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Petrobras anuncia 3ª descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas

29 October 2026 at 23:26

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (29) a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, localizado em águas ultraprofundas na costa do estado do Amapá, na Foz do Amazonas, em lâmina d’água de 2.886 metros.

“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial", disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a companhia, a perfuração e a aquisição de dados geológicos foram concluídas. Agora será realizada apenas a finalização das operações no poço (procedimento chamado de abandono), e a sonda seguirá para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração na locação Mãe de Ouro.

A Petrobras informou que a atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país.

Margem equatorial

A margem equatorial fica localizada entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte, sendo a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas.

A Petrobras já perfurou mais de 700 poços na margem equatorial. "Pelas características do óleo e pela estimativa dos volumes existentes, a Margem Equatorial desperta interesse não só da indústria brasileira, como também do mercado internacional de petróleo e gás, que vislumbra possibilidades promissoras na região", destaca a estatal.

Resultado do terceiro trimestre

Nessa quarta-feira (28), a Petrobras anunciou que a produção média de óleo, líquido de gás natural ( LGN) e gás natural no terceiro trimestre de 2026 alcançou a marca recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), 11,7% acima do registrado no mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do resultado do segundo trimestre do ano.

O recorde deve-se, principalmente, à maior eficiência da produção em oito anos, dos navios-plataforma P-78 e P-79, no Campo de Búzios, além do topo de produção do navio-plataforma Alexandre de Gusmão, no Campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.

No trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. "Os excelentes resultados operacionais do terceiro trimestre, divulgados nesta quarta-feira, são outro exemplo da qualidade de nossas entregas”, destacou a presidente da Petrobras.

© Petrobras / divulgação

Petrobras anuncia 3ª descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas

Petrobras anuncia 3ª descoberta de petróleo em poço na Foz do Amazonas

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (29) a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, localizado em águas ultraprofundas na costa do estado do Amapá, na Foz do Amazonas, em lâmina d’água de 2.886 metros.

“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial", disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

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De acordo com a companhia, a perfuração e a aquisição de dados geológicos foram concluídas. Agora será realizada apenas a finalização das operações no poço (procedimento chamado de abandono), e a sonda seguirá para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração na locação Mãe de Ouro.

A Petrobras informou que a atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país.

Margem equatorial

A margem equatorial fica localizada entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte, sendo a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas.

A Petrobras já perfurou mais de 700 poços na margem equatorial. "Pelas características do óleo e pela estimativa dos volumes existentes, a Margem Equatorial desperta interesse não só da indústria brasileira, como também do mercado internacional de petróleo e gás, que vislumbra possibilidades promissoras na região", destaca a estatal.

Resultado do terceiro trimestre

Nessa quarta-feira (28), a Petrobras anunciou que a produção média de óleo, líquido de gás natural ( LGN) e gás natural no terceiro trimestre de 2026 alcançou a marca recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), 11,7% acima do registrado no mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do resultado do segundo trimestre do ano.

O recorde deve-se, principalmente, à maior eficiência da produção em oito anos, dos navios-plataforma P-78 e P-79, no Campo de Búzios, além do topo de produção do navio-plataforma Alexandre de Gusmão, no Campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.

No trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. "Os excelentes resultados operacionais do terceiro trimestre, divulgados nesta quarta-feira, são outro exemplo da qualidade de nossas entregas”, destacou a presidente da Petrobras.

Petróleo fecha em baixa com avanço das negociações entre EUA e Irã

29 October 2026 at 21:12

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira (29) impactado pelos relatos de novas tentativas entre Estados Unidos e Irã de buscarem um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,84% (US$ 0,78), a US$ 110,80 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,76% (US$ 0,78), a US$ 102,00 o barril, na Nymex.

A queda do petróleo acompanhou declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, sobre negociações com o Irã, comentários reforçados por Donald Trump nesta quinta-feira.

Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no X que qualquer avanço só será possível após a aceitação de sete condições impostas por Teerã.

Segundo o site Semafor, a Casa Branca mantém tratativas em curso para um acordo temporário de paz, embora ainda enfrente obstáculos para viabilizar a iniciativa. Entre as barreiras citadas está a possibilidade de retomada de ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.

No campo político-militar, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu o principal responsável pelo planejamento militar do Pentágono, em mais um movimento de uma série recente de desligamentos de generais.

Ainda assim, investidores seguem no radar com o risco de novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e de ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita.

O Irã afirmou que três petroleiros explodiram e pegaram fogo nas últimas 24 horas após atingirem minas navais ao tentar transitar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, afirma que os riscos de transporte em torno de Ormuz e do Mar Vermelho permanecem elevados, mesmo que os fluxos do Golfo tenham se recuperado para níveis pré-guerra em alguns pontos.

Para Dennis Kissler do BOK Financial, “a maioria dos traders ainda sente que a escalada da guerra provavelmente está por vir”.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Portugal entre 12 países que vão libertar barris de petróleo

29 October 2026 at 20:56
Portugal é um dos 12 países que vão disponibilizar 42,6 milhões de barris até janeiro de 2027. Decisão segue apelo do G7 e da Agência Internacional de Energia.

© RONALD WITTEK/EPA

Os preços da energia dispararam desde o início da guerra no Irão, com o litro de gasóleo a ultrapassar os 2,30 euros em vários países da UE

Repsol multiplica sus beneficios y logra por primera vez superar los 5.000 millones

29 October 2026 at 08:48
El consejero delegado de Repsol, Josu Jon Imaz

El año 2026 está siendo un buen ejercicio para los mercados de petróleo, con su cotización en máximos. Los resultados de compañías como Repsol lo reflejan. En los nueve primeros meses de este año la compañía ha multiplicado por cuatro sus beneficios y ha logrado por primera vez rebasar los 5.000 millones de beneficio neto, frente a los 1.177 del mismo periodo del año pasado. La crisis del petróleo que ha disparado su precio se ha reflejado en un mayor margen para la compañía tanto en la comercialización del crudo como del refino.

Según los resultados presentados hoy por la petrolera que lidera Josu Jon Imaz, Repsol obtuvo hasta el pasado mes de septiembre un beneficio neto de 5.006 millones de euros, lo que supone un incremento del 325 % respecto al mismo periodo del año anterior. El buen comportamiento lo explica la compañía por el efecto patrimonial positivo que refleja la subida de los precios del crudo y derivados sobre el valor contable de las existencias almacenadas.

Recompra y dividendo

Los buenos resultados se dejarán notar en los dividendos y politica de retribución de la compañía. Repsol tiene como objetivo destinar entre el 30 y el 40 % del flujo de caja de las operaciones a retribuir a sus accionistas, incluyendo dividendos y recompra de acciones hasta 2028. Así, ha lanzado un tercer programa de recompra de acciones con una inversión máxima neta de 950 millones, que está previsto que se ejecute antes de que finalice el año.

El pasado lunes concluyó el segundo programa de recompra de acciones propias por importe de 500 millones de euros, que se suma al ya ejecutado de 350 millones de euros, elevando el importe total de recompra de acciones para amortización hasta 850 millones de euros.

Para 2026, el dividendo en efectivo asciende a 1,051 euros brutos por acción, un aumento aproximado del 8 % respecto a 2025. La compañía abonó en enero el primer dividendo en efectivo previsto, de 0,5 euros brutos por acción; y el segundo, en julio, de 0,551 euros por acción.

También prevé un pago en enero de 2027 de otros 0,56 euros brutos por acción entre sus accionistas mediante el reparto de 0,53 euros brutos con cargo a reservas libres ya aprobado por la junta general de accionistas y un dividendo de 0,03 euros brutos a cuenta de los resultados del ejercicio 2026. En lo que va de año, la actividad de Repsol generó una contribución fiscal de 10.500 millones de euros, el 72 % en España (7.500 millones).

3.700 millones para asegurar el suministro

La energética española ha comunicado a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) un resultado neto ajustado de 5.419 millones en los nueve primeros meses del año, un 184,2 % más que un año antes. En el informe de resultados se detalla que el beneficio neto incorpora un efecto patrimonial positivo valorado en 943 millones de euros, frente al impacto negativo de 478 millones sufrido en el mismo periodo del año previo.

Ante unas condiciones de mercado muy complejas, derivadas de los conflictos en Oriente Medio y en Ucrania, Repsol ha destinado cerca de 3.700 millones de euros en estos nueve primeros meses de 2026 a incrementar sus existencias y asegurar la continuidad del suministro. Asimismo, ha destinado cerca de 100 millones en descuentos adicionales para clientes en estaciones de servicio.

Evolución del negocio por áreas

Respecto a la evolución del negocio por áreas, el resultado neto ajustado de exploración y producción ('upstream') alcanzó los 1.088 millones de euros hasta septiembre, un 28,6 % más que en los nueve primeros meses de 2025. En el caso del beneficio neto ajustado de industrial, este fue de 3.668 millones de euros, impulsado por los mayores márgenes de refino, frente a los 540 millones registrados en el mismo periodo de hace un año cuando fue impactado negativamente por los apagones eléctricos.

El negocio de cliente, que representa el 11 % del resultado neto ajustado, registró un incremento interanual del 4,6 %, hasta 613 millones de euros y el área de generación baja en carbono obtuvo un resultado neto ajustado de 43 millones, un 23 % más. El área de exploración y producción ha alcanzado una producción media de 557.000 barriles equivalentes de petróleo al día (bepd) entre enero y septiembre.

Repsol apunta que en Venezuela las prioridades de la compañía siguen enfocadas en contribuir al aumento de producción del país, así como a monetizar los volúmenes producidos por la compañía, con progresos relevantes en Petroquiriquire, Petrocarabobo y Cardón IV y en lo que va de año.

Además, Repsol señala que ha monetizado tres cargamentos de crudo procedente de Venezuela como pago por el gas producido y espera recibir dos más en el año.

Proyectos de 11.500 millones hasta 2030

Ante el contexto de incertidumbre global, Repsol destaca que redobla su compromiso con España con 11.500 millones en proyectos hasta 2030.

De esta cifra, el 60 %, unos 7.000 millones de euros, serán iniciativas que se situarán en los entornos de los actuales centros industriales, entre las que destacan nuevas plantas de producción de hidrógeno renovable y una tercera planta de combustibles de origen 100 % renovable, que se sumará a las ya operativas de Cartagena y Puertollano, y a las que se han destinado 400 millones de euros, aproximadamente.

En el área de generación baja en carbono, Repsol prevé seguir desarrollando proyectos, principalmente eólicos y de almacenamiento energético, como la ampliación de la central hidráulica de bombeo reversible de Aguayo, en Cantabria.

Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

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As contas do Governo Central, que reúnem Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registraram superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, após déficit de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025, informou nesta quinta-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional.

A receita líquida cresceu 13,6% (acréscimo de R$ 24,6 bilhões) acima da inflação na comparação com setembro do ano passado, enquanto as despesas aumentaram 2,4% – o que corresponde a uma alta de R$ 4,7 bilhões.

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O resultado foi impulsionado principalmente pela alta das receitas com petróleo, Imposto de Renda e pela receita extraordinária decorrente da devolução à União de recursos referentes a precatórios de exercícios anteriores cancelados pelo Poder Judiciário.

Alta do petróleo ajuda nas receitas

As receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram R$ 5,7 bilhões em termos reais, alta de 71,9%. Segundo o Tesouro, o avanço refletiu a valorização internacional do petróleo, o aumento da produção e a comercialização de petróleo e gás da União pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

A rubrica de demais receitas não administradas aumentou R$ 12,8 bilhões em termos reais, principalmente por causa da devolução de recursos de precatórios cancelados.

Já a arrecadação do Imposto de Renda cresceu R$ 7,3 bilhões acima da inflação, puxada sobretudo pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. O imposto de exportação sobre óleo bruto também contribuiu para o resultado, com arrecadação de R$ 2,9 bilhões no mês.

Despesas

Pelo lado das despesas, os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões. Segundo o Tesouro, a maior parte dos recursos foi destinada a medidas para reduzir os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Desse total, R$ 7,6 bilhões foram destinados a subvenções econômicas para a produção e a importação de diesel e derivados de petróleo.

O relatório mostra que a guerra no Oriente Médio esteve presente tanto do lado das receitas quanto das despesas públicas. Enquanto a alta do petróleo favoreceu a arrecadação com exploração de recursos naturais, os gastos extraordinários foram direcionados a ações para mitigar os impactos econômicos do conflito.

Os gastos com benefícios previdenciários cresceram R$ 2,1 bilhões acima da inflação, refletindo o aumento do número de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e a política de valorização real do salário mínimo. Parte dessa pressão foi compensada pela queda de R$ 8,4 bilhões, em termos reais, das despesas discricionárias.

Acumulado do ano

Apesar do resultado positivo em setembro, as contas permanecem deficitárias no acumulado do ano. De janeiro a setembro, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 90,2 bilhões, ante déficit de R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025.

Governo estima R$ 64,6 bilhões em receitas extras por alta do petróleo

29 October 2026 at 13:58

O Tesouro Nacional atualizou as projeções das receitas adicionais previstas com petróleo. Agora, a estimativa é de que as receitas extraordinárias com a commodity devem alcançar R$ 64,574 bilhões em 2026.

O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Veja:

  • Aproximadamente R$ 22 bilhões em receitas com imposto de exportação;
  • Cerca de R$ 42,6 bilhões em receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Os recursos serão utilizados em grande parte para compensar as medidas de mitigação da alta dos combustíveis. Para frear os efeitos da guerra no Oriente Médio, o governo desonerou combustíveis e implementou subvenções.

Os dados do Tesouro Nacional mostram que as desonerações concedidas aos combustíveis devem alcançar R$ 7,1 bilhões. Desse total, R$ 5 bilhões são referentes à desoneração de diesel, biodiesel e QAV. Outros R$ 2,1 bilhões vêm da gasolina e etanol.

O Tesouro Nacional também informou que R$ 18,6 bilhões já foram concedidos em subvenção aos combustíveis. O montante equivale a 58% da dotação total prevista (R$ 32 bilhões).

EUA “ganharam” 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela, diz Trump

29 October 2026 at 13:13

O presidente Donald Trump fez um anúncio esta semana: a Venezuela presenteou os Estados Unidos com 1 milhão de barris de petróleo — e isso não custou um centavo sequer aos contribuintes americanos.

O anúncio feito na terça-feira (27) aparentemente surpreendeu uma parte importante do acordo: o produtor do petróleo venezuelano.

A NABEP (North American Blue Energy Partners), parceira do governo dos EUA em um grande investimento petrolífero na Venezuela, informou inicialmente, na terça-feira, que os Estados Unidos haviam comprado o 1 milhão de barris de petróleo, ainda que por um preço substancialmente reduzido.

Após Trump afirmar que o petróleo era gratuito, a NABEP alterou sua declaração para alinhar-se à versão do presidente: o petróleo chegaria a um porto no Texas sem qualquer custo para o contribuinte americano.

Ambas as afirmações eram tecnicamente precisas: a Venezuela está dando aos Estados Unidos um grande presente em petróleo.

O presente é ainda maior do que o 1 milhão de barris de petróleo “gratuito”.

O que Trump disse

Trump fez o anúncio da doação de petróleo a caminho de um comício político em Corpus Christi, no Texas, onde ele exibiria navios-tanque chegando ao porto com os primeiros frutos da parceria da NABEP na Venezuela.

“Assumimos o controle da Venezuela com muito sucesso, e eles me enviaram, como presente, um carregamento de um milhão de barris de petróleo; estou repassando isso aos Estados Unidos da América”, disse Trump a repórteres.

Não se tratava de uma figura de linguagem. O petróleo seria gratuito para os contribuintes americanos, escreveu Trump mais tarde em uma publicação na rede social Truth Social.

“Graças à nossa relação renovada com a Venezuela — que se revelou verdadeiramente excelente —, o petróleo está sendo fornecido aos Estados Unidos SEM custo algum para o contribuinte americano”, escreveu Trump.

Em um comício na noite de terça-feira, Trump afirmou que a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro — que resultou na destituição do presidente Nicolás Maduro —, representou “a maior vitória petrolífera da história”.

“Estão vendo aquele naviozinho ali? Ele traz 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela, e nós estamos comemorando”, disse Trump. “Ao vencedor pertencem os espólios, não é?”

Como funciona a matemática

Em um acordo firmado em agosto, que a Casa Branca classificou como o “maior negócio de petróleo da história mundial”, o Pentágono adquiriu uma participação acionária na empresa proprietária da NABEP, a segunda maior produtora privada de petróleo na Venezuela.

A proprietária da NABEP é controlada pela família de Alejandro Betancourt López, um controverso empresário internacional radicado no Reino Unido.

Como parte do acordo, o Departamento de Estado dos EUA tem o direito de comprar os primeiros 20% do petróleo venezuelano produzido pela NABEP ao preço de US$ 30 (cerca de R$ 160) por barril — o custo de produção.

Esse valor é significativamente inferior ao preço que o produto poderia alcançar no mercado aberto.

A NABEP anunciou na terça-feira (27) que a primeira remessa decorrente de sua parceria com o governo dos EUA chegaria a Corpus Christi em dois navios-tanque.

“A carga faz parte do direito do governo dos EUA de adquirir 20% da produção da NABEP a preço de custo, sem margem de lucro — uma disposição prevista no acordo firmado em agosto pela empresa com os Departamentos de Estado e de Guerra dos EUA”, informou a NABEP em um comunicado.

Mais tarde naquele dia, a NABEP atualizou seu comunicado.

“Para reconhecer a natureza histórica do acordo entre a NABEP e seu novo comprador principal, o governo dos Estados Unidos, a NABEP entregou o primeiro milhão de barris de petróleo sem custo algum para o contribuinte norte-americano”, acrescentou a empresa em seu comunicado à imprensa retificado.

Como isso é possível?

A NABEP concordou em entregar o 1 milhão de barris de petróleo sem custo inicial.

A empresa compensaria isso cobrando do governo um valor mais alto pelo petróleo nas entregas subsequentes.

“A carga está sendo entregue em conformidade com um acordo comercial, segundo o qual o seu valor é quitado por meio de ajustes nos preços de futuras retiradas, em vez de um pagamento em dinheiro feito de imediato”, afirmou uma pessoa a par dos termos da transação.

Em outras palavras, o primeiro milhão de barris foi vendido aos Estados Unidos por US$ 0 o barril.

A empresa recuperará esses custos por meio de pagamentos diferidos.

Por exemplo, o milhão de barris seguinte poderia ser vendido aos Estados Unidos por US$ 60 (aproximadamente R$ 321) o barril.

Essas remessas resultariam em uma média de US$ 30 por barril.

Um porta-voz da Casa Branca reconheceu que apenas a primeira remessa proveniente da NABEP não teria custo para o contribuinte americano.

Portanto, todos disseram a verdade: o petróleo entregue aos Estados Unidos esta semana foi, tecnicamente, fornecido sem custo para o contribuinte americano.

E isso fazia parte de um contrato de compra previamente estabelecido (e, na terça-feira, ligeiramente alterado) com a NABEP.

O verdadeiro ‘presente’

Mesmo a US$ 60 o barril, o petróleo, tecnicamente, não terá custo algum para o contribuinte.

Isso ocorre porque o petróleo venezuelano está sendo vendido a US$ 80 (cerca de R$ 428).

Portanto, a Venezuela enviará petróleo aos Estados Unidos a um preço bem inferior ao que poderia obter no mercado aberto.

A administração Trump argumenta que, sem investimento estrangeiro, o país não conseguiria aproveitar suas riquezas petrolíferas.

E o acordo, independentemente do preço do petróleo, ajudará a manter empregos na Venezuela.

Isso pode ser verdade.

Os regimes socialistas da Venezuela deixaram sua infraestrutura petrolífera se deteriorar ao longo das últimas décadas, reduzindo a capacidade de produção de petróleo para cerca de 1,2 milhão de barris por dia — uma queda em relação aos mais de 3 milhões de barris diários registrados na década de 1990.

No entanto, segundo críticos, o fato de os Estados Unidos extraírem petróleo a baixo custo para vendê-lo com uma margem de lucro elevada é, na melhor das hipóteses, algo que pega mal e, na pior, uma forma de exploração.

“O presidente Trump ocultou deliberadamente os detalhes de seu esquema envolvendo o petróleo da Venezuela”, disse à CNN o deputado democrata por Illinois, Dan Casten, um crítico ferrenho da política do governo para a Venezuela. “Ainda não sabemos exatamente quanto dinheiro está envolvido nem para onde esse dinheiro está indo.”

Mas Trump sempre afirmou que o petróleo da Venezuela estava à disposição dos Estados Unidos.

No dia 3 de janeiro, ao anunciar a captura de Maduro, Trump declarou que a operação militar visava garantir os recursos da Venezuela, os quais seriam fundamentais para tornar os Estados Unidos ricos.

“O futuro será determinado pela capacidade de proteger o comércio, o território e os recursos que são essenciais para a segurança nacional”, disse Trump. “Eles são fundamentais para a nossa segurança nacional. Assim como as tarifas — que tornaram nosso país rico e fortaleceram nossa segurança nacional, deixando-a mais robusta do que nunca. Essas são as leis férreas que sempre determinaram o poder global. E vamos manter as coisas assim.”

Entenda por que os EUA estão interessados ​​no petróleo da Venezuela

 

Los Angeles acaba com produção de petróleo na cidade

29 October 2026 at 08:36
Medida, sujeita à aprovação definitiva da presidente da Câmara, Karen Bass, insere-se nos objetivos do condado de alcançar a neutralidade carbónica até 2035 e de proteger a saúde dos residentes.

© ETIENNE LAURENT/EPA

O órgão municipal escreveu num texto que"as atividades relacionadas com as operações de extração de petróleo e gás estão associadas a muitos impactos potenciais na saúde e na segurança"

Repsol multiplica por cuatro su beneficio neto, hasta 5.006 millones, por los precios del crudo

29 October 2026 at 07:39

Repsol ha obtenido un beneficio neto de 5.006 millones de euros en los primeros nueve meses del año, lo que supone un 325% más que en igual periodo de 2025, en que registró 1.177 millones. Ello ha sido posible gracias a la revalorización de los stocks (en 943 millones de euros), derivada del aumento de los precios del crudo sobre el valor contable de las existencias almacenadas, según ha comunicado la compañía a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV). El resultado bruto de explotación (ebitda) ajustado de Repsol se situó en 10.834 millones de euros, con un incremento del 175%. El resultado neto ajustado del grupo hasta septiembre, que mide específicamente la marcha de los negocios, ha alcanzado los 5.419 millones de euros, un 184% más.

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© Kevin Lamarque (REUTERS)

Josu Jon Imaz, consejero delegado de Repsol.

Petrobras registra produção recorde de 3,51 milhões de barris no 3º tri

28 October 2026 at 23:01

A Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e gás no terceiro trimestre de 2026, ao alcançar média de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume representa uma alta de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025 e 5,3% na comparação com o segundo trimestre, segundo o relatório de produção e vendas da companhia.

O avanço foi puxado pelo aumento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios, e pelo desempenho da plataforma Alexandre de Gusmão, em Mero. A Petrobras também atribuiu o resultado à maior eficiência operacional desde o quarto trimestre de 2018 e à redução das perdas com paradas para manutenção.

O indicador considera a produção própria da Petrobras, correspondente à sua participação nos campos, e reúne petróleo, líquidos de gás natural e gás natural em uma mesma unidade de energia. A produção de óleo e líquidos de gás natural no Brasil somou 2,832 milhões de barris por dia, alta de 12,4% em um ano.

No acumulado de janeiro a setembro, a produção própria total atingiu média de 3,359 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 13,9% sobre igual período de 2025. Já a produção total operada, que inclui a parcela dos sócios nos campos, alcançou recorde de 5,082 milhões de barris de óleo equivalente por dia no trimestre.

O pré-sal respondeu por outro recorde: a produção própria nessa área chegou a 2,96 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ante 2,78 milhões no segundo trimestre. Ao longo dos três meses, entraram em operação 12 novos poços produtores, divididos igualmente entre as bacias de Campos e de Santos.

“A Petrobras alcançou um novo recorde de produção própria de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 3T26, crescimento de 11,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. (…) a maior eficiência operacional trimestral em oito anos, afirmou a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, no relatório.

Em Búzios, a plataforma Almirante Tamandaré registrou produção média de 263 mil barris de petróleo por dia em julho, mantendo a posição de maior produtora do país. Em Mero, a Alexandre de Gusmão atingiu a capacidade originalmente prevista de 180 mil barris por dia em agosto e, após ampliação autorizada, alcançou pico de 190 mil em setembro.

O desempenho foi diferente no pós-sal profundo e ultraprofundo, onde a produção de óleo recuou 4,2% em relação ao segundo trimestre, para 341 mil barris por dia. Segundo a empresa, o resultado refletiu mais perdas com paradas para manutenção na Bacia de Campos e o declínio natural dos campos maduros.

Para 2027, a Petrobras prevê a entrada em operação de mais duas plataformas em Búzios, a P-80 e a P-82, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia. As unidades deixaram o estaleiro em Singapura em setembro e outubro, respectivamente.

Exportações

As exportações de petróleo e derivados também bateram recorde, com média de 1,251 milhão de barris por dia. O volume ficou 20,7% acima do registrado um ano antes e avançou 1,7% sobre o segundo trimestre, impulsionado pelas vendas externas de derivados, principalmente óleo combustível.

As exportações apenas de petróleo, porém, recuaram 0,9% na comparação trimestral, para 987 mil barris por dia. A companhia informou que cargas equivalentes a 140 mil barris diários ainda estavam em andamento no encerramento do período, com expectativa de serem contabilizadas no quarto trimestre.

Apesar do recorde nas exportações totais, o saldo entre os volumes exportados e importados caiu 14,6% ante o segundo trimestre, para 918 mil barris por dia. As importações aumentaram 114,1%, para 333 mil barris diários, diante de maiores compras de petróleo e da demanda sazonal por combustíveis, sobretudo diesel e querosene de aviação. A comparação foi influenciada pela baixa base do segundo trimestre, quando as importações de derivados atingiram o menor nível histórico.

Refino

No refino, a produção de derivados atingiu 1,873 milhão de barris por dia, alta de 4,6% em um ano, mas queda de 2,3% sobre o trimestre anterior. O recuo foi associado à parada programada para manutenção na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC). O fator de utilização das refinarias ficou em 99%, ante 101% no segundo trimestre e 94% um ano antes.

A produção de diesel atingiu recorde trimestral de 769 mil barris por dia, crescimento de 6,7% na comparação anual. As vendas de derivados no mercado interno chegaram a 1,854 milhão de barris por dia, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021, com alta de 6,4% sobre o trimestre anterior.

O principal impulso veio do diesel, cujas vendas cresceram 14,4% na comparação trimestral, para 849 mil barris por dia. A Petrobras relacionou o aumento ao plantio da safra de verão e à maior atividade industrial.

Gás natural

No mercado de gás, a entrega de produto de origem nacional subiu 10,5% ante o segundo trimestre, para 42 milhões de metros cúbicos por dia. A maior oferta doméstica permitiu reduzir as importações, segundo a companhia. As compras de gás boliviano caíram de 7 milhões para 5 milhões de metros cúbicos diários.

A expansão das atividades também elevou as emissões operacionais de gases de efeito estufa nos negócios de petróleo e gás, sem incluir as termelétricas. Elas somaram 37,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nos nove primeiros meses de 2026, ante 35 milhões em igual período de 2025.

Petróleo sobe com tensões no Iêmen e ataque a refinaria na Arábia Saudita

28 October 2026 at 19:52

Os preços do petróleo subiram cerca de 1% nesta quarta-feira (28), devido a novas preocupações com possíveis interrupções adicionais no abastecimento de energia no Oriente Médio, decorrentes da continuidade dos combates no Iêmen, de um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita e do temor de que os Estados Unidos possam atacar o Irã após as eleições de meio de mandato, na próxima semana.

Os contratos futuros do Brent subiram US$ 1,44, ou 1%, fechando a US$ 115,32 por barril, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos EUA subiu US$ 2,88, ou 3%, fechando a US$ 102,78.

Esse aumento nos preços levou o Brent de volta à zona de sobrecompra pela quarta vez em cinco dias.

Os houthis do Iêmen atacaram o aeroporto de Aden nesta quarta-feira, segundo as forças governamentais iemenitas, depois que o grupo alinhado ao Irã alertou a população para evacuar as instalações à medida que os combates se intensificavam no país empobrecido, envolvido no conflito mais amplo do Oriente Médio.

Os houthis afirmaram na terça-feira  ter atingido a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita com um míssil, intensificando seus ataques contra o segundo maior produtor mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA. As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente o ataque à instalação, com capacidade de 550 mil barris por dia.

“Os futuros do petróleo mais uma vez estão precificando uma redução na oferta no curto prazo, diante das notícias de que os EUA provavelmente retomarão as operações militares em breve, o que poderia ser mais intenso do que no passado, considerando os últimos ataques à Arábia Saudita e a outros aliados do Oriente Médio”, afirmou Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, em uma nota.

Nas últimas semanas, vários analistas afirmaram que novos ataques dos EUA ao Irã poderiam ocorrer em algum momento após as eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro.

Na esperança de pôr fim ao conflito, que já dura oito meses, mediadores do Catar apresentaram ao Irã uma nova proposta de acordo para encerrar a guerra com os EUA e Israel, disse uma autoridade a par das negociações.

Uma alta autoridade iraniana, no entanto, afirmou que Doha havia apenas apresentado ideias inaceitáveis que não constituíam uma oferta.

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que Teerã continuava dando uma chance para que a diplomacia tivesse sucesso e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias proposto por Teerã fosse concluído em menos de uma semana, caso fosse implementado.

O Catar, juntamente com o Paquistão, tem liderado a mediação para pôr fim à guerra, que interrompeu o transporte marítimo global e o abastecimento de petróleo e se espalhou para a Arábia Saudita e o Iêmen.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

ICMS vai encarecer gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de fevereiro de 2027

28 October 2026 at 17:54

Os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha devem sofrer novo impacto a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os estados aprovaram a atualização das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com aumento de R$ 0,07 por litro de gasolina, R$ 0,13 por litro de diesel e R$ 0,91 no botijão de gás de 13 quilos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na terça-feira (27). A atualização ocorre em meio à pressão internacional sobre os preços do petróleo provocada pela guerra no Irã, que também tem repercutido no mercado brasileiro de combustíveis.

Com a mudança, o ICMS da gasolina e do etanol anidro passará a R$ 1,64 por litro. Para o diesel e o biodiesel, o valor será de R$ 1,30 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado no gás de cozinha, a alíquota ficará em R$ 1,54 por quilo.

Segundo os estados, a atualização segue a metodologia prevista na Lei Complementar nº 192/2022, que estabeleceu a cobrança do imposto por valores fixos, em reais, uniformes nacionalmente para esses combustíveis.

Guerra pressiona preços

O cálculo considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O intervalo coincide com a escalada do conflito no Oriente Médio. Desde o início da guerra, a cotação internacional do petróleo Brent avançou mais de 50%, segundo os dados apresentados na reportagem que serviu de base para o levantamento.

O fechamento do Estreito de Hormuz e os ataques a instalações do setor energético agravaram as preocupações com o abastecimento mundial. O cenário também foi afetado por ataques ucranianos a refinarias russas.

No Brasil, o diesel acumulou alta de 20% nos postos desde o início do conflito, conforme os dados citados no levantamento. A gasolina subiu 3%, enquanto o gás de cozinha registrou aumento de 4%.

Estados estudam aliviar alta do diesel

O governo federal adotou subsídios e medidas de desoneração tributária para tentar conter a pressão sobre os combustíveis, principalmente o diesel. Os estados, por sua vez, rejeitaram uma proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o ICMS e participaram de um programa de subsídios durante dois meses.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (28), o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que os governos estaduais estudam formas de antecipar a atualização dos valores do diesel, buscando reduzir os efeitos da alta.

O comunicado, porém, não apresentou detalhes sobre como a medida seria implementada nem sobre o tamanho de uma eventual redução do impacto tributário.

Atualmente, o governo federal mantém uma subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel nacional e um adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel importado, conforme os dados apresentados no material.

Reajuste chega em 2027

A atualização do ICMS ocorre em um momento de incerteza sobre o comportamento dos preços internacionais do petróleo. A continuidade das tensões no Oriente Médio pode manter a pressão sobre os derivados, especialmente o diesel, que influencia os custos do transporte de cargas e de diversos setores da economia.

A partir de fevereiro, os novos valores do imposto passam a integrar a composição dos preços dos combustíveis. O efeito final nas bombas e no preço do gás dependerá também dos custos de produção, distribuição, revenda e das condições do mercado.

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EUA alertam países do Golfo para possível ação militar. Trump diz que guerra acaba "quando quiser"

Os EUA alertaram diversos países árabes do Golfo para que se preparem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irão, após as eleições intercalares. Donald Trump reiterou que a guerra vai acabar "quando quiser".

Empresa saudita oferece petróleo com desconto à Europa

28 October 2026 at 14:35
Carregamentos de crude de outubro foram oferecidos com um desconto em relação ao preço oficial de venda da Aramco. Exportações deste mês ficaram comprometidas após ataque ao oleoduto Leste-Oeste.

© ALI HAIDER/EPA

O aumento da oferta saudita contribuiu para a queda dos preços esta semana de algumas variedades de crude transacionadas na Europa

Trump diz que Venezuela pode se tornar o 51º estado dos EUA

27 October 2026 at 22:49

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (27) que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado norte-americano.

“O país (Venezuela) se tornará próspero e, quem sabe, talvez em breve ele se torne um próspero 51º estado. É possível. Vamos fazer isso acontecer. Vamos torná-lo o 51º estado. E, em vez de um presidente, teremos uma eleição para governador. O que acha? Pois é”, afirmou durante um comício na cidade de Corpus Christi, no Texas.

Trump também afirmou que a Venezuela possui vastas reservas de petróleo e que grandes empresas do setor estão investindo bilhões de dólares no país.

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“Quero agradecer à Venezuela, onde nossa relação se tornou muito, muito boa — excelente, na verdade. Bilhões e bilhões de dólares estão sendo investidos agora, por parte das maiores empresas de petróleo — muitas delas vindas do Texas — em todo o território venezuelano”, afirmou o presidente americano.

Trump fez as declarações diante de um navio ancorado ao largo da costa, o qual, segundo ele, transportava um milhão de barris de petróleo provenientes da Venezuela.

O presidente americano acrescentou que o petróleo venezuelano seria refinado no Texas e afirmou que a carga foi obtida sem custo algum para os contribuintes norte-americanos.

Trump também disse que os preços da gasolina e do diesel cairiam para os consumidores dos EUA, e elogiou os militares norte-americanos pelo que descreveu como uma vitória contra a Venezuela.

Em maio, Trump fez uma publicação retratando o país como 51° estado dos Estados Unidos.

O post, feito na rede social Truth Social, mostrava um mapa com parte da América do Sul, com o país preenchido nas cores da bandeira americana.

Petróleo recua mais de 1% com expectativa de avanços diplomáticos com o Irã

27 October 2026 at 20:16

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27) estendendo as perdas da véspera, diante de sinalizações contraditórias no Oriente Médio. Mercado assimila ainda relatos de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) planeja manter inalterada suas metas de produção para dezembro.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,20% (US$ 1,33), a US$ 109,41 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,83% (US$ 1,86), a US$ 99,90 o barril, na Nymex.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda durante a manhã, apesar de permanecer próximo da faixa de US$ 100 o barril.

Enquanto, de um lado, representantes do Irã afirmam estarem dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Ainda assim, para o BOK Financial, a correção acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã e entre a Rússia e a Ucrânia parecem estar se concretizando.

“Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico”, pondera.

Mesmo assim, o Commerzbank avalia que a situação no Oriente Médio permanece “tensa”. Para o banco alemão, novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã podem acontecer após as eleições de meio de mandato, enquanto o resultado do pleito em Israel pode “ser significativo para futuros desdobramentos na guerra”.

Na mesma linha, a Jefferies afirma que a geopolítica permanece como foco dos mercados, diante das preocupações de que os EUA podem considerar outra rodada de bombardeios após as eleições.

No radar, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve manter as metas de produção em dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país vai receber uma remessa de 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela e que outros bilhões de barris devem ser enviados aos americanos.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Bolsas da Europa sobem com petróleo e tech; Londres destoa com HSBC

27 October 2026 at 19:04

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (27) sustentadas pela queda do petróleo em meio a esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo avanço de ações de semicondutores.

Londres destoou, pressionada pelo setor bancário após balanço decepcionante do HSBC. Investidores também acompanharam resultados corporativos e aguardam decisões de juros nos EUA e na zona do euro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.606,65 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,51%, a 7.887,14 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, a 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o , a 9.253,58 pontos. As cotações são preliminares.

A confiança do consumidor francês caiu de 85 para 80 em outubro, menor nível desde junho de 2013, em meio à crise política e fiscal. Paralelamente, pesquisa do BCE apontou aperto das condições para empréstimos a empresas na zona do euro.

A Pimco prevê juros estáveis na reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira, mas projeta alta em dezembro.

Em Londres, o HSBC cedeu 6% após registrar crescimento do lucro trimestral abaixo do esperado, arrastando os bancos. A Reckitt Benckiser também figurou entre as maiores baixas, com queda de 4,9%.

Em sentido oposto, a holandesa BE Semiconductor saltou 11,6% depois de a americana Applied Materials anunciar a ampliação de sua participação na empresa para cerca de 20%.

O otimismo com IA ( inteligência artificial), renovado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, também favoreceu ASML (+2,8%), ASM International (+5,2%), Infineon (+5,3%) e STMicroelectronics (+7,3%). O subíndice tech subiu 2,1% no Stoxx 600.

Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%, enquanto a Mercedes-Benz (-3,7%) cortou sua projeção de rentabilidade para o ano diante da fraqueza do mercado chinês e de custos maiores. Na Suíça, a Novartis elevou suas projeções anuais, apesar de contratempos em estudos clínicos e subiu 0,9%.

Após queda na véspera, as ações de empresas europeias que são expostas ao Brasil tinham desempenhos mistos. Em Madri, o Santander subiu 0,9% e a Telefonica, 1,5%. Em Lisboa, a Galp fechou praticamente estável em dia também de baixa do petróleo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Houthis dizem ter atingido maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita

27 October 2026 at 16:50

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram nesta terça-feira (27) que atingiram com um míssil balístico a refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, a maior do reino.

Os houthis também disseram ter atacado aeronaves militares sauditas e repelido uma ofensiva de forças apoiadas pela Arábia Saudita nas proximidades do estreito de Bab el-Mandeb, uma importante rota de navegação no Mar Vermelho.

A intensificação das hostilidades entre o Iêmen e a Arábia Saudita agravou as interrupções no abastecimento de petróleo e aumentou o risco de um conflito regional mais amplo, oito meses após o início da guerra com o Irã.

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o ataque à refinaria de Ras Tanura provocou um incêndio no complexo, que também inclui um terminal marítimo e está localizado no Golfo, a oeste do estreito de Ormuz.

As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente o ataque.

Com capacidade para processar 550 mil barris por dia, a refinaria de Ras Tanura ficou fechada por um período nos primeiros meses da guerra com o Irã, como medida de precaução.

Quase todas as exportações de petróleo da Arábia Saudita passam por dois portos principais: Ras Tanura, no Golfo, e Yanbu, no Mar Vermelho. Ambos já foram atacados pelos houthis.

A agência Bloomberg News citou uma fonte familiarizada com o assunto que afirmou que a Arábia Saudita havia conseguido controlar um incêndio nas proximidades do terminal de Ras Tanura.

Ataques aéreos

Os houthis disseram ter atacado duas aeronaves militares de transporte no aeroporto de Najran e uma base aérea em Khamis Mushait. Não houve confirmação imediata dos ataques por parte da Arábia Saudita.

Na tarde desta terça-feira, as autoridades de defesa civil emitiram brevemente um alerta de ataque aéreo na capital saudita, Riad.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis em apoio ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen afirmou ter interceptado e destruído dois mísseis balísticos lançados pelos houthis em direção a Riad.

Os houthis disseram ter repelido uma ofensiva de forças que descreveram como apoiadas pela Arábia Saudita, vindas das aproximações ao sul do estreito de Bab el-Mandeb.

No início deste mês, forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita expulsaram os houthis de áreas costeiras que o grupo havia conquistado em setembro, enfraquecendo o controle da organização sobre uma importante rota petrolífera no Mar Vermelho.

A emissora Al Masirah TV, ligada aos houthis, noticiou ataques sauditas contra a cidade iemenita de Mocha. Não houve confirmação imediata por parte da Arábia Saudita.

Os combates romperam uma trégua mediada pela ONU Organização das Nações Unidas) em 2022 entre a coalizão e os houthis, que controlam a capital do Iêmen, Sanaa.

Na segunda-feira, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão se reuniram com autoridades iranianas em Teerã para tentar reduzir as tensões regionais.

O Parlamento do Egito, que afirmou estar considerando aderir aos três países em um pacto de defesa mútua, autorizou nesta segunda-feira as Forças Armadas egípcias a ajudar na defesa da Arábia Saudita, caso haja um pedido nesse sentido.

*Reportagem de Yasmine Ghania; redação de Nayera Abdallah; edição de Michael Georgy, Peter Graff e Timothy Heritage.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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