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EUA viraram “refúgio dos Bolsonaro” após fuga de Flávio, diz imprensa globa

27 October 2026 at 22:11

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos nesta terça-feira (27), após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repercutiu em veículos da imprensa internacional, que questionaram o paradeiro do senador, as investigações que o envolvem e os possíveis efeitos do episódio sobre o futuro da direita brasileira.

O jornal britânico Financial Times descreveu a possível saída como uma “reviravolta dramática” na trajetória do senador, que, segundo o jornal, demonstrava confiança de que seria o próximo presidente do Brasil até pouco antes da apuração eleitoral.

“A saída de Bolsonaro, se confirmada, adicionará um elemento explosivo a um ambiente político já conturbado em Brasília após a eleição de domingo, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma notável virada no segundo turno“, diz o jornal.

O Financial Times ressaltou ainda que Flávio havia prometido liderar a oposição, mas que sua saída poderia custar à família Bolsonaro parte de sua autoridade sobre os partidos de direita no Congresso.

Título do jornal Financial Times sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Financial Times

Já o britânico The Guardian afirmou que a possível fuga do senador “torna o futuro da extrema-direita após a eleição presidencial ainda mais incerto“. O jornal relembrou que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e que Eduardo Bolsonaro tem um mandado de prisão em aberto no país.

O Guardian recuperou a trajetória política de Flávio, destacando que ele aprovou “pouquíssimas” leis durante seus 24 anos de carreira como deputado estadual e senador.

Título do jornal The Guardian sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The Guardian

O jornal norte-americano The New York Times destacou, no título, que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos “após a derrota eleitoral“. O  diário americano relembrou que Flávio é investigado por suas ligações com o advogado Willer Tomaz em um esquema de lavagem de US$ 1 bilhão.

“O Sr. Bolsonaro está sendo investigado por suas ligações com um advogado brasileiro acusado de lavar mais de US$ 1 bilhão por meio de um vasto esquema de fraude“, afirma.

Título do jornal The New York Times sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The New York Times

O The Washington Post destacou no título do texto que brasileiros tentavam descobrir o paradeiro do senador. “Onde ele está?“, questionou o jornal.

“Ninguém sabe, ou está disposto a dizer, para onde foi o candidato presidencial de direita“, disse.

O Post observou que o silêncio de Flávio alimentava especulações e que as preocupações tinham “raízes na história recente” do país, relembrando que o ex-presidente Jair Bolsonaro viajou para os Estados Unidos pouco depois de perder a eleição para Lula, em 2022, quando ainda ocupava a Presidência.

Título do jornal The Washington Post sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The Washington Post

O The Wall Street Journal também recuperou a viagem de Bolsonaro à Flórida, no fim de dezembro de 2022, dois dias antes de deixar o cargo, após se recusar a reconhecer a derrota eleitoral.

O jornal lembrou que o ex-presidente voltou ao Brasil três meses depois e passou a ser alvo de uma investigação sobre uma suposta tentativa de anular o resultado eleitoral. Também mencionou sua condenação a 27 anos de prisão e o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

“Enquanto isso, o irmão mais novo de Flávio Bolsonaro, Eduardo, mudou-se para os EUA no início de 2025. Ele agora enfrenta uma pena de quatro anos de prisão se retornar ao Brasil, mas obteve um green card americano, que lhe permite permanecer no país permanentemente“, publicou o Wall Street Journal.

Título do jornal The Wall Street Journal sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/The Wall Street Journal

Na França, o Le Monde destacou logo no título que “Flávio Bolsonaro, isolado, abandonou os esforços para pedir a anulação da eleição após a vitória de Lula“.

O diário francês também descreveu o senador como cada vez mais fragilizado, com pouco apoio às suas acusações de fraude e aliados se distanciando. O jornal se referiu a Jair Bolsonaro como um ex-presidente “envolvido em diversos casos de corrupção“.

Título do jornal Le Monde sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Le Monde

O Le Figaro adotou um tom mais contundente já no título: “Encurralado por escândalos, Flávio Bolsonaro foge para os Estados Unidos após derrota para Lula“.

O texto começa com a pergunta “Onde está Flávio Bolsonaro?“. O diário francês afirmou que ele era alvo de diversas investigações por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e descreveu o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como “uma pedra no sapato” dos apoiadores da família Bolsonaro.

Título do jornal Le Figaro sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Le Figaro

O espanhol El País enfatizou a contradição entre a possível saída do país e as declarações anteriores do senador, que havia afirmado que, em hipótese alguma, fugiria do Brasil e que pretendia liderar a oposição a Lula.

O veículo reproduziu a declaração em que o senador prometeu entregar seus passaportes e se defender do que chamou de “farsa” e tentativa de intimidação.

Título do jornal El País sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/El País

Na Argentina, o La Nación apresentou os Estados Unidos como um “refúgio do clã” Bolsonaro e mencionou alegações de que o governo de Donald Trump teria participado da saída do senador e poderia conceder-lhe asilo.

O jornal começou o texto relembrando que a última viagem de Flávio aos Estados Unidos havia ocorrido no fim de maio e que seu retorno agora é como um possível foragido.

“Mas o senador do Partido Liberal (PL), surpreendentemente derrotado no segundo turno das eleições de domingo, certamente jamais imaginou que seu retorno a este país aconteceria após fugir do Brasil em flagrante desrespeito a uma ordem judicial de proibição de viagem e com um possível pedido de asilo político ao governo republicano“, publicou o La Nación.

Título do jornal La Nación sobre a fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/La Nación

Derrite reconhece derrota de Flávio, critica TSE e evita falar sobre fraude

27 October 2026 at 21:24

O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP), um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (27) em que reconhece a derrota do candidato à Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na gravação, Derrite critica a condução da campanha eleitoral, questiona a atuação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e defende a reorganização da oposição no Congresso Nacional.

O senador eleito não comentou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, que provocou surpresa e insatisfação entre aliados políticos do candidato derrotado.

“Não foi o resultado que a gente queria, não foi o resultado para o qual nós trabalhamos”, afirmou Derrite, ao agradecer aos eleitores que apoiaram a candidatura de Flávio.

Apesar de reconhecer o resultado, Derrite fez críticas à campanha adversária e acusou o grupo político de Lula de disseminar informações falsas para influenciar o eleitorado.

“O nosso adversário usou uma máquina de disparo de fake news e a Justiça Eleitoral e a Justiça brasileira parece que nada fizeram, ou o que poderia ter sido feito não foi feito”, declarou.

Segundo Derrite, a campanha de Lula teria espalhado medo entre os eleitores com informações de que Flávio acabaria com programas sociais e direitos previdenciários. O senador eleito não apresentou provas das acusações no vídeo.

Derrite também comentou a circulação de vídeos que levantam suspeitas de fraude nas eleições, mas afirmou não ter elementos para sustentar essas alegações.

“Vi muitos vídeos de pessoas que acreditam que teve fraude. É difícil a gente falar alguma coisa sem ter como provar”, disse.

O senador eleito acrescentou que fazer afirmações sem provas poderia trazer consequências jurídicas. “Qualquer coisa fora disso eu acabo me incriminando, aliás já vimos esse filme anteriormente”, afirmou.

Atuação da oposição

Derrite afirmou que pretende concentrar sua atuação no Senado Federal, especialmente em pautas relacionadas à segurança pública e à fiscalização dos demais Poderes.

“Nosso trabalho vai continuar, ainda mais lá no Senado Federal. Temos a responsabilidade de proteger nosso país e não permitir que abusos sejam cometidos por quaisquer Poderes”, declarou.

O senador eleito também defendeu que a oposição utilize sua representação no Congresso e a presença de governadores aliados para atuar de maneira estratégica durante o próximo mandato de Lula.

“Serão quatro anos difíceis, mas vamos resistir, trabalhar”, afirmou.

Derrite citou ainda a redução da maioridade penal como uma das pautas que pretende acompanhar e cobrou que Lula cumpra posições defendidas durante a campanha eleitoral.

Ao final da gravação, agradeceu aos mais de 13 milhões de eleitores que, segundo ele, apoiaram sua candidatura ao Senado por São Paulo e reafirmou o compromisso de combater o crime organizado.

Trump volta a dizer que eleições no Brasil pareceram fraudadas

27 October 2026 at 20:54

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), durante um comício no Texas, que as eleições no Brasil foram fraudadas.

“Eles fraudam muito bem (os democratas). São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, disse Trump.

O presidente americano está em meio a uma intensa agenda de campanha pelo país antes das Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, marcadas para 3 de novembro. Trump tem realizado comícios quase diariamente para incentivar a participação de eleitores em apoio aos republicanos, que tentam manter o controle do Congresso.

Em discursos que chegam a durar 90 minutos, Trump defende suas políticas econômicas, vangloria-se do tamanho das multidões, zomba de manifestantes e chegou a fazer comentários sobre as nádegas de um colega republicano.

Aqui estão cinco pontos principais sobre as aparições do presidente, realizadas, em sua maioria, em áreas de forte apoio republicano pelo país:

O discurso econômico de Trump

No início do mês, Trump afirmou ter feito um “mau trabalho” ao explicar seu desempenho econômico. Ele tem tentado corrigir isso em seus comícios, destacando uma taxa de pobreza em nível historicamente baixo, baixo desemprego, recordes no mercado de ações e preços mais acessíveis para alguns itens alimentícios.

No entanto, seu discurso entra em conflito com as preocupações dos eleitores quanto aos gastos com combustível, compras de supermercado e outras despesas do dia a dia.

Os preços ao consumidor aceleraram em setembro, impulsionados pela disparada no custo da gasolina. O preço médio do combustível nos EUA é de US$ 4,27 por galão (US$ 1,13 por litro) — cerca de 40% mais caro do que há um ano, segundo a AAA. Trump tem prometido, repetidamente, que os preços da gasolina cairão assim que a “guerra com o Irã” terminar.

Esse descompasso ficou evidente do lado de fora de um comício de Trump na zona rural do Kansas, onde Chester Daniel, um veterano militar de 90 anos e apoiador de Trump, afirmou que a economia ainda tem “um longo caminho a percorrer” para ajudar os trabalhadores.

“Preços? Altos demais! Nunca voltaremos aos patamares de quando tudo isso começou, mas eles precisam cair bastante”, disse Daniel. “Não sei como esses jovens conseguem sustentar suas famílias.”

Republicanos na defensiva e o mapa dos comícios

O roteiro de viagens de Trump revela o quão difícil será para os republicanos manterem o controle do Congresso, com o presidente sendo forçado a adotar uma postura defensiva, mesmo em redutos conservadores. Trump viajou duas vezes ao Texas em apoio a Ken Paxton, candidato republicano ao Senado; fez campanha para o senador republicano em exercício Roger Marshall, no Kansas; e esteve duas vezes em Ohio em apoio ao senador Jon Husted.

Trump também participou de comícios para candidatos republicanos em disputas acirradas no Alasca, Iowa, Montana e Carolina do Sul. Ele tem uma visita ao Mississippi programada para segunda-feira (26).

Trata-se de locais onde os republicanos costumam vencer com facilidade — e não de campos de batalha eleitorais onde Trump normalmente dedicaria tempo durante as semanas cruciais que antecedem uma eleição.

Nas pesquisas, Paxton aparece ligeiramente atrás do democrata James Talarico, enquanto Marshall enfrenta um desafio considerável do democrata Adam Hamilton em um estado que não elege um senador democrata há quase um século. Em Ohio, Husted está atrás do ex-senador democrata Sherrod Brown, e, em Iowa, a candidata republicana ao Senado, Ashley Hinson, trava uma disputa acirrada contra o democrata Josh Turek.

Chama a atenção a ausência, até o momento — a menos de duas semanas do dia das Midterms —, de estados como Michigan, Maine, Minnesota e New Hampshire, que também registram disputas acirradas para o Senado. É provável que ele visite alguns desses locais em breve; há uma viagem programada para Michigan no domingo, e ele também mencionou planos de ir ao Maine.

O foco de Trump sobre o tamanho do público nos comícios

Trump transformou o tamanho do público em um tema recorrente de seus comícios durante o ciclo eleitoral de Meio de Mandato, descrevendo arenas lotadas e milhares de pessoas que, segundo ele, teriam ficado do lado de fora — o que ele apresenta como prova de sua popularidade contínua.

No entanto, a adesão real aos eventos de campanha nas últimas semanas tem sido irregular. Alguns comícios atingiram a capacidade máxima, mas sem qualquer sinal da multidão excedente descrita por Trump. Em outros, grandes setores de assentos permaneceram vazios, mesmo em locais de porte modesto.

“Faço isso todas as noites e, não importa aonde eu vá, é sempre a mesma coisa. São multidões enormes”, disse Trump em um comício na Carolina do Norte, na terça-feira. “Temos telões do lado de fora. Milhares e milhares de pessoas. Há algo muito especial acontecendo.”

O local estava lotado, mas não havia sinais de multidões do lado de fora esperando para entrar ou acompanhando o evento pelos telões. Em um comício realizado no dia 7 de outubro em San Antonio, no Texas, Trump afirmou que as filas do lado de fora da arena estendiam-se por duas milhas (aproximadamente 3,2 km), mesmo com grandes áreas vazias no interior do local.

O tamanho do público nem sempre é um indicador preciso de apoio político; contudo, Trump tem utilizado esse dado como um sinal de força, ainda que seu índice de aprovação tenha caído para 31% — o patamar mais baixo de todo o seu mandato presidencial —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada.

Trump não é candidato nas eleições de 3 de novembro. Para os candidatos republicanos, a questão é saber se o entusiasmo que ele desperta entre seus apoiadores pode se converter em votos para eles.

A França como um exemplo nas Eleições de Meio de Mandato

Trump tem usado frequentemente o presidente francês, Emmanuel Macron, como um contraponto em seus discursos de campanha, alegando ter forçado Macron — por meio da ameaça de impor tarifas sobre o champanhe (um produto de exportação francês muito popular) e outros bens — a aumentar os preços de medicamentos prescritos na França.

No entanto, na última semana, aproximadamente, Trump adotou uma nova narrativa sobre a França, apresentando os violentos distúrbios ocorridos no país nas últimas semanas como um alerta do que, segundo ele, poderia acontecer nos EUA caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato. Trump atribuiu a responsabilidade pelos distúrbios a imigrantes e muçulmanos, seguindo uma estratégia já conhecida que tem marcado sua atuação política há mais de uma década.

“Que diabos aconteceu com a França?”, perguntou Trump a uma multidão em uma arena de competições agropecuárias em Clemson, na Carolina do Sul, na quarta-feira.

Vale notar que os protestos na França ganharam mais destaque nos discursos recentes de Trump do que dois outros grandes problemas de política externa que ele não conseguiu solucionar: a invasão da Ucrânia pela Rússia e sua “guerra” contra o Irã.

“Eles vão acabar, de um jeito ou de outro”, disse Trump sobre os dois conflitos durante o comício em Clemson. Ele não explicou como esses conflitos poderiam terminar, mas queixou-se de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços na resolução de conflitos ao redor do mundo.

Trump e o foco no físico

Há muito tempo, Trump demonstra uma fixação pelo físico humano que vai além da metáfora do “corpo político”.

Nesta temporada eleitoral, Trump tem dado atenção especial a Husted, um ex-jogador de futebol americano universitário da Universidade de Dayton, de 59 anos.

Em comícios realizados em Ohio, Kentucky e Carolina do Norte, Trump expressou admiração pelo físico de Husted, chegando a comentar que os glúteos dele parecem “um amontoado de músculos”.

“Depois, olhei para as pernas dele e pensei: ‘Caramba, que pés grandes!’. Em seguida, observei seus ombros e dei um tapinha — cheguei a machucar a mão! Parecia um pedaço de aço. Eu disse: ‘Esse cara é um monstro!'”, relatou Trump.

Na sexta-feira, Trump teceu elogios semelhantes a Robert F. Kennedy Jr., seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, declarando em um comício na Flórida que o político de 72 anos “tem o corpo de alguém de 30 anos”.

Comentários desse tipo são recorrentes no repertório de Trump. Na reta final de sua campanha de 2024, ele aproveitou um discurso em um comício na Pensilvânia para contar uma história grosseira sobre as proezas — para além do golfe — da lenda do esporte Arnold Palmer. Ao longo dos anos, Trump tem focado frequentemente nos atributos físicos das pessoas, chegando, inclusive, a zombar do peso e da aparência de seus oponentes.

Trump considera que até alguns de seus amigos carecem de senso de moda — é o caso de Paxton, conhecido por seu visual desleixado.

“Pode ser que alguns não gostem do jeito que ele se veste”, disse Trump sobre ele durante uma convenção republicana em Dallas, em meados de setembro, acrescentando: “Eu não gosto”.

Isso, contudo, não impediu Trump de fazer campanha para Paxton. Ele retorna ao Texas na terça-feira (27) para participar de mais dois comícios.

Eleições nos EUA: Qual é a diferença entre os red, blue e purple states?

 

Vídeo: Eduarda Campopiano questiona resultado eleitoral e prevê nova fase de disputa política

27 October 2026 at 20:28

A vereadora Eduarda Campopiano (PL) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, à deputada estadual mais votada do estado em 2026, publicou um vídeo nas redes sociais após o resultado das eleições, no qual contestou o cenário político e econômico do país. Entre os episódios citados, ela mencionou o caso de uma criança baleada durante uma comemoração no Complexo da Penha, na madrugada seguinte ao pleito.

A parlamentar também fez afirmações sobre supostas oscilações nos mercados financeiros, com menções à alta do dólar, à queda da bolsa e à suspensão de operações por meio de um circuit breaker. Ela citou ainda o cancelamento de um leilão do Tesouro e estimou a dívida pública em mais de R$ 11 trilhões no início do novo mandato de Lula.

Campopiano afirmou que Flávio Bolsonaro pretende contestar judicialmente o resultado do segundo turno. Na avaliação da vereadora, pesquisas eleitorais, levantamentos internos e previsões do Polymarket não anteciparam o desfecho das urnas. Ela também questionou a prorrogação do horário de votação por uma instituição que, segundo seu relato, não era o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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Vice de Flávio, Gaspar reconhece derrota e agradece eleitores

27 October 2026 at 20:25

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), agradeceu aos eleitores e atribuiu ao que chamou de “sistema” a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na manifestação, afirmou que o grupo enfrentou perseguições e defendeu a continuidade da atuação política no Congresso.

“Foram quase 60 milhões de brasileiros e brasileiras que confiaram em Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar”, declarou. “Nunca foi por mim, nunca foi pelo poder, foi pela vontade de mudar o país.”

Gaspar também relembrou o convite para integrar a chapa. Segundo ele, a conversa com Flávio ocorreu em 4 de agosto, data que descreveu como o dia que mudou sua vida.

Ao avaliar a campanha, o deputado destacou a liderança da chapa no primeiro turno, quando Flávio terminou com mais de 2 milhões de votos de vantagem sobre Lula.

“Foram muitos obstáculos, perseguições, mas nós resistimos, nós ultrapassamos os obstáculos”, afirmou. “O sistema também mudou as regras da eleição, mas nós também permanecemos de pé.”

O ex-candidato a vice disse que as viagens pelo país permitiram conhecer as dificuldades da população e possíveis soluções. Também apontou as bancadas eleitas pelo PL como instrumento para dar continuidade ao projeto político.

“Nada foi em vão, elegemos a maior bancada da Câmara dos Deputados e do Senado, nossa trincheira de luta está pronta, agora vamos adiante”, declarou.

Gaspar encerrou a manifestação afirmando que o grupo preservou suas convicções, apesar do resultado. “Lutamos até o fim, permanecemos de pé, mantivemos nossos princípios. Tem vitórias que representam derrotas e tem derrotas que são verdadeiras vitórias.”

Resultado, prorrogação da votação e saída de Flávio

Lula foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio, equivalentes a 48,21%. A votação foi marcada por denúncias de redução da circulação de ônibus, que motivaram a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de estender o prazo até as 19h. O TSE orientou a continuidade nas seções cujas urnas ainda não haviam sido encerradas. O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não comprometeu o processo eleitoral.

Nesta terça-feira (27), aliados de Flávio relataram à CNN Brasil que o senador deixou o país rumo aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, após Moraes determinar a entrega de seus passaportes. A defesa afirmou que não conseguia contato com o parlamentar e que havia combinado receber os documentos pela manhã. Na segunda-feira (26), Flávio havia declarado que não pretendia sair do Brasil e que entregaria os passaportes.

Boca de urna em Israel mostra oposição ligeiramente à frente de Netanyahu

27 October 2026 at 20:06

As pesquisas de boca de urna indicam que não há um vencedor claro nas eleições de Israel, com o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu principal adversário, Gadi Eisenkot, aparentemente sem um caminho definido para a vitória.

Porém, o bloco da oposição liderado por Eisenkot aparece ligeiramente à frente do bloco de Netanyahu nas sondagens feitas após o fechamento das urnas.

Segundo o Canal 12, o bloco de Netanyahu deve conseguir 50 cadeiras. Já o bloco de Eisenkot deve ficar com 52 cadeiras.

Os partidos árabes tiveram um desempenho melhor do que o que as pesquisas mostravam antes das eleições.

A Lista Conjunta conseguirá 10 cadeiras, enquanto o Ra’am sete.

*em atualização 

Eleições 2026: TSE confirma 34 mil votos após as 17h no 2º turno

27 October 2026 at 19:37

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou 34.393 votos após as 17h no pleito de domingo (25), que foi prorrogado até às 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), após as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) relatarem à Suprema Corte e à Justiça Eleitoral dificuldades no transporte público.

A CNN Brasil havia antecipado o número de votos computados pela Justiça Eleitoral após a prorrogação do pleito.

Em nota divulgada nesta terça, o TSE informa que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. No total das 497.333 seções eleitorais, 437.065 delas concluiram os trabalhos até 17h10, enquanto 24.268 funcionaram após esse horário.

Leia Mais:

Das 24 mil seções abertas após as 17h10, foram computados 8.673 dos 34 mil votos após as 17h. Cerca de 6.766 seções encerraram a votação após as 19h.

O estado de São Paulo foi o local com mais seções abertas após as 17h10, com 6.093 seções e registrando 2.496 votos depois das 17h. Em seguida, aparece o estado do Rio Janeiro, com 5.713 seções e 2.349 votos; Bahia, com 3.787 seções e 1.656 votos; e Pernambuco, com 1.872 seções e 577 votos.

Os outros estados não mencionados registraram indíces inferiores a mil seções abertas após as 17h10.

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil para os EUA

By: ZAP
27 October 2026 at 19:30
A Polícia Federal garante que Bolsonaro não passou por nenhum posto de fronteira. Ainda não se sabe como saiu nem se os EUA o deixam entrar com o passaporte cancelado. O senador brasileiro Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos depois de ter perdido as presidenciais de domingo e de se ter recusado a cumprir uma ordem do Supremo Tribunal para entregar os passaportes, disseram duas fontes. A embaixada dos EUA no Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O advogado de Bolsonaro também não respondeu. Segundo a Reuters, não é ainda claro  para onde

Flávio Bolsonaro desafia proibição e viaja rumo aos EUA, dizem fontes à CNN

27 October 2026 at 19:14

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil e está a caminho dos Estados Unidos após perder a eleição presidencial de domingo, confirmaram duas fontes à CNN.

Um funcionário do governo americano disse inicialmente à CNN que Flávio estava a caminho da Flórida, mas depois afirmou que o destino exato dele nos Estados Unidos não estava claro.

Uma fonte brasileira próxima a Bolsonaro disse que o político temia ser preso no Brasil, onde é investigado pela mais alta corte do país por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

As especulações sobre seu paradeiro aumentaram depois que o veículo de imprensa argentino Infobae noticiou que Bolsonaro havia deixado o Brasil pela Argentina após perder o segundo turno da eleição presidencial de domingo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de esquerda. Em comunicado, o governo argentino afirmou que “não há registro de entrada de Flávio Bolsonaro” no país.

A Polícia Federal brasileira cancelou os passaportes de Bolsonaro depois que ele não os entregou e está à procura do senador, informou a CNN Brasil.

Na segunda-feira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro entregasse os passaportes em até 24 horas. A CNN procurou Bolsonaro, seu partido político e a Polícia Federal para comentar o paradeiro do senador.

Bolsonaro afirmou que foi informado pessoalmente pela polícia sobre a ordem e que os agentes disseram que ele estava proibido de deixar o Brasil. Em um vídeo publicado no Instagram, o senador negou que pretendesse fugir.

Bolsonaro se junta a um grupo numeroso de conservadores brasileiros que vivem no exílio, entre eles o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o podcaster Paulo Figueiredo e seu próprio irmão, Eduardo, que mora no Texas.

Pouco antes do segundo turno, Eduardo sugeriu que Flávio deveria deixar o Brasil caso sua candidatura à Presidência fracassasse. Na terça-feira, Eduardo classificou como “mentira” os rumores de que o irmão havia fugido.

Guimarães defende frente ampla e diz que vitória de Lula não é só do PT

27 October 2026 at 18:59

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja de “frente ampla”.

Segundo o chefe da pasta, ele espera que o novo governo seja comandado por outras legendas, para além do PT (Partido dos Trabalhadores), com a participação de partidos de centro.

Guimarães afirmou que a definição de novos ministros depende do presidente Lula mas que ele e outros parlamentares que se dispuseram a ficar fora do pleito para seguirem cumprindo mandato estão à disposição para “servir o país”.

Segundo Guimarães, a nova composição ministerial deve refletir as alianças que contribuíram para a reeleição de Lula. O ministro, no entanto, defendeu que a distribuição de cargos seja condicionada à fidelidade das legendas ao governo no Congresso Nacional.

“Eu defendo um governo de frente ampla, e essa frente ampla que incorpore outros sujeitos que não sejam do PT, até porque essa vitória não foi só do PT. É um erro se fizermos isso. Evidentemente, o PT é o partido do presidente, tem um alto grau de protagonismo, mas penso que o novo governo tem que refletir essa nova composição”, afirmou.

O ministro ressaltou que a definição dos integrantes do primeiro escalão caberá exclusivamente ao presidente. Guimarães também destacou que os auxiliares que não disputaram as eleições deste ano permanecem à disposição para continuar no Executivo.

“O novo governo tem que considerar o ambiente da eleição. Quem o presidente Lula vai chamar para ser ministro ou continuar depende dele. Eu não tenho nem opinião formada sobre isso. O que existe é que nós, que não fomos candidatos, estamos para servir o país, como servimos nesse governo”, disse.

Guimarães abriu mão de uma candidatura ao Senado pelo Ceará para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, em abril deste ano, após convite de Lula. Na ocasião, o petista afirmou que a decisão representou a renúncia a um projeto político pessoal.

Outros integrantes do governo também permaneceram no Executivo e não disputaram o pleito, entre eles os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego. Marinho desistiu de concorrer às eleições após pedido do presidente.

Fidelidade dos partidos

Ao defender a ampliação da base governista, Guimarães afirmou que a participação de novas legendas deve ser acompanhada de compromissos com as propostas e políticas implementadas pelo Executivo.

“Defendo a tese de que ele tem que definir a nova composição ministerial trabalhando a ideia de frente ampla, chamando os partidos de centro que estejam dispostos a ajudar o governo, mas estabelecendo o critério de lealdade e fidelidade na relação dos partidos, dos senadores e deputados com o governo”, afirmou.

O ministro fez um alerta às siglas interessadas em integrar a próxima gestão e defendeu que a sustentação política de Lula não seja medida apenas pelo número de partidos que ocupam cargos na Esplanada.

“Para ir para o governo, o partido tem que ter fidelidade”, declarou.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, acrescentou.

As declarações ocorrem em meio às primeiras articulações para a composição do novo governo, que terá início em janeiro de 2027. Após a vitória no segundo turno, Lula começou a discutir a distribuição de cargos e a participação de aliados na próxima gestão.

A formação da nova equipe também deve levar em consideração a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, especialmente após divergências entre o governo e partidos que integraram a base durante o terceiro mandato.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

TREs reforçam legitimidade das eleições e elogiam gestão de Nunes Marques

27 October 2026 at 18:45

O Coptrel (Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais) divulgou nota nesta terça-feira (27) em que reforça a legitimidade do processo eleitoral de 2026 e elogia a atuação do ministro Kassio Nunes Marques à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No texto, o presidente do colegiado, em nome dos TREs de todo o país, afirma que as eleições deste ano tiveram resultado “ágil, transparente e confiável” e cumpriram a missão constitucional da Justiça Eleitoral de garantir o exercício do voto.

Os presidentes dos TREs afirmam que a Justiça Eleitoral superou dificuldades logísticas provocadas por eventos climáticos, como a seca na Região Norte e as chuvas intensas no Sul, além dos desafios relacionados ao uso massivo de inteligência artificial durante o pleito.

A nota não cita, porém, o problema da falta de transporte público em algumas cidades ou a consequente prorrogação do período de votação determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao avaliar os fatores que contribuíram para um pleito bem-sucedido, o colegiado destaca a “liderança firme e equilibrada” de Nunes Marques à frente do TSE e a interlocução permanente do ministro com os tribunais regionais.

A nota destaca ainda os índices de comparecimento às urnas. Segundo o documento, mais de 125 milhões de eleitores votaram no primeiro turno e mais de 128 milhões participaram do segundo turno. A abstenção na etapa final foi de 19,2%, o menor índice registrado em segundos turnos nos últimos 20 anos.

O Coptrel também ressalta a rapidez da apuração. De acordo com o texto, mais de 98% das quase 500 mil urnas eletrônicas foram apuradas pouco mais de duas horas após o encerramento da votação.

“O resultado proclamado refletiu, mais uma vez, a vontade soberana da população brasileira, fruto do trabalho incansável de magistradas e magistrados, servidoras e servidores, mesárias e mesários, colaboradores e instituições parceiras”, afirma.

Prorrogação

A prorrogação do período de votação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ação, o grupo alegou que prefeituras da Bahia e de São Paulo reduziram significativamente a frota de ônibus em circulação durante o segundo turno, prejudicando o deslocamento de eleitores.

Ainda de acordo com a coligação, em Salvador, por exemplo, uma fiscalização judicial registrou que mais da metade da frota habitual de dias úteis permaneceu retida nas garagens por orientação do próprio órgão de mobilidade do município. O TRE da Bahia chegou a ordenar a prisão do secretário de mobilidade da capital baiana.

O pedido também havia sido direcionado a Kassio Nunes Marques, que não respondeu de imediato. Por volta das 16h05, Kassio determinou que as prefeituras prestassem esclarecimentos em até meia hora. Sem resposta, Zanin decidiu na frente.

Eleições de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) em 2º turno ao superar Flávio Bolsonaro (PL).

Lula obteve mais de 50% dos votos, segundo divulgação parcial da apuração do TSE.

Foi a primeira vez na história da República que quem saiu atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo.

Justiça proíbe deputada de incentivar demissões de eleitores de Lula

27 October 2026 at 18:14

A Justiça do Trabalho proibiu a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) de incentivar demissões de eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A determinação atende parcialmente a um pedido do MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro).

A decisão do juiz Leonardo Saggese Fonseca disse que, como a ré é uma integrante do parlamento, “deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa” e “aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores, sem utilizar discursos e falas que podem gerar, pela sua leitura ou escuta, sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação”.

No despacho, a Justiça também determinou que Índia remova as publicações que deram origem ao processo público. Em caso de descumprimento da ordem, haverá uma multa diária de R$ 5 mil, a partir do primeiro dia útil após o término do prazo de 48 horas para cumprimento da determinação.

A abertura da apuração ocorreu após ela publicar nas redes sociais uma mensagem que dizia: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

O MPT entendeu que a mensagem “estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política”. As autoridades ainda pedem à Justiça do Trabalho que Índia Armelau “deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir pessoas”.

Nas redes sociais, a parlamentar disse que não estava falando em “demissão em massa” e que estaria apoiando a campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresários”. Para ela, patrões conservadores devem recrutar empregados do mesmo espectro político.

A CNN Brasil tenta contato com a deputada.

 

Tarcísio: “Reconhecer eleição não significa calar sobre excessos”

27 October 2026 at 18:09

Dois dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições 2026, Tarcísio de Freitas (Republicanos) agradeceu ao senador derrotado pela “caminhada” ao longo da campanha.

“Eleição passou, mas não passou o desejo de ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão. Esse desejo tem nome, chama-se projeto de país”, disse o governador de São Paulo.

Segundo Tarcísio, aliado de longa data da família Bolsonaro, mesmo com o fim da eleição, o país continua “fraturado e dividido”. Sem citar nominalmente Lula, ele falou ser necessária uma postura séria “de quem lidera” o Brasil.

“Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos. O uso da máquina, programas lançados fora do prazo, a interferência do Judiciário. Tudo isso marcou essa eleição e precisa deixar lições. As promessas de campanha precisam ser examinadas com rigor, porque a conta sempre chega para o contribuinte”, continou.

Tarcísio comentou ainda que a oposição ao governo deve unir forças para cobrar Lula.

No vídeo, publicado às 14h17 desta terça-feira (27), Tarcísio não se pronunciou sobre a fuga de Flávio Bolsonaro do país após a derrota de domingo (25). Mais cedo, aliados relataram à CNN Brasil que o senador deixou o Brasil em direção aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas.

Palestinos protestam contra deslocamentos durante eleição em Israel

27 October 2026 at 17:34

Soldados israelenses dispararam uma granada de efeito moral nesta terça-feira (27) para dispersar palestinos que se reuniram em protesto contra uma operação militar de Israel que deslocou milhares de moradores de um bairro de Hebron, na Cisjordânia ocupada por Israel.

Os distúrbios ocorreram após a morte de dois soldados israelenses, baleados por homens armados palestinos em um posto de controle na semana passada, e enquanto os israelenses votavam em uma eleição na qual a política do país para a Cisjordânia se tornou uma das principais questões políticas.

Algumas autoridades palestinas acusaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de iniciar uma repressão na Cisjordânia para coincidir com a votação, como forma de mobilizar seus apoiadores de direita. O governo afirma que a operação é uma resposta ao ataque contra os soldados israelenses.

Um grupo de homens, mulheres e crianças palestinos participou do protesto nesta terça-feira. Um idoso segurava um cartaz com a mensagem: “Não à punição coletiva, não aos bloqueios e não ao deslocamento”.

Os militares afirmaram ter disparado uma granada de efeito moral para dispersar os manifestantes e permitir a continuidade da operação.

Na segunda-feira, a ONU (Organização das Nações Unidas) informou que mais de 3 mil palestinos haviam sido obrigados a deixar suas casas devido à operação militar israelense. A ação teve como alvo bairros próximos ao posto de controle onde homens armados palestinos mataram os dois soldados israelenses na sexta-feira.

Em um comunicado divulgado no domingo, as Forças Armadas israelenses afirmaram que os soldados realizariam demolições na região. Os militares disseram que não encontraram armas durante as buscas nas casas.

Desde o ataque ao posto de controle, na sexta-feira, Israel bloqueou as entradas da maioria das cidades e localidades palestinas na Cisjordânia, restringindo severamente a liberdade de circulação dos palestinos.

Noura Nassar, uma moradora deslocada que participou do protesto, afirmou ter enfrentado dificuldades para conseguir atendimento médico por causa dos bloqueios.

Netanyahu e seu principal rival, Gadi Eisenkot, são contrários à criação de um Estado palestino independente ao lado de Israel. Moradores expulsos do bairro de Hebron disseram nesta terça-feira que a eleição israelense pouco mudaria a realidade nos territórios ocupados por Israel desde 1967.

O governo de Netanyahu supervisionou uma rápida expansão dos assentamentos israelenses, considerados ilegais por órgãos da ONU e pela maioria dos países, embora Israel conteste essa avaliação. Sob a coalizão de direita liderada por Netanyahu, também houve um aumento da violência de colonos extremistas contra palestinos.

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Festa de aniversário de Lula tem segurança reforçada e trio elétrico

27 October 2026 at 17:09

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa 81 anos nesta terça-feira (27), dois dias após conquistar o quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. A comemoração será no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Os preparativos para o evento começaram ainda nesta manhã, quando equipes da Secretaria de Comunicação Social e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) fizeram o reconhecimento do local. A segurança foi reforça com varredura antibombas e viaturas da Polícia Militar.

A comemoração poderá ter participação do público e está marcada para começar às 17h desta terça. Diferente de dias normais, os visitantes serão revistados por um detector de metais portátil. Na festa, são esperados ministros de Estado e apoiadores políticos do presidente Lula.

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A entrada da imprensa e de convidados será pela via Presidencial. A entrada dos apoiadores vai ocorrer por uma das vias de acesso ao Alvorada, próxima a hotéis.

Segundo apurou a CNN, os apoiadores vão ficar na área externa do Palácio da Alvorada, em frente ao espelho d’água. Membros do GSI colocaram grades em toda a lateral da área para evitar que apoiadores fiquem na via Presidencial e cheguem ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República.

Na mesma área, foi montada uma mesa onde um bolo de aniversário deverá ser cortado de forma simbólica pelo presidente. Depois, o chefe do Executivo deve seguir a pé até um trio elétrico, que estará posicionado na via Presidencial.

Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. O adversário recebeu 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, segundo apuração concluída do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O aniversário também marca os 24 anos de sua primeira vitória presidencial. Em 27 de outubro de 2002, quando completou 57 anos, Lula derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno e foi eleito para comandar o país pela primeira vez.

Recorde de idade e votação

Lula já havia estabelecido o recorde de idade na posse ao iniciar seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, aos 77 anos. Em 2024, tornou-se também a pessoa mais velha a exercer a Presidência, ultrapassando Michel Temer (MDB), que deixou o cargo aos 78. No ano seguinte, foi o primeiro presidente brasileiro a chegar aos 80 anos durante o exercício do mandato.

Com a vitória de domingo (25), o petista também superou sua maior votação anterior. Em 2022, havia recebido 60.345.999 votos contra Jair Bolsonaro (PL). Agora, ultrapassou os 64 milhões e se tornou o primeiro candidato a vencer uma eleição presidencial brasileira após terminar o primeiro turno em segundo lugar.

Do movimento sindical ao quarto mandato

Lula nasceu em uma localidade que, à época, pertencia a Garanhuns, em Pernambuco, e hoje integra o município de Caetés. Ainda criança, mudou-se com a família para o estado de São Paulo. Formou-se torneiro mecânico pelo Senai e trabalhou em fábricas antes de ingressar no movimento sindical.

Em 1975, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Ganhou projeção nas graves do ABC Paulista no fim daquela década e participou da fundação do PT, em 1980. Seis anos depois, foi eleito deputado federal e integrou a Assembleia Nacional Constituinte.

Sua primeira disputa pelo Planalto ocorreu em 1989, quando perdeu para Fernando Collor. Voltou a concorrer em 1994 e 1998, eleições vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antes de conquistar a Presidência em 2002.

Foi reeleito em 2006, contra Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje seu vice. Retornou ao cargo após derrotar Jair Bolsonaro em 2022. A eleição de 2026 foi sua sétima disputa presidencial nas urnas e garantiu o quarto mandato, que começara aos 81 anos.

 

Flávio Bolsonaro viaja para os Estados Unidos após derrota eleitoral

27 October 2026 at 16:59

Pessoas próximas à família Bolsonaro confirmaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27/10). Segundo as informações divulgadas, o avião está em voo.

Flávio estava sem dar notícias desde o início da manhã. A última mensagem conhecida foi enviada às 8h ao senador Rogério Marinho, que coordenou sua campanha. Na conversa, Flávio disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não confirmou se havia deixado o Brasil.

Após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25/10), teria sido determinada a apreensão dos passaportes do senador pelo ministro Alexandre de Moraes, conforme o relato original. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça-feira, mas, segundo as informações divulgadas, não o fez. Não há, no relato apresentado, confirmação oficial das circunstâncias da viagem.

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Justiça ordena investigação sobre suposto financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro

27 October 2026 at 16:42

O Supremo Tribunal Federal brasileiro ordenou, esta terça-feira, 27 de outubro, a abertura de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de interferência estrangeira nas eleições deste ano a favor do candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro.

Na decisão proferida pelo juiz Flávio Dino, consultada pela Lusa, o magistrado pede uma investigação sobre o possível destino de recursos com origem dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

Dino justifica a instauração do inquérito “para apurar os aspetos penais dos factos delimitados nesta decisão, especialmente a eventual origem, circulação e destino de recursos estrangeiros, bem como a existência de atos de intermediação ou ocultação relacionados a esse fluxo”.

A decisão do magistrado atende aos pedidos do Partido dos Trabalhadores (grupo político de Lula da Silva) e da campanha do outro candidato presidencial Renan Santos (Missão), que reportaram o comportamento da Meta e a publicação de perfis estrangeiros nas redes sociais a favor de Flávio Bolsonaro.

A investigação policial deverá esclarecer ainda o que o magistrado chamou de “manipulações algorítmicas por parte de empresas de internet, visando favorecer ou prejudicar candidaturas”.

O juiz juntou na sua decisão várias reportagens, factos relatados em processos no âmbito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e até o comunicado do próprio Conselho de Supervisão da Meta, que expressou preocupação com as falhas da empresa e problemas nos perfis ligados à campanha política de Lula da Silva.

Relativamente ao suposto financiamento estrangeiro à campanha do filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, a investigação deverá visar as supostas negociações da empresa Rockbridge Network com empresários brasileiros para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro.

Flávio Dino destaca na decisão os valores da Constituição brasileira, que proíbe o financiamento estrangeiro em campanhas eleitorais, considerando que qualquer ingerência ou interferência internacional afeta a soberania do Brasil.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de um Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, escreveu Dino.

“Sublinho, ainda, a necessidade de esclarecer o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse económico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros”, acrescentou o magistrado.

Temer pede que Lula pacifique país e fala em “grande conversação nacional”

27 October 2026 at 15:54

Dois dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições 2026, o ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu que o mandatário trabalhe para pacificar o país e reúna os Três Poderes e representantes da sociedade civil para uma “grande conversação nacional”.

Sem citar nominalmente Lula, Temer afirmou desejar que “o presidente reeleito faça o possível para impedir a agressividade que tem resultado em divisão dos brasileiros e até das instituições”.

No início do mês, após a confirmação de que haveria um segundo turno presidencial, Temer declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o atual presidente.

Ainda na manifestação desta terça-feira (27), ele disse que Lula deveria convocar os representantes do Estado brasileiro e da sociedade, inclusive forças da oposição.

Segundo Temer, a conversa serviria para uma “tranquilização do país e um ambiente de confiança” que, segundo ele, ajudaria no crescimento da economia.

“A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal”, reiterou.

 

Veja quem são os 27 governadores eleitos em 2026

27 October 2026 at 15:52

As eleições de 2026 definiram os governadores que irão administrar 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, pelos próximo quatro anos, a partir de 2027 até 2030.

Em 4 de outubro foram definidos os governadores de 20 estados, resultado que marcou o maior número de governadores eleitos em primeiro turno desde a redemocratização.

Após o primeiro turno, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), no Rio de Janeiro, por entender que ele não atendia às condições de elegibilidade para o pleito. Com a decisão, os votos no estado foram retotalizados e o então candidato Douglas Ruas (PL), que iria ao segundo turno, foi eleito.

No segundo turno, realizado no último domingo (25), foram definidos os últimos seis resultados.

Os governadores eleitos tomarão posse em 6 de janeiro de 2027, após uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional em 2021, essa mudança começa a valer com o objetivo de evitar conflitos com as celebrações de Réveillon e facilitar a participação de autoridades.

Veja os 27 governadores eleitos:

*Com informações da Agência Senado

MPT processa deputada após ela sugerir demissão de eleitores de Lula

27 October 2026 at 14:38

O MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro) entrou com uma ação cível pública após a deputada estadual reeleita Índia Armelau (PL) sugerir que empresários demitissem eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada pela CNN Brasil.

A abertura da apuração ocorreu após ela publicar nas redes sociais uma mensagem que dizia: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

O MPT entende que a mensagem “estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política”. As autoridades ainda pedem à Justiça do Trabalho que Índia “deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir pessoas”.

O ministério também solicita que a deputada publique, em até 24 horas após a decisão, um comunicado informando que “empregados podem escolher livremente seus candidatos”.

O MPT pede multa de R$ 100 mil caso a determinação não seja cumprida, além do pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo.

Nas redes sociais, Índia disse que não estava falando em “demissão em massa” e que estaria apoiando a campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresários”. Para ela, patrões conservadores devem recrutar empregados do mesmo espectro político.

A CNN Brasil também tentou contato com Índia Armelau para mais posicionamento, mas não teve retorno.

 

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