 2026

O Município de Tavira congratula a ABEV – Evolução, Lda., na qualidade de concessionário de apoio balnear da Praia da Terra Estreita (freguesia de Santa Luzia), por ter vencido o concurso Areia Viva 2026, uma iniciativa conjunta do Programa Bandeira Azul e a empresa Boomlift que visa promover a limpeza sustentável dos areais, a gestão de resíduos e a economia circular com menor impacto ambiental.

O concurso teve como destinatários os promotores e concessionários de praias galardoadas com Bandeira Azul, tendo o vencedor sido premiado com uma máquina elétrica de limpeza de praias (Baby Tapiro 100 Elétrica) de baixas emissões e reduzida poluição sonora.

Os responsáveis pela limpeza e manutenção dos areais das zonas balneares foram desafiados a mostrar a forma como este equipamento pode beneficiar e valorizar a sua praia. Os participantes, conscientes das características do equipamento, demonstraram, através da sua candidatura como pretendem aliar performance e consciência ecológica.

A máquina recolhe detritos de diferentes dimensões, desde pequenos resíduos a volumosos como pedras, paus e pedaços de vidro e plástico, reforçando a segurança dos banhistas e a preservação da vida marinha, sendo que pode ampliar os seus resultados, caso seja carregada através de painéis fotovoltaicos.

A praia da Terra Estreita ganha, assim, uma distinção que promove a limpeza do areal de forma sustentável.

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