Acidente. Em Toledo, angústia e incerteza predominam



A Unidade Militar de Emergência da Espanha realizou buscas nos destroços da colisão entre dois trens de alta velocidade que deixou 69 mortos na quarta-feira (28), na província de Toledo.
O vídeo mostra a operação, com agentes revirando o entulho causado pelo acidente.
Segundo autoridades regionais, mais de cem pessoas permaneciam hospitalizadas após o acidente, enquanto equipes de resgate continuavam os trabalhos na região.
As circunstâncias da colisão seguem sob investigação.
A circulação ferroviária entre Madrid, Ciudad Real e a Andaluzia foi interrompida após o episódio.
Pelo menos 69 pessoas morreram após a colisão de dois trens de alta velocidade na província de Toledo, na Espanha, informou um porta-voz do governo regional ao veículo de notícias local CMM Noticias nesta quarta-feira (28).
Esther Padilla, porta-voz do governo regional da planície de Castilla-La Mancha, afirmou que havia 146 passageiros e um bebê em um dos trens, e 397 passageiros no outro.
“O tráfego na linha ferroviária de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi suspenso após uma colisão traseira entre dois trens”, informou a Adif em uma publicação no X.
O presidente do país, Pedro Sánchez, se pronunciou sobre o acidente nas redes sociais. Ele disse que já está em contato com o ministro dos Transportes, Oscar Puentes, e com o presidente da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page.
Consternado ante el grave accidente de trenes en Toledo. Permanezco en constante contacto con el ministro de Transportes, @oscar_puente_, y con el presidente de Castilla-La Mancha, @garciapage. Los servicios de emergencia están trabajando sobre el terreno para atender a las personas afectadas y garantizar su seguridad, en coordinación con todas las administraciones implicadas. Mi cariño, solidaridad y apoyo a todas las víctimas y sus familias.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 28, 2026
O jornal espanhol El País citou testemunhas que relataram vários feridos e a chegada de equipes de emergência ao local. Segundo a reportagem, dois dos vagões envolvidos no acidente teriam saído dos trilhos e caído por um barranco.
De acordo com o El País, o acidente ocorreu pouco depois das 9h, no horário local, entre as cidades de Los Yébenes e Urda, na província de Toledo.
Um porta-voz do serviço de emergência 112 de Castilla-La Mancha informou à CNN que um relato de colisão foi recebido às 8h45 (horário local).
Segundo as informações recebidas, um dos trens, pertencente à empresa Iryo, estava parado ou trafegando em baixa velocidade quando foi atingido por um trem AVE, operado pela Renfe, a companhia ferroviária nacional da Espanha.
Parte do trem AVE saiu dos trilhos, enquanto vários vagões do trem da Iryo descarrilaram, disse o porta-voz, acrescentando que uma unidade militar de emergência foi mobilizada.
Um posto de comando avançado foi montado próximo ao local do acidente.
Paralelamente, em Urda, Toledo, foi aberto um abrigo onde a Cruz Vermelha presta assistência aos feridos e fornece alimentos e outros suprimentos a quem necessita de apoio não médico.
A CNN entrou em contato com ambas as empresas, mas ainda não obteve resposta.

© UME HANDOUT/EPA

© J.J. GUILLEN/EPA
A colisão de trens mortal na Espanha que aconteceu na quarta-feira (28) deixou uma brasileira ferida, segundo informou o Itamaraty.
O acidente deixou ao menos 69 mortos e gerou protestos no país europeu. No caso, um trem de alta velocidade se chocou contra uma composição que estava parada.
O Ministério das Relações Exteriores não informou qual o estado de saúde da brasileira, mas pontuou que presta “assistência consular devida” através do consulado-geral em Madri.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou o acidente e pontuou que está em contato com o ministro de Transportes do país.
A Real Federação Espanhola de Futebol também chegou a suspender as 24 partidas da Copa do Rei previstas para a quarta-feira.
Nesta quinta-feira (29), o rei e a rainha da Espanha visitaram um hospital na cidade de Toledo onde os feridos estão sendo tratados.
“Há, naturalmente, uma investigação em curso. Essa investigação deve esclarecer como e por que essa catástrofe ocorreu. Em seguida, teremos de avaliar quais medidas devem ser adotadas para evitar que algo assim volte a acontecer”, afirmou o rei Felipe VI a repórteres.
*com informações da Reuters, da CNN Brasil e da CNN

© Reprodução X / @KtoUmarl


A Real Federação Espanhola de Atletismo expressou nesta quinta-feira (29) suas condolências após a morte da saltadora em distância Julieta Gallego, de 24 anos, uma das vítimas da colisão de trens na província de Toledo que resultou na morte de pelo menos 69 pessoas.
“A família do atletismo espanhol une-se ao luto pelo falecimento de Julieta Gallego, atleta da AD Sprint, no acidente ferroviário ocorrido em Urda (Toledo)”, declarou a federação (RFEA) em um comunicado na rede social X, oferecendo seu apoio à família, aos amigos e aos colegas de clube da atleta.
Gallego competia pela AD Sprint, de Madri, e participava regularmente dos campeonatos de clubes da Espanha. Sua melhor marca pessoal no salto em distância era de 5,90 metros, estabelecida em Antequera, em 2023.
“Há golpes que atingem o coração da família do atletismo. Hoje, o esporte lamenta a partida de Julieta; uma vida cheia de futuro que foi injustamente interrompida”, disse o presidente da RFEA, Raul Chapado, ao jornal espanhol ABC.
Dois trens de alta velocidade colidiram na quarta-feira (28), no segundo acidente fatal em menos de um ano na linha que conecta Madri ao sul da Andaluzia.
Equipas no terreno encontraram mais um corpo nos escombros. Em Toledo para uma reunião de emergência, o primeiro-ministro espanhol prometeu uma investigação completa e rigorosa e anunciou medidas de auxílio às famílias das vítimas

Equipas no terreno encontraram mais um corpo nos escombros. Em Toledo para uma reunião de emergência, o primeiro-ministro espanhol prometeu uma investigação completa e rigorosa e anunciou medidas de auxílio às famílias das vítimas


Equipes de emergência foram vistas carregando o que parecia ser um corpo, envolto em um cobertor, de um dos trens em uma área rural na província central de Toledo, depois que guindastes trabalharam durante toda a noite para retirar partes dos destroços do acidente ocorrido nessa quarta-feira (28).
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“As equipes de resgate ainda estão trabalhando com muito cuidado, pois ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços retorcidos”, disse Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha, à TVE.
“Uma unidade canina foi mobilizada ontem. Eles voltarão hoje para garantir que ninguém mais permaneça lá”, acrescentou.
O governador regional, Emiliano Garcia-Page, informou que o número de mortos subiu para 69 e que restos mortais foram encontrados durante os trabalhos de resgate realizados durante a madrugada. Os trabalhos agora envolvem operações com guindastes, especialmente em um vagão que ainda estava tombado.
“Não acreditamos que possa haver mais vítimas sob esse vagão, mas digo isso com cautela”, afirmou.
Enquanto isso, os maquinistas na Espanha seguem com uma greve previamente planejada para pressionar por mais investimentos na segurança ferroviária, um dia após o acidente ferroviário mais grave da Europa desde o descarrilamento ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela, na Espanha.
O acidente, que se seguiu a outro em janeiro envolvendo as mesmas empresas ferroviárias na mesma linha, também abalou a campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro, com os líderes dos dois principais partidos da Espanha suspendendo eventos.
O governo espanhol declarou três dias de luto nacional pelas vítimas do acidente em que um trem de alta velocidade colidiu com outro.
Entre os feridos, as autoridades informaram que 57 continuam hospitalizados.
O acidente desencadeou uma grande operação que, segundo o Ministério do Interior da Espanha, envolveu a mobilização de mais de 800 militares e policiais, mais de 200 veículos, três helicópteros, um posto de comando móvel, drones, unidades montadas e cães de busca.
Com o início das investigações, um juiz em Toledo proibiu qualquer pessoa que não estivesse envolvida em atividades de emergência, segurança, assistência médica ou judiciais de entrar no local do acidente, estabelecendo uma área de exclusão de 2 km, em ambas as direções, ao longo da linha ferroviária de alta velocidade Madri-Sevilha.
*(Reportagem adicional de Charlie Devereux, Corina Pons e Mireia Merino)
*É proibida a reprodução deste conteúdo.
Thomas Freitas, jovem de 25 anos, natural de Guimarães e a trabalhar em Madrid, sobreviveu ao desastre ferroviário que, ontem, fez pelo menos 69 mortos, em Toledo, Espanha. Em entrevista à CNN Portugal, conta que não sabe como conseguiu escapar.
O jovem vimaranense tinha partido de Madrid pelas 08:00, a bordo de um comboio da Renfe, rumo a Sevilha. Cerca de 54 minutos depois, a viagem transformou-se num pesadelo, quando a composição em que seguia colidiu com outro comboio de alta velocidade, operado pela Iryo.
O português viajava na carruagem 5 e recorda a violência do impacto, que destruiu parte das carruagens seguintes. “Não sei como me consegui segurar. Sei que fiz muita força agarrado ao banco da frente. À minha volta só vi pessoas a voar e tudo a partir-se”, recorda na entrevista à CNN Portugal.
Thomas Freitas considera difícil explicar como conseguiu sair ileso, pois as carruagens imediatamente à frente daquela onde seguia ficaram severamente destruídas, tendo uma delas caído por uma ravina e ardido.
“Dificilmente saiu alguém dessas carruagens com vida”, afirma.
Depois do embate, com as saídas bloqueadas e o próprio martelo de emergência partido, os passageiros tiveram de encontrar uma alternativa para escapar da composição. Segundo Thomas Freitas, foi um dos passageiros que conseguiu partir o vidro de uma janela com recurso a uma mesa, permitindo que os restantes saíssem.
A experiência foi de tal ordem traumática que o jovem vimaranense admite que poderá mudar de comportamento nas próximas viagens de comboio: “Foi um desastre tão grande que eu da próxima vez que tiver de comprar um bilhete de comboio seguramente escolho uma carruagem do meio”.
Segundo o balanço mais recente, o número de mortos no acidente ferroviário subiu para 69 e permanecem internadas pelo menos 50 pessoas em diversos hospitais, disse hoje o presidente do governo regional de Castela-La Mancha.
Durante a noite e madrugada foi encontrado mais um corpo nos escombros dos dois comboios que colidiram na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, pelo que o número de mortos confirmados até agora subiu para 69, revelou Emiliano Garcia-Page, em declarações aos jornalistas.
Por outro lado, das 110 pessoas que foram atendidas em hospitais da região, 60 já tiveram alta e 50 permanecem internadas com “diferentes níveis de preocupação”, acrescentou.
Entre os feridos internados há pelo menos 15 em estado considerado grave, segundo o presidente de Castela-La Mancha, que falava no posto de comando de resposta ao acidente, instalado em Toledo.
Com Lusa
O conteúdo Jovem de Guimarães sobreviveu a tragédia ferroviária em Espanha: “Só vi pessoas a voar e tudo a partir-se” aparece primeiro em O MINHO.
Dezenas de pessoas morreram após dois trens colidirem na Espanha na quarta-feira (28), em um acidente que as autoridades afirmam ter sido causado por falha no sistema de computador e aparente erro humano.
Pelo menos 69 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após um trem colidir pela traseira com outro trem próximo à cidade de Urda, na província de Toledo, na linha de alta velocidade que conecta Madri e Sevilha.
Um dos trens, operado pela empresa ferroviária nacional da Espanha, a Renfe, colidiu com um trem parado operado pela empresa privada Iryo, em um momento em que todo o tráfego ferroviário na área estava interrompido devido a um problema com o sistema de segurança de gerenciamento de trens LZB.
O acidente marca o terceiro incidente ferroviário fatal na Espanha neste ano, após uma grande colisão em janeiro na província de Córdoba, na qual mais de 40 pessoas morreram, e um acidente perto de Barcelona que matou um maquinista.
“Hoje, a Espanha está de luto. Toda a Espanha está de luto”, disse o primeiro-ministro Pedro Sánchez no local do acidente na quarta-feira (28), ao expressar sua “total solidariedade” com as famílias das vítimas.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que uma falha no sistema de computador gerou um problema com o sistema de segurança ao longo de um trecho de 63 quilômetros (40 milhas) de trilhos, fazendo com que todos os trens na área fossem parados automaticamente.
Nesse momento, a empresa estatal que gerencia as ferrovias da Espanha, a ADIF, assumiu o controle manual do sistema e foi tomada a decisão de permitir que o trem de alta velocidade da Renfe continuasse em direção ao sul pelos trilhos, apesar de um sinal vermelho.
O trem da Renfe foi autorizado a prosseguir sem nenhuma restrição de velocidade devido a uma ordem equivocada de um controlador ferroviário. Como resultado, Puente afirmou que entre 8h36 e 8h52, horário local, o trem retomou a marcha a cerca de 124 milhas por hora, colidindo eventualmente com o trem parado da Iryo.
“Havia um sinal vermelho proibindo a circulação, mas o trem foi autorizado a prosseguir”, disse o ministro dos Transportes em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. “É uma decisão tomada em circunstâncias inexplicáveis.”
Após os comentários de Puente, o sindicato espanhol CSIF pediu a demissão do ministro dos transportes, afirmando: “Exigimos que o Governo respeite a investigação e a presunção de inocência do chefe de tráfego da ADIF.” A CNN entrou em contato com o ministério dos transportes da Espanha para obter um comentário.
Entre as vítimas fatais, 24 estavam no trem da Renfe, que viajava de Madri para Sevilha, e 44 estavam no trem da Iryo, também com destino entre Madri e Sevilha.
Puente acrescentou que haverá uma investigação completa sobre o incidente.
Sánchez disse que “se houve negligência, isso virá à tona. E se houve falhas no sistema de segurança, elas serão tratadas com a máxima firmeza.”
Passageiros disseram à CNN que o momento da colisão na quarta-feira (28) foi “muito caótico”, e as pessoas foram imediatamente arremessadas de seus assentos e umas por cima das outras dentro dos vagões.
Um passageiro sobrevivente disse que três dos vagões do trem em particular “estavam em estado terrível.”
“Um estava em chamas, em outro havia pessoas presas e chorando”, disse a passageira, que preferiu não revelar seu nome. “E então no principal (impactado) — havia pessoas soterradas sob os escombros.”
Outro passageiro, Yoander, 25 anos, disse: “Eu estava dormindo, e quando acordei já estava batendo nos assentos à minha frente.”
“Machuquei meu rosto e minha perna”, ele disse ao produtor da CNN no local. “Estou com dor, mas há pessoas que precisam de mais ajuda do que eu.”
Uma mulher que viajava no trem de alta velocidade da Renfe também descreveu cenas “horríveis” enquanto as pessoas eram arremessadas para o ar.
Em entrevista à CNN, Patricia disse que seu trem havia parado por cerca de 20 minutos antes do acidente, com um anúncio explicando que havia muito tráfego. “Depois disso, partimos, e talvez nem três minutos depois, houve uma colisão”, ela disse.
“Algumas pessoas foram arremessadas para o ar… foi horrível”, disse ela. “Parte da estrutura do trem entrou na nossa vagão, e o nosso vagão nem era o pior (afetado).”
Havia 151 passageiros no trem Iryo e 393 passageiros no trem Renfe, de acordo com a atualização mais recente do governo regional de Castilla e La Mancha.
Dezenas de caminhões de bombeiros, ambulâncias e viaturas policiais correram ao local do acidente imediatamente após o ocorrido. A Guarda Civil espanhola montou várias tendas para o que se tornou uma enorme operação de emergência, segundo a equipe da CNN no local.
Mais de 500 socorristas foram mobilizados para o local do acidente a fim de auxiliar nas operações de resgate, informou o Ministério do Interior da Espanha, além de pelo menos três helicópteros e vários drones.
Os socorristas vasculharam os escombros de alguns dos vagões gravemente danificados do trem Iryo. Vários vagões do trem de alta velocidade Renfe, de propriedade estatal, ficaram inclinados de lado após descarrilarem.
As autoridades transportaram de ônibus os passageiros que não apresentavam ferimentos graves para longe do local. Vários passageiros sendo transportados tinham ferimentos leves, incluindo cortes no rosto e ao redor dos olhos, e o que pareciam ser narizes sangrando.
Os passageiros evacuados incluíam cidadãos de várias nacionalidades, entre elas Espanha, Brasil e outros países, segundo o produtor da CNN no local. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que “vários” americanos ficaram feridos na colisão de trens.
A cidade de Urda, a aproximadamente cinco milhas do local do acidente, recebeu dezenas de ambulâncias e veículos de serviços de emergência, de acordo com uma segunda equipe da CNN na área. Trabalhadores da Cruz Vermelha que operam a partir do centro esportivo da cidade estão atendendo os feridos.
A Guarda Civil Espanhola anunciou que abriu quatro escritórios em diferentes cidades espanholas para identificar rapidamente as vítimas do acidente.
Enquanto isso, o governo regional convocou urgentemente doações de sangue após o acidente ferroviário, pedindo aos cidadãos que doem sangue em locais nas cidades de Alcázar de San Juan, Ciudad Real e Toledo.
As equipes de resgate continuaram a busca por possíveis vítimas presas nos destroços na noite de quarta-feira, sob a luz intensa de refletores.
O serviço na linha ferroviária, que conecta Madri à região sul da Andaluzia, na Espanha, foi suspenso.
O primeiro-ministro Sánchez afirmou na quarta-feira que “está claro que sofremos duas tragédias terríveis envolvendo trens de alta velocidade no mesmo ano”, reconhecendo o outro grande acidente na província de Córdoba que matou mais de 40 pessoas em janeiro.
O acidente de quarta-feira ocorreu a cerca de 130 milhas do local do desastre ferroviário de janeiro, perto da cidade de Adamuz, ao longo da mesma rota de alta velocidade que liga Madri a Sevilha.
No entanto, a causa do acidente ferroviário no início deste ano foi marcadamente diferente. Aquela colisão envolveu a descarrilagem de um trem devido a uma ruptura na via, que cruzou para uma linha adjacente, de acordo com a emissora pública espanhola RTVE.
Antes do desastre ferroviário de Adamuz, o sindicato dos maquinistas de trem da Espanha, Semaf, havia levantado preocupações sobre as altas velocidades causando vibrações e o consequente desgaste nas linhas ferroviárias de alta velocidade, conforme relatou à CNN uma fonte do sindicato na época.
Os maquinistas de trem da Espanha darão prosseguimento a uma greve nacional pré-planejada na quinta-feira, informou o Semaf, para exigir medidas de segurança mais rigorosas.
Um terceiro acidente neste ano, perto de Barcelona — ocorrido dias após o desastre ferroviário de Adamuz —, envolveu a descarrilagem de um trem de passageiros em um dia de fortes chuvas. Esse acidente matou o maquinista e deixou dezenas de passageiros feridos, de acordo com o governo regional da Catalunha na época.
Os incidentes sucessivos levantaram preocupações sobre a infraestrutura ferroviária da Espanha, os sistemas de informática e a manutenção de ambos.
Mas antes deste ano, as estatísticas da União Europeia mostram que o histórico de segurança ferroviária da Espanha era melhor do que o de muitos outros países europeus.
Em 2023, a Espanha registrou menos de 1 morte ferroviária por milhão de habitantes — o que lhe conferiu o melhor índice na UE naquele período, segundo um relatório do Eurostat. A maioria das mortes ferroviárias na UE resulta de pessoas não autorizadas nas vias, e não de incidentes que matam passageiros ou funcionários dentro dos trens, mostram os dados.