O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e a Procuradoria Eleitoral se manifestassem, em até 30 minutos, sobre falhas no transporte público de eleitores durante o segundo turno das eleições neste domingo (25).
A determinação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir que a votação não fosse encerrada às 17h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Os três municípios baianos registraram relatos de redução ou ausência de ônibus em circulação.
O documento assinado pelo presidente do TSE entrou no sistema do tribunal às 16h06. Às 16h25, foi publicada a intimação que formalizou o prazo para manifestação da Procuradoria Eleitoral. Até a última atualização das informações disponíveis, não havia resposta dos órgãos na consulta pública dos processos.
Em decisão separada, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país.
Campanha aponta redução da frota
No pedido encaminhado ao TSE, a federação formada por PT, PCdoB e PV afirmou que o transporte coletivo nos três municípios baianos havia sido “suprimido ou drasticamente reduzido”. A representação mencionou ônibus fora de circulação, terminais e pontos lotados e longos períodos de espera, apesar de anúncios de operação com frota de dia útil e gratuidade.
O caso também mobilizou o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou ao TRE-BA o envio de informações sobre as ocorrências. O tribunal regional deverá relatar a situação do transporte coletivo nas três cidades e informar se foi cumprida a decisão que ordenou o restabelecimento imediato da frota de Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.
Secretário está na França
Mais cedo, o TRE-BA determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após pedido do PT relacionado à falta de ônibus na capital baiana durante a votação.
A Prefeitura de Salvador informou que Souza está em Paris, na França, em missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, ele retorna nesta segunda-feira (26) e vai se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.
Transporte preocupa campanhas
O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para eleitores em oito estados durante o segundo turno. Além da Bahia, o levantamento inclui São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.
As informações foram reunidas pelo setor de inteligência do ministério com base em dados de órgãos públicos locais, como Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e gestores do transporte.
A disponibilidade de transporte público ganhou relevância na disputa eleitoral diante da preocupação das campanhas com a participação dos eleitores. A equipe de Lula pediu a ampliação do horário de votação para permitir que pessoas afetadas pelos problemas de deslocamento tivessem mais tempo para chegar às seções eleitorais.
A apuração do segundo turno da eleição presidencial começa às 17h deste domingo (25), no horário de Brasília, após o encerramento da votação. Em uma disputa acirrada, a divulgação dos primeiros resultados pode colocar um candidato na liderança e, ao longo da contagem, mostrar uma mudança de posição conforme os votos de diferentes regiões são contabilizados.
A ordem de processamento dos boletins de urna varia a cada eleição. Por isso, a liderança inicial não significa necessariamente vitória, já que o resultado parcial depende das localidades cujas urnas já foram apuradas.
No primeiro turno deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu a dianteira logo no início da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até as 19h, quando quase metade das urnas havia sido contabilizada, ele mantinha uma vantagem de nove pontos percentuais sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A diferença diminuiu à medida que os votos do Nordeste, especialmente da Bahia e do Ceará, entraram na contagem. Ao final, Flávio registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
Viradas marcaram a eleição de 2022
A apuração do primeiro turno de 2022 também teve mudanças na liderança. Lula começou à frente, mas foi ultrapassado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) às 17h13. Bolsonaro ampliou sua participação até alcançar 48,98% dos votos válidos às 18h09.
A segunda virada ocorreu às 20h02, quando cerca de 70% das urnas já haviam sido apuradas. Lula ultrapassou Bolsonaro e passou a ampliar a vantagem até o encerramento da contagem. O petista terminou aquela etapa com 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% do adversário.
No segundo turno de 2022, Lula também começou atrás de Bolsonaro na apuração. O petista assumiu a liderança às 18h44, quando aproximadamente 67% das urnas haviam sido contabilizadas. Por volta das 19h, o Datafolha projetou a vitória de Lula.
Como funciona a apuração
A totalização dos votos é realizada de forma automatizada pela Justiça Eleitoral. Os dados registrados nas urnas são transmitidos por uma rede própria, com mecanismos de segurança, para os sistemas responsáveis pela consolidação dos resultados.
A transmissão dos boletins de urna ocorre por canais seguros, e os equipamentos de votação não ficam conectados à internet durante a votação. O processamento segue os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
A divulgação dos resultados parciais permite acompanhar a evolução da contagem, mas a posição dos candidatos pode mudar até que os votos de todas as localidades sejam contabilizados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial entre os brasileiros que votaram na China continental, neste domingo (25), com 70,5% dos votos totais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 25,2%. A votação ocorreu em Pequim, Xangai e Cantão, sem incluir Hong Kong.
Lula recebeu 375 votos, enquanto Flávio somou 134. Também foram registrados dois votos em branco e 21 nulos, que representam 4,3% do total. Ao todo, 532 brasileiros compareceram às urnas, cerca de 23% a mais do que no primeiro turno, quando 432 eleitores votaram.
O comparecimento aumentou apesar da abstenção continuar elevada. Dos 1.503 eleitores aptos nas três cidades, 64,6% não votaram, ante 71% na primeira rodada.
Resultado por cidade
Em Xangai, cidade com o maior eleitorado brasileiro na China continental, Lula recebeu 182 votos, equivalentes a 68,9% do total. Flávio teve 66 votos, ou 25%. Dos 740 eleitores aptos, 264 compareceram às urnas.
Em Pequim, Lula alcançou sua maior vantagem proporcional, com 126 votos, ou 84,6%. Flávio recebeu 22 votos, equivalentes a 14,8%. A capital chinesa registrou o maior comparecimento proporcional entre as três cidades, com 149 dos 344 eleitores aptos, o equivalente a 43,3%.
Em Cantão, Flávio obteve seu melhor resultado, com 46 votos, ou 38,7%. Lula recebeu 67 votos, correspondentes a 56,3%. Dos 419 eleitores aptos, 119 participaram da votação, com comparecimento de 28,4%.
Os resultados foram apurados a partir dos boletins de urna das três cidades e abrangem exclusivamente a China continental.
Comparação com o primeiro turno
Na primeira rodada, Lula também venceu na China continental, com 62% dos votos totais, contra 23% de Flávio. O petista recebeu 268 votos, enquanto o senador somou 98.
Na ocasião, 432 brasileiros votaram nas três cidades, em um universo de aproximadamente 1.500 eleitores aptos. A abstenção chegou a 71%.
A comparação indica crescimento da votação de Lula e de Flávio em números absolutos, além do aumento da participação dos eleitores brasileiros na segunda rodada.
Voto no exterior
A votação para presidente e vice-presidente da República no exterior foi organizada pela rede diplomática brasileira. Na China, as urnas foram abertas às 8h de domingo (25), no horário local, equivalente às 21h de sábado (24), em Brasília.
Os brasileiros com domicílio eleitoral no país puderam votar em Pequim, Xangai e Cantão, além de Hong Kong, região administrativa especial chinesa.
A China reúne 2.189 eleitores brasileiros cadastrados, segundo os dados apresentados no levantamento. Desse total, 55% são homens. Eleitores com ensino superior completo representam 49%, e a faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, seguida pela de 25 a 29 anos.
Em todo o exterior, 918,9 mil brasileiros estavam aptos a votar. O eleitorado brasileiro fora do país supera o número de eleitores de Roraima, Amapá e Acre. Nessas localidades, o voto no exterior é permitido apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.
Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros no exterior, com 265,4 mil, seguidos por Portugal, com 134,8 mil, e Japão, com 88,4 mil.
O vice-presidente e candidato à reeleição junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin, chegou para votar em um colégio em Morumbi, na zona Sul de São Paulo, às 12:10 deste domingo (25).
Ele veio acompanhado de sua esposa, Lu Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo derrotado nas urnas, Fernando Haddad, e de Simone Tebet, Tabata Amaral e Marina Silva.
Após a votação, Alckmin disse que está “muito confiante devido ao movimento que viu nos últimos dias”.
“Mulheres, homens, a melhor idade impressionante a presença de todos nas ruas. Ficamos muito confiantes, animadíssimos, pois cresceram as redes cresceram as ruas e nós vamos garantir a democracia que é onde o povo é ouvido” disse aos jornalistas no colégio Santo Américo.
Alckmin destaca participação dos jovens
Alckmin citou que dia 25 de outubro é o dia Nacional da Juventude e também o dia Nacional da Democracia, e elogiou a presença jovem no segundo pleito.
“O futuro começa hoje, e ele se chama juventude. Os jovens geram um grande exemplo, ocupando as ruas de maneira espontânea, alegre, dando um exemplo de amor ao próximo”, disse.
Segundo ele, as eleições estão com um sentimento semelhante ao do movimento Diretas Já, no final dos anos 1980, quando milhares foram às ruas em defesa da democracia. “Nesse segundo turno vimos no Brasil inteiro cidades pequenas no interior e capitais, todo mundo nas ruas defendendo a democracia que é interpretada hoje, pelo presidente Lula.”
Vice-presidente repudia ataques a apoiadores de Lula
Ele também repudiou os ataques violentos contra apoiadores do presidente Lula ontem, em que a vereadora de Montes Claros do PT Iara Pimentel, e o engenheiro Marcelo Rocha, em Santos, foram agredidos.
“Foi um ataque covarde apenas por manifestarem sua opinião política”, disse. (Ana Bottallo/FOLHAPRESS)
Forse a centrarla in pieno volto è stato un mattone, forse una bottiglia di vetro. Cambia poco. Nelle ore in cui il Brasileè chiamato al voto per eleggere il nuovo capo dello Stato tra l’uscente Luis Ignacio “Lula” da Silva e Flavio Bolsonaro, la consigliera comunale Iara Pimentel, esponente del Partito dei lavoratori (Pt), è stata colpita al viso e ferita durante un’aggressione contro una manifestazione elettorale a sostegno del presidente e candidato della sinistra, sabato sera a Montes Claros, nello Stato di Minas Gerais.
Alcuni video pubblicati sui social media mostrano un gruppo di manifestanti che indossano le maglie della nazionale di calcio brasiliana mentre lanciano oggetti contro il camion con l’impianto audio sul quale sfilava Pimentel insieme ad altri politici. In un altro filmato, la donna appare priva di sensi, con una ferita vicino all’occhio. In sottofondo, un uomo non identificato condanna gli attacchi e dichiara che verranno chiamate le forze dell’ordine. La consigliere ha perso conoscenza ed è stata trasportata d’urgenza in ospedale dove è stata sottoposta a esami e tenuta in osservazione.
Anche il deputato federale Paulo Guedes presente alla manifestazione, è stato bersaglio del lancio di oggetti. Immagini pubblicate sui social network e rilanciate dai media locali mostrano il momento dell’aggressione. Il Partito dei lavoratori di Minas Gerais e altri esponenti politici hanno condannato l’attacco e chiesto che i responsabili siano identificati e perseguiti. Insegnante, Pimentel è stata eletta consigliera comunale nel 2020 e rieletta nel 2024. Si occupa della tutela dei lavoratori dell’istruzione e delle donne vittime di violenza domestica.
“A Montes Claros un gruppo di sostenitori di Bolsonaro che si trovavano in un bar ha lanciato un mattone contro una nostra consigliera – ha commentato Lula uscendo dalla scuola di Sao Bernardo do Campo, nello Stato di San Paolo, dove ha votato -. C’è un’altra notizia di un decesso avvenuto a Corumbá. Una dimostrazione di violenza contro chi vuole la democrazia”, ha concluso Lula. “Non ho mai visto così tante donne, così tanti uomini, così tanti giovani piangere e invocare la democrazia. Il rovescio della medaglia è la violenza che dalla parte del bolsonarismo si sta imponendo alla nazione brasiliana”, ha detto ancora il presidente uscente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição nas eleições de 2026, votou na manhã deste domingo (25) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Lula chegou ao colégio às 10h acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad.
O presidente posou segurando a bandeira do Brasil, inicialmente sozinho e, depois, ao lado dos políticos que o acompanharam até o local de votação.
Antes de chegar ao local de votação, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua casa. Ele destacou a participação população neste segundo turno lembrando que está com 80 anos e que participa da vida política há cinco décadas.
“Participei da campanha das Diretas e, de 1989 para cá, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual ao que vi neste segundo turno. Na Bahia, no Pará, em Minas Gerais, em Copacabana. Ontem, em São Paulo, na Avenida Paulista, eu confesso uma coisa para vocês: acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato político como aquele. Nunca, nunca."
"Então, eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor, e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo. Eu nunca vi, sinceramente. Não acredito que alguém um dia tenha sido tratado com o carinho com que fui tratado neste segundo turno”.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou às 8h15 deste domingo (25), em uma escola municipal de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o senador foi recebido por apoiadores e também ouviu manifestações contrárias.
Cerca de 20 apoiadores saudaram Flávio na rua Almirante João Cândido Brasil. Em sentido contrário, funcionários de uma loja próxima gritaram o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo também mencionou Ana Clara, menina morta em um caso envolvendo um policial que, segundo as informações divulgadas, é defendido por Flávio.
Após votar, o candidato afirmou estar satisfeito com a campanha do segundo turno e classificou a disputa como limpa.
“Muito feliz com a campanha dessa segundo turno, uma campanha alegre e limpa. Chegou a hora da mudança, o Brasil não aguenta mais, a vida de todo mundo piorou”, declarou.
Em um discurso de aproximadamente um minuto, sem responder a perguntas dos jornalistas, Flávio voltou a explorar os temas do endividamento das famílias e da segurança pública, em críticas ao governo Lula.
“A esperança virou medo, de andar à noite na rua, ter o celular, a moto roubados, medo da geladeira vazia, de não pagar as contas. A gente tem toda condição de montar um grande time. Quero pedir que faça chuva ou faça sol, saiam de casa para votar”, afirmou.
Flávio deve acompanhar a apuração dos votos em Brasília.
Luiz Inácio Lula da Silva, the leftist incumbent, and Flávio Bolsonaro, the right-wing challenger, face off in a narrow race that could redefine the future of Latin America.
Domenica 25 ottobre in Brasile si vota al secondo turno delle elezioni presidenziali. Il ballottaggio è tra Lula, candidato del Partido dos Trabalhadores (Partito dei Lavoratori) e Flávio Bolsonaro, candidato con il Partido Liberal, figlio dell’ex presidente Jair Bolsonaro, condannato nel 2025 a oltre 27 anni di carcere per il tentato colpo di Stato del 2023. Se l’elezione del Presidente è già di per sé un evento centrale in ogni democrazia, lo è ancor di più all’interno di un Paese la cui forma di Stato, per una serie di combinazioni storico-sociali, viene definita “presidenzialismo imperiale“. “Questa espressione evidenzia la particolare concentrazione di poteri nella figura del Presidente della Repubblica. In Brasile il Presidente non è soltanto il capo del Governo, ma anche il capo dello Stato, il vertice dell’amministrazione federale e il comandante supremo delle Forze armate”, spiega Rolando Tarchi, professore di diritto costituzionale comparato all’Università di Pisa. “Si tratta di una presidenza molto forte, a cui sono attribuiti importanti poteri di direzione politica, iniziativa legislativa e intervento nell’economia”.
Tuttavia, un presidente forte non ha un potere illimitato: la stessa Costituzione prevede pesi e contrappesi per limitarne la centralità. Dunque, indipendentemente da chi sarà, chi vincerà dovrà fare i conti con una serie di enti e istituzioni che ne controbilanceranno il potere. Primo tra tutti il potere giudiziario: in Brasile negli ultimi anni le pronunce del Supremo Tribunal Federal stanno acquisendo la tendenza a uscire dal mero controllo di costituzionalità delle leggi e a incidere sul funzionamento delle istituzioni. Accanto a esso opera il Tribunale superiore elettorale, che non si limita ad amministrare le elezioni ma giudica anche gli abusi commessi in campagna elettorale. “Le vicende seguite alle elezioni del 2022, culminate nell’assalto alle sedi delle istituzioni a Brasília l’8 gennaio 2023 e nella successiva condanna di Jair Bolsonaro, hanno mostrato quanto il potere giudiziario sia diventato centrale nella difesa dell’ordine costituzionale” spiega il professore. Nonostante la burrascosa storia democratica del Brasile, fatta di colpi di Stato e cambi repentini di regime, è la prima volta che un ex Presidente brasiliano viene condannato per un attentato all’ordine democratico.
Oltre ai rapporti con gli altri poteri dello Stato – tra cui, ovviamente, anche quello legislativo, rappresentato dal Congresso -, il Presidente brasiliano deve relazionarsi con una pluralità di centri territoriali di potere sparsi nel Paese. Il Brasile, infatti, è una federazione composta da 26 Stati, dal Distrettofederale e dai Comuni, riconosciuti dalla Costituzione come enti federativi a pieno titolo: molto delle opportunità politiche di governo passa dal rapporto con queste realtà locali. “Il federalismo brasiliano, come in genere quelli latinoamericani, è stato a lungo debole, schiacciato dal centralismo dei regimi autoritari e dalla dipendenza finanziaria degli Stati dal centro” precisa Tarchi, “ma ha recuperato importanza durante la pandemia di Covid-19. Di fronte al negazionismo imposto dalla presidenza Bolsonaro, che minimizzava la gravità del virus e osteggiava le misure di contenimento, governatori e sindaci hanno adottato autonomamente restrizioni e misure sanitarie, e nell’aprile 2020 il Supremo Tribunal Federal ha stabilito che potessero agire in autonomia, senza aspettare il governo federale. Lo Stato di San Paolo, attraverso l’Istituto Butantan, ha avviato la produzione di vaccini e ha spinto il governo federale ad avviare la campagna vaccinale nazionale. In quella fase il federalismo ha funzionato come un vero contrappeso alla Presidenza”.
Ancora più interessante è, però, il sistema dei partiti che funge da contrappeso al potere del Presidente: “Gli studiosi definiscono il modello brasiliano presidencialismo de coalizão, ossia ‘presidenzialismo di coalizione‘. È una formula apparentemente contraddittoria. Il Presidente è eletto per governare personalmente, ma per governare concretamente deve comportarsi, almeno in parte, come il capo di una coalizione parlamentare“. Il motivo di questo modus operandi particolare del presidente brasiliano risiede nella frammentazione del sistema dei partiti – differenza evidente con il caso americano, dove i partiti che si scontrano alle elezioni sono di fatto due, Repubblicani e Democratici. Alla forza giuridica della Presidenza prevista a livello teorico dalla costituzione brasiliana, si contrappone una debolezzapolitica di fatto, riconducibile proprio alla frammentazione dei partiti: il Presidente deve costruirsi una maggioranza (il più possibile ampia e solida) che gli permetta di governare. Di nuovo Tarchi: “Qui emerge il paradosso. La legittimazione diretta e i forti poteri costituzionali non assicurano una maggioranza politica stabile. Il Presidente può dipendere da accordi mutevoli, concessioni programmatiche, distribuzione di incarichi e negoziati sulle risorse di bilancio. Ne può derivare una minore trasparenza della responsabilità politica: agli elettori non è sempre chiaro quali decisioni dipendano dal Presidente e quali siano il risultato di compromessi imposti dai suoi alleati”.
Nell’ultimo mandato di Jair Bolsonaro (2019-2022) si è visto bene questo meccanismo: pur volendosi presentare come l’uomo fuori dal sistema, come il presidente che si sarebbe tenuto fuori dai meccanismi politici tradizionali, “dovette negoziare con i partiti del Centrão per la formazione delle maggioranze. Nel 2021 affidò a uno dei loro leader la Casa Civil, il cuore politico del governo” racconta Tarchi. Va detto che in Brasile le appartenenze parlamentari sono fluide: “I partiti del Centrão, come la federazione UniãoProgressista, il PSD, i Republicanos o l’MDB, hanno partecipato negli ultimi anni anche al governoLula. Più che dal voto, le maggioranze sono determinate dalle trattative che seguono il voto” prosegue il professore.
Per questi motivi, le elezioni di domenica prossima si rivelano cruciali per il futuro della vita politica del Brasile. Due gli scenari individuati da Tarchi: “Se il ballottaggio fosse vinto da Lula, si determinerebbe una situazione assimilabile al governo diviso: un Presidente privo di una maggioranza parlamentare omogenea, costretto a negoziare ogni provvedimento con un Congresso in cui i partiti a lui ostili sono maggioritari in entrambe le Camere, con il rischio di paralisi e di un conflitto permanente sul bilancio e sulle nomine. Se invece vincesse Flávio Bolsonaro, la Presidenza potrebbe contare su una maggioranza ampia e politicamente omogenea, vicina, soprattutto al Senato, alle soglie necessarie per modificare la Costituzione“.
Al primo turno il senatore FlavioBolsonaro, esponente della destra e figlio dell’ex capo dello Stato Jair, ha ottenuto il 47,03% dei voti validi, contro il 45,16% del leader progressista e presidente uscente Luiz Inacio Lula da Silva, pari a uno scarto di circa 2,2 milioni di preferenze. E oggi 25 ottobre i due candidati vanno al ballottaggio che deciderà il nuovo presidente del Brasile. Sono 158,7 milioni gli elettori chiamati alle urne per scegliere il capo dello Stato per i prossimi quattro anni: i seggi saranno aperti dalle 8 alle 17, ora di Brasilia, dalle 12 e alle 21 in Italia. Lo scrutinio inizierà subito dopo la chiusura e i primi dati saranno diffusi dalle 17, le 21 in Italia. La legge vieta di diffondere i risultati degli exit poll fino alla chiusura dei seggi. Considerate le urne elettroniche e il fatto che si voti solo per la presidenza a livello nazionale e per i governatori in cinque Stati e nel distretto federale, i primi dati ufficiali, utili a delineare una tendenza, arriveranno ai centri di raccolta dati statali e saranno poi trasmessi a Brasilia nel giro di pochi minuti.
Tuttavia, con una sfida attesa sul filo di lana, alla luce del pareggio indicato dai sondaggi più autorevoli, potrebbe essere necessario attendere i risultati delle ultime sezioni. Per conoscere l’esito bisognerà quindi aspettare i dati ufficiali dello spoglio. Nel 2022, Lula fu dato per matematicamente eletto alle 19.56 locali (le 23.56 in Italia), quasi tre ore dopo la chiusura delle urne. A rendere decisivo il voto saranno anche gli indecisi e gli elettori che non si sono presentati al primo turno: gli astenuti sono stati 33,47 milioni, pari al 21,08% degli aventi diritto. Peseranno inoltre le scelte di chi aveva votato per gli altri candidati, in gran parte di destra, che avevano raccolto complessivamente circa 9,3 milioni di voti. In ballo, dalle elezioni di domenica, c’è il futuro politico del più grande Paese dell’America Latina, ovvero se si unirà alla destra regionale sostenuta dal presidente statunitense Donald Trump oppure rimarrà una roccaforte della sinistra. Un sondaggio dell’istituto Datafolha mostra i due candidati in parità con il 50% delle intenzioni di voto ciascuno, rispetto al vantaggio di quattro punti percentuali di Bolsonaro nei sondaggi pubblicati due settimane fa.
I due rivali – Luiz Inacio Lula da Silva, attuale presidente e icona della sinistra latinoamericana, si gioca tutto. Approdato in politica dal mondo operaio dopo anni di sindacalismo, a 80 anni cerca uno storico quarto mandato non consecutivo. In quelli precedenti al timone del Brasile ha provato a lavorare contro povertà e analfabetismo, per esempio con l’introduzione del programma ‘Bolsa Familia’. Una sua sconfitta di fine carriera implicherebbe anche certificare il passaggio dell’intera America Latina in mano alla destra, con l’eccezione del piccolo Uruguay. Una vittoria di FlavioBolsonaro, invece, inserirebbe la più grande economia del Sud America nell’ondata di estrema destra che ha già investito il resto del continente, in linea con l’Argentina di JavierMilei, il Cile di Antonio Kast e la Colombia del neo-presidente Abelardo de la Espriella. Bolsonaro Jr., 45 anni, ha un curriculum totalmente diverso da quello dell’avversario. Proviene dalla ‘dinastia’ politica dei Bolsonaro, con il padre Jair che è stato presidente del Brasile dal 2019 al 2022 ed è agli arresti con una condanna a 27 anni per il tentato golpe con cui si tentò di impedire proprio l’insediamento di Lula. La scelta del Brasile avrà impatto, oltre che sulla gestione interna, sulle politiche per l’Amazzonia e sul posizionamento geopolitico del Paese. Flavio Bolsonaro è alleato degli Usa di Donald Trump, mentre Lula si è più volte espresso contro l’ingerenza Usa e ha rafforzato i rapporti con la Cina. La chiave per il ballottaggio sono gli oltre 33 milioni di persone che il 4 ottobre a votare non ci sono andate: si tratta del 21% degli elettori, il più alto tasso di astensione al primo turno dal 1998, ed è su di loro che hanno puntato da subito entrambi i candidati.
Una mossa politica di cui il presidente in carica potrebbe raccogliere i frutti al ballottaggio è il via libera del Senato alla riduzione della settimana lavorativa da 44 a 40 ore, una proposta spinta proprio da Lula e approvata la settimana scorsa. Fra il primo e il secondo turno ha anche denunciato Meta, accusando i suoi algoritmi di favorire Bolsonaro e ottenendo un pronunciamento del tribunale in suo favore. Manifestazioni oceaniche per Lula da una parte e per Bolsonaro dall’altra si sono tenute il 18 ottobre in diverse città del Brasile. Per Lula c’è stata una massiccia discesa in campo di artisti. Oltre all’appoggio di Bad Bunny, che prima del 4 ottobre ha dato l’ok a usare la sua ‘Lo que le pasò a Hawaii’ per un video della campagna di Lula, per il presidente si sono impegnati numerosi musicisti brasiliani. A Rio la spiaggia di Copacabana si è riempita di migliaia di persone per quello che è stato soprannominato ‘Atto per la democrazia’, con il sostegno di cantautori come Caetano Veloso e Chico Buarque. Mentre un’altra icona della musica brasiliana, GilbertoGil, era sul palco di un altro evento simile a Salvador de Bahía. Dall’altra parte Bolsonaro Jr. e i suoi sostenitori si sono radunati sull’arteria principale di San Paolo, l’Avenida Paulista, con alleati chiave, fra le ripetute richieste di rilascio di Jair Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento do Datafolha divulgado neste sábado (24/10), véspera do segundo turno presidencial. A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa.
Na contagem dos votos totais, Flávio Bolsonaro registra 48% das intenções de voto, enquanto Lula soma 47%. Brancos e nulos representam 3% dos entrevistados, e outros 2% ainda não decidiram em quem votar. Os números indicam uma disputa apertada antes da votação.
Na pesquisa anterior, publicada na quinta-feira (22/10), Flávio Bolsonaro alcançou 50,54% dos votos válidos, ante 49,46% de Lula. O novo levantamento apresenta uma diferença numérica maior entre os candidatos, embora ambos permaneçam dentro da margem de erro. O instituto ouviu 4.050 brasileiros. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09540/2026.
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se concentram neste sábado (24/10), na Avenida Paulista, em São Paulo, para a mobilização que marcou o encerramento de sua campanha de rua antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10). O evento ocorreu na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República, em uma disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A concentração começou às 14h, nas proximidades da Alameda Campinas, e a participação de Lula estava prevista para as 16h. A programação reuniu lideranças políticas, parlamentares e representantes de partidos aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). A organização também previu a passagem do presidente em carro aberto pelo público.
A mobilização na capital paulista ocorreu após Lula participar, pela manhã, de um ato com apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. As duas agendas integraram a estratégia de encerramento da campanha petista na véspera do segundo turno. A escolha de grandes centros urbanos para as manifestações reforçou a tentativa de mobilizar eleitores e aliados na reta final da disputa.
O encerramento das atividades de rua ocorreu após o último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, transmitido pela TV Globo na sexta-feira (23/10). Enquanto o presidente realizou mobilizações no Rio de Janeiro e em São Paulo, o senador cumpriu compromissos de campanha em Belo Horizonte e na capital fluminense. Os eleitores voltam às urnas neste domingo (25/10) para decidir o segundo turno da eleição presidencial.
Apoiadores do presidente Lula (PT) levaram à concentração para a caminhada deste sábado (24), em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, cartazes em resposta à expressão “nove dedos”, usada por Flávio Bolsonaro (PL) para atacar o petista durante o último debate presidencial, realizado pela Globo na noite de sexta-feira (23).
Um dos cartazes traz a frase “Somos todos 9 dedos mãos limpas”, acompanhada de desenhos de mãos com quatro dedos. Outros manifestantes também exibem mensagens semelhantes na orla, que já reúne uma multidão de apoiadores.
Flávio pediu desculpas
Flávio pediu desculpas após usar a expressão capacitista, em referência ao dedo que Lula perdeu em um acidente de trabalho em 1964.
Camisas da seleção brasileira
Além do tradicional vermelho, predominante entre bandeiras, camisetas e acessórios, muitos participantes também vestem a camisa da seleção brasileira, símbolo frequentemente associado a manifestações bolsonaristas nos últimos anos.
A caminhada está prevista para começar às 10h, com concentração na altura do Posto 5, na avenida Atlântica. (Aléxia Sousa/FOLHAPRESS)
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu o senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (23/10), durante o debate presidencial da TV Globo, e disse que “não vai permitir” que um “miliciano” o chame de “nove dedos”. “Se tem alguém aqui nesse público que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando da noite quando não podia trabalhar. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Não vou permitir. Ele nunca trabalhou na vida. Não sabe o que é uma carteira [de trabalho]. O primeiro emprego que ele teve foi emprego falso, pelo pai dele. Ele trabalhava com o pai, mas ficava em Brasília”, disse Lula.
Em certo momento do debate, Lula questionou o adversário sobre a proposta do governo para implementar tarifa zero no transporte público aos fins de semana, e Flávio rebateu: “Não adianta nada o salário mínimo de R$ 1,6 mil se você dá com uma mão e tira com os nove dedos”, disse o candidato.
O petista exigiu que o opositor pedisse desculpas pela fala. “E vem chamar eu de nove dedos? Você vai ter que pedir desculpas. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente não tem que trabalhar”, pontuou. O candidato à reeleição chamou Flávio ainda de “granfino” e “com uma prática política muito duvidosa”. “Eu era de menor e trabalhava à noite porque ou trabalhava ou não comia. E não posso aceitar que um granfino, com uma prática política muito duvidosa, venha me chamar de nove dedos”, completou Lula.
Em seguida, Flávio se desculpou com o presidente: “Lula, se eu te ofendi por ter te chamado de nove dedos, eu te peço desculpas, de verdade. Não queria te ofender”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez acusações contra Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da TV Globo nesta sexta-feira (23/10). Ao citar o empresário Daniel Vorcaro, Lula direcionou críticas ao adversário e afirmou: “Quem é amigo do Vorcaro é você, quem é filhote do Vorcaro é você!”
Na sequência, Lula também mencionou a quantia de R$ 134 milhões e cobrou explicações do senador. “Quem pegou 134 milhões do Vorcaro que até agora não apareceu é você”, disparou o presidente, antes de completar: “Não me coloca nessa vaga comum, não”.
As declarações foram feitas durante o confronto entre os candidatos no debate eleitoral, realizado dois dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25/10). O embate sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro dominou parte do debate.
A dois dias do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuou para impedir que fosse derrubado o principal canal de comunicação da campanha digital de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — o Exército do Lula. O ministro Floriano de Azevedo Marques ordenou nesta sexta-feira, 23 de outubro, que Kassio Nunes Marques, que comanda a Corte, se abstenha de suspender por via administrativa o canal de WhatsApp, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede).
Floriano escreveu que a presidência do TSE não tem competência para tirar do ar canais de pessoas físicas e viu o risco de abuso de poder. A resposta veio após um pedido do presidente da Corte, na última quinta-feira, 22 de outubro, para que a Meta – dona do Instagram, Facebook e WhatsApp –, o Google e o X (antigo Twitter) entregassem um relatório sobre a atuação do canal Exército do Lula, que reúne quase 10 milhões de pessoas. O prazo vence no início da noite desta sexta-feira, 23 de outubro.
A decisão de Nunes Marques foi avaliada como “desastrosa” pelo professor Afonso Albuquerque, do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF). “[O TSE] atribui a uma empresa privada estrangeira o poder de produzir diagnóstico capaz de orientar a vida pública no Brasil”, criticou.
Professor Afonso Albuquerque, do curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF)
O docente também descreveu como “judicialização freestyle” a forma como o principal órgão eleitoral do país tem atuado, por estabelecer um desequilíbrio na forma como analisa os movimentos das duas campanhas eleitorais e por favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
O canal de Janones entrou na mira de Nunes Marques após o fim do primeiro turno, depois que a campanha do candidato Flávio pediu a suspensão do grupo por suposta disseminação de desinformação – fato que não foi constatado por peritos do próprio TSE. A equipe do candidato do PL também foi responsável pelo pedido ao ministro para que as plataformas fornecessem um relatório completo sobre a atuação do Exército do Lula, que estaria promovendo ações coordenadas.
Às 10h12 desta sexta-feira, 23 de outubro, Janones avisou aos seguidores do canal de que eles estavam prestes a perder o lugar que os reunia. No Exército do Lula, o parlamentar mineiro disse que a página “deverá sair do ar ainda hoje” e que seria perto do horário do último debate entre presidenciáveis, que será realizado nesta noite na TV Globo, e que o pedido teria vindo do TSE.
Com o anúncio de uma suposta restrição, os integrantes do grupo começaram a se mobilizar nas redes sociais, por conta própria, e disparar hashtags que apontavam para uma possível censura administrada por Nunes Marques.
Uma minuta de resolução – que proibiria canais com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores à votação – chegou a circular entre os ministros, mas foi abandonada por falta de maioria.
A reportagem procurou o TSE que “não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidos.”
A nota acrescentou ainda que “na manhã de hoje, os ministros da propaganda do TSE se reuniram com as plataformas Meta, X, Google, TikTok e Kwai. Em pauta, as providências para o atendimento da legislação eleitoral. O ministro Kassio Nunes Marques, pediu reforço de pessoal e atuação isonômica por parte das plataformas a fim de garantir o cumprimento do plano de conformidade assinado por todas as empresas.”
A Agência Pública entrevistou o professor Afonso Albuquerque, leia as principais respostas aqui.
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Como você avalia a decisão do ministro Nunes Marques em pedir um relatório para a Meta sobre o Exército do Lula e uma possível derrubada do canal ainda hoje?
Eu avalio como desastrosa. Porque atribui a uma empresa privada estrangeira o poder de produzir diagnóstico capaz de orientar a vida pública no Brasil. Isso é não apenas privatização da Justiça, porque você atribui poder público a um agente privado, mas também um ataque à soberania nacional, porque você atribui a um agente estrangeiro a capacidade de formar decisões que impactam na vida política brasileira, num momento extremamente delicado.
A campanha de Flávio Bolsonaro acusa o Exército do Lula de coordenar ações nas redes, distribuindo “missões” de compartilhamento aos seus seguidores. Existe alguma regra que limite a forma como grupos da sociedade civil se organizam para fazer campanha?
Para responder a essa questão, eu vou fazer referência à campanha do Pablo Marçal [quando concorreu à Prefeitura de São Paulo, em 2024]. A campanha dele estabelecia missões e premiava as pessoas que conseguiam ter o melhor desempenho em relação às missões.
Extraído o elemento financeiro, acusar alguém de fazer missões durante a campanha eleitoral, é acusar alguém de participar da campanha eleitoral.
O que acontece é que no partido PL, muitos dos seus candidatos eleitos são influencers que aprenderam a usar um estilo de campanha que depende de apoio de plataformas e robôs, se queixando de uma organização que pratica campanha à moda antiga, adaptando a moda antiga ao novo meio.
Então, isso é rigorosamente surreal. É o fake acusando o verdadeiro de fazer coisas verdadeiras. Não é apenas acusação sobre algo que é legal. É uma acusação sobre algo que é o que deveria ser feito numa campanha de verdade, por todos os envolvidos, inclusive na campanha do PL do Flávio Bolsonaro.
Isso sugere que a campanha do PL não tem militância organizada, não tem a habilidade de construir militância organizada, sem que seja estruturada a partir de uma lógica externa de financiamento e apoio de plataforma. Isso oferecia um elemento financeiro e monetário ao que de outra forma seriam ações de base.
O ministro Nunes Marques solicitou à Meta, Google e X esclarecimentos sobre a eventual amplificação coordenada de conteúdos e hashtags relacionados à campanha eleitoral – que é exatamente como o grupo tem se articulado nas redes. Como você avalia, professor?
É “judicialização do freestyle”, porque entra aquele desequilíbrio que a gente acompanha em todas as campanhas, em que existe uma regra para o PT e não existe essa regra para quem esteja se opondo ao PT. Então, você tem essa tradição estabelecida no Brasil desde o Mensalão, passando pela Lava Jato, de criminalização de um partido político. Essa lógica entrou na política brasileira e não saiu mais.
Existe aí um movimento judicial no sentido de criar condições para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro. É isso desenhado, explícito, pulando na frente desse movimento.
Existe alguma base legal para uma possível derrubada do canal, baseado nos apontamentos feitos por Nunes Marques às Big Techs, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro?
Nenhuma, por isso que eu falei que é judicialização freestyle, porque é impedir o direito e é uma regra que só se aplica para um lado.
O impulsionamento, por exemplo, feito por campanhas tem que ser declarado, mas nesse caso – que é uma coordenação orgânica em que as pessoas entram livremente nos grupos –, existe alguma determinação do TSE que diz que isso não pode acontecer?
A organização coletiva de cidadãos em torno de agendas políticas é o coração da democracia. Não é ilegal ou contrária a nenhum princípio político, mas sim o princípio de organização [social] previsto na Constituição. É o que leva as organizações coletivas de defesa do direito individual.
Então não existe nada de ilegal na organização de indivíduos. A legislação, e esse é o ponto, ela se preocupa historicamente com a interferência do poder financeiro, porque é a democracia, não a aristocracia ou cleptocracia.
É o uso da legislação como instrumento de poder político. E eu acho que é isso que o ministro Kassio está fazendo. Não vejo nenhuma razão jurídica que poderia justificar esse seu posicionamento.
Na última semana, o número de seções de votação alteradas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) entre o primeiro e o segundo turno mudou drasticamente. No dia 17 de outubro, eram 4352 alterações de seção eleitoral. No dia 19, o número caiu para 2033 seções alteradas. No dia 20, um levantamento feito pela Agência Pública contou 453 alterações em 22 estados.
Nesta quinta-feira, 22, às 11h27, eram 300 as seções alteradas e, às 15h25, passaram a 314 as modificações. Sim, as mudanças podem ocorrer de 4 em 4 horas e são anunciadas, em turnos, no sistema de informações eleitorais do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Pública comparou nos últimos dois dias, as seções de votação cuja alteração estava prevista na tabela do TSE no dia 20 de outubro, com o número de votos obtidos, nessas urnas, pelos dois candidatos que avançaram para o segundo turno da eleição presidencial: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Nas 453 seções cuja alteração estava prevista, Lula venceu em 249, Bolsonaro em 202 e em duas houve empate. Em números absolutos, o presidente Lula recebeu 51.890 votos nessas seções e o adversário, 43.282. A abstenção foi semelhante à apurada nacionalmente, que chegou a 21,08%: 29.311 eleitores deixaram de comparecer às urnas (21,59% do total).
As 453 seções, juntas, têm apenas 135.742 eleitores, 0,08% do total. Pouco diante dos 158,7 milhões de eleitores do país, mas pode ser muito em um cenário em que os dois candidatos estão em empate técnico na maior parte das pesquisas eleitorais.
Na nota mais recente no site do TSE sobre o assunto, publicada na quinta-feira, a corte se exime do problema e diz que exigiu dos TREs o preenchimento de um formulário para informar as mudanças e que o TSE “não solicita” as alterações, definidas pelos TREs em virtude de questões climáticas, problemas na estrutura dos prédios e para garantir a segurança de eleitoras e eleitores.
No início desta semana, o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais divulgou um comunicado em que se comprometeu a manter o eleitorado informado sobre os locais de votação do 2º turno das Eleições 2026.
De acordo com os dados da quinta-feira, 22 de outubro, , divulgados às 15h45, o TRE de Minas Gerais liderava as alterações, com 50 seções modificadas de local em diferentes partes do Estado (eram 119 no dia 20). Em segundo, estava o Pará, com 32, e em terceiro o Piauí, com 29 mudanças. O número de estados afetados caiu de 22 para 20 nos últimos dois dias.
São Paulo é o quarto estado com mais mudanças. Na última terça-feira, dia 20, eram 31 seções alteradas. Na pesquisa de quinta-feira à tarde, 22, eram 27 alterações, entretanto, três seções tinham sido trocadas. Elas estavam localizadas na EMEI Lourdes Heredia, e passaram para a CEI Indir Jabaquara, ambas localizadas na região do Jabaquara, na capital paulista.
Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.
Más condições de escola e problema climático
Uma das principais mudanças em São Paulo foi a substituição da Escola Estadual Conselheiro Ruy Barbosa pelo Recanto Nossa Senhora de Lourdes, no Horto Florestal, com 12 seções no endereço. Em entrevista à CBN, alunos da escola contaram que o espaço alaga completamente em caso de chuva, o que pode danificar as urnas eletrônicas.
Na cidade de Confresa, no Mato Grosso, por exemplo, fortes chuvas e ventos danificaram a cobertura de uma escola utilizada como local de votação. Após uma avaliação técnica, o imóvel foi interditado preventivamente, e as oito seções eleitorais que funcionavam no local precisaram ser transferidas.
Em Santa Catarina, circulou a informação que 65 locais de votação foram alterados. As mudanças ocorreram antes do primeiro turno devido a questões emergenciais, como problemas de estrutura e clima. A informação continuou circulando e, para o segundo turno, o TRE local teve que esclarecer que as mudanças do primeiro turno estavam mantidas para o segundo.
Como saber se o local de votação mudou?
Para checar se o seu local de votação mudou, o TSE recomenda duas opções: consulta no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE, na aba onde votar. Segundo o TSE, as alterações realizadas pelos TREs têm reflexo imediato nesses canais oficiais.
Caso opte pelo autoatendimento eleitoral, você precisará estar com o título de eleitor nas mãos ou o CPF. O sistema pede ainda a data de nascimento e o nome da mãe, que deve ser inserido completo, conforme consta no título.
Para descobrir as últimas atualizações sobre seções de votação alteradas, acesse o sistema: https://sig.tse.jus.br/, em seguida clique em Estatísticas da eleição > Eleitorado da eleição > Capilaridade > Seções alteradas.
The Superior Electoral Court enforces free public transport mandates and monitors vote access nationwide.
The Brazilian presidential campaign has entered its final stage ahead of the runoff vote scheduled for October 25, 2026. Incumbent President Luiz Inácio Lula da Silva faces Senator Flávio Bolsonaro, a candidate for the Liberal Party (PL), after a competitive first-round election on October 4, 2026.
The general election results established a narrow margin between the top two candidates. In the first round of voting, Senator Flávio Bolsonaro finished first, securing 47.03 percent of valid votes, or 56,103,033 ballots. Incumbent President Lula da Silva finished second, receiving 45.16 percent, or 53,870,724 ballots.
Turnout remained consistent with historical participation figures, reaching approximately 79 percent of registered voters. Lula maintained a structural lead throughout the Northeast region, winning majorities in key states such as Bahia, Pernambuco, and Ceará.
Economic indicators and social policy debates formed the primary foundation for candidate speeches throughout the first round. In campaign speeches, President Lula highlighted the accomplishments of his current administration, citing expanding employment rates, social assistance programs, and inflation control measures implemented since 2023.
Flávio Bolsonaro focused his campaign speeches on public security concerns, national debt levels, and economic challenges, presenting his platform as a continuation of conservative governance under his father, former President Jair Bolsonaro, who remains legally barred from holding office.
Street Mobilization and Electoral Propaganda Networks
Campaign operations shifted toward intensive physical rallies and structured broadcast messaging during the runoff period. The Workers’ Party (PT) and its broader political coalition centered their ground mobilization around major urban centers and traditional working-class strongholds.
Popular social movements, including the Landless Workers Movement (MST) and the Homeless Workers Movement (MTST), along with trade union confederations such as the Unified Workers’ Central (CUT), coordinated door-to-door canvassing operations and public rallies in major metropolitan areas including São Paulo, Rio de Janeiro, and Salvador.
Flávio Bolsonaro’s ground strategy relied heavily on state-level executive endorsements and conservative municipal networks. Key allies, including re-elected conservative governors from São Paulo, Minas Gerais, and Rio de Janeiro, organized regional logistics to boost conservative voter turnout.
Flávio Bolsonaro’s campaign speeches during street rallies emphasized hardline public security measures, moral issues, and support for the agribusiness sector, utilizing alliances with conservative caucus members in Congress to secure local political support.
Broadcast media exposure operated under the free electoral advertising time framework regulated by the Superior Electoral Court. The regulations ensured equal daily broadcast time across television and radio networks for both finalists during the runoff window.
Parallel to traditional broadcast propaganda, digital media networks expanded rapidly. Both campaign organizations directed significant funding toward micro-targeted online advertising and social media distribution channels to capture voters outside traditional media formats.
Digital outreach strategies diverged between the two operational teams. Lula’s digital apparatus utilized organized volunteer networks, endorsements from cultural figures, and policy fact sheets distributed through verified messaging channels.
The Flávio Bolsonaro campaign relied on decentralized messaging channels, emphasizing direct-to-voter video distribution, security rhetoric, and critiques of government institutions.
WHO'S THE REAL THIEF? LULA CHALLENGES BOLSONARO TO SHOW RECORDS
Ahead of Brazil’s presidential election, Brazilian President Lula da Silva publicly challenged rival Flávio Bolsonaro to open his bank accounts, release his phone records, and let the Brazilian people decide who… pic.twitter.com/U6Ge0yOV6A
The Superior Electoral Court (TSE) established strict administrative parameters to govern political content across major social networks, focusing heavily on Meta’s platforms, Facebook, Instagram, and WhatsApp.
Electoral judicial resolutions prohibited paid digital political advertising in the final 48 hours leading up to the October 25 vote, restricted automated messaging software, and required tech platforms to execute judicial content removal mandates within expedited timeframes.
Monitoring reports submitted to electoral authorities by digital rights watchdogs and research institutes identified recurring patterns in content dissemination across Meta’s channels.
Independent audits logged instances of dark ads, unverified allegations targeting electoral integrity, and micro-targeted digital campaigns deployed in private messaging groups.
Meta adjusted its content moderation operations in Brazil to comply with TSE directives, expanding its ad library transparency protocols and updating content review procedures.
The company reported the removal of non-compliant posts and the deactivation of unauthorized bulk-messaging networks. Despite these technical platform adjustments, electoral oversight bodies noted that closed messaging networks remained a primary vector for unverified political narratives due to end-to-end encryption limitations.
Broad Coalitions, Strategic Endorsements, and Voter Demographics
The transition from the October 4 first round to the October 25 runoff required both campaigns to expand beyond their primary ideological bases.
President Lula da Silva maintained a broad front coalition uniting left-wing parties with center-right political figures. Vice President Geraldo Alckmin returned as Lula’s running mate, reinforcing ties with business sectors and moderate electors, while key cabinet figures and allied governors led outreach campaign efforts aimed at consolidating anti-far-right voter segments.
Senator Flávio Bolsonaro expanded his campaign footprint by consolidating conservative regional power structures and legislative blocks. Selecting PL lawmaker Alfredo Gaspar as his vice-presidential running mate, a former prosecutor and public security secretary from Alagoas, Flávio Bolsonaro sought to bolster his law-and-order platform while solidifying backing among conservative lawmakers in Congress.
Flávio’s runoff effort secured endorsement commitments from conservative state governors, agribusiness associations, and international right-wing figures, reinforcing his position across traditional conservative strongholds.
Incumbent President Lula retained consistent lead margins among female voters, lower-income households earning up to two minimum wages, residents in the Northeast region, and older age demographics.
Conversely, Flávio Bolsonaro maintained stronger support metrics among male voters, higher-income earners, Evangelical Christian voters, and electors situated in the agribusiness-heavy South, Southeast, and Center-West regions.
Both campaign organizations directed their final operational focus toward undecided voters and middle-income suburban districts in the key battleground states of Minas Gerais, Rio de Janeiro, and São Paulo.
Debate Performances, Fact-Checking, and Media Coverage
The televised presidential debates between incumbent President Lula da Silva and Senator Flávio Bolsonaro emerged as decisive turning points during the three-week runoff window. Major media coalitions organized direct face-to-face encounters, allowing the candidates to present competing vision frameworks for Brazil’s governance.
During the live broadcast exchanges, President Lula focused his arguments on economic stability, job creation, and social progress achieved during his term, emphasizing the expansion of public investments, inflation control, and environmental protection initiatives.
Lula confronted Flávio Bolsonaro on fiscal proposals, judicial integrity, and the anti-democratic precedents associated with the far-right movement.
In response, Flávio Bolsonaro framed his candidacy around conservative public security policies, government austerity, and tax reforms. Flávio heavily criticized the economic administration’s public debt metrics and targeted the federal judiciary, presenting his campaign as a necessary alternative to political continuity.
Mainstream media coverage focused heavily on candidate posture, tone, and strategic attempts to appeal to the estimated 10 percent of undecided voters heading into the final days of the race.
Brazil’s top electoral court has said it will fine Meta $200,000 a day until it can prove that president Luiz Inácio Lula da Silva and his far-right challenger Flávio Bolsonaro get equal treatment on its platforms.
Election Day Execution, Institutional Resilience, and Regional Impact
Supervised directly by the Superior Electoral Court (TSE), voting logistics across all 26 states and the Federal District rely on fully digitized electronic voting machines (urnas eletrônicas) to ensure rapid processing and secure transmission of total ballots.
To facilitate maximum democratic access, federal judicial rulings mandated free public transportation (passe livre) across capital cities, while electoral inspectors monitored security forces to prevent voter transportation disruptions or targeted law enforcement checkpoints.
Following the October 4 first round, where Flávio Bolsonaro led with 47.03 percent (56,104,503 votes) against Lula’s 45.16 percent (53,879,538 votes), both organizations focused their final operational pushes on key battleground states like Minas Gerais, Rio de Janeiro, and São Paulo.
The outcome of the October 25 vote carries far-reaching geopolitical implications across Latin America and the broader global stage. A victory for President Lula would ensure the continuation of active multilateral diplomacy, regional integration through BRICS and CELAC, and strong federal commitments to Amazonian environmental conservation.
Conversely, a victory for Flávio Bolsonaro would mark a significant resurgence for the continental far-right, shifting Brazil’s diplomatic alignment toward conservative international blocs and introducing sweeping changes to domestic fiscal and environmental policy frameworks.
Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – Instituto Tricontinental – La Base América Latina – Diario Re