Putin pretende falar com Zelensky apenas por telefone

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O concelho de Lagoa acolheu, entre os dias 26 e 29 de outubro, o Encontro Transfronteiriço do Programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu (EPAS), subordinado ao tema “The European Bridge: Three Shores, One Future” (A Ponte Europeia: Três Margens, Um Futuro).
A iniciativa reuniu estudantes, docentes e equipas de voluntariado de Portugal, Reino Unido e Irlanda, com o objetivo de promover a cidadania ativa, o pensamento crítico e a cooperação intercultural, proporcionando um espaço de partilha e reflexão sobre os desafios atuais e o futuro do projeto europeu.
A sessão oficial de abertura realizou-se no dia 27 de outubro, no Centro de Congressos de Lagoa, e contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, e de Alfredo Sousa de Jesus, diretor do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal.
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal destacou a importância de acolher iniciativas que aproximam os jovens das instituições europeias e reforçam a sua participação cívica, sublinhando o compromisso de Lagoa enquanto Cidade Educadora.

“A educação vai muito além das salas de aula. Constrói-se também na comunidade, no espaço público e nas experiências que permitem aos jovens conhecer outras realidades, partilhar ideias e desenvolver uma consciência crítica sobre o mundo que os rodeia”, afirmou Luís Encarnação.
O autarca salientou igualmente a importância de preservar os valores europeus, como a cooperação, a solidariedade e o respeito pela diversidade, considerando que o contato entre jovens de diferentes países contribui para reforçar os laços entre povos e para preparar as novas gerações para os desafios do futuro.
A sessão contou também com a intervenção de Alfredo Sousa de Jesus, que destacou o papel dos jovens na construção do projeto europeu e a importância da sua participação nas decisões que influenciam o futuro da União Europeia.

Ao longo dos quatro dias, o programa integrou debates sobre os desafios da era digital, atividades de construção colaborativa dinamizadas pela Ordem dos Engenheiros da Região Norte, iniciativas culturais e desportivas em Ferragudo e um painel de discussão final com deputados do Parlamento Europeu.
O encontro constituiu uma oportunidade para os participantes aprofundarem o conhecimento sobre as instituições europeias, confrontarem diferentes perspetivas e desenvolverem competências de diálogo, cooperação e participação democrática.

A realização desta iniciativa enquadra-se na estratégia do Município de Lagoa de valorização das novas gerações, refletida no Plano Estratégico Municipal da Juventude, que contempla a promoção da cidadania ativa, do pensamento crítico e do diálogo intercultural.
Ao acolher este encontro internacional, o Município de Lagoa reforça a importância da educação, da participação juvenil e da cooperação entre países na formação de cidadãos informados, participativos e comprometidos com a construção de uma Europa mais coesa e solidária.

A Comissão Europeia propôs disponibilizar à Ucrânia mais 45 mil milhões de euros em 2027, dos quais a maior fatia, 31,7 mil milhões, será destinada ao reforço da capacidade industrial de defesa do país. Os restantes 13,3 mil milhões servirão para apoiar o orçamento ucraniano e assegurar o funcionamento dos serviços públicos essenciais.
“Estamos a dar à Ucrânia a previsibilidade de que tanto precisa e a ajudar a manter os serviços públicos essenciais. Reforçar o apoio à Ucrânia é uma prioridade máxima na agenda em Montreal. Juntamente com os nossos aliados, devemos também fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para aumentar a pressão sobre a Rússia, de modo a fazer cessar a sua bárbara guerra de agressão”, assinala a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, citada em comunicado.
A proposta, apresentada esta sexta-feira, integra a execução do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros destinado a financiar as necessidades da Ucrânia em 2026 e 2027. Bruxelas pretende, assim, avançar com a segunda parcela do financiamento, submetendo a proposta ao Conselho da União Europeia (UE), onde os Estados-membros terão de decidir sobre a disponibilização dos fundos para o próximo ano.
Dos 45 mil milhões de euros previstos para o próximo ano, 31,7 mil milhões serão destinados à capacidade industrial de defesa ucraniana. O objetivo passa por reforçar a capacidade do país para produzir e adquirir equipamento militar, num contexto em que continua a enfrentar a invasão russa e a necessidade de sustentar o esforço de guerra.
Os restantes 13,3 mil milhões serão canalizados para apoio orçamental, repartidos em partes iguais entre o mecanismo “Ukraine Facility” e a assistência macrofinanceira da UE. Cada instrumento deverá disponibilizar até 6,65 mil milhões de euros.
No início deste mês, Bruxelas e Kiev afirmaram num comunicado conjunto que acordaram avançar com a atribuição de 45 mil milhões de euros através do Empréstimo de Apoio à Ucrânia para 2027, acrescentando que serão realizadas reuniões mensais para coordenar os esforços de apoio financeiro e de Defesa do país sob invasão russa
Desde o começo da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022, o bloco europeu já disponibilizou um total de 231,6 mil milhões de euros em apoio à Ucrânia. Desse montante, 3,8 mil milhões correspondem a receitas provenientes de ativos russos imobilizados.

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A Ucrânia atacou esta sexta-feira três refinarias de petróleo na Rússia, após uma “pausa” de vários dias neste tipo de ofensivas, declarou o vice-ministro russo da Energia, Alexander Novak.
“Tivemos uma pausa durante algum tempo, mas hoje os ataques contra as refinarias foram retomados”, declarou Novak numa entrevista à televisão pública russa.
O ministro da Energia russo especificou que três refinarias e um complexo de processamento de gás foram alvos de ataques ucranianos.
Novak não detalhou a localização destas quatro instalações, afirmando apenas que foram encontrados “danos menores” numa delas e que, “no geral”, as defesas antiaéreas russas “funcionaram”.
“Desobedeceram mais uma vez e, diria eu, estão simplesmente a ignorá-lo. Embora [o Presidente norte-americano, Donald] Trump tenha insistido nesta questão – e continue a insistir -, não lhe dão ouvidos”, criticou esta sexta-feira Yuri Ushakov, conselheiro presidencial para a política externa, em entrevista à rádio estatal russa Vesti.
Ushakov atribuiu aos parceiros europeus da Ucrânia a responsabilidade por esta “ousadia” em desobedecer a Trump e prosseguir com os ataques. “Certamente, não teriam coragem para o fazer por conta própria”, avaliou o conselheiro de Vladimir Putin.
O órgão de imprensa independente russo Astra relatou um ataque a uma refinaria na região russa de Samara, a 800 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, divulgando imagens que mostram colunas de fumo negro a subir no céu.
O governador desta região, Vyacheslav Fedorishchev, informou esta sexta-feira, através da aplicação de mensagens russa MAX, que dois homens morreram durante um ataque de drones ucranianos.
Como resposta aos ataques russos que têm vindo a devastar a sua infraestrutura energética desde o início da ofensiva russa de grande escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, Kiev realiza regularmente ataques com drones contra instalações industriais na Rússia.
Estas ações visam restringir o fluxo de receitas provenientes do petróleo, que financia o esforço de guerra do Kremlin.
Donald Trump e o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciaram, no início do mês, um acordo para retomar o envio de gasóleo – pelo menos até abril de 2027 -, para descontentamento do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem Washington tem pressionado, nas últimas semanas, para que cesse estes ataques.
Com este polémico acordo, em vésperas das eleições intercalares de 3 de novembro nos EUA, Trump pretende travar a subida do preço do gasóleo e, com isso, reduzir a inflação, que tem afetado diretamente setores-chave entre o seu eleitorado, como os transportes, a agricultura e a pecuária.

A antiga ministra das Finanças francesa e líder do Fundo Monetário Intercional (FMI) chegou a Frankfurt em 2019 sem grande experiência em política monetária e em bancos centrais – o que rapidamente levou o mercado a desconfiar da sua capacidade. Sabia tão pouco da instituição que mais tarde chegou a confessar que aceitou o cargo pensando que a presidência do Banco Central Europeu (BCE) era de cinco anos, e não de oito.
Se havia dúvidas sobre a sua liderança, pouco meses depois de ter entrado em funções no dia 1 de novembro, substituindo Mario Draghi, Christine Lagarde, agora com 70 anos, teve o primeiro…
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La cuenta atrás para las elecciones legislativas en Polonia ya está en marcha. Aún queda algo menos de un año, pero el ambiente político está muy caldeado. La derecha nacionalista, más fragmentada que nunca, aspira a recuperar el poder. Y Donald Tusk, el primer ministro liberal a mantenerlo. El líder del partido Ley y Justicia (PiS), Jarosław Kaczyński, ha propuesto abolir la Comisión Europea, a su juicio la "fuente del mal", dar más importancia al Consejo Europeo, y elaborar un nuevo Tratado. Los posibles cambios en los gobiernos de varios países europeos, entre ellos España, facilitarían el proceso.
En su intervención el miércoles en la conferencia del Foro de Krynica, Kaczyński afirmó que la UE necesitaba cambiar. Ha sugerido recopilar casos de presuntas infracciones de las normas de la UE y utilizar una minoría de bloqueo en votaciones que requieren una mayoría cualificada. Su tesis es la que secundan Reagrupación Nacional en Francia o Vox en España, lo que defendía Viktor Orban, ex primer ministro de Hungría.
En caso de fracaso, Polonia se plantearía la salida de la UE si el PiS estuviera en el poder "Es un método duro y arriesgado, pero las cosas están realmente tan mal, tan rematadamente mal, que vale la pena usar este método si los demás no funcionan", añadió el líder del PiS.
El primer ministro, Donald Tusk, no ha desaprovechado la ocasión de contestar este jueves a su eterno rival. "Jarosław Kaczyński acaba de anunciar que Polonia debería iniciar negociaciones sobre los términos de su salida de la Unión Europea. Este es uno de los temas clave en la lucha política que se libra actualmente en Polonia. Una lucha ardua. No pienso perderla, aunque no todos me apoyen", declaró Tusk en X.
Para Tusk, en las próximas elecciones los polacos decidirán si quieren seguir como hasta ahora en la UE o emprender ese camino de incertidumbre que propone Kaczyński. "No dejaré que la derecha nos saque de la Unión Europea. De eso se trata el juego hoy", afirma Tusk en un video difundido en sus redes sociales.
Nie pozwolę, by prawica wyprowadziła nas z Unii Europejskiej. O to dziś toczy się gra. pic.twitter.com/jLHXvRscYm
— Donald Tusk (@donaldtusk) October 29, 2026
El ministro de Asuntos Exteriores, Radosław Sikorski, también ha intervenido: "Así que, después de todo, sí quieren el Polexit. Fronteras aduaneras con Alemania, la República Checa, Eslovaquia y Lituania. Controles de pasaportes en los aeropuertos. Fin de las subvenciones a los agricultores y a la inversión. Fin del Plan Nacional de Recuperación y del SAFE. Y, sin embargo, insistían en que nunca lo harían".
Kaczyński ha acusado a Tusk de mentir. Ha subrayado que cree que "la UE es necesaria, pero requiere una reforma profunda" para que "no beneficie a las élites, sino a los ciudadanos de a pie". El vicepresidente del PiS, Przemysław Czarnek, quien sería primer ministro si ganara el PiS, ha dicho que su partido estaba "barajando todos los escenarios, incluida la posibilidad de que la UE se autodestruya".
Según expone Michał Szułdrzyński en el diario polaco Rzeczpospolita, "lo más asombroso es la convicción del líder del PiS de que la UE actual es un desastre. Hoy, dice, 'las cosas están realmente tan mal' que si los Estados miembros de la UE no aceptan el plan de Polonia de desmantelar de facto la UE y reemplazarla por una organización intergubernamental mucho más flexible centrada en el libre comercio, tendrán que amenazar con abandonarla".
Y enumera Szułdrzyński todos los cambios de los últimos 35 años en Polonia, imposibles sin el ingreso en la UE. "Polonia ha alcanzado el mayor crecimiento económico de su historia, situándose entre las 20 economías más grandes del mundo, y nuestra región disfruta de un desarrollo significativamente más rápido que la llamada Vieja Europa. Esto se debe en gran medida a la Unión Europea. Pero no se trata solo de los fondos de la UE que han llegado a Polonia. Se trata del acceso al mercado europeo, gracias al cual miles de empresas polacas han podido expandirse. Se trata de las regulaciones y normas que han garantizado la aplicación de las mismas reglas en todo el continente. Finalmente, se trata de los fundamentos del Estado de derecho y la lucha contra la corrupción que se nos han impuesto".
Cuando el PiS estuvo en el poder, entre 2015 y 2023, se enfrentó regularmente con Bruselas por diversas cuestiones, entre ellas la reforma judicial, el comercio, la política climática y la migración. Desde que Tusk, expresidente del Consejo Europeo, asumió el poder en 2023, su Gobierno ha mejorado considerablemente las relaciones con Bruselas.
Polonia ha sido el mayor receptor neto de fondos de la UE desde que se incorporó al bloque en 2004. Un estudio publicado a principios de este año reveló que la economía del país es un 42 % mayor de lo que habría sido si Polonia no formara parte de la UE. Después de 2034 dejará de ser receptor neto.
Las encuestas de opinión muestran sistemáticamente que una amplia mayoría de los polacos está a favor de seguir formando parte de la UE. La oposición a la pertenencia a la UE cayó a un mínimo histórico del 5 % en 2022, posteriormente ha vuelto a subir y se sitúa en el 14 % en la encuesta más reciente de la agencia estatal de investigación CBOS.
A lo que no quieren renunciar los polacos es a su propia moneda, el esloti. Sin embargo, en los últimos años se ha registrado un repunte del apoyo al Polexit, así como a los partidos de extrema derecha contrarios a la UE, como es el caso de la Confederación de la Corona Polaca del antisemita Grzegorz Braun.

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