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Nova sede do Banco de Portugal custará 225 milhões

1 November 2026 at 07:14

O Banco de Portugal e a Fidelidade formalizaram esta semana a alteração ao contrato de compra da nova sede do regulador, em Entrecampos. O investimento total está agora estimado em 225 milhões de euros, o que representa uma poupança de cerca de 35 milhões de euros face ao projeto original, contratado durante o mandato de Mário Centeno. Parte significativa do investimento será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário do banco central.

Desde logo, o preço de aquisição é mais baixo. No contrato atual, o investimento na aquisição ascende a 165,09 milhões de euros, abaixo dos 192 milhões de euros previstos no contrato-promessa assinado em maio de 2025, por Mário Centeno, que contemplava a aquisição dos edifícios A2 e A3, com uma área bruta de construção aproximada de 32.000 m². Agora, o banco central vai pagar 165,09 milhões pela aquisição do edifício A1 e do auditório adjacente ao edifício A3, correspondentes a uma área bruta de construção de 27.000 m².

Esta alteração permitirá uma poupança de 27 milhões no preço de aquisição, acompanhando a redução da área adquirida. No conjunto, incluindo outros custos, a poupança ascende a 35 milhões de euros.
Ao preço de aquisição acrescem outros encargos, nomeadamente os relacionados com a preparação técnica do imóvel para a instalação das equipas do BdP. Estes custos elevam o investimento global estimado para 225 milhões de euros, valor que já inclui a preparação técnica. No projeto de Mário Centeno, o investimento total rondava os 260 milhões de euros.

O sinal de cerca de 57 milhões de euros, equivalente a 30% do valor previsto na versão anterior do contrato, foi mantido na nova versão.

A 2 de maio de 2025, o Banco de Portugal, então sob a liderança de Mário Centeno, assinou um contrato-promessa com o grupo Fidelidade para a construção de uma nova sede nos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, Lisboa. A polémica em torno do projeto envolveu a decisão de avançar com a operação perto do final do mandato de Centeno, suscitando críticas quanto à transparência, aos custos finais — que o antigo governador chegou a afirmar que pertenciam “a Deus”, por ainda faltar definir os interiores — e aos riscos da operação.

Estas questões foram agora objeto de revisão com o aditamento ao contrato-promessa de compra e venda do edifício que concentrará os serviços do banco central, atualmente dispersos por quatro localizações em Lisboa. Segundo o Banco de Portugal, a alteração permitirá otimizar o projeto em termos de localização, segurança e investimento, sem comprometer os objetivos definidos em 2025.

O BdP reitera que a concentração dos escritórios numa única localização permitirá reduzir os custos operacionais em mais de 10 milhões de euros por ano, face aos encargos atuais com os quatro edifícios, mantendo-se, neste aspeto, a opção inicialmente contratada. Esta poupança acresce à redução de 35 milhões no investimento.

A conclusão da transação, na modalidade core & shell, está prevista para o final do primeiro semestre de 2028. A mudança deverá ocorrer em junho de 2030.

O tema está longe de sair dos holofotes políticos. O PS pediu esta quinta-feira explicações ao governador, Álvaro Santos Pereira, sobre as alterações ao contrato da nova sede, considerando que a solução “é pior, opaca, sem informação e não rigorosa”. «Passámos da transparência [de Mário Centeno] para a opacidade», afirmou o deputado socialista Carlos Pereira.

Os lucros das petrolíferas disparam. Outra vez

By: ZAP
1 November 2026 at 06:30
O mesmo choque que enche os cofres das grandes petrolíferas está a esvaziar a carteira de quem abastece o carro. As grandes petrolíferas voltaram a ganhar milhares de milhões de dólares neste trimestre. A ExxonMobil ganhou 15,4 mil milhões de dólares, mais do dobro do mesmo período do ano passado, nota a NPR. A Shell quase duplicou os seus lucros, para 10,8 mil milhões. A Chevron subiu 180%, para 9,9 mil milhões. Juntas, as três arrecadaram pouco mais de 36 mil milhões num só trimestre. A britânica BP juntou-se à lista com um recorde. Segundo a Reuters, anunciou um lucro

Nova taxa de dois euros sobre encomendas de fora da UE entra em vigor

1 November 2026 at 07:04

Uma nova taxa de dois euros sobre encomendas de fora da União Europeia (UE) começa hoje a ser cobrada, com o intuito de reduzir o impacto no mercado europeu de produtos comprados em plataformas de comércio 'online', designadamente chinesas.

 

Esta taxa vai ser cobrada a qualquer encomenda proveniente de fora da UE, independentemente do seu valor, e será aplicada por categoria de artigos.

Isto significa que, na compra de cinco 't-shirts', apenas se aplica uma única taxa de dois euros (por pertencerem à mesma categoria), mas, se uma encomenda incluir artigos de três categorias diferentes, como um relógio, camisolas e joias, será cobrada uma taxa total de seis euros.

Esta nova taxa de dois euros acresce a outra tarifa, de três euros, que a Comissão Europeia já tinha começado a aplicar em julho para encomendas com um valor de menos de 150 euros.

No entanto, a taxa de julho só estará em vigor até 2028 – quando for introduzido o novo sistema aduaneiro europeu – enquanto a que começa a ser aplicada hoje é permanente e será cobrada a todas as encomendas, independentemente do seu valor.

A medida vai começar a ser aplicada a poucas semanas de começarem as épocas de saldos do 'Black Friday' e do 'Cyber Monday', mas a UE defende que o custo da taxa deve ser suportado pelas plataformas e não pelo consumidor final.

Não está, contudo, prevista qualquer medida para impedir que as plataformas repercutam o valor desta taxa no preço dos seus produtos.

A Comissão Europeia salienta que, atualmente, continuam a chegar cerca de cinco milhões de encomendas por dia à Europa, a grande maioria proveniente de plataformas chinesas como a Temu, a AliExpress ou a Shein.

Esse volume de encomendas está a colocar sob pressão as autoridades aduaneiras, numa altura em que o executivo comunitário estima que cerca de 60% das encomendas provenientes de fora da UE não cumprem os requisitos comunitários.

O objetivo da taxa é assim cobrir os custos adicionais que as autoridades aduaneiras estão a ter com este volume de encomendas, dando-lhes a capacidade para fiscalizarem melhor as encomendas provenientes de fora do bloco e garantir que respeitam as regras europeias.

Leia Também: Galp admite novos investimentos em Sines, mas pede maior previsibilidade

Criptovalute, Binance riprende i prelievi dopo l’attacco hacker da 6,3 miliardi di dollari

1 November 2026 at 07:01

Binance riprende gradualmente i prelievi dopo un maxi attacco informatico che ha coinvolto fondi per oltre 6,3 miliardi di dollari. La piattaforma di scambio di criptovalute ha annunciato la ripresa delle operazioni attraverso un messaggio pubblicato su X, comunicando la riattivazione iniziale della rete Bitcoin (BTC). “La prima rete riaperta nella fase iniziale dei prelievi è quella di Bitcoin”, ha fatto sapere la società.

La riapertura sarà progressiva e riguarderà inizialmente la rete della principale criptovaluta per capitalizzazione di mercato. Gli utenti potranno quindi tornare a effettuare prelievi secondo le modalità e le tempistiche stabilite dalla piattaforma.

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Segurança Social: nova área na aplicação já reúne todos os valores dos apoios do mês e das pensões

1 November 2026 at 07:00

Quem recebe abono de família ou apoios de parentalidade, desemprego e doença já pode consultar os valores atribuídos no mês numa área da aplicação da Segurança Social. A novidade reúne informação sobre estas prestações, facilitando o acompanhamento dos montantes associados a cada beneficiário.

Quais são os apoios abrangidos?

De acordo com o anúncio da Segurança Social, publicado a 29 de outubro, a nova área está integrada na funcionalidade “Visão Integrada”.

Nesta primeira fase, estão centralizados os dados relativos a quatro grupos de apoios:

  • Abono de família;
  • Parentalidade;
  • Desemprego;
  • Doença.

A informação diz respeito aos valores atribuídos no mês corrente. Para quem beneficia de mais de uma destas prestações, a consulta passa a reunir os montantes num único espaço.

Como consultar os valores na aplicação

Para aceder ao detalhe dos seus apoios, o beneficiário deve:

  1. Abrir a aplicação oficial da Segurança Social;
  2. Autenticar-se;
  3. Selecionar “Visão Integrada”, no menu principal.

A aplicação pode ser descarregada gratuitamente através da App Store, Google Play e Huawei AppGallery.

Além desta consulta, a ferramenta permite fazer pedidos online, consultar informação pessoal, acompanhar o histórico de relacionamento com a Segurança Social e aceder à área de mensagens, segundo a descrição disponibilizada pelo Instituto de Segurança Social na App Store.

Onde consultar as datas de pagamento

Os beneficiários que pretendam confirmar quando está previsto o pagamento de uma prestação podem também consultar o calendário publicado no portal da Segurança Social.

Essa página organiza os apoios por data e identifica as modalidades de pagamento aplicáveis, como transferência bancária ou vale de correio. Inclui pensões, prestações familiares, subsídios de desemprego e doença, entre outros apoios.

Leia também: Frederico Varandas pode receber 675.000€ esta época: salário no Sporting provoca contestação entre acionistas

A casa própria cada vez mais distante: o custo do desajuste fiscal no crédito

1 November 2026 at 03:01

O mercado imobiliário brasileiro foi atingido, nos últimos dias, por uma tempestade perfeita que acende o alerta vermelho para a economia. Em um movimento em bloco que escancara a gravidade do cenário macroeconômico, os três maiores bancos privados do país anunciaram reajustes agressivos nas suas taxas de crédito habitacional. O Santander confirmou o aumento dos seus juros, elevando a sua taxa mínima de 11,69% para 12,49% ao ano, juntando-se a uma onda de encarecimento iniciada de forma abrupta pelo Bradesco — que fez a sua taxa mínima saltar de 11,69% para impressionantes 15% ao ano (mais a TR) — e acompanhada pelo Itaú, que reajustou o seu piso para 12,95% ao ano.

O impacto dessas medidas conjuntas é absolutamente sistêmico e paralisante. Apenas para se ter uma dimensão do peso dessa asfixia, Bradesco, Santander e Itaú responderam juntos por mais de 50% de todo o crédito imobiliário concedido com recursos da caderneta de poupança entre janeiro e agosto de 2026, com cerca de R$ 58,2 bilhões em financiamentos para aquisição de imóveis, mais da metade dos R$ 105,1 bilhões concedidos no período, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O movimento de forte encarecimento traz uma restrição ao crédito que atinge a esmagadora maioria das famílias que buscam o financiamento da casa própria fora dos bancos públicos, trazendo muita pressão sobre a Caixa Econômica Federal, a líder do setor.

A justificativa técnica das instituições financeiras aponta diretamente para a disparada contínua das curvas de juros futuros no país. O financiamento da casa própria é, por natureza, uma operação financeira de longuíssimo prazo, que exige estabilidade e previsibilidade. Com a fuga histórica e ininterrupta de recursos da tradicional caderneta de poupança (que sempre foi a fonte de captação mais barata para os bancos), as instituições precisam recorrer a captações atreladas ao mercado financeiro para conseguir emprestar. Assim, quando a perspectiva macroeconômica do país se deteriora e o risco aumenta, o dinheiro no mercado fica mais caro, e a fatura desse encarecimento é repassada quase que imediatamente ao bolso do mutuário.

Como se não bastasse o forte estresse na curva de juros, uma nova e grave preocupação paira sobre o setor: a intenção do governo federal de passar a tributar as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). As LCIs são um dos principais instrumentos de captação de recursos dos bancos para financiar exclusivamente o setor habitacional, atraindo investidores justamente pela sua isenção de Imposto de Renda e de IOF. Se o governo avançar com a tributação desses papéis na sua ânsia por aumentar a arrecadação, o investidor exigirá taxas de retorno maiores para compensar o imposto pago. Na prática, isso encarecerá de forma drástica o custo de captação dos bancos, o que retrairá ainda mais a disponibilidade de crédito no mercado imobiliário e empurrará as taxas de juros para o consumidor final a patamares proibitivos.

As consequências dessa elevação desenfreada são extremamente severas para o tecido social e produtivo. Para as famílias, juros mais altos impõem parcelas mensais muito mais pesadas, asfixiam a renda doméstica e forçam os bancos a aprovar limites de crédito significativamente menores e enquadrar menos famílias nas operações de crédito. O cidadão que planejava comprar um imóvel descobre, da noite para o dia, que a sua renda já não comporta o financiamento, sendo obrigado a adiar o sonho.

Com o acesso ao crédito dificultado, a construção civil — que historicamente é a engrenagem que mais emprega no país de forma rápida e capilarizada — é atingida em cheio. O freio abrupto nos lançamentos de novos empreendimentos e a queda vertiginosa nas vendas fatalmente provocarão cortes de vagas diretas nas obras e nas indústrias da base, abalando a geração de empregos formais e freando severamente a expansão do nosso PIB.

A raiz profunda dessa asfixia setorial atende pelo nome de desequilíbrio fiscal. O estresse constante na curva de juros futuros é o sintoma direto da percepção de que há um descontrole no avanço das contas e dos gastos do governo. O apetite arrecadatório que mira as LCIs é apenas mais uma face desse mesmo problema de gastança. Para salvar o setor habitacional e destravar o crédito na ponta, o país precisa, imperativamente, construir um equilíbrio fiscal rigoroso, sólido e crível. Apenas o compromisso real com as contas públicas é capaz de devolver ao mercado a previsibilidade estrutural necessária para ancorar as expectativas, afastar o fantasma da tributação sobre os investimentos produtivos e reduzir os juros na economia real de forma duradoura.

© PEXELS

O desafio da casa própria no Brasil

El sector de la cosmética cambia de piel

By: Cristina · Ruiz
1 November 2026 at 06:00

Hollywood alimentó el mito de la belleza de Cleopatra con una de las escenas más recordadas de la película homónima protagonizada por Elizabeth Taylor. A los anales de la historia cinematográfica ha pasado la secuencia en la que la actriz de la mirada violeta se sumerge en un baño de leche de burra.

Sin embargo, pese a lo ilustrativo del momento, no hay constancia histórica de que la faraona de la dinastía ptolomeica recurriera a este tratamiento de belleza. No obstante, los guionistas del largometraje sí que se inspiraron en las costumbres de la Antigüedad. Plinio el Viejo relató en el libro XI de su «Historia natural» que Popea Sabina, segunda esposa de Nerón, viajaba acompañada de un rebaño de 500 pollinas para poder ordeñarlas a diario y bañarse en su leche, convencida de que suavizaba el cutis y ayudaba a mantener a raya las arrugas. Un ritual de belleza algo aparatoso –con semejante séquito improvisar una escapada no debía ser precisamente sencillo–, pero que tenía cierta base científica. Y es que la leche de burra contiene proteínas, lípidos, vitaminas y otros compuestos que pueden contribuir a suavizar la piel. Siglos después, en 1780, el químico sueco Carl Wilhelm Scheele aisló el ácido láctico a partir de leche agria, abriendo la puerta a posteriores tratamientos dermatológicos para mejorar la textura y firmeza de la piel.

Aunque la búsqueda del elixir de la belleza y de la eterna juventud ha acompañado a la Humanidad desde tiempos inmemoriales, ahora, se aborda desde la ciencia. Los avances científicos y tecnológicos han transformado radicalmente la industria cosmética. Lo que durante siglos fue una combinación de tradición y remedios naturales se ha convertido en un campo de investigación en el que la química, la biotecnología y la inteligencia artificial abren nuevas vías para comprender la piel, desarrollar ingredientes y combatir los signos del envejecimiento, abriendo nuevas oportunidades de negocio en un mercado que ha hecho de la innovación en su «leitmotiv».

Esta transformación llega en un momento de fortaleza para el sector español. La industria de la cosmética y la perfumería alcanzó una facturación de 11.800 millones de euros en 2025, un 5,8% más que el año anterior, según el informe «Radiografía de la industria cosmética y del perfume 2025», elaborado por Stanpa. Su actividad representa el 1,03% del producto interior bruto (PIB) nacional y genera más de 50.200 puestos de trabajo directos, equivalentes al 1,44% del empleo en España. Además, el país ocupa una posición destacada en el comercio internacional, ya que es el segundo exportador mundial de perfumes y el cuarto mercado de la Unión Europea. Las exportaciones de cosméticos, perfumes y productos de cuidado personal superan, por separado, las de vino, calzado o aceite de oliva.

Cadena de valor

Estas cifras dibujan un sector que va mucho más allá de la venta de productos de belleza. Su cadena de valor incluye fabricantes de ingredientes, laboratorios de investigación, empresas de ensayos, productores de envases, distribuidores, perfumerías, farmacias y establecimientos especializados. También incorpora perfiles profesionales cada vez más diversos, desde químicos y biólogos hasta biotecnólogos e ingenieros. La inversión en investigación, desarrollo e innovación (I+D+i) alcanza el 3,4% de la facturación sectorial, un indicador del peso que tiene el conocimiento científico en su actividad.

«La innovación está en el ADN de la cosmética. Un producto debe ser seguro y eficaz, pero también aportar algo nuevo si quiere hacerse un hueco en un mercado en el que las marcas compiten constantemente por captar la atención del consumidor. La tecnología no ha creado esa necesidad, pero está modificando la manera de responder a ella», sostiene María Aurora Benaiges, vicepresidenta de la Sociedad Española de Químicos Cosméticos (SEQC).

Al igual que la inteligencia artificial ha irrumpido en prácticamente todos los ámbitos de nuestra vida, también ha llegado a la industria cosmética, donde se ha convertido en una herramienta para acelerar las primeras fases del desarrollo de nuevos productos, analizar ingredientes y explorar posibles formulaciones.

La selección de moléculas y el diseño de fórmulas requieren manejar grandes cantidades de información sobre las propiedades de las materias primas, sus posibles interacciones o su comportamiento en distintas condiciones. El análisis de estos datos permite explorar más alternativas antes de pasar a las pruebas experimentales.

«La inteligencia artificial nos ayuda en procesos previos. Las herramientas digitales facilitan realizar un cribado de un mayor número de moléculas y orientar la investigación hacia aquellas que presentan características más prometedoras», explica Benaiges.

El cambio también afecta al tiempo. Procesos que antes podían exigir meses de trabajo exploratorio pueden beneficiarse de bases de datos y aplicaciones capaces de identificar con mayor rapidez ingredientes compatibles o combinaciones que merece la pena investigar. No significa que la máquina pueda sustituir al formulador, sino que le proporciona más información para decidir dónde concentrar sus esfuerzos.

Silvia Martínez, miembro de la Junta Directiva de la SEQC y vocal responsable de Cosmetorium, la feria profesional de referencia de la industria cosmética en España, recuerda que el sector lleva años trabajando con información estructurada y sistemas de análisis, aunque no siempre se utilizara la denominación de inteligencia artificial. «Todo lo que eran bases de datos de conocimiento ahora, gracias a la IA, está más al alcance de todo el mundo», señala.

Empresas grandes y pequeñas

Esta democratización de las herramientas puede tener consecuencias económicas relevantes. Las grandes compañías disponen de departamentos de investigación y recursos para incorporar nuevas tecnologías, pero las pymes también necesitan competir mediante propuestas diferenciadas. El acceso a servicios externos y aplicaciones especializadas permite a estas compañías de menor dimensión explorar compuestos, evaluar posibles combinaciones y orientar sus desarrollos sin tener que reproducir toda la infraestructura de los grandes laboratorios. «Disponer de esta tecnología permite reducir el número de alternativas que deben ensayarse físicamente y ahorrar tiempo y dinero en las fases iniciales», apunta Martínez.

Esta apuesta por la eficiencia ya se traduce en acuerdos entre grandes compañías cosméticas y tecnológicas. L’Oréal, por ejemplo, ha reforzado su colaboración con NVIDIA para aplicar inteligencia artificial predictiva y química computacional al desarrollo de nuevas formulaciones, mientras que su alianza con IBM busca aprovechar los datos acumulados por sus laboratorios para encontrar nuevas combinaciones de ingredientes y alternativas más sostenibles. La colaboración con OpenAI amplía esta estrategia a otras áreas del negocio, desde la investigación del microbioma de la piel hasta la generación de contenidos para las campañas de sus marcas.

Entre las iniciativas españolas, destaca OrAIsi, una start-up de Elche vinculada al Parque Científico de la Universidad Miguel Hernández, que aplica la IA a la seguridad de los productos cosméticos. Su plataforma automatiza parte de la preparación del expediente de información del producto, que reúne los datos y las evaluaciones necesarios para acreditar su seguridad antes de comercializarlo. Según la compañía, esta tecnología puede reducir hasta un 90% el tiempo dedicado a elaborar esa documentación, al agilizar la búsqueda de información toxicológica, los cálculos y la recopilación de evidencias. El evaluador mantiene, no obstante, la supervisión y validación de los resultados.

Biotecnología

Si la inteligencia artificial transforma la manera de analizar información, la biotecnología amplía las posibilidades de obtener ingredientes y comprobar su comportamiento. Y es que la industria cosmética se nutre de avances procedentes de la biología, la biomedicina y otras disciplinas científicas, que permiten investigar activos con propiedades concretas y desarrollar métodos de producción alternativos.

Uno de los objetivos es conseguir principios activos más puros y controlados, pero también reducir la presión sobre los recursos naturales. En este contexto, los cultivos celulares y otras técnicas biotecnológicas permiten explorar nuevas vías de producción en entornos controlados, con el potencial de reducir la dependencia de determinadas fuentes naturales. Un ejemplo de esta apuesta es Vytrus Biotech, una compañía con sede en Terrassa, que está, precisamente, especializada en desarrollar ingredientes cosméticos a partir de cultivos de células madre vegetales. Su tecnología permite producir compuestos de interés para el cuidado de la piel y el cabello en condiciones controladas, sin depender de los cultivos agrícolas tradicionales. La compañía, que comercializa sus ingredientes en más de 50 países, facturó 8,37 millones de euros en 2025, un 66% más que el ejercicio anterior, según sus resultados publicados en febrero de 2026.

GreenBioPeptides es otra muestra de cómo la investigación científica se puede traducir en nuevas oportunidades de negocio. La empresa biotecnológica de Esplugues de Llobregat ha desarrollado una tecnología patentada para obtener péptidos bioactivos a partir de proteínas vegetales. Uno de sus proyectos se centra en obtenerlos a partir de proteínas de judía negra.

Sostenibilidad

En este sentido, Martínez señala que la búsqueda de nuevas materias primas está cada vez más vinculada a la trazabilidad y a la necesidad de evitar que la obtención de un activo termine dañando los ecosistemas de los que procede.La sostenibilidad se ha convertido, por tanto, en un factor de diferenciación comercial. Las empresas buscan reducir el impacto de sus envases, facilitar su reciclabilidad y extender los sistemas de recarga. Lo que hace años podía parecer incompatible con el posicionamiento prémium de determinados perfumes y cosméticos se ha incorporado progresivamente a la oferta de las marcas.

Los envases rellenables ilustran esta evolución. El consumidor puede conservar el recipiente y adquirir una recarga, mientras que las compañías exploran fórmulas para reducir materiales y diferenciar su propuesta.

Faca Packaging, fabricante de envases cosméticos de alta gama, desarrolla soluciones recargables para que el consumidor pueda conservar el recipiente original y sustituir su contenido. La empresa trabaja, además, con plásticos reciclados y materiales reciclables y biológicos, en una estrategia que busca reducir el consumo de materias primas sin renunciar al diseño y a la presentación de lujo. Entre sus desarrollos recientes figura un nuevo sistema dispensador con recarga.

Otro de los avances relevantes se encuentra en el desarrollo de modelos de piel y cabello que permiten estudiar ingredientes y formulaciones antes de realizar pruebas con voluntarios. La investigación «in vitro» y los modelos biológicos alternativos han ampliado las herramientas disponibles para evaluar el comportamiento de los productos.

La evolución es especialmente importante en un sector en el que la experimentación con animales para cosméticos está prohibida en la Unión Europea. Los nuevos modelos permiten investigar determinados efectos y descartar opciones antes de pasar a otras fases de evaluación.

«Cada vez se intenta que haya una batería de pruebas previas antes de utilizar un panel de consumidores o de voluntarios», explica Martínez.

El ahorro potencial es significativo porque los estudios con personas requieren seleccionar participantes con características adecuadas, contar con un número suficiente para obtener resultados interpretables y aplicar protocolos específicos. No es lo mismo evaluar una crema hidratante general que un producto dirigido a pieles maduras con determinadas características, o un fotoprotector, que está sujeto a requisitos específicos y cuyos ensayos deben permitir comprobar el nivel de protección declarado.

Longevidad

La investigación sobre longevidad está modificando también el discurso comercial de la belleza. El objetivo empieza a expresarse menos en términos de borrar los signos de la edad y más en conservar la piel y el cabello en buenas condiciones durante más tiempo. El cambio amplía el horizonte de consumo. En lugar de concentrar el cuidado en una etapa concreta de la vida, las marcas pueden dirigirse a personas que buscan mantener hábitos de prevención y cuidado continuado. «La edad no la puedes detener, pero sí conservarte mejor durante los años», resume Benaiges.

La longevidad se presenta de esta manera como una oportunidad para desarrollar productos, como los destinados al cuidado capilar. La llamada «skinification» –la aplicación al cabello y al cuero cabelludo de principios y rutinas propios del cuidado facial– ha impulsado el desarrollo de productos específicos para una zona que tradicionalmente recibía menos atención. Sérums, tratamientos y formulaciones dirigidas a distintas texturas capilares amplían una oferta que antes se concentraba en champús y acondicionadores. Precisamente, el cuidado del cabello fue una de las categorías protagonistas del año pasado, con un crecimiento del 6,5%, por encima de la media del mercado.

El mercado masculino constituye otra vía de crecimiento. La incorporación de rutinas de limpieza facial e hidratación, así como del propio cuidado capilar, amplía la base de consumidores.

La belleza, que durante siglos persiguió fórmulas para detener el paso del tiempo, busca ahora respuestas en los laboratorios. Y en esa transformación, la innovación se consolida no solo como una herramienta para mejorar los productos, sino también como una palanca de crecimiento para todo el sector.

© Magnific

Los nuevos modelos permiten investigar los esfectos cosméticos

Economia informal movimenta cerca de 45 mil milhões de dólares em Angola, afirma académico Francisco Queiroz,

O antigo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, jurista e académico, Francisco Queiroz, apresenta, no próximo dia 6 de Novembro, às 16 horas, na Faculdade de Direito, a segunda edição da obra “Economia Informal em Angola”, revista e ampliada com novos dados estatísticos sobre a dimensão e o impacto deste segmento na [...]

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Precio de la luz hoy, domingo 1 de noviembre, por horas: comienza el mes de noviembre con un notable desplome del coste del megavatio

By: La · Razón
1 November 2026 at 05:05

Este domingo 1 de noviembre el precio medio de la electricidad en el mercado mayorista se situará en los 163,19 euros el megavatio hora (MWh), según los datos publicados por el Operador del Mercado Ibérico de la Energía (OMIE); este valor sirve como referencia para los consumidores que quieren planificar el uso de sus electrodomésticos y ajustar sus hábitos para reducir el gasto energético diario.

Caída del precio de la luz tras el cierre del mes de octubre; no obstante, conviene recordar que estos importes corresponden al mercado mayorista y no reflejan el precio final que pagan los consumidores, ya que en la factura también se incluyen peajes, cargos e impuestos.

Conocer las horas más baratas y más caras de este domingo 1 de noviembre será fundamental para reducir el impacto de la factura; aunque el precio medio sube respecto al miércoles, la diferencia entre los distintos tramos horarios vuelve a ser muy elevada, por lo que concentrar el consumo durante las horas centrales del día permitirá ahorrar de forma significativa.

¿Cuándo será más barata la luz este domingo 1 de noviembre?

El domingo 1 de noviembre comienza con 255,10 euros/MWh entre las 00:00 y las 01:00 horas. Durante la madrugada, el precio desciende progresivamente hasta los 237,93 euros entre las 04:00 y las 05:00, aunque recupera terreno a primera hora y alcanza los 247,78 euros entre las 07:00 y las 08:00. A partir de ese momento se produce una caída considerable: la tarifa baja a 204,04 euros entre las 08:00 y las 09:00 y se desploma hasta los 70,78 euros en la franja siguiente.

El cambio más significativo llegará al mediodía, cuando la electricidad entre en terreno negativo y mantenga esa tendencia durante cinco horas consecutivas. Tras marcar 0,13 euros entre las 10:00 y las 11:00, el precio caerá por debajo de cero y llegará a -0,02 euros en la hora posterior. El periodo más barato del domingo será de 15:00 a 16:00 horas, con -0,27 euros/MWh. También destacan las franjas de 12:00 a 13:00, con -0,09 euros, y de 14:00 a 15:00, con -0,20 euros. Se trata de la mejor oportunidad de la jornada para concentrar el uso de electrodomésticos o recargar el vehículo eléctrico.

La situación dará un giro radical durante la tarde, cuando el precio volverá a dispararse tras abandonar los valores negativos. La tarifa subirá hasta los 15,38 euros entre las 16:00 y las 17:00 y alcanzará los 157,15 euros en la siguiente hora. El encarecimiento continuará durante la noche, con 242,94 euros entre las 18:00 y las 19:00 y 255,04 euros entre las 19:00 y las 20:00. La franja más cara del domingo será de 20:00 a 21:00 horas, con 261,93 euros/MWh. Aunque después comenzará a descender, el coste seguirá por encima de los 230 euros hasta el final del día.

Precio de la luz por horas hoy, domingo 1 de noviembre

  • 00:00-01:00 255,10 euros
  • 01:00-02:00 251,59 euros
  • 02:00-03:00 246,43 euros
  • 03:00-04:00 241,04 euros
  • 04:00-05:00 237,93 euros
  • 05:00-06:00 240,32 euros
  • 06:00-07:00 242,72 euros
  • 07:00-08:00 247,78 euros
  • 08:00-09:00 204,04 euros
  • 09:00-10:00 70,78 euros
  • 10:00-11:00 0,13 euros
  • 11:00-12:00 -0,02 euros
  • 12:00-13:00 -0,09 euros
  • 13:00-14:00 -0,07 euros
  • 14:00-15:00 -0,20 euros
  • 15:00-16:00 -0,27 euros ← MÍNIMO
  • 16:00-17:00 15,38 euros
  • 17:00-18:00 157,15 euros
  • 18:00-19:00 242,94 euros
  • 19:00-20:00 255,04 euros
  • 20:00-21:00 261,93 euros ← MÁXIMO
  • 21:00-22:00 260,92 euros
  • 22:00-23:00 251,13 euros
  • 23:00-24:00 234,77 euros

© Canva

Precio de la luz hoy, viernes 24 de abril, por horas: cómo sobrevivir a un día en el que los mínimos están por encima de los 14 euro/MWh

La banca cobra hasta 276 euros al año al cliente poco vinculado (y despistado)

1 November 2026 at 04:30
Gente haciendo cola para sacar dinero en efectivo en un cajero automático en Barcelona, en una imagen de archivo.

Tener abierta una cuenta en el banco que apenas se usa puede salir muy caro. La banca española llega a cobrar hasta 276 euros al año por el mantenimiento de una cuenta corriente y una tarjeta de débito a los clientes menos vinculados. Es el precio más elevado de entre las once entidades analizadas para el supuesto de un cliente que no cumple con ninguna de las condiciones que exigen las entidades para librarse de las comisiones que figuran en la letra del contrato al abrir una cuenta.

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World in Progress: en busca de claves de progreso en medio del desorden mundial

1 November 2026 at 04:30
El presidente del Gobierno de España, Pedro Sánchez, se dirige a la conferencia World in Progress en octubre de 2024.

El mundo se adentra en una nueva época en la cual, pese a los grandes avances y promesas de la ciencia y la tecnología, abundan riesgos catastróficos y vectores de involución. Los conflictos armados aumentan, las instituciones internacionales se tambalean, la calidad democrática global se erosiona, el cambio climático avanza desbocado, el precio de la energía fomenta malestares sociales. Si a ello se añade el auge de fuerzas nacionalistas y el galope descontrolado de la inteligencia artificial (IA), el cuadro de conjunto es una navegación en aguas desconocidas repletas de rocas peligrosas y con corrientes de reflujo.

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De Cos, un perfil de equilibrio y consenso para tiempos volcánicos

1 November 2026 at 04:30

En los 40 años transcurridos desde que España entrara en la Unión Europea, por primera vez el país tiene la posibilidad de aspirar a uno de los dos cargos con más poder en la UE, el Banco Central Europeo. El candidato no es un huracán político, sino un experto financiero cuya combinación de bagaje técnico, equilibrio y empatía personal despierta un insólito consenso en los círculos financieros, empresariales y también políticos.

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Pablo Hernández de Cos

Zamora se pone en pie de guerra por la construcción de un macrocentro de datos: “Es una manera de echarnos”

1 November 2026 at 04:30
Pilar Sánchez, de la Plataforma Vecinal en Defensa de la Tierra del Pan, muestra un mapa de Monfarracinos, Zamora.

Una enorme extensión de campo va camino de convertirse en un macrocentro de datos puntero para la gestión de la inteligencia artificial. Todo ello ocurre en Monfarracinos (1.000 habitantes, a poco más de 10 kilómetros de la capital, Zamora) y sus alrededores, integrados en una provincia en decadencia socioeconómica y demográfica. Los terrenos se usan con fines agrarios y ganaderos. Históricamente se ha labrado en esa tierra —especialmente trigo— y se cría ganadería intensiva, con abundantes vacas en el entorno del río Valderaduey, cerca del Duero. Esos terrenos han sido elegidos para ubicar allí unas instalaciones que requerirán un elevado consumo energético y que se prevé que generarán calor y ruido en sus proximidades. También empleos, aunque los críticos con el proyecto, avalado por la Junta de Castilla y León, afean que los beneficios distan mucho del impacto sobre el lugar. Una plataforma vecinal condena esta iniciativa y acusa al alcalde de Monfarracinos (PP) de “ocultismo”, con ganaderos “asustados” por si pierden terrenos y se contaminan o sobrecalientan los entornos.

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Máquinas trabajan en el polígono industrial donde está previsto instalar el centro de datos.Pilar Sánchez reparte información del centro de datos a una vecina de Monfarracinos, Zamora.

Conflictos por el nicho familiar: ni a los muertos se les deja en paz

1 November 2026 at 04:30

En España hay aproximadamente 17.850 cementerios. La mayoría son públicos, aunque también los hay privados, se desconoce cuántos. Ante la falta de registros oficiales, la cifra es una estimación de la Asociación Nacional de Servicios Funerarios. Una realidad no muy conocida es la notable conflictividad relacionada con la gestión de las sepulturas. Muchos de estos conflictos son resueltos en el ámbito administrativo o con mediación, si bien una parte termina en los tribunales. Algunos cementerios, incluso, cuentan con sus propias asesorías jurídicas, prueba de que el trabajo legal no falta en este nicho.

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Los cadáveres no se heredan

Un juez de Gran Canaria tuvo que aclarar este verano que un cadáver no puede ser parte de una herencia. En este peculiar caso, una de las hijas del finado, menor de edad, intentó sacar a su padre del panteón familiar sito en la localidad de Santa María de Guía de Gran Canaria. Según la hija, el padre nunca hubiera querido descansar en el lugar elegido por sus familiares. Pero como el resto del clan se negó, la cuestión se enconó y terminó en vía judicial. El juez dio la razón a la familia: la condición de heredera no inviste a la hija de “un derecho a decidir a su libre arbitrio dónde se entierran o no los restos de su padre”.

© Marcos del Mazo (LightRocket / Getty Images) (EL PAÍS)

Cementerio de Villanueva de la Cañada, en Madrid.
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