Buenos Aires, 30 oct (Prensa Latina) El gobierno de Brasil requirió al de Javier Milei que explique la huida hacia Estados Unidos a través de Argentina del excandidato presidencial Flavio Bolsonaro, aunque el canciller Pablo Quirno lo negó hoy.
Harry Kane, ganhador da Bola de Ouro da revista “France Football”, ficou apenas 28 pontos na frente do segundo colocado. A premiação foi realizada na última segunda-feira (26), em Londres, na Inglaterra.
A “France Football” divulgou a pontuação final dos concorrentes nesta sexta-feira. Harry Kane contabilizou 1055 pontos, no primeiro posto. O segundo colocado foi o francês Kylian Mbappé, astro do Real Madrid, que somou 1027 pontos.
O jovem Lamine Yamal, do Barcelona, completou o “pódio” da Bola de Ouro, com 881 pontos. Na sequência do “Top 10” aparecem: Rodri (726 pontos), Lionel Messi (612), Kvaratskhelia (541), Dembelé (418), Haaland (378), Olise (296) e Fabián Ruiz (201).
Como funciona a votação
A “France Football” escolhe um júri formado por 100 jornalistas, sendo um de cada país dentre os 100 melhores colocados no Ranking da Fifa. Os profissionais, geralmente, são editores-chefes ou especialistas em futebol de um renomado veículo de comunicação.
Cada jornalista elabora um ranking com os 10 melhores jogadores da última temporada. Mas os atletas são selecionados entre 30 nomes já estabelecidos.
Cada posição do ranking escolhida pelos profissionais gera uma pontuação diferente. Os pontos são somados para definir o grande ganhador da Bola de Ouro. O primeiro colocado de cada ranking leva 15 pontos. A sequência funciona da seguinte forma: 12 pontos (para o segundo colocado), 10, 8, 7, 5, 4, 3, 2 e um ponto.
Números incríveis
Harry Kane teve uma temporada 2025-26 extraordinária pelo Bayern de Munique, sendo o principal destaque ofensivo da equipe. Na Bundesliga, disputou 31 partidas, marcou 36 gols e deu cinco assistências, conquistando pela terceira vez consecutiva o prêmio de artilheiro do Campeonato Alemão.
Na Liga dos Campeões, Kane também apresentou um desempenho impressionante, marcando 14 gols e dando duas assistências em 13 jogos. Sua capacidade de finalização, seu posicionamento dentro da área e sua eficiência nas oportunidades de gol foram fundamentais para a campanha do Bayern, que chegou às semifinais da competição.
No total, pelo Bayern de Munique, Harry Kane disputou 51 partidas, marcou 61 gols e distribuiu sete assistências em todas as competições. Além disso, conquistou a Bundesliga e a Copa da Alemanha, recebendo também a Chuteira de Ouro europeia como maior goleador dos campeonatos nacionais do continente.
Os números consolidaram a temporada 2025-26 como a melhor de sua carreira em termos de gols marcados.
Os votos do narrador Cleber Machado, único jornalista brasileiro a participar da votação da Bola de Ouro, foram revelados pelo jornal francês L’Équipe.
Um ano após as cheias em São Luís, Faro garantiu cofinanciamento europeu de 85% para o plano de drenagem. O município suporta apenas cerca de 2 milhões de euros.
A execução do plano geral de drenagem de águas pluviais de Faro, apresentado no dia 23 de outubro, decorrerá em duas fases, sendo a primeira "tecnicamente bastante mais complexa"
Presidente da República promulgou o decreto que altera o Código do IVA e dos Impostos Especiais de Consumo, mas alertou para formalidade da UE ainda pendente.
Seguro lembrou que ao longo do processo legislativo foi identificada a possibilidade de o Governo não ter cumprido uma formalidade processual, exigida pelo direito da União Europeia
El británico Harry Kane superó por tan solo 28 puntos al delantero francés Kylian Mbappé en la votación del Balón de Oro masculino, con 1.055 puntos frente a 1.027, respectivamente, mientras que el español Lamine Yamal quedó en tercera posición con 881. El recuento de votos, desvelado este viernes por el diario deportivo francés L’Équipe, revela una votación muy ajustada en los puestos de cabeza que se decantó por poco a favor del jugador del Bayern de Múnich, convertido en el primer inglés en levantar este codiciado trofeo en 25 años.
Neto pediu desculpa ao grupo do BTS e comentou também que ESTARÁ no show de hoje no Morumbi para assistir ao bts se apresentando https://t.co/nMF8ugg3lg
“Eu não sabia que os caras cantavam tão bem assim! Vocês me desculpem! Perdão! Ó, desculpa! Os coreanos lá cantam bem, eu não sabia, não conhecia… Eu não os conhecia”, declarou.
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Na sequência, o ex-jogador contou que procurou conhecer as músicas do grupo após a repercussão de suas declarações.
O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (30) em queda robusta, atingindo a mínima em cerca de um ano, em meio a uma venda generalizada das ações de tecnologia diante de preocupações com gastos com inteligência artificial e de à renovação dos temores inflacionários.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em queda de 3,3%, a US$ 3.898,9 por onça-troy, enquanto a prata para dezembro recuou 5,9%, a US$ 49,276 por onça-troy.
Na semana, a queda foi de 2,71% e 2,90%, respectivamente. Em outubro, o ouro caiu 6,9% e a prata recuou 13,51%.
O metal dourado caiu abaixo de US$ 4 mil a onça, batendo o valor mais baixo desde setembro de 2025. A Capital Economics atribui o movimento às perspectivas de um Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) mais hawkish e a apreensão em relação à IA.
O setor tem acumulado perdas após resultados trimestrais decepcionantes na semana, como o da Alphabet e Intel.
A Capital prevê que os preços vão recuar para a faixa de US$ 3.600 até o fim do próximo ano, “com o estouro da bolha do mercado de ações de IA prestes a assustar ainda mais os investidores em ouro”.
Na mesma linha, o Saxo avalia que essa onda de vendas no setor de tecnologia aumenta o risco de liquidação também no mercado de metais preciosos, à medida que investidores podem se desfazer de posições para cobrir perdas e levantar recursos.
Além disso, as preocupações com a inflação elevada seguem no radar. Os preços do petróleo voltaram a avançar diante de novos bombardeios no Oriente Médio, enquanto as negociações diplomáticas seguem nos bastidores.
A alta amplia as expectativas de inflação persistente e as apostas em uma política monetária mais restritiva, vetores que continuam a pesar sobre o ouro, de acordo com a DHF Capital.
A prata, por sua vez, também teve perdas fortes e bateu a mínima desde novembro de 2025.
Na próxima terça (3), os Estados Unidos vão às urnas nas midterms, as eleições de meio de mandato, onde ficam em jogo a Câmara dos Deputados, um terço do Senado e 36 governos estaduais.
A avaliação da Arko Advice, parceira de conteúdo do WW, é que o Partido Republicano do presidente Donald Trump chega nessa reta final na defensiva.
Deputados republicanos de distritos considerados seguros estão em “modo de emergência”, realizando arrecadação de última hora e investindo pesado em propaganda.
Depois da nossa eleição presidencial vimos a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA e o governo americano chegou a confirmar essa passagem pela imigração na Flórida e liberação do senador brasileiro.
E as políticas de Trump para o Brasil, como o apoio à família Bolsonaro, as tarifas e os potenciais acordos, passam a ter um custo diferenciado no congresso americano.
Um presidente enfraquecido em casa tende a ter menos espaço para confrontar outros governos no âmbito internacional. E as dificuldades de Trump também vão além da Câmara.
Estados como Kansas, Louisiana, Carolina do Sul e Nebraska também têm um pleito muito acirrado e que surpreenderam pela situação nas pesquisas eleitorais.
A Arko aponta para uma leve vantagem democrata, mas que deve ser vista como um alerta. O resultado das midterms pode levar semanas para sair. Isso porque diversos estados fazem a contagem de formas diferentes.
Com isso, devemos ver também logo nos primeiros meses alguns testes, como uma possível votação sobre o impeachment do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, e uma disputa pela liderança republicana nas casas.
* Michael Lopez Stewart é sócio-diretor da Arko Advice. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW.
No mesmo dia, será disputada, no Brasil, a possível “final” do Brasileirão. O confronto entre Palmeiras e Flamengo está marcado para o mesmo sábado, às 16h30 (de Brasília).
Já o Atlético-MG, que enfrentaria o Corinthians neste fim de semana, teve seu compromisso contra a equipe paulista levado para o dia 25 de novembro, uma quarta-feira.
“É importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre os dois principais partidos democráticos portugueses, entre o PS e o PSD”, esclareceu o secretário-geral socialista. O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, afastou esta sexta-feira a ideia de um eventual bloco central por considerar “importante para a democracia” que haja “uma alternativa clara” entre PS e PSD. À margem das Conferências do Estoril, em Cascais, distrito de Lisboa, Carneiro foi questionado sobre a possibilidade de um eventual bloco central para evitar que um executivo liderado pelo Chega assumisse a governação do país. “Respondo a essa pergunta na entrevista que
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante dois técnicos de uma empresa prestadora de serviços de telecomunicações suspeitos de receptação de equipamentos furtados e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A ação ocorreu nesta sexta-feira (30), na região de Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense.
Segundo a Polícia Civil, os agentes da 35ª DP (Campo Grande) abordaram um Volkswagen Polo prata utilizado pelos técnicos Janderson Berriel de Souza e Bruno Nogueira Gontijo. Durante a fiscalização, os policiais constataram que o veículo circulava sem a placa de identificação traseira.
No interior do automóvel, foram encontradas placas eletrônicas dos modelos WBPP e UBPP, fabricadas pela Huawei e utilizadas em estações de telefonia.
Após contato com a área de segurança da operadora responsável pelos equipamentos, a polícia foi informada de que os técnicos não tinham autorização para transportar ou manter os materiais em sua posse.
Ainda de acordo com a corporação, foi identificado que as placas eram provenientes de furtos em estações de telecomunicações da região.
Itens apreendidos com os suspeitos • PCERJ/Reprodução
Os dois homens foram levados à delegacia e autuados em flagrante por receptação qualificada de equipamentos de telecomunicações e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Veja o momento da prisão:
Ainda de acordo com a corporação, os suspeitos permaneceram à disposição da Justiça.
A CNN Brasil não localizou a defesa dos citados. O espaço segue aberto.
A diferencia del cupón tradicional de la ONCE, que se celebra solo de lunes a jueves, el Cuponazo de la ONCE se realiza los viernes a las 21:25 horas. Ambos están organizados por la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE).
Finalista da Copa Sul-Americana pela segunda vez consecutiva, o Atlético terá pela frente um dos clubes mais respeitados do continente. Em 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, o time comandado pelo técnico Eduardo Domínguez enfrentará o Boca Juniors, da Argentina.
Atual vice-campeão, o Galo quer escrever história diferente e dar troco nos “hermanos”, já que em 2025 perdeu o título para o Lanús. E, para manter foco total durante a concentração, os jogadores fizeram pedido especial à diretoria.
Conforme apurou a Itatiaia, nesta sexta-feira (30), o desejo dos atletas é que o hotel reservado ao clube na Colômbia, este ainda não divulgado pela Conmebol, seja totalmente restrito aos “envolvidos na finalíssima”. Este pedido, inclusive, será acatado.
Neste cenário, convidados especiais, familiares e até alguns diretores do clube (e membros da cúpula da SAF) terão que se hospedar em outro local. O objetivo é evitar distrações e manter o grupo “blindado” antes da partida decisiva contra os Xeneizes.
O jovem Robinho Jr., de 18 anos, jogador do Santos emprestado ao Genoa, da Itália, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30) pelo técnico Paulo Victor.
A Seleção Sub-20 se prepara para dois confrontos amistosos contra o Peru. As partidas estão marcadas para os dias 13 e 16 de novembro, ambas no estádio Mangueirão, em Belém, capital do Pará.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.
Além dos representantes dos clubes mineiros, a convocação traz nomes como Robinho Jr., ex-Santos e que atualmente joga no Genoa, da Itália. A lista completa dos 26 atletas chamados para esta etapa de preparação não foi detalhada no momento da divulgação.
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Esta série de jogos preparatórios é a última oportunidade para o treinador Paulo Victor avaliar o elenco antes da divulgação da lista final para o Sul-Americano da categoria, que ocorrerá em janeiro de 2027. Os amistosos servem como teste crucial para a formação da equipe que buscará o título continental.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.
O Goiás terá uma oportunidade importante de mudar sua situação na tabela da Série B na próxima segunda-feira (2). O Esmeraldino recebe o CRB, às 20h30, no Estádio Hailé Pinheiro, em Goiânia, pela 36ª rodada. O duelo é uma disputa direta por uma vaga entre os seis primeiros colocados.
A vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, na rodada anterior, deu novo fôlego ao time goiano. Com 52 pontos, o Goiás ocupa a nona posição e está três pontos atrás do CRB, que aparece em sexto lugar, com 55. O resultado positivo na Serrinha pode reduzir essa diferença e aproximar o clube da zona de classificação para os playoffs de acesso.
O confronto também representa uma oportunidade de o Esmeraldino interromper a vantagem de um concorrente direto. Caso vença, o Goiás chegará aos 55 pontos e igualará a pontuação do time alagoano. A disputa, porém, continuará dependendo dos demais resultados e dos critérios de desempate.
Vitória sobre o Ceará mudou o cenário
O triunfo fora de casa na rodada passada foi importante para manter o Goiás na disputa. Os dois gols de Kadu Sousa, marcados nos acréscimos da partida contra o Ceará, garantiram os três pontos e impediram que a distância para o G-6 aumentasse ainda mais.
Agora, a equipe comandada por Mozart terá pela frente um adversário que também chega de vitória. O CRB derrotou o Londrina por 2 a 1 e conseguiu permanecer entre os seis primeiros. A equipe alagoana sabe que um resultado positivo em Goiânia pode fortalecer sua posição na reta final.
Duas rodadas depois da decisão na Serrinha
A reta final da Série B torna o confronto ainda mais relevante. Depois de enfrentar o CRB, o Goiás terá mais dois compromissos para tentar alcançar seu objetivo. Na 37ª rodada, recebe a rebaixada Ponte Preta, em Goiânia, e encerra a sua participação no campeonato diante do Sport, fora de casa.
O CRB, por sua vez, enfrenta o Náutico como visitante na rodada seguinte e termina a competição contra o Ceará, em Maceió. Com poucos jogos restantes, o resultado na Serrinha pode ter influência direta na briga pela permanência no G-6.
A Série B prevê acesso direto para os dois primeiros colocados. Já as equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posição disputarão os playoffs, que definirão outras duas vagas na elite nacional. Para o Goiás, vencer o confronto em casa é fundamental para continuar na disputa por esse caminho de retorno à Série A.
Suspeitos formaram uma barricada com seis ônibus e um veículo da Light, na tarde desta sexta-feira (30), na Avenida Monsenhor Félix, próximo à Avenida Pastor Martin Luther King Jr, no bairro Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A Light informou que uma equipe da empresa foi abordada por suspeitos que levaram o veículo da companhia, durante uma operação policial. Os profissionais não foram feridos.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência está em andamento na 27ª DP (Vicente de Carvalho).
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais e sua fuga para os Estados Unidos abriram uma disputa pela liderança da extrema direita brasileira que pode resultar em um bolsonarismo cada vez menos dependente dos membros da família do ex-presidente.
Para três pesquisadores que estudam a extrema direita, ouvidos pela Agência Pública, o episódio pode representar o início de uma mudança mais profunda: a separação entre o capital político acumulado pelo bolsonarismo na última década e a família que deu nome ao movimento. A crise dos herdeiros de Jair Bolsonaro, entretanto, não significa necessariamente uma perda de influência da extrema direita, que poderá manter sua agenda política, sua capacidade de mobilização e sua atuação nas instituições mesmo sob novas lideranças.
Michelle Bolsonaro, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) estão entre os nomes citados pelos acadêmicos que podem ganhar espaço na reorganização do movimento, que perdeu a disputa pelo Palácio do Planalto, mas ampliou sua presença no Congresso Nacional.
“Acho que todo mundo, de uma certa forma, respira aliviado com a fuga do Flávio. Porque isso significa que há espaço dentro do bolsonarismo para além da família Bolsonaro”, afirma a antropóloga Isabela Kalil, pesquisadora especializada na extrema direita brasileira. Segundo ela, o senador não dispõe de capital político próprio suficiente para exercer, a partir do exterior, a liderança que seu pai construiu no país.
A avaliação é compartilhada pelo filósofo Rodrigo Nunes, professor da PUC-Rio e professor visitante da University of Essex, no Reino Unido. Para ele, a disputa pela sucessão já alcança o interior da própria família. “Parece que a briga pela sucessão está se abrindo dentro da própria família Bolsonaro, porque todo mundo percebe que o grande nome dentro da família agora é claramente a Michelle.”
A historiadora e cientista política Tatiana Vargas-Maia, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aponta uma transformação ainda mais ampla. “Talvez a gente veja a morte do bolsonarismo como identidade, mas uma manutenção dele como estratégia”, afirma. Na avaliação da pesquisadora, o movimento pode abandonar gradualmente a dependência da figura de Jair Bolsonaro sem abrir mão das práticas políticas, eleitorais e de mobilização desenvolvidas nos últimos dez anos.
A reorganização foi necessária após a vitória do presidente Lula no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O senador recebeu quase 60 milhões de votos, mas deixou o país dois dias depois, apesar de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal.
Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), acompanhado da mulher e das duas filhas, após passar pela Argentina onde pegou um vôo particular com escala no Equador. Já nos Estados Unidos, divulgou uma carta em que se apresentou inicialmente como o verdadeiro presidente do Brasil, apesar da derrota nas urnas. Posteriormente, alterou o documento para se autodeclarar líder do país, mantendo acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas.
Entre aliados, as decisões de Flávio provocaram reações que evidenciaram o seu isolamento. desde Tarcísio de Freitas defendeu o reconhecimento do resultado das urnas, enquanto Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial do PL, afirmou que não havia elementos para sustentar as acusações de fraude. O distanciamento reforça as dificuldades de Flávio para se apresentar como líder da oposição a partir do exterior.
Michelle e Tarcísio despontam na disputa pela sucessão
Como senadora, Michelle Bolsonaro pode consolidar a sua liderança no bolsonarismo
Lideranças do campo conversador não demoraram a enxergar o espaço construído pela fuga de Flávio Bolsonaro. Para os pesquisadores, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas são os nomes com maior destaque nessa reorganização até o momento, embora a disputa também envolva políticos mais jovens e movimentos que não se identificam integralmente com o bolsonarismo.
Rodrigo Nunes considera improvável que os filhos 01 e 03 de Jair Bolsonaro, dos Estados Unidos, consigam manter Flávio como sucessor político do pai. O filósofo observa que o enfraquecimento de ambos pode atingir também o poder de influência de Jair Bolsonaro, caso o ex-presidente deixe de exercer um papel decisivo na escolha de quem comandará o movimento. “Cada vez mais me pergunto se o Jair ainda é um personagem relevante nessa história”, afirma Nunes.
Na avaliação do professor, Michelle e Tarcísio surgem como os dois principais nomes da sucessão. A ex-primeira-dama, eleita senadora pelo Distrito Federal, mantém vínculos com a base conservadora e religiosa que apoiou o marido, mas também construiu uma trajetória política própria, inclusive em meio a divergências com os enteados.
Tatiana Vargas-Maia chama atenção para a atuação de Michelle à frente do PL Mulher e para sua capacidade de interlocução com setores evangélicos, como a Pública já mostrou. A pesquisadora considera que a ex-primeira-dama já vinha demonstrando independência em relação a Flávio e pode utilizar essa posição para ampliar sua influência no partido.
Tarcísio, por sua vez, chega à disputa fortalecido pela reeleição ao governo de São Paulo. Embora tenha mantido alinhamento com o bolsonarismo durante a campanha, o governador se distanciou da contestação eleitoral promovida por Flávio. Para Tatiana, essa diferença é politicamente relevante: Freitas pode reivindicar parte do eleitorado bolsonarista sem carregar o sobrenome da família.
Nikolas Ferreira, que mantém forte presença nas redes sociais e mobiliza um público mais jovem, é apontado pelos especialistas como uma liderança com potencial de crescimento. Tatiana acrescenta Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e ao partido Missão, como representante de uma corrente da extrema direita que busca construir identidade própria, sem depender diretamente dos Bolsonaro.
A multiplicação de lideranças, entretanto, não garante unidade política. Kalil considera provável que o campo se fragmente em diferentes grupos da direita radical e da extrema direita, sem que uma única figura consiga reproduzir o papel exercido por Jair Bolsonaro.
Sobrenome Bolsonaro já não garante liderança
A antropóloga Isabela Kalil diferencia a capacidade de herdar votos da construção de uma liderança reconhecida pelos próprios apoiadores, no caso do senador derrotado nas eleições. “O capital que o Flávio conseguiu, e mesmo a votação bastante expressiva, foi por herdar o capital político do pai, e não por ter um capital político próprio”, afirma.
Kalil recupera pesquisas de campo realizadas no início do governo Jair Bolsonaro, quando o então presidente tentou indicar Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira nos Estados Unidos. Na ocasião, a pesquisadora identificou desconfiança em relação aos filhos mesmo entre apoiadores fiéis do ex-presidente.
Segundo ela, havia eleitores que consideravam Jair Bolsonaro honesto e comprometido com uma agenda conservadora, mas não atribuíam as mesmas qualidades a Eduardo e Carlos Bolsonaro. Alguns questionavam a preparação dos filhos para o exercício de funções públicas.
Tatiana Vargas-Maia, da UFRGS, ressalta que o “patrimônio eleitoral” de Flávio estava muito ligado ao legado do pai e ao sobrenome
Para a antropóloga, essa diferença ajuda a explicar a dificuldade de Flávio em sustentar uma liderança autônoma. Jair Bolsonaro construiu uma relação carismática com sua base, enquanto o filho foi alçado à condição de candidato presidencial principalmente pela indicação do pai.
A pesquisadora avalia que o destino político de Flávio pode se aproximar do de Eduardo, que vive nos Estados Unidos e mantém interlocução com grupos conservadores e com a extrema direita norte-americana, mas tem dificuldades para exercer uma liderança significativa no Brasil.
As críticas aos filhos de Bolsonaro seguem vindo de apoiadores de primeira hora do pai. Em comentário a aliados obtido pelo jornal O Globo, o pastor Silas Malafaia, um dos principais líderes evangélicos do país, ao comentar o episódio da carta golpista, se refere a eles como “jumentos”. Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige“, afirmou, completando: “um bando de amadores babacas”.
Para a pesquisadora Tatiana Vargas-Maia, existe uma diferença fundamental entre reivindicar a condição de herdeiro de um patrimônio eleitoral e conseguir exercer liderança efetiva sobre o campo político que produziu esses votos. A saída do país, segundo a historiadora, acelerou a erosão de uma autoridade que Flávio havia conseguido construir ao longo da campanha.
Extrema direita mantém força no Congresso e pode mudar de estratégia
Apesar da derrota presidencial, a extrema direita chega ao próximo governo Lula com representação expressiva no Legislativo. O PL elegeu 121 deputados federais, tornando-se a maior bancada da Câmara a partir de 2027, além de ampliar sua presença no Senado. O resultado cria condições para que o movimento continue exercendo influência sobre a agenda nacional, independentemente de quem ocupe a Presidência da República.
Concentrar a análise apenas na derrota de Flávio é subestimar a presença da extrema direita nas instituições na avaliação de Tatiana Vargas-Maia. Ela ressalta que o movimento também possui representantes em governos estaduais, assembleias legislativas e administrações municipais. “A nossa extrema direita contemporânea, no Brasil principalmente, não precisa conquistar o Executivo Federal para exercer influência política e para avançar o seu projeto”, afirma.
Isabela Kalil considera possível que o bolsonarismo presente no Congresso se fortaleça em torno de uma agenda própria, menos subordinada às decisões da família Bolsonaro. Já Tatiana identifica um possível movimento de moderação na apresentação pública de determinadas lideranças, especialmente entre aquelas que reconheceram o resultado eleitoral e passaram a defender uma atuação institucional da oposição. “Uma reorganização da extrema-direita, que vai se tornar menos bolsonarista, talvez desenvolva uma maior capacidade de atuação e interlocução institucional, mas que não significa necessariamente que ela vai se tornar menos radical”, afirma.
A historiadora considera possível que lideranças nacionais adotem uma postura pública mais moderada, enquanto grupos políticos nos estados e municípios mantenham ou aprofundem pautas ideológicas mais radicalizadas.Nesse cenário, o bolsonarismo poderia deixar de funcionar como uma identidade política unificadora, mas conservar estratégias de ocupação institucional, articulação partidária, comunicação digital e mobilização eleitoral.
Rodrigo Nunes acrescenta outro elemento à reorganização da direita: o papel do Centrão. Segundo o filósofo, o avanço da extrema direita nas eleições legislativas reduziu o espaço ocupado por partidos tradicionais, mas a capacidade de mobilização demonstrada pelo PT no segundo turno pode alterar essa relação.
Na avaliação do professor, o Centrão pode voltar a ocupar uma posição de equilíbrio entre o governo Lula e a extrema direita, em vez de continuar perdendo protagonismo para os setores mais radicalizados. “Se o PT mantém essa capacidade de mobilização, isso tem condições de mudar o jogo”, afirma Nunes.
Rodrigo Nunes, autor do livro “Do Transe à Vertigem: Ensaios sobre Bolsonarismo e um Mundo em Transição”, destaca a importância das mobilizações sociais para equilibrar o jogo no Congresso Nacional
O fator Trump
A tentativa de Flávio Bolsonaro de estabelecer uma liderança política a partir dos Estados Unidos também depende das relações da família com Donald Trump e com organizações da direita internacional.
Para Isabela Kalil, Eduardo e Flávio apostam na proteção do presidente norte-americano, especialmente por meio de articulações com grupos conservadores ligados à Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC). Essas conexões integram uma rede internacional que também aproxima lideranças, como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
A antropóloga, entretanto, considera que Trump não teria dificuldades para retirar o apoio à família Bolsonaro caso essa aliança deixasse de atender aos seus interesses políticos ou diplomáticos.“O Trump não precisa da família Bolsonaro e a família Bolsonaro não acrescenta nada para o próprio projeto trumpista”, afirma.
Segundo ela, a relação dependerá também das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano, especialmente diante dos interesses econômicos e diplomáticos envolvidos.
Rodrigo Nunes apresenta avaliação semelhante. Para o filósofo, um eventual afastamento de Trump, combinado à ausência de uma manifestação decisiva de Jair Bolsonaro em favor dos filhos, pode acelerar a perda de relevância política de Flávio e Eduardo. A situação abriria ainda mais espaço para a disputa entre Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e outras lideranças da direita.
Derrota nas urnas não encerra os riscos para a democracia
A reorganização da extrema direita também coloca em discussão os riscos de novas mobilizações contra as instituições democráticas, especialmente depois de Flávio Bolsonaro contestar o resultado eleitoral.
Isabela Kalil não descarta a possibilidade de ações extremistas isoladas, mas considera improvável, neste momento, uma mobilização semelhante à que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
A antropóloga destaca que a mobilização anterior contou com tolerância e apoio de setores militares e que, desde então, as Forças Armadas têm procurado se afastar publicamente do bolsonarismo. Ela também avalia que os órgãos de segurança e inteligência brasileiros ampliaram sua capacidade de monitoramento de ameaças extremistas.
Tatiana Vargas-Maia, por outro lado, chama atenção para um risco político de longo prazo: a normalização de pautas autoritárias no debate público e nas instituições, mesmo sem uma ruptura democrática aberta.
A pesquisadora considera que a mobilização que levou à vitória de Lula no segundo turno demonstra a capacidade de reação democrática de setores da sociedade brasileira. Mas ressalta que a extrema direita permanece organizada, com representação eleitoral e capacidade de influenciar decisões políticas.
Para ela, o desafio não se encerra com a derrota de Flávio nem com o enfraquecimento dos herdeiros de Jair Bolsonaro. O movimento pode assumir outras identidades, construir novas lideranças e conservar parte de seu projeto político.
É o que Tatiana define como um possível processo de “despersonalização do bolsonarismo”: o afastamento progressivo da figura de Jair Bolsonaro e de sua família, sem o desaparecimento do capital político e ideológico construído em torno deles.
Assim, a disputa aberta pela fuga de Flávio pode determinar não apenas quem herdará os votos da família, mas de que maneira a extrema direita brasileira buscará exercer poder nos próximos anos.
O Atlético-GO terá um compromisso importante na próxima segunda-feira (2), diante do Fortaleza, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida será disputada às 16h, na Arena Castelão, em Fortaleza, e coloca frente a frente equipes que ainda têm objetivos em aberto na competição.
O time cearense ocupa a quarta posição, com 61 pontos, e permanece na disputa tanto pelas duas vagas de acesso direto à Série A. Já o Dragão aparece em oitavo lugar, com 54 pontos, fora do G-6. A equipe goiana precisa diminuir a distância para os concorrentes que estão à frente para continuar na briga por uma vaga nos playoffs de acesso.
A situação do Atlético-GO exige atenção nas três rodadas restantes da Série B. Com 54 pontos, o Dragão ocupa a oitava colocação e está a apenas um ponto do CRB, sexto colocado, que soma 55. O Sport aparece em sétimo, também com 54 pontos, enquanto o Goiás, com 52, está na nona posição e ainda mantém chances de alcançar o G-6. A disputa envolve, portanto, quatro equipes que seguem na briga pelas últimas vagas nos playoffs.
Fortaleza tenta alcançar os líderes
Do outro lado, o Fortaleza também está diretamente envolvido na disputa pelas primeiras posições. Com 61 pontos, o time cearense ocupa o quarto lugar, um atrás do Vila Nova, terceiro colocado com 62, e três abaixo dos líderes Novorizontino e Juventude, que somam 64 pontos cada.
Diante do Atlético-GO, a equipe tem a oportunidade de encurtar essa distância e seguir na briga por uma das duas vagas de acesso direto à Série A. Ao mesmo tempo, precisa defender sua posição no G-6 para não comprometer a classificação aos playoffs de acesso.
Reta final sem margem para tropeços
O confronto no Castelão acontece em um momento de definição para os clubes. O Fortaleza busca permanecer próximo da liderança, enquanto o Atlético-GO tenta transformar a proximidade em pontos para alcançar o grupo que disputará os playoffs.
Depois do compromisso em Fortaleza, o Dragão terá mais duas partidas para buscar a classificação. Na 37ª rodada, enfrenta o Athletic fora de casa. Na última rodada, recebe o Cuiabá. O Fortaleza encara o Novorizontino como visitante e encerra sua participação diante do Vila Nova.