Um homem foi preso com um arsenal de armas de fogo, munições, granadas e materiais explosivos durante uma operação da PM (Polícia Militar), realizada entre a noite desta sexta-feira (30) e a madrugada de sábado (31), em Guarujá, litoral sul de São Paulo.
Segundo a PM, a ocorrência teve início após uma denúncia anônima que levou equipes da Força Tática até um imóvel, onde foram localizados um fuzil calibre 5,56 mm, pistola calibre .45, revólveres, espingardas, carabina, uma submetralhadora de fabricação artesanal e outras armas.
Também foram apreendidas mais de 700 munições de diferentes calibres, 33 emulsões explosivas, detonadores, cordéis, estopins, granadas e outros artefatos, além de três drones, três capas de colete, dois aparelhos celulares, uma impressora 3D e dinheiro em espécie.
A impressora 3D pode ter sido utilizada para a fabricação de peças e componentes de armamentos, hipótese que deverá ser verificada pela perícia.
Por conta da quantidade e das características dos materiais explosivos, o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi acionado para avaliação técnica e manuseio seguro dos artefatos.
De acordo com a corporação, a quantidade e a diversidade dos armamentos e explosivos encontrados chamam a atenção pelo elevado potencial destrutivo e pela possibilidade de utilização em ações criminosas de grande porte.
A PM apontou que os itens podem ser usados em situações como ataques armados coordenados, confrontos contra forças de segurança e atentados com emprego de explosivos.
A perícia também foi acionada para os levantamentos necessários.
Há 30 anos, Sandra Assali havia levado o marido, o médico cardiologista José Rahal Abu Assali, até o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Ele iria embarcar em um voo da então companhia aérea TAM (atual Latam) com destino ao Rio de Janeiro, onde daria aula em um congresso. Seria um bate e volta, já que o retorno à capital paulista era esperado para o mesmo dia.
Mas o cardiologista nunca chegou ao seu destino. Apenas 24 segundos depois da decolagem, de acordo com o relatório final elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave em que ele estava bateu em três prédios e caiu em cima de diversas casas na Rua Luís Orsini de Castro, a cerca de 2 quilômetros do aeroporto. Com a queda, o avião pegou fogo, matando todas as 96 pessoas a bordo. Três pessoas que estavam no solo também morreram.
O acidente ocorreu por volta das 8h30 do dia 31 de outubro de 1996. Sandra tinha dois filhos pequenos naquela época. “O luto é permanente”, diz ela à reportagem da Agência Brasil.
“A perda de alguém sempre marca. Você lembra o momento em que você recebeu essa notícia. Imagine então para um familiar. Para mim, a memória que eu tenho foi de ter deixado o meu marido no aeroporto e, em questão de 40 minutos, já tive a confirmação da perda dele.”
Segundo Sandra, continuar falando sobre o acidente é importante para “manter essa data viva” e para que ela mesma se mantenha em movimento. “Isso é muito importante porque é isso que nos move, que faz a gente fazer as coisas acontecerem. A vida não tem preço, então esse é um assunto eterno”, afirmou.
São Paulo - Rua Luís Orsini de Castro, no Jabaquara, onde há 30 anos caiu um avião modelo Fokker 100 da TAM - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A associação
Depois do acidente, a vida de Sandra e de todas aquelas famílias mudou completamente. “A vida dá, literalmente, uma guinada. E você se vê pai e mãe, algo que não era planejado. Aliás, nada daquilo era planejado. Pelo contrário, os planos eram muitos outros. E aí você tem que deixar tudo para lá porque agora há algo novo na sua vida. Receber essa informação, com esse impacto, e ter que trabalhar essa informação em você é muito complicado, para além do fato de que você está impactada, em choque, em sofrimento. Foi muito complexo”, disse.
Sem ter recebido o apoio necessário da empresa, ela e outros familiares de vítimas ajudaram a criar a primeira associação sobre um acidente aéreo do Brasil, a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), da qual Sandra é presidente. Um dos grandes marcos dessa associação foi ter ajudado a mudar a aviação no Brasil.
Até 1996, quando ocorreu o acidente, as companhias aéreas ainda não eram obrigadas a fornecer assistência para as famílias de vítimas de acidentes. Mas, com muita luta, a associação conseguiu garantir que as empresas fossem obrigadas a garantir amparo e a assistência aos familiares em caso de acidentes aéreos.
A presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), Sandra Assali - Foto: Sandra Assali/Arquivo Pessoal
“Há um antes e um depois desse acidente. Mudou-se a forma de investigar [um acidente aéreo], mudou-se a forma das indenizações, mudou também a forma de se trabalhar com a reparação das famílias. Mudou até a assistência para familiares de vítimas, que não existia e passou a existir com a Abrapavaa. A associação trouxe, principalmente, uma forma de lidar com os familiares das vítimas. Esse foi um dos trabalhos que a gente conquistou”, destacou a presidente.
Desde que foi criada, em 1997, a associação realizou uma série de congressos e acompanhou mais de 300 acidentes aéreos. “Só neste ano, tivemos 135 acidentes no Brasil. São muitos acidentes e tem muita coisa que, com certeza, dá para mudar e melhorar”, reforçou Sandra.
O acidente
A queda do Fokker 100 da TAM foi provocada por uma falha no reversor da turbina direita (o freio aerodinâmico), que abriu durante a decolagem. O reversor se abre para desacelerar o avião, preparando-o para o pouso. Mas, naquele dia, ele abriu na decolagem, em pleno voo. Isso foi como acionar o freio no momento em que a aeronave precisava acelerar para ganhar mais sustentação. Um problema para o qual o piloto e o copiloto não haviam sido treinados, já que as chances de que isso ocorresse eram raríssimas, da ordem de uma em 100 bilhões.
Desestabilizado, o Fokker 100 "tombou" para a direita e atingiu prédios e casas até parar, provocando a morte de três pessoas em solo, matando além de passageiros e tripulantes. Após a investigação sobre as causas do acidente, nenhuma pessoa foi responsabilizada pela tragédia.
Procurada pela Agência Brasil, a Latam Airlines Brasil informou que se solidariza com todas as pessoas Impactadas pelo trágico acidente. Em nota, a empresa destaca que, embora esteja consciente de que nada irá compensar as perdas dos entes queridos, “empenhou-se, desde o primeiro momento, em apoiar os familiares de todas as maneiras possíveis”.
“A empresa informa que as causas do acidente foram esclarecidas em relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), publicado em 1997. O documento incluiu recomendações necessárias sobre mudanças em procedimentos adotados pela companhia na época, além de solicitar modificações técnicas à fabricante da aeronave, cujo modelo deixou a frota em 2008”, escreveu a aérea.
O Metrô de São Paulo deixará de aceitar, a partir deste domingo (1º), os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, utilizados desde 1974, nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
Os bilhetes tradicionais poderão ser utilizados até este sábado (31). Após esse prazo, os passageiros que ainda tiverem unidades não utilizadas poderão solicitar a troca por QR Codes.
Segundo o Metrô, a substituição será realizada entre 1º de novembro e 31 de janeiro de 2027, nos postos de atendimento das estações Paraíso e Tatuapé.
A medida faz parte do processo de modernização dos meios de acesso ao sistema, que atualmente oferece diferentes alternativas de pagamento, incluindo opções digitais, eletrônicas e por aproximação.
De acordo com a companhia, o sistema associado aos bilhetes magnéticos tornou-se obsoleto e apresenta dificuldades de manutenção, o que inviabiliza sua continuidade.
Como será feita a troca
A troca dos bilhetes antigos será realizada nos guichês de bilheteria das estações Paraíso (linhas 1-Azul e 2-Verde) e Tatuapé (linha 3-Vermelha), das 6h às 22h.
As unidades deverão estar dentro do prazo de validade, em boas condições de conservação e sem sinais de utilização ou danos, como picotes, barras danificadas, rasgos ou outras marcas que comprometam sua integridade.
Sistema de bilhetagem foi utilizado há mais de cinco décadas e passou a ser substituído definitivamente por tecnologias digitais, QR Code e meios eletrônicos de pagamento • Metrô de São Paulo
Passageiros que apresentarem até 10 bilhetes válidos poderão realizar a troca imediatamente. Já para quantidades superiores, os bilhetes deverão ser entregues para análise e validação.
Nesse caso, será necessário apresentar um documento oficial de identificação e fornecer telefone ou e-mail para contato. Após a avaliação, o passageiro será informado sobre a data de retirada dos QR Codes correspondentes.
Veja novas formas de pagamento
Com o encerramento completo dos bilhetes magnéticos no Metrô de São Paulo, os passageiros poderão utilizar outras modalidades de pagamento para acessar o transporte.
Entre as opções estão o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, disponíveis em formato impresso ou digital.
Os QR Codes podem ser adquiridos nas bilheterias, nas máquinas de autoatendimento das estações, pelo aplicativo TOP e pelo WhatsApp, no número (11) 3777-9456. As máquinas também aceitam pagamentos via Pix e cartão de débito.
Uma outra alternativa disponibilizada é o pagamento por aproximação diretamente nas catracas, com cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard e Elo. A modalidade também está disponível em celulares, relógios inteligentes e outros dispositivos compatíveis com carteiras digitais.
O acidente com o voo 402 da TAM, que matou 99 pessoas em São Paulo, completa 30 anos neste sábado (31). Em 31 de outubro de 1996, um Fokker 100 caiu segundos depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
As 95 pessoas que estavam a bordo, sendo 89 passageiros e seis tripulantes, morreram. Outras quatro pessoas que estavam em solo também foram vítimas do acidente, que, no total, deixou 99 mortos.
Segundo um relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), durante a decolagem e logo após sair do solo, a tripulação teria sido surpreendida por uma “circunstância anormal”, interpretada como uma indicação de “falha do sistema”.
O relatório final de investigação ainda aponta que testemunhas chegaram a relatar “movimentações anormais no reversor de empuxo do motor direito”, sistema usado para auxiliar na desaceleração do avião durante o pouso.
Assim, teria sido como acionar o freio no momento em que a aeronave precisava acelerar para ganhar mais sustentação.
“No caso desse acidente, deve-se acrescentar a deterioração de desempenho resultante da redução do motor esquerdo por quatro segundos e a demora, por mais outros quatro, em retomar a potência de decolagem. O rolamento resultante nos últimos segundos do vôo é consistente com as condições de estol [quando a aeronave perde sustentação]”, destacou o documento.
A aeronave permaneceu no ar por cerca de 24 segundos antes de atingir três prédios e cair em cima de diversas casas na Rua Luís Orsini de Castro, no bairro do Jabaquara. Após a queda, a aeronave pegou fogo.
O relatório também apontou condições meteorológicas favoráveis, pista adequada à operação e aeronave dentro dos limites de peso e balanceamento, aspectos que não foram destacados como causas do acidente.
Dinâmica do acidente
Segundo a análise do Cenipa, a tripulação iniciou a decolagem sem identificar anormalidades. No entanto, durante a decolagem ainda na pista, o sistema de aceleração automática (autothrottle) apresentou falhas e foi desativado.
Nesse momento, o comandante da aeronave comentou repetidas vezes que o equipamento estava fora de operação. De acordo com o relatório, a falha não exigia a interrupção da decolagem, já que os pilotos poderiam controlar manualmente a potência dos motores.
Pouco depois, o copiloto confirmou que a potência necessária para a decolagem havia sido ajustada. Nos primeiros instantes após a aeronave deixar o solo, o profissional afirmou que uma das alavancas usadas para controlar a potência dos motores do avião havia travado.
Para o Cenipa, a fala foi uma possível referência à dificuldade de manusear o equipamento de potência, momento que teria antecedido a perda de desempenho da aeronave. Confira a transcrição do diálogo entre o piloto e o copiloto:
08:26:04 – [soa sinal sonoro simples na cabine] Comandante comenta que um dos sistemas [autothrottle] estava desligado.
08:26:04 –Copiloto: “Manual”.
08:26:10 – soa segundo alerta sonoro.
08:26:15 – Comandante volta a avisar que o autothrottle estava desligado.
08:26:40 –Copiloto: “Travou”. Para o Cenipa, é provável que o profissional estivesse se referindo à dificuldade de movimentar para a frente uma das alavancas de controle.
Momentos depois, em uma das tentativas de avançar a alavanca do motor direito, houve uma desconexão de um cabo do sistema de controle. Com isso, a manete avançou, e o motor acelerou, mas o reversor continuou aberto.
08:26:55 – alerta de estol [stick shaker] foi acionado.
08:26:56 – Comandante: “Ai meu Deus”.
No segundo seguinte, o sistema de alerta de proximidade com o solo emitiu o aviso “Don’t Sink” [“não afunde”].
“Há 30 anos, perdi o homem com quem sonhava envelhecer”
Sandra Assali, presidente na Abrapavaa (Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vitimas de Acidentes Aéreos), perdeu o marido José Rahal Abu Assali, de 45 anos, no acidente aéreo. Menos de um ano após a queda, Sandra se tornou presidente da associação.
No dia do acidente, José seguia para o Rio de Janeiro, onde participaria de um congresso de cardiologia para ministrar uma palestra. Sandra levou o marido ao aeroporto para que ele embarcasse.
“Há 30 anos, perdi o homem com quem sonhava envelhecer. Encontrei, no caminho mais doloroso da minha vida, uma missão que me ensinou a continuar: transformar a memória em prevenção, a dor em acolhimento e o amor em compromisso com outras vidas”, disse Sandra em uma publicação nas redes sociais.
José deixou dois filhos que, na época do acidente tinham 4 e 7 anos de idade.
“José faz parte da minha história, da história dos nossos filhos e da razão pela qual sigo trabalhando por outras famílias. Sua ausência deixou uma saudade que o tempo não apagou. Mas a vida que construí depois daquela perda também me ensinou que o amor pode continuar presente nas escolhas que fazemos e no compromisso que assumimos com o próximo”, concluiu.
La movilización marca la presencia popular en las calles y contrarresta los intentos de impugnar el resultado electoral en Brasil. "Seguimos movilizados y organizados", dijo la secretaria general de la Unión Nacional de Estudiantes.
Giovanna Pinheiro Silva, namorada do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, que foi condenado a 17 anos, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, e pelos ferimentos provocados em um amigo durante um acidente de trânsito em março de 2024, na zona leste de São Paulo, foi multada por mal comportamento durante o julgamento.
Segundo o Tribunal de Justiça, Giovanna foi retirada do plenário por determinação da juíza Melanie Liesenberg, depois de fazer gestos enquanto uma testemunha prestava depoimento.
Ao final do julgamento, a magistrada determinou que Giovanna pagasse uma multa equivalente a dez salários-mínimos.
Condenação
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, e pelos ferimentos provocados em um amigo durante um acidente de trânsito em março de 2024, na zona leste de São Paulo.
A sentença foi lida por volta de 1h20 da madrugada desta sexta-feira (30), após o segundo dia de julgamento avançar pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.
O júri popular, formado por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, reconheceu a responsabilidade criminal de Sastre pelos crimes apresentados pela acusação. O empresário foi condenado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, e por lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão.
No caso do homicídio, os jurados reconheceram a qualificadora de perigo comum, por entenderem que a conduta do empresário colocou outras pessoas em risco.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores.
Relembre o caso
O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Fernando Sastre dirigia um Porsche 911 quando atingiu violentamente a traseira de um Renault Sandero conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.
Segundo a perícia, o Porsche trafegava a aproximadamente 156 quilômetros por hora momentos antes da colisão, em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 50 quilômetros por hora.
Com a força do impacto, o veículo de Ornaldo ficou completamente destruído. O motorista morreu em consequência dos ferimentos.Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche, sofreu ferimentos graves e precisou passar por tratamento médico.
Após o acidente, Sastre deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Andrade, sem realizar o teste do bafômetro.Durante o julgamento, a policial militar responsável por permitir a saída do empresário afirmou que se sentiu enganada pela mãe dele, já que acreditava que os dois seguiriam para um hospital.
O caso provocou grande repercussão nacional e levou o Ministério Público de São Paulo a denunciar Sastre por homicídio qualificado com dolo eventual e lesão corporal.O empresário estava preso preventivamente desde 2024 e aguardava o julgamento pelo Tribunal do Júri.
O Sistema Cantareira apresentou uma melhora significativa no volume de água armazenado e atingiu o nível de 50,69% de seu volume útil, nesta sexta-feira (30). Apesar da recuperação, o manancial continua operando na “Faixa 2 – Atenção” durante o mês de novembro, conforme comunicado da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas).
O principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo teve um índice que representa um avanço em relação ao registrado no dia 30 de setembro, quando o sistema estava com 41,10% de sua capacidade.
Segundo a nota, a recuperação de quase 10 pontos percentuais é um sinal positivo para a segurança hídrica da região, mas ainda não é suficiente para retirar o Cantareira do nível de atenção.
De acordo com as regras estabelecidas pela Resolução Conjunta nº 925/2017, quando o volume armazenado fica entre 40% e 60%, o sistema permanece na Faixa 2. Com isso, em novembro, a Sabesp estará autorizada a retirar até 31 metros cúbicos de água por segundo dos reservatórios.
A ANA e a SP Águas reforçam que, mesmo diante da melhora nos índices, é importante manter medidas de economia de água, redução de perdas e uso consciente do recurso. A recomendação vale tanto para os serviços de abastecimento quanto para a população e os demais usuários das bacias atendidas pelo sistema.
Responsável pelo abastecimento de cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, o Cantareira também contribui para o atendimento de municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, incluindo Campinas.
A melhora é motivo para otimismo, mas ainda exige cautela. O aumento do volume armazenado representa um avanço importante, porém a permanência na Faixa de Atenção reforça que a gestão dos reservatórios e o consumo consciente continuam sendo fundamentais para garantir a segurança hídrica nos próximos meses.
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho admitiu, pela primeira vez, durante o julgamento, que consumiu bebidas alcoólicas antes de dirigir o Porsche e provocar o acidente que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em março de 2024, na Zona Leste de São Paulo.
Fernando relatou que ingeriu bebidas alcoólicas no estabelecimento onde estava com a namorada, dois amigos, Marcus Vinícius Machado Rocha e a companheira dele.“Só que hoje eu estou aqui dizendo que eu também bebi (…) nós pedimos mais um drink, cada um”, disse Fernando, ao afirmar que ele e Marcus consumiram bebidas alcoólicas.
Questionado sobre o motivo de ter negado, nas ocasiões anteriores, que havia ingerido qualquer bebida alcoólica, o empresário afirmou que acredita na Justiça e que, naquele momento, queria dizer apenas a verdade.
“Poderia inventar mil desculpas para o senhor para isso que eu disse, mas eu estou aqui entregue a esse plenário. Eu acredito na Justiça. E o que eu posso dizer é que eu me desculpo a todos aqueles que eu ofendi por não ter dito a verdade. E que hoje eu quero, sim, dizer a verdade”, destacou.
Durante o julgamento, Fernando também foi questionado sobre o motivo de ter decidido dirigir, mesmo sem apresentar condições para isso. Além disso, foi perguntado sobre o que tinha a dizer a respeito da alta velocidade em que o veículo trafegava.
“Não estou dizendo se eu estava ou não embriagado, mas, na minha cabeça, eu não estava. Eu acreditava estar em condições (…) Eu reduzi a velocidade, tentei frear e desviar momentos antes da colisão. É porque a minha memória fica muito fragmentada a partir do ponto que eu saio do meu carro. Eu não consigo nem me lembrar de ter acelerado”, ressaltou.
O empresário afirmou ainda que não sabe explicar por que consumiu bebidas alcoólicas e, depois, decidiu dirigir.
“Eu não sei dizer por que que eu tive aquela atitude, por que que eu fiz aquilo”, finalizou.
Condenação
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, e pelos ferimentos provocados no amigo durante um acidente de trânsito em março de 2024.
A sentença foi lida por volta de 1h20 da madrugada desta sexta-feira (30), após o segundo dia de julgamento avançar pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.
O júri popular, formado por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, reconheceu a responsabilidade criminal de Sastre pelos crimes apresentados pela acusação. O empresário foi condenado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, e por lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão.
No caso do homicídio, os jurados reconheceram a qualificadora de perigo comum, por entenderem que a conduta do empresário colocou outras pessoas em risco.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores.
Durante o interrogatório, realizado na quinta-feira (29), Sastre admitiu, pela primeira vez desde a colisão, que ingeriu álcool naquela noite. Até então, o empresário negava ter bebido antes de assumir a direção do Porsche.
O réu também chorou durante o depoimento, pediu perdão aos familiares das vítimas e afirmou estar arrependido do que aconteceu.
Outro depoimento importante foi o de Marcus Vinícius Machado Rocha, melhor amigo de Sastre na época do acidente. Ele estava no banco do passageiro do Porsche e ficou gravemente ferido na colisão.
Durante o júri, Marcus confirmou que o empresário havia consumido bebidas alcoólicas antes de dirigir e relatou que amigos tentaram convencê-lo a não assumir o volante. Ele também afirmou ter sofrido pressão de pessoas próximas para mudar sua versão sobre os acontecimentos.
O julgamento foi marcado ainda por uma confusão envolvendo Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Sastre na época do acidente. Ela precisou ser conduzida coercitivamente ao fórum após não comparecer para prestar depoimento. Apesar disso, a defesa desistiu de ouvi-la.
Durante a sessão, Giovanna foi retirada do plenário por determinação da juíza Melanie Liesenberg, depois de fazer gestos enquanto uma testemunha prestava depoimento.
Ao final do julgamento, a magistrada determinou que Giovanna pagasse uma multa equivalente a dez salários mínimos.
No segundo dia, uma das juradas também passou mal, o que provocou a interrupção temporária dos trabalhos.
A defesa do empresário tentou afastar a tese de dolo eventual e sustentou que o acidente poderia ter sido provocado por uma falha mecânica no Porsche. Os advogados buscavam a desclassificação do crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco.
A tese, no entanto, não foi acolhida pelos jurados.
Relembre o caso
O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.
Fernando Sastre dirigia um Porsche 911 quando atingiu violentamente a traseira de um Renault Sandero conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.
Segundo a perícia, o Porsche trafegava a aproximadamente 156 quilômetros por hora momentos antes da colisão, em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 50 quilômetros por hora.
Com a força do impacto, o veículo de Ornaldo ficou completamente destruído. O motorista morreu em consequência dos ferimentos.
Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche, sofreu ferimentos graves e precisou passar por tratamento médico.
Após o acidente, Sastre deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Andrade, sem realizar o teste do bafômetro.
Durante o julgamento, a policial militar responsável por permitir a saída do empresário afirmou que se sentiu enganada pela mãe dele, já que acreditava que os dois seguiriam para um hospital.
O caso provocou grande repercussão nacional e levou o Ministério Público de São Paulo a denunciar Sastre por homicídio qualificado com dolo eventual e lesão corporal.
O empresário estava preso preventivamente desde 2024 e aguardava o julgamento pelo Tribunal do Júri.
PMs viraram réus no caso
Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.
Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância.
“Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal”, se manifestou o Tribunal, por meio de nota.
De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.
“A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados”, destaca a decisão.
O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma oportunidade para visitar os locais de descanso de familiares e amigos, prestar homenagens e recordar histórias de vida. Em São Paulo, o Grupo Maya, responsável pela administração de cinco cemitérios municipais, Saudade, Lageado, Campo Grande, Lapa e Parelheiros, preparou uma programação gratuita para receber os visitantes, com atividades religiosas, apresentações musicais e iniciativas voltadas ao acolhimento das famílias.
Com o conceito “Honrar memórias, celebrar histórias”, a programação de Finados 2026 propõe diferentes formas de preservar as lembranças de quem partiu. Entre as atividades previstas estão apresentações de violinistas, espaços de descanso e reflexão, ações de saúde preventiva e atividades para crianças. A iniciativa também contempla a distribuição de lembranças simbólicas aos visitantes.
Um dos destaques é a parceria com o Instituto do Luto Parental, que desenvolve ações de acolhimento e apoio emocional para famílias que enfrentam ou já enfrentaram a perda de filhos. Entre as iniciativas preparadas para a data está um mural interativo, no qual os visitantes poderão deixar mensagens e expressar suas saudades. Outra atividade será a Árvore de Memórias, que receberá cartões com homenagens e lembranças de pessoas queridas.
Cemitérios passam por melhorias para receber visitantes
Além das atividades especiais, o Grupo Maya realizou melhorias nos cemitérios sob sua administração. As intervenções incluem revitalização de espaços, pintura de vias, aprimoramento da sinalização e serviços de conservação e zeladoria. O objetivo é oferecer ambientes mais organizados e acolhedores para quem visita os locais ao longo do ano, especialmente em datas de maior movimento.
Para o Dia de Finados, as equipes de atendimento também serão reforçadas, com profissionais preparados para orientar os visitantes e auxiliar na localização de jazigos. A medida busca facilitar a circulação pelos cemitérios e oferecer suporte às famílias durante as visitas.
Todas as atividades da programação especial serão gratuitas. Os interessados podem consultar os detalhes das ações e acompanhar as informações sobre a programação nos canais oficiais do Grupo Maya. A proposta é oferecer diferentes possibilidades de homenagem, respeitando as crenças, as histórias e as formas particulares de cada família lidar com a saudade.
“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
As rodovias de São Paulo devem ficar movimentadas, no feriado de Finados, na próxima segunda-feira (2). Entre as rodovias cedidas a concessionárias e rodovias mantidas pelo estado, são esperados cerca de 20 milhões de veículos nas rodovias paulistas ao longo do feriadão.
Segundo a Artesp, concessionária de várias das principais estradas de SP, 19,1milhõesde veículos devem trafegar nas rodovias no feriado prolongado, só nas rodovias administradas pelo governo, a expectativa é de até 17,4 milhões de veículos.
Os trechos com maior expectativa de movimento são: Anhanguera-Bandeirantes, com 2,84 milhões de veículos, Motiva Sorocabana com 1,8 milhão, Novo Litoral com 1,4 milhão, Raposo Castello com 1,3 milhão, Rodoanel Oeste com 1,2 milhão, Corredor Ayrton Senna – Carvalho Pinto com 1,2 milhão e Eixo SP com 1,1 milhão.
Para acompanhar o movimento, as concessionárias irão operar com capacidade plena durante todo o feriado prolongado, com equipes do Serviço de Atendimento ao Usuário e monitoramento 24h.
De acordo com a a Artesp, os postos de Atendimento aos Usuários e Áreas de Descanso para Caminhoneiros permanecerão abertas, com banheiros, álcool gel, material descartável, bebedouro e local de descanso.
Além das rodovias administradas pelas concessionárias, o DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem) preparou operação especial para o feriadão para as rodovias mantidas pelo estado. A previsão é que elas recebam 17,4 milhões de veículos.
As medidas operacionais incluem monitoramento do tráfego, liberação do acostamento, implantação de faixas reversíveis, controle de acesso e realização de desvios em pontos estratégicos. As ações terão atenção especial aos trechos de maior movimento das rodovias Monteiro Lobato (SP 050), Dr. Manoel Hyppólito Rego (SP 055), Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123) e Oswaldo Cruz (SP 125).
A estrutura também conta com veículos de apoio e de captura de animais, motocicletas, caminhonetes, picapes, guinchos leves e pesados, viaturas de brigadistas e papa-cones.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a Polícia Militarde São Paulo e a Subprefeitura Butantã se mobilizaram para reforçar a segurança nos arredores do estádio MorumBIS, na Zona Sul da capital paulista, devido ao show da banda sul-coreana BTS.
É esperado um público de 90.000 pessoas em cada show dentro do estádio, e uma concentração de pessoas em seu entorno acima do habitual.
Segundo o CET, até o momento não foram registrados incidentes.
A CET reforçou o número de agentes de trânsito nos arredores do estádio. Segundo a Companhia, foram mobilizados 118 agentes na quinta-feira (29), 127 nesta sexta-feira (30) e 82 no sábado (31), quando ocorre a última apresentação.
A Polícia Militar de São Paulo também reforça o policiamento da região por causa do show da banda sul-coreana. Desde a última terça-feira (27), agentes realizam a Operação BRAvO para aumentar a segurança. A ação irá funcionar até sábado (31).
Equipes do 16º BPM/M, com apoio de Policiamento Especializado, do Comando de Policiamento da Capital, de efetivo de Núcleos de Formação de Soldados, da Escola de Sargentos e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco participam do esquema especial de segurança.
A Subprefeitura Butantã também se mobilizou para acompanhar a segurança dos arredores do MorumBIS, com apoio de agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana). Durante os dias de show, o órgão realiza a fiscalização do comércio irregular.
A operação deteve dois suspeitos de estelionato e fraude, até o momento. Na quarta-feira (28), ainda foram apreendidos 100 lacres com produtos irregulares.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do município investigam uma suposta organização criminosa que obtinha irregularmente os registros de óbitos na capital paulista e repassava para empresas do setor funerário.
A segunda fase da Operação Luctus foi deflagrada nesta quinta-feira (29) para apurar mais informações. O grupo é investigado por crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de capitais e outros delitos correlatos.
“A investigação teve origem a pedido da prefeitura. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em 21 alvos, entre eles um policial civil, um funcionário da prefeitura e empresários do setor. Integrantes da Corregedoria do Município acompanharam as diligências”, informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Segundo a SSP-SP, a segunda fase da operação, pretende, além da responsabilização penal dos envolvidos, identificar vulnerabilidades no sistema e formas para aperfeiçoar os mecanismos de controle interno, governança e integridade.
Uma das empresas envolvidas é a concessionária Velar SP, um dos quatro grupos que administram os 22 cemitérios da capital paulista. A Velar é responsável por seis deles, como Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó.
Em nota, a Velar afirmou que tomou conhecimento da Operação Luctus pela imprensa e até o momento não teve acesso aos autos nem à decisão judicial que fundamentou as diligências e que está à disposição das autoridades para contribuir com o pleno esclarecimento dos fatos.
“A Velar reafirma seu compromisso com a lisura de sua atuação e com o respeito às famílias atendidas, repudia quaisquer práticas ilícitas e esclarece que já havia se colocado à disposição das autoridades para colaborar no esclarecimento dos fatos e de eventuais ilicitudes praticadas por quem quer que seja”, diz a nota.
Os fãs que vão acompanhar as próximas apresentações do BTS em São Paulo precisam ficar atentos às mudanças no entorno do Estádio do Morumbis. Depois de reunir aproximadamente 85 mil pessoas na primeira noite da turnê “BTS World Tour: Arirang”, na quarta-feira (28), o grupo retorna ao palco nesta sexta-feira (30) e no sábado (31).
A estreia brasileira foi marcada por grande movimentação nos arredores do estádio e filas extensas. O impacto também foi sentido no transporte público: a Linha 4-Amarela, administrada pela Motiva, transportou 816.815 passageiros na quarta-feira. Foi o maior volume diário registrado pela linha desde o início da pandemia, superando o recorde anterior, de 788.616 usuários, contabilizado em 4 de março de 2026. O aumento foi de 3,6%.
Diante da movimentação, a principal orientação para quem vai aos próximos espetáculos é utilizar o metrô e chegar ao estádio com algumas horas de antecedência. Na primeira apresentação, espectadores relataram dificuldades para encontrar lugar nas arquibancadas e nas cadeiras.
O que esperar das próximas apresentações
O repertório da estreia trouxe algumas surpresas. Os sete integrantes apresentaram músicas especiais escolhidas para o público brasileiro: “Black Swan”, que soma 617 milhões de visualizações no YouTube, e “Silver Spoon”, cujo vídeo de ensaio de coreografia, o chamado Dance Practice, ultrapassa 262 milhões de visualizações.
A expectativa é que as duas próximas noites tenham outras faixas nesse bloco especial, embora o grupo já tenha repetido músicas extras em apresentações anteriores da turnê.
Uma mudança também chamou a atenção dos fãs durante a execução de “Idol”. Em outros shows, os integrantes costumavam descer do palco e circular pela parte inferior do estádio para ficar mais perto do público. Na apresentação brasileira, a música foi cantada inteiramente no palco. A tendência é que esse formato seja mantido nas próximas datas.
Horários e informações dos shows
Abertura dos portões: 16h
Início da apresentação: 20h
Local: Estádio do Morumbis, Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1, Morumbi, São Paulo
Classificação etária: 16 anos. Pessoas de 5 a 15 anos podem entrar somente acompanhadas dos pais ou responsáveis legais.
Estação de metrô mais próxima: São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela.
Ruas terão bloqueios no entorno do estádio
A Live Nation, responsável pela organização dos três shows, realizará uma operação para impedir a circulação de pessoas sem ingresso nas áreas próximas ao Morumbis. A medida será executada em conjunto com a Polícia Militar e outros órgãos de segurança e trânsito da capital paulista.
Também participam da ação a Prefeitura de São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Associação de Moradores Local (AME Morumbi).
As interdições estão previstas para os seguintes cruzamentos:
Rua Júlio Ribeiro Neto com Rua Marechal do Ar Antônio Appel Neto;
Rua Professor Paulo Pupo com Rua Professora Ana Andrade Santana;
Rua Dona Adelina Ashcar com Rua Professora Ana Andrade Santana;
Rua Doutor Erasmo Teixeira de Assunção com Rua José Yazigi;
Avenida Giovanni Gronchi com Rua Comendador Gabriel Calfat;
Avenida Giovanni Gronchi com Rua Professor Alfredo Ashcar;
Avenida Giovanni Gronchi com Rua João da Cruz Melão e Rua Corgie Assad Abdalla.
A passagem pelos pontos de bloqueio será permitida apenas a moradores previamente cadastrados e pessoas que apresentarem ingresso para o espetáculo. A conferência será realizada nos acessos 1, 2, 6, 7 e 9, a partir das 8h da manhã em cada dia de apresentação.
Metrô é a principal recomendação
Com as restrições de circulação e as mudanças no trânsito, a orientação é priorizar o transporte público, especialmente a Linha 4-Amarela. A Estação São Paulo-Morumbi será o principal ponto de chegada para quem vai ao estádio.
O deslocamento de carro particular ou por aplicativos pode ser prejudicado pelas interdições nas vias próximas ao local. Por isso, planejar o trajeto com antecedência pode ajudar a evitar atrasos.
Os fãs também podem consultar a provável lista de músicas dos shows e as orientações sobre objetos permitidos e proibidos dentro do estádio antes de sair de casa.
Fãs que vão aos shows desta sexta-feira (30) e sábado (31) devem priorizar o metrô e ficar atentos aos bloqueios no entorno do estádio | Foto: Reprodução
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado nesta quinta-feira (29) a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, em 31 de março de 2024.
Além da prisão, ele não poderá dirigir veículos automotores e nem recorrer em liberdade, segundo decisão da Justiça.
De acordo com a acusação, Fernando dirigia um Porsche em alta velocidade e estava embriagado quando bateu na traseira do Renault Sandero dirigido pela vítima. O laudo do Instituto de Criminalística apontou que o veículo estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto, em um trecho da Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, onde o limite de velocidade é de 50 km/h.
Durante o julgamento, Sastre admitiu, pela primeira vez, que havia ingerido bebida alcoólica antes de bater no carro de Viana. Antes, em todos os depoimentos, ele dizia que só tinha bebido água naquela noite. O empresário afirmou ainda estar arrependido e pediu desculpas à família do motorista.
Julgamento
O julgamento começou na quarta-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Foram arroladas no processo 14 testemunhas e 11 foram ouvidas.
Entre as testemunhas estavam a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou Fernando do local do acidente sem que ele fizesse o teste do bafômetro, quando a mãe de Sastre alegou que o levaria para atendimento médico devido a um sangramento no nariz.
Também foram ouvidos amigos do empresário que confirmaram sua embriaguez, o perito criminal Alfredo Vieira das Neves, contratado pela família do empresário e o filho de Viana.
O filme colombiano Cinco Anos, Quatro Meses foi escolhido pelo júri como a melhor ficção da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que este ano celebrou 50 anos de existência. O filme conta a história de Martha, uma mulher que perdeu o rastro do filho durante o conflito armado colombiano.
O júri da Mostra de São Paulo, como o evento é mais conhecido, foi formado por Ali Asgari, Boots Riley, César Augusto Acevedo e Laís Bodanzky, e escolheu os vencedores entre os mais votados pelo público, na categoria Novos Diretores .
Os vencedores da 50ª edição foram anunciados durante a cerimônia de premiação e encerramento, na noite dessa quinta-feira (29) no Teatro Cultura Artística. Neste ano de celebração, a Mostra exibiu 394 títulos de mais de 90 países em 57 salas de cinema e espaços culturais espalhados pela capital paulista.
Outros premiados
O júri também premiou O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, como melhor documentário e Chicas Tristes, de Fernanda Tovar, como melhor direção.
O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas também foi premiado como melhor documentário internacional pelo público, que escolheu ainda Fernanda como melhor documentário brasileiro e os filmes Feito Pipa e 100 Dias como melhores longas de ficção brasileiro.
Além dos prêmios do júri e de público, foram anunciados os vencedores escolhidos pela crítica, assim como o Prêmio Brada, Prêmio Netflix, Prêmio Projeto Paradiso e Prêmio Prisma Queer.
Produções premiadas
Prêmio do Júri | Melhor Ficção - Cinco Anos, Quatro Meses, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio (Colômbia, EUA).
Prêmio do Júri | Melhor Documentário - O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada (Peru, EUA, Catar).
Prêmio do Júri | Melhor Direção - Fernanda Tovar, por Chicas Tristes (México, Espanha, França).
Prêmio Especial do Júri -Edward Said: Entre Mundos, de Maiken Baird (EUA).
Prêmio do Público | Melhor Documentário Brasileiro - Fernanda, de Pedro Waddington (Brasil).
Prêmio do Público | Melhor Filme de Ficção Brasileiro - Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) e 100 Dias, de Carlos Saldanha (Brasil).
Prêmio do Público | Melhor Documentário Internacional - O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada (Peru, EUA, Catar).
Prêmio do Público | Melhor Filme de Ficção Internacional - O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi (França, Japão, Alemanha, Bélgica).
Prêmio da Crítica | Melhor Filme Internacional - Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México, Espanha, França).
Prêmio da Crítica | Melhor Filme Brasileiro - Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (Brasil, Alemanha).
Prêmio Brada | Melhor Direção de Arte - O Julgamento de Hein, de Kai Stänicke (Alemanha).
Prêmio Netflix - Talismã, de Thais Fujinaga (Brasil).
Prêmio Projeto Paradiso - A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr. (Brasil, França, Portugal).
Prêmio Prisma Queer | Melhor Filme Internacional - Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taheri (Alemanha, Sérvia, EUA).
Prêmio Prisma Queer | Especial do Júri - A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Viva Couto (Brasil).
Prêmio Prisma Queer | Melhor Filme Brasileiro - London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil).
Prêmio Humanidade - Marco Bechis.
Prêmio Leon Cakoff - James Gray, Paulo Branco e S.S. Rajamouli.
La fuga hacia Estados Unidos del ultraderechista brasileño Flávio Bolsonaro ha dejado a la extrema derecha brasileña perpleja y descabezada. En la búsqueda a toda prisa de un nuevo líder opositor al gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva sobresale un nombre: el del recién reelecto gobernador del estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de 51 años. Era el favorito de la élite económica y de la derecha menos radical para ser el aspirante a la presidencia en estas elecciones, pero el expresidente Jair Bolsonaro, preso por golpismo, truncó esas expectativas hace casi un año, cuando, desde la cárcel, decidió que su sucesor sería su primogénito.
Uma das categorias do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas reconhece o clube que, ao longo da temporada, destacou-se na gestão, estruturação e valorização da modalidade. Os finalistas ao posto de Melhor Departamento de Futebol Feminino, revelados nesta quinta-feira (29) e escolhidos por representantes dos times que integram a elite do esporte no país, são Bahia, Palmeiras e São Paulo. Os vencedores serão conhecidos em cerimônia no Museu do Futebol, na capital paulista, no próximo dia 15 de novembro.
O Bahia vive o melhor ano desde que o futebol feminino foi retomado no clube, em 2018, inicialmente em parceria com a Lusaca, de Dias d'Ávila (BA). As Mulheres de Aço estão nas semifinais da Copa do Brasil pela segunda vez seguida e alcançaram, de maneira inédita, um posto entre as quatro principais equipes do país no Campeonato Brasileiro. Sem esquecer da convocação da goleira Yanne para representar o Brasil em amistosos contra a Argentina.
Fora de campo, o Tricolor colhe frutos da reformulação pela qual a modalidade passou após o Grupo City adquirir 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), em 2023. O departamento passou a ter um espaço exclusivo no centro de treinamento (CT) do clube. Além disso, o projeto aposta na continuidade, com 19 atletas do elenco de 2025 - a maior parte titulares - seguindo no grupo, além do próprio técnico Felipe Freitas.
No caso do Palmeiras, o ano começou com o título da Supercopa do Brasil em cima do rival Corinthians, apesar de as campanhas no Brasileirão e na Libertadores (queda nas quartas de final em ambas) ficarem abaixo do esperado. A cada ano, o clube aumenta o aporte no futebol feminino, reforçando o elenco ou apostando em estrutura. No orçamento para 2026, a previsão de investimento na modalidade era de R$ 23,4 milhões.
A maior parte dos recursos (cerca de R$ 18,5 milhões) teve como destino o elenco, permitindo a contratação de nomes de seleção brasileira como a atacante Bia Zaneratto e a zagueira Antonia. O restante foi direcionado à construção de um CT de excelência em um terreno de 692 metros quadrados, em Vinhedo (SP). A obra foi viabilizada pela venda da centroavante Amanda Gutierres ao Boston Legacy (Estados Unidos), em 2025, por quase R$ 6 milhões.
O São Paulo não poderia ficar fora, já que é o atual campeão brasileiro. A conquista, inclusive, coroa o diferencial do clube na comparação com os principais rivais: o trabalho de base. O elenco profissional tem 14 jogadoras que tiveram formação (parcial ou completa) nas Soberanas. Entre elas, duas atletas - a zagueira Carol Gil e a atacante Isa - com convocações à Amarelinha. O próprio técnico Thiago Viana foi do sub-16 ao sub-20 antes de assumir o profissional, em 2023.
Em paralelo, o Tricolor aprimorou a estrutura de treino e o investimento em profissionais de diferentes especialidades para integrarem as comissões técnicas desde o sub-15 - que, aliás, acabou de ser tricampeão do Paulista F Petrobras da categoria, com transmissão da TV Brasil. Em 2026, o clube contratou psicólogas para as equipes profissional (Nathany Cavalcante) e de base (Djara Fortes, que tem uma década de serviços prestados ao Corinthians).
O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas ainda tem as categorias Craque da Torcida, Jogadora Revelação, Melhor Treinador(a), Melhor Jogadora, Artilheira, Gol Mais Bonito e Futebol Feminino Contra o Feminicídio, além da Seleção da Temporada, com 11 premiadas.
O torcedor do Remo acordou nesta quinta-feira (29) acreditando no milagre. A vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, na noite de ontem (28), manteve o Leão Azul - que estava há 12 jogos sem ganhar pela competição - vivo na luta contra o declínio no Campeonato Brasileiro. O duelo no Mangueirão, em Belém, válida pela 33ª rodada, teve transmissão ao vivo da Rádio Nacional.
Com 29 pontos e mais 15 para disputar, a equipe paraense está a seis do Internacional, primeiro time fora da zona de rebaixamento, que engloba os quatro piores colocados da competição.
O Glorioso, com 39 pontos, segue ameaçado de queda à Série B. São cinco pontos de vantagem para o Grêmio, que abre o chamado Z-4 e ainda vai a campo na rodada. Nesta quinta, às 21h30 (horário de Brasília), o Tricolor gaúcho enfrenta o Athletico-PR em Porto Alegre.
A rede não demorou a balançar no Mangueirão. Aos sete minutos do primeiro tempo, o lateral Marcelinho cruzou pela direita, o zagueiro Domingos Andrade deixou a posse da bola escapar e o atacante Jajá aproveitou para finalizar, quase na pequena área, e colocar o Remo à frente.
Na etapa final, aos nove minutos, o atacante Gabriel Taliari evitou a saída da bola pela linha de fundo e colocou na área pela direita. O cruzamento desviou em Huguinho e sobrou com o volante Leonel Picco, que chutou no ângulo do goleiro Gabriel Batista, ampliando a vantagem dos paraenses.
Aos 37 minutos, após desvios de cabeça do atacante Tiquinho Soares e do zagueiro Marçal, o volante Edenílson completou para as redes, descontando para o Botafogo. Apesar da pressão, o Glorioso não conseguiu o empate.
Bahia vence duelo de tricolores
Em outro jogo da noite dessa quarta, o Bahia derrotou o São Paulo por 3 a 2 na Arena Fonte Nova, em Salvador. Este foi a apenas o segundo triunfo do técnico Rogério Ceni em 15 partidas contra o time em que é ídolo como goleiro e onde passou 25 anos da carreira como jogador.
Bahia vence duelo de tricolores - Foto Letícia Martins/EC Bahia
O Esquadrão de Aço, com 53 pontos, segue na cola do grupo dos cinco primeiros (G-5), que se classificam à Libertadores. Os baianos ocupam a sexta posição, a um ponto do Fluminense, quinto colocado.
O Tricolor paulista, com 43 pontos, está a 11 do G-5 e a nove do Z-4, podendo ficar a oito se o Grêmio vencer nesta quinta e o Inter entrar na zona de rebaixamento. O Soberano precisa de pelo menos dois pontos nos próximos cinco jogos para se livrar de vez de qualquer possibilidade de queda.
O Bahia inaugurou o placar aos cinco minutos, com Rodrigo Nestor. Após cruzamento do volante Jean Lucas pela direita, o meia, revelado no próprio São Paulo, mandou de cabeça para o gol. Quatro minutos depois, avançando pelo mesmo lado do campo, o lateral Marcos Vitor colocou na área e o atacante Erick Pulga finalizou para as redes.
Os visitantes buscaram a igualdade antes do intervalo. Aos 42, o meia Lucas foi acionado pouco antes da entrada da área pelo atacante Jonathan Calleri e chutou no canto esquerdo do goleiro Ronaldo, voltando a marcar após oito meses. Já no fim dos acréscimos, o volante Damián Bobadilla pegou a sobra de um escanteio, cobrado pelo lateral Pedro Lima, e deixou tudo igual.
No segundo tempo, aos 35 minutos, o meia Éverton Ribeiro bateu falta pela direita, o volante Erick ajeitou e Marcos Vitor, de cabeça, completou para o gol, assegurando o triunfo para o Bahia.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o presidente do Brasil é "aquele que o TSE declarou eleito". A declaração foi dada em resposta ao Estadão, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) dizer, na primeira versão de uma carta golpista, que era o "verdadeiro presidente eleito do Brasil".
O prefeito aproveitou para cobrar que o governo faça ajustes em um próximo mandato.
"Cabe agora ao Lula governar buscando corrigir os rumos, principalmente da economia, e a oposição fiscalizar e cobrar o cumprimento das promessas", afirmou o prefeito, que apoiou Flávio Bolsonaro em toda a campanha.
O problema foi revelado pelo portal UOL, no dia 20 de outubro. De acordo com a reportagem, 181 logins e senhas de usuários, dados cadastrais de mais de 6 mil agentes de segurança e orientações para replicar a interface da plataforma ficaram expostos em um repositório público por aproximadamente 11 meses.
Esse material permitiu o acesso de terceiros a imagens de mais de 58 mil câmeras, incluindo as de creches, escolas, hospitais, unidades básicas de saúde e centros de atenção psicossocial. Também era possível consultar cadastros de pessoas físicas (CPF), nomes e placas de veículos, além da inserção de dados no sistema.
O CNDH argumenta que a falta de medidas de segurança, como autenticação de duas etapas e senhas dedutíveis, colocou em risco dados sigilosos de agentes de segurança e imagens das câmeras de espaços públicos.
Além disso, o conselho diz que “durante 11 meses, quem tivesse as credenciais poderia observar a cidade e localizar pessoas determinadas”.
“Podem ter sido rastreados o trajeto de policiais, guardas civis e policiais penais entre suas bases e residências; a rotina de militares das Forças Armadas; o trabalho de advogados e jornalistas, com risco ao sigilo profissional e da fonte. Todas essas pessoas ficaram sujeitas ao risco de serem identificadas, acompanhadas e perseguidas por terceiros desconhecidos, sem qualquer possibilidade de saber que eram observadas. O dano tem, portanto, natureza transindividual”, informou o conselho.
Para além do risco de perseguição, o programa Smart Sampa estaria violando regras estabelecidas pelo próprio conselho, na Resolução CNDH nº 17/2025, que dispõe sobre o uso de tecnologias de reconhecimento facial em espaços públicos dos estados e do Distrito Federal
A manutenção de credenciais de acesso ativas, vulneráveis e sem mecanismos de autenticação em dois fatores ao longo de 11 meses afronta diretamente a obrigação de segurança prevista no artigo 3º, parágrafo 1º.
A utilização de credenciais previsíveis e compartilhadas compromete a integridade dos registros de auditoria, impossibilitando a identificação individualizada dos acessos e violando o artigo 4º, inciso V.
Também houve violação do art. 4º, VIII. O fato de que a exposição foi descoberta pela imprensa, e não pelos controles do sistema, revela a ausência da supervisão exigida pelo artigo.
O CNDH informou que comunicará o ocorrido ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Ministério Público Federal, recomendando a instauração de inquérito civil e o ajuizamento de ação civil pública contra o município.
O conselho emitiu ainda uma notificação para o MPSP, solicitando a suspensão do uso do sistema, a preservação dos registros e a reparação dos danos morais coletivos causados aos direitos difusos e coletivos.
A Agência Brasil procurou a prefeitura de São Paulo para um posicionamento, mas até a publicação deste texto não houve resposta.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.