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Viana do Castelo defende novas fontes de financiamento para aliviar custos com lixo

27 October 2026 at 13:51

O presidente da Câmara de Viana do Castelo defendeu hoje que o Ministério do Ambiente deve procurar novas fontes de financiamento para aliviar as tarifas do tratamento de resíduos urbanos pagas pelos munícipes. 

Luís Nobre, que falava no período antes da ordem do dia da reunião camarária, informando o executivo municipal sobre o que considerou ser “o aumento atípico” previsto para 2027 de 140 euros por tonelada.

A Resulima é a empresa responsável pela recolha seletiva, triagem e tratamento de resíduos urbanos no Vale do Lima e Baixo Cávado, abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, num total de cerca de 311.470 habitantes.

Na semana passada, os municípios de Barcelos, Esposende, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo insurgiram-se contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, considerando-o desproporcionado e excessivo.

Em comunicado, a Câmara de Barcelos, no distrito de Braga, referiu que, segundo informação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos com o tratamento e deposição dos resíduos urbanos “deverão registar um aumento muito significativo já no próximo ano, em resultado da subida da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e da tarifa cobrada pela Resulima”.

“Com impacto direto nos encargos suportados pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, e, consequentemente, nas tarifas de resíduos urbanos pagas pelos munícipes”, adverte o município.

De acordo com a Câmara de Barcelos, “prevê-se que a tarifa de tratamento dos resíduos por tonelada sofra, em 2027, um aumento de 72,33 euros para 95,88 euros, ao qual acresce um aumento de cinco euros por tonelada da TGR, passando de 40 euros para 45 euros”.

“Somados estes valores, isto significa que os custos totais da gestão e tratamento dos resíduos urbanos deverão subir, por tonelada, de 112,33 euros para 140,88 euros”, revela a autarquia.

O autarca socialista de Viana do Castelo sublinhou que os autarcas tomaram “uma posição conjunta” no sentido de apelar à tutela que “revisite o modelo” atual do tratamento dos resíduos urbanos que vai continuar “a aumentar as tarifas pagas pelos munícipes”.

“Os municípios não têm recursos para suportar estes custos. A tutela tem de procurar novas fontes de financiamento, como por exemplo, o Fundo Ambiental”, sublinhou Luís Nobre.

No comunicado enviado às redações, a Câmara de Barcelos adianta que os municípios servidos pela Resulima consideram imperativo afirmar com clareza que os custos atuais já são incomportáveis para as famílias, e que a sua escalada continuada não pode continuar a ser suportada, em silêncio, por quem paga a fatura no fim do mês”.

Face à dimensão dos aumentos e à necessidade de assegurar a sustentabilidade económico-financeira do serviço, “torna-se insustentável para os municípios continuarem a absorver integralmente estes custos”.

“Os municípios reafirmam, assim, que continuarão a acompanhar a evolução destes encargos e a desenvolver medidas que promovam a redução, reutilização e separação dos resíduos, procurando compatibilizar a sustentabilidade do serviço com a proteção das famílias e dos agentes económicos do concelho”, refere o comunicado.

Mas, os seis municípios dizem exigir, “com a mesma firmeza, que o aumento dos custos não continue a ser transferido, sem critério nem proporcionalidade, para quem já dá o seu contributo para uma gestão mais responsável dos resíduos”.

“Proteger as famílias e cumprir as metas ambientais não podem ser objetivos em conflito. E os municípios que integram a Resulima não aceitarão que o sejam”, assumem.

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Concentração de gases do efeito estufa atingem níveis recordes

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Um relatório publicado nesta terça-feira (27) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) mostrou que 2025 atingiu níveis de concentração “sem precedentes” de gases do efeito estufa na atmosfera.

O estudo constatou que a concentração de dióxido de carbono (CO₂), o principal desses gases, é 53% mais alto do que em níveis pré-industriais (antes de 1750).

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Em relação ao metano (CH₄), a concentração é 167% maior, na mesma base de comparação. Já o óxido nitroso (N₂O), o gás com maior potencial de aquecimento dentre os três, tem um nível 26% superior ao nível pré-industrial.

Em 2025, a concentração de dióxido de carbono atingiu 426,8 partes por milhão (ppm). Isso significa que, a cada um milhão de moléculas suspensas na atmosfera, aproximadamente 426 são de gás carbônico. São 2,8 ppm a mais do que em 2024.

O crescimento foi um pouco abaixo do registrado em 2024 (3,6 ppm), na comparação com o ano anterior, mas ficou acima da média da década (2,62 ppm por ano).

De acordo com o relatório, a redução do ritmo de crescimento em relação ao ano anterior provavelmente se deve à redução das emissões e a recuperação de sumidouros de carbono terrestres.

O fato de haver alta da concentração, no entanto, reflete a continuidade de grandes emissões provenientes da queima de combustível fóssil. Também pode ter ocorrido um impacto da temporada 2023/2024 do El Niño que evitou uma absorção maior do gás pela biosfera.

Do total de emissões humanas ocorridas entre 2015 e 2024, 50% se acumularam na atmosfera. O restante foi parar nos oceanos (29%), sejam dissolvidos na água, absorvidos pela biosfera marinha, e na terra (21%), absorvidos por processos biológicos ou geológicos.

O CO₂ responde por 66% da força radiativa dos gases do efeito estufa, ou seja, da capacidade de aquecimento na nossa atmosfera. Ele é também responsável por 83% do aumento dessa força na última década.

Metano

O segundo gás com maior força radiativa, o metano, que responde por 16% dela na nossa atmosfera, passou a ter uma concentração de 1.948 partes por bilhão (ppb), um aumento de 6 ppb em relação a 2024, menor do que os crescimentos de 8 ppb em 2024 e de 10,2 ppb por ano da média da década.

Desde 2007, o crescimento da emissão de metano na atmosfera vem caindo. Dois terços da emissão de gás metano no planeta Terra vem de ações antropogênicas, como a criação de gado e a decomposição de resíduos orgânicos.

Óxido nitroso

Já a concentração de óxido nitroso, também conhecido como gás do riso, que responde por 6% da força radiativa, chegou a 339,1 ppb, ou seja, 1,1 ppb a mais que em 2024, o mesmo ritmo de crescimento de 2023 para 2024 e próximo da média anual da década (1,08 ppb por ano).

Apesar de ter menor concentração na atmosfera, cada molécula deste gás contribui cerca de 270 vezes mais para o aquecimento global que uma molécula de dióxido de carbono. Diferentemente do metano, apenas um terço dele é originário de ações humanas, como o uso de fertilizantes agrícolas.

CFC

O relatório verificou ainda que os clorofluorcarbonos (CFCs), que tem capacidade de aquecer a atmosfera e de destruir a camada de ozônio (que protege a Terra de radiação solar), estão reduzindo sua concentração atmosférica. Apesar disso, os CFCs respondem, junto com outros gases halogenados (aqueles que contém cloro ou flúor em sua composição), tem diminuído.

O documento chama atenção, no entanto, para o crescimento de alguns gases halogenados, como os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e os hidrofluorcarbonos (HFCs), que substituíram os CFCs nas indústrias, têm aumentado apesar de ainda terem baixas concentrações. E eles também contribuem para o aquecimento global. Os gases halogenados respondem por 12% da força radiativa na nossa atmosfera.

Outro alerta do relatório é para o aumento da emissão de hexafluoreto de enxofre (SF₆), pela indústria química, já que ele é usado como isolante elétrico em equipamentos de distribuição de energia.

Apesar de ainda ser baixa, sua concentração na atmosfera hoje é três vezes maior do que a observada em meados da década de 1990. E ele tem vida útil de mais de 1.900 anos na atmosfera.

Gás hidrogênio

Já o gás hidrogênio (H₂) que aparece como uma promissora fonte energética limpa, também preocupa devido a seu vazamento de dutos, tanques de estocagem e de células de combustível.

Apesar de não ter potencial de aquecimento, há a possibilidade reação química com hidroxilas (OH), moléculas que contribuem para limpar a atmosfera por reagir com gases como o metano.

Ao reagir com o gás hidrogênio, as hidroxilas se tornam mais escassas para reagir com o metano, por exemplo. A reação de OH com CH₄ gera dióxido de carbono, um gás do efeito estufa 80 vezes menos potente que o metano. Por isso, o vazamento de H₂ para a atmosfera acaba contribuindo indiretamente para o aquecimento global.

 

Chuvas atingem importantes áreas agrícolas nesta terça, prevê Inmet

Logo Agência Brasil

A presença de uma frente fria no litoral sul da Bahia favorece um canal de umidade sobre o país nesta terça-feira (27), propiciando a ocorrência de chuvas e trovoadas em importantes áreas agrícolas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas mais intensas podem atingir Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e o Distrito Federal, além do sul do Pará; centro e norte de Goiás; norte de Minas Gerais; sul do Piauí e áreas da Bahia e do Maranhão.

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O instituto alerta para o perigo potencial de tempestades até amanhã (28) em áreas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Por outro lado, na região Sul, onde o dia começou com temperaturas baixas, o frio deve começar a diminuir ao longo das próximas horas.

Um aviso amarelo de perigo potencial para tempestade vigora para uma área que se estende do oeste do Amazonas, passando por grande parte do Centro-Oeste do país, até o litoral da Bahia e do Sergipe, com risco de chuvas entre 20 e 30 milímetros/hora e de ventos intensos (40 a 60 quilômetros/hora).

Confira a previsão do Inmet para cada região:

Norte: Tempo instável, com muito calor mas também com chuvas e trovoadas no oeste e no sul da região. Previsão de chuvas e trovoadas no Acre, Tocantins, Rondônia e nas regiões sul, central, oeste e noroeste do Amazonas, além do sul do Pará. Há um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em vigor para o Acre, sudoeste do Amazonas, sudeste do Pará e centro e sul do Tocantins. O céu fica com muitas nuvens, com possibilidade de chuvas isoladas em Roraima e no leste do Amazonas. Nesta quarta-feira, as áreas de instabilidade continuarão atuando sobre o oeste e o sul da região. Em Palmas (TO), a máxima deve chegar aos 37 °C. 

Nordeste: Nesta terça-feira, o tempo fica instável, com chuvas e trovoadas na Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão. No leste da região (do RN a SE), o céu permanece claro e sem chuva. Nas capitais, Maceió registra a menor mínima (22 °C) e a máxima chega a 33 °C; Salvador marca até 29 °C, Fortaleza 32 °C e Teresina atinge a maior máxima (40 °C). Amanhã, as áreas de instabilidade devem se intensificar, provocando chuvas com trovoadas no oeste e no litoral da Bahia, incluindo o Recôncavo Baiano, bem como no centro e sul do Piauí e no sul do Maranhão.

Centro-Oeste: Fortes áreas de instabilidade atingem o nordeste de Mato Grosso, o norte de Goiás e o Distrito Federal, onde são esperadas chuvas com trovoadas ao longo desta terça-feira. As chuvas com trovoadas ocorrem também na região central de Goiás e no norte e noroeste de Mato Grosso. Durante o dia, a umidade deve aumentar em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, favorecendo a formação de nuvens e a possibilidade de chuvas isoladas até o final da noite, inclusive no Mato Grosso. Entre as capitais, a temperatura mínima será de 18 °C em Brasília (DF) e de 19 °C em Campo Grande (MS). A temperatura máxima em Campo Grande (MS) não deve passar dos 28 °C, e chega a 31 °C em Brasília (DF) e em Goiânia (GO), e a 36 °C em Cuiabá (MT).

Sudeste: As instabilidades se concentram no norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, onde o tempo fica chuvoso, com trovoadas. Nessas áreas, está vigente um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Há possibilidade de chuvas isoladas também nas demais áreas do Espírito Santo e na região de Belo Horizonte (MG). Nas demais áreas da Região Sudeste, a terça-feira será de sol entre poucas nuvens e temperaturas amenas. As temperaturas devem variar entre 11 ºC, em São Paulo, e 25 ºC em Belo Horizonte. Na quarta-feira, toda a região permanecerá coberta por muitas nuvens, com previsão de fortes chuvas com trovoadas em áreas do interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no oeste de Minas Gerais.

Sul: A terça-feira será ensolarada na região. Embora a terça-feira tenha começado com temperaturas baixas e possibilidade de formação de geada na Serra Gaúcha e Catarinense, nas demais áreas o céu fica claro, com poucas nuvens. Em Curitiba, o dia começa gelado, com temperatura mínima de 7 °C. Durante a tarde, a máxima não deve passar dos 18 °C. O dia também começa frio em Porto Alegre (RS), com mínima de 8 °C, mas, durante a tarde, a temperatura fica agradável, e a máxima na capital gaúcha pode chegar a 23 °C. Em Florianópolis (SC), a temperatura mínima será de 11 °C e a máxima, de 22 °C. A noite, a nebulosidade deve aumentar sobre algumas áreas, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e no norte e leste do Rio Grande do Sul, mas, por enquanto, não há previsão de chuva. A nebulosidade deve aumentar sobre toda a região a partir de amanhã.

 

Clima, l’Ue si prepara a un aumento di 2 gradi entro il 2050 ma delega i piani di adattamento ai singoli Stati. E l’Italia è ferma al palo

27 October 2026 at 12:29

Dovranno essere i singoli Paesi dell’Unione Europea a elaborare i piani strategici per adattarsi all‘aumento delle temperature globali stimato in 2 gradi entro il 2050 e 3 gradi entro il 2100 rispetto ai livelli pre-industriali. Lo prevede il nuovo quadro sulla resilienza climatica adottato dalla Commissione Ue che per la prima volta responsabilizza gli Stati nella prevenzione. Le autorità nazionali dovranno tenere conto della realtà climatica e dei rischi nelle proprie decisioni, ma Bruxelles non imporrà soluzioni specifiche. E questa rischia di essere una brutta notizia per l’Italia, considerando che finora, fra ritardi e sprechi, il nostro Paese ha dimostrato di non saper mettere in campo strategie efficaci per limitare e mitigare i danni causati dal cambiamento climatico. L’Italia ha raggiunto appena il 15% degli obiettivi al 2030 inseriti nel Piano nazionale integrato per l’energia e il clima (Pniec). Mentre il Piano nazionale di adattamento ai cambiamenti climatici (Pnacc), nato già poco operativo a inizio 2024, è di fatto fermo al palo. Senza soldi, né minime indicazioni di gestione.

Secondo la Commissione, i piani nazionali dovranno coprire i diversi settori dell’economia e il monitoraggio sarà collegato anche al Semestre europeo, per trattare il problema come una questione di resilienza economica e non solo ambientale. Il quadro prevede un’iniziativa legislativa e una comunicazione non vincolante. Il piano adottato non introduce nuove risorse finanziarie, dal momento che nel quadro finanziario pluriennale 2028-2034 Bruxelles ha proposto un obiettivo di spesa del 35% per il clima e la biodiversità naturale, che include anche la preparazione ai cambiamenti climatici.

Il quadro fissa una traiettoria comune di riferimento basata sulla base delle evidenze scientifiche del gruppo intergovernativo sul cambiamento climatico che considera un aumento di 2°C di riscaldamento entro il 2050 e +3°C entro il 2100. Non si tratta di un obiettivo politico, ma uno scenario di riferimento comune sulla base del quale gli Stati membri possono valutare i futuri rischi climatici al momento di prendere decisioni. Per sostenere le autorità pubbliche ad affrontare i rischi climatici, la Commissione europea lancerà una piattaforma online europea per la resilienza climatica che includerà una serie di strumenti, tra cui l’European Climate Viewer, sviluppato dal Centro europeo per le previsioni meteorologiche a medio termine, che fornirà una mappa interattiva dei rischi climatici previsti in tutto il continente. E il Navigator of Climate Resilience Tools, sviluppato dall’Agenzia europea dell’ambiente per aiutare gli utenti a individuare strumenti di resilienza climatica pertinenti in base alla loro ubicazione, al settore di appartenenza e ai rischi specifici che devono affrontare.

Bruxelles conferma che nei prossimi mesi lancerà un piano europeo contro le ondate di calore, un’alleanza per l’assicurazione contro i rischi climatici e un’iniziativa europea per l’acqua. Avvierà inoltre un gruppo consultivo PreparEU sulla preparazione alle catastrofi e un’iniziativa per individuare 100 territori europei più vulnerabili ai cambiamenti climatici. “L’Europa si sta riscaldando a un ritmo doppio rispetto a quello globale. Per diventare veramente resilienti al clima, dobbiamo adattarci e imparare lungo il percorso”, sottolinea la presidente della Commissione europea, Ursula von der Leyen. “Si stima che l’adattamento delle infrastrutture, dell’ambiente costruito, degli ecosistemi e dell’economia dell’Europa alle future condizioni climatiche richiederà investimenti pari a circa 70 miliardi di euro all’anno”, ha spiegato la Commissione europea

Le perdite economiche stimate, dovute ai danni causati dal clima nel periodo 2022-2025, ammontano a circa 200 miliardi di euro, ovvero 50 miliardi di euro all’anno, “in aumento rispetto agli 8,6 miliardi di euro del periodo 1980-1989”. Si legge nei documenti del nuovo quadro. “Le ondate di calore previste in Europa per il 2026 potrebbero comportare un costo annuo in termini di produzione pari a 113 miliardi di euro in 30 paesi, un onere economico sostanziale derivante da un unico fenomeno climatico”, si legge ancora. L’agricoltura viene indicata tra i settori che registrano le perdite più consistenti legate al clima. La perdita media annua nell’Ue è stimata a circa 28,3 miliardi di euro, con solo il 20-30% di tali perdite assicurato. La siccità è la principale causa delle perdite in questo settore: “Ad esempio, nel 2026 le perdite potrebbero raggiungere i 90 miliardi di euro”.

“L’estate scorsa sarà anche stata una delle più calde o la più calda mai registrata, ma con ogni probabilità sarà la più fresca degli anni a venire. E qualunque cosa facciamo, la situazione probabilmente peggiorerà”. È l’avvertimento lanciato dal commissario Ue al clima, Wopke Hoekstra, in conferenza stampa. “La buona notizia è che abbiamo un certo margine di manovra: le scelte che facciamo oggi possono effettivamente rendere meno gravi tali impatti. Quindi occorre fare di più a tutti i livelli: locale, regionale, nazionale, ma naturalmente anche a livello europeo. Per aiutare a proteggere, pianificare e prepararci a un’Europa più calda”, conclude.

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Rapporto Oxfam, lo 0,1% più ricco inquina più di 3,5 miliardi di persone: “Incendiano il pianeta e noi paghiamo gli estintori”

27 October 2026 at 11:07

I super-ricchi non sembrano curarsi molto della crisi climatica in corso, a cui hanno contribuito in larga scala. Secondo l’ultimo rapporto Oxfam, lo 0,1% più ricco del pianeta, che corrisponde a circa 8 milioni di persone, emette più CO2 di quasi 3,5 miliardi di esseri umani appartenenti alla metà più povera dell’umanità. L’emblema della disuguaglianza sono i jet privati, che in soli due secondi di volo emettono più anidride carbonica di quanto una persona della metà più povera del mondo riesca a generare in un anno intero. Secondo Francesco Petrelli, portavoce di Oxfam Italia, “i super-ricchi prima incendiano il pianeta e poi ci presentano il conto per gli estintori”.

Il documento annuale pubblicato dalla confederazione internazionale Oxfam ha fotografato una situazione in cui un singolo miliardario contribuisce 400 volte in più, rispetto a una persona comune, alle ondate di calore che affliggono il pianeta. “La crisi climatica viene spesso descritta come una sfida che dovrebbe accomunare l’intera umanità, ma quello a cui assistiamo va esattamente nella direzione opposta”, ha spiegato Petrelli. Ma a subire le conseguenze degli eventi climatici sempre più estremi sono comunque i più poveri, che non hanno le capacità economiche per trovare le “vie d’uscita” dei ricchi, come le polizze assicurative in grado di coprire le potenziali perdite, bunker sotterranei ipertecnologici o squadre antincendio private.

Alla vigilia della Cop31 sul clima, in programma dal 9 novembre ad Antalya, in Turchia, Oxfam ha lanciato l’appello “chi inquina paga”. Entro il 2050, i danni economici attribuibili all’1% più ricco sfioreranno i 53.000 miliardi di dollari. Dal 1990 a oggi, il 20% del riscaldamento globale registrato è stato causato da questa piccola percentuale di popolazione. L’appello di Oxfam è quello di tassare i grandi patrimoni e i beni di lusso inquinanti, triplicare i fondi per l’adattamento del Sud globale entro il 2035 evitando prestiti che accrescono il debito, rafforzare il welfare contro i nuovi rischi climatici e fermare la speculazione sui disastri.

Se da un lato la crisi climatica grava sui comuni mortali, dall’altro c’è chi riesce a trarne un duplice profitto. Nel rapporto “Destroy & Rebuild Index” di Oxfam sono state analizzate 217 grandi aziende che hanno guadagnato prima alimentando la crisi con i combustibili fossili, poi incassando su prevenzione, risposta e ricostruzione. Il mercato globale della gestione dei disastri potrebbe crescere da 70 a 92 miliardi di dollari l’anno entro il 2029 e fondi come BlackRock e Vanguard detengono partecipazioni nel 92% di queste aziende, per oltre 1.000 miliardi di dollari. Le differenze di genere pesano anche sulla crisi climatica: nei paesi più fragili le donne sono maggiormente gravate anche da insicurezza alimentare, lavoro di cura non retribuito, abbandono scolastico e matrimoni precoci. Finché chi genera la crisi climatica ne trae profitto, conclude il rapporto, la sfida “che dovrebbe accomunare l’umanità” resterà una beffa per chi la paga in prima persona.

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Gases de efeito estufa batem novo recorde e aumentam aquecimento global, aponta ONU

27 October 2026 at 10:50

A concentração dos principais gases de efeito estufa na atmosfera voltou a quebrar recordes históricos em 2025. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (27) pela OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo o 22º Boletim de Gases de Efeito Estufa, o acúmulo contínuo de poluição atmosférica garante a manutenção do aquecimento global por décadas e até séculos. Os dados revelam que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados na história. 

CO₂ atinge marca histórica

O dióxido de carbono (CO₂), principal gás estufa de origem humana e responsável por cerca de 66% do efeito de aquecimento provocado por gases de longa duração, alcançou a média global de 426,8 ppm (partes por milhão) na superfície em 2025.

O valor representa 153% dos níveis pré-industriais, período anterior a 1750, quando a concentração era de 278,3 ppm.

A taxa de crescimento do CO₂ acelerou significativamente ao longo das últimas décadas, triplicando desde os anos 1960. Entre 2024 e 2025, a elevação foi de 2,8 ppm. Embora o avanço tenha sido inferior ao salto verificado no período 2023-2024 (3,6 ppm), ele permaneceu acima da média anual da última década (2,63 por ppm por ano).

De acordo com a cientista sênior da OMM, Oskana Tarasova, a desaceleração relativa em 2025 refletiu a recuperação dos sumidouros terrestres de carbono e a diminuição das queimadas após o enfraquecimento do fenômeno El Niño.

No entanto, ela ressalta que o avanço de 2,8 ppm representa uma adição substancial de carbono decorrente da queima de combustíveis fósseis. 

Alta preocupante

Os outros dois principais gases de efeito estufa vinculados às atividades humanas também registraram marcas inéditas em 2025.

O metano (CH₄) atingiu 1.948 partes por bilhão (ppb), equivalente a 267% do nível pré-industrial. O gás é responsável por cerca de 16% do forçamento radiativo. Cerca de 65% das emissões de metano vêm de fontes antrópicas como pecuária, cultivo de arroz, combustíveis fósseis e aterros, e 35% de fontes naturais. 

Análises isotópicas apontaram que incêndios florestais na América do Norte e na Amazônia em 2023-2024 impactaram significativamente o orçamento do gás.

Já o óxido nitroso (N₂O) chegou a 339,1 ppb, o que representa 126% do nível pré-industrial. O N₂O responde por 6% do efeito de aquecimento dos gases de longa duração. Cerca de 35% de suas emissões decorrem da ação humana, com destaque para o uso de fertilizantes nitrogenadas na agricultura. 

Conforme o ìndice Anueal de Gases de Efeito Estufa (AGGI) da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o efeito de aquecimento acumulado por todos os gases de longa duração aumentou 56% entre 1990 e 2025, com o CO₂ sendo o causador direto de aproximadamente 81% desse aumento.

Alerta para gases de transição energética

O relatório da OMM faz um alerta específico sobre dois gases diretamente ligados à infraestrutura e à eletricidade.

O hexafluoreto de enxofre (SF₆), usado como isolante elétrico em equipamentos de alta voltagem, registrou em 2025 o maior aumento anual da história, atingindo 12,24 ppt, um salto de 249% em três décadas.

O SF₆ possui o maior potencial de aquecimento global em 100 anos e vida útil superior a 1.000 anos na atmosfera.

O hidrogênio (H₂), embora não seja um gás de efeito estufa direto, altera a química atmosférica e estenda a vida do metano. Sua concentração subiu 5,3% entre 2010 e 2024 (de 532 ppb para 560 ppb).

A OMM destaca que vazamentos no transporte e armazenamento de hidrogênio podem comprometer parte dos benefícios climáticos da transição energética se não forem controlados. 

Petrobras inova na produção sustentável de combustível de aviação

27 October 2026 at 10:32

Logo Agência Brasil

Um novo marco na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) foi obtido pela Refinaria Duque de Caxias (Reduc) na primeira quinzena de outubro. Com a recertificação internacional do produto, a Petrobras obteve avanços que reduziram significativamente a intensidade de carbono SAF, reforçando os mais elevados padrões globais de sustentabilidade, rastreabilidade e governança.

Uma auditoria internacional de aviação confirmou evolução expressiva no desempenho ambiental do combustível. O processo reconheceu melhorias implementadas na gestão das fontes de hidrogênio utilizadas na produção do SAF, tornando a operação da refinaria ainda mais alinhada à metodologia internacional de certificação.

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Com isso, a intensidade de carbono de hidrogênio empregado na produção foi reduzida em 29%. Essa melhoria refletiu diretamente no desempenho ambiental produzido a partir do óleo de milho, com redução de 23,8% na intensidade de carbono do SAF.

O resultado posiciona o SAF produzido pela Reduc entre os combustíveis sustentáveis de aviação com menor intensidade de carbono disponíveis no mercado.

“A conquista da Reduc demonstra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas, mas também da busca contínua por soluções de processo capazes de diminuir a pegada de carbono dos insumos utilizados na produção”, afirma o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

 “Ao aprimorar seus processos e fortalecer sua governança em sustentabilidade, a Petrobras avança na construção de alternativas para atender às futuras exigências regulatórias e ampliar sua participação nos mercados de combustíveis renováveis e de baixo carbono”, acrescenta.

‘España puede ser la hostia’, la campaña que propone crear un fondo para vivienda pública y pensiones con ingresos de las renovables

27 October 2026 at 10:00
Parque solar en el término municipal de Guillena, Sevilla.

El Fondo Global de Pensiones del Gobierno Noruego fue creado en los años noventa para invertir a largo plazo las ganancias del petróleo y el gas del mar del Norte, hoy es uno de los más grandes del mundo y supone más de una quinta parte del presupuesto de este país. Una campaña ciudadana propone ahora la instauración en España de un fondo similar, pero a partir de la energía del sol y el viento, entre otros ingresos, para responder a necesidades de las generaciones actuales y del futuro.

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Alterações climáticas no Baixo Guadiana em debate no Sapal de Castro Marim

27 October 2026 at 09:41

As alterações climáticas e os seus impactos no Baixo Guadiana vão estar em debate a 30 de outubro, a partir das 10h00, na sede da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, no âmbito das comemorações do Dia das Aves Migratórias. A iniciativa pretende promover a reflexão sobre os desafios ambientais do território e identificar soluções para a preservação dos ecossistemas e das atividades locais.

O programa da manhã será dedicado às dinâmicas do estuário do Guadiana, ao futuro das salinas tradicionais e aos desafios da conservação da biodiversidade na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Durante a tarde, está previsto um debate com a participação de municípios, entidades públicas, Universidade do Algarve e associações locais.

A iniciativa é organizada e promovida pela Comissão de Cogestão da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António e tem entrada livre.

Los gases que sobrecalientan la Tierra alcanzan máximos históricos mientras los países arrastran los pies con sus planes climáticos

27 October 2026 at 09:00

Dos importantes informes que se difunden este martes muestran la peligrosa deriva que ha tomado el ser humano con el cambio climático. Uno se centra en el presente y el otro en el futuro. En ambos se describe un calentamiento global que se encamina hacia la zona roja de peligro, lo que hace que los eventos extremos —como olas de calor, sequías y lluvias torrenciales— sean más violentos y frecuentes. Por un lado, la Organización Meteorológica Mundial (OMM) ha publicado esta mañana su boletín anual de seguimiento de los principales gases de efecto invernadero. Están en máximos históricos y esto ya ha provocado, por ejemplo, que los últimos 11 años hayan sido los 11 años más calurosos en el planeta desde que hay registros. Esta “tendencia” se “prevé que continúe”, advierte la OMM. Unas horas antes, el área de Cambio Climático de la ONU ha difundido otro análisis, también anual, sobre los planes nacionales de los países para luchar contra el calentamiento. Y la trayectoria que esos programas dibujan para los próximos 10 años no supone el recorte urgente y rápido que se necesita para que el calentamiento se quede dentro de los límites de seguridad.

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© Usep Hariadi (REUTERS)

El humo de los incendios forestales cubre Palangka Raya, en Indonesia, el pasado fin de semana.

Dal disastro di Trecate 1994 alla geotermia innovativa: il Ticino punta sui pozzi dismessi

27 October 2026 at 06:42

di Mario Agostinelli e Oreste Magni

La geotermia è una fonte programmabile continua, tanto interessante quanto poco conosciuta.
Nata in Italia nel 1904 a Larderello ha un grande passato, ma oggi potrebbe avere un futuro strategico, dato che con le tecniche innovative del ciclo binario chiuso ha tutti i vantaggi per accompagnare efficacemente la transizione energetica oltre il fossile e senza il nucleare.

Noi che abitiamo nella zona a cavallo del Ticino, che una quarantina di anni fa veniva descritta da AGIP come la nuova Dallas d’Italia, ne stiamo valutando le potenzialità. Nel nostro territorio, al di qua e al di là del fiume, vennero realizzate decine di trivellazioni petrolifere. Ci veniva detto che nel campo di Villafortuna Trecate c’era il maggior giacimento petrolifero italiano e che ci sarebbe stata ricchezza: le narrazioni di questo tipo si infransero il 28 febbraio 1994 quando una eruzione incontrollata del pozzo petrolifero TR24 inondò di petrolio misto ad acqua circa 24 Km di risaie e la cittadina di Trecate. Questo disastro cominciò a stimolare, quantomeno in alcune associazioni tra cui la nostra (www.ecoistitoticino.org) ragionamenti diversi su come poteva essere il futuro energetico del territorio. La mobilitazione che ne conseguì arrivò fino al Parlamento europeo dove all’unanimità gli europarlamentari italiani di ogni colore politico, sottoscrissero le nostre ragioni che portarono al blocco di ulteriori trivellazioni petrolifere nel Parco del Ticino.

Una decina di anni fa cominciammo a sollevare il tema di una alternativa ai pozzi petroliferi ormai abbandonati. Oggi, complice la drammatica situazione energetica, si propone il tema delle decine di trivellazioni petrolifere profonde oltre 6000 metri e in via di dismissione che potrebbero essere riutilizzate con le tecnologie geotermiche. Un convegno su questo tema a maggio di quest’anno (rivedi qui) aveva posto le basi per l’utilizzo della nuova tecnologia binaria a ciclo chiuso per ricavare calore ed elettricità. Si tratta di tecnologie più evolute rispetto alle tradizionali utilizzate nella zona di Larderello e dell’Amiata (le cosiddette tecnologie flash). Il convegno sollevava un problema di fondo: riportare al centro del dibattito pubblico il ruolo delle comunità locali nella transizione energetica, partendo da una risorsa sottovalutata ma strategica per il territorio nazionale come la geotermia. Si proponeva una chiave di lettura chiara: la transizione energetica non può essere calata dall’alto, ma deve partire dai territori. L’esperienza dei pozzi dismessi diventava così un’opportunità sia per il riutilizzo delle infrastrutture esistenti che per la valorizzazione di competenze totalmente italiane con il superamento delle logiche legate alle fonti fossili ed a complemento della transizione alle rinnovabili senza il nucleare.

L’obiettivo era ed è costruire un modello energetico più autonomo e resiliente, meno esposto alle tensioni geopolitiche e alle dinamiche dei mercati globali. Infatti, la geotermia, risorsa sottoutilizzata, fonte continua e stabile, si distingue dalle rinnovabili come l’eolico e il fotovoltaico per una caratteristica fondamentale: produce energia in modo continuo, indipendentemente dalle condizioni meteo grazie al costante calore della terra che a quelle profondità è di circa 160 gradi, temperatura più che idonea per produrre energia elettrica e calore. Un ottimo complemento all’integrazione delle reti rinnovabili.

Un altro punto centrale è quello dei costi. La geotermia, se richiede investimenti iniziali consistenti legati alle perforazioni (ma nell’area Ticino sono già realizzate), nel lungo periodo ha costi di gestione molto bassi e presenta un costo assai competitivo. Eppure, ha una possibilità di utilizzo ancora inespresso: il documento Scenario Energia di TEHA Group-Ambrosetti parla di risorse capaci di coprire oltre quattro volte l’intero fabbisogno nazionale complessivo di elettricità e calore, mentre oggi la geotermia copre solo il 2% della domanda elettrica nazionale.

La transizione energetica non è solo una questione tecnologica, ma anche e soprattutto territoriale e sociale. Riutilizzare infrastrutture esistenti, come i pozzi petroliferi dismessi, significa ridurre i costi, creare valore locale, rafforzare l’autonomia energetica delle comunità. Crediamo sia una sfida da raccogliere soprattutto di questi tempi. Lo scorso 12 e 13 ottobre è stato organizzato un gruppo di trenta persone, tra cui amministratori locali, funzionari regionali, docenti universitari, cittadini sensibili, per visitare gli impianti geotermici innovativi realizzati da aziende italiane in Baviera, a Holzkirchen e Sauerlach, impianti che forniscono energia elettrica e calore alle due cittadine, rendendole di fatto energeticamente autosufficienti assieme alla fornitura di sole e vento (v. info@ecoistitutoticino.org).

C’è da domandarsi come la filiera del geotermico avanzato, completamente italiana, sia di fatto costretta ad intervenire all’estero. L’occasione di sviluppo nel parco del Ticino è ora a disposizione. L’aspetto da non sottovalutare è quello che una diffusione della geotermia di nuova generazione potrebbe assicurare quella fornitura continua di energia attualmente assicurata dal gas e, nelle intenzioni del governo addirittura dal nucleare. Gli impianti visitati a ridosso delle due cittadine sono apprezzati dagli abitanti per le ricadute energetiche positive, per i risparmi in bolletta e per il superamento degli impatti ambientali della geotermia flash di vecchia generazione attualmente presente nel sud della Toscana.

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Per la quarta volta l’Europa chiede un trattato contro i fossili. Ma politici e media tacciono ancora

27 October 2026 at 06:32

Se mi avessero dato un euro per ogni volta che un politico politicante italiano, con media da riporto ovviamente a fare da compiacente megafono, ha usato l’espressione “ce lo chiede l’Europa” per far passare qualche schifezza invisa alla larga maggioranza dei cittadini italiani ma gradita a lorsignori, potrei fare i tuffi e nuotare nelle monete d’oro come Zio Paperone nel suo deposito.

Guarda caso, invece, quando quello che ci chiede l’Europa rischia di disturbare il manovratore, se ne stanno tutti zitti. I politici politicanti e i media da riporto. Così va il mondo, dicono quelli di dura cervice ma di ineguagliato acume (a detta loro, ovviamente) o anche quelli – stessa razza, stessa faccia – che sotto sotto rimangono fan del Marchese del Grillo (quello di “io so io e voi non siete un biiip”).

E allora uso almeno questo spazio ancora una volta per dare conto di una notizia che in un Paese non dico serio ma appena appena decente, in epoca di crisi climatica conclamata da mo’ e che anche quest’estate col caldo killer ha provocato morti a decine di migliaia (ribadiamolo a beneficio soprattutto dei marchesedelgrill-iani: morti-a-decine-di-migliaia) nella tanto avanzata Europa patria dei diritti faro della civiltà giardino fiorito in un mondo-giungla (sic!) e via discorrendo, avrebbe dovuto essere sparata a manetta h24 dai giornaloni e media mainstream di lorsignori (gli stessi che hanno messo il silenziatore al genocidio che prosegue a Gaza, per capirsi) per farla penetrare financo nei sanpietrini. Perché riguarda quella che – non mi stancherò di ripeterlo a sfinimento – è di gran lunga la prima e principale causa della crisi climatica: l’utilizzo dei combustibili fossili, carbone, petrolio e gas fossile (e anche basta con ‘sta storia del gas combustibile di transizione).

A esser precisi la notizia riguarda quello che si è affermato negli anni come uno degli strumenti potenzialmente più efficaci per combattere in modo serio, duraturo, coordinato, globale la crisi climatica da tempo scoppiataci in faccia. Vale a dire l’iniziativa per un Trattato internazionale di Non-Proliferazione dei combustibili, il Fossil fuel Treaty, che prosegue il suo cammino mietendo consensi e cogliendo risultati. E senza ombra di dubbio sarà uno dei topics che terranno banco anche alla prossima Cop31 in programma ad Antalya, in Turchia, dal 9-20 novembre. Ma anche much beyond la Cop31. Perché a luglio 2027 a Tuvalu, nel Pacifico (con pre-conferenza in Irlanda, Paese co-organizzatore), si terrà la seconda Transition Away from Fossil Fuels conference (TAFF per gli amici) dopo quella inaugurale che si è tenuta ad aprile a Santa Marta, in Colombia (coi Paesi Bassi co-organizzatori), con una sessantina di Paesi presenti, appuntamenti di cui il Fossil fuel Treaty è stato uno dei principali promotori.

La notizia è questa, che in vista della Cop in Turchia il Parlamento Europeo – che anche lui per fortuna ne azzecca una ogni tanto, come l’orologio rotto che almeno due volte al giorno segna l’ora giusta – ha votato una risoluzione in cui chiede che sia adottato un trattato di non-proliferazione dei combustibili fossili. Al quale, per inciso, danno il loro supporto circa un migliaio di parlamentari in giro per il mondo, oltre all’Organizzazione Mondiale della Sanità e di fatto al Vaticano con il mai abbastanza apprezzato Movimento Laudato Si’.

Per i marchesedelgrill-iani, il testo della risoluzione si può leggere qui. Agevolo il passaggio, al punto 21 (Google-translated): “[il Parlamento Ue] invita (..) a elaborare un trattato di non proliferazione dei combustibili fossili e piani con scadenze precise per eliminare gradualmente i sussidi ai combustibili fossili e la loro produzione il più rapidamente possibile, e incoraggia l’Ue ad assumere un ruolo guida nei negoziati per un tale trattato”. Crystal clear, inequivocabile.

Ah, la risoluzione cita anche la conferenza TAFF, giusto per rispondere a quelli che ma chi se la fila la conferenza di Santa Marta. Agevolo anche qui il passaggio, al punto 20: “[il Parlamento Ue] accoglie con favore l’esito della prima conferenza TAFF, tenutasi a Santa Marta, in Colombia, nell’aprile 2026, come un passo importante nella diplomazia climatica”.

È la quarta volta che il Parlamento Ue compie un passo del genere. La quarta volta che “ce lo chiede l’Europa” di adottare un trattato di non-proliferazione delle fossili. La quarta volta. La quarta. Un, due, tre, quattro.

Politici politicanti, media da riporto (e mettiamoci pure per via trasversa i marchesedelgrill-iani, melius abundare quam deficere): avete le orecchie aperte? Avete tolto le fette di salame sugli occhi? Cos’è che non è chiaro? O siete troppo presi a compiacere il lobbista fossile che bussa praticamente ogni giorno alla vostra porta, o a non fare uno sgarbo all’inserzionista pubblicitario fossile che vi foraggia lautamente (per non dire che vi tiene in piedi, dato che senza dovreste chiudere con ogni probabilità baracca e burattini)? Prima o poi qualcuno vi chiederà conto delle vostre responsabilità per quelle decine di migliaia di morti. E per quelli che inevitabilmente purtroppo verranno. Justice is coming, no doubt.

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Holanda anuncia US$ 500 milhões em fundo florestal criado pelo Brasil

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O governo dos Países Baixos (Holanda) anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende investir US$500 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). O mecanismo internacional de financiamento foi idealizado pelo Brasil e lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, em 2025.

O aporte não será feito todo de uma vez, mas dividido ao longo de um período de 10 anos. Segundo o anúncio do governo, o investimento reforça a ambição do país em relação às metas climáticas internacionais e à biodiversidade.

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O ministro do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento, Sjoerd Sjoerdsma, disse que preservar as florestas é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas, que ameaçam segurança, prosperidade e liberdades.

“Isso reduz as emissões e é essencial para a resiliência dos ecossistemas, da biodiversidade e do abastecimento alimentar global. Por meio deste compromisso, oferecemos aos países um incentivo sólido e previsível para proteger e conservar suas florestas tropicais”, disse Sjoerdsma.

Com o anúncio, os Países Baixos passam a integrar uma coalizão internacional que já anunciou intenção de contribuir com o investimento. Entre os países estão Brasil, Noruega, Luxemburgo,  Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido.

Os investidores que comprarem os títulos emitidos pelo TFFF receberão juros fixos e estáveis. Já os países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Eles só receberão os valores após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos.

O fundo também prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações. 

Os idealizadores do TFFF estimam que ele poderá proteger mais de 1 bilhão de hectares de florestas em mais de 70 países. O objetivo é arrecadar, pelo menos, US$ 125 bilhões. Desse montante, US$ 100 bilhões deverão vir do setor privado, enquanto os outros US$ 25 bilhões são esperados de governos pelo mundo.

Perché al festival della Scienza di Genova 2026 c’è così poco su ecologia e mare?

26 October 2026 at 17:09

Lo scorso anno ho tenuto una lectio magistralis al Festival della Scienza di Genova. Quest’anno non potevo essere invitato, per la politica di turnazione degli ospiti. Lo preciso subito: trovo giusto che si eviti che parlino sempre gli stessi. Vorrei invece riflettere su quali scienze trovino spazio in una manifestazione che si propone di raccontare il mondo attraverso la scienza.

Ho esaminato con attenzione titoli e relatori del programma 2026. Fisica, chimica, matematica, tecnologia, biologia strutturale, intelligenza artificiale e medicina sono ben rappresentate. Ho trovato poco nel campo dell’ecologia e delle scienze del mare. Qualcosa compare in mostre, laboratori e iniziative collaterali, ma nelle conferenze non compaiono il funzionamento degli ecosistemi e l’Oceano.
Eppure Genova deve tutto al mare. E le giovani generazioni hanno molto a cuore la crisi ambientale e le prospettive verso cui stiamo andando. Se l’interesse non manca, forse manca la capacità di trasformarlo in curiosità scientifica, di passare dalla denuncia alla comprensione.

L’ecologia non è una sensibilità ambientalista né un’ideologia. È la scienza che studia le interazioni tra gli organismi che costituiscono la biodiversità, i loro rapporti con l’ambiente e il loro contributo al funzionamento degli ecosistemi. L’Oceano copre il 71% della superficie terrestre, il suo volume contiene la maggior parte dello spazio abitabile dalla vita, regola il clima e alimenta il ciclo dell’acqua, senza il quale le terre emerse sarebbero deserte. Come si può raccontare il pianeta lasciando ai margini ciò che lo fa funzionare?

Forse i motivi sono culturali. L’ecologia ha una rappresentanza minima nel consiglio scientifico del Festival., e questo orienta le domande poste dai bandi e la scelta delle proposte di chi ad essi risponde.
Nel 2019, quando il Festival era dedicato agli “Elementi”, il bando proponeva una visione della scienza fondata sul riduzionismo: per comprendere un sistema complesso bisogna ricondurlo alle leggi che governano i suoi componenti elementari. Arrivava a parlare di “tesi anti-scientifiche” fondate su “idee olistiche obsolete”, che la scienza moderna avrebbe dimostrato sbagliate. Un’affermazione sorprendente.

Uno dei principi fondamentali dell’ecologia è proprio che “il tutto è più della somma delle sue parti”: conoscere gli elementi non significa necessariamente comprendere le loro interazioni e le proprietà che ne derivano. La storia della vita non si ricava dalle leggi della fisica e della chimica. La biologia non è una fisica incompleta. Risposi a quella call sfidando questa concezione della scienza, ma la sfida non fu raccolta. Peccato, mi sarei divertito molto.

A parte quell’edizione, ho comunque partecipato molte volte al Festival, sempre con soddisfazione. Non ho quindi motivi di lamentela personale. Non intendo contrapporre le discipline: fisica, matematica e tecnologia sono indispensabili. Ma non è corretto che il loro modo di interrogare il mondo occupi quasi tutta la scena.

Magari per l’ecologia non sono arrivate proposte valide, magari noi ecologi e studiosi del mare non siamo bravi a rendere visibili le nostre discipline. La nostra reputazione è ciò che gli altri dicono di noi. Ma se non ci conoscono, che cosa possono dire? Non è colpa dei fisici e dei tecnologi se i loro approcci sono ben rappresentati e attirano il pubblico. Forse siamo noi a non saper bucare il muro dell’indifferenza, a non presentare proposte abbastanza convincenti, a non far emergere personalità capaci di parlare oltre i confini degli specialisti. Ma non sempre basta farsi avanti: bisogna anche trovare interlocutori disposti a confrontarsi con visioni differenti della scienza.

Troppo spesso chi si occupa di natura si limita a celebrarne la bellezza o lascia ad altri il compito di raccontare le scoperte, talvolta rivestendo di apparente profondità concetti che per la biologia sono acquisizioni consolidate: la sublimazione dell’ovvio.

Eppure le domande non mancano. Perché la biodiversità è importante? Che cosa tiene in funzione un ecosistema? Come reagisce il mare al riscaldamento? Non sono interrogativi meno affascinanti di quelli sulle particelle elementari o sull’intelligenza artificiale: sono domande dalle quali dipende il nostro futuro.
Non chiedo meno fisica, ma più ecologia e più mare. Non per rivendicare quote disciplinari, ma per offrire al pubblico un’immagine meno parziale della scienza. La sensibilità ambientale dei giovani è una grande occasione, ma la preoccupazione non basta. Deve diventare conoscenza. E chi studia la natura ha il dovere di renderla accessibile, senza banalizzarla.

Il Festival è cresciuto e continuerà a crescere. Tocca anche a noi farci avanti, con idee, contenuti e capacità di comunicare. Non possiamo lamentarci che altri non raccontino il nostro mondo, se non siamo noi per primi a saperlo raccontare. Vedremo l’anno prossimo.

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Exposição na Fortaleza de Sagres dá a conhecer a camarinha e a sua conservação

26 October 2026 at 16:54

A exposição bilingue «Camarinha de Sagres — Património vivo e histórico a descobrir e proteger» está na Sala Multiusos da Fortaleza de Sagres. A mostra aborda a planta, os habitats costeiros e as ações de conservação do projeto Emc2.

O conteúdo Exposição na Fortaleza de Sagres dá a conhecer a camarinha e a sua conservação aparece primeiro em Barlavento.

Tunnel del Brennero: il tratto della Germania slitta al 2043, ben 37 anni dopo l’inizio dei lavori. Intanto i costi salgono di altri 1,2 miliardi

26 October 2026 at 15:50
Trentasei anni. Tanto rischia di trascorrere dal primo mattone del tunnel del Brennero al giorno in cui sarà a pieno servizio. Insomma, quando la talpa è entrata nella montagna a guidare gli Usa c’era George W. Bush e il papa era Benedetto XVI. Quando uscirà gli uomini forse si sposteranno con le astronavi.
Senza dire dei costi. L’ultimo annuncio è appena arrivato: siamo saliti a 11,7 miliardi, rispetto all’ultima stima di 10,5, mentre la scadenza prevista per il 2032 è slittata ancora una volta. Ora si parla del 2034. Ma ormai nessuno quasi ci fa più caso.
Ma dietro alla costruzione del tunnel, sottoterra come la talpa, cova uno scontro tra Italia e Austria sul lievitare dei costi. Sorpresa: questa volta sono gli italiani quelli che accusano i colleghi di Vienna di aver fatto esplodere i conti. Con ormai oltre 3 miliardi di extracosti.
Il punto è che questa grande opera sarà finanziata da Unione Europea, più, appunto, Austria e Italia. In soldoni: l’Ue ci mette la metà, mentre il restante va diviso tra i due paesi confinanti che ospitano l’opera. E qui vengono le note dolenti. “Le spese folli dell’Austria – racconta una fonte interna – ci ricadranno sul groppone. Come se due amici vanno a cena, uno prende caviale e l’altro insalata, ma poi si paga alla romana, metà ciascuno”.
Ma facciamo qualche passo indietro: l’idea di una linea che collega in galleria Innsbruck a Fortezza (Bolzano) nasce poco dopo il 1990. Sarà una meraviglia della tecnologia , si dice, con 64 km tra opere accessorie tunnel di 58 km.
L’avvio dei lavori arriva nel 2007. E qui merita fare un piccolo excursus sul balletto degli annunci sull’ultimazione dei lavori: prima si ipotizza addirittura il 2016, poi si parla del 2026, quindi si rinvia al 2032. Adesso si ammette che si dovrà attendere almeno il 2034 e se qualche ingegnere a denti stretti dice che forse è una scadenza ottimistica. Il paradosso è che la galleria dove dovrebbero transitare i treni è già quasi scavata per intero. Ma, anche confrontandosi con le esperienze del San Gottardo appena costruito in Svizzera, ci si è resi conto che si doveva trasformare il cunicolo esplorativo (accanto alla canna principale) in un tunnel di servizio. Un lavoro enorme. Risultato: la progettazione va avanti da anni e siamo ancora in alto mare. Da qui l’ennesimo ritardo. Appuntamento quindi al 2034. E sarebbero comunque già 27 anni dopo l’inizio dei lavori.
Ma l’amara sorpresa è un’altra: il tunnel del Brennero ha senso perché, appena superati i rilievi, si riunisce con la nuova linea che arriverà in Germania. È il famoso corridoio Verona-Monaco di Baviera. Peccato che, come hanno riportato giornali tedeschi e austriaci, il governo tedesco sia intenzionato a togliere il collegamento da Monaco dalle priorità da finanziare. Risultato: ammesso che l’opera sia inserita di nuovo tra i progetti su cui la Germania vuole investire, prima che sia ultimata la progettazione si dovrà attendere il 2034 per vedere partire i lavori. E saranno ultimati, si dice a Berlino, non prima del 2043. Quindi la nuova linea nel suo complesso rischia di essere inaugurata la bellezza di 37 anni dopo il suo avvio. Perché senza il tratto tedesco il tunnel del Brennero è quasi inutile.
C’è poi, si diceva il balletto dei costi: si era cominciato parlando di 4 miliardi, rapidamente diventati più di 5. Ma appena le ruspe avevano cominciato a scavare più realisticamente erano diventati oltre 8. Fino a una settimana fa l’ultima stima era 10,5. Adesso si ammette che saranno almeno 11,7, ma è lecito immaginare che da qui al completamento dei lavori ci saranno altri consistenti ritocchi.
E qui la disputa da ingegneristica diventa politica. Qualche anno fa si rischiò un incidente diplomatico quando Raffaele Zurlo, l’ingegnere che si occupava dell’Opera sul versante italiano, accusò apertamente i colleghi austriaci di aver fatto esplodere i costi. Il solo tratto vicino a Tulfes, dicono fonti interne, sarebbe passato da 377 milioni a quasi un miliardo. Le accuse molto circostanziate di Zurlo diedero vita anche a un’inchiesta della Procura di Bolzano che alla fine decise di passare il fascicolo, per competenza, all’Europa e infine all’Austria. La questione si chiuse con un non luogo a procedere che lasciò l’amaro in bocca al di qua del tunnel.
I manager italiani e austriaci furono sostituiti. Ma non è solo una questione di ruspe ma anche di politica. La figura chiave sul versante austriaco e altoatesino è stato a lungo Konrad Bergmeister. Parliamo di un noto e stimato ingegnere bolzanino molto vicino alla Svp, la Sudtiroler Volkspartei, il partito che da decenni domina la politica e il potere altoatesini. Bergmeister era stato indicato in passato come è possibile guida della Svp. Di sicuro a Bolzano ha occupato poltrone di ogni genere: oltre, appunto, ad aver diretto uno studio ingegneristico responsabile di decine di progetti in Alto, è stato presidente della fondazione della Cassa di risparmio di Bolzano, presidente della Libera Università di Bolzano, presidente del Consiglio di amministrazione del conservatorio cittadino, e ha ricoperto importanti incarichi nella società dell’autostrada del Brennero, nonché, si è detto, è stato alla guida della parte austriaca della Bbt fino al 2019. Dalla musica alle autostrade passando per le ferrovie e le banche. Tutto insomma. Si era addirittura guadagnato una canzone rap dell’artista Markus Dorfmann che metteva in musica i suoi mille incarichi.
Ma Bergmeister oggi pare essere molto considerato anche dalla Lega del ministro delle infrastrutture Matteo Salvini, tant’è che dal 2023 siede nella struttura potentissima struttura tecnica di missione del Ministero che si pronuncia appunto sulle grandi opere. Non solo: nel 2020 la Regione Veneto (Lega) gli aveva affidato un incarico di consulenza per la Pedemontana Veneta (per quella Lombarda il suo studio aveva partecipato come progettista di una delle opere)
Così la talpa continua a scavare sotto il Brennero. Quando uscirà finalmente dal tunnel troverà un mondo completamente diverso da quello che esisteva all’inizio dei cantieri. L’unica cosa che non cambia mai è Bergmeister.

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Città più green d’Italia 2026: Mantova al primo posto, Napoli è ultima. La classifica

26 October 2026 at 15:14

Mantova è la città più sostenibile d’Italia nel 2026, mentre Napoli chiude la classifica. È quanto emerge dai nuovi dati di Ecosistema Urbano 2026, il rapporto annuale di Legambiente e Ambiente Italia, che fotografa le performance ambientali di 106 città capoluogo di provincia d’Italia dove vive quasi un terzo della popolazione della Penisola.

Il rapporto prende in esame diversi aspetti della vita urbana, dalla qualità dell’aria alla gestione dell’acqua e dei rifiuti, passando per mobilità, ambiente urbano ed energia. L’obiettivo è valutare quanto le città siano in grado di garantire servizi efficienti e condizioni ambientali migliori per i cittadini.

Il risultato è un quadro fatto di progressi e ritardi. L’indice medio di performance sostenibile raggiunge il 55,72%, in aumento rispetto al 53,84% della precedente edizione, ma il miglioramento resta contenuto. Smog, consumo di suolo, e auto circolanti, restano le maggiori criticità urbane da affrontare. Buone notizie arrivano, invece, dalla raccolta differenziata e dall’utilizzo dei mezzi pubblici.

La classifica delle città più sostenibili: Mantova precede Trento e Bolzano

A guidare la graduatoria 2026 è Mantova, con un indice di performance ambientale dell’81,29%. Il capoluogo lombardo conquista così il primo posto, davanti a Trento, seconda con il 76,53%, e Bolzano, terza con il 75,47%. Sono le uniche tre città a superare la soglia del 75%.
Alle loro spalle si collocano Cremona, quarta con il 74,77%, Reggio Emilia, quinta con il 72,40%, Bergamo, sesta con il 71,45%, Parma, settima con il 71,03%, e Pordenone, ottava con il 70,79%.
La nona posizione è occupata da Cosenza, prima città del Mezzogiorno a entrare nella top ten, con un punteggio del 70,62%. Chiude le prime dieci Rimini, al 70,26%.
La graduatoria conferma il buon posizionamento di diversi centri di medie e piccole dimensioni, soprattutto nel Nord-Est, dove le politiche ambientali e l’organizzazione dei servizi urbani contribuiscono a risultati complessivamente migliori.

Napoli ultima, il divario tra Nord e Sud

All’estremo opposto della graduatoria si trova Napoli, che occupa il 106° posto con un indice di performance ambientale del 30,80%. Tra le città che precedono il capoluogo campano nelle ultime posizioni figurano Crotone, al 101° posto con il 39,09%, Caserta, Catania, Palermo e Reggio Calabria.

Il divario territoriale è uno degli elementi più evidenti del rapporto: molte città settentrionali occupano le prime posizioni, mentre numerosi capoluoghi del Mezzogiorno si concentrano nella parte bassa della classifica. Non mancano, tuttavia, eccezioni significative, come Cosenza, che entra nella top ten e guadagna sette posizioni rispetto all’edizione precedente.

Per Napoli, le criticità riguardano diversi ambiti: dalla raccolta differenziata, ancora lontana dagli obiettivi auspicati, alla mobilità ciclabile, fino alle politiche sulle energie rinnovabili. Il risultato finale evidenzia come i miglioramenti registrati in singoli settori non siano sufficienti, da soli, a compensare le debolezze strutturali degli altri servizi urbani.

Tra le grandi città Bologna è la più sostenibile, Milano recupera

Tra i principali centri urbani italiani, Bologna si conferma la città più sostenibile, pur scendendo dal nono al dodicesimo posto, con un indice del 69,71%.
Seguono realtà che mostrano andamenti differenti. Firenze sale al 17° posto, migliorando rispetto alla 21ª posizione del 2025. Venezia registra una delle risalite più significative tra le grandi città, passando dal 47° al 31° posto. Anche Milano recupera terreno e raggiunge la 50ª posizione, rispetto alla 57ª dell’anno precedente. Migliora Padova, che passa dal 39° al 33° posto, mentre Bari sale dal 76° al 71°.
Non tutte le città, però, seguono la stessa direzione. Roma si colloca al 67° posto, perdendo una posizione, mentre Genova arretra di 14 posizioni e scende dal 40° al 54° posto.

I segnali positivi: raccolta differenziata e trasporto pubblico

Nonostante le criticità, Ecosistema Urbano 2026 individua alcuni progressi nella gestione dei rifiuti, nella mobilità e nelle infrastrutture idriche. Nei 106 capoluoghi esaminati, la raccolta differenziata raggiunge una media del 66,15%, in aumento rispetto al 65,14% della precedente edizione.
Migliora anche l’utilizzo del trasporto pubblico locale: i viaggi annuali in autobus per abitante salgono a 103, contro gli 86 rilevati nell’edizione precedente. Un segnale incoraggiante, anche se il dato medio nasconde differenze significative tra i territori.
Si registrano progressi anche nella gestione delle risorse idriche: la quota media di acqua dispersa nelle reti scende al 34,7%, rispetto al 36,1% del 2024. Le perdite restano tuttavia elevate e rappresentano una delle principali criticità per l’efficienza delle infrastrutture urbane.

Smog, troppe auto e rifiuti: le grandi città restano indietro

Nonostante alcuni miglioramenti, le grandi città italiane continuano a mostrare ritardi significativi sul fronte della sostenibilità ambientale. L‘inquinamento atmosferico resta un problema per centri come Bologna, Genova, Milano, Napoli, Padova, Palermo, Roma, Torino e Venezia, mentre il numero di automobili circolanti continua a crescere in città come Roma, Torino e Catania.

La situazione è critica anche sul fronte dei rifiuti. A fronte di una raccolta differenziata in costante crescita a livello nazionale, alcuni grandi capoluoghi faticano ancora a tenere il passo, rimanendo molto al di sotto della media: è il caso di Bari, Roma, Napoli e Catania. Palermo, in particolare, supera di poco il 20% di raccolta differenziata, risultando ultima tra i capoluoghi per cui è disponibile il dato.

Un altro nodo riguarda la gestione dell’acqua potabile. Napoli, Bari, Genova, Venezia, Catania, Palermo e Messina continuano a disperdere oltre un terzo dell’acqua immessa nelle reti idriche, evidenziando la necessità di investimenti per ammodernare le infrastrutture e ridurre gli sprechi.

Restano inoltre aperte altre sfide: Venezia fatica a contenere il consumo di nuovo suolo, mentre Genova dedica ancora poco spazio ai pedoni. Sul fronte della mobilità ciclabile, le maggiori criticità interessano Napoli, Genova, Messina, Catania, Roma e Palermo. Infine, la diffusione delle energie rinnovabili procede ancora a rilento in diverse grandi città, tra cui Palermo, Napoli, Torino, Roma, Venezia e Firenze.

“È ora di invertire la rotta”

Per Stefano Ciafani, presidente nazionale di Legambiente,

“in gran parte dei capoluoghi italiani l’adattamento alla crisi climatica così come la transizione ecologica hanno ancora un andamento troppo lento. Il risultato è che abbiamo troppe città che rincorrono le emergenze croniche e gli effetti della crisi climatica come le ondate di calore e gli eventi meteo estremi. Non ci siamo neanche sulla riduzione del rischio idrogeologico e sulle iniziative per concretizzare l’idea della città spugna, utile a fronteggiare gli eventi estremi sempre più frequenti e distruttivi in ambito urbano. Per questo è fondamentale accelerare il passo e che governo e Parlamento diano il loro contributo. Altrimenti continueremo, come abbiamo fatto fino ad oggi, ad apprezzare solo alcuni segnali di cambiamento, frutto della capacità e del coraggio di pochi sindaci del Belpaese. È ora di invertire rotta con politiche ambientali strutturali e di lungo periodo e non con misure tampone”.

 

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