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Ministro reconhece “enorme atraso” nos salários dos portugueses

29 October 2026 at 22:48

O ministro da Economia reconheceu hoje, em Lisboa, que existe um “enorme atraso” no rendimento dos portugueses, defendendo que não existe razão para que o país se contente com menos do que a média europeia.

“O PIB [Produto Interno Bruto] ‘per capita’ é um dos piores indicadores no confronto com a Europa. Estamos aproximadamente em 80% do PIB ‘per capita’. Tanto quanto Portugal tinha há 30 anos. Estivemos a marcar passo”, admitiu o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, numa audição parlamentar no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

O governante vincou que existe “um enorme atraso” no rendimento dos portugueses, apesar de ressalvar que este já foi pior, e acrescentou não ver razão para que o país se contente com menos do que a média da União Europeia.

A forma de Portugal recuperar este atraso, segundo o ministro, é o país crescer, a cada ano, mais do que a média europeia.

Neste sentido, apontou que se o país crescer tanto como no primeiro semestre deste ano, é possível atingir 100% da média europeia em 2043.

“Em 10 anos conseguimos recuperar 12 pontos percentuais. Está ao alcance dos portugueses, assim haja ambição e organização do trabalho”, referiu.

Para Castro Almeida, tal acontecerá se a “maior fatia do rendimento” ficar nas mãos das famílias e no bolso das empresas.

“O Estado deve ficar com o indispensável para garantir o Estado social e a autoridade”, notou.

O ministro destacou ainda que o Governo fez “seis baixas do IRS”, que representam menos 4.000 milhões de euros arrecadados em impostos.

Em resposta aos deputados, o ministro da Economia disse ainda que os salários dos portugueses estão, sistematicamente, a crescer acima da inflação, referindo-se ao que classificou como “números inequívocos do INE” (Instituto Nacional de Estatística).

Contudo, admitiu que gostava que esta diferença fosse maior, o que explicou não ser possível devido à guerra do Golfo e ao aumento dos custos com os combustíveis.

“Apesar disso, [os salários] estão a crescer em Portugal. Não estou a dizer que estão bem ou a crescer demais”, insistiu.

A votação final global do OE2027 está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

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Gil Vicente goleado na Luz e falha ‘final four’ da Taça da Liga

29 October 2026 at 22:35

O Benfica conquistou hoje a derradeira vaga na final four da Taça da Liga de futebol, com um triunfo indiscutível por 4-1 na receção ao Gil Vicente, em noite de ‘golaços’ no Estádio da Luz.

Em duelo dos quartos de final no recinto lisboeta, o belga Lukebakio ‘bisou’, aos 36 e 54 minutos, com Sudakov, aos 40, e Durán, aos 81, a completarem o triunfo benfiquista, de nada valendo ao Gil Vicente o fantástico tento de Lausen, aos 56.

O clube da Luz marcou encontro com o FC Porto nas meias-finais da competição, que se disputam em Leiria, no início de janeiro, enquanto Sporting e Famalicão discutem a outra ida à final de uma prova cujo detentor é o Vitória de Guimarães.

Dahl, Lenglet, João Palhinha e Sudakov foram os únicos resistentes no ‘onze’ do Benfica, ao passo que o treinador Luís Pinto também mudou muito no Gil Vicente, com seis mexidas comparativamente ao desaire na receção ao FC Porto, na I Liga.

O primeiro remate perigoso pertenceu ao Gil Vicente, com David Moreira a ganhar em velocidade a Dahl, hoje adaptado à lateral direita, e, aos cinco minutos, a atirar para uma grande defesa de Trubin, que voltaria a estar em excelente plano aos 34.

Foram as duas únicas aproximações dos barcelenses na primeira parte, ‘barrando’ sempre no guarda-redes ucraniano, que, numa dupla intervenção, parou o disparo potente de Murilo e, a seguir, afastou a recarga com os pés, já na pequena área.

Contudo, eram as ‘águias’ quem tomavam conta do jogo, e já após as tentativas de Echeverri, aos 18, e de Circati, aos 19, ganhou vantagem aos 36, com Lukebakio a ‘encher’ o pé e a atirar rasteiro para o fundo das redes, após o mau alívio contrário.

Echeverri voltou a ameaçar o golo, mas foi Sudakov, novamente graças a um corte incompleto da defesa barcelense, a ser mais veloz a chegar à bola ‘perdida’ junto à área e a colocar de primeira no ângulo mais distante, num fantástico golo, aos 40.

Durán ainda alvejou as malhas laterais antes do intervalo, mas o segundo período chegou com uma dupla substituição no Gil Vicente, face às entradas de Lausen e Tidjany Touré, mas o Benfica continuou a mandar e Schjelderup acertou no poste.

A vantagem dos ‘encarnados’ tornou-se ainda mais confortável aos 54, através do ‘bis’ de Lukebakio, com um pontapé acrobático que só terminou dentro da baliza, na sequência de um pontapé de canto e de um desvio de cabeça de um oponente.

No entanto, o Gil Vicente respondeu de imediato, graças a um fenomenal golo de Lausen, ao desferir um remate potente ‘do meio da rua’ que surpreendeu toda a gente e onde Trubin bem se esticou – tocando ainda na bola -, mas sem hipóteses.

Um corte ‘in extremis’ de Lenglet evitou o ‘disparate’ de El Karouani, mas o Benfica dominou até final e Durán fez finalmente o gosto ao pé, aos 81, após lance veloz do recém-entrado Rafa, que ainda ‘expulsou’ Espigares, aos 82, quando ia isolado.

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica – Gil Vicente, 4-1.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores

1-0, Lukebakio, 36 minutos.

2-0, Sudakov, 40.

3-0, Lukebakio, 54.

3-1, Andreas Lausen, 56.

4-1, Jhon Durán, 81.

Equipas

Benfica: Trubin, Samuel Dahl, Circati, Lenglet, El Karouani, João Palhinha (Manu Silva, 72), Echeverri (Rafa Silva, 78), Lukebakio, Sudakov (Aursnes, 72), Schjelderup (Prestianni, 72) e Jhon Durán (Anísio Cabral, 84).

(Suplentes: Samuel Soares, Alexander Bah, Aursnes, Kaminski, Pavlidis, Manu Silva, Prestianni, Rafa Silva, Tomás Araújo, João Fonseca, Anísio Cabral e Tiago Freitas).

Treinador: Marco Silva. 

– Gil Vicente: Samuel Portugal, Espigares, Buatu, David Moreira (Martin Benitez, 80), Ricardo Esgaio, Santi Garcia, Zé Carlos, Guilherme (Andreas Lausen, 46), Murilo (Augustín Morales, 63), Sansi (Walace França, 63) e Gil Martins (Tidjany Touré, 46).

(Suplentes: André Piconell, Lucão, José Silva, Tidjany Touré, Walace França, Joelson Fernandes, Andreas Lausen, Malick Gning, Sergio Lillo, Augustín Morales, Martin Fernández e Gonçalo Maia).

Treinador: Luís Pinto.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para João Palhinha (67) e Aursnes (77). Cartão vermelho direto para Espigares (82)

Assistência: 53.654 espetadores.

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“Custa-nos porque era um objetivo marcar presença na ‘final four’, queremos conquistar títulos e estar nas decisões”

29 October 2026 at 22:31

Declarações após o jogo dos quartos de final da Taça da Liga de futebol entre SC Braga e Famalicão (1-3 no desempate por grandes penalidades, após empate 2-2 no tempo regulamentar), disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Franclim Carvalho (treinador do SC Braga): “Foi um jogo em que fomos melhores, criámos muitas oportunidades e não concretizámos. O prémio de homem do jogo foi para o guarda-redes adversário. Mostrámos crença até ao fim empatámos aos 90 minutos e depois fomos menos competentes que o adversário nos penáltis, porque também é uma questão de competência. Parabéns ao adversário, a nós custa-nos porque era um objetivo marcar presença na final four, porque queremos conquistar títulos e estar nas decisões.

A equipa deu sinais que me agradaram, jogámos com muita mais velocidade, mais chegada à frente e criámos muitas oportunidades, as suficientes para fazer mais golos. Não fomos eficazes nos 90 minutos e cometemos alguns erros defensivos, os nossos homens do equilíbrio estavam a chegar tarde. Vamos trabalhar e temos que aparecer amanhã [sexta-feira] na academia chateados, porque isto tem que nos doer e tenho um balneário abatido. Eu fiquei satisfeito por muita coisa que fizemos hoje, mas triste pela eliminação.

[Falta de concentração ou mau posicionamento?] Não é falta de concentração. Sofremos o primeiro golo num lance que estava controlado pelo Arrey-Mbi e acabámos por perder essa bola. Depois, o segundo golo, o penálti, o adversário queria sair em tabela e estamos expostos. Os centrais estavam amarelados desde os dez minutos, não percebi o critério dos amarelos, e tive de tirar os dois. O equilíbrio é uma questão de timing, temos de pensar todos o mesmo, se não podemos pressionar vamos organizar.

Flinto Costa é um miúdo, tem qualidade, tem jogado na equipa B e optámos por chamá-lo porque o Gabriel [Silva] estava de fora [lesão], mas fez a sua estreia com a camisola principal do Sporting de Braga e isso tem algum peso. Foi destemido e contamos com ele e com todos os jogadores das equipas B, sub-23 e sub-19″.

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Famalicão na ‘final four’ da Taça da Liga: “É um prémio justo para o Famalicão e para os seus jogadores, para as suas gentes”

29 October 2026 at 22:28

Declarações após o jogo dos quartos de final da Taça da Liga de futebol entre SC Braga e Famalicão (1-3 no desempate por grandes penalidades, após empate 2-2 no tempo regulamentar), disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Ricardo Silva (treinador do Famalicão): “Primeira parte competente da nossa equipa, fomos esclarecidos e a fazer o que nos tínhamos proposto. Na segunda parte, o Braga empurrou-nos e tivemos que sofrer para suster esse jogo e acabámos o jogo a sofrer para segura a vantagem. Depois, o Braga consegue a igualdade num penálti, mas penso que o desempate por grandes penalidades trouxe justiça ao resultado.

O objetivo era estar na ‘final four’, vínhamos aqui para ganhar, agora quando lá chegarmos passa por abordar o jogo da melhor forma e não conheço outra forma de preparar um jogo sem ser para ganhar. Esse jogo, no caso com o Sporting, será preparado para tentar vencer, naturalmente.

É um prémio justo para o Famalicão e para os seus jogadores, para as suas gentes, a sua massa adepta. Os jogadores mostraram que têm qualidade nestes jogos e os nossos adeptos também merecem estas alegrias. Os jogadores devolveram a confiança e alegria de ver a nossa equipa a jogar.

Não tenho nenhuma ambição ou vontade de assumir esse papel [de treinador principal]. Tenho dito de forma muito genuína que o tempo vai trazer respostas a mim e à minha direção e o que tiver que ser, será. Se me perguntarem se alguma vez imaginei estar nesta posição hoje, nunca imaginei, nem nos meus melhores sonhos. Foi a vida que me colocou isto. Estou extremamente feliz, acima de tudo pelos jogadores, porque eles merecem. O destino vai trazer as respostas e será o que tiver que ser”.

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Barcelos reforçado com investimentos de 4,5 milhões em respostas sociais inovadoras

29 October 2026 at 22:18

O concelho de Barcelos reforçou a resposta social com duas propostas inovadoras com a inauguração, esta quinta-feira, da Azenha dos Afetos – Habitações Colaborativas e Comunitárias, da Casa do Povo de Alvito, e das Casas da Aldeia – Residência de Autonomização e Inclusão, do Centro Social Vale do Homem, em Alvito (São Pedro).

A inauguração foi presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, e contou ainda com a participação de Carlos Reis, vereador da Câmara de Barcelos.

A cerimónia reuniu ainda os responsáveis das instituições promotoras, José Silva, presidente da Casa do Povo de Alvito, e Jorge Pereira, presidente do Centro Social Vale do Homem, bem como o presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Braga (UDIPSS), padre José Antunes, representantes da Segurança Social, autarcas e outras entidades institucionais e locais.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, destacou a importância dos dois projetos na promoção da autonomia, da dignidade e da inclusão social, afirmando que “proteger alguém não é decidir por essa pessoa. É criar as condições para que ela possa, tanto quanto possível, com o maior grau possível de autonomia, decidir por si”.

A governante deu particular destaque à Azenha dos Afetos, salientando que o projeto disponibiliza “10 novas habitações colaborativas em que cada pessoa tem a sua casa, a sua porta, a sua privacidade”, conciliando a independência dos residentes com espaços comuns e uma rede de apoio e entreajuda.

Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que este modelo de habitação colaborativa e comunitária deve ser incentivado e alargado a outras regiões do país, por representar uma alternativa às respostas residenciais tradicionais e permitir encontrar soluções ajustadas às necessidades e ao grau de autonomia de cada pessoa.

Relativamente às Casas da Aldeia, a ministra sublinhou que as residências de autonomização e inclusão representam mais do que uma resposta habitacional, proporcionando às pessoas com deficiência condições para desenvolver competências, participar na comunidade e construir percursos de vida mais autónomos. “Uma proteção social eficaz não se limita a amparar, também deve impulsionar”, afirmou.

A governante destacou ainda o investimento realizado pelas instituições promotoras, com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e valorizou a cooperação entre o Estado, as autarquias e o setor social e solidário na concretização de respostas que promovam a qualidade de vida e a inclusão das populações.

Na sua intervenção, Carlos Eduardo Reis destacou a importância dos dois equipamentos para o reforço das respostas sociais do concelho, sublinhando que a concretização destes projetos demonstra a capacidade de iniciativa das instituições e a importância da cooperação entre o setor social, as autarquias e o Governo.

O vereador salientou que o Município de Barcelos dedica cerca de 60 milhões de euros do seu orçamento às áreas da educação, saúde e ação social, abrangendo investimentos em recursos humanos, equipamentos, infraestruturas e apoios às instituições particulares de solidariedade social.

Carlos Eduardo Reis alertou ainda para os desafios associados ao envelhecimento da população, ao aumento do custo de vida, às dificuldades no acesso à habitação e ao surgimento de novas situações de vulnerabilidade social. Neste contexto, reafirmou o compromisso da autarquia em continuar a trabalhar com as instituições do concelho, defendendo a criação de condições para que os cidadãos possam “nascer, crescer, estudar, trabalhar, constituir família e envelhecer com qualidade” em Barcelos.

Azenha dos Afetos é habitação colaborativa e comunitária

A Azenha dos Afetos, promovida pela Casa do Povo de Alvito, constitui uma das primeiras respostas de habitação colaborativa e comunitária do distrito de Braga, representando um investimento de cerca de dois milhões de euros, acrescido de IVA, com financiamento do PRR.

O empreendimento dispõe de dez habitações independentes, distribuídas por quatro tipologias, do T0 ao T3, com capacidade para acolher 30 residentes. Integra ainda espaços comuns destinados a promover o convívio, a partilha e a entreajuda, conciliando a privacidade de uma habitação própria com os benefícios de uma rede de apoio comunitário.

Organizadas em torno de um espaço exterior comum, as habitações foram concebidas para proporcionar condições de acessibilidade, conforto e independência, permitindo que cada residente mantenha a sua “privacidade e participe, de forma voluntária, nas atividades e dinâmicas da comunidade”, como refere a autarquia.

O projeto pretende contribuir para a “prevenção do isolamento social e para a promoção do envelhecimento ativo e da qualidade de vida, através de um modelo que valoriza a autonomia individual, as relações de proximidade e a solidariedade entre gerações”.

Na sua intervenção, o presidente da Casa do Povo de Alvito, José Silva, destacou o caráter inovador desta resposta social e o esforço desenvolvido pela instituição para a sua concretização.

O responsável agradeceu a colaboração do Município de Barcelos e das restantes entidades envolvidas, tendo também chamado a atenção para os desafios da sustentabilidade financeira das instituições, nomeadamente ao nível das comparticipações públicas e da recuperação do IVA associado aos investimentos realizados.

Barcelos reforçado com investimentos de 4,5 milhões em respostas sociais inovadoras
Foto: CM Barcelos
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Casas da Aldeia reforçam respostas para pessoas com deficiência

A cerimónia assinalou igualmente a inauguração das Casas da Aldeia, um projeto do Centro Social Vale do Homem destinado a “promover a autonomia pessoal, a inclusão social e a qualidade de vida de pessoas com deficiência ou incapacidade”.

A primeira fase do empreendimento representa um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros e disponibiliza capacidade para acolher 30 utentes, com as vagas já preenchidas, contemplando ainda a criação de 15 postos de trabalho.

As residências foram concebidas para proporcionar um “ambiente habitacional adaptado às necessidades dos seus destinatários, privilegiando o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, a participação na vida comunitária e a construção de percursos de maior independência”.

Na sua intervenção, o presidente do Centro Social Vale do Homem, Jorge Pereira, destacou a importância do projeto para o reforço das respostas dirigidas às pessoas com deficiência e anunciou que a segunda fase, destinada à instalação de um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), deverá ser inaugurada em janeiro de 2027.

Com a concretização das três fases previstas, o investimento global deverá atingir os dez milhões de euros, permitindo a criação de cerca de 60 postos de trabalho.

Jorge Pereira sublinhou ainda a importância das Casas da Aldeia enquanto resposta inovadora, orientada para a promoção da autonomia, da inclusão e da melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, destacando o contributo do projeto para o desenvolvimento social do concelho.

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Empresa de Braga projeta investimento de 30 milhões em centro logístico na Madeira

29 October 2026 at 21:35

O Grupo Torrestir prevê criar o Centro Logístico da Madeira, com um investimento de cerca de 30 milhões de euros, projetando instalá-lo em Câmara de Lobos, destinado a reforçar a armazenagem e a distribuição de mercadorias naquela região autónoma.

A revelação partiu esta quinta-feira do diretor executivo da Torrestir, Luís Torres, numa reunião com o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, durante uma audiência solicitado pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Torrestir, comendador Fernando Torres, em que participou o presidente da Madeira Parques Empresariais, Gonçalo Pimenta.

Empresa de Braga projeta investimento de 30 milhões em centro logístico na Madeira
Foto: Governo da Madeira / Facebook

Esta entidade, que é tutelada pela Secretaria Regional da Economia do Governo Autónomo das Madeira, ficou a conhecer em pormenor o avançado projeto do grupo empresarial Torrestir, sediado em Braga, prestes a completar 65 anos, no ano de 2027.

Durante a reunião, o diretor executivo da Torrestir, Luís Torres, revelou que têm “projetado um investimento a rondar os 30 milhões de euros”, explicando que estão “em fase de estudo”, ao mesmo tempo que adiantou “devendo a localização ser em Câmara de Lobos”, embora o grupo “esteja ainda a aguardar contributos dos parceiros técnicos para se finalizar o projeto”.

Ainda segundo aquele mesmo responsável do universo empresarial Torrestir, a intenção é “construir um armazém logístico que permita aumentar a capacidade de resposta às necessidades das empresas e dos consumidores, reforçando também entregas ao domicílio”, sendo que o crescimento do Grupo Torrestir passa necessariamente pela Região Autónoma da Madeira.

“Queremos entrar mais fortes no canal das empresas, mas também no canal B2C (Business-to-Consumer), consumidor final, com entregas às casas das próprias pessoas”, explicou Luís Torres, defendendo a necessidade de um “centro dinâmico, dotado de automatismos, para responder à procura e à insuficiência de capacidade de armazenagem”, que foi identificada na Madeira.

A futura infraestrutura deverá assegurar a armazenagem e a distribuição de produtos alimentares, eletrónica, eletrodomésticos e produtos farmacêuticos, funcionando como uma plataforma de entrada de mercadorias para a Região Autónoma da Madeira.

Luís Torres indicou que o projeto contempla igualmente serviços de ‘cross-docking’, além da armazenagem, com o objetivo de tornar mais rápida a resposta às necessidades de abastecimento, sendo que o ‘cross-docking’ é um sistema logístico em que as mercadorias chegam a um centro de distribuição ou a um armazém e são expedidas quase de imediato para o destino final.

O diretor executivo da Torrestir, Luís Torres, salientou que a disponibilidade de produtos na ilha madeirense permitirá reduzir a dependência dos tempos de transporte marítimo em situações de rutura, evitando o recurso ao transporte aéreo, que considerou muito dispendioso, “pelo que tendo aqui mais próximo, abastecemos mais rápido”, destacou o responsável, para quem a vantagem é também o “associar-se o investimento a uma maior proximidade às empresas e à população madeirense”.

Fundada em Braga, no ano de 1962, o Grupo Torrestir desenvolve atividade nas áreas da logística e do transporte terrestre, aéreo e marítimo, dispondo de uma rede de plataformas em Portugal e de serviços internacionais, em crescimento permanente.

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EuroDreams: Português ganha ‘salário’ de 2.000 euros por mês durante 5 anos

29 October 2026 at 21:10

O segundo prémio do EuroDreams, de 2.000 euros/mês durante cinco anos, saiu a um apostador que registou o boletim em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

Outro apostador no estrangeiro também ganhou o segundo prémio, com seis números certos.

O primeiro prémio especial (50.000 euros/mês durante 30 anos) não foi atribuído.

É esta a chave do sorteio do EuroDreams desta quinta-feira, 29 de outubro: 3, 8, 11, 13, 34, 40 (números) e 5 (número de sonho).

O EuroDreams, cujo primeiro sorteio ocorreu no dia 06 de novembro de 2023, foi criado para assinalar o 20.º aniversário do Euromilhões.

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Famalicão elimina Braga nos penáltis e está na ‘final four’ da Taça da Liga

29 October 2026 at 20:55

O Famalicão qualificou-se hoje pela primeira vez para a final four da Taça da Liga de futebol após vencer o SC Braga por 3-1 no desempate por penáltis, num jogo que teve outros três no tempo regulamentar.

O guarda-redes Gabriel Correia, em estreia absoluta, foi o herói do Famalicão, ao defender três grandes penalidades, ele que tinha cometido um em cima dos 90 minutos, que permitiu ao Braga esse desempate.

Koutsias abriu o marcador aos 16 minutos, mas Ricardo Horta empatou para os bracarenses de grande penalidade (37). Seria também de penálti que o ponta-de-lança grego do Famalicão e o ‘capitão’ do SC Braga ‘bisaram’, em cima do intervalo (45+4) e do minuto 90 respetivamente.

No desempate por grandes penalidades, os bracarenses só marcaram por uma vez (João Moutinho) e falharam três, os tais que o guardião brasileiro parou.

Após o desaire algo inesperado na Madeira, diante do Nacional (1-0), na nona jornada o campeonato, o Braga perde um dos objetivos assumidos da temporada, numa competição da qual foi finalista na época passada.

Ricardo Silva, ex-adjunto de Carlos Carvalhal, assumiu recentemente o comando técnico do Famalicão, e após a goleada por 4-0 imposta no terreno do Rio Ave, no domingo, na nona jornada do campeonato, coloca o Famalicão pela primeira vez na sua história nesta fase da prova.

O primeiro sinal de perigo pertenceu ao SC Braga num remate de fora da área de Ricardo Horta que Gabriel Cabral defendeu com alguma dificuldade (06), mas seria o Famalicão a marcar primeiro, após um desentendimento entre Arrey-Mbi e Gabri Martínez.

O lateral esquerdo alemão adaptado atrasou a bola sem sequer olhar para o posicionamento do extremo espanhol e permitiu um rápido contra-ataque dos famalicenses que foram letais a aproveitar o ‘buraco’: Marcos Peña assistiu de forma primorosa Koutsias que rematou de primeira, já na grande área.

O Braga partiu para uma boa reação e esteve perto do empate aos 33 minutos, mas Gabriel Cabral fez uma grande defesa a remate de Ricardo Horta.

Um minuto depois, Ricardo Horta tocou de calcanhar na área para Tiknaz rematar e o guardião brasileiro do Famalicão defendeu para canto, na sequência do qual surgiu a grande penalidade, por mão de Koutsias parando um remate de Tiknaz – Ricardo Horta fez a igualdade.

O Famalicão, que nas ‘meias’ da final four vai defrontar o Sporting, voltou a colocar-se em vantagem já na compensação da primeira parte, com Koutsias a ‘bisar’, de grande penalidade, assinalada a punir falta de Bernardo Fontes sobre Pedro Santos, na sequência de um contra-ataque e nova ‘cratera’ na defesa ‘arsenalista’ (45+4).

O SC Braga tinha que procurar a baliza adversária para dar a volta ao marcador, mas foi o Famalicão a entrar bem melhor no segundo tempo e a estar perto do terceiro golo por duas vezes: aos 48 minutos, Paulo Moreira ‘disparou’ de fora da área para defesa difícil de Bernardo Fontes que voltou a parar a recarga de Koutsias perante a passividade da defesa da equipa da casa.

Seis minutos depois, os visitantes voltaram a ameaçar a baliza bracarense e Victor Rofino cabeceou à barra, após livre lateral da direita.

OS ‘arsenalistas’ dispuseram uma grande oportunidade para empatar na sequência de um canto, mas Pau Victor, ao segundo poste e após primeiro desvio de Sergio Barcia, com tudo para marcar, atirou por cima (61).

Os treinadores começaram a mexer nas suas equipas, com destaque para a entrada no SC Braga de Flinto Costa, jovem extremo que cruzou para um cabeceamento perigoso de Fran Navarro (65).

Dorgeles foi lançado aos 77 minutos e pouco depois rematou com violência de fora da área, mas à figura de Gabriel Cabral (81), que acabaria por manchar uma boa exibição ao ‘atropelar’ Jonas Wind após uma má saída – Ricardo Horta ‘bisou’ de penálti, o terceiro da partida (90).

Confortado pelos colegas no final dos 90 minutos, Cabral foi depois decisivo.

Ficha de jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Famalicão, 2-2 (1-3 gp).

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores

0-1, Koutsias, 16 minutos.

1-1, Ricardo Horta, 37 (grande penalidade).

1-2, Koutsias, 45+4 (grande penalidade).

2-2, Ricardo Horta, 90 (grande penalidade).

Desempate por grandes penalidades:

0-0, Gil Dias (defesa guarda-redes).

0-0, Ricardo Horta (defesa guarda-redes).

0-0, Marcos Peña (remate à barra).

1-0, João Moutinho.

1-1, Sorriso.

1-1, Jonas Wind (defesa guarda-redes).

1-2, Szucs.

1-2, Dorgeles (defesa guarda-redes).

1-3, Paulo Moreira.

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke (Barisic, 46), Sergio Barcia (Travassos, 63), Arrey-Mbi, João Moutinho, Tiknaz (Jonas Wind, 73), Pau Victor, Ricardo Horta, Gabri Martínez (Flinto Costa, 63) e Fran Navarro (Dorgeles, 77).

(Suplentes: Tiago Sá, Barisic, Bajrami, Vitor Carvalho, Gorby, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Travassos, Dorgeles, Flinto Costa, Milosevic e Jonas Wind).

Treinador: Franclim Carvalho.

– Famalicão: Gabriel Cabral, Rodrigo Pinheiro, Victor Rofino, Léo Realpe, Pedro Bondo (Gustavo Garcia, 63), Marcos Peña, Pedro Santos (Tamás Szucs, 73), Aranda (Sorriso, 73), Mathias de Amorim (Paulo Moreira, 27), Gil Dias e Koutsias (Abubakar, 63).

(Suplentes: Zlobin, Gustavo Garcia, Juvenal, Serafimovic, Van Breemen, Van De Looi, Paulo Moreira, Tamás Szucs, Roméo Beney, Pato, Sorriso e Abubakar).

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: João Gonçalves (Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Lagerbielke (09), Sergio Barcia (11), Koutsias (35), Pau Victor (45+5), Flinto Costa (85), Gabriel Cabral (87). Cartão amarelo para o treinador do SC Braga, Franclim Carvalho (47).

Assistência: 7.521 espetadores.

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Os números do EuroDreams

29 October 2026 at 20:02

É esta a chave do sorteio do EuroDreams desta quinta-feira, 29 de outubro: 3, 8, 11, 13, 34, 40 (números) e 5 (número de sonho).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 50 mil euros por mês durante 30 anos (prémio especial).

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Primeiro-ministro diz que habitação não se constrói num estalar de dedos

29 October 2026 at 19:59

O primeiro-ministro alertou hoje que a habitação não se constrói de um dia para o outro, num estalar de dedos, e é preciso tempo para construir, apelando à compreensão das pessoas, mesmo respeitando as manifestações.

“Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema. É que estamos mesmo. E acredito, com o tempo que é necessário” que se consegue, disse o primeiro-ministro aos jornalistas, para de seguida referi que, durante 10 anos, não foram construídas casas em Portugal.

“Alguém a falar verdade e com seriedade, alguém consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente!”, reagiu aos jornalistas.

O primeiro-ministro disse o governo como promotor já construiu “32 mil casas, num programa que só tinha 22 mil”, desde que tomou posse há dois anos e meio e “só tinha financiamento para 16 mil”.

“Já estamos no dobro daquilo que era suposto estarmos naquilo que depende diretamente de nós”, realçou.

E para o que não depende do governo, enumerou as alterações administrativas para “agilizar a construção”.

Ou seja, acrescentou: “Temos a expectativa que as casas venham a ser construídas, mas não consigo construir as casas assim [estalou os dedos], não consigo. E muito menos consigo recuperar 10 anos de desinvestimento em 10 meses”, vincou, sem adiantar qualquer previsão, justificando que “isso depende do mercado”.

“No ano passado tivemos muito mais licenciamento do que nos anos anteriores, agora são as pessoas que decidem”, acrescentou.

Montenegro reforçou que o Governo está “a dar resposta”, reconhecendo que “as pessoas têm direito a manifestar-se e a dar a sua opinião”.

“E eu sei ver e sei ouvir e também sei distinguir os manifestantes que não são todos iguais”, disse.

O primeiro-ministro falava à margem da inauguração da requalificação da Escola Secundária Frei Rosa de Viterbo, requalificada em 3,5 milhões de euros (ME), que comporta um Centro Tecnológico ali instalado para o curso profissional de logística, um investimento de 1,2 ME.

Também inaugurou o Bairro Comercial Digital By Sátão e a praça Paulo VI, em frente à Câmara Municipal de Sátão, no centro da vila, requalificado no seu piso em cerca de 500 mil euros. Três inaugurações que representam mais de cinco milhões de euros.

A praça que o primeiro-ministro destacou como sendo, “muitas vezes o local de encontro, de partilha, de conversas, de circulação livremente” e que, na cerimónia, contava com cartazes aleatórios no espaço.

“Praças para passear sim. Casas para morar não”; “serás para sempre lembrado como o opressor do povo” e “acampada não estão sozinhos, a ruralidade resiliente apoia-vos” podia ler-se em três cartazes exibidos na praça Paulo VI.

Isto, numa vila em que o primeiro-ministro contou com a presença de cerca de 30 professores à porta da escola secundária, com gritos de ordem como: “queremos pão e o direito à habitação”.

No seu discurso, Luís Montenegro destacou os investimentos, a propósito do Orçamento de Estado (OE) previstos para o próximo ano, assim como os “aumentos dos salários” e a “diminuição dos impostos como as taxas do IRS”.

E destacou os “10 mil ME para o plano nacional de habitação” que permitirá “construir 133 mil casas até 2030, na área pública”, enquanto lembrou que “nem toda a gente tem de ser proprietária”, embora Portugal tenha ”uma tradição enorme nesse domínio”.

“Se calhar muita gente não sabe, mas 74% tem casa própria. Isto disto noutro país, se calhar, assustava um bocadinho. É bom que tenhamos consciência da nossa realidade. Não estou com isso a diminuir o problema, estou apenas a partilhar”, disse.

E acrescentou outro dado, que desses proprietários em Portugal, “só cerca de 30% é que ainda não tem a casa paga, estão a pagá-la nos mais variados estádios de maturação e amortização dos respetivos empréstimos”.

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Empresa que quer explorar lítio em Trás-os-Montes conclui trabalhos geotécnicos e diz que vê “cada vez maior aceitação”

29 October 2026 at 19:50

A Savannah anunciou hoje que concluiu os trabalhos geotécnicos no âmbito da mina de lítio do Barroso, em Boticas, numa área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação.

“A conclusão desta campanha representa mais um passo concreto no desenvolvimento do projeto lítio do Barroso. Foram cinco meses de trabalho intenso, com uma equipa alargada e envolvendo empresas locais e regionais, que nos permitiram recolher um conjunto muito significativo de informação técnica para a próxima fase do projeto”, afirmou, citado em comunicado, o diretor-executivo (CEO) da Savannah, Emanuel Proença.

Entre terça-feira e hoje, algumas dezenas de pessoas concentraram-se junto a um local de sondagens em Covas do Barroso, em terreno baldio abrangido pela servidão administrativa concedida pelo Governo em maio, para bloquearem os trabalhos da empresa e protestarem contra o projeto mineiro.

Hoje juntaram-se cerca de 50 pessoas naquela área florestal onde estavam máquinas da empresa.

No comunicado divulgado hoje, a Savannah disse que, “ao contrário do referido repetidamente, o protesto dos últimos dias não paralisou trabalhos”.

“Conforme a empresa foi esclarecendo, não estavam previstas intervenções no local dos protestos, encontrando-se o programa já concluído nessa área. As operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido pela empresa. A Savannah reafirma que a sua atuação no local ocorreu ao abrigo da servidão administrativa concedida pela Estado português”, salientou a empresa.

A Savannah disse ter comunicado hoje ao mercado que concluiu “com sucesso” no início da semana os trabalhos de reconhecimento geotécnico e hidrogeológico previstos para o bloco neste do projeto. Esta é a área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação.

“Relativamente à contestação ao projeto dos últimos dias, por sermos da região, sabemos que a mesma não representa o sentimento local. Nós vemos no dia a dia a cada vez maior aceitação do projeto por todos aqueles que acolheram a via do diálogo, vemos o interesse que as pessoas têm no projeto e nas oportunidades que ele está já a criar nas comunidades”, acrescentou Emanuel Proença.

O responsável referiu que “mais de 2.000 candidatos a novos empregos e 50 novas vagas para preencher nos próximos meses, reforçam a grande responsabilidade” que a empresa “tem em mãos”.

A campanha durou cinco meses e envolveu 276 pontos de observação e mais de 180 poços de reconhecimento e, segundo a empresa, os trabalhos “representaram um investimento superior a 500 mil euros em serviços diretos na economia local”.

Realizaram-se ainda 32 sondagens para piezómetros, que permitem medir e acompanhar os níveis de água, e 30 sondagens geotécnicas, que forneceram dezenas de amostras destinadas a caracterizar as condições das fundações das futuras instalações e a qualidade dos materiais que poderão ser utilizados em construção.

A empresa concretizou que, para além dos mais de 40 trabalhadores da Savannah envolvidos nesta campanha, os trabalhos mobilizaram, em média, cerca de 30 profissionais por dia.

A contestação à mina é feita há oito anos e já a 09 de outubro a associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Guimarães: Paço dos Duques reabre todos os espaços após obras

29 October 2026 at 19:31

O Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, reabre na sexta-feira, com a totalidade dos seus espaços visitáveis acessíveis ao público, após a conclusão das intervenções realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em comunicado, a instituição refere que esta nova etapa assinala a “conclusão de um importante ciclo de trabalhos de reabilitação e valorização do monumento, permitindo aos visitantes percorrer integralmente o circuito museológico e descobrir as novas soluções de decoração e museografia”.

As intervenções realizadas permitiram “renovar os espaços e melhorar a apresentação das coleções, proporcionando uma experiência de visita mais completa e enriquecedora”.

E acrescenta: “A nova museografia convida à redescoberta do Paço dos Duques de Bragança, da sua história e do património que conserva”.

O Paço dos Duques de Bragança, edifício do século XV associado à história da Casa de Bragança, integra a rede de equipamentos patrimoniais da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E.

O espaço funciona todos os dias entre as 10:00 e as 18:00.

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    Antiga fábrica da Tupperware em Portugal vendida por 4 milhões

    29 October 2026 at 19:08

    A antiga fábrica da Tupperware, em Montalvo, foi vendida por quatro milhões de euros, anunciou hoje o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira, manifestando a esperança de que o complexo industrial volte a criar emprego.

    “Por um lado, ficamos satisfeitos por efetivamente a antiga fábrica da Tupperware ser vendida e termos a esperança de que ali nasça outra empresa que crie postos de trabalho”, afirmou o autarca socialista à Lusa, à margem da reunião do executivo onde anunciou a venda.

    A fábrica, situada no concelho de Constância, distrito de Santarém, foi colocada em leilão em 14 de outubro, com um preço-base de 10 milhões de euros, mas a melhor proposta, de 3,8 milhões, foi recusada pela comissão de credores.

    O valor agora anunciado resulta de uma negociação posterior, que permitiu subir a oferta em 200 mil euros, com o acordo dos trabalhadores.

    Sérgio Oliveira lamentou que o montante tenha ficado abaixo das expectativas, estimando que os antigos funcionários recebam, em média, entre 40% e 45% dos créditos a que têm direito.

    “É um ciclo, em primeiro lugar, doloroso para os trabalhadores que foram despedidos”, afirmou, lembrando que muitos tinham 20 ou 30 anos de serviço na empresa.

    Segundo o presidente da Câmara, o comprador é uma empresa do setor da cutelaria, com atividade industrial no distrito de Leiria, embora os planos para a antiga fábrica sejam desconhecidos.

    O autarca espera que a unidade seja reativada e crie emprego, adiantando que o município pretende contactar o comprador nas próximas semanas, caso este não tome a iniciativa.

    “Para nós é importante perceber qual é a ideia, o que ali querem fazer, a perspetiva que têm para aquele espaço”, declarou.

    Contactado pela Lusa, o administrador de insolvência, Jorge Calvete, confirmou a venda da fábrica por quatro milhões de euros e indicou que o montante permitirá pagar cerca de 50% dos créditos dos trabalhadores.

    Rui Caseiro, antigo funcionário que acompanhou o processo de insolvência e esteve presente no leilão, explicou à Lusa que a proposta inicial de 3,8 milhões de euros foi negociada após consulta aos trabalhadores.

    “Reunimos outra vez com os trabalhadores, reunimos toda a gente”, afirmou, acrescentando que foi pedido ao comprador um aumento de 200 mil euros, até aos quatro milhões, valor que acabou por ser aceite.

    Segundo Rui Caseiro, que trabalhou 30 anos na Tupperware, a decisão resultou do receio de que o prolongamento do processo pudesse desvalorizar ainda mais os ativos e dificultar a recuperação dos créditos.

    “Mais vale recebermos este valor e termos alguma coisa do que estarmos à espera mais tempo e não recebermos nada”, afirmou, justificando a aceitação da proposta.

    O antigo trabalhador estimou que cerca de 192 funcionários tenham créditos por receber, manifestando a esperança de que o novo proprietário retome a atividade industrial e aproveite a mão de obra especializada da região.

    Rui Caseiro, que acompanhou durante um ano e três meses o processo de insolvência, recordou o desgaste psicológico de assistir à degradação da fábrica onde trabalhou durante três décadas.

    Também Fernando Guedes, vereador do Chega e antigo trabalhador da Tupperware durante 30 anos, considerou insuficiente o valor da venda, embora satisfeito por os funcionários poderem recuperar parte dos créditos.

    O vereador da CDU João Céu lamentou que os trabalhadores não recebam a totalidade dos montantes reclamados e alertou que o pagamento poderá ainda demorar.

    A fábrica de Montalvo, que chegou a empregar cerca de 260 pessoas, cessou a produção em janeiro de 2025. A Tupperware – Indústria Lusitana de Artigos Domésticos foi declarada insolvente no mês seguinte, após a retirada das licenças de produção e comercialização da marca em Portugal.

    O complexo integra três edifícios, terrenos e equipamentos de transformação de plásticos, tendo o leilão de outubro terminado sem adjudicação imediata, após as propostas ficarem abaixo dos valores-base.

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    CGTP convoca manifestação nacional para 21 de novembro

    29 October 2026 at 19:00

    A CGTP-IN vai convocar uma “grande manifestação nacional” em Lisboa para dia 21 de novembro, anunciou hoje o secretário-geral, prometendo intensificar as ações e apelando aos trabalhadores que novembro seja “um grande mês de luta”.

    “A luta tem que continuar em crescendo”, disse o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em conferência de imprensa após a central sindical ter reunido o seu Conselho Nacional, apelando aos trabalhadores que façam “do mês de novembro um grande mês de ação e de luta”.

    Entre as ações hoje anunciadas está “uma grande manifestação nacional” a realizar em Lisboa no dia 21 de novembro, bem como uma concentração em frente à Assembleia da República no dia 24 de novembro, que coincide com o dia da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

    “Façamos no dia 21 de novembro uma grande jornada à luta e um grande momento de afirmação contra todas as injustiças que sentimos no nosso dia-a-dia”, apelou Tiago Oliveira.

    O secretário-geral criticou o Governo por não dar resposta aos “problemas concretos da vida de quem trabalha”, desde o aumento do custo de vida, ao investimento no Serviço Nacional de Saúde, na educação ou na habitação.

    “Todos nós temos direito a um teto. Todos nós temos direito a uma casa. Todos nós temos direito a uma vida digna e, portanto, aquilo que nós dizemos é que temos um Governo que é fraco com os fortes e forte com aqueles que menos têm e que mais precisam”, referiu.

    Pedindo “um novo rumo para o país”, Tiago Oliveira lembrou que o Orçamento do Estado é uma “das maiores ferramentas que o Governo tem para a implementação da opção política” e insistiu que o documento é “profundamente negativo para os trabalhadores”.

    “Este Orçamento de Estado só será aprovado se o Governo tiver a mão de alguém. Quer isto dizer que no dia 24 [de novembro] não é só o Governo que está em questão, são todos aqueles que apoiarão com a sua posição um Orçamento de Estado que é profundamente penalizador para o país e para os trabalhadores”, alertou.

    O secretário-geral da CGTP apelou aos trabalhadores que se juntem às ações convocadas pela central sindical e lembrou o papel que tiveram na rejeição da proposta de lei de alterações à legislação laboral.

    “Continuamos a acreditar que é com os trabalhadores que vamos derrotar este rumo de política que está a ser seguida por este Governo”, rematou.

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    Braga: Tribunal de Relação confirma sentença que obriga criador de 80 aves exóticas a retirá-las

    29 October 2026 at 18:40

    O Tribunal da Relação de Guimarães rejeitou o recurso de um homem da freguesia de Adaúfe, em Braga, criador de aves exóticas, condenado no Tribunal local a remover as 80 que mantém num terreno, não podendo reinstalar a sua exploração num raio de dois quilómetros.

    O acórdão manteve, também, o prazo de 60 dias para cumprimento da obrigação e determinou uma sanção pecuniária compulsória no montante de 200 euros por cada dia de atraso no seu cumprimento.

    Os juízes desembargadores tiveram em conta “a violação duradoura e consecutiva dos direitos de personalidade dos vizinhos, que perdura desde há alguns anos, não se tratando de uma situação pontual, episódica ou recente”.

    Sublinha que “essa ofensa do direito de personalidade atinge os diversos requerentes [no total, são oito os demandantes] e os respetivos agregados familiares – defendidos pelo advogado Luís Correia, do escritório de João Magalhães – , não sendo uma situação subjetiva e isoladamente percecionada por algum deles”.

    Anota que houve “reclamações de vários moradores, exposições à Câmara Municipal, reunião entre residentes e o próprio criador das aves, intervenções da GNR e várias ocorrências relacionadas com o ruído, tendo a situação persistido apesar das múltiplas diligências efetuadas”.

    Isto – acrescenta – “malgrado, em reunião de outubro de 2025, se ter comprometido a implementar medidas para minorar o ruído produzido pelas suas aves, a situação manteve-se inalterada”.

    Pode reinstalar a exploração

    No entanto, a ‘sentença’ – e conforme O MINHO noticiou – estabelece que Ezequiel H. pode voltar a instalar a exploração na sua propriedade, “desde que, prévia e comprovadamente, logre adaptar as estruturas da mesma de forma a prevenir a propagação de ruído da exploração para a vizinhança”.

    Queixa de cinco vizinhos

    Recorde-se que a decisão da primeira instância surgiu na sequência de uma ação intentada por cinco vizinhos alegando que residem nas respetivas habitações há vários anos e que estas constituem o centro da sua vida pessoal e familiar.

    Sustentam que o criador mantém as aves em viveiros voltados para as suas habitações, cuja atividade se intensificou desde 2022/23, originando vocalizações diárias, intensas, repetitivas e prolongadas, audíveis tanto no exterior como no interior das casas. Alegaram ainda, através do advogado Luís Correia, – do escritório de João Magalhães – que “o ruído afeta o seu descanso, sono, tranquilidade, saúde e qualidade de vida, provocando ansiedade, desgaste psicológico e impedindo-os de usufruir normalmente das suas casas e espaços exteriores”.

    Criador diz que está licenciado

    No processo, o visado contestou, dizendo que “cria aves exóticas de forma lícita e licenciada, pelo que o exercício de uma atividade autorizada não pode ser considerado ilícito”.

    Sustentou que os pedidos dos vizinhos, visando impedir ou limitar a sua atividade, “são inadmissíveis, por corresponderem à revogação de um ato administrativo de licenciamento, matéria da competência dos tribunais administrativos e não do cível”.

    Acrescentava que “os imóveis estão numa Zona Mista, nos termos do Plano Diretor Municipal, onde é admitida a coexistência de usos habitacionais com outras atividades, com limites de ruído mais permissivos”.

    Garantia que “as aves permanecem silenciosas à noite, concentrando-se a sua atividade vocal sobretudo após as 09:00, pelo que não existe perturbação de descanso”.

    Alegava, também, que “não existe prova técnica objetiva do ruído, designadamente medições acústicas, perícias ou relatórios que demonstrem os níveis sonoros sentidos nas habitações contíguas”.

    Concluía, manifestando “disponibilidade para adotar medidas de mitigação acústica que reduzam eventuais incómodos”.

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    Romaria d’Agonia convida a pôr as mãos no barro e a descobrir a pintura de azulejo

    29 October 2026 at 18:22

    A VianaFestas, entidade que organiza a Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo, vai promover em novembro e dezembro dois ‘workshops’ no âmbito do ciclo “Somos Todos Romaria”, sendo que cada sessão está limitada a 15 participantes, foi hoje divulgado.

    Os ‘workshops’, nos dias 07 de novembro e 12 de dezembro, são dedicados à arte da cerâmica e azulejo.

    Criar uma caneca, um prato ou uma taça a partir do barro cru, ou dar cor a azulejos com técnicas de pintura tradicional são os desafios desta edição.

    As sessões serão orientadas pelos artistas Sara Jácome e Nuno Ranha, criadores da GOCA, a Galeria e Oficina de Cerâmica e Azulejo, e destinam-se a pessoas a partir dos 16 anos, com ou sem experiência prévia.

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    Governo nunca defenderá reparações históricas às antigas colónias portuguesas

    29 October 2026 at 18:06

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reiterou hoje que o Governo da AD nunca defenderá reparações históricas às antigas colónias portuguesas e frisou que aposta antes em reconciliações.

    “Nós nunca, em caso algum, e basta conhecer o Governo da AD [constituído pelo Partido Social-Democrata e pelo Centro Democrático Social-Partido Popular] e conhecer o próprio ministro dos [Negócios] Estrangeiros para saber que isso nunca aconteceria”, declarou Paulo Rangel, durante a sua audição regimental no âmbito da discussão do Orçamento de Estado de 2027.

    “Outra coisa é a reconciliação com países com os quais nós temos laços”, acrescentou.

    O chefe da diplomacia portuguesa referiu, contudo, que, não obstante essa posição, condenam o esclavagismo histórico.

    No âmbito daquilo que classifica de reconciliação com países com laços históricos, recordou ações de antigos governos portugueses, como por exemplo a reabilitação da Rampa dos Escravos em Moçambique e a reabilitação do campo do Tarrafal, em Cabo Verde.

    “Isto sim, nós temos que promover esta reconciliação”, reiterou no seu discurso, frisando que isso não inclui indemnizações.

    “Nós também não temos nenhum problema em olhar para a memória histórica e em perceber que até houve erros na nossa História”, indicou, acrescentando que isso não retira orgulho nenhum na mesma.

    O debate em Portugal sobre as reparações históricas às antigas colónias portuguesas, particularmente as africanas, eclodiu quando o ex-presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito dos 50 anos das independências, reconheceu a responsabilidade de Portugal por crimes cometidos durante a era colonial, sugerindo o pagamento de reparações pelos erros do passado.

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    Mulher morre subitamente enquanto caminhava na estrada Fafe-Guimarães

    29 October 2026 at 17:55

    Uma mulher com cerca de 70 anos morreu, esta quinta-feira, na sequência de uma doença súbita, quando seguia a pé na Estrada Nacional 206, em Golães, Fafe.

    À chegada dos Bombeiros Voluntários de Fafe, a vítima estava caída na berma da estrada que liga Fafe a Guimarães em paragem cardiorrespiratória.

    Os operacionais iniciaram as manobras de reanimação, mas, apesar dos esforços, o óbito acabou por ser declarado no local pela equipa médica da VMER de Guimarães.

    Mulher morre subitamente enquanto caminhava na estrada Fafe-Guimarães
    Foto: Ivo Borges / O MINHO

    Ao que O MINHO apurou, não havia sinais de atropelamento, pelo que terá sido vítima de uma doença súbita.

    A GNR registou a ocorrência.

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    Yoga para famílias em Vieira do Minho

    29 October 2026 at 17:35

    A Biblioteca Municipal Padre Alves Vieira, em Vieira do Minho, acolhe, a partir deste sábado, uma nova atividade dirigida às famílias, que propõe “explorar o universo das histórias através da prática do yoga”.

    Orientadas por Bárbara Nogueira, as sessões convidam crianças e adultos a “descobrir uma história de forma diferente, recorrendo a posturas de yoga inspiradas nas personagens, nos cenários e nos acontecimentos do livro escolhido”.

    Yoga para famílias em Vieira do Minho
    Imagem: Divulgação

    Esta iniciativa pretende “proporcionar momentos de partilha e interação entre os participantes, aliando a leitura ao movimento, à imaginação e ao bem-estar, num ambiente lúdico e enriquecedor para toda a família”.

    A atividade terá uma periodicidade mensal e, de acordo com a autarquia, permitirá às famílias participar regularmente nesta experiência que cruza a literatura com a prática do yoga, incentivando o “gosto pelos livros e promovendo o convívio entre diferentes gerações”.

    Com esta iniciativa, a Biblioteca Municipal reforça a sua “aposta na dinamização de atividades que aproximam os livros dos leitores, criando novas formas de contacto com a leitura e promovendo experiências culturais dirigidas à comunidade”.

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    Governo aprova descida das taxas de IRS de 2026

    29 October 2026 at 17:28

    O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros o decreto-lei que altera o Código do IRS para reduzir as taxas dos primeiros seis escalões sobre os rendimentos de 2026, de acordo com a autorização dada pelo parlamento ao executivo.

    No final da reunião, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, lembrou que o desagravamento tem efeitos retroativos a janeiro e que irá refletir-se nas retenções na fonte de novembro.

    A alteração ao Código do IRS é feita através de um decreto-lei, porque o executivo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP), quando apresentou ao parlamento a proposta de lei para descer as taxas do 1.º ao 6.º escalões entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais, submeteu um pedido de autorização para ser o próprio Governo ajustar a legislação, em vez de haver uma alteração direta por lei.

    Depois de obter essa autorização pela lei n.º 64-B/2026, de 22 de outubro, o executivo formalizou hoje esse passo.

    A autorização legal permitiu ao executivo “alterar o n.º 1 do artigo 68.º do Código do IRS, reduzindo as taxas normais aplicáveis aos primeiros seis escalões de rendimento coletável para 12,20%, 15,20%, 20,70%, 23,60%, 30,60% e 34,60%, respetivamente, e procedendo ao correspondente ajustamento das taxas médias”.

    Antes de o concretizar, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, assinou em 13 de outubro um despacho que ajusta as tabelas de retenção na fonte de novembro reduzindo o valor da cobrança do IRS desse mês em 50% para a generalidade dos salários e pensões.

    O despacho prevê que o valor da retenção sobre os “rendimentos do trabalho dependente e de pensões pagos ou colocados à disposição entre 01 e 30 de novembro de 2026” é calculado normalmente, segundo as tabelas de IRS que se encontram em vigor desde o início do ano, mas aplicando-se nesse mês apenas 50% do valor.

    O alívio procura traduzir, com efeitos retroativos ao início do ano, a descida das taxas de IRS nos primeiros seis escalões.

    O mecanismo das retenções na fonte adapta a cobrança mensal ao alívio intercalar, concentrando o desagravamento num só mês, tanto no vencimento ou pensão mensal, quanto no subsídio de Natal, que é alvo de retenção na fonte de forma autónoma em relação ao salário ou à reforma.

    Em dezembro, voltam a aplicar-se as tabelas normais – as que vigoram desde janeiro -, não se aplicando nessa altura o corte de 50% decidido para novembro.

    O despacho prevê ainda que se excetuam do corte de 50% na retenção alguns salários e pensões mais altos, ficando de fora quem tem rendimentos que excedem o limite superior do penúltimo escalão das tabelas de retenção – valores acima de 20 mil euros mensais (no caso dos trabalhadores por conta de outrem) ou acima de cerca de 18 mil euros (no caso dos pensionistas).

    As taxas de retenção não correspondem de forma direta às taxas dos escalões de rendimento, funcionando como um mecanismo de cobrança regular do imposto, para os contribuintes pagarem IRS de forma fracionada ao longo dos 12 meses.

    O Estado fica com o valor do seu lado e, no momento do cálculo final do IRS sobre todos os rendimentos de 2026, o fisco faz o acerto de contas, ficando a saber-se se a pessoa recebe um reembolso, se ainda tem de entregar mais algum montante ao fisco ou se nada há a entregar ou a receber.

    A taxa do 1.º escalão passa de 12,50% para 12,20%.

    A do 2.º degrau desce de 15,70% para 15,20%.

    A do 3.º baixa de 21,20% para 20,70%.

    No 4.º degrau há um desagravamento de 24,10% para 23,60%.

    A taxa da 5.ª fatia de rendimento passa de 31,10% para 30,60%.

    No 6.º degrau, a taxa recua de 34,90% para 34,60%.

    Nos degraus seguintes, as taxas mantêm-se iguais: 43,10% no 7.º, de 44,60% no 8.º e de 48,00% no 9.º.

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