Milhares marcham em Portugal — e em Espanha, França, Bélgica, Itália, Turquia

O papa Leão XIV, de 71 anos, apresenta evolução positiva após passar por uma cirurgia para retirada de parte do pulmão direito, onde foi identificado um câncer. Segundo comunicado divulgado pelo Vaticano nesta sexta-feira (16), a recuperação do pontífice é constante e ele já consegue realizar suas atividades diárias com autonomia.
A primeira aparição pública do papa desde a hospitalização está prevista para domingo, quando ele deverá participar da tradicional oração. Embora sua agenda estivesse suspensa até 20 de outubro, foi aberta uma exceção para o compromisso.
Na quinta-feira, Leão XIV foi submetido a exames de rotina, que apresentaram resultados normais. Uma radiografia do tórax também apontou uma boa recuperação do pulmão operado.
De acordo com o boletim médico, a evolução geral do pontífice está dentro do esperado. Durante a recuperação, ele realizou atividades cotidianas de forma independente e participou de sessões de fisioterapia.
O papa está internado no Hospital Gemelli, em Roma, instituição conhecida por atender e receber para tratamentos e cirurgias outros pontífices.
Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, tipo mais comum de câncer de pulmão. Na tarde de terça-feira (13), os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito do pontífice.
Segundo o Vaticano, o procedimento foi concluído com sucesso e não houve complicações. Até agora, porém, não foram divulgadas informações sobre o tamanho do tumor ou sobre uma possível disseminação da doença para os linfonodos próximos. Esses dados são importantes para avaliar o prognóstico.
Mesmo durante a recuperação do pontífice, os preparativos para a viagem à América do Sul, prevista para novembro, seguem em andamento. Até o momento, o Vaticano não informou alterações no planejamento da visita.

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VTM
O sistema permite a criação de um canal de comunicação direto entre as pessoas idosas e a GNR, contribuindo para reforçar a sua segurança, salvaguardar a sua autonomia e a permanência no próprio domicílio.
Na cerimónia de entrega dos dispositivos, a presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, Helena Lapa, destacou a importância da operacionalização deste projeto, considerando que “este projeto nasceu com a missão clara de proteger quem mais precisa, os nossos cidadãos em situação de maior vulnerabilidade, solidão e isolamento geográfico, sendo mesmo uma salvaguarda para o bem-estar dos nossos cidadãos mais vulneráveis e expostos”, vincou.
A autarca agradeceu à GNR pela parceria e “por estarem na linha da frente para quem mais precisa”.
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As más notícias fazem mais barulho, mas o mundo também avança com o que acontece de positivo. É verdade que todos os dias somos confrontados com guerras, crises e incertezas que nos fazem duvidar do caminho que a humanidade está a seguir. É natural. O medo prende a atenção, e as manchetes sabem disso. Mas, muitas vezes longe dos holofotes, há conquistas silenciosas que mudam milhões de vidas.
Há doenças que estão prestes a desaparecer da face da Terra. Há mais crianças a nascer e conseguirem sobreviver para crescer, vivemos mais anos e há menos pessoas a viver na pobreza extrema. O próprio planeta dá sinais de recuperação. Nada disto aconteceu por acaso. É o resultado do trabalho persistente de cientistas, médicos, voluntários, governos e comunidades que nunca desistiram.
Olhar para estes avanços não significa ignorar o que ainda está por fazer. Significa recusar a ideia de que nada muda e saber que há razões para sermos gratos. E a ciência garante que este olhar também nos faz bem: quem cultiva a gratidão tende a dormir melhor, a sentir menos ansiedade e até a viver mais tempo. Não se trata de ver o mundo cor-de-rosa, mas de treinar o olhar para reconhecer o que está bem, mesmo quando tanto parece estar mal.
Para quem um dia deixou Portugal em busca de uma vida melhor, a gratidão não é um conceito estranho. Antes pelo contrário, sentimos gratidão pelos sacrifícios dos que vieram antes de nós, pelas oportunidades que este país nos abriu e por uma comunidade que continua a saber dar as mãos, sempre que é necessário.
Com o aproximar do Dia de Ação de Graças, resolvemos deixar-vos alguns números que provam que, sim… apesar de tudo, ainda há tanto a agradecer.
A esperança em números
Uma doença quase a desaparecer
Em 2025 registaram-se apenas 10 casos humanos da doença do verme-da-Guiné em todo o mundo. Em 1986 eram cerca de 3,5 milhões por ano. Poderá ser a segunda doença humana erradicada, depois da varíola.
Fonte: The Carter Center
Vidas salvas por uma vacina
59 milhões é o número estimado de vidas salvas pela vacina do sarampo entre 2000 e 2024. No mesmo período, as mortes pela doença caíram 88%.
Fonte: Organização Mundial da Saúde
Mais crianças a crescer
A mortalidade de crianças com menos de cinco anos caiu 60% desde 1990. Nessa altura, uma em cada 11 crianças não chegava aos cinco anos. Hoje é uma em cada 27.
Fonte: UNICEF / ONU (UN IGME)
Mais vida para viver (+27 anos)
Em 1950, a esperança de vida média no mundo era de 46 anos. Hoje ronda os 73.
Fonte: Nações Unidas, World Population Prospects
1,5 mil milhões fora da pobreza extrema
Em 1990 havia cerca de 2,3 mil milhões de pessoas a viver em pobreza extrema. Em 2024 eram 817 milhões, apesar de a população mundial ter crescido.
Fonte: Banco Mundial / Our World in Data
Um planeta com mais 85,6% de energia limpa
Esta foi a parte da nova capacidade elétrica instalada no mundo em 2025 que veio de fontes renováveis. Os 692 gigawatts acrescentados nesse ano são um recorde.
Fonte: Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA)
O céu a sarar-se
A camada de ozono está a recuperar. Deverá voltar aos níveis de 1980 por volta de 2040 na maior parte do mundo e em 2066 sobre a Antártida.
Fonte: Organização Meteorológica Mundial
E porque faz bem agradecer? Gratidão que prolonga a vida
Um estudo de Harvard acompanhou quase 50 mil mulheres com uma média de 79 anos. As que se sentiam mais gratas tinham menos 9% de risco de morrer nos quatro anos seguintes do que as menos gratas. A ligação mais forte foi com as doenças cardiovasculares.
Fonte: Universidade de Harvard, JAMA Psychiatry (2024)
Mais energia para o corpo
Num estudo clássico, um grupo de pessoas escreveu todas as semanas aquilo por que estava grato. Ao fim de nove semanas, faziam quase mais hora e meia de exercício por semana do que o grupo que anotava os seus aborrecimentos. Também se sentiam mais otimistas e mais satisfeitas com a vida.
Fonte: Emmons & McCullough, Journal of Personality and Social Psychology (2003)
Menos ansiedade e menos tristeza
Uma revisão de 64 ensaios clínicos concluiu que práticas simples de gratidão, como um diário ou uma carta de agradecimento, melhoram a saúde mental. Os participantes tinham menos 7,8% de sintomas de ansiedade e menos 6,9% de sintomas de depressão do que quem não fazia estas práticas.
Fonte: Diniz et al., revista Einstein (2023)
MS
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