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Desarrollan en Bolivia Feria Internacional de La Paz

La Paz, 29 oct (Prensa Latina) La Feria Internacional de La Paz (Fipaz) prosigue hoy en el capitalino recinto expositivo Chuquiago Marka, con varios países invitados y una variada programación cultural y comercial.

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Varios de los grandes museos cancelan sus actividades hasta el lunes en señal de duelo por Urda

El Museo del Prado ha cancelado todas sus actividades programas hasta el próximo lunes, 2 de noviembre, "en señal de duelo y consternación ante el dramático accidente ferroviario en Urda (Toledo)", según ha informado la pinacoteca en sus redes sociales.

La institución ha enviado un "sentido" abrazo a los familiares y allegados de las personas afectadas por esta "terrible" tragedia. El horario se mantendrá igual.

Por su parte, el Museo Thyssen también ha anulado todas sus actividades públicas hasta el sábado 31 de octubre. Concretamente, se ha pospuesto hasta nueva fecha la primera de las conferencias del ciclo El universo freudiano de Dalí, prevista para esta misma tarde. Aun así, el horario de apertura del museo se mantendrá de forma habitual.

El Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía no tenía ninguna actividad programada para los próximos días, según han detallado fuentes del mismo.

Por otro lado, el Museo del Traje, el Museo del Romanticismo y el Museo de América, que son museos estatales dependientes del Ministerio de Cultura, han cancelado las presentaciones de sus exposiciones La moda a tus pies, Roberta Marrero. Yo soy la navaja y la herida y Imagen y memoria. Argentina 1976-2003, respectivamente, programadas para mañana jueves 29 de octubre.

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Muere el actor Patrick Stewart, el profesor Xavier de X-Men y capitán Picard de Star Trek

El intérprete británico Patrick Stewart, consagrado actor de teatro, además de estrella de cine y TV, ha fallecido en su casa de Los Ángeles Leer

El intérprete británico Patrick Stewart, consagrado actor de teatro, además de estrella de cine y TV, ha fallecido en su casa de Los Ángeles
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Peter May, rey del policiaco escocés

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“¡Ah, pobre, pobre patria! Casi temerosa de conocerse a sí misma; ya no puede llamarse nuestra madre, sino nuestra tumba”. En este célebre pasaje de Macbeth, el noble Ross lamenta el infierno en el que se ha convertido su amada tierra bajo el yugo del tiránico y sanguinario rey que da título al clásico shakesperiano. Escocia reducida a una cuna de aullidos y gemidos donde un “pesar violento” recorre todas sus fibras. Más de cuatro siglos después, el país ya no es el concentrado de barbarie y llantos que inspiraron al Bardo, pero el eco de tan oscuro pasado continúa vibrando en las páginas de su fecunda y vigorosa novela negra.

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Unesco reconhece três lugares de memória da escravidão no Brasil

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O Cais do Valongo, a Sociedade Protetora dos Desvalidos e a Serra da Barriga foram inscritos na Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

“O governo brasileiro saúda a inclusão dos três lugares, que contribui para a preservação e a transmissão da memória da escravidão, o reconhecimento da resistência histórica da população negra e a educação das novas gerações”, apontou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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A candidatura com o pedido de inclusão na Rede foi apresentada pelo MRE, que indicou o Cais do Valongo (foto em destaque), na região portuária do Rio de Janeiro, por ser um local de preservação de vestígios de um dos principais pontos nas Américas para desembarque de africanas e africanos escravizados. Desde 2017, o Cais do Valongo também está inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

A Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, na Bahia, é uma referência histórica da organização e da solidariedade da população negra desde o século XIX. É a primeira instituição civil negra do Brasil em funcionamento contínuo. Foi fundada em 1832 por Manoel Victor Serra e outros homens negros livres, com o perfil de resistência, que, conforme a própria entidade, “ecoou nas Revoltas dos Búzios (1798) e dos Malês (1835), unindo organização, solidariedade e luta pela liberdade do nosso povo”.

A Serra da Barriga é onde está localizado o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares, Alagoas. O local guarda a memória do Quilombo dos Palmares, mais um lugar de resistência à escravidão no Brasil. Desde 1988 é uma região que faz parte da União.

Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga, em Alagoas Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga, em Alagoas
Quilombo dos Palmares na Serra da Barriga, em Alagoas - Arquivo/Agência Alagoas

Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas

A intenção da Unesco ao criar a Rede foi promover a preservação dos lugares relacionados à história da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas. Com a participação das comunidades locais, tem ainda a função de intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de iniciativas educativas.

“Criada em 2024, no âmbito do Programa Rotas dos Escravizados: Resistência, Liberdade e Patrimônio, da UNESCO, a Rede busca conectar lugares de diferentes países, promovendo o intercâmbio de experiências, a cooperação internacional e o desenvolvimento de iniciativas de educação, pesquisa e valorização da memória”, informou à Agência Brasil, a diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.

A apresentação das candidaturas nacionais é coordenada pelas Comissões Nacionais para a Unesco. No Brasil essa missão cabe ao Ministério das Relações Exteriores. Já integram a iniciativa o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais; e os Museus Casa da Hera e da República, os dois no Rio de Janeiro.

Marlova Jovchelovitch Noleto disse que a inclusão dos três novos sítios brasileiros na Rede “representa um importante reconhecimento internacional de seu valor histórico e de sua contribuição para a preservação da memória da escravidão e da resistência da população negra”.

Para a diretora e Representante da Unesco no Brasil, mais do que reconhecer o passado, a iniciativa procura contribuir para que essa memória seja transmitida às novas gerações e ajude a compreender os efeitos duradouros da escravidão, inclusive o racismo estrutural e as desigualdades que persistem nas sociedades contemporâneas.

“Também cria oportunidades para que os responsáveis por esses espaços compartilhem boas práticas, desenvolvam ações conjuntas e ampliem a visibilidade de suas histórias em um contexto internacional”, apontou.

“É uma maneira de transformar lugares de memória em espaços vivos de conhecimento, diálogo intercultural e promoção dos direitos humanos”, completou.

Na visão do doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ivanir dos Santos, a inclusão desses três sítios em iniciativas de reconhecimento patrimonial vinculadas à Unesco representa mais do que a valorização de espaços históricos. "Constitui uma oportunidade de questionar as narrativas tradicionais sobre a formação da sociedade brasileira e reconhecer o protagonismo da população negra na construção da história nacional”.

O também babalaô e interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR) acrescentou que esses lugares expressam diferentes dimensões da experiência negra no Brasil, desde a violência do tráfico transatlântico de africanos escravizados, simbolizada pelo Cais do Valongo, até as estratégias de organização coletiva, solidariedade e resistência.

“A importância desses patrimônios também está diretamente relacionada à trajetória histórica do movimento negro brasileiro, cuja atuação tem sido fundamental para denunciar o racismo, reivindicar direitos, combater o apagamento da memória afro-brasileira e exigir o reconhecimento da contribuição da população negra para a sociedade”, indicou.

De acordo com Ivanir dos Santos, a Serra da Barriga, em particular, constitui um símbolo da resistência à escravidão e da luta por liberdade e autonomia, enquanto o Cais do Valongo evidencia a dimensão histórica da violência escravista e a necessidade de preservar a memória das vítimas do tráfico transatlântico.

“A Sociedade Protetora dos Desvalidos, por sua vez, demonstra como a população negra construiu formas de associação, apoio mútuo e mobilização coletiva diante das restrições impostas pelo racismo e pela desigualdade social”, completou.

Segundo o professor, esses espaços, não apenas preservam vestígios do passado, mas dialogam com as reivindicações contemporâneas do movimento negro por reparação histórica, igualdade racial e reconhecimento de direitos.

“Nesse sentido, o reconhecimento e a valorização desses patrimônios podem fortalecer as lutas do movimento negro ao conferir visibilidade internacional às experiências de violência, resistência e organização política da população negra”, observou.

Ivanir dos Santos ponderou, no entanto, que essa valorização não deve se restringir ao reconhecimento institucional ou simbólico. O professor defendeu que é fundamental que seja acompanhada de políticas efetivas de preservação, educação antirracista e participação das comunidades negras na gestão e interpretação desses lugares.

“Dessa forma, a proteção desses patrimônios contribui para democratizar a memória coletiva, confrontar o racismo estrutural e reafirmar o papel histórico do movimento negro na construção de uma sociedade mais justa, plural e comprometida com a reparação das desigualdades produzidas pela escravidão e por seus desdobramentos históricos”.

O professor destacou que o reconhecimento desses espaços ultrapassa a dimensão da preservação patrimonial, assumindo também um caráter político, social e educativo.

"Ao valorizar a memória do Quilombo dos Palmares, reafirma-se que a história do Brasil foi construída não apenas pela ação dos colonizadores e das elites econômicas, mas também pela resistência, pelo trabalho e pelas contribuições dos povos africanos e de seus descendentes”, concluiu.

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Kiluanji Kia Henda estreia sátira sobre Angola em festival de Roterdão

O filme "Karl Marx, Luanda", do artista angolano Kiluanji Kia Henda, vai ter estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, em janeiro, nos Países Baixos, revelou hoje a organização.

 

Em "Karl Marx, Luanda", Kiluanji Kia Henda imagina um país que "renova o seu compromisso com o comunismo" e conta "uma história de amor com viagens no tempo", que combina "ficção científica africana com 'western spaghetti'", como descreveu o festival.

O filme tem coprodução entre Angola e Portugal (pela Wonder Maria Filmes) e representa um regresso de Kiluanji Kia Henda ao festival de Roterdão, onde apresentou em 2021 a performance "Red Light Square - history is a bitch project: Kinaxixi", sobre o Largo de Kinaxixi, em Luanda, um projeto desenvolvido em residência no Porto.

Artista multidisciplinar nascido em 1979, Kiluanji Kia Henda aborda, através da arte, a memória coletiva, os espaços públicos e a sociedade. Tem refletido sobre o pós-colonialismo em várias exposições e criações, com trabalhos como "Redefining the power", sobre os movimentos pela retirada de monumentos, que têm emergido na América, na Europa e também em África.

Em 2012 recebeu o Prémio Nacional de Arte e Cultura, em Angola, e, em 2017 o Frieze Artist Award, atribuído pela feira de arte londrina com o mesmo nome, dedicado a jovens emergentes.

Já marcou presença em iniciativas como a Bienal de São Paulo, e foi selecionado para exposições no Centre George Pompidou, em Paris, em 2020, na Tate Modern, em Londres, em 2018, e no Guggenheim de Bilbau, em 2015, o mesmo ano em que fez parte de uma mostra no Smithsonian, em Washington.

É ainda autor do Memorial de Homenagem às Pessoas Escravizadas, para ser instalado na zona da Ribeira das Naus, em Lisboa.

O filme "Karl Marx, Luanda" é um dos primeiros títulos a ser anunciado para a 56.ª edição do festival de cinema de Roterdão, marcada de 28 de janeiro a 07 de fevereiro de 2027.

Leia Também: Sagesse quer mais escala de Portugal para atrair produções de cinema e TV

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Fallece en Nicaragua David McField, cantor de la Revolución

Managua, 29 oct (Prensa Latina) El poeta y cantor de la Revolución Popular Sandinista de Nicaragua, David McField Richards, falleció hoy a los 90 años de edad, informó un comunicado de la presidencia de la República.

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"Medida por Medida", de Shakespeare, estreia-se em Almada

A peça "Medida por Medida", a estrear-se na sexta-feira pela Companhia de Teatro de Almada no Teatro Municipal Joaquim Benite, naquela cidade, é uma obra "política e metafísica", disse o encenador à Lusa no final de um ensaio.

 

De acordo com Ignacio Garcia, o texto de William Shakespeare, na base do espetáculo, é uma peça "política e metafísica, na sua dupla dimensão", que, "sem dúvida", assenta "que nem uma luva nos tempos atuais".

A peça entra "numa dimensão política, porque nem todos somos julgados da mesma maneira, [e] porque os poderosos têm privilégios e os que sofreram sempre continuam a sofrer. E isso é a dimensão política da pergunta que continua. Evidentemente, basta sair à rua para ver que essa pergunta é pertinente hoje".

Quanto à questão metafísica, está presente porque a peça "aborda muitos temas que estão muito na ordem do dia, sobretudo com a existência das redes sociais", disse o encenador, confessando-se "preocupado, sobretudo pelas novas gerações, com o juízo (julgamento) permanente" que se vive atualmente.

"Esta coisa do 'like-a-like', de que desde o acordar de manhã até à noite devem julgar", acrescentou o encenador à agência Lusa, sublinhando não ter qualquer rede social por "preservar muito a privacidade".

E exemplificou: "Se alguém colocar no Instagram que está a beber um café devem julgar se é bom o café, se é bom o lugar, se deviam ou não tomar o café".

"Aparentemente estamos numa sociedade mais livre, mas é uma sociedade muito mais conservadora no sentido de estar todo o tempo a julgar. E no julgar estão todos os preconceitos sociais": se colocam no Instagram "uma foto de um homem a tomar um café com uma mulher, o julgamento não é o mesmo".

Tal como "se a mulher toma açúcar não é o mesmo que se o homem toma açúcar, se é uma pessoa racializada também não é o mesmo, se é uma mulher gorda, se é uma mulher velha, se é uma pessoa bem vestida ou se é alguém mal vestido", frisou.

Por isso, a pergunta que a peça deixa e que é "metafísica e pertinente" é a seguinte: "Na tua vida, estás a julgar os outros como te julgas a ti mesmo?" enfatizou o encenador, a propósito daquele que é o quarto espetáculo que põe em palco para a Companhia de Teatro de Almada (CTA).

A história de "Medida por medida" centra-se em Ângelo, escolhido para substituir o duque de Viena durante a ausência deste da cidade.

Temas como a justiça e injustiça exercida pelos governos, luxúria, lealdade, traição, bondade e perversão do poder perpassam toda a peça.

Ângelo aproveita-se do cargo para pôr em prática a sua maldade, com ameaças e chantagem, mas o Duque de Viena acaba por gizar um plano, para denunciar a sua hipocrisia.

Uma estrutura metálica de dois pisos - um superior e outro inferior - definem o cenário e as diferentes origens socias das 13 personagens: o piso superior é quase sempre ocupado pelo duque, por Ãngelo e pelos servidores da classe vigente; no inferior estão os pobres, os sem nada, os que habitam "quase os esgotos da cidade", como se diz na peça.

Escrita por Shakespeare em 1603 ou 1604, e publicada vinte anos depois, "Medida por Medida" contém todos os temas "recorrentes" nas peças do dramaturgo inglês, disse Ignacio García, sublinhando a "atualidade" de todos eles.

"Medir e ser medido" é uma premissa que atravessa toda a peça, "porque com o juízo com que julgardes sereis julgados" e "a medida com que medirdes será aquela que vos medirá", como o próprio texto insiste.

"Medida por medida" trata, assim, "do julgar e ser julgado, da vivência sob uma supervisão constante, permanente, sem piedade", restando apenas a esperança às classes mais desfavorecidas.

"Os infelizes não têm outro remédio senão a esperança", ouve-se no desenrolar do drama.

No fundo, a peça fala de se estar estar "toda a vida a julgar os outros", afirma Ignacio García, questionando se não é possível "deixar os outros viverem em paz".

Como diz Ângelo no final do espetáculo, quando as câmaras apontam para o público, "fui apanhado, fui castigado, vou-me embora, mas não sou o poder".

"Há um poder superior - as super-estruturas que nem conhecemos - que vai continuar a controlar, independentemente de os governos mudarem", observou Ignacio García.

E concluiu: "Sabemos que estamos numa sociedade sobre-informada e que há muita informação. A pergunta é para quê e para quem é essa informação".

"Medida por medida" fica em cena na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite de 30 de outubro a 29 de novembro, com récitas à sexta-feira e sábado, às 21:00, e à quinta-feira e ao domingo, às 16:00.

No dia 31 de outubro e nos dias 07, 14, 21 e 28 de novembro, pelas 18:00, haverá as habituais conversas com o púbico.

A peça tem tradução de Fernando Villas-Boas, versão de José Gabriel Antuñano, cenografia de José Manuel Castanheira e figurinos de Sérgio Loureiro.

O desenho de luz é de Guilherme Frazão, e o vídeo de Pedro Castanheira.

A interpretar estão André Pardal, Ana Cris, Duarte Grilo, Duarte Guimarães, João Cabral, João Didelet, José Redondo, Maria João Falcão, Marina Albuquerque e Pedro Walter.

Festival Zero regressa a Tomar com duas semanas de cultura

Festival Zero regressa a Tomar com duas semanas de cultura

O Festival Zero regressa a Tomar com programação de 31 de outubro a 14 de novembro, incluindo teatro, música, fotografia e poesia em diversos espaços da cidade.

Lusa | 12:56 - 29/10/2026

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"A leitura é fundamental para termos concidadãos esclarecidos"

A coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) disse hoje que a leitura é fundamental para a existência de concidadãos mais esclarecidos, participativos e capazes de serem autónomos no pensamento e para manterem os valores e a democracia.

 

"Todos consideramos fundamental fazer das nossas crianças e concidadãos leitores. Esta tarefa de fazer leitores é complexa, mas fundamental para manter os nossos valores, a democracia, a capacidade de participar e de ser autónomo. A leitura é fundamental para termos concidadãos esclarecidos", afirmou Maria João Filipe.

A coordenadora nacional da RBE deslocou-se a Castelo Branco para participar na cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação da Rede de Bibliotecas de Castelo Branco (RBCB), que reúne o município de Castelo Branco, os quatro Agrupamentos de Escolas do concelho (Afonso de Paiva, Amato Lusitano, José Sanches e São Vicente da Beira e Nuno Álvares) e o Centro Social dos Padres Redentoristas.

O protocolo estabelece um quadro de cooperação institucional, que visa reforçar a promoção da leitura e das literacias, a partilha de recursos documentais, o empréstimo interbibliotecas, a formação conjunta dos profissionais e a valorização do património bibliográfico e cultural do território.

Entre os objetivos destaca-se o desenvolvimento de um catálogo coletivo concelhio, a articulação dos serviços digitais, a perspetiva de um cartão único de leitor e a construção de um plano concelhio de leitura, procurando facilitar o acesso da população aos recursos das diferentes bibliotecas.

Maria João Filipe enalteceu esta iniciativa de trabalho em rede, considerando que faz parte do ADN do programa da RBE.

O presidente da Câmara de Castelo Branco realçou a importância da cerimónia, que trata de um tema do presente e do futuro.

"Cada vez menos há menos oportunidades e hábitos de leitura. Compete-nos a nós, autarcas e professores, criar um gosto pela leitura e incentivar este gosto dando condições para poder ser concretizado", afirmou Leopoldo Rodrigues.

O autarca salientou a importância das bibliotecas e de levar até elas os jovens e explicar-lhes a importância da leitura.

Num contexto marcado pela transformação digital, pela desinformação e pelos desafios da inteligência artificial, a RBCB pretende contribuir para uma comunidade mais informada, crítica e participativa, através da cooperação efetiva entre as bibliotecas escolares, a biblioteca municipal e as restantes instituições parceiras.

"Mais do que a assinatura de um documento, este momento representa a consolidação de um compromisso coletivo: colocar as bibliotecas, a leitura e o conhecimento ao serviço de toda a comunidade de Castelo Branco".

Após a assinatura do protocolo seguiu-se a inauguração da Biblioteca escolar da Escola Básica da Mina e do Ponto Biblioteca da Escola Básica/Jardim de Infância do Castelo, ambos pertencentes ao Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva.

A criação destes espaços enquadra-se na medida extraordinária de alargamento da RBE ao 1.º ciclo do ensino básico, promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que prevê a instalação de 434 novas bibliotecas escolares em 2026, beneficiando cerca de 50 mil alunos, e o prosseguimento do alargamento em 2027.

Em Castelo Branco, a Escola Básica da Mina foi contemplada na Prioridade 2 desta iniciativa nacional, enquanto a Escola do Castelo beneficia da modalidade Ponto Biblioteca, especialmente dirigida a estabelecimentos de menor dimensão.

Urso visita biblioteca no centésimo aniversário de Winnie-the-Pooh: Veja

Urso visita biblioteca no centésimo aniversário de Winnie-the-Pooh: Veja

Um urso entrou numa biblioteca no condado de Mono, no estado norte-americano da Califórnia, exatamente no dia do centenário de Winnie-the-Pooh. O animal 'visitou' o stock de snacks e saiu sem causar danos.

Notícias ao Minuto | 15:56 - 16/10/2026

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Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

A artista têxtil portuguesa Vanessa Barragão criou uma obra exclusiva para integrar uma rifa solidária da edição de 2026 da Prometo Viver, que se realiza a 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro. A iniciativa pretende angariar fundos para apoiar o trabalho humanitário da UNICEF junto das crianças em Gaza, através da atribuição de uma peça original produzida no atelier da artista, em Albufeira.

Sob o mote “Pelo direito de ser criança”, a edição deste ano procura sensibilizar a comunidade para a importância de assegurar às crianças condições de proteção, segurança e afeto, bem como a liberdade de viverem plenamente a infância.

A participação na rifa está aberta ao público, através de uma plataforma digital, permitindo que os interessados contribuam para a causa e concorram à atribuição da obra.

Coração têxtil inspirado no oceano simboliza proteção e amor

Conhecida pelas suas criações inspiradas na natureza e nos ecossistemas marinhos, Vanessa Barragão aceitou o convite para desenvolver uma peça especialmente concebida para a iniciativa.

A obra consiste num coração têxtil, inteiramente produzido à mão no atelier da artista, em Albufeira, recorrendo a técnicas artesanais e materiais reciclados que caracterizam o seu trabalho.

Inspirada nas formas orgânicas do oceano, a criação procura representar valores como o cuidado, a proteção e o amor, associados ao direito de todas as crianças a uma infância segura.

Vanessa Barragão explicou que o convite assumiu um significado particular, levando-a a criar uma peça que alia a sua linguagem artística a uma causa humanitária.

“Há projetos que nos tocam de uma forma muito especial, e este foi certamente um deles. Quando recebi o convite para criar uma peça para esta iniciativa, soube imediatamente que queria fazer parte. Criei este coração inspirado na natureza e no oceano, como tantas outras obras minhas, mas desta vez com um propósito ainda maior. Para mim, representa o cuidado, a proteção e o amor que todas as crianças merecem. Porque todas as crianças deveriam ter a liberdade de simplesmente ser crianças”, afirmou a artista.

Rifa digital apoia trabalho humanitário da UNICEF em Gaza

A obra será atribuída através de uma rifa solidária digital, cuja participação está aberta a todos os interessados.

A aquisição de rifas permite contribuir para a angariação de fundos destinados a apoiar a intervenção humanitária da UNICEF junto das crianças em Gaza, oferecendo simultaneamente a possibilidade de receber uma peça única de Vanessa Barragão.

A iniciativa decorre através da plataforma GoTombola, estando as rifas disponíveis para aquisição online.

O vencedor será anunciado durante a transmissão em direto da gala Prometo Viver, marcada para 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro.

A edição de 2026 pretende, assim, associar a criação artística à sensibilização para os direitos das crianças, mobilizando a comunidade em torno de uma causa humanitária.

As rifas solidárias estão disponíveis aqui.

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Na 17ª edição, Festival de Cinema Francês forma olhares no Brasil

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Há 17 edições, o Festival de Cinema Francês aproxima culturas e amplia o acesso do público brasileiro a histórias que revelam diferentes maneiras de ver o mundo. A partir desta quinta-feira (29), a mostra exibe 21 filmes em mais de 50 cidades. A mostra vai até 11 de novembro.

Ao longo dessa trajetória, o festival já alcançou cerca de 2,5 milhões de espectadores e se consolidou como o principal evento nacional dedicado à cinematografia francesa. 

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Neste ano, a programação ocupa aproximadamente 100 cinemas e reúne comédias, dramas, suspenses políticos, animações e documentários. Os valores dos ingressos variam de acordo com o local de exibição.

Na curadoria desde a primeira edição, a francesa Emmanuelle Boudier vive há 22 anos no Brasil. Para ela, apresentar filmes de diferentes países é uma forma de estimular o pensamento crítico, especialmente em um cenário no qual a diversidade de perspectivas se torna cada vez mais necessária.

Segundo ela, o festival procura oferecer alternativas a uma programação frequentemente dominada pelo cinema norte-americano. 

“O cinema faz com que a gente abra a mente para coisas que não conhecemos.”

Entre os destaques desta edição está De Gaulle: A França Livre, de Antonin Baudry. A obra acompanha a decisão do general Charles de Gaulle de organizar a resistência francesa depois da derrota do país diante da Alemanha nazista, em 1940. Para Emmanuelle Boudier, a escolha tem relação direta com o momento atual. 

“É uma mensagem de que nunca devemos desistir dos nossos ideais, da nossa liberdade, da democracia.”

A programação também inclui o thriller político Júpiter, de Alexandre Smia, exibido fora de competição no Festival de Veneza de 2026. A trama acompanha um presidente recém-eleito diante de uma crise internacional que ameaça desencadear uma guerra nuclear. 

O filme será exibido no Brasil antes da estreia francesa, prevista para 18 de novembro. 

A curadora explica que a seleção deste ano procurou equilibrar filmes mais densos com produções leves, capazes de oferecer momentos de diversão.
 

FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS CHEGA À 17ª EDIÇÃO FORMANDO OLHARES EM TODO O BRASIL, Foto: Divulgação festival. FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS CHEGA À 17ª EDIÇÃO FORMANDO OLHARES EM TODO O BRASIL, Foto: Divulgação festival.
 Festival traz comédias, dramas, suspenses políticos, animações e documentários - Divulgação festival.

Humor

Um dos destaques é O Beijo Elétrico (La Vénus électrique), de Pierre Salvadori, comédia romântica ambientada em Paris, em 1928, que abriu o Festival de Cannes de 2026. 

O filme acompanha Antoine Balestro, um pintor que perde a inspiração após a morte da esposa e tenta entrar em contato com ela por meio de uma vidente. O que ele não sabe é que a mulher participa de uma farsa para ajudá-lo a recuperar a criatividade.

Outra comédia é Bem-vindos à La Comédie-Française, de Martin Darondeau e Bertrand Usclat. A história acompanha Nina, uma diretora que está prestes a estrear na tradicional companhia teatral francesa, mas precisa lidar com atrasos, problemas técnicos e desentendimentos que ameaçam a apresentação. 

O longa recebeu quatro prêmios no Festival Internacional de Cinema de Comédia de l'Alpe d'Huez e superou 900 mil espectadores na França.

Para Emmanuelle Boudier, a comédia francesa encontra boa receptividade entre os brasileiros. 

Suspense

O suspense O Fantasma da Ópera (Le Fantôme de l'Opéra), de Alexandre Castagnetti, ambienta sua história nos recantos do Palais Garnier, em Paris. A trama acompanha uma jovem bailarina envolvida em uma história de amor, mistério e acontecimentos inexplicáveis.

A seleção também traz o curta-metragem Duas Pessoas Trocando Saliva (Deux personnes échangeant de la salive), de Natalie Musteata e Alexandre Singh, vencedor do Oscar de 2026 de melhor curta-metragem em live action. 

Ambientada em uma sociedade repressiva, a história acompanha duas mulheres que se aproximam em um contexto no qual o beijo é proibido e punido com a morte.

Intercâmbio

Além de apresentar filmes ao público, o festival busca fortalecer a relação entre as indústrias audiovisuais brasileira e francesa. Uma das iniciativas é o laboratório de escrita de roteiros, que promove encontros entre roteiristas dos dois países.

De acordo com Emmanuelle Boudier, a organização recebeu mais de 150 projetos este ano e selecionou 15 produções. O laboratório estimula a troca de experiências e pode abrir caminho para futuras parcerias e coproduções.

Moradora do Rio de Janeiro há mais de duas décadas, ela diz que a experiência transformou sua própria identidade. Foi no Brasil que criou os três filhos e construiu uma relação afetiva com a cidade. “Às vezes me sinto muito carioca e também muito parisiense.”

Para ela, viver entre culturas diferentes é uma oportunidade de conhecer outras perspectivas e ampliar a própria visão de mundo, princípio que também orienta o festival.

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"Falta política de património" em Portugal, alerta ICOMOS

O presidente do ICOMOS Portugal, Orlando Sousa, considerou hoje que existe "muito trabalho" feito no país sobre os riscos para a conservação do património cultural, naturais e provocados pelo homem, mas são necessárias medidas práticas.

 

"Há muito trabalho feito, de facto, mas há muito trabalho para fazer e, sobretudo, há que operacionalizar", alertou o responsável, à margem de umas jornadas em Évora sobre o impacto das alterações climáticas nos monumentos.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da representação nacional do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) explicou que "há muitos estudos feitos" por cientistas, mas, agora, "é preciso juntar a investigação à operação".

"Isto é, medidas concretas a vários níveis nestas matérias", defendeu, argumentando que o património cultural não enfrenta apenas riscos decorrentes das alterações climáticas, mas também "riscos antrópicos", provocados pelo homem.

Segundo Orlando Sousa, estes perigos para os monumentos estão relacionados, por exemplo, com o tráfico de antiguidades ou a destruição deliberada de um edifício e de um bem cultural qualquer.

Outro fator que "preocupa muito" o ICOMOS prende-se com o risco sísmico, que "pode ser mais desastroso para o património do que uma inundação ou um aumento de temperatura".

Quando se pensa no terremoto de 1755, em Lisboa, não se pode olhar só para a capital, porque um sismo "estende-se por todo o território", pelo que "essas questões devem ser pensadas de forma global", avisou.

Para o presidente da representação nacional do ICOMOS, Portugal ainda não olhou com "alguma seriedade e preocupação" para os riscos que se colocam à conservação do património cultural.

"Há muita coisa feita, mas outro problema é que o trabalho é feito muito separadamente, de cientista para cientista", sem ser em equipa, argumentou, considerando ainda que "falta política de património" em Portugal.

Évora foi hoje 'palco' de umas jornadas no âmbito do projeto europeu HEPRESTONE, que desenvolve métodos e ferramentas para melhorar a proteção do património construído, através da monitorização, análise dos materiais e utilização de tecnologias digitais.

Especialistas portugueses e espanhóis participaram nesta reflexão conjunta sobre os desafios que as alterações climáticas colocam à conservação do património histórico e arqueológico.

O HEPRESTONE desenvolve-se nas regiões portuguesas do Alentejo e do Centro e na espanhola da Estremadura, onde estão a ser testadas abordagens adaptadas a diferentes monumentos e contextos patrimoniais.

A muralha romana de Évora é um desses casos de estudo e "constitui um exemplo concreto dos desafios que se colocam à conservação do património construído em pedra", indicou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, um dos parceiros do projeto.

De acordo com esta entidade, "a exposição prolongada às condições ambientais e os efeitos das alterações climáticas tornam necessário aprofundar o conhecimento sobre os materiais, os processos de degradação e os fatores que podem comprometer a conservação" das muralhas.

O vice-presidente para a Cultura na CCDR do Alentejo, Henrique Sim-Sim, realçou que o projeto "demonstra a importância da cooperação transfronteiriça, neste caso ao permitir testar soluções inovadoras para a conservação preventiva do património".

12.500 filmes e documentários em risco no arquivo moçambicano

12.500 filmes e documentários em risco no arquivo moçambicano

Moçambique enfrenta dificuldades na preservação do seu património audiovisual, com cerca de 12.500 filmes e documentários no arquivo nacional em risco, necessitando de melhores condições de conservação, incluindo refrigeração e digitalização, disseram hoje responsáveis do setor.

Lusa | 13:09 - 27/10/2026

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Orçamento tem “rigorosamente zero para o distrito”

VTM

Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.

O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.

Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.

Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.

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