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Flávio Bolsonaro muda versão de carta e deixa de se apresentar como “presidente verdadeiro do Brasil”

By: Lusa
28 October 2026 at 22:03

Flávio Bolsonaro (PL) mudou a versão da carta, e agora se refere como “líder do Brasil”, 20 minutos após publicar nas redes sociais o pronunciamento em que se alto proclamou “verdadeiro presidente do Brasil”.

Às 17h19 minutos, horário de Brasília (21h19, em Lisboa), quebrou o silêncio após deixar o Brasil e chegar esta quarta-feira aos Estados Unidos, e publicou uma carta nas redes sociais em que agradeceu Donald Trump e Javier Milei pelo apoio.

Na sequência, acusou, sem aprovas, que houve fraude nas eleições brasileiras, disse-se vítima de uma perseguição política do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de se referir a si próprio, mais de uma vez como “verdadeiro presidente do Brasil”.

Cerca de 20 minutos após a primeira publicação, Flávio Bolsonaro publicou uma nova versão da “Carta à Nação Brasileira”, mas desta vez escreveu que se dirigia a comunidade nacional e internacional “como líder do Brasil”.

A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do STF Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil.

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

O senador da extrema-direita brasileira é ainda alvo de uma investigação do STF por suspeita de branqueamento de capitais no financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023), que se encontra detido por tentativa fracassada de golpe de Estado.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantiu que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades policiais.

Na carta divulgada esta quarta-feira, porém, afirmou que decidiu sair do país para proteger a família e rejeitou a descrição de que teria fugido do Brasil.

O senador afirmou ainda que vai liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e prometeu dirigir-se regularmente aos brasileiros nos próximos dias.

“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu.

Ao contrário do seu candidato a vice na eleição, Alfredo Gaspar, e do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, o filho de Jair Bolsonaro não reconheceu a derrota para Lula da Silva no domingo passado, na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.

Irmão de Flávio, o senador eleito Carlos Bolsonaro, publicou vídeo nas redes sociais após visitar Jair na prisão domiciliaria em Brasília, e durante conversa de duas horas que tiveram descreveu emocionado que pediu perdão: “Desculpa, pai, a gente falhou”.

Alphabet cai quase 11% após resultados abaixo do esperado

By: ECO IA
28 October 2026 at 21:37

As ações da Alphabet, dona da Google, caíram quase 11% nas negociações após o fecho de Wall Street, depois de os resultados do terceiro trimestre terem ficado abaixo das expectativas, segundo a Bloomberg (acesso pago, em inglês). As receitas, excluindo pagamentos a parceiros, somaram 111,2 mil milhões de dólares nos três meses terminados em setembro, ligeiramente abaixo das projeções dos analistas.

A publicidade, que permite financiar os investimentos do grupo em Inteligência Artificial, gerou receitas de 82 mil milhões de dólares, aquém dos 83,6 mil milhões esperados. Também as receitas da pesquisa e atividades relacionadas falharam as previsões. Na conferência com analistas, a Google reconheceu que a monetização das consultas no modo de Inteligência Artificial abaixo do esperado condicionou o crescimento das receitas deste negócio, de acordo com a agência.

O lucro por ação ficou nos 2,12 dólares, abaixo dos 2,99 dólares antecipados por Wall Street. Os resultados foram penalizados por perdas de 8,7 mil milhões de dólares em participações financeiras, sobretudo na SpaceX, refere a Bloomberg. A evolução contrasta com os ganhos registados um ano antes e no segundo trimestre, quando a valorização de investimentos contribuiu para os lucros.

Já a Google Cloud superou as expectativas, com receitas de 30,7 mil milhões de dólares e um resultado operacional de 11,1 mil milhões, acima das estimativas de 29,1 mil milhões e 9,8 mil milhões, respetivamente. As receitas desta divisão, que fornece infraestrutura e serviços de inteligência artificial a empresas, cresceram 103%, mas o desempenho não evitou a reação negativa dos investidores.

A Alphabet tinha anunciado em julho despesas de capital de até 205 mil milhões de dólares este ano, mais do dobro do ano anterior. Segundo a Bloomberg, o grupo indicou ainda ter, no final de setembro, compromissos de compras futuras de 924 mil milhões de dólares, além de 152 mil milhões em contratos de arrendamento ainda não iniciados e outras obrigações. A dimensão destes compromissos aumenta a pressão sobre Sundar Pichai para demonstrar o retorno da aposta em inteligência artificial.

Lisboa e Porto voltam a manifestar-se pela habitação

By: ECO
28 October 2026 at 21:11

As manifestações pelo direito à habitação voltaram esta quarta-feira às cidades de Lisboa e Porto. No caso da cidade invicta, a assembleia popular votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.

Em assembleia popular que decorreu no Porto com cerca de 200 pessoas, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.

Já em Lisboa, entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19h30 na acampada na Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital. A iniciativa tem decorrido esta quarta-feira sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19h25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.

A Acampada de Lisboa aprovou em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.

A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio. A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.

A programação desta quarta-feira inclui a partir das 21h00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas. Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

O Chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

Parlamento aprova aumento da dedução em IRS para famílias com três ou mais filhos

By: Lusa
28 October 2026 at 21:04

O Parlamento aprovou esta quarta-feira o aumento da dedução em IRS para as famílias com três ou mais filhos, bem como o reforço da Garantia para a Infância em linha com as majorações previstas nas deduções por dependentes.

O aumento para o dobro das deduções em IRS a partir do terceiro filho resulta de uma proposta do CDS-PP.

O texto final, apresentado pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, contou apenas com os votos contra do PCP e do BE e a abstenção do Livre.

As novas regras aplicam-se aos períodos de tributação que se iniciem em 1 de janeiro de 2028, mas o diploma prevê uma norma transitória com aumentos em 50% a partir de 1 de janeiro de 2027.

O reforço da Garantia para a Infância, por sua vez, foi aprovado apenas com os votos contra do PSD e do CDS-PP.

O texto final, que resultou de uma proposta apresentada pelo PS, assegura que o montante do complemento acompanha as majorações das deduções por dependentes previstas no Código do IRS.

Porto quer agravar “dez vezes” o valor do IMI em prédios devolutos no Centro Histórico

By: Lusa
28 October 2026 at 20:43

O executivo da Câmara do Porto vai propor em sede de orçamento municipal que, em 2027, o IMI cobrado aos proprietários de prédios devolutos no Centro Histórico seja agravado “10 vezes”, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.

“Ainda não votamos, mas vai ser a nossa proposta que o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] seja agravado na zona histórica para 10 vezes o valor que tem hoje. Portanto, acho que vai ser uma penalização muito significativa que, espero eu, faça os proprietários pensar duas vezes antes de ter aquela casa devoluta ou vazia e não a ter no mercado”, anunciou hoje o presidente da Câmara do Porto.

Pedro Duarte, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que para já este agravamento do IMI se vai aplicar a imóveis, mas admitiu poder, no futuro, olhar também para terrenos vazios, embora seja uma situação “residual” no Centro Histórico do Porto.

O objetivo é que estes devolutos sejam “colocados no mercado”.

De acordo com uma nota publicada a 1 de outubro no site da autarquia, o município do Porto tem identificados 6.400 “prédios com indícios de estarem devolutos”.

“Com o objetivo de promover a sua reabilitação e colocação no mercado habitacional, a autarquia dirigiu aos proprietários uma carta de sensibilização para os instrumentos municipais ao dispor. Em caso de incumprimento, os edifícios verão majorado o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até três vezes o valor atual ou até 10 vezes mais nos casos de se situarem em zonas de maior pressão urbanística“, pode ler-se.

O site do município contextualizou ainda que o procedimento de declaração de prédio devoluto e consequente agravamento do IMI é anual e que, “em 2022, foram abrangidos 379 prédios e, em 2023, 531 prédios”, sendo que no ano de 2024 “não existiu decisão política de agravamento e, em 2025, devido ao período de transição de Executivo Municipal, o procedimento não avançou”.

Porto recebeu 33 milhões de euros desde 2021 em compensações pela não construção de habitação acessível

By: Lusa
28 October 2026 at 20:31

A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.

O presidente da Câmara do Porto, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que o regime do zonamento inclusivo já funciona desde 2021 e que, desde então, já houve “16 ou 17 casos” de promotores de um licenciamento urbanístico que não construíram habitação acessível, dando dinheiro para um fundo municipal.

“Todo este dinheiro vai para um fundo que apoia a habitação (…) e a Câmara já arrecadou cerca de 33 milhões de euros desde 2021 para este fundo, que depois é reaplicado em habitação”, acrescentou.

Ressalvando que essa opção não “contenta” o executivo municipal, Pedro Duarte afirmou que vai levar à próxima reunião de executivo uma proposta de alteração ao regulamento, que vai eliminar a hipótese de compensação financeira quando se trata da construção de empreendimentos hoteleiros ou turísticos.

Em causa está uma proposta que foi a votação na reunião do executivo municipal de 21 de outubro – aprovada com os sete votos favoráveis do executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) e com os seis votos contra dos vereadores do PS e do Chega — para autorizar sete empresas a pagar compensações em vez de construir habitação acessível, como previsto pela medida do zonamento inclusivo do Plano Diretor Municipal (PMD) do Porto, autorização essa que, entretanto, a maioria municipal já admitiu poder reverter.

Na segunda-feira, a maioria do executivo na Câmara do Porto divulgou querer reunir-se com a oposição (PS e Chega), ponderando rever as decisões de permitir a substituição de habitação acessível por compensações financeiras em sete projetos imobiliários.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia deu conta da intenção dessa reunião para poder “prestar todas as informações e, em consequência da mesma, equacionar a revogação das deliberações tomadas”, e criticou a abordagem “alarmista” e a gravidade “das suspeições elencadas” pelos socialistas.

Num longo comunicado com vários pontos apresentados, a maioria anunciou ainda “que está a promover a revisão do regulamento municipal que define os termos do zonamento inclusivo, passando a obrigar hotéis e alojamento local a contribuir para a disponibilização de habitação acessível na área correspondente.

Com este comunicado, a maioria responde à denúncia dos vereadores do PS, que consideraram “manifestamente ilegal” a decisão do município.

Em conferência de imprensa, na segunda-feira, o vereador socialista Manuel Pizarro classificou a deliberação aprovada na semana passada como “politicamente errada, incoerente, moralmente condenável” e com “enormes fragilidades” do ponto de vista legal.

O Público revelou que dos 1,39 milhões de euros que o município vai receber, a grande maioria (88%) vem de três empresas: a PM29 Real e a Ateneu 33 Real, sociedades imobiliárias com sede em Lisboa, detidas a 100% pela Crystal Holding, com sede no Luxemburgo; e a Historical Porto Offices, do empresário Mário Ferreira.

Juntas, as três empresas deveriam entregar 2.937 metros quadrados para habitação acessível. Em vez disso, vão pagar 1,23 milhões, o que representa uma média de 418 euros por metro quadrado, um valor muito abaixo do mercado.

Para quinta-feira, às 17h00, está agendada uma reunião entre técnicos do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e vereadores da oposição.

A nova Fed de Warsh: número de reuniões não muda, mas há menos decisões sobre juros

28 October 2026 at 19:39

Depois de lançar task forces para rever o trabalho da Reserva Federal (Fed) em cinco áreas, de boicotar o dot plot que sinaliza as taxas de juro no futuro, de abolir o forward guidance (orientação prospetiva) e limitar os comunicados a uma dúzia de curtos parágrafos, o chair Kevin Warsh anunciou esta quarta-feira a próxima etapa da ‘revolução’ no funcionamento do banco central — o mesmo número de reuniões do comité de política monetária (FOMC), mas nem todas irão incluir decisões sobre taxas de juros.

“Acreditamos que oito reuniões por ano é o número adequado para o FOMC, mas, em 2027, uma reunião centrar-se-á exclusivamente na estratégia geral de política monetária, não se prevendo nem uma votação sobre a taxa dos fundos federais nem uma declaração de política“, afirmou Warsh, em conferência de imprensa depois de a Fed ter anunciado a manutenção das taxas de juro no intervalo 3,75%-4%.

“As restantes serão reuniões regulares do FOMC para a definição de política monetária, e prevejo que, em 2028, teremos duas reuniões dedicadas a discussões sobre estratégia e seis… para a definição de política”, adiantou.

Warsh, que foi nomeado por Donald Trump em janeiro e sucedeu a Jerome Powell à frente da Fed em maio, nunca escondeu a aversão à comunicação excessiva. “Ao contrário de muitos dos meus colegas, tanto antigos como atuais, não acredito no forward guidance”, explicou no Senado em abril. “Não acho que deva antecipar-vos qual poderá ser uma decisão futura”.

O presidente da Fed é também um forte crítico do dot plot – o gráfico que representa as avaliações dos membros do FOMC sobre o percurso futuro das taxas de juro. “A Fed comunica ao mundo inteiro quais vão ser os seus dots e quais vão ser as suas previsões”, disse na mesma audição. “Bem, então a Fed também é humana — mantém essas previsões por mais tempo do que deveria”.

Logo na primeira reunião do FOMC, em junho, o presidente da Fed começou a dar sinais que não quer o banco central a dar muitas pistas. A declaração eliminou por completo qualquer orientação sobre futuros movimentos das taxas, com um formato revisto que se limitava a indicar a decisão sobre as taxas e reafirmava a intenção do banco central de manter reservas abundantes no sistema bancário. O documento abreviado marcava o regresso a um formato semelhante ao utilizado pelo antigo presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan. Apenas 18 dos 19 decisores apresentaram projeções de taxas de juro no dot plot, com Warsh a confirmar que foi ele a exceção.

“Aprender muito” até dezembro

O Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Kevin Warsh durante a sua cerimónia de tomada de posse como novo presidente da Reserva Federal no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, a 22 de maio de 2026.EPA/YURI GRIPAS / POOL

Esta quarta-feira, questionado sobre se a Fed poderá aumentar os juros na reunião de 9 de dezembro, conforme prevê a grande maioria dos analistas, Warsh repetiu o mantra. “Não acredito na orientação prospetiva, na ausência de uma crise”, disse.

“Não acredito em prejulgar as reuniões, não vou partilhar reflexões sobre o que vai acontecer em dezembro” vincou. “Podemos aprender muito até lá, estaremos em melhor posição para determinar a decisão política certa”. defendeu.

Em comunicado, a Fed admitiu que a “inflação continua elevada”, mas sublinhou que “a recolha de mais informação ajudará o Comité a determinar a orientação de política adequada para garantir um regresso atempado da inflação à meta de 2%”.

Chef Henrique Ferreira volta à Global Wines para liderar enoturismo e restauração

By: ECO IA
28 October 2026 at 19:02

A Global Wines anunciou esta quarta-feira o regresso de Henrique Ferreira para assumir a direção das áreas de enoturismo e restauração do grupo, com responsabilidades nas três unidades no Dão e na Bairrada.

Natural de Santar, Henrique Ferreira começou a trabalhar em cozinha aos 14 anos e entrou na Global Wines em 2009 como estagiário. Em 2013, assumiu a chefia da cozinha do Paço dos Cunhas de Santar e, em 2016, tornou-se chef executivo do grupo.

“Regressar à Global Wines tem um significado muito especial, pela ligação a Santar e por ter construído nesta casa uma parte significativa do meu percurso profissional. Queremos reforçar a ligação entre gastronomia, vinhos e território, criando experiências que convidem as pessoas a descobrir as nossas casas e a regressar”, afirma Henrique Ferreira, em comunicado.

“O regresso do Henrique representa um passo importante no desenvolvimento da restauração e do enoturismo da Global Wines, no Dão e na Bairrada. Conhece profundamente o grupo, os espaços e as equipas, e reúne a experiência e a capacidade de liderança necessárias para reforçar a qualidade da oferta e desenvolver novas experiências que valorizem a gastronomia, os vinhos e os territórios onde estamos presentes”, afirma Nuno Medeiros, diretor-geral da Global Wines.

A preparação de novas experiências de enoturismo e a renovação das cartas dos três restaurantes — Paço dos Cunhas de Santar, Quinta de Cabriz e Quinta do Encontro — são duas prioridades de Henrique Ferreira nesta nova fase.

No Paço dos Cunhas de Santar, a reabertura do restaurante será um dos momentos em destaque, com Victor Alves à frente da cozinha. Na Quinta de Cabriz, Ana Gomes mantém a liderança da cozinha, com uma carta baseada nos produtos e nas receitas da região. Na Quinta do Encontro, na Bairrada, o chef Gabriel Claro passa a liderar uma proposta de cozinha portuguesa, centrada nos produtos de cada época.

Dona da Jean Paul Gaultier e Uriage quer superar oito mil milhões em receitas até 2032

28 October 2026 at 18:55

O grupo espanhol Puig, detentor das marcas Jean-Paul Gaultier, Charlotte Tilbury e Uriage, traça a meta de superar os oito mil milhões de euros em receitas líquidas anuais até 2032, de acordo com o plano Vision 2032 entregue esta quarta-feira na Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) e apresentado no Museu do Prado, em Madrid.

Este objetivo compara com os 5.042 milhões registados em 2025 e deverá assentar, sobretudo, no crescimento orgânico.

“Vision 2032 é o nosso plano para fazer crescer, de forma rentável, aquilo que funciona. A nossa ambição é sermos, até 2032, uma empresa com receitas superiores a oito mil milhões de euros, uma das quatro maiores empresas de beleza premium e o segundo maior operador de fragrâncias”, disse José Manuel Albesa, CEO da Puig, na apresentação. “Esperamos concretizar esta ambição sobretudo através do crescimento orgânico, reforçando o nosso portefólio principal, expandindo as nossas marcas mais fortes e concentrando os recursos nas categorias, mercados e canais onde temos as melhores oportunidades de sucesso”, acrescentou.

Marc Puig, chairman da Puig

Marc Puig, presidente executivo da Puig, acrescentou que a empresa inicia o “novo capítulo” numa “posição de força”. “Hoje, estamos mais fortes do que em qualquer outro momento dos nossos mais de 110 anos de história. Temos uma cultura própria e uma visão de longo prazo, assentes na propriedade familiar, numa gestão profissional e numa identidade que definimos como uma Casa da Criatividade. Este percurso levou a Puig a ultrapassar os cinco mil milhões de euros em receitas líquidas em 2025, mais do que triplicando as receitas nos últimos cinco anos, e constitui a base da Vision 2032″.

O plano Vision 2032 prevê o crescimento do portefólio da Puig. “complementado por aquisições seletivas que acrescentem marcas distintas, competências ou exposição a categorias e mercados atrativos. Continuaremos a selecionar marcas, em vez de simplesmente agregá-las, preservando a identidade e a autonomia criativa de cada Love Brand e proporcionando-lhes acesso às capacidades globais e à escala da Puig”, acrescentou Marc Puig.

A estratégia da Puig concentra o investimento em quatro áreas. Na perfumaria de prestígio, a divisão que esteve na origem da empresa catalã, a Puig quer desenvolver a Carolina Herrera também na maquilhagem e continuar a expandir as fragrâncias Rabanne e Jean Paul Gaultier. O grupo pretende tornar-se o segundo maior operador mundial de fragrâncias até 2032. Na perfumaria de nicho, prevê expandir as marcas Byredo e a Penhaligon’s.

A Charlotte Tilbury, uma das marcas mais bem sucedidas da Puig nos últimos anos, triplicou de dimensão desde que entrou na Puig, em 2020 e a empresa pretende multiplicar o negócio por 1,5 até 2032, com crescimento na maquilhagem e nos cuidados da pele e entrada nas fragrâncias a partir de 2028.

Na dermocosmética, a Puig quer duplicar a Uriage, uma marca que é líder em Portugal. Se a aquisição da ISDIN se concluir, as duas marcas e a Apivita formarão uma plataforma com receitas líquidas superiores a mil milhões de euros.

Geograficamente, a Puig quer consolidar posições na Europa, reforçar a América Latina e acelerar nos Estados Unidos e na Ásia-Pacífico. No retalho de viagem, a empresa passou do sexto para o terceiro lugar entre os operadores de fragrâncias desde 2021, elevando a quota de mercado de 9,6% para 13%.

O grupo mantém a meta de distribuir 40% do lucro líquido em dividendos e prevê ainda alcançar uma margem EBITDA ajustada superior a 22,5%, face a 20,7% em 2025, o que corresponderia a um EBITDA ajustado acima de 1,8 mil milhões de euros. A empresa aponta ainda a um fluxo de caixa livre superior a 900 milhões de euros em 2032 e estima que a integração de plataformas e as sinergias operacionais gerem cerca de 80 milhões nos próximos três anos.

Este ano, recorde-se, a Puig tentou, sem êxito, uma fusão com a norte-americana Estée Lauder.

Orçamento do Estado para 2027 aprovado na generalidade com abstenção do PS

28 October 2026 at 18:46

A proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) foi esta quarta-feira aprovada na generalidade, com os votos favoráveis dos dois partidos que apoiam o Governo, o PSD e o CDS-PP, a abstenção do PS, do PAN e do JPP e o voto contra do Chega, da Iniciativa Liberal, do Livre, do PCP e do Bloco de Esquerda.

A proposta de OE2027, a terceira entregue pelo Governo de Luís Montenegro, prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.

Segue-se agora a fase da especialidade, estando a votação final global marcada para o dia 24 de novembro.

A crise da habitação e a atuação policial nas manifestações marcaram o primeiro dia de debate, que decorreu esta terça-feira, e voltaram a dominar parte da discussão desta quarta-feira. No segundo dia, os dois principais partidos da oposição, PS e Chega, insistiram nas medidas que pretendem apresentar na fase da especialidade, enquanto o Governo procurou travar as expectativas de alterações com um aviso sobre os limites da margem orçamental disponível.

Com a aprovação na generalidade assegurada pela abstenção socialista, o debate ficou também marcado pela troca de acusações entre PSD, PS e Chega. O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, justificou a posição do partido com a necessidade de evitar uma crise política, apesar de considerar que o documento é mau. André Ventura reiterou a oposição do Chega, enquanto o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acusou os dois partidos de tentarem desvirtuar a estratégia orçamental do Governo.

No encerramento, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, sublinhou que a margem para acomodar novas medidas “é inferior a 300 milhões de euros”. A mensagem dirigida aos dois principais partidos da oposição foi clara: qualquer proposta que implique mais despesa ou menos receita terá de identificar a respetiva compensação.

PS abstém-se para evitar crise política, mas quer alterar o Orçamento

José Luís Carneiro voltou a justificar a abstenção do PS com a necessidade de assegurar estabilidade política, apesar das divergências dos socialistas com as opções do Governo, sobretudo no combate à crise da habitação e ao aumento do custo de vida.

“Juntar uma crise política às dificuldades do custo de vida e da habitação seria o mesmo que lançar combustível sobre um incêndio”, afirmou o secretário-geral do PS, considerando que “deixar o país a viver em duodécimos durante os próximos meses seria de uma grave irresponsabilidade política”.

O líder socialista sustentou que o Governo cumpriu as quatro condições apresentadas pelo PS para viabilizar o documento na generalidade. Ainda assim, não poupou críticas ao seu conteúdo. “Com as más opções do Governo, as pessoas estão a viver mal”, afirmou, antes de concluir: “Este é um mau Orçamento”.

A fase da especialidade será, por isso, decisiva para os socialistas, que pretendem introduzir alterações sem pôr em causa a sustentabilidade das contas públicas. “Não querendo nós uma crise política, temos de o melhorar na especialidade. Sem colocar em causa a sustentabilidade orçamental e sem comprometer os nossos deveres com as gerações mais jovens”, declarou, apontando o custo de vida e a habitação como prioridades.

Entre as medidas que o PS pretende apresentar está a transferência urgente para as câmaras municipais dos imóveis que se encontram no Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), acompanhada do financiamento necessário à sua recuperação e disponibilização para habitação pública a preços acessíveis.

Os socialistas querem também suspender as comissões bancárias cobradas pelo reembolso antecipado do crédito à habitação, isentar de mais-valias a venda de casas destinadas a habitação própria e permanente, agravar o IMT sobre imóveis adquiridos por não residentes que não se destinem a habitação e aumentar o IMI dos imóveis devolutos situados em zonas de pressão urbanística.

No combate ao custo de vida, o partido pretende ainda limitar o aumento da receita fiscal associado aos combustíveis, através da fixação de um teto máximo para as atualizações permitidas pelo Código dos Impostos Especiais sobre o Consumo.

Chega desafia Montenegro sobre a lei das rendas

André Ventura voltou a criticar a ausência de medidas que, na sua perspetiva, respondam ao agravamento dos encargos suportados pelas famílias. O presidente do Chega confirmou que o partido votaria contra o OE2027, considerando inaceitável que, no final de dois dias de debate, não houvesse garantias de uma resposta ao aumento dos custos.

“Não é aceitável estarmos no último dia de debate e os portugueses não terem mais nada para ver se não o aumento geral de custos no próximo ano”, afirmou.

O líder do Chega defendeu que o Governo deveria concentrar-se na melhoria dos rendimentos das famílias e anunciou disponibilidade para apoiar uma proposta do PS destinada a impedir o aumento da receita fiscal resultante dos encargos suportados pelos portugueses. Deu como exemplos a receita associada aos combustíveis e a possibilidade de reduzir as portagens sem compensar essa diminuição com mais multas de trânsito.

Ventura defendeu igualmente que o subsídio de alimentação seja atualizado na mesma proporção da subida do cabaz alimentar, que estimou em 18%. Estas são algumas das matérias em que o partido pretende insistir na fase da especialidade.

A habitação voltou a marcar o discurso do presidente do Chega, desta vez em torno da lei do arrendamento urbano, depois de o partido ter chegado a acordo com o PSD para a aprovação do diploma na generalidade. Ventura insistiu que a legislação não deve permitir atualizações ilimitadas das rendas nem cauções sem limite e defendeu que a solução deve ter em conta tanto os inquilinos como os proprietários.

Dirigindo-se ao primeiro-ministro, deixou um aviso: “Senhor primeiro-ministro: esta lei depende de si, este esforço depende de todos”. O líder do Chega não esclareceu definitivamente como votará o diploma na fase seguinte, remetendo a responsabilidade para Luís Montenegro e para a capacidade de o Governo corresponder às exigências do partido.

PSD acusa PS e Chega de “namoro ao vivo para deturpar” o Orçamento

Do lado do PSD, Hugo Soares saiu em defesa da proposta do Governo e dirigiu críticas aos dois principais partidos da oposição. O líder parlamentar social-democrata acusou o PS e o Chega de procurarem desvirtuar a estratégia orçamental do Executivo, depois das críticas cruzadas entre André Ventura e José Luís Carneiro.

“Não me lembro de ver um namoro tão grande como aquele que André Ventura fez ao deputado José Luís Carneiro. É dos expoentes máximos da hipocrisia em Portugal”, afirmou.

“Para governar somos acusados de negociar com uns, ora com outros, mas os dois podem namorar ao vivo para deturpar a estratégia orçamental”, acrescentou, classificando as críticas como “a birra habitual”.

Hugo Soares defendeu que os deputados devem assumir as consequências das suas decisões e evitar que a despesa pública atual onere as gerações futuras. “Este é um bom OE para Portugal”, sustentou.

O social-democrata destacou a redução do IRS e a diminuição da carga fiscal sobre trabalhadores e empresas, bem como a isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação por jovens, medidas que, afirmou, avançam “contra a vontade do PS”. “A descida de impostos, o não aumento de impostos, não tem ideologia, é a favor dos portugueses”, declarou.

A habitação e a atuação policial nas manifestações também alimentaram o confronto político. Hugo Soares criticou a participação de Pedro Nuno Santos e Marina Gonçalves na manifestação de terça-feira em defesa do direito à habitação, considerando que o PS se afastou da imagem de moderação e se aproximou da antiga solução governativa de esquerda. “Bateu a saudade da geringonça”, ironizou.

Governo avisa que “a estrada é estreita” e exige compensações para novas medidas

Na intervenção de encerramento, António Leitão Amaro procurou recentrar o debate na necessidade de preservar a disciplina orçamental, alertando para os limites da margem disponível para acomodar propostas da oposição.

O ministro da Presidência sublinhou que o excedente previsto é “inferior a 300 milhões de euros”, uma margem que considera necessária para absorver eventuais imprevistos num contexto internacional incerto. “É a margem para um qualquer solavanco e as tempestades e guerras deste ano já mostraram como não podemos fingir que são improváveis”, afirmou.

Com o processo orçamental a entrar na fase da especialidade, deixou uma regra aos partidos: “Quem propuser mais despesa, tem de dizer qual é que elimina. Quem quiser abdicar de receita, deve dizer o que deixa de se fazer, ou que impostos vai aumentar”.

O aviso antecipa uma negociação apertada das alterações que os partidos pretendem introduzir no documento. O PS, que permitiu a aprovação na generalidade através da abstenção, quer reforçar as medidas destinadas a responder à crise habitacional e ao custo de vida. O Chega, apesar de ter votado contra o Orçamento, pretende fazer avançar propostas fiscais e de valorização dos rendimentos.

Leitão Amaro criticou ainda o que classificou como imobilismo, aventureirismo e subversão por parte da oposição. Dirigindo-se em particular ao Chega, contestou a proposta de redução da idade da reforma, acusando o partido de defender medidas que comprometem a sustentabilidade futura do sistema de pensões.

O ministro criticou também as propostas que, na sua avaliação, implicariam um aumento significativo da despesa ou uma redução de receita sem compensações identificadas. Defendeu, em contrapartida, um Governo com capacidade para reformar e apoiar quem mais precisa, num contexto internacional que considerou particularmente exigente. “Apesar de um mundo perigoso lá fora, os portugueses podem ter esperança porque têm aqui um Orçamento bom, mas estreito”, concluiu.

A aprovação na generalidade encerra dois dias de debate marcados pela centralidade da habitação, pelo confronto político em torno da atuação policial nas manifestações e pelas divergências sobre as prioridades económicas e sociais do país. Com a abstenção do PS a assegurar a passagem desta fase, a discussão transita agora para a especialidade, onde as propostas de alteração terão de enfrentar o limite orçamental identificado pelo Governo. A votação final global está marcada para 24 de novembro.

José Maria da Fonseca renova 0%riginal e lança espumante sem álcool

By: ECO IA
28 October 2026 at 18:43

A José Maria da Fonseca renovou a identidade visual da gama de vinhos sem álcool 0%riginal e alargou a oferta com o lançamento de um espumante branco. A nova imagem surge seis anos depois da entrada da marca no mercado e procura reforçar o posicionamento junto de consumidores adultos mais jovens e a presença no canal Horeca.

“Este rebranding visa afirmar o 0%riginal através de um código visual de vinho moderno, reforçar a proximidade com um público adulto mais jovem, para quem a moderação e a estética contam na decisão de compra, e consolidar a presença no canal Horeca”, explica António Soares Franco, head of marketing da José Maria da Fonseca, citado em comunicado.

A renovação traduz uma mudança na abordagem à categoria: em vez de privilegiar a explicação das características dos produtos, a marca aposta agora numa identidade visual mais orientada para a construção de marca e para o reconhecimento no momento da compra.

O reposicionamento procura também alargar o público-alvo. A 0%riginal dirige-se não apenas a quem não consome álcool, mas também a consumidores de vinho que, em determinadas ocasiões, optam por não beber, sem prescindir da experiência à mesa.

A José Maria da Fonseca enquadra esta renovação na chamada “geração 2.0” da gama, que associa à experiência acumulada em mais de duas décadas de investigação na área da desalcoolização, com equipamento próprio e parcerias com universidades do setor.

Acidente/Elevador: Câmara de Lisboa considera “vergonhosas” afirmações da Fidelidade

By: Lusa
28 October 2026 at 18:34

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) considerou esta quarta-feira “vergonhosas” e “lamentáveis” as afirmações da Fidelidade, seguradora da Carris, no processo de indemnização à família de uma das vítimas do acidente do elevador da Glória.

“As informações que nós ouvimos, pelo menos através da comunicação social sobre a seguradora, são vergonhosas, são lamentáveis, não se percebe e, portanto, notifiquei a seguradora, notifiquei no sentido que informei daquilo que é o nosso desconforto sobre afirmações dessa índole”, afirmou Carlos Moedas (PSD) na reunião pública de vereadores que está a decorrer nos Paços do Concelho.

O vereador do BE Ricardo Moreira (em substituição de Carolina Serrão) tinha questionado a liderança PSD/CDS-PP/IL sobre excertos retirados do processo de indemnização à família de uma vítima mortal do descarrilamento do elevador, em setembro do ano passado, em que a Fidelidade argumenta que “porque o acidente foi tão rápido, nem sequer lhes custou nada, não sofreram”, disse o bloquista.

“É uma indignidade, senhor presidente, não deixe estas vítimas sozinhas, lute por elas, tal como nós, não abandone as vítimas do elevador da Glória”, pediu Ricardo Moreira.

Também Pedro Anastácio, do PS, considerou que, “além da total falta de empatia e da crueldade que representam as declarações por parte da seguradora”, há uma questão “muito mais grave”, uma vez que “foi afirmado que era conhecida a falta de segurança do elevador e que [o descarrilamento] não era um evento imprevisível”.

“É dito que os utilizadores bem sabiam do risco, e mais, que toda a gente sabia e, se todos sabiam, a Câmara, por maioria de razão, também sabia”, salientou o socialista, defendendo que a argumentação da Fidelidade “torna a Câmara Municipal de Lisboa, a Carris, e aqui não vale a pena haver confusões porque é uma empresa 100% detida pelo município de Lisboa, e em particular o senhor presidente da Câmara, corresponsável pelo acidente”.

“Se assim é, e se toda a gente sabia, a Câmara não podia ignorar, como fez, e tinha uma obrigação de tomar medidas de impedir a circulação e nada disto foi feito”, vincou.

Carlos Moedas considerou “triste e, de certa forma, doloroso ver a que a política chegou e a politização de uma tragédia”.

“Essa politização de uma tragédia tem sido aqui uma opção política, uma estratégia do Partido Socialista, e isso é muito triste, porque afeta a vida de todos”, acusou o social-democrata.

Antes, também o vice-presidente da CML, Gonçalo Reis (PSD), tinha classificado as afirmações da Fidelidade como “lamentáveis”.

“O nosso desejo e a orientação, se é possível nós darmos orientação a uma seguradora, é que seja diligente, rápida e que não haja nenhuma restrição da parte da Câmara Municipal em termos de assinar os acordos”, afirmou o vice-presidente.

A Fidelidade rejeitou esta quarta-feira que esteja a recusar indemnizar as vítimas do acidente do elevador da Glória, em Lisboa, e lamentou que “algumas expressões” retiradas de peças processuais “possam ter causado sofrimento acrescido”.

Gonçalo Reis manifestou ainda a solidariedade da CML para com as vítimas do acidente de esta quarta-feira com dois comboios de alta velocidade em Espanha, bem como para com as famílias, os profissionais do setor ferroviário e as equipas de emergência.

“Nós temos de trazer confiança às infraestruturas e aos temas de transportes”, rematou.

BCP “está pronto para ajudar” na crise da habitação e aponta a projetos com custo acessível

28 October 2026 at 18:33

O BCP “está pronto para ajudar” e “fortemente empenhado” na resolução da crise da habitação e já tem um alvo perfeitamente identificado: projetos de promoção imobiliária a custos acessíveis, adiantou esta quarta-feira o CEO, Miguel Maya.

Em declarações aos jornalistas, na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses do ano, o líder do BCP considerou que se trata de um “tema complexo”. “Mas o que não podemos fazer é não fazer nada”, salientou.

Nas últimas semanas, os manifestantes têm saído às ruas sobretudo em Lisboa e no Porto em protesto contra a falta de soluções para resolver a falta de casas e a escalada dos preços das habitações e rendas. Em alguns casos os protestos têm resultado em confronto e violência da polícia por causa das chamadas acampadas.

Esta quarta-feira, Miguel Maya revelou que o banco quer fazer a sua parte e adiantou que fez ajustamentos à unidade de promoção imobiliária porque identificou as áreas onde acredita que haverá uma maior procura no futuro: “O nosso foco e a nossa capacidade está muito colocada no apoio a projetos para a classe média e média baixa, projetos de habitação com custos controlados”.

“Estamos a reorganizar essa parte porque é a nossa leitura do que vai ser a procura por estas tipologias”, afirmou.

Miguel Maya assumiu que quer ser “protagonista na transformação da procura” e adiantou que já está a analisar propostas para apoiar cooperativas e também para entrar em operações que têm câmaras municipais por trás em parceria com privados.

Relativamente à linha de garantia pública para os jovens, voltou a destacar que a medida não vai resolver o problema da falta de habitação, mas tem sido importante para ajudar uma boa parte dos clientes a comprar casa. O peso da garantia pública na nova produção de crédito ronda os 44%.

O BCP anunciou esta terça-feira uma subida de quase 13% dos lucros para 873,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

(notícia atualizada às 18h39)

Dos preços aos carregamentos. O que já se sabe sobre novo apoio à compra de carros elétricos

28 October 2026 at 18:22

As famílias carenciadas poderão candidatar-se a um apoio que comparticipa até 80% a compra de carros elétricos, anunciou, esta quarta-feira, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

A governante anunciou que o novo apoio, pela primeira vez, dirige-se “à aquisição de veículos elétricos dirigidos especificamente aos mais carenciados”, embora ainda não tenham sido adiantados detalhes sobre o que define um candidato como “carenciado”.

De acordo com fonte oficial do Ministério do Ambiente e Energia, os interessados podem candidatar-se a um apoio de 80% sobre o custo de aquisição, excluindo o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), desde que o custo não ultrapasse os 15 mil euros.

“Se houver abate de um veículo a combustíveis fósseis, o teto máximo do apoio ao veículo é majorado em mil euros, podendo, por conseguinte, chegar a 16 mil euros”, lê-se numa nota partilhada pela tutela.

Neste âmbito, vai ser apoiada a aquisição de até 20 mil veículos elétricos. O mesmo programa inclui um apoio até mil euros para a instalação de um posto de carregamento, também considerando valores sem IVA.

Em paralelo, o ministério reservou uma dotação de 50 milhões de euros destinada a financiar um apoio que serve a população em geral, e não apenas a franja mais carenciada.

“Os vários calendários de abertura de concurso ainda estão a ser elaborados“, remata, por fim, o ministério.

O último concurso para a aquisição de veículos elétricos contou com uma dotação global de 10 milhões de euros. Eram elegíveis os veículos adquiridos desde 1 de janeiro de 2025. Os particulares puderam receber um incentivo de até 4 mil euros na aquisição de veículos 100% elétricos novos, com preço até 38.500 euros, ou até 55 mil euros no caso de modelos com mais de cinco lugares.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h41)

 

EDP conclui compra da EDP Renováveis Brasil por 990 milhões de euros

By: Lusa
28 October 2026 at 18:17

A EDP concluiu a aquisição de 100% da EDP Renováveis Brasil, através da sua subsidiária EDP Brasil, por 990 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a elétrica portuguesa num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a informação divulgada ao mercado, o preço final da operação ascendeu a 990 milhões de euros (5,6 mil milhões de reais), refletindo um ajustamento em alta devido às contribuições de capital realizadas pela EDP Renováveis na sua subsidiária brasileira entre a assinatura e a conclusão do acordo de compra e venda.

O valor de empresa (‘enterprise value’) associado à transação foi de 1,6 mil milhões de euros.

A operação, inicialmente anunciada em 19 de maio deste ano, foi concretizada através da EDP — Energias do Brasil, detida integralmente pelo grupo português, que adquiriu a totalidade do capital da EDP Renováveis Brasil à EDP Renováveis, empresa maioritariamente detida pela EDP.

Segundo a elétrica, esta transação permite “integrar as atividades de produção, trading [negociação] e fornecimento de eletricidade no Brasil, reforçando a agilidade, a competitividade e a capacidade de gestão de risco no mercado livre de eletricidade brasileiro”.

A empresa acrescentou que a operação está alinhada com o objetivo de aumentar a eficiência operacional e financeira do grupo e com a execução do Plano de Negócios 2026-2028.

Hugo Veiga e Diego Machado estão de volta. !F Creative Capital é o novo projeto dos ex-diretores criativos globais da AKQA

28 October 2026 at 18:10

Hugo Veiga, cofundador da !F Creative Capital, em entrevista ao ECO/+MLuís Francisco Ribeiro/ECO

Hugo Veiga e Diego Machado estão oficialmente de regresso ao mercado, agora com um projeto em nome próprio. A dupla, que deixou em junho do último ano a direção criativa global da AKQA está a lançar a !F Creative Capital, empresa que se apresenta com um modelo idêntico ao de uma sociedade de capital de risco, mas que que investe capital criativo, em vez de capital financeiro.

A empresa tem cerca de 15 profissionais a tempo inteiro, já trabalha em vários mercados, prepara o lançamento de marcas próprias e faturou mais de um milhão de euros no último ano, conta em entrevista ao +M Hugo Veiga.

A !F, que os dois profissionais lançam publicamente depois de mais de um ano a testar o modelo, propõe uma abordagem diferente à criatividade, assumindo-se como uma sociedade de capital de risco que investe capital criativo em empresas e marcas, em vez de capital financeiro.

O projeto nasceu da vontade de valorizar o contributo da criatividade para os negócios, num contexto em que, considera o criativo, a inteligência artificial generativa está a alimentar a perceção de que qualquer pessoa consegue produzir conteúdos através de prompts.

Uma das diferença em relação ao modelo tradicional das agências está no momento em que a criatividade entra no processo. “O que estamos a tentar fazer é trazer a criatividade para o começo, para a génese da criação dos produtos”, explica. Quando o produto já existe, a abordagem passa por repensar a forma como se apresenta ao mercado e como pode ganhar relevância.

A empresa tem várias áreas de atividade. Nas chamadas “comissões”, responde a desafios estratégicos e criativos de marcas ou figuras públicas. participações no capital, podendo também receber uma percentagem das vendas.

É o caso da Authentic Fruits, empresa belga de superfoods em embalagens flexíveis, direcionados para adultos, com a qual a IF estabeleceu uma parceria. O projeto inclui o rebranding, o reposicionamento da marca e a reestruturação do ecossistema digital, incluindo o comércio eletrónico e a relação com a audiência. A remuneração combina participações nas vendas nos canais digital e físico com uma participação no capital, cuja percentagem não foi revelada.

A !F está também a desenvolver produtos próprios. Um dos projetos é a Sniff, uma marca dedicada exclusivamente a produtos para cães, que deverá chegar ao mercado com um primeiro produto em breve. A proposta parte da ideia de que o setor tende a desenvolver produtos a pensar nos donos, e não nos animais. Para o projeto, a empresa recrutou um perfumista especializado em aromas complexos e um médico veterinário.

Outro dos verticais é o entretenimento. Hugo Veiga e Diego Machado são coprodutores de uma longa-metragem de ficção filmada entre a China e os Estados Unidos, ligada ao universo do skate e com estreia prevista para 2027. Coproduziram também a curta-metragem documental A Casa de Dona Carlota, sobre a proibição do futebol feminino no Brasil durante a ditadura militar.

A estrutura inclui ainda uma área de produção, que agrega parceiros para concretizar projetos e uma escola de empreendedorismo criativo, a IF School.

A criação da !F surge num momento em que o setor das agências atravessa uma fase de consolidação e transformação, marcada por fusões, pressão sobre os preços e crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial. Para Hugo Veiga, o caminho não passa por tentar adaptar os modelos existentes, mas por encontrar formas diferentes de competir.

“Na tentativa de sobreviver, muitas agências entraram numa espiral de descida de preços e cedência a todas as exigências operacionais, reduzindo a criatividade a um mero adereço”, considera.

O criativo, que saiu do universo WPP há cerca de um ano e meio, aponta também o peso da burocracia e dos processos de aprovação como fatores que condicionam a capacidade de inovação. No final da sua etapa na AKQA, conta, dois grandes projetos globais, que tinham exigido um ano de trabalho, acabaram cancelados devido à mudança de interlocutores do lado do cliente.

A !F procura, por isso, trabalhar diretamente com os decisores das empresas, reduzindo as camadas de aprovação e privilegiando relações de parceria. A independência permite também selecionar os projetos em função de critérios financeiros, mas igualmente do interesse criativo, do impacto, da aprendizagem e da reputação que podem trazer.

“Mais do que as marcas, importam as pessoas. Não me sento à mesa com um logótipo, sento-me com profissionais de carne e osso”, afirma Hugo Veiga, acrescentando que a empresa recusa projetos que não estejam alinhados com os seus valores, mesmo que sejam financeiramente atrativos.

A equipa fixa conta atualmente com cerca de 15 profissionais, distribuídos por Portugal, Brasil, Suíça, Canadá, Estados Unidos e Coreia do Sul. Entre os trabalhos desenvolvidos está um projeto de reposicionamento do Al-Nassr, clube saudita onde joga Cristiano Ronaldo, com o objetivo de o afirmar como uma marca desportiva global. A equipa esteve também recentemente duas semanas em Seul a trabalhar num projeto ligado à dança e ao fenómeno K-pop.

A entrevista completa pode ser vista/lida na próxima sexta-feira.

 

Reserva Federal mantém juros inalterados e ganha tempo para continuar a avaliar impacto da guerra

28 October 2026 at 18:00

A Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos manteve esta quarta-feira inalteradas as taxas de juro, ganhando tempo para avaliar o impacto da guerra no Médio Oriente na inflação e no mercado de trabalho antes de avançar para uma segunda subida do custo do dólar este ano, prevista por analistas e investidores para dezembro.

A decisão, que mantém as Fed Funds Rates no intervalo entre 3,75% e 4,00%, era amplamente esperada e foi anunciada em comunicado após o final da reunião de dois dias do Federal Open Market Committee (FOMC, comité de política monetária).

“A inflação continua elevada”, referiu o banco central liderado por Kevin Warsh. “A recolha de mais informação ajudará o Comité a determinar a orientação de política adequada para garantir um regresso atempado da inflação à meta de 2%”.

No curto comunicado, a Fed adiantou que a atividade económica está a expandir-se a um ritmo forte. “Embora a incerteza continue elevada, em parte devido à evolução da situação geopolítica, o consumo interno tem-se mostrado resiliente”, vincou. Explicou ainda que o crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto, enquanto a criação de emprego tem acompanhado o crescimento da população ativa e a taxa de desemprego tem-se mantido praticamente inalterada.

Na última reunião, a 16 de setembro, a Fed quebrou uma pausa que durava desde o final do ano passado, com um aumento de 25 pontos base. Essa decisão tinha sido unânime, mas a desta quarta-feira contou com dois votos derrotados contra 10 a favor.

A governadora Lisa Cook, atualmente alvo do presidente Donald Trump, que pretende afastá-la do banco central, manifestou discordância a favor de um aumento da taxa de juro de um quarto de ponto percentual, tal como fez a presidente da Fed de Cleveland, Beth Hammack, uma voz consistentemente hawkish que também manifestou a sua discordância em julho pelo mesmo motivo.

(Notícia atualizada às 18h12 com mais informação)

 

 

 

O Ministro da Educação, o Presidente da ASF e outros governantes vão às escolas ensinar a poupar

28 October 2026 at 17:50

No dia 30 de outubro, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira vão às escolas do Ensino Básico e Secundário para dar aulas sobre poupança e gestão de dinheiro. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em parceria com o Banco de Portugal, a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).

Esta é a segunda edição do programa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” e, além da poupança, a iniciativa aborda temas como o orçamento familiar, a fiscalidade, os sistemas e produtos financeiros e o empreendedorismo.

Entre os participantes estão o ministro da Educação, Fernando Alexandre, que dará uma aula na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, e o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que estará na Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja. Também os presidentes da ASF, Gabriel Bernardino, e da CMVM, Luís Laginha de Sousa, dinamizarão sessões no Cadaval e na Moita, respetivamente. A iniciativa conta ainda com secretários de Estado das áreas do Ensino Superior, do Orçamento e dos Assuntos Fiscais.

A par dos dirigentes governamentais e reguladores, o projeto conta com a participação de estudantes e docentes universitários de Finanças, Economia, Gestão e Contabilidade. Em articulação com os professores de Cidadania e Desenvolvimento, estudantes e docentes universitários vão partilhar conhecimentos e experiências com os alunos. As parcerias poderão prolongar-se ao longo do ano letivo, através de novas aulas e atividades.

De acordo com o MECI, a aprendizagem vai ser adaptada aos diferentes níveis de ensino. No 1.º ciclo, será abordada a importância e os objetivos da poupança, enquanto que no 2.º ciclo os alunos vão aprender formas de aplicação e remuneração das poupanças e a importância do planeamento financeiro. No 3.º ciclo, serão abordadas a diversificação dos investimentos para reduzir riscos e a proteção contra fraudes financeiras e digitais. Já no Ensino Secundário, os alunos vão comparar diferentes produtos financeiros e os riscos associados.

Os conteúdos incluem ainda a abordagem, de forma parcial, da tomada de decisões que envolvam ganhos e perdas, a distinção entre necessidades e desejos e entre rendimentos e despesas, o planeamento da poupança e dos investimentos a médio e longo prazo, e os comportamentos de proteção contra fraudes financeiras e digitais.

A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada em 2025, que reforçou a importância da literacia financeira e levou à inclusão obrigatória desta dimensão na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em todos os anos de escolaridade.

Lucro da Jerónimo Martins desce para 414 milhões até setembro. Vendas do Pingo Doce crescem

28 October 2026 at 17:47

A Jerónimo Martins reportou esta quarta-feira lucros de 414 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, o que representa uma queda de 14,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da descida no resultado líquido, a faturação cresceu, incluindo a que vem do negócio em Portugal.

As vendas da dona da cadeia de supermercados Pingo Doce e do cash & carry Recheio fixaram-se em 27,8 mil milhões de euros, mais 4,8% em termos homólogos, de acordo com o relatório financeiro divulgado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

JMT Jeronimo Martins SGPS SA 1,60%

O grupo liderado por Pedro Soares dos Santos viu também o lucro operacional (EBITDA) subir 7,6% para 1,9 mil milhões de euros com a respetiva margem a fixar-se nos 7%, acima dos 6,8% nos mesmos nove meses do ano passado.

No contexto destes números está uma desaceleração do ritmo de aumento dos preços. “O período foi particularmente marcado pela pressão sobre os preços alimentares na Polónia e pela acentuada procura das famílias por preços baixos e promoções“, disse o CEO da Jerónimo Martins, na mensagem publicada no relatório e contas.

Segundo a Jerónimo Martins, estes nove meses “decorreram num ambiente de elevada incerteza geopolítica, marcado, no retalho alimentar, por desinflação – que, na Polónia, passou a deflação -, pelo foco mais forte dos consumidores em preços baixos e promoções, pela grande intensidade concorrencial, e pelo aumento dos custos relacionados com os combustíveis”.

No caso do Pingo Doce, destacou-se pela positiva, porque as vendas aumentaram 4,1% para 4,1 mil milhões de euros, com um Like for Like (LfL, vendas comparáveis sem efeitos de encerramentos e aberturas de lojas) de 2,4%. Já o compatriota Recheio manteve as vendas estáveis em 391 milhões de euros, com um LFL de -1,6%.

O ‘carrinho’ mais pesado da retalhista portuguesa, a cadeia Biedronka da Polónia – que, entretanto, expandiu para a Eslováquia – registou vendas de 18,9 mil milhões de euros (+0,7%) e um LFL de -0,4%. No entanto, o negócio na Colômbia ainda sobressaiu mais, com o crescimento da Ara a dois dígitos. “Em moeda local, as vendas aumentaram 20,6%, impulsionadas por um LFL de 8,2%. Em euros, atingiram 3,2 mil milhões no período, correspondendo a um crescimento [homólogo de 37,9%”, lê-se no documento.

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"Entramos agora na fase final do ano determinados a concretizar uma forte época de Natal e Ano Novo. Embora o ambiente competitivo se mantenha muito exigente e não se espere o alívio da pressão dos custos com combustíveis sobre os negócios e sobre os rendimentos das famílias, as nossas equipas estão preparadas e focadas em garantir que temos as melhores ofertas aos melhores preços, enquanto continuam a trabalhar para proteger a eficiência dos modelos de negócio.
”

Pedro Soares dos Santos

Presidente da Jerónimo Martins

Na bolsa de Lisboa, as ações da Jerónimo Martins fecharam a sessão desta quarta-feira com uma desvalorização de 1,60% para 17,83 euros cada.

Notícia atualizada às 18h06 com mais informação

Morreu o CEO da Aon Re, Andrew Laing

28 October 2026 at 17:31

O CEO de resseguro da Aon para o Reino Unido, Andrew Laing, morreu, anunciou a empresa na quinta-feira.

A Aon anunciou a morte de Andrew Laing, CEO da Aon Re Reino Unido.

Laing tinha assumido o cargo dedicado ao negócio de resseguro no Reino Unido em março de 2026. Trabalhava na Aon há mais de 40 anos e era também CEO da divisão global de resseguro facultativo da empresa desde 2016.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Aon afirma: “Estamos profundamente consternados com a perda de Andrew Laing, que liderava o negócio de soluções de resseguro da Aon no Reino Unido”.

“Quem conheceu Andrew recordar-se-á de muito mais do que das suas conquistas profissionais. Era dedicado à família, um colega de confiança, um mentor generoso e um amigo leal e estimado por muitos”, explica a Aon, que não adiantou a causa de morte.

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