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Falta de funcionários obrigou escolas a suspender atividades letivas

21 October 2026 at 20:47

VTM

Em Vila Real, algumas escolas tiveram que suspender as atividades letivas. A escola de São Pedro foi uma delas. Segundo a diretora, Rita Mendes, a escola não conseguiu iniciar as atividades letivas às 8h00 devido à ausência de funcionários em áreas como a portaria, os diferentes pisos do edifício e o bar. A decisão foi tomada por razões de segurança, uma vez que a falta de pessoal compromete as condições necessárias para assegurar o normal funcionamento das aulas.

A adesão à greve dos trabalhadores não docentes rondou os 30%, de acordo com uma estimativa avançada pela diretora. No entanto, Rita Mendes sublinha que esta percentagem deve ser analisada tendo em conta a falta de pessoal que já se faz sentir na escola. Segundo a diretora, o estabelecimento já funciona com um número reduzido de assistentes operacionais.

Apesar da interrupção das atividades letivas, os serviços administrativos mantiveram-se abertos e os professores continuaram a trabalhar.

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MARF celebra Dia Mundial da Alimentação com visita de alunos

21 October 2026 at 10:48

Alunos do 2.º ano da EB1 n.º 3 de São Brás de Alportel participaram no arranque da 13.ª edição do Programa 5 ao Dia, com atividades sobre alimentação saudável.

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CDS-PP Albufeira exige reposição de almoços gratuitos no pré-escolar e 1.º ciclo

21 October 2026 at 09:53

O partido pede também o regresso dos campos de férias gratuitos e esclarecimentos sobre obras escolares e a substituição dos monoblocos.

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CCMAR lança Agenda Azul para levar ciências do mar às escolas do Algarve

21 October 2026 at 09:34

As atividades são gratuitas e exigem inscrição. O programa estreia formação certificada para professores e uma competição internacional de vídeos para jovens.

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Comissão Europeia atribui ao CCMAR distinção HR Excellence in Research

20 October 2026 at 10:12

O reconhecimento resulta de um processo iniciado em 2024 e de um plano de ação para melhorar as condições de trabalho e o desenvolvimento profissional.

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Loulé Criativo e CEARTE promovem formação certificada em Sapato de Ourelo

20 October 2026 at 07:00

Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos.

O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.

O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.

Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.

Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.

A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.

A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.

Informações e inscrições: loulecriativo.oficios@cm-loule.pt

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Concurso da Educação de Aparecida oferece 2,9 mil vagas e salários de até R$ 4,5 mil

19 October 2026 at 18:57

A rede municipal de Educação de Aparecida de Goiânia terá reforço no quadro de profissionais com a realização de um novo concurso público. A seleção prevê 2.956 vagas, além de cadastro de reserva para outras 14.780 oportunidades, com salários de até R$ 4.508,28. As inscrições estarão abertas de 9 de novembro a 9 de dezembro de 2026.

Organizado pelo Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o concurso contempla quatro áreas: professor de área, professor pedagogo, auxiliar administrativo e agente educativo. A iniciativa busca atender às necessidades da rede municipal de ensino, que atualmente atende cerca de 55 mil alunos.

Ao destacar a realização do concurso, o prefeito Leandro Vilela ressaltou a importância da seleção para atender à demanda por profissionais e valorizar os trabalhadores da Educação. “Depois de 13 anos, vamos realizar o concurso da Educação em Aparecida de Goiânia. O objetivo é atender uma demanda reprimida, valorizar os profissionais da Educação e fazer com que a Educação de Aparecida seja uma das melhores do nosso Estado e do nosso país”, afirma.

A secretária municipal de Educação, Núbia Farias, explica que a chegada de servidores efetivos contribuirá para fortalecer o trabalho pedagógico desenvolvido na rede municipal. “O efetivo dará sequência na aprendizagem da criança. Nossa rede é muito boa e temos profissionais excelentes. Os novos servidores vão somar muito”, conclui.

Convocações serão planejadas conforme a demanda

As 2.956 vagas serão preenchidas gradualmente, conforme as necessidades das unidades escolares, o planejamento da Secretaria Municipal de Educação e a disponibilidade orçamentária e financeira da Prefeitura. Dessa forma, os aprovados poderão ser chamados ao longo do período de validade do concurso, sem que haja previsão de entrada imediato de todos os classificados.

Leandro Vilela explicou que o cronograma de convocações será organizado de acordo com a capacidade de atendimento da rede e os recursos disponíveis. “Esse planejamento será executado ao longo do período do concurso. Nós temos hoje uma disponibilidade, porém não significa que todos estarão ingressando imediatamente. As convocações ocorrerão conforme a necessidade, o fluxo de caixa e a disponibilidade financeira da Prefeitura”, explicou.

Salários e etapas da seleção

As remunerações iniciais variam de R$ 2.825,11 a R$ 4.508,28, conforme o cargo, para jornada de 30 horas semanais. O vencimento previsto para professores é de R$ 4.508,28. Para agentes educativos, o valor informado é de R$ 3.070,76, enquanto auxiliares administrativos têm remuneração de R$ 2.825,11.

As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Verbena. A taxa é de R$ 130 para os cargos que exigem nível médio ou técnico e de R$ 150 para as funções de nível superior.

O cronograma prevê a divulgação dos locais e horários das provas objetiva e de redação em 26 de janeiro de 2027. As avaliações serão aplicadas no dia 31 de janeiro, e o resultado final está previsto para 30 de junho do mesmo ano.

A diretora executiva do Instituto Verbena/UFG, Rosângela de Oliveira Alves, orienta os candidatos a acompanhar as informações oficiais sobre o concurso. O edital reúne os requisitos dos cargos, a distribuição das vagas, as remunerações, os conteúdos das provas e as etapas da seleção, além das regras relacionadas à formação do cadastro de reserva e às possíveis convocações.

Inscrições começam em novembro

Os interessados poderão se inscrever entre 9 de novembro e 9 de dezembro de 2026. A taxa custa R$ 130 para cargos de nível médio ou técnico e R$ 150 para nível superior. As provas objetiva e de redação estão marcadas para 31 de janeiro de 2027, com resultado final previsto para 30 de junho. O edital completo está disponível no site do Instituto Verbena, responsável pela organização do concurso.

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Sem educação, clima ou fome: O dito e não dito na propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro

19 October 2026 at 15:00

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

“A boca fala do que o coração está cheio”, diz o versículo 31 do capítulo 12 do livro bíblico de Mateus. E apesar de a fé ter entrado em cheio na campanha presidencial, a lição não parece ter sido colocada em prática pela propaganda eleitoral do candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL). Educação, fome, moradia, mobilidade e clima foram termos que nenhum dos guias de exibição gratuita na TV mencionaram ao longo de sua corrida presidencial. A palavra “constituição”, inclusive, não foi sequer mencionada pelo candidato em 14 inserções gratuitas até o momento.  

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Pública, até então, o foco do discurso de Flávio Bolsonaro esteve em provocar comoção nos eleitores, através do medo e projetar força pessoal, através da autopromoção. 

A palavra “Brasil”, por exemplo, é a mais usada pela campanha do ultradireitista, numa frequência mais de 18 vezes superior a termos como “proposta(s)”. Embora faça parte do seu slogan “O Brasil vai Vencer”, “Brasil” também é usado conjuntamente a “Brasileiro(s)” e “Soberania” para criar sentido de pertencimento nacional, unidade, identidade coletiva e à defesa da nação. É o que diz a professora e pesquisadora em semiótica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Lilian Muneiro.

A responsabilidade pela elaboração do conteúdo dos guias – roteiro, cenário e edição, por exemplo – é integralmente do partido político. A legislação garante o espaço na programação de rádios e televisões, comerciais e públicas, para veiculação do guia ou propaganda eleitoral de candidatos a cargos estaduais, federais e presidência durante 70 minutos por dia, distribuídos entre os comerciais da emissora. 

O levantamento da Pública identificou as palavras mais repetidas por Flávio Bolsonaro nos 14 vídeos de seu guia eleitoral até agora. As peças estão disponíveis no perfil do candidato no YouTube e foram exibidas em rede nacional de 28 de agosto a 14 de outubro. O levantamento também identificou palavras que o candidato não citou, mesmo sendo assuntos de preocupação mundial. 

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Para a professora do Departamento de Letras da UFRN e pesquisadora em análise do discurso, Cellina Muniz, a escolha de palavras de Flávio Bolsonaro não deve ser interpretada como coincidência, pois para seu campo de estudos, as palavras que usamos não são só nossas, e carregam uma história. A construção narrativa visa projetar uma imagem de si “historicamente associada a regimes tipicamente autoritários. Governos totalitários, de diferentes posicionamentos ideológicos, sempre se pautaram na idolatria da figura mítica de um ‘chefe’ que tenta se afirmar simultaneamente como combatente e como guardião”, avalia.

Reprodução de vídeo de campanha de Flávio Bolsonaro
Reprodução de vídeo de campanha de Flávio Bolsonaro

O dito…

O termo “medo” aparece duas vezes mais que “esperança” nos guias eleitorais de Flávio Bolsonaro. “Esse discurso tenta comover seu público e construir sua adesão por meio do apelo emocional com a criação de um ‘inimigo’ a ser combatido (as milícias, o petismo etc.)”, avalia a professora Cellina Muniz.

“O Brasil nunca teve tanto medo”, disse o candidato no programa exibido no dia 1º de setembro, se referindo a grupos de facções espalhados pelo Brasil. “Comando Vermelho”, “facções”, “PCC” “organizações narcoterroristas” e “milícias” não são termos dos mais recorrentes no guia eleitoral, mas aparecem duas vezes mais que as palavras “democracia” e “paz” na mensagem passada aos eleitores.

Apesar do apelo ao medo, alguns fatos conectam o candidato ao universo que critica. Ainda em setembro, a revista piauí expôs que em 2023, o senador Flávio enviou emenda parlamentar para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), uma ONG sediada na Taquara, reduto miliciano na Zona Oeste do Rio. O pedido partiu de Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, preso e condenado por agir como braço operacional da organização criminosa dos irmãos Brazão, os mandantes do assassinato de Marielle Franco. Peixe é apontado como o elo entre os Brazão e os milicianos da região de Jacarepaguá.

Em sua análise, a pesquisadora de semiótica Lilian Muneiro comentou que os vocábulos sobre segurança produzem juntos um “eixo de sentido associado à vulnerabilidade, ao risco, à necessidade de proteção e ao restabelecimento da ordem. Nesse conjunto, também é possível observar a dimensão passional do discurso”, afirma.

As escolhas do que compõe o discurso repetido de Flávio Bolsonaro também ajuda a indicar suas prioridades narrativas. O candidato do PL falou mais em picanha do que em Deus ou saúde durante a propaganda eleitoral. O termo “picanha” foi repetido sete vezes, e superou também os vocábulos “corrupção”, “trabalhador” e “escola”. “A picanha é o símbolo do velho, do que tem de mais velho na política, que a gente não aguenta mais, tem uma diferença fundamental entre o atual presidente e eu”, disse o candidato no vídeo veiculado uma semana antes do dia da votação.

“No conjunto dos termos e expressões que são reiterados na fala do candidato, constróem-se eixos discursivos que focam em uma ideia sem aprofundamento, imediatista, apressada e impregnada de um senso de urgência e de ‘medo’, que não dá conta nem explica o processo de construir um ‘Brasil’, como se um país continental pudesse se resumir a soluções simplistas e genéricas”, avalia especialista em semiótica e professora de ciências do consumo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Jaqueline de Melo.

Outra palavra de grande incidência foi “mulher(es)”, a quinta mais citada. No discurso de Flávio Bolsonaro ela está constantemente relacionada a “mães”, como visto no primeiro programa do guia, exibido em 29 de agosto: “Quando eu aprendi com a minha mãe, que formou a minha visão de como as mulheres são. De como elas lideram de uma forma diferente. Em muitas coisas, muito melhor do que os homens”. “Família(s)” também ganhou destaque, sendo a oitava palavra mais citada.

A recorrência destes termos ligados ao feminino conotam um sentido de proteção, cuidado e à reprodução social, o que sugere uma valorização dos vínculos familiares, falou a pesquisadora Muneiro. Essa valorização não significa necessariamente uma relação harmônica na “vida real”. 

Em junho deste ano, a madrasta do candidato e senadora eleita, Michelle Bolsonaro (PL), publicou em suas redes sociais dois vídeos onde se dizia “apunhalada”, “humilhada” e “maltratada” por Flávio Bolsonaro. “Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi”, disse a ex-primeira-dama no vídeo, que, semanas depois, fez nova publicação indicando reconciliação com o enteado.

Reprodução de vídeo publicado por Michelle Bolsonaro nas redes sociais
Reprodução de vídeo publicado por Michelle Bolsonaro nas redes sociais

…O não dito…

Um elemento do discurso que também é campo de estudo para analistas é o silêncio. “O não dito faz sentido também. Temas que são importantes para o cotidiano das pessoas não estão presentes, o que nos leva a entender não serem prioridades”, opina Lilian Muneiro. Cultura, Amazônia, meio ambiente, mobilidade urbana, moradia e clima são alguns dos termos tradicionais no debate democrático mas que não foram mencionados até agora pela propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro. 

Segundo pesquisa divulgada em setembro deste ano pela Ipsos, saúde, corrupção financeira/política, pobreza e desigualdade social, educação, mudanças climáticas e ameaças ao meio ambiente estão entre as dez principais preocupações dos brasileiros.

“A pergunta que me faço é: de que Brasil está se falando quando as palavras ‘ladrão’ e ‘bandido’ aparecem mais que as palavras ‘escola’ e ‘trabalhador’? Como é possível mencionar os termos ‘melhor’, ‘mudar’ e ‘futuro’, sem ao menos se referir a um projeto de ‘educação pública’ e de ‘oportunidades de emprego’ e ‘geração de renda?’”, reflete Jaqueline de Melo. 

As duas vezes em que cita o pai, o discurso de Flávio indica continuidade/referência do governo dele. “[…] gera mais empregos e o consumo aumenta. E o governo arrecada mais, taxando menos. Sem sufocar você. Isso já aconteceu com o Bolsonaro”, disse no programa exibido no dia 3 de setembro. 

O “sufoco”, no entanto, não se limita a questões de tributação, como o candidato faz parecer. No primeiro ano de governo, Jair Bolsonaro bloqueou R$ 5,839 bilhões de investimento na educação brasileira, o que levou os estudantes às ruas contra o congelamento. No âmbito do meio ambiente, em 2020 a Amazônia Legal teve 276 quilômetros quadrados de área desmatada, um aumento de 10% em relação a dezembro de 2019, segundo dados do Sistema de Alerta do Desmatamento. A gestão Bolsonaro também foi marcada pelo retorno do Brasil ao Mapa da Fome em 2021, de acordo com o relatório das Nações Unidas e a ameaça constante de direitos. 

Outra ausência notada foi a da palavra “agro”. Embora se diga aliado do Agronegócio, e seja apoiado por figuras do setor, como o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado federal reeleito Pedro Lupion (Republicanos/PR), o candidato à presidência não fez nenhuma menção ao tema durante a propaganda eleitoral gratuita. Os termos “feminicídio” e “racismo” também ficaram de fora das peças de campanha do filho 01 de Jair Bolsonaro.

Nossa Senhora Aparecida estava entre os temas do programa de Flávio Bolsonaro exibido no dia 12 de outubro

…e o mutante

A propaganda eleitoral do segundo turno começou em 9 de outubro e, até agora, dois programas do candidato Flávio foram ao ar: um dia 12, outro dia 14 de outubro, e as palavras trazidas por elas mantêm a tônica do que é dito no primeiro turno. 

De novidade nos roteiros da propaganda eleitoral para a TV há termos curiosos, como “hospital”, ausente em todo o primeiro turno, e menções a programas do governo federal, como o Farmácia Popular e o Bolsa Família. 

O posicionamento é uma clara resposta à campanha do adversário petista, Lula, que prioriza esses mesmos temas e põe em xeque a manutenção do investimento deles em um eventual governo Flávio Bolsonaro. 

Essa estratégia fica evidente quando se percebe que Nossa Senhora Aparecida, protagonista da polêmica, que envolveu sua campanha, sobre a suposta alteração do título de “padroeira do Brasil” para “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, estava entre os temas do programa exibido no dia 12 de outubro, feriado nacional em homenagem à santa. 

O Farmácia Popular é um dos programas sociais protagonistas destas eleições, sendo usado pelas candidaturas de formas diferentes. A medida foi implementada em 2004 durante o primeiro mandato de Lula, que nessas eleições fala em dar continuidade à proposta. O programa conta com ampla aprovação da população, que, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14) pelo AtlasIntel/Bloomberg, é um acerto para 89% dos entrevistados.

Este programa também esteve na mira dos cortes orçamentários do mandato de Jair Bolsonaro, que em 2022 enviou ao congresso uma proposta que previa 59% de redução nos recursos do Farmácia Popular. Em seu plano de governo, Flávio não cita o programa social, mas no programa exibido no dia 12 de outubro, afirma que o Farmácia Popular “continua, claro”. 

Metodologia

  • Foram identificados os 14 vídeos institucionais que integraram o guia eleitoral de TV para a corrida presencial 2026 do candidato Flávio Bolsonaro;
  • As peças foram transcritas e analisadas de acordo com a densidade de vocábulos utilizados;
  • Conectores, artigos, preposições e pronomes foram excluídos do levantamento;
  • Variações de um mesmo termo, por gênero ou número, foram unidos para melhor refletir o sentido do discurso exibido no guia;
  • A partir da lista das 106 palavras mais recorrentes, a nuvem de palavras foi criada para representar as prioridades discursivas.

Líderes do Futuro oferece formação e mentoria gratuitas a 30 jovens algarvios

17 October 2026 at 16:09

Os participantes têm entre 14 e 19 anos e são de Albufeira, Loulé, Lagoa e Silves. O percurso inclui atividades de grupo e experiências de voluntariado.

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FGM destaca habilitação dos 246 municípios goianos ao VAAT 2027

16 October 2026 at 21:54

Os 246 municípios de Goiás estão habilitados a participar do cálculo do Valor Anual Total por Aluno (VAAT) para 2027. O resultado foi divulgado pela Portaria Conjunta nº 7, de 14 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (16), e coloca em evidência o trabalho de acompanhamento e orientação técnica desenvolvido pela Federação Goiana de Municípios (FGM) junto às administrações municipais.

A habilitação é uma etapa necessária para que as cidades participem da apuração da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A FGM ressalta, porém, que estar habilitado não garante o recebimento dos recursos. O repasse dependerá do valor do VAAT apurado para cada município e dos critérios nacionais de distribuição.

O procedimento exige regularidade e consistência das informações contábeis, orçamentárias e fiscais referentes a 2025. Entre os dados considerados estão a Matriz de Saldos Contábeis (MSC), transmitida pelo Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), e as informações do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), encaminhadas ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope).

Essas exigências demandam atuação integrada de diferentes setores das prefeituras, incluindo as Secretarias de Educação e Fazenda, as áreas de Finanças e Contabilidade e os órgãos de Controle Interno. Segundo a FGM, a regularidade dos registros permite à União calcular os indicadores utilizados na distribuição dos recursos destinados à educação básica.

A Federação acompanha as regras de financiamento da educação, orienta tecnicamente os gestores e divulga informações para auxiliar as administrações municipais no cumprimento das exigências legais. O objetivo é contribuir para que as prefeituras mantenham os dados atualizados e adotem procedimentos adequados à gestão dos recursos educacionais.

Habilitação não garante repasse

Para receber a complementação-VAAT, o município precisa, além de estar habilitado, apresentar valor apurado abaixo do mínimo nacional estabelecido para o exercício, conforme as regras do Fundeb.

A relação das cidades que efetivamente receberão os recursos em 2027 deverá ser divulgada em portaria até 31 de dezembro de 2026, de acordo com as informações fornecidas pela FGM. Até lá, os gestores municipais devem acompanhar as próximas etapas e verificar os dados específicos de suas administrações.

Para a Federação, a habilitação de todos os municípios goianos demonstra atenção às obrigações que influenciam o financiamento da educação básica. A entidade informou que continuará acompanhando as etapas do Fundeb e orientando as prefeituras sobre a regularidade das informações e o planejamento dos recursos destinados à educação pública municipal.

Goiás tem previsão de R$ 322,6 milhões em 2026

Na estimativa atualizada para 2026, 42 municípios goianos estão contemplados com previsão de aproximadamente R$ 322,6 milhões em recursos da complementação-VAAT. Os valores constam da Portaria Interministerial MEC/MF nº 11/2026.

O número de municípios beneficiados e os montantes destinados a Goiás em 2027 dependerão da apuração do VAAT e da divulgação dos parâmetros oficiais para o próximo exercício.

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Jornadas de Educação decorrem em Beja

16 October 2026 at 12:35

III Jornadas de Educação nos dias 30 e 31 de outubro, no Pax Julia – Teatro Municipal

O Município de Beja promove, nos dias 30 e 31 de outubro, as III Jornadas de Educação, no Pax Julia – Teatro Municipal com entradas gratuitas, mediante inscrição prévia.

Com o programa definitivo a divulgar brevemente, as Jornadas de Educação reúnem profissionais da Educação e outros agentes da comunidade educativa para dois dias de reflexão, partilha de experiências e debate sobre os desafios e as oportunidades da Educação. Com esta iniciativa, o Município de Beja pretende reforçar o diálogo entre escolas, profissionais, famílias e comunidade, valorizando a Educação como um compromisso partilhado na construção do futuro das crianças e dos jovens.

O programa inclui, entre outros, a participação do escritor Mia Couto, por videoconferência, com a intervenção «Reencantar o Mundo: Educar Jovens para Imaginar, Pensar e Transformar», da psicóloga Filipa Jardim da Silva, com uma abordagem à saúde mental e ao bem-estar na comunidade educativa, e de Sofia Manso, que dinamizará um laboratório dedicado à liderança, às pessoas e à construção de comunidades educativas.

A programação integra ainda duas mesas-redondas sobre a descentralização das competências na área da educação e a valorização de percursos educativos de personalidades ligadas a Beja estará a cargo da jornalista e comunicadora, Marta Leite de Castro, promovendo o diálogo sobre os desafios e as perspetivas futuras da Educação.

Os laboratórios constituem uma componente central das Jornadas e decorrerão entre o Centro Unesco e o teatro municipal Pax Júlia, com propostas dedicadas à liderança e ao trabalho em comunidade, à inteligência artificial, ao empreendedorismo, à escrita criativa, à Educação inclusiva. Estas sessões pretendem proporcionar momentos de aprendizagem prática, partilha de experiências e exploração de estratégias aplicáveis aos contextos educativos.

Entre os restantes destaques encontra-se a Talk do ex-futebolista Tarantini, sob o tema «O que vais fazer quando o sonho mudar?», dedicada às escolhas, à resiliência e à construção de um projeto de vida, bem como uma talk sobre literacia digital, centrada na influência dos algoritmos e das redes sociais e na importância do pensamento crítico.

Integrado na III Edição das Jornadas de Educação, no dia 31 de outubro, entre as 14h30 e as 18h00, a Biblioteca Municipal José Saramago recebe o encontro solidário «Pais (Im)Perfeitos», da Rise Together em parceria com a autarquia de Beja. Este painel é dedicado à parentalidade inteligente e a iniciativa abordará temas como as emoções, a consistência parental e a promoção da autonomia das crianças, envolvendo especialistas e profissionais ligados à educação e às famílias.

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