Pavilhão das Travessas em obras mas sem solução para o piso

© Câmara Municipal de Aveiro

© Câmara Municipal de Aveiro

© OCTÁVIO PASSOS/LUSA
A gratuidade fez a demanda de passageiros crescer mais uma vez nos ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR), fortalecendo a importância dos sistemas de transporte coletivo regulares. No segundo turno das Eleições 2026, domingo (25/10), o Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) contabilizou 730 mil passageiros transportados, mais que o dobro dos 357 mil de um domingo normal, o de 27/09. Ou seja, um crescimento de 104,5%.
A escalada começou no primeiro turno. Em 4/10, foram 671 mil passageiros, aproximadamente 88% acima do domingo normal, e o segundo turno superou esse patamar em aproximadamente 9%. Na comparação com a eleição anterior, o segundo turno de 2024 levou 441 mil pessoas aos ônibus, e o crescimento foi de aproximadamente 66%. Em dois anos, a Tarifa Zero, política que libera a catraca sem cobrança de passagem, transformou o transporte coletivo em uma ferramenta concreta de acesso ao voto, e não apenas em um serviço que funciona no limite aos domingos.
O CTM programou mais de 14 mil viagens e realizou 13.659, com oferta compatível com a de dias úteis. O Índice de Cumprimento de Viagens (ICV) ficou em 94,15%, ou seja, pouco mais de 5% das viagens previstas não foram cumpridas. Já o Índice de Cumprimento de Frota (ICF) chegou a 99,18%. A operação, que o consórcio classifica como a maior já feita em eleições no Grande Recife, contou com monitoramento em parceria com a Secretaria de Defesa Social (SDS), por meio do CICCE.
O balanço é positivo, mas também evidencia que uma demanda que dobra em relação a um domingo comum mostra o quanto a população depende do ônibus para votar. E como cada viagem não cumprida pesa mais em dia de eleição.

O transporte rodoviário intermunicipal de passageiros em Pernambuco também teve uma alta expressiva na demanda durante o segundo turno das eleições. Segundo dados divulgados pelo Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado de Pernambuco (Serpe) e pela Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), o volume de passageiros registrou um crescimento médio de 60% nas linhas curtas e de 14% nas linhas longas (Sertão) em comparação à estimativa de um dia convencional do setor.
Foram computadas 7.541 passagens gratuitas. Desse total, 3.491 foram emitidas pela empresa 1002; 541 pela Rodotur; 1.037 pela Coletivos; e 1.886 pela Borborema. Já a Viação Progresso, que opera no Sertão do Estado, informou à EPTI que disponibilizou 586 passagens entre o domingo e o meio-dia da segunda-feira (26).
O crescimento acentuado na movimentação evidencia a relevância estratégica do transporte público para assegurar a mobilidade populacional em datas decisivas. O Serpe informou que os dados são preliminares e que parte do sistema ainda está sendo computada. A assessora da presidência da entidade, Érica Souto, destacou que a presença de uma rede regular, segura e acessível é indispensável para a população, pois, sem esse serviço, o deslocamento de milhares de eleitores pernambucanos seria drasticamente dificultado.
“Além de comprovar a capacidade operacional das empresas em momentos de pico de passageiros, o balanço eleitoral chama a atenção para a necessidade de maior valorização e reconhecimento do setor pelas autoridades públicas. A malha intermunicipal desempenha um papel fundamental na integração dos municípios, no desenvolvimento econômico regional e na garantia do direito fundamental de ir e vir da população”, pontuou Érica Souto.
Os ônibus gerenciados pela EPTI ligam a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão ao Recife. Foi a primeira operação gratuita do serviço desde a eleição de 2022, quando a ideia começou a ser cogitada, e só aconteceu após petições da Frente de Luta pelo Transporte Público e cobranças da Justiça Eleitoral.

A estreia ocorreu com um desenho bem diferente da RMR, onde a passagem foi livre para qualquer passageiro das 4h às 19h30. No intermunicipal, a gratuidade valeu apenas para quem ia votar, com comprovação por título de eleitor e documento de identificação.
O bilhete precisava ser retirado antes, entre os dias 23 e 25, nas empresas Expresso 1002, Borborema, Progresso e Rodotur, e o motorista não podia liberar a catraca sem ele. E a oferta tinha teto: o número de assentos de um dia útil normal. No Sertão, a ida podia ser feita no sábado, a partir das 18h, e a volta até as 21h de domingo.

O caminho da gratuidade no sistema de transporte intermunicipal foi de cobrança constante. A Frente de Luta protocolou, em 13/10, uma representação na Procuradoria Regional Eleitoral, na Defensoria Pública da União (DPU) e na Ouvidoria do TRE-PE, pedindo gratuidade em todo o Estado e mais ônibus na RMR.
O TRE-PE notificou a EPTI para explicar por que não enviou os itinerários, as modalidades e os horários, como determina a Resolução TSE nº 23.751/2026. Em 15/10, a 36ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, do MPPE, recomendou que a EPTI e a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) assegurassem a gratuidade.
Em 19/10, o Ministério Público Eleitoral e a DPU se somaram, com a Defensoria citando a ADPF nº 1.013, na qual o STF decidiu, por unanimidade, que é inconstitucional não oferecer transporte coletivo gratuito e com frequência compatível com a de dias úteis nas zonas urbanas em dia de eleição. A decisão vale também para o intermunicipal, e a falta de previsão orçamentária não justifica o descumprimento.
No primeiro turno, em 4/10, a EPTI não ofereceu gratuidade. No interior, ela ficou restrita aos sistemas municipais de Caruaru, Garanhuns e Petrolina. Segundo a DPU, a abstenção no Estado chegou a 1.312.388 eleitores (18,17%), com 22,2% no Agreste Meridional e cerca de 29% em Correntes, Saloá e Iati.
Esses números não provam, sozinhos, que a falta de transporte afastou os eleitores das urnas, mas ajudam a entender por que a Justiça Eleitoral passou a cobrar o Estado com tanta ênfase. A Defensoria lembra ainda que São Paulo e Paraíba estenderam a gratuidade a linhas intermunicipais no primeiro turno, e que o Rio de Janeiro fez o mesmo onde não há linha intermunicipal urbana, o que, para o órgão, demonstra a viabilidade da medida.

Na RMR, o primeiro turno já havia indicado o crescimento da demanda, com 671 mil passageiros no sistema. Nos ônibus, com reforço de 40% na frota, 624.324 pessoas usaram a gratuidade, 80% a mais que a média dos domingos de setembro de 2026. O Metrô do Recife, que fecha aos domingos há mais de dois anos, com poucas exceções, transportou 55 mil pessoas em 4/10, o dobro dos 27 mil dos dias em que opera.
Agora, com 730 mil passageiros no segundo turno, mais que o dobro de um domingo normal, a lição se repete: quando a catraca é liberada e a oferta de ônibus se aproxima da de dias úteis, a população usa o transporte coletivo.


© Divulgação
O melhor amigo de Ventura também explicou que “Deus é perfeito, Deus criou em mim a ideia de taxa moderadora, logo, Deus quer as taxas moderadoras”


© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Desculpem os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), assim como os eleitores de ambos. O grande vencedor das Eleições 2026 foi o transporte público coletivo. E não por mérito das campanhas, que quase não o incluíram entre suas propostas. Infelizmente. O transporte público brasileiro venceu porque se impôs como assunto central antes e durante os dois turnos.
A gratuidade nos ônibus e metrôs, quando existiu, e a redução da frota, quando faltaram ônibus, mostraram que o serviço de transporte coletivo regular foi e é condição concreta para viabilizar o voto da população. Mas, pelo segundo pleito seguido, a mobilidade ganhou o noticiário por obrigação - graças à determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, e não por escolha dos candidatos. Mais uma vez, infelizmente.
A Tarifa Zero (a gratuidade total da passagem, hoje paga por subsídios públicos) já tinha feito diferença na Região Metropolitana do Recife (RMR) no 1º turno, com demanda 80% maior nos ônibus e de 100% no Metrô do Recife. E o sistema de transporte intermunicipal do interior, com linhas da Zona da Mata, do Agreste e do Sertão geridas pela Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), que nunca tinha tido gratuidade, nem em 2024 nem no 1º turno deste ano, passou a ter no segundo turno.
Tudo bem que a gratuidade para o interior veio quase a fórceps, depois de uma provocação generalizada à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público feita pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco, que representa os passageiros no Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). A Frente foi a primeira a cobrar justamente pela desigualdade entre quem vota na metrópole e quem vota no interior.
Em seguida, a pressão virou institucional. O TRE-PE enviou ofício à EPTI pedindo esclarecimentos sobre a oferta no 1º e no 2º turno. A 36ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, do MPPE, recomendou à EPTI e à Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) a gratuidade no intermunicipal e o reforço da frota na RMR. Mesmo com Justiça Eleitoral e Ministério Público na mesma direção, o governo de Pernambuco demorou a responder, e a garantia só veio a poucos dias da votação.
Quando veio, a gratuidade chegou cercada de condições. A gestão Raquel Lyra demorou para atender e, quando o fez, não abriu mão de regras que fazem parte da operação diária do sistema, ainda atrasado em tecnologia embarcada e sem subsídio público, o que facilitaria o pagamento. Zona da Mata e Agreste tiveram passagem gratuita apenas no domingo (25), enquanto o Sertão teve ida a partir das 18h de sábado e volta até as 21h de domingo. O eleitor precisava retirar o bilhete antes, nas empresas, nos dias 23, 24 e 25, com título e documento de identificação, e o número de vagas ficava limitado aos assentos de um dia útil normal.
O motorista, por sua vez, não podia liberar a passagem na hora. Com tantas regras, e sem tempo para o eleitor entendê-las, o que deveria garantir o direito ao voto produziu dúvida, fila e a necessidade de mais cobrança. Em vez de remover a barreira do transporte, o desenho da medida criou outra, a burocrática. Mas pela primeira vez a gratuidade estava valendo para o intermunicipal - e isso precisa ser destacado.

No 2º turno, eleitores de diferentes regiões enfrentaram redução de frota, longas esperas e dificuldade para chegar às seções. Houve denúncias de ônibus insuficientes e até pedidos de prisão de gestores de transporte, o que mostra o grau de tensão em torno do serviço. Em vez de ficar nos bastidores da operação, a oferta de ônibus passou a ser disputada politicamente por campanhas e autoridades no dia da votação.
Nesse cenário, o ministro do STF Cristiano Zanin atendeu a uma ação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ampliou a votação das 17h para às 19h. Depois, esclareceu que a extensão valia apenas para os locais onde as urnas ainda estavam abertas, e não para a reabertura generalizada das seções já encerradas. A distinção importa: a medida atendeu a quem ainda estava em fila ou esperando condução, mas não reabriu o que já tinha fechado.
A decisão também produziu efeitos imediatos no calendário do pleito, pois a totalização chegou a ser interrompida às 17h06, quando, segundo a Agência Brasil, apenas 1.225 das 499.248 seções haviam sido apuradas. Falta, porém, medir quantos eleitores deixaram de votar por falta de ônibus. O estudo do Ipea sobre o passe livre em 2022 não encontrou efeito estatisticamente significativo no comparecimento, embora tenha identificado aumento de mobilidade, entre 7,2% e 17,5%.
Apesar do uso político do serviço e das confusões criadas em volta desse uso, mais uma vez ficou evidente o protagonismo do transporte público no processo eleitoral, criando uma esperança de que ele passe a ter o mesmo valor no dia a dia do brasileiro. Ficamos na torcida e na vigilância.


© Conorte/Divulgação
As manas Aveiro não se manifestaram desiludidas com o Parlamento Europeu pela não atribuição do prémio, porque, como escreveram nas redes sociais, “Errar é Humano, perdoar é do vinho”


© LUSA
O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) obteve, nesta segunda-feira (26), junto ao Plantão Judiciário, a suspensão do mandado de soltura de um homem investigado por latrocínio e roubo com agravantes, que havia sido liberado em razão do período eleitoral.
O suspeito foi preso na última sexta-feira (23), em Magé, na Baixada Fluminense. Mateus Lucas Rodrigues da Costa Eloy tinha um mandado de prisão preventiva em aberto pelo roubo de uma motocicleta na Barra da Tijuca, ocorrido em abril deste ano.
Além disso, um mandado de prisão temporária foi expedido em razão da investigação investigação de um latrocínio ocorrido em dezembro de 2025, no Grajaú, Zona Norte do Rio.
Durante a audiência de custódia, realizada no último domingo (25), durante apuração do 2º turno das eleições, a Justiça determinou a soltura do investigado com base na proibição de prisões durante o período eleitoral, prevista no artigo 236 do Código Eleitoral.
Posteriormente, o MPRJ conseguiu suspender o alvará de soltura, e a Justiça determinou a expedição de um novo mandado de prisão contra Mateus. O Ministério Público argumentou que a prisão preventiva havia sido decretada em 30 de julho de 2026 e permanecia válida.
O órgão também destacou que a legislação eleitoral tem como objetivo evitar prisões motivadas por perseguição política.
A legislação eleitoral estabelece regras específicas para prisões durante o período próximo às eleições. De acordo com o Código Eleitoral, nenhum eleitor pode ser preso ou detido a partir de cinco dias antes da votação e até 48 horas depois do encerramento do pleito, salvo em situações previstas na própria lei.
A regra está no artigo 236 da Lei nº 4.737/1965, o Código Eleitoral, e busca proteger o exercício do voto. Durante esse intervalo, a prisão de um eleitor só é permitida em três situações: flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
Considerando o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, a proteção aos eleitores começa em 29 de setembro e se estende até 6 de outubro. No segundo turno, previsto para 25 de outubro, a regra vale de 20 a 27 de outubro, caso haja nova votação.
Para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também veiculou os horários exatos em que a proteção começa e termina nesta semana. Para os eleitores, a restrição começa às 17h desta terça-feira (29) e segue até as 17h de 6 de outubro, em respeito ao prazo de 48 horas após o encerramento da votação.

© Pedro Correia / Global Imagens
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o ponto facultativo é seguido pelas entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, mas não pode prejudicar a continuidade dos serviços essenciais.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR


A Zona da Mata Norte de Pernambuco ganha, no dia 29 de outubro, às 11h, uma nova unidade do SEST SENAT. Instalado na rodovia PE-062, km 6,8, no município de Goiana, o polo é o sexto da instituição no Estado, somando-se às unidades de Recife, Caruaru (Agreste), Cabo de Santo Agostinho (RMR), Petrolina e Serra Talhada (Sertão). A unidade deverá atender trabalhadores do transporte e moradores de 19 municípios do entorno.
Construída em uma área de um hectare, a sede foi planejada para oferecer atendimento integrado, com foco na prevenção de doenças, na recuperação da saúde e no bem-estar dos profissionais. Na área da saúde, a unidade terá odontologia, com quatro cabines de atendimento e raio-X periapical (exame que registra imagens de dentes e da região ao redor), além de fisioterapia, nutrição e psicologia.
Os serviços são gratuitos para trabalhadores do segmento com cadastro regular no SEST SENAT. A comunidade em geral também poderá usá-los, com valores diferenciados. A solenidade de inauguração da nova unidade contará com o presidente do Sistema Transporte — composto pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), pelo SEST SENAT e pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL) -, Vander Costa, da diretora executiva do SEST SENAT, Nicole Goulart,e do presidente do Conselho Regional do SEST SENAT de Pernambuco, Eudo Laranjeiras.

No eixo educacional, o novo polo reúne cinco salas de aula, um laboratório de informática e um simulador de direção, equipamento que permite treinos práticos sem os riscos da via. As turmas serão abertas conforme a demanda das empresas locais, com cursos como Operação de Empilhadeira, Primeiros Socorros, Percepção de Risco, CIPA, NR-12, NR-35 e Segurança no Trabalho. As NRs são as normas regulamentadoras que definem regras de segurança nas atividades profissionais.
A vantagem de uma estrutura desse porte está em concentrar, no mesmo endereço, a qualificação técnica e o cuidado com a saúde física e mental de uma categoria exposta a jornadas longas e a rotinas de grande pressão. “O investimento em qualificação e saúde fortalece o capital humano, a segurança viária e a competitividade das empresas de transporte”, destacou Eudo Laranjeiras.
Em Goiana, a presença física do SEST SENAT aproxima o ensino técnico das demandas industriais e logísticas da região. Os dados do balanço de 2026 indicam que há procura: Pernambuco registra média de 5.837 matrículas presenciais por unidade, 39,1% acima da média nacional, com 29.187 matrículas e 13.478 pessoas atendidas nas unidades do estado.

A inauguração ocorre num momento em que a falta de motoristas preocupa empresas de todo o País. Segundo levantamento da CNT divulgado em 2026, 50,6% das empresas de transporte urbano de passageiros pesquisadas tinham vagas abertas para motoristas. No transporte rodoviário de passageiros, o índice chegava a 55,6%.
O dado não significa que esses percentuais dos postos de trabalho estejam vagos, e sim que as empresas ouvidas tinham ao menos uma vaga em aberto. Levantamento anterior da CNT, de 2023, já apontava que 53,4% das empresas de ônibus urbanos e metropolitanos pesquisadas relatavam escassez.
No transporte rodoviário interestadual, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) estima que pouco mais de 60 mil motoristas estejam em atividade, para uma necessidade de aproximadamente 86 mil, o que resulta em um déficit de 26 mil profissionais. A entidade relaciona a carência ao envelhecimento da categoria, à mudança no perfil dos trabalhadores e à migração para outras atividades.
Dados apresentados no ClickBus Academy, em setembro de 2026, mostram que 84% dos entrevistados do segmento interestadual apontaram os motoristas como a categoria profissional mais em falta, e que a exigência de experiência prévia está entre os obstáculos para preencher as vagas.
26 mil: déficit estimado de motoristas no transporte rodoviário interestadual (Abrati), cerca de 30% da necessidade
86 mil: profissionais necessários no segmento interestadual
Pouco mais de 60 mil: motoristas em atividade no segmento interestadual
50,6%: empresas de transporte urbano de passageiros com vagas abertas para motoristas (CNT, 2026)
55,6%: empresas de transporte rodoviário de passageiros com vagas abertas (CNT, 2026)
44,6%: empresas de transporte rodoviário de cargas com vagas abertas (CNT, levantamento divulgado em janeiro de 2026)
84%: entrevistados do segmento interestadual que apontaram motoristas como a categoria mais em falta (ClickBus Academy, setembro de 2026)


© Divulgação
O procurador-geral da República (PGR) desafiou hoje a Assembleia da República a rever o diploma de 1974 que regulamenta o direito de manifestação, rejeitando pedir a fiscalização deste decreto-lei ao Tribunal Constitucional (TC).
“As alterações legislativas não podem ir ao sabor dos factos concretos. Temos de amadurecer essa situação e eu estou convicto de que a entidade competente para isso, que é o parlamento, amadurecerá e pensará nisso. […] É uma competência do parlamento e o parlamento deverá fazê-lo”, defendeu Amadeu Guerra, à margem de uma aula sobre recuperação de ativos, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
O líder máximo do Ministério Público sustentou ainda que, “para já”, não vê “em termos evidentes que seja necessário” pedir ao Tribunal Constitucional para fiscalizar a constitucionalidade do diploma em causa, que tem sido posta em dúvida a propósito das acampadas das duas últimas semanas no Porto e em Lisboa pelo direito à habitação, dispersadas com o uso da força de madrugada pela PSP.
O conteúdo Procurador-geral da República desafia parlamento a rever lei das manifestações aparece primeiro em O MINHO.
Quem deixar uma mensagem de apreço por Luis Montenegro ou Nuno Melo no livro de elogios do respetivo partido ficará ainda habilitado ao sorteio de um cabaz de Natal que será realizado no Terreiro do Paço no dia 21 de dezembro

Viendo lo que está ocurriendo en Francia, me viene a la memoria la célebre frase “Un fantasma recorre Europa” con la que se inicia el preámbulo del Manifiesto Comunista escrito por Karl Marx y Friedrich Engels, publicado por primera vez el 21 de febrero de 1848, en vísperas de las revoluciones liberales y obreras que se produjeron ese año en Francia y otros países europeos. Marx y Engels utilizaron la metáfora del fantasma para describir el miedo y la inquietud que sentían las clases e instituciones conservadoras de la época ante la incipiente lucha de clases entre trabajadores y empresarios dentro del naciente capitalismo.

© DIEGO MIR (EL PAÍS)
A carta é assinada por Sérgio Nobre, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT); Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Sonia Zerino, da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Antonio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); e Antonio Gozze, da Pública.
Na nota, as centrais afirmam que milhares de pessoas ficaram nos pontos de ônibus sem saber se conseguiriam chegar às urnas. O documento também menciona denúncias de restrições em voos e no transporte por barcas no rio Amazonas.
“É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta”, diz o texto.
As entidades classificam a situação como uma ameaça ao exercício da cidadania e defendem a apuração dos relatos.
As centrais sindicais pedem uma atuação efetiva das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização. Segundo o documento, o objetivo deve ser esclarecer as denúncias e evitar que problemas no transporte impeçam a participação dos eleitores.
“Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização para uma atuação efetiva”, afirmam os dirigentes.
A nota acrescenta que a apuração deve ir além da identificação de responsabilidades entre governos estaduais e municipais. “É necessário esclarecer as denúncias e garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte”, diz o texto.