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Calor extremo causa mais de 500 mil mortes por ano em todo o mundo, aponta relatório internacional

Um relatório internacional publicado nesta terça-feira (27) aponta que, em média, o calor esteve associado a 540.800 mortes por ano entre 2016 a 2023, das quais 68,4% (369.940) foram atribuídas às mudanças climáticas influenciadas pelo homem. Os dados demonstram ainda que países com baixo IDH (índice de Desenvolvimento Humano) são os locais com as maiores proporções relacionadas aos óbitos.

O levantamento é da Lancet Countdown, iniciativa internacional que monitora as mudanças climáticas e a saúde mundial, publicado na revista The Lancet. Foram analisados dados desde 2016 em meio a 400 referências de estudos internacionais.

Segundo a análise, os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados dos últimos tempos. Ondas de calor são frequentemente associadas as secas extremas que, por sua vez, representam uma ameaça à insegurança alimentar. Em 2025, as secas afetaram 51,8% da superfície mundial.

Paralelo a isso, também houve um aumento da frequência de dias com chuvas intensas, que afetaram 17,2% por ano da superfície terrestre global entre 2016 e 2025. Os temporais oferecem risco de inundações e deslizamentos de terra.

Os cientistas acreditam que o El Niño, considerado um dos mais devastadores das últimas décadas, influencie e agrave cada vez mais a saúde mundial. O fenômeno começou no segundo semestre de 2026 e deve se estender até o começo de 2027.

“Agora, um El Niño severo ameaça agravar os impactos das mudanças climáticas e desencadear crises humanitárias climáticas sem precedentes no mundo todo. Devido às ameaças crescentes na última década, as mudanças climáticas se tornaram uma emergência global de saúde. Enfrentá-la exige correção urgente de rumo para promover ações coordenadas e baseadas em evidências através das fronteiras, a fim de proteger a saúde e a sobrevivência”, aponta o relatório.

Além das mortes por desidratação e insegurança alimentar, o aumento das temperaturas é favorável para a transmissão de doenças como a dengue, visto que o mosquito aedes aegypti (vetor responsável pelo vírus) se reproduz em ambientes mais quentes e úmidos.

Leia também: Mudanças climáticas impulsionam o avanço da dengue no Brasil, aponta estudo | CNN Brasil

Exposição ao calor influencia na perda financeira

De acordo com os pesquisadores, os impactos sobre a saúde associadas ao calor também provocaram efeitos nas condições econômicas mundiais. Em 2025, a exposição ao calor provocou a perda de 573 bilhões de horas potenciais de trabalho, resultando em perdas estimadas em US$ 1,07 trilhão.

Leia também: Análise: calor extremo ganha escala global e pressiona economia | Blogs | CNN Brasil

Emissões precisam cair 18% até 2030 para evitar agravamento da clise climática

Previsões meteorológicas indicam um aumento da temperatura global que deverá atingir o nível crítico de 1,5 °C em 2030. O número soa preocupante uma vez que o Acordo de Paris — assinado em 2015 e que tem como meta a redução das emissões de gases do efeito estufa — previa a redução da temperatura global, com o objetivo de não ultrapassar os 1,5°C acima do período pré-industrial.

Para tentar evitar esse cenário, a ONU indica que são necessários cortes de 18% nas emissões até 2030 e 45% até 2035, bem como a ampliação contínua da remoção de gás carbônico ao longo do século.

Segundo a organização, o aumento da temperatura global influencia para o desequilíbrio de estações climáticas, bem como o aumento de ondas de calor. Todos esses fatores influenciam em mais poluição, que por sua vez desencadeia em mortes e doenças.

Leia também: Aquecimento global chegou a 1,37°C em 2025 e deve atingir 1,5°C em 2030 | CNN Brasil

O que deve ser feito?

As duas organizações reconhecem que houve um avanço em energias renováveis e políticas climáticas em diversos países. A transição para uma energia mais limpa evitou cerca de 400.000 mortes em 2023 em comparação com 2016, graças à melhoria da qualidade do ar interno.

Mesmo assim, as medidas adotadas pelos países continuam insuficientes para evitar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população global.

Baseado nos critérios estabelecidos pela ONU, a Lancet apontou seis tópicos que precisam ser analisados e priorizados para evitar impactos catastróficos e que ultrapassem as normas que foram estabelecidas no acordo de Paris.

Veja:

 

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Calor, El Niño e tempestades: veja prognóstico para a primavera de 2026

 

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El Gobierno entrega al Supremo la lista con los nacionalizados por la ‘ley de nietos’

El Gobierno ha entregado este miércoles al Tribunal Supremo la lista con las identidades de los nacionalizados por la llamada ley de nietos que le reclamó el pasado viernes. Aunque la Abogacía del Estado cifró en 163.020 personas los inscritos en el Censo Electoral de Residentes Ausentes (CERA) afectados por la suspensión del derecho al voto decretada por la Sala de lo Contencioso-Administrativo, fuentes del Gobierno señalan que la relación final, tras repasar todos los expedientes, contiene un total de 163.355 nombres, de los que hay 901 cuyos expedientes acreditan la condición de exilio, que ha sido certificada por los cónsules. Según la orden dictada por el Supremo, solo estos podrán votar en las elecciones del 29-N.

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© Juan Ignacio Roncoroni ((EPA) EFE)

Personas hacen fila en el Consulado General de España la semana pasada, en Buenos Aires (Argentina).
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Ciclone Arnab deixa ao menos três mortos na costa leste da Índia

Pelo menos três pessoas morreram, dezenas de casas foram danificadas e plantações, destruídas, após um ciclone potente atingir a costa leste da Índia, vindo da Baía de Bengala, nesta quarta-feira (28), trazendo chuvas intensas e ventos fortes, informaram as autoridades.

O ciclone Arnab, classificado pelo Departamento Meteorológico da Índia como uma “tempestade ciclônica muito severa” — a terceira categoria mais alta em sua escala —, atingiu o estado de Andhra Pradesh na manhã desta quarta-feira, com seu centro avançando, na sequência, para o interior do território, segundo a agência.

“Andhra Pradesh foi o estado mais afetado… três pessoas perderam a vida”, disse a repórteres Narendra Singh Bundela, um alto funcionário da NDRF (Força Nacional de Resposta a Desastres).

Chuvas intensas e ventos fortes destruíram pelo menos 180 casas, derrubaram 220 árvores e interromperam o fornecimento de energia em várias áreas, relatou o ministro-chefe de Andhra Pradesh, N. Chandrababu Naidu, em uma carta ao ministro do Interior federal, Amit Shah, na qual o atualizou sobre a situação.

Duas das mortes foram causadas pela queda de uma árvore e por eletrocussão, informaram à agência de notícias Reuters autoridades do gabinete de Naidu.

O estado vizinho de Odisha não foi tão gravemente atingido, disse Bundela, acrescentando que a expectativa era de que a velocidade dos ventos diminuísse à medida que o ciclone avançasse para o interior.

Mais de 180 mil pessoas foram retiradas nos estados de Andhra Pradesh e Odisha antes da chegada do ciclone.

Algumas escolas foram fechadas, e serviços de trem e voos foram cancelados ao longo da costa leste.

Diversas equipes da NDRF e do estado estavam trabalhando nas áreas afetadas, afirmou Bundela, acrescentando que alguns estados vizinhos também poderiam ser atingidos por chuvas intensas.

Imagens de televisão mostraram árvores caídas em rodovias, enquanto trabalhadores, vestindo trajes de proteção contra a chuva, atuavam na remoção de galhos e folhas das vias.

“Ninguém sabia em qual casa a água entraria em seguida, ou qual residência acabaria submersa”, disse Nagi, morador do distrito de Kakinada, em Andhra Pradesh.

“Árvores caíram, casas foram danificadas e todos os nossos pertences, incluindo nossos livros, foram destruídos”, relatou Nagi, que não informou seu sobrenome.

Pescadores ao longo da costa foram aconselhados a não sair para o mar; o departamento meteorológico informou que prevê perdas nas plantações, bem como danos a casas com telhados de palha e a linhas de comunicação.

Estão previstos ventos de 125 km/h a 135 km/h, com rajadas de até 150 km/h.

Além disso, espera-se uma elevação do nível do mar de 1 a 1,5 metro acima da maré normal, o que provavelmente causará inundações em áreas baixas de Andhra Pradesh.

As operações em três aeroportos do estado foram suspensas, informou o Ministério da Aviação Civil da Índia.

Nepal suspende autorizações para trilhas

No vizinho Nepal, as autoridades suspenderam a emissão de autorizações para trilhas em áreas de alta montanha por três dias, devido ao risco de chuvas e nevascas causadas pelo ciclone, informou à Reuters Gita Ghimire, oficial de informações do Departamento de Imigração.

Este é o período de pico para a prática de trilhas no Nepal, com cerca de 750 excursionistas obtendo autorizações por dia.

Na terça-feira (27), o Nepal alertou os turistas para que evitassem se aventurar em áreas de grande altitude, diante do receio de que o ciclone Arnab pudesse provocar chuvas torrenciais, tempestades de neve e avalanches na região do Himalaia, entre a noite de quinta-feira (29) e sábado (31).

O Arnab formou-se sobre a Baía de Bengala, uma região importante para a ocorrência de ciclones tropicais, que já gerou tempestades mortais na costa leste da Índia.

Um superciclone que matou quase 10 mil pessoas ao atingir o estado de Odisha, em outubro de 1999, permanece como um dos desastres naturais mais letais do país.

A Índia, no entanto, desenvolveu ao longo dos anos sistemas de alerta precoce e medidas preventivas para minimizar a perda de vidas.

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Remo x Botafogo: horário e onde assistir ao jogo do Brasileirão

Remo e Botafogo entram em campo nesta quarta-feira (27), às 21h30 (de Brasília), no Estádio Mangueirão, em Belém. O confronto é válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.

Na rodada anterior, o Remo perdeu para o Cruzeiro por 1 a 0. A equipe está na zona de rebaixamento, com 26 pontos.

O Botafogo também vem de derrota. A equipe carioca perdeu por 3 a 0 para o Internacional e ocupa a 11ª colocação, com 39 pontos.

O duelo terá transmissão da TV Globo e Premiere, além do tempo real do CNN Esportes. 

Onde assistir a Remo x Botafogo

Ficha técnica de Remo x Botafogo

  • Data: 28/10/2026 (quarta-feira)
  • Horário: 21h30 (de Brasília)
  • Local: Estádio Mangueirão, em Belém
  • Fase: 33ª rodada

Botafogo anuncia Tite como novo técnico

Os textos gerados por Inteligência Artificial na CNN Brasil são feitos com base em informações apuradas e checadas por jornalistas. Clique aqui para saber mais
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Fachin arquiva ações ligadas ao inquérito das fake news

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta terça-feira, 27, o arquivamento de três investigações relacionadas ao inquérito das fake news. Os casos envolvem o pastor Silas Malafaia, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o escritor Guilherme Fiuza.

Fachin assumiu a relatoria do inquérito das fake news em setembro, em meio à crise interna na Corte. O ministro Alexandre de Moraes era responsável pela condução do caso até então. O inquérito foi aberto há sete anos para apurar ameaças contra a Corte. Fachin prometeu arquivar o processo, mas há 104 procedimentos vinculados que devem ser examinados.

No caso de Eduardo, Fachin decidiu arquivar o inquérito porque o ex-deputado já foi condenado pela Primeira Turma, em junho, por coação no curso do processo que levou à condenação de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado no País.

Malafaia chegou a ser investigado por participação no crime de coação no curso do processo junto a Eduardo, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o arquivamento do caso por não ver provas suficientes. Fachin seguiu o entendimento da PGR.

Na investigação de Fiuza, Fachin reconheceu que uma das condutas investigadas - incitação ao crime contra ministros do Supremo - já prescreveu. O último fato ocorreu em 17 de dezembro de 2022 e a prescrição do delito é de três anos.

Fiuza também era investigado por crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, mas a PGR concluiu que não haviam elementos suficientes para ligá-lo aos bloqueios de rodovias em novembro de 2022 ou aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

As medidas cautelares impostas ao jornalista (bloqueio de bens e suspensão de passaportes) também foram revogadas por Fachin.

© Gustavo Moreno/STF

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, arquiva ações ligadas ao inquérito das fake news
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