❌

Normal view

O fumo expulsou os corredores de Singapura para dentro dos centros comerciais

By: AFP
29 October 2026 at 20:30
O fumo proveniente dos incêndios florestais na Indonésia deteriorou drasticamente a qualidade do ar em Singapura nas últimas semanas, atingindo os piores níveis em mais de uma década e levando ao cancelamento de atividades ao ar livre. No sábado, mais de 80 corredores transformaram as galerias do centro comercial Marina Square em pistas de corrida improvisadas, percorrendo dois pisos e dando voltas junto às montras antes da abertura das lojas ao público. As regras eram rigorosas. “É proibido correr a toda a velocidade, ultrapassar ou gritar”, avisou Eugene Beh, de 52 anos, fundador do Singapore Runners Club, perante cerca de

Super-ricos geram mais poluição e lucram com desastres climáticos

Logo Agência Brasil

A parcela de 0,1% mais ricos da população mundial - 8 milhões de pessoas - gera mais poluição por carbono do que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres.

Os super-ricos impulsionam o colapso climático por meio de emissões desproporcionais, enquanto conseguem se proteger das consequências e ainda lucram a partir da destruição.Por outro lado, as pessoas em maior vulnerabilidade sofrem os piores impactos, como casas e plantações destruídas por enchentes ou incêndios, além de meios de subsistência perdidos e fome.

Notícias relacionadas:

A conclusão é de um relatório produzido pela Oxfam, publicado antes da conferência climática da ONU (COP31), na Turquia, que será realizada de 9 a 20 de novembro de 2026.

“A crise climática é frequentemente descrita como um desafio humano compartilhado. Mas não é. Aqueles que menos contribuíram para causá-la estão perdendo suas casas, suas colheitas e, cada vez mais, suas vidas”, afirmou Amitabh Behar, diretor executivo internacional da Oxfam, em nota.

Uma pessoa pertencente aos 0,1% mais ricos contribuiu quase 400 vezes mais para as atuais ondas de calor extremo do que alguém que faz parte dos 50% mais pobres, segundo dados reunidos no estudo.

Análise da Oxfam indica que apenas um ano de emissões dos 1% mais ricos causará 1,9 milhão de mortes adicionais relacionadas ao calor. Dessas, 78% vão ocorrer em países de renda baixa e média-baixa, ainda que esses países sejam responsáveis por apenas 8% das emissões globais.

“Enquanto isso, os super-ricos podem comprar sua segurança, refugiando-se em bunkers subterrâneos de alta tecnologia, contratando equipes privadas de combate a incêndios e adquirindo seguros privados, além de lucrarem ativamente com as consequências da poluição que geram”, acrescentou Behar.

Além disso, o relatório aponta que as emissões dos 1% mais ricos causarão quase US$53 trilhões em danos econômicos até 2050. Até essa data, há ainda a estimativa de que até 1 bilhão de pessoas possam ser deslocadas pela crise climática, sendo a maioria no Sul Global.

“Isso não é uma tragédia de destino compartilhado; é um crime de desigualdade extrema”, concluiu o diretor da Oxfam.

O relatório alerta ainda que desastres climáticos são cada vez mais explorados para promover políticas que aprofundam a desigualdade, como a privatização da ação climática e dos serviços públicos, apropriações de terras, desregulamentação e benefícios fiscais para os super-ricos.

“Os super-ricos estão incendiando o planeta e depois cobrando do resto de nós pelos extintores”, afirmou Behar. “Eles lucram com a poluição. Eles lucram com o desastre. E lucram novamente com a reconstrução.”

O novo índice Destruir e Reconstruir (Destroy & Rebuild Index) da Oxfam identificou 217 empresas que lucram simultaneamente com setores que impulsionam o colapso climático e com atividades de preparação, resposta, recuperação e reconstrução pós desastres.

Recomendações

Diante do cenário relatado, a Oxfam fez algumas recomendações. Uma delas é que os grandes poluidores paguem e reduzam de forma rápida e significativa suas emissões de carbono, por meio de impostos sobre riqueza e renda, tributação sobre empresas de combustíveis fósseis e impostos punitivos sobre bens de luxo altamente poluentes, como jatos privados.

Outra medida seria aumentar o financiamento climático para o Sul Global, priorizando recursos públicos e doações, em vez de empréstimos que ampliam o endividamento. Os recursos destinados à adaptação climática precisariam ser triplicados até 2035.

Além de garantir uma infraestrutura pública resiliente ao clima e serviços públicos fortalecidos, a entidade recomenda acabar com o lucro obtido a partir dos desastres climáticos, limitando o poder corporativo em áreas como resposta a emergências, reconstrução e sistemas alimentares durante crises.

Elétricos para carenciados com apoio até 80% no OE2027

28 October 2026 at 16:40
Dotação de 50 milhões para incentivos à população em geral e 9.000 veículos para microempresas. Ministra do Ambiente anunciou medidas no debate parlamentar do OE2027.

© Getty Images

Em junho, o Governo abriu um novo concurso de 10 milhões de euros para apoiar compra de veículos elétricos, que esgotou em poucas horas

Trump elimina regulamentação sobre emissões de metano

28 October 2026 at 07:06
Trump garantiu que a medida permitirá poupar 45 mil milhões de dólares, desbloquear grandes quantidades de gás natural do Texas e produzir 210 milhões de barris adicionais de petróleo.

© TOM BRENNER / POOL/EPA

Organizações ambientais alertam que uma menor supervisão facilita fugas de metano e aumenta a poluição nas comunidades próximas das explorações

Concentração de gases do efeito estufa atingem níveis recordes

Logo Agência Brasil

Um relatório publicado nesta terça-feira (27) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) mostrou que 2025 atingiu níveis de concentração “sem precedentes” de gases do efeito estufa na atmosfera.

O estudo constatou que a concentração de dióxido de carbono (CO₂), o principal desses gases, é 53% mais alto do que em níveis pré-industriais (antes de 1750).

Notícias relacionadas:

Em relação ao metano (CH₄), a concentração é 167% maior, na mesma base de comparação. Já o óxido nitroso (N₂O), o gás com maior potencial de aquecimento dentre os três, tem um nível 26% superior ao nível pré-industrial.

Em 2025, a concentração de dióxido de carbono atingiu 426,8 partes por milhão (ppm). Isso significa que, a cada um milhão de moléculas suspensas na atmosfera, aproximadamente 426 são de gás carbônico. São 2,8 ppm a mais do que em 2024.

O crescimento foi um pouco abaixo do registrado em 2024 (3,6 ppm), na comparação com o ano anterior, mas ficou acima da média da década (2,62 ppm por ano).

De acordo com o relatório, a redução do ritmo de crescimento em relação ao ano anterior provavelmente se deve à redução das emissões e a recuperação de sumidouros de carbono terrestres.

O fato de haver alta da concentração, no entanto, reflete a continuidade de grandes emissões provenientes da queima de combustível fóssil. Também pode ter ocorrido um impacto da temporada 2023/2024 do El Niño que evitou uma absorção maior do gás pela biosfera.

Do total de emissões humanas ocorridas entre 2015 e 2024, 50% se acumularam na atmosfera. O restante foi parar nos oceanos (29%), sejam dissolvidos na água, absorvidos pela biosfera marinha, e na terra (21%), absorvidos por processos biológicos ou geológicos.

O CO₂ responde por 66% da força radiativa dos gases do efeito estufa, ou seja, da capacidade de aquecimento na nossa atmosfera. Ele é também responsável por 83% do aumento dessa força na última década.

Metano

O segundo gás com maior força radiativa, o metano, que responde por 16% dela na nossa atmosfera, passou a ter uma concentração de 1.948 partes por bilhão (ppb), um aumento de 6 ppb em relação a 2024, menor do que os crescimentos de 8 ppb em 2024 e de 10,2 ppb por ano da média da década.

Desde 2007, o crescimento da emissão de metano na atmosfera vem caindo. Dois terços da emissão de gás metano no planeta Terra vem de ações antropogênicas, como a criação de gado e a decomposição de resíduos orgânicos.

Óxido nitroso

Já a concentração de óxido nitroso, também conhecido como gás do riso, que responde por 6% da força radiativa, chegou a 339,1 ppb, ou seja, 1,1 ppb a mais que em 2024, o mesmo ritmo de crescimento de 2023 para 2024 e próximo da média anual da década (1,08 ppb por ano).

Apesar de ter menor concentração na atmosfera, cada molécula deste gás contribui cerca de 270 vezes mais para o aquecimento global que uma molécula de dióxido de carbono. Diferentemente do metano, apenas um terço dele é originário de ações humanas, como o uso de fertilizantes agrícolas.

CFC

O relatório verificou ainda que os clorofluorcarbonos (CFCs), que tem capacidade de aquecer a atmosfera e de destruir a camada de ozônio (que protege a Terra de radiação solar), estão reduzindo sua concentração atmosférica. Apesar disso, os CFCs respondem, junto com outros gases halogenados (aqueles que contém cloro ou flúor em sua composição), tem diminuído.

O documento chama atenção, no entanto, para o crescimento de alguns gases halogenados, como os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e os hidrofluorcarbonos (HFCs), que substituíram os CFCs nas indústrias, têm aumentado apesar de ainda terem baixas concentrações. E eles também contribuem para o aquecimento global. Os gases halogenados respondem por 12% da força radiativa na nossa atmosfera.

Outro alerta do relatório é para o aumento da emissão de hexafluoreto de enxofre (SF₆), pela indústria química, já que ele é usado como isolante elétrico em equipamentos de distribuição de energia.

Apesar de ainda ser baixa, sua concentração na atmosfera hoje é três vezes maior do que a observada em meados da década de 1990. E ele tem vida útil de mais de 1.900 anos na atmosfera.

Gás hidrogênio

Já o gás hidrogênio (H₂) que aparece como uma promissora fonte energética limpa, também preocupa devido a seu vazamento de dutos, tanques de estocagem e de células de combustível.

Apesar de não ter potencial de aquecimento, há a possibilidade reação química com hidroxilas (OH), moléculas que contribuem para limpar a atmosfera por reagir com gases como o metano.

Ao reagir com o gás hidrogênio, as hidroxilas se tornam mais escassas para reagir com o metano, por exemplo. A reação de OH com CH₄ gera dióxido de carbono, um gás do efeito estufa 80 vezes menos potente que o metano. Por isso, o vazamento de H₂ para a atmosfera acaba contribuindo indiretamente para o aquecimento global.

 

Gases com efeito de estufa atingiram novo recorde em 2025

27 October 2026 at 11:30
Avista-se um futuro mais quente para o planeta. CO2 e outros gases importantes atingiram níveis sem precedentes em 2025. Últimos 11 anos foram os mais quentes registados e tendência deverá continuar.

© JULIAN STRATENSCHULTE/EPA

Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registados e a tendência deverá continuar

Opositores à mina de lítio fazem novo bloqueio

27 October 2026 at 09:01
Cerca de 30 pessoas juntaram-se nos terrenos assinalados para os trabalhos de sondagem e formaram um cordão humano em frente a uma máquina de prospeção, procurando travar o avanço dos trabalhos.

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

No dia 9 de outubro, a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio

Super-ricos poluem mais do que quase metade da humanidade

27 October 2026 at 07:10
Cada um dos oito milhões de pessoas mais ricas emite quase 400 vezes mais do que alguém nos 50% mais pobres. Oxfam quer impostos sobre riqueza e luxo discutidos na COP31.

© KAY NIETFELD/EPA

A Oxfam estima que, até 2050, cerca de 10% da população mundial, possa ser deslocadas devido à crise climática, sobretudo no Sul Global

Índia lança medidas anuais de combate à poluição atmosférica

22 October 2026 at 10:35
Índia lançou medidas anuais de combate à poluição atmosférica tóxica em Nova Deli, após as estações de monitorização registarem valores de partículas poluentes quase 15 vezes superiores ao limite.

© RAJAT GUPTA/EPA

As principais fontes de poluição na índia são as centrais termoelétricas a carvão, o tráfego de veículos, os estaleiros de construção e a queima de restos agrícolas nas áreas vizinhas

População preocupada com a poluição do rio Corgo

16 October 2026 at 10:52

VTM

Promovida no âmbito do projeto CorGO – Community River Action Lab, a sessão juntou representantes de instituições e associações locais para debater o funcionamento da rede de saneamento, o tratamento das águas residuais e as boas práticas ambientais.

O encontro surgiu num contexto de crescente preocupação da população local com episódios recorrentes de poluição.

Sara Barreiro, membro da direção da Associação Cultural e Recreativa Tourencius dos Xudreiros e representante da KALAIKO, revelou que a iniciativa integra o projeto CorGO – Community River Action Lab, iniciado em maio de 2026, que procura mobilizar a população para a proteção e valorização do rio.

Segundo Sara Barreiro, a comunidade “sentiu a necessidade de se juntar para conseguir ganhar mais voz e ser ouvida junto do município e de entidades como a Águas do Norte”. Explicou que a poluição poderá estar associada a diferentes fatores, incluindo problemas na rede de saneamento, nas estações elevatórias e pressões provocadas por atividades industriais.

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

ou compre apenas este artigo:

Comprar este artigo — 1,00€
Se já é PREMIUM, Aceda à sua conta em Entrar

The post População preocupada com a poluição do rio Corgo appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

Um em cada seis já deitou resíduos elétricos no lixo comum

14 October 2026 at 11:06
Estudo analisou comportamento de consumidores de "fast tech" de 12 países. Associação Zero diz que "comemorações [do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos] não podiam ser mais tristes".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Associação Electrão apela a que os consumidores verifiquem quais os equipamentos que ainda podem utilizar, reparar ou doar, e que entreguem os que chegaram ao fim de vida nos pontos de recolha adequados

Transição energética na Europa pode poupar 34.000 vidas

13 October 2026 at 08:05
Menor despesa com energia, novos empregos, melhor saúde e danos climáticos globais evitados. Recente estudo europeu elucida sobre os vários benefícios da ação climática na Europa e em Portugal.

© CARLOS BARROSO/LUSA

Segundo o documento, com medidas de poupança de energia, os 826 mil milhões de euros até 2030 podem subir para quase dois biliões de euros anuais até 2050
❌