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El iPhone Duo, el primer plegable de Apple, recibe quejas de clientes por roturas de pantallas

26 October 2026 at 18:22

El iPhone Duo está recibiendo un número creciente de quejas de usuarios que aseguran que la pantalla plegable se les ha agrietado. Las primeras denuncias aparecieron en foros como Reddit y en redes sociales como X o TikTok. El medio Bloomberg News se ha hecho eco de estos incidentes y ha verificado con más de media docena de clientes los hechos. Apple ha reconocido en un comunicado un problema que “afecta a un número reducido de unidades”. Recomienda, en estos casos, contactar con AppleCare para solicitar una sustitución. La compañía no ha explicado qué provoca las grietas ni si tiene previsto solucionar el problema de forma general.

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© EPV

John Ternus, consejero delegado de Apple, en una tienda de la compañía en Austin, Texas, el pasado 23 de octubre, día del lanzamiento de su nuevo modelo

Como prolongar a vida útil dos telemóveis Android mais antigos

By: ZAP
26 October 2026 at 18:20
Com o aumento dos preços dos smartphones, prolongar a vida útil dos dispositivos tornou-se cada vez mais importante. A adoção de alguns cuidados pode ajudar a prevenir avarias, preservar a bateria e adiar a necessidade de comprar um equipamento novo. Segundo o BGR, a proteção física é essencial para prolongar a vida útil de um telemóvel. A utilização de uma capa resistente e de uma película de proteção para o ecrã ajuda a reduzir o risco de danos provocados por quedas, riscos e impactos. Além disso, o telemóvel deve ser guardado num local seguro, evitando superfícies instáveis ou o contacto

Com A Tarde Play, Grupo A TARDE é vice-líder de audiência na cobertura das Eleições 2026

26 October 2026 at 16:49
A cobertura das Eleições 2026 consolidou o Grupo A TARDE na vice-liderança de audiência na Bahia entre os veículos de comunicação do estado. Segundo dados do YouTube no Analytics, a transmissão ao vivo pelo canal A TARDE Play alcançou 627 mil visualizações, superando emissoras de TV aberta tradicionais, rádios e portais locais.O desempenho no YouTube faz parte de um resultado ainda maior no ambiente digital. Ao somar os dados de todas as plataformas do grupo — incluindo os portais A TARDE e Massa! além das mídias sociais de ambos os veículos —, o alcance global ultrapassou a marca de 40 milhões de visualizações durante a cobertura combinada do primeiro e do segundo turno do pleito. Centro de operações do estúdio Ernesto Simões - Foto: Ana Albuquerque/Ag. A TARDE Estrutura integrada e cobertura em tempo realOs números refletem uma operação multiplataforma e altamente integrada. A transmissão ao vivo contou com ancoragem em estúdio, análises políticas e reportagens em tempo real diretamente de Salvador, Brasília e de municípios estratégicos no interior baiano, como Feira de Santana, Camaçari, Juazeiro e Luís Eduardo Magalhães.A performance histórica reafirma o peso do Grupo A TARDE no ecossistema audiovisual e prepara o terreno para a expansão da TV A TARDE, que contará com novos estúdios, grade de programação ampliada e distribuição nacional.

Ministra apela a pacto de regime para reforma da Segurança Social

26 October 2026 at 16:36

A ministra do Trabalho defendeu esta segunda-feira que seria vantajoso para o país que se conseguisse um “pacto de regime” em torno da reforma da Segurança Social. Maria do Rosário Palma Ramalho argumentou que se exige um “entendimento quanto aos desafios“, mesmo que não haja, à partida, acordo sobre as soluções.

“Cumprimos o compromisso que os portugueses sufragaram: estudar a sustentabilidade da Segurança Social. E fizemo-lo através de um grupo de trabalho independente, que aprofundou o trabalho desenvolvido em governos anteriores“, começou por sublinhar a governante.

“Neste âmbito, o país ganha em caminhar para um pacto de regime, mesmo que isso não signifique, à partida, estarmos de acordo quanto às soluções. Certamente, exige-se um entendimento quanto aos desafios, porque esses são comuns a todos”, defendeu a ministra da tutela, numa audição parlamentar promovido no quadro do Orçamento do Estado para 2027.

O primeiro-ministro já tinha indicado que deseja um “entendimento nacional” na reforma da Segurança Social, mas também tem dito que não será nesta legislatura que essas mudanças profundas ao sistema terão lugar.

Em agosto, o grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social apresentou, como referido pela ministra do Trabalho, o seu relatório final (com várias propostas de reformas). Os próprios peritos assinalaram, nesse relatório, que é preciso um “consenso político alargado” para que as mudanças perdurem.

Em resposta ao apelo deixado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o deputado socialista Miguel Cabrita salientou que “o PS tem um pacto de regime com as pensões e a Segurança Social há 50 anos”. “Todas as reformas que foram feitas para reforçar a sustentabilidade do sistema foram feitas pelo PS“, declarou.

Deixou, contudo, um recado: “Se por pacto de regime se entende uma espécie maioria de direita com base no alarmismo e com uma agenda privatizadora para minar a confiança e a credibilidade do sistema, não contará certamente [com o PS]“.

Questionada também pelo PS sobre que mudanças concretas estarão em cima da mesa (isto é, que propostas dos peritos pondera o Executivo acolher), a ministra do Trabalho não deu detalhes, remetendo-o para um debate com as várias partes.

Já em resposta à Iniciativa Liberal, Maria do Rosário Palma Ramalho, garantiu que o estudo apresentado em agosto “não está na gaveta”. “Está aí e está em debate“, assegurou. “Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui. O Governo está disponível para chegarmos a essa solução“, realçou.

Ainda sobre a Segurança Social, mas sobre um outro tema, a ministra da tutela adiantou que o programa de digitalização já permitiu retirar 4,2 milhões de pessoas dos balcões presenciais.

Já sobre as mudanças recentemente aprovadas pelo Parlamento às licenças parentais, a ministra do Trabalho clarificou que o Governo da AD travou a intenção da esquerda de aplicar essas mudanças às situações já em curso, porque entende que só assim se honra o princípio da segurança jurídica e porque seria “inexequível” do ponto de vista procedimental disponibilizar esse período transitório.

Regras das plataformas digitais à beira da mudança

Na audição desta tarde, a ministra do Trabalho anunciou também que pretende transpor a diretiva europeia relativa às plataformas digitais para a legislação portuguesa no próximo ano. A reforma laboral que o Governo esteve a discutir entre o verão de 2025 e a primeira de 2026 previa essa transposição, mas acabou chumbada, daí que seja necessário avançar agora de forma autónoma para cumprir as orientações comunitárias.

Desde maio de 2023 que do Código do Trabalho português já constam regras para o trabalho nas plataformas, prevendo-se a possibilidade de os estafetas serem considerados trabalhadores por conta de outrem das plataformas.

Na proposta de reforma laboral que esteve a discutir com os parceiros sociais e com os partidos com assento no Parlamento, o Governo de Luís Montenegro não fechava a porta a esse reconhecimento, mas queria, nomeadamente, deixar claro que só seria possível para os estafetas em situação de dependência económica, isto é, pelo menos, 80% da sua atividade ligada a apenas uma plataforma.

Esta poderá ser uma das propostas que voltará à ribalta no próximo ano, já que esta segunda-feira, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho explicou que, em 2027, será tempo de transpor a diretiva europeia das plataformas digitais.

No próximo ano, o Governo pretende também transpor a diretiva europeia da transparência salarial, sinalizou Maria do Rosário Palma Ramalho, além de subir o salário mínimo nacional em 50 euros pata 970 euros, atualização as pensões e subir o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos.

À parte destas duas diretivas europeias, o PS quis saber, durante a audição desta tarde, que outras alterações ao Código do Trabalho o Governo está a planear. A ministra da tutela não identificou mudanças, mas reforçou que “a reforma da legislação laboral vai ser inevitável“. “Não foi desta vez porque o Parlamento não quis, mas vai ser inevitável. Pode ser este Governo, pode ser outro“, afirmou, explicando que a lei, como está, está profundamente desajustada face ao mercado de trabalho da era digital.

Já o Livre aproveitou a discussão em torno da adaptação da lei do trabalho ao século XXI para questionar a ministra sobre a semana de trabalho de quatro dias, modelo que foi testado recentemente na Função Pública dos Açores, com resultados animadores.

“Nenhum empregador está impedido de implementar na sua empresa a semana de quatro dias ou três dias. O Estado não se substitui ao empregador na gestão do tempo de trabalho. Os resultados são bons? Ainda bem, mas não nos substituiremos aos empregadores“, declarou, sinalizando que este não é um tema a que o Governo de Luís Montenegro queira dar seguimento.

Já sobre o Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho salientou que “há duas formas de falhar a um país: prometer o que hipoteca o futuro e adiar o que não se pode adiar”.

“Este Orçamento recusa ambas. Não promete o que hipoteca o futuro, nem adia o que não se pode adiar. Moderação política nas promessas. Imoderação na transformação, com as duas prioridades inseparáveis deste Ministério: promover a criação de riqueza e tornar a proteção social mais eficaz. É este o compromisso que aqui reafirmo”, rematou Palma Ramalho.

(Notícia atualizada às 18h53)

Il ruolo del doxxing nello scovare la presunta cabina di regia del ‘Movimento 17 ottobre’

26 October 2026 at 15:16

I miti dell’invisibilità e dell’anonimato online erano morti da tempo, ma non tutti lo avevano capito. I fatti recenti hanno confermato l’avvenuta sepoltura di certi sogni che per anni avevano accompagnato gli utenti di Internet, rasserenandoli nella perigliosa navigazione in Rete e distraendoli dalle insidie dei protocolli di comunicazione.

Lasciamo tracce in ogni istante della nostra vita digitale e chiunque è capace di raccogliere i sassolini che – come Pollicino – lasciamo cadere al nostro passaggio nell’intricata foresta del web, dei social e della messaggistica istantanea. A catturare le informazioni, che convergono su un determinato soggetto o che permettono di dare un nome o almeno un numero di telefono a Tizio o a Caio, non sono soltanto le realtà istituzionali preposte a garantirci la sicurezza e la democrazia.

I primi che mietono e incrociano quei dati sono i signori delle diverse piattaforme digitali di uso quotidiano, quelle che offrono ammalianti servizi gratuiti ripagandosi con la profilazione e la schedatura degli incauti utilizzatori. A ruota vengono le organizzazioni criminali che vogliono assicurarsi il controllo parallelo di qualunque contesto, così da trarne vantaggio per i più diversi obiettivi. Nella sequela di coltivatori diretti di piantagioni di dati ci sono anche gruppetti di curioso volontariato e anche singoli appassionati che si cimentano in una ginnastica da impiccioni che li porta a mostrare quanto sono bravi.

La liceità di certe iniziative è francamente discutibile, ma recentemente una esperienza di quel tipo si è rivelata di una certa utilità per l’identificazione di chi ha organizzato i raid che hanno messo a ferro e fuoco le nostre città.

A dare trasparenza alla composizione della presunta cabina di regia del Movimento 17 Ottobre è stata una operazione di doxxing messa in atto da un team di giovani tedeschi con evidenti simpatie viscerali di estrema destra. La circostanza ha mortificato la tradizione secondo la quale hacker e smanettoni fossero una delle colonne portanti dei centri sociali, ma i tempi cambiano e non c’è da stupirsi. Il doxxing, o doxing che scriver si voglia, è una tecnica che viene utilizzata per smascherare una persona, rendendola vulnerabile o ricattabile. Niente di nuovo, è naturale, ma in questo momento qualcosa di evidente attualità.

La filiale italiana del gruppo Der Einzige ha mostrato grande abilità nell’applicazione di questa metodologia di azione e da quel che si è visto ha saputo giocare tutte le carte che il contesto permette di sfruttare raccogliendo informazioni personali che risultano accessibili pubblicamente o che sono state protette con eccessiva superficialità.

Gli strumenti sono il banale monitoraggio dei nomi e dei nickname degli utenti presi di mira, il riscontro della loro presenza sui social, l’analisi di tutto quel che ruota attorno ad un determinato profilo (foto, geolocalizzazioni, relazioni…), l’utilizzo di software di scraping che automatizzano la raccolta di dati online, l’aggregazione e il riordino del materiale eterogeneo collezionato, l’eventuale uso di tecniche di phishing e in ultimo il ricorso a chi – broker di dati – può aver già dossierato questo o quel soggetto.

L’insieme di queste iniziative ha portato i baldanzosi giovanotti in virtuale camicia bruna a pubblicare su Telegram una serie di liste di soggetti che a diverso titolo avevano animato la chat di “17 Ottobre”. I numeri telefonici riportati in quegli elenchi hanno senza dubbio accelerato le operazioni di polizia. E tutto il resto è cronaca.

L'articolo Il ruolo del doxxing nello scovare la presunta cabina di regia del ‘Movimento 17 ottobre’ proviene da Il Fatto Quotidiano.

Cómo crear una tienda online con IA sin saber programar

26 October 2026 at 13:37
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El próximo 27 de noviembre se celebrará el Black Friday 2026, una de las fechas comerciales más importantes del año. Para muchos negocios que todavía no cuentan con una tienda online propia, puede ser el momento de dar el paso. Y aunque el calendario aprieta, las herramientas actuales permiten simplificar buena parte del trabajo técnico.

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O carro pode durar mais do que as atualizações: o risco oculto do software automóvel

By: ZAP
26 October 2026 at 13:40
Um carro moderno pode andar na estrada muito depois de o fabricante lhe cortar as atualizações de software. Fora as recolhas de segurança, nenhuma lei obriga a mantê-las. Quando se parte para uma viagem de carro, há sempre a hipótese de alguma coisa correr mal pelo caminho. Se calhar o óleo fica abaixo do nível, ou a bateria morre. Se tiver um carro dos últimos anos, pode aparecer-lhe mais um problema: uma atualização de software. Tal como o telemóvel precisa de vez em quando de uma atualização para melhorar a segurança ou corrigir erros, os carros de hoje dependem muito

Xiaomi Redmi Buds 6 Play rebajadísimos en AliExpress, ¡consíguelos con un 20 % dto!

26 October 2026 at 12:23
Xiaomi Redmi Buds 6 Play

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Cuando te llegan y los sacas de la caja lo primero que notas es lo poco que pesan (3,6 g por auricular), son tan ligeros que reducen la presión en el oído y no molestan si los usas durante horas. Lo siguiente que se observa es su sofisticado estuche, de diseño curvo y compacto, que cabe en cualquier bolsillo.

Pero lo más importante es el sonido y en eso son un 10 de 10. Apuestan por un controlador dinámico con graves potentes y un sonido completo. Además, con la app Xiaomi Earbuds puedes elegir entre cinco modos de ecualizador (estándar, graves, voz, agudos y volumen) para que cada canción suene al detalle. Para las llamadas, estos auriculares cuentan con IA que separa la voz humana del ruido ambiental, haciendo que las conversaciones se entiendan con claridad incluso en entornos ruidosos.

La autonomía es otro de sus puntos fuerte: según el fabricante, hasta 7,5 horas con una sola carga y hasta 36 horas con el estuche. Además, siempre puedes cargarlos de forma express, con 10 minutos de carga rápida tendrás hasta 3 horas de autonomía.

También ofrecen Bluetooth 5.4, con conexión rápida y estable y modo de baja latencia, para ver vídeos o jugar sin retrasos. Se controlan con un toque: doble toque para pausar o responder, triple para cambiar de pista y pulsación larga para el asistente de voz. Y su resistencia IPX4 los protege del sudor y de las salpicaduras, así que puedes hacer deporte con ellos.

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Los contenidos publicados en esta sección pueden incluir recomendaciones de productos y servicios que consideramos de interés para nuestra audiencia. Cuando el lector realiza una compra a través de los enlaces incluidos, podemos recibir una comisión. Esto no afecta al precio final ni condiciona nuestra selección de productos.

La última predicción de Bill Gates sobre el futuro de la IA y el fin del trabajo tradicional

26 October 2026 at 10:31
Bill Gates en el foro de Davos en 2024

Bill Gates ha vuelto a poner sobre la mesa una de las grandes incógnitas de la inteligencia artificial; qué ocurrirá con el empleo cuando la tecnología sea capaz de realizar tareas antes reservadas a las personas. En una entrevista reciente, el cofundador de Microsoft ha defendido que la IA puede generar una época de abundancia. Sin embargo, ha advertido de que el camino hasta ese escenario será largo, desigual y potencialmente muy turbulento.

La última predicción de Bill Gates

Gates ha asegurado que la inteligencia artificial podría conducir a una "verdadera abundancia". Este será un futuro en el que la producción de bienes y servicios sería tan eficiente que el trabajo humano dejaría de ser imprescindible para gran parte de la economía. Sin embargo, ha estimado que antes de llegar a ese punto habrá un periodo de transición de unos 20 años marcado por ganadores, perdedores y una fuerte disrupción laboral.

"Mi gran preocupación es este periodo de transición de 20 años, en el que habrá ganadores y perdedores y mucha disrupción", ha explicado el filántropo en el podcast Decoder. Su mensaje no es que la IA vaya a destruir el empleo de forma inmediata, sino que el cambio puede ser especialmente duro.

El fin del trabajo tradicional

Para Bill Gates, el impacto no se limitará a un sector concreto. Ha señalado que empleos de oficina como la televenta, el telesoporte y la contabilidad podrían desaparecer. Esto es así porque la IA será capaz de realizar esas tareas de forma mucho más barata, rápida y precisa.

En el terreno de los trabajos manuales, su predicción apunta a los robots humanoides. Según Gates, si la sociedad no decide frenar deliberadamente el desarrollo de esta tecnología, los robots podrían llegar a construir viviendas, cultivar alimentos e incluso realizar cirugías. En ese escenario, gran parte del valor que hoy aporta el trabajo humano a la economía dejaría de ser necesario.

El cofundador de Microsoft ha reconocido que ese futuro plantea una cuestión profunda, si las máquinas pueden hacerlo casi todo mejor, ¿qué sentido tendrá el trabajo? Para él, el empleo no es solo una fuente de ingresos, sino también un mecanismo de propósito, relación social, aprendizaje y participación en la solución de problemas.

Qué trabajos podrían resistir

Bill Gates no cree que todas las actividades desaparezcan. Ha sugerido que ámbitos como el arte, el deporte, la cocina o el cuidado de los niños podrían seguir siendo realizados por personas, incluso aunque la IA llegara a hacerlos mejor. La razón no sería únicamente técnica, sino cultural y emocional. Muchas personas seguirán valorando el contacto humano y la experiencia de hacer cosas por sí mismas.

El multimillonario también ha planteado que algunas comunidades podrían optar por limitar el uso de la IA a determinadas funciones. Se inspiran así en modelos sociales que priorizan la ayuda mutua y la creatividad propia. En su visión, no todo el mundo tendrá que adoptar la tecnología con la misma intensidad.

Medidas para suavizar el impacto

Entre las posibles respuestas, Gates ha mencionado la jubilación anticipada y los límites a la jornada laboral como fórmulas para mantener cierto nivel de empleo humano. La idea es repartir de otra manera el trabajo disponible en lugar de concentrar los beneficios de la automatización en un grupo reducido.

Su planteamiento se parece al de otros líderes tecnológicos y empresariales. Jeff Bezos y Jamie Dimon, por ejemplo, han defendido una semana laboral más corta como alternativa menos traumática ante el desempleo provocado por la IA. Elon Musk ha ido más allá y ha propuesto cheques públicos para toda la población. Por su parte, Dario Amodei, de Anthropic, ha advertido de que el choque a corto plazo podría ser de una magnitud sin precedentes.

No todo son malas noticias

El discurso de Gates convive con visiones menos alarmistas. Sam Altman, director ejecutivo de OpenAI, afirmó en mayo que la IA no había eliminado tantos empleos de cuello blanco como esperaba y que ya no anticipa una "apocalipsis laboral". Además, pese a los despidos de grandes compañías tecnológicas, el desempleo nacional no ha aumentado de forma significativa.

La clave, por tanto, no está solo en la capacidad técnica de la IA, sino en la velocidad del cambio, las políticas públicas y la capacidad de las empresas y los trabajadores para adaptarse. Gates no descarta un futuro próspero, pero insiste en que llegar a él exigirá gestionar una transformación social de enorme envergadura.

Portuguesa Tekever vende drones às operações especiais dos EUA

By: ZAP
26 October 2026 at 10:45
Fabricante de drones assentes em inteligência artificial não divulgou o valor do negócio, nem o número, o modelo e a configuração específica dos sistemas adquiridos. A portuguesa Tekever, fabricante de drones assentes em inteligência artificial (IA), anunciou esta segunda-feira a compra de sistemas aéreos não tripulados (UAS) pelo Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM), sem adiantar o valor da operação. Os sistemas “concluíram com sucesso um programa de ensaios de validação e aceitação, apoiado por ações de formação específicas, com uma extensa campanha de voos realizada em vários locais”, refere a empresa, que não divulga o número, o

Uma catástrofe em forma de L. O ecrã do iPhone Duo está a rachar no mesmo estranho formato

By: ZAP
26 October 2026 at 09:30
A Apple tem sido rápida a substituir os Duo com ecrã rachado. Mas não se sabe quanto tempo vai durar a generosidade. Quando a Apple apresentou o iPhone Duo, o seu primeiro dobrável, muita gente se perguntou como aguentariam a dobradiça e o ecrã. Aparentemente, mal. Poucas horas depois do lançamento, começaram a circular nas redes sociais imagens de ecrãs rachados. E os estragos não se ficam pela dobra, diz o TechSpot. Só o subreddit do iPhone Duo já tem vários tópicos de utilizadores a queixarem-se de ecrãs rachados e a partilhar fotografias. Alguns dizem que, até agora, a Apple

O famoso toque da Nokia ouve-se há mais de 120 anos

By: ZAP
25 October 2026 at 20:30
Já estávamos com saudade de ouvir isto … O toque mais famoso da história dos telemóveis não nasceu num estúdio: são uns segundos de “Gran Vals”, peça para guitarra que o espanhol Francisco Tárrega escreveu em 1902. No fim dos anos 1990 e início dos 2000, havia um som que se ouvia em todo o lado. Nas ruas, nos cafés, aeroportos, centros comerciais, salas de reuniões. Nos cinemas, a meio dos filmes, como não podia deixar de ser. E em casa, até em casa. Se um telemóvel tocava, era quase certo que dava aquela melodia. Nessa altura ainda não se

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Já estávamos com saudade de ouvir isto ... O toque mais famoso da história dos telemóveis não nasceu num estúdio: são uns segundos de "Gran Vals", peça para guitarra que o espanhol Francisco Tárrega escreveu em 1902. No fim dos anos 1990 e início dos 2000, havia um som que se ouvia em todo o lado. N

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Primeiro filme de IA da China chega às salas. Estão vazias

By: AFP
25 October 2026 at 18:30
Nem no maior viveiro mundial de vídeos feitos por IA as pessoas estão dispostas a pagar bilhete para a ver. O primeiro filme chinês inteiramente gerado por inteligência artificial estreou  na sexta-feira, no que promete ser um teste difícil nas bilheteiras para a indústria tecnológica em expansão do país. Mas a venda antecipada de bilhetes está a ficar aquém do esperado. Segundo a plataforma de bilhetes Maoyan, estão marcadas para sexta-feira mais de 10.000 sessões do thriller de ficção científica “Sanxingdui: Future Past“. A recetividade do público tem sido reduzida. As receitas do filme aproximavam-se dos 290.000 yuans (38 mil

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Nem no maior viveiro mundial de vídeos feitos por IA as pessoas estão dispostas a pagar bilhete para a ver. O primeiro filme chinês inteiramente gerado por inteligência artificial estreou  na sexta-feira, no que promete ser um teste difícil nas bilheteiras para a indústria tecnológica em expansão do

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Avião elétrico alimentado por baterias leva 90 passageiros e voa 1 000 quilómetros

By: ZAP
25 October 2026 at 13:30
E9X, o avião que mostra que voar sem querosene já não é apenas um sonho. Pilotos já aprendem nos Países Baixos. Uma empresa neerlandesa está a desenvolver um avião comercial totalmente elétrico, capaz de transportar 90 passageiros e percorrer até 1000 quilómetros com recurso a baterias. O projeto E9X, da Elysian Aircraft, pretende contribuir para a redução das emissões poluentes da aviação e poderá entrar em serviço comercial em 2034. Os primeiros ensaios de voo de um demonstrador à escala já começaram nos Países Baixos, marcando uma nova etapa no desenvolvimento desta tecnologia. A iniciativa surge num contexto de crescimento

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E9X, o avião que mostra que voar sem querosene já não é apenas um sonho. Pilotos já aprendem nos Países Baixos.

Um chip de 10 euros quer levar o laboratório para o pulso

By: ZAP
25 October 2026 at 08:00
Investigadores de Cambridge criaram um espectrómetro ótico compacto que identificou alimentos, plásticos e medicamentos nos testes e demonstrou potencial para medir glicose e álcool sem perfuração. Os espetrómetros óticos — os aparelhos que lêem a composição química das coisas pela luz que elas absorvem ou refletem — estão por trás de meio mundo de tecnologia, da análise de materiais à medicina. O problema sempre foi encolhê-los. Quando se tornam pequenos, perdem precisão, e ficam bons só para identificações grosseiras, não para medir a sério. Uma equipa da Universidade de Cambridge, juntamente com a start-up GlitterinTech criada pelo mesmo grupo, diz

Novo “supergelo” é tão forte como betão

By: ZAP
24 October 2026 at 08:00
Um pedaço de gelo. Cristais de origem vegetal. E uma proteína feita à medida. Resultado: gelo 10 vezes mais resistente. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marinha Real britânica testou a ideia de usar gelo reforçado com pasta de madeira para construir um porta-aviões. O material compósito, conhecido como Pykrete, era aparentemente tão resistente como o betão, desde que se mantivesse congelado. O navio teria sido, na prática, um icebergue flutuante, feito à medida e reforçado, de onde os aviões descolavam e aterravam. Mas, com a subida dos custos e o aparecimento de melhores alternativas, o projeto acabou por ser

El chavismo en el centro de datos, Extremadura en la periferia

24 October 2026 at 04:30

He de reconocer que, hasta ahora, creía que la postura escorada de los gobiernos autonómicos en favor de los centros de datos se debía a la misma injusta mezcla que nos afecta a buena parte de los españoles: la falta de información por parte de las grandes corporaciones promotoras y la diseminación por estas de algunos datos confusos y sobredimensionados en empleo e inversión. La labor que he tratado de desempeñar estos últimos meses, como investigador predoctoral del CSIC y de la UC3M, ha sido precisamente tratar de poner la información a disposición de los vecinos y las administraciones afectadas por estas instalaciones. Es por ello que recibí con ilusión la invitación de Unidas por Extremadura para comparecer en la Comisión de Economía, Empleo y Transformación Digital de la Asamblea de Extremadura con el objeto de ofrecer un análisis científico de los beneficios y riesgos asociados a los proyectos de instalación de grandes centros de datos en esta tierra. La misma tierra que cultivaron mis abuelos y de la que emigraron con la intención de que sus nietos pudieran estudiar en las instituciones en las que a día de hoy trabajo.

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© ASAMBLEA DE EXTREMADURA (ASAMBLEA DE EXTREMADURA)

Isabel Cortés Gervilla, diputada del Grupo Popular extremeño, en la Asamblea de Extremadura.

Política e monetização: como ativistas se tornam alvo de violência dentro e fora das redes

23 October 2026 at 19:30

Os perfis nas redes sociais do jornalista e comunicador popular Mateus Fernandes, de 26 anos, sempre articularam debates sobre raça, meio ambiente e participação política a partir da periferia de São Paulo. A decisão de declarar o voto no presidente Lula no segundo turno das eleições custou a liberdade e tranquilidade de Mateus. Conhecido nas redes como @omateuso, seu perfil divulgou uma nota pública no dia 12 de outubro informando que ele havia recebido oito ameaças de morte e tortura, com referências à Ku Klux Klan e saudações nazistas. Além disso, seu endereço residencial foi exposto em comentários no Facebook, o que motivou o jornalista a sair de casa por medo de ser assassinado.  

As ameaças surgiram após a participação de Mateus na campanha de “vira-voto” com centenas de criadores de conteúdo. Sem respostas efetivas às denúncias enviadas à Meta, Mateus e sua equipe jurídica de apoio registraram boletim de ocorrência por racismo, apologia ao nazismo, intolerância religiosa e ameaça. Também levou o caso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e à Polícia Civil.

O caso de Mateus não é isolado. Ele se soma a episódios de intimidação contra parlamentares e agentes políticos registrados em diferentes estados durante o período eleitoral. Os dados após o primeiro turno confirmaram o diagnóstico: segundo levantamento da organização de Direitos Humanos Terra de Direitos e da Justiça Global, divulgado no dia 7 de outubro, o Brasil registrou 134 episódios de violência política em 50 dias de campanha, uma média de um caso a cada nove horas.

Segundo a pesquisa, dos 134 episódios registrados no primeiro turno, 102 foram dirigidos a pessoas com candidaturas registradas, o que equivale a 76,1% do total. Os outros 32 casos atingiram quem não disputava eleições: foram vítimas 19 vereadores, 3 prefeitos, um vice-prefeito e dois secretários. Também houve quatro casos contra dirigentes partidários e dois contra sedes do PT e a equipe de uma candidata.  

Um exemplo foi da deputada federal eleita com a melhor votação de Minas Gerais, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, a mulher mais jovem da história do país e assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Logo após a confirmação do resultado das urnas, ela passou a ser alvo de perseguição e ameaças de morte.

No Amazonas, a deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campêlo (PSD) denunciou ter sido ameaçada durante um debate eleitoral promovido pela TV Norte Amazonas. Alessandra disputa o segundo turno ao Governo do Estado ao lado de Omar Aziz (PSD) contra a chapa da Professora Maria do Carmo (PL). 

Um homem da coligação adversária foi flagrado, nos bastidores, fazendo um gesto de degolamento enquanto a encarava. Tratava-se de Kidson Maia, que buscou uma vaga de deputado estadual no Amazonas, mas não foi eleito, ficando como 1° suplente. Segundo o portal G1, Alessandra apresentou uma representação criminal e, com isso, a juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain determinou que Kidson e o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) mantenham distância mínima de 200 metros da parlamentar, proibiu qualquer tipo de contato e suspendeu o porte de armas da dupla. A Agência Pública solicitou um posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Além de candidatas, minorias políticas tornam-se alvo

A violência política segue um padrão na escolha das vítimas: atingem sobretudo pessoas negras, mulheres, populações periféricas, entre outros grupos marginalizados que ocupam o debate público. Em setembro, uma articulação de quase 70 organizações da sociedade civil (entre elas o Instituto Marielle Franco, Terra de Direitos, Justiça Global, Articulação de Mulheres Negras Brasileiras) entregou uma nota coletiva ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE Mulheres). O documento exige medidas de prevenção, investigação e responsabilização diante da escalada do racismo, misoginia e exposição de dados pessoais direcionada a candidatas e ativistas.

Um estudo publicado em 2025 pelo Instituto Marielle Franco, já mostrava que 69% das vítimas de violência política virtual de gênero e raça são mulheres pretas e pardas, e 84% dos casos se concentram estão concentrados contra lideranças filiadas a legendas progressistas. Nesses espaços, a identidade racial e a atuação em defesa dos direitos humanos funcionam como catalisadores para campanhas orquestradas de difamação e intimidação física.

Para o advogado Thiago Farias, que representa Mateus Fernandes junto ao Ministério Público de São Paulo, as agressões se tornam bem mais graves quando ultrapassam as telas. “Quando a ameaça cita a rua, o bairro e o trajeto cotidiano de um comunicador, a violência deixa de ser uma agressão virtual difusa e passa a operar como uma tecnologia de confinamento territorial”, explica o jurista. “Não atinge apenas o Mateus, mas envia um recado de intimidação a todo corpo negro e periférico que tenta ocupar o debate.” Farias afirma que essa violência atua em duas frentes: a pressão psicológica e o confinamento.

Pressão e confinamento que impõem custos invisíveis às vítimas e seu entorno. Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno, 5 de outubro, o babalorixá, professor e escritor Sidnei Nogueira transmitia uma live ao lado da professora da Unifesp Ellen de Lima Souza. A transmissão lançava um curso sobre saberes de terreiro e os ensaios da teórica feminista negra norte-americana Bell Hooks e da escritora burquinense Sobonfu Somé. Embora a aula não tratasse de política eleitoral, o pai de Santo comentou sua esperança em um resultado democrático no segundo turno. A partir daí, a transmissão passou a ser invadida por dezenas de comentários de ódio, ofensas intolerantes e ataques bolsonaristas.

Para o Babalorixá, o link da transmissão provavelmente foi compartilhado em grupos de mensagens da extrema direita: “não reconheci aquelas pessoas das interações comuns da minha página”, relata. Sidnei já evitava andar a pé pelo próprio bairro por medo. Depois dos ataques, passou a usar mais transportes privados, o que gerou um custo financeiro não planejado. Integrantes de sua comunidade religiosa, seus filhos de Santo, também organizaram uma rede de acompanhamento para que ele não circule sozinho. “A política do ódio substituiu o debate saudável”, reflete Nogueira.

Apesar da violência, a reação dos seguidores do professor abriu caminhos de solidariedade. Pessoas de fora de São Paulo que acompanhavam a transmissão passaram a denunciar os perfis agressores em seus próprios estados, pois se sentiram atingidos pelo discurso de ódio. Diante da gravidade dos ataques, a defesa de Sidnei estuda levar a denúncia à esfera federal.

Se as ameaças visam intimidar, podem ter um efeito contrário. A exposição do caso do pai de Santo Sidnei Nogueira também encorajou outras lideranças religiosas a se posicionarem. “Depois desse episódio, um outro Pai de Santo me mandou mensagem dizendo que não tinha se posicionado até então, mas se sentiu impelido a se manifestar após a repercussão da minha denúncia”, relata Sidnei. Para ele, isso reforça a necessidade de não recuar nem se calar diante da intimidação: “a verdade não tem pressa”, conclui.

O modelo de negócio do ódio e a omissão das Big Techs

Para especialistas e vítimas, a proliferação desses ataques está diretamente conectada à tolerância e ao modelo econômico das empresas de tecnologia.

Ex-deputada federal e cientista política, Áurea Carolina, que teve 2,6 milhões de votos ao Senado por Minas Gerais em 2026, afirma que “o negócio dessas plataformas é baseado em publicidade e retenção de público”. Para ela, a violência atua como um “veneno invisível” que desestimula a presença de mulheres negras na política formal. “Elas [big techs] lucram inclusive com anúncios de golpes e conteúdos de incitação. E há um alinhamento ideológico e de privilégio: dados mostram como algoritmos entregam mais alcance para a extrema-direita enquanto censuram ou reduzem a entrega de perfis progressistas”, analisa Áurea.

A professora e ativista feminista Lola Aronovich, umas das primeiras mulheres a receber e combater os discursos de ódio na internet, cuja perseguição deu origem à Lei 13.642/2018 (Lei Lola), aponta que o ecossistema digital se deteriorou a partir de 2016: “as Big Techs sempre difundiram ódio porque lucram com o engajamento pelo ultraje. Com as eleições de Donald Trump nos EUA e Jair Bolsonaro no Brasil, a ‘machosfera’ e os grupos extremistas perderam a vergonha de expor o rosto. Viram que discursos de misoginia e violência não eram punidos, mas recompensados com o poder”, pontua.

Na análise do advogado Thiago Farias, a facilidade com que discursos extremistas se convertem em perseguição tem relação com as políticas de moderação das empresas de tecnologia. 

“As plataformas digitais precisam abandonar as suas convenientes posturas de distância do debate público. Ficou escancarado no debate público recente, especialmente nos períodos eleitorais, que existe uma assimetria gritante na aplicação dos termos de uso quando o conteúdo partia da extrema direita, permitindo que a desumanização e a incitação ao ódio corressem soltas; em contrapartida, vozes progressistas, periféricas e democráticas, que buscavam apenas qualificar o debate público, foram sistematicamente silenciadas ou punidas com rigor desmedido”, argumenta. 

Farias defende que as redes deixem de usar algoritmos que tratam o engajamento com o ódio como motor de distribuição. Também apela para que elas cooperem imediatamente com a Justiça, fornecendo dados cadastrais e registros de conexão dos agressores.

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Partidos também devem se envolver e se responsabilizar

Áurea Carolina avalia que a lei “aumenta a pena e tipifica o crime, mas não prevê nenhuma política pública para prevenir nem cria estruturas de proteção.” Para a ex-deputada, a omissão dos partidos políticos diante dos ataques é um dos principais fatores que deixam as candidatas desprotegidas nas campanhas. Como alternativa, ela defende a criação de um fundo emergencial com recursos do Fundo Eleitoral: a medida destinaria parte da verba pública de campanha para custear ações imediatas de proteção (como escolta, suporte psicológico, veículos blindados ou relocação de domicílio) em até 48 horas após o registro da ameaça. 

“Os partidos são omissos, para não dizer coniventes. Se é de interesse do Brasil financiar candidaturas de todo o espectro político, também deve ser de interesse do país garantir que todas as candidaturas de mulheres concorram em condições de igualdade e segurança. Não dá para esperar um mês de trâmite burocrático partidário quando a vida e o mandato de uma mulher estão em jogo”, defende a cientista política.

Por outro lado, leis focadas em investigação digital têm utilidade quando há vontade política. Lola Aronovich destaca que a Lei Lola (Lei 13.642/2018), que autoriza a Polícia Federal a investigar crimes cibernéticos de misoginia e ódio com repercussão intermunicipal ou internacional, passou a ser aplicada de forma mais firme a partir de 2023. “Hoje ela é usada pela PF para desmantelar fóruns que planejam massacres em escolas, redes internacionais de abuso digital e campanhas organizadas de incitação à violência contra mulheres.”

Apesar dos avanços legais, os órgãos de segurança ainda enfrentam questões operacionais. A Lei 14.192/2021 tipifica a violência política de gênero, mas a aplicação das normas segue desafiada pela velocidade das ameaças. Segundo Thiago Farias, instituições como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) e o GECRADI, no Ministério Público de São Paulo, são conquistas históricas dos movimentos sociais. Ainda assim, enfrentam limitações de alcance e lentidão burocrática para preservar provas digitais com a urgência necessária.

No Congresso Nacional, há uma proposta em tramitação buscam enfrentar essas brechas: o PL 3191/2026, de autoria da deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP), altera a Lei de Violência Política contra a Mulher (Lei 14.192/2021) e o Código Eleitoral. A proposta tipifica expressamente como violência política de gênero a manipulação digital, o uso de inteligência artificial (deepfakes) e a disseminação de conteúdos falsos ou difamatórios destinados a induzir ao erro sobre a opinião ou identidade de candidatas e parlamentares. Protocolado em junho de 2026, o projeto passa pela análise das comissões da Câmara antes de seguir para votação.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Meta informou por meio de nota, que: “não permite ameaças, intimidação, conduta de ódio ou exposição não autorizada de dados pessoais, inclusive no contexto eleitoral”. A empresa afirmou que qualquer usuário pode denunciar violações diretamente nas redes (Facebook, Instagram e Threads) e ressaltou que mantém, para as Eleições 2026, canais dedicados à Justiça Eleitoral, partidos e candidatas, além de um guia de segurança voltado a mulheres na política. “Removemos conteúdos que violam nossas regras, e contas infratoras podem ter recursos limitados, ser suspensas ou desativadas”, declarou o porta-voz da plataforma.

Guia prático

A pedido da Agência Pública, a advogada especialista em Direito Digital Elaine Keller criou um série de orientações para vítimas de ameaças no ambiente digital

O que fazer em caso de perseguição e ataques virtuais?

1. Qual é o limite entre a liberdade de expressão e o crime de ódio ou perseguição?

A crítica e o debate, mesmo contundentes, são legítimos no ambiente democrático. No entanto, a liberdade de expressão não é absoluta e não pode servir de escudo para ofensas, ameaças, misoginia ou ataques à honra e à dignidade. Quando o limite é ultrapassado, configura-se abuso de direito e ilícito civil e penal (injúria, difamação, ameaça e perseguição).

2. Sofri um ataque ou ameaça na rede. Qual deve ser a minha primeira atitude?

A primeira providência imediata é preservar as provas das agressões (mensagens, comentários, áudios, vídeos e links/URLs das publicações) e denunciar o conteúdo nos canais da própria plataforma. Se persistir ou houver ameaça grave e exposição de dados (doxxing), procure imediatamente a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência e busque orientação jurídica.

3. Tirar um simples print (captura de tela) serve como prova na Justiça?

Nem sempre. Para ter validade no Judiciário, a prova digital precisa cumprir três requisitos: autenticidade (origem), integridade (garantia de que não foi manipulada) e licitude. Um print isolado pode ser contestado. O ideal é salvar as URLs exatas, a navegação gravada, manter os arquivos originais sem alteração e, se possível, contar com orientação jurídica ou registros de preservação técnica (como ata notarial em cartório ou plataformas com tecnologia de blockchain).

4. O agressor usou um perfil falso ou sem foto. É possível identificar quem está por trás?

Sim. O anonimato nas redes não é uma blindagem contra responsabilização civil e criminal. Por meio de ordem judicial, as plataformas digitais são obrigadas a fornecer os registros de conexão e dados de acesso, como endereços de IP, datas e horários, que permitem às autoridades policiais identificar o autor da infração.

5. A plataforma não removeu o conteúdo denunciado e a perseguição continua. O que posso fazer judicialmente?

Um advogado especialista em Direito Digital pode acionar o Judiciário para pedir, em caráter de urgência (liminar), a retirada imediata do conteúdo ou a suspensão do perfil sob pena de multa diária à plataforma. Além da remoção, a vítima pode pleitear indenizações civis por danos morais e a responsabilização criminal dos envolvidos.

Freedom House: La Habana entre los cinco regímenes más restrictivos de Internet en el mundo

Cuba volvió a ubicarse entre los países con mayores restricciones al acceso a Internet, según el informe Freedom on the Net 2026 de Freedom House, que la clasifica como “No Libre” y le otorga una puntuación de 19 sobre 100.

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