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Neoenergia vende de participação em hidrelétrica a fundos da Itaú Asset

28 October 2026 at 21:35

A Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, anunciou nesta quarta-feira (28) um acordo para vender sua participação remanescente de 25% na hidrelétrica de Dardanelos, em Mato Grosso, a uma sociedade detida por fundos geridos pela Itaú Asset Management. A operação deve antecipar cerca de R$ 400 milhões em caixa para a companhia.

O acordo prevê também a quitação integral de um empréstimo de R$ 265,8 milhões concedido à Hidro Participações pela Elektro Renováveis do Brasil, subsidiária integral da Neoenergia. Tanto o preço das ações quanto o valor do empréstimo estão sujeitos a correção monetária e outras atualizações desde 2 de abril de 2026 até o fechamento da operação.

A participação remanescente havia sido mantida após a venda de 75% do empreendimento à francesa EDF power solutions, anunciada em 21 de novembro de 2025 e concluída em 2 de abril deste ano. A EDF permanece como sócia majoritária e assumiu a responsabilidade pela operação e manutenção da hidrelétrica com a conclusão daquela aquisição.

Na negociação anunciada no ano passado, o valor atribuído à totalidade do empreendimento foi de R$ 2,51 bilhões. A avaliação seguia o critério de enterprise value, que considera também o endividamento líquido do negócio.

A participação remanescente da Neoenergia era indireta, por meio da EDF Brasil Hidro Participações, sociedade que detém a Energética Águas da Pedra, empresa responsável pela usina.

A saída de Dardanelos ocorre em meio à estratégia de rotação de ativos da Neoenergia. Ao anunciar o acordo com a EDF, a companhia afirmou que a operação contribuiria para fortalecer o caixa, reduzir a alavancagem e simplificar sua estrutura.

No encerramento de setembro, a alavancagem da Neoenergia, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, estava em 3,44 vezes. O indicador recuou em relação às 3,48 vezes de junho, mas ficou acima das 3,41 vezes registradas em dezembro de 2025.

A dívida líquida somava R$ 52,23 bilhões, alta de 7% sobre os R$ 48,74 bilhões do fim do ano passado. Segundo o balanço do terceiro trimestre, o aumento foi explicado principalmente pelos investimentos nos projetos de redes.

Dardanelos está localizada no rio Aripuanã, no município de mesmo nome, no norte de Mato Grosso, e entrou em operação comercial em 20 de agosto de 2011. A usina tem cinco unidades geradoras, sendo quatro de 58 megawatts e uma de 29 megawatts, que somam 261 MW de capacidade instalada.

O empreendimento opera a fio d’água, aproveitando o fluxo do rio para gerar eletricidade, e possui reservatório de 0,24 quilômetro quadrado. Segundo a EDF, a capacidade da hidrelétrica equivale ao abastecimento de aproximadamente 1,4 milhão de pessoas.

De acordo com a Neoenergia, Dardanelos mantém contratos de venda de energia com um conjunto de 24 distribuidoras brasileiras. A EDF assumiu a responsabilidade pela operação e manutenção da usina quando concluiu a aquisição da participação majoritária, em abril.

Eólica offshore pode ser “nova energia hidrelétrica” do Brasil, diz estudo do Banco Mundial

Bioenergia ganha espaço e reforça potencial da indústria de base florestal

28 October 2026 at 19:58

O setor de papel e celulose tem ampliado sua contribuição para a oferta de energia renovável no Brasil, impulsionado pelo aproveitamento energético de subprodutos industriais e pelo uso de biomassa florestal. A tendência é destacada pelo estudo Oferta de Energia Renovável pelo Agronegócio, do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Um dos principais destaques é o crescimento da oferta de energia proveniente da lixívia, também conhecida como licor negro, coproduto gerado no processo de fabricação de celulose. O volume passou de 10,1 milhões de tep (toneladas equivalentes de petróleo), em 2021, para 13,2 milhões de tep, em 2025, uma expansão de aproximadamente 30%.

No mesmo período, a participação do licor negro na oferta interna de energia do Brasil avançou de 3,3% para 4%. O resultado evidencia a relevância do aproveitamento energético de resíduos e coprodutos industriais para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz nacional.

Além do licor negro, a lenha e o carvão vegetal provenientes da silvicultura energética também integram a oferta de bioenergia vinculada ao agronegócio. Em 2025, essas fontes responderam por 16,8 milhões de tep, o equivalente a 5,1% da oferta interna de energia brasileira, segundo o levantamento.

A combinação entre biomassa florestal e coprodutos do processamento industrial coloca o setor de papel e celulose em posição estratégica na transição energética, ao associar a produção de matérias-primas renováveis à geração e ao aproveitamento de energia.

Bioenergia representa quase três quartos do consumo energético do setor

A importância da bioenergia para a indústria de papel e celulose também aparece na composição de sua matriz energética. Segundo a FGV, as fontes vinculadas ao agronegócio representaram aproximadamente 74% do consumo total de energia do segmento em 2025.

O percentual coloca papel e celulose entre as atividades industriais com maior presença de bioenergia, ao lado de alimentos e bebidas, setor no qual essa participação superou 80% no mesmo ano.

De acordo com o estudo, a elevada utilização dessas fontes está associada à integração entre as atividades industriais e as cadeias produtoras de biomassa e seus coprodutos energéticos. No caso da celulose, o licor negro e a biomassa florestal constituem componentes relevantes dessa estrutura.

O levantamento também mostra que a participação de papel e celulose na bioenergia destinada à indústria brasileira chegou a aproximadamente 30% em 2025. O segmento ampliou sua presença ao longo das últimas décadas e se consolidou como um dos principais consumidores industriais dessa energia, ao lado de alimentos e bebidas.

Agroenergia avança na matriz brasileira

O potencial do setor florestal está inserido em um movimento mais amplo de expansão da bioenergia no Brasil. De acordo com o estudo da FGV, a oferta de energia vinculada ao agronegócio atingiu 97,8 milhões de tep em 2025, o maior volume da série histórica iniciada em 1970.

O resultado representa um crescimento de aproximadamente 16% em relação a 2021, quando a oferta somava 84,2 milhões de tep. A participação dessas fontes na oferta interna de energia também avançou, de 27,7% para 29,8% no período.

Considerando todas as fontes renováveis contabilizadas pelo levantamento, o Brasil ofertou 162,3 milhões de tep em 2025. Desse total, cerca de 60% tiveram origem em cadeias vinculadas ao agronegócio, incluindo atividades agropecuárias, agroindustriais e florestais.

Para os pesquisadores, a evolução da bioenergia demonstra que a contribuição do agronegócio para a matriz energética brasileira vai além dos biocombustíveis utilizados no transporte. A energia de origem biológica também abastece atividades industriais, nas quais pode atender à demanda por calor de processo e outras necessidades energéticas.

Nesse cenário, o setor de papel e celulose reúne características relevantes para a expansão do aproveitamento energético da biomassa: a disponibilidade de matérias-primas florestais, a geração de coprodutos industriais e a participação expressiva de fontes renováveis no consumo de energia.

Os dados da FGV mostram a dimensão que essa integração já alcançou no Brasil e reforçam a importância da indústria florestal para a oferta de energia renovável e para a diversificação da matriz energética nacional.

Brasil lídera biotecnologia agrícola, mas falta rapidez regulatória

 

Dos preços aos carregamentos. O que já se sabe sobre novo apoio à compra de carros elétricos

28 October 2026 at 18:22

As famílias carenciadas poderão candidatar-se a um apoio que comparticipa até 80% a compra de carros elétricos, anunciou, esta quarta-feira, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

A governante anunciou que o novo apoio, pela primeira vez, dirige-se “à aquisição de veículos elétricos dirigidos especificamente aos mais carenciados”, embora ainda não tenham sido adiantados detalhes sobre o que define um candidato como “carenciado”.

De acordo com fonte oficial do Ministério do Ambiente e Energia, os interessados podem candidatar-se a um apoio de 80% sobre o custo de aquisição, excluindo o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), desde que o custo não ultrapasse os 15 mil euros.

“Se houver abate de um veículo a combustíveis fósseis, o teto máximo do apoio ao veículo é majorado em mil euros, podendo, por conseguinte, chegar a 16 mil euros”, lê-se numa nota partilhada pela tutela.

Neste âmbito, vai ser apoiada a aquisição de até 20 mil veículos elétricos. O mesmo programa inclui um apoio até mil euros para a instalação de um posto de carregamento, também considerando valores sem IVA.

Em paralelo, o ministério reservou uma dotação de 50 milhões de euros destinada a financiar um apoio que serve a população em geral, e não apenas a franja mais carenciada.

“Os vários calendários de abertura de concurso ainda estão a ser elaborados“, remata, por fim, o ministério.

O último concurso para a aquisição de veículos elétricos contou com uma dotação global de 10 milhões de euros. Eram elegíveis os veículos adquiridos desde 1 de janeiro de 2025. Os particulares puderam receber um incentivo de até 4 mil euros na aquisição de veículos 100% elétricos novos, com preço até 38.500 euros, ou até 55 mil euros no caso de modelos com mais de cinco lugares.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h41)

 

EDP conclui compra da EDP Renováveis Brasil por 990 milhões de euros

By: Lusa
28 October 2026 at 18:17

A EDP concluiu a aquisição de 100% da EDP Renováveis Brasil, através da sua subsidiária EDP Brasil, por 990 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a elétrica portuguesa num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a informação divulgada ao mercado, o preço final da operação ascendeu a 990 milhões de euros (5,6 mil milhões de reais), refletindo um ajustamento em alta devido às contribuições de capital realizadas pela EDP Renováveis na sua subsidiária brasileira entre a assinatura e a conclusão do acordo de compra e venda.

O valor de empresa (‘enterprise value’) associado à transação foi de 1,6 mil milhões de euros.

A operação, inicialmente anunciada em 19 de maio deste ano, foi concretizada através da EDP — Energias do Brasil, detida integralmente pelo grupo português, que adquiriu a totalidade do capital da EDP Renováveis Brasil à EDP Renováveis, empresa maioritariamente detida pela EDP.

Segundo a elétrica, esta transação permite “integrar as atividades de produção, trading [negociação] e fornecimento de eletricidade no Brasil, reforçando a agilidade, a competitividade e a capacidade de gestão de risco no mercado livre de eletricidade brasileiro”.

A empresa acrescentou que a operação está alinhada com o objetivo de aumentar a eficiência operacional e financeira do grupo e com a execução do Plano de Negócios 2026-2028.

Bruselas busca aumentar la capacidad de las refinerías europeas para frenar los precios de los combustibles

28 October 2026 at 16:11

A largo plazo, la vía para lograr una energía más limpia y barata pasa por abandonar los combustibles fósiles. Pero la realidad inmediata, con una guerra de Rusia en Ucrania que no acaba y una nueva lanzada por Estados Unidos contra Irán que ha provocado un shock mundial en los precios de la energía, es otra: a corto plazo, Europa necesita aumentar la capacidad de sus refinerías para poder combatir el alza de precios que está afectando a sus ciudadanos y empresas. Con este fin, la Comisión Europea ha abierto este miércoles un diálogo con el sector para garantizar que el Viejo Continente cuenta con una capacidad de refino “adecuada y flexible” frente a la volatilidad internacional.

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© OLIVIER MATTHYS (EFE)

El comisario de Energía y Vivienda, Dan Jorgensen, este miércoles en Bruselas.

Indústrias intensivas em gás e luz terão ajudas de até 200 milhões

28 October 2026 at 15:47

A indústria eletrointensiva vai ter um reforço do apoio para suportar os custos com as licenças de dióxido de carbono já este ano, e para o próximo estão (novamente) prometidos 100 milhões. Em paralelo, as empresas com um uso muito relevante de gás na sua atividade, em particular da indústria da cerâmica e do vidro, também terão direito a uma ajuda, igualmente de 100 milhões, para avançarem na respetiva descarbonização.

“Vamos lançar um novo programa para a descarbonização dos setores de elevado consumo de gás, com especial incidência na cerâmica e vidro“, avançou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no Parlamento no debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, que termina esta quarta-feira. A dotação anunciada foi de 100 milhões de euros, e será alocada a partir do Fundo de Modernização.

Ao mesmo tempo, a governante comprometeu-se a “continuar a apoiar” os setores intensivos em eletricidade. Disse que Portugal destinou este ano 80 milhões de euros ao apoio a estes setores, e que irá continuar, em 2027, com uma ajuda de cerca de 100 milhões. A ajuda é dada no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão, um mercado através do qual as empresas são obrigadas a adquirir licenças que cubram as respetivas emissões de dióxido de carbono.

As empresas têm vindo a queixar-se pois assinalam não ter uma ajuda tão generosa para suportar este encargo à oferecida em Espanha, ficando em desvantagem competitiva. A decisão de reforçar o apoio, nas palavras da ministra, “permite um apoio proporcional ao da nossa vizinha Espanha“.

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) alertou recentemente para a “perda de competitividade” das empresas portuguesas que têm um uso intensivo de gás e eletricidade, no contexto atual de preços crescentes e voláteis destas fontes de energia. A entidade propõe, numa carta enviada ao Governo, que se reativem algumas das medidas aplicadas na última crise energética e também que se reduza a carga fiscal sobre o gás.

Em resposta, tal como avançou em primeira mão o ECO/Capital Verde, o Governo afirmou que “está a analisar as propostas” apresentadas. Estas incluem a criação de um regime temporário de apoio aos custos adicionais do gás natural, mas também um reavivar do mecanismo ibérico aplicado em 2022 e 2023 (no fundo, um tecto aos preços do gás na eletricidade).

Mudanças no sistema energético e quase seis mil milhões para a habitação. As medidas do Orçamento do Reino Unido para 2027

28 October 2026 at 15:36

No dia em que Andy Burnham completa 100 dias desde que tomou posse como primeiro-ministro do Reino Unido, John Healey, o seu chanceler do Tesouro, apresentou o Orçamento para 2027, cuja principal novidade é uma “reformulação profunda” do mercado energético. “Este é um orçamento para os trabalhadores da Grã-Bretanha e para as empresas britânicas, grandes e pequenas”, mas, ainda assim, “assente na disciplina orçamental”, garantiu esta quarta-feira o responsável pela pasta das Finanças.

Diante da Câmara dos Comuns, John Healey prometeu um novo “quadro de controlo de custos” para reduzir todos os aspetos das faturas de energia. Por um lado, vão ser eliminadas as taxas fixas no gás — que custam às famílias mais de 100 libras por ano, independentemente da quantidade de energia que consomem — e, por outro, a isenção do IVA nas contas de eletricidade será prolongada “durante o inverno e a primavera, até julho, reduzindo em 50 libras o limite máximo anual de preços”.

Healey anunciou também um subsídio energético de 100 libras para 20 milhões de famílias nas faixas A a D do imposto municipal, com o objetivo de proporcionar um “alívio” face ao aumento das contas de energia. Segundo o Financial Times, este apoio vai custar cerca de dois mil milhões de libras (quase 2,4 mil milhões de euros) só neste inverno.

No que diz respeito às empresas, anunciou que o novo “Programa de Competitividade Industrial Britânica” irá cobrir 25% das contas de eletricidade de dez mil empresas que estão no cerne da indústria do país. “Entrará em vigor em abril e confirmo que faremos pagamentos retroativos relativos aos custos de energia deste ano para o próximo”, assegurou John Healey.

O chanceler do Tesouro sugeriu também que o Governo vai “romper o domínio dos preços internacionais do gás” sobre as faturas energéticas do país, transferindo antigos projetos de energias renováveis para contratos de preço fixo.

De modo a financiar o apoio imediato às faturas de energia, o Governo britânico vai aumentar durante 15 meses a sobretaxa sobre os lucros da banca, de 3% para 6%. A medida entra em vigor a partir de janeiro, abrangendo os lucros tributáveis que excedam o limite estipulado de 100 milhões de libras por grupo bancário.

Em matéria fiscal, Healey disse que vai aumentar o limiar para o benefício fiscal destinado às pequenas empresas dos setores do retalho, da hotelaria e do lazer de 12.000 para 18.000 libras, o que, segundo ele, vai abranger “mais 70 mil empresas”. “Para todas as outras empresas destes setores, vou congelar as suas taxas em termos reais, para que nenhuma enfrente um aumento superior à inflação nos próximos dois anos”, assinalou.

Para ajudar a financiar a redução das taxas de imposto para as pequenas empresas, o imposto sobre os jogos de azar — cobrado sobre as máquinas de jogo — vai subir de 20% para 25%.

O Ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, segura a sua pasta ministerial vermelha em frente ao número 11 de Downing Street, em Londres, Reino Unido, a 28 de outubro de 2026, antes de apresentar a Declaração Orçamental de 2026 — que detalha os planos do Governo para a tributação e as despesas — na Câmara dos Comuns.EPA/NEIL HALL

No que toca ao imposto sobre os combustíveis, o Governo britânico adiou um novo aumento, com o objetivo de dar “algum alívio” aos condutores afetados pela subida dos preços da gasolina e do gasóleo na sequência do conflito no Médio Oriente. Healey afirmou que iria prolongar o congelamento desta taxa “durante o inverno e a primavera, até julho”, marcando o 16.º ano consecutivo em que esta se mantém inalterada. Em princípio, este imposto deveria aumentar todos os anos em linha com a inflação, mas o último aumento entrou em vigor em 2011.

John Healey prometeu, por outro lado, que irá “modernizar” o regime fiscal aplicável ao investimento por parte de entidades soberanas estrangeiras — o que implica um provável endurecimento do tratamento fiscal favorável de que beneficia o investimento direto de governos estrangeiros, que isenta estes investidores da tributação direta.

Os detalhes sobre as alterações serão apresentados em documentos posteriores, mas o ministro das Finanças britânico afirmou que esta medida vai alinhar as regras do Reino Unido com as de outros países, mantendo-se, ainda assim, como “um dos regimes mais generosos do mundo”.

Para o Fundo Nacional de Riqueza (NWF, na sigla em inglês) e o British Business Bank, será disponibilizada uma verba adicional de 20 mil milhões de libras (23,9 mil milhões de euros). E, como medida “imediata” para reforçar as despesas no setor da Defesa — incluindo a promessa de alocar 3% do PIB até ao final da década –, John Healey prometeu que ambos os veículos públicos de investimento interno do Reino Unido irão concentrar-se na tecnologia de “dupla utilização” e na capacidade soberana, num valor que pode atingir os cinco mil milhões de libras.

Quanto aos centros de dados, o Governo trabalhista de Andy Burnham vai assegurar que obterão as ligações à rede elétrica de que necessitam, desde que passem em “testes rigorosos” para investir nas comunidades locais, criar postos de trabalho locais e proteger os recursos hídricos locais.

O programa “Your First Home”, anunciado pelo primeiro-ministro britânico há poucas semanas, vai contar com um investimento de 4,7 mil milhões de libras (cerca de 5,6 mil milhões de euros). Segundo John Healey, este financiamento irá ajudar 70 mil famílias a entrar no mercado imobiliário e apoiar a construção de 20 mil novas habitações.

De acordo com as regras do programa, aos compradores de primeira habitação que derem um adiantamento de 2,5% será concedido um empréstimo de capital próprio de 20% para a aquisição de um imóvel novo. Haverá um período de cinco anos sem juros.

O Governo irá impor limites de rendimento de 140.000 libras para famílias em Londres e de 110.000 libras fora da cidade. Os limites máximos dos preços dos imóveis serão definidos “com base nos preços medianos das autoridades locais”, com um limite máximo de 650.000 libras no centro de Londres e de 500.000 libras na periferia da capital inglesa.

Ainda no domínio da habitação, Healey comprometeu-se a não introduzir alterações aos regulamentos de construção durante esta legislatura e afirmou que todos os terrenos vendidos a entidades de habitação social ficam isentos de IVA.

Por fim, confirmando a informação avançada pela imprensa britânica no início desta semana, o Executivo do Partido Trabalhista vai aumentar em 3,9% o Salário Mínimo Nacional (SMN) para 13,21 libras/hora, enquanto o SMN para jovens dos 18 aos 20 anos sobe para 11,27 libras/hora.

Previsões de crescimento abaixo das do FMI

Antes de anunciar as medidas orçamentais para o próximo ano, John Healey revelou algumas das previsões do Office for Budget Responsibility (OBR, na sigla em inglês), o órgão independente de fiscalização das finanças públicas do Reino Unido.

Em primeiro lugar, adiantou que os custos de financiamento aumentaram 14 mil milhões de libras (cerca de 16,7 mil milhões de euros) este ano. O ministro das Finanças britânico reconheceu que “estão a atingir níveis nunca vistos há décadas”, depois de a yield das Gilts, as obrigações soberanas do Reino Unido, com vencimento a 30 anos ter atingido, no início de outubro, a fasquia dos 6%.

Quanto à margem orçamental, Healey afirmou que o Governo do Labour está no bom caminho para cumprir a sua “regra de estabilidade”, que exige que as despesas correntes sejam cobertas pelas receitas fiscais até 2029-2030, com uma margem orçamental de 15 mil milhões de libras. Este valor representa uma redução em relação aos 23,6 mil milhões de libras previstos na Declaração da Primavera, em março.

O OBR baixou também a sua previsão para o crescimento do PIB em 2027 para 1%, face à previsão anterior de 1,6%, ao mesmo tempo que reviu em alta as perspetivas de crescimento para este ano, de 1,1% para 1,2%. Esta projeção reflete os efeitos do choque energético e situa-se ligeiramente abaixo das mais recentes estimativas recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) — de 1,3% este ano e de 1,2% no próximo.

O chanceler do Tesouro apresentou as novas previsões de crescimento como prova da resiliência do Reino Unido, salientando que a economia britânica foi a que mais cresceu no G7, a par dos EUA, na primeira metade de 2026. Embora ligeiramente inferiores ao esperado a curto prazo, as previsões do OBR para o PIB apontam para uma recuperação do crescimento para 1,6% em 2028, 1,8% em 2029, 1,7% em 2030 e 1,6% em 2031.

No que diz respeito à dívida pública líquida (em percentagem do PIB), a estimativa do Office for Budget Responsibility é de que atinja os 83,2% em 2026-2027 e os 83,8% em 2027-2028, antes de descer para 83,1% do PIB em 2029-2030. Em março, previa-se que a dívida pública em relação ao PIB descesse de 82,9% do PIB em 2028-2029 para 82,2% em 2029-2030, cumprindo a regra de investimento com uma margem de 27,1 mil milhões de libras.

Já o endividamento público, de acordo com o OBR, deverá descer para 4,2% em 2026-2027, 3,4% em 2027-2028 e 1,8% em 2030-2031. “Enquanto Governo trabalhista, no ano passado, reduzimos o endividamento para o seu nível mais baixo em seis anos, passando de 5,1% para 4,4% do PIB. Continuo esse trabalho hoje”, garantiu John Healey, perante a Câmara dos Comuns.

Entretanto, a avaliação do OBR revela que a dimensão tanto das novas despesas como das novas medidas de aumento de impostos é muito mais modesta do que nos últimos anos. Segundo o órgão independente, as alterações nas despesas irão aumentar o endividamento, em média, em 3,3 mil milhões de libras por ano até 2030-2031, antes de o reduzirem em 4,2 mil milhões de libras em 2031-2032.

As alterações fiscais reduzirão o endividamento, em média, seis mil milhões de libras por ano nos últimos quatro anos da previsão do OBR, altura em que os benefícios fiscais anteriores relacionados com a energia deverão ter expirado. Mais de metade deste montante será proveniente de mudanças na cobrança de impostos, em particular para os trabalhadores independentes.

Por outro lado, o OBR alerta que os departamentos não ministeriais enfrentam cortes em termos reais de 2,6% por ano a partir de 2028. Proteger as áreas da Saúde e da Defesa exigiria um montante adicional de 11 mil milhões de libras por ano em 2030-2031 para evitar cortes noutros departamentos, depois de o Governo ter alargado as restrições aos planos de despesas, afirma.

Famílias carenciadas vão ter apoio para comprar carro elétrico

28 October 2026 at 14:51

O Governo vai avançar com novos apoios à compra de veículos elétricos. Estão reservados 50 milhões de euros para uma medida em moldes semelhantes aos de concursos anteriores. Em paralelo, haverá também um apoio destinado às famílias mais vulneráveis, que poderão candidatar-se a uma comparticipação de até 80% do valor do automóvel.

“Teremos pela primeira vez apoio à aquisição de veículos elétricos dirigidos especificamente aos mais carenciados“, anunciou esta quarta-feira a ministra do ambiente, Maria da Graça Carvalho, no Parlamento. Neste âmbito, vai ser apoiada a aquisição de 20 mil veículos, com uma comparticipação de até 80% do respetivo valor.

A governante não detalhou em que condições as famílias poderão ter direito a este apoio, se existem restrições ao preço dos veículos abrangidos, nem quando vai arrancar a medida.

“Manteremos ainda os incentivos à aquisição de veículos elétricos para a população em geral, com regras semelhantes às do passado“, continuou a ministra, desvendando que este programa de apoio terá uma dotação de cerca de 50 milhões de euros.

Além do apoio aos particulares, o Executivo decidiu apoiar a compra de até 9.000 veículos elétricos para microempresas e, noutra iniciativa, a aquisição de veículos pesados mais sustentáveis, assim como a rede de postos de carregamento destes veículos.

Por fim, irá cofinanciar a aquisição de autocarros elétricos para zonas de baixa densidade, destinados, por exemplo, à mobilidade dos trabalhadores e da população estudantil nestes territórios.

“Libertar Portugal da dependência dos combustíveis fósseis não é uma quimera: é uma condição essencial para um futuro melhor e menos dependente de terceiros”, rematou a ministra, na sua intervenção no plenário desta manhã.

O último concurso para a aquisição de veículos elétricos contou com uma dotação global de 10 milhões de euros. Eram elegíveis os veículos adquiridos desde 1 de janeiro de 2025. Os particulares puderam receber um incentivo de até 4 mil euros na aquisição de veículos 100% elétricos novos, com preço até 38.500 euros, ou até 55 mil euros no caso de modelos com mais de cinco lugares.

(Notícia atualizada pela última vez às 15h13, com mais informação)

Cheques para carros elétricos ascendem a 50 milhões. Famílias carenciadas com apoios até 80%

Governo reforça incentivos à compra de veículos elétricos em 2027, com uma dotação quase quatro vezes superior à anunciada em 2025. Pela primeira vez, haverá apoios específicos para os mais carenciados, com comparticipações até 80%.

Perguntas a Nuno Ribeiro da Silva: “Não temos riscos de abastecimento físico” de gás

Antigo secretário de Estado da Energia e atual presidente do Conselho Consultivo da ERSE considera que Portugal está numa situação confortável para enfrentar o inverno, mas alerta que o país não escapa à subida dos preços internacionais.

Endesa mejora sus beneficios un 14,7% hasta septiembre: 1.962 millones de euros

28 October 2026 at 09:55
Sede de Endesa

La compañía Endesa ha presentado hoy el balance de resultados durante los nueve primeros meses del año. El beneficio neto logrado alcanza los 1.962 millones entre enero y septiembre, lo que supone una mejora del 14,7 % respecto al mismo periodo de 2025. De esta manera, Endesa se acerca al objetivo que la energética se había marcado para todo el ejercicio de superar los 2.400 millones de beneficio neto durante este año.

Si se observa el beneficio neto ordinario hasta septiembre, este creció un 22 % hasta los 2.125 millones de euros, mientras que los ingresos repuntaron un 9 % hasta los 17.389 millones. Según los resultados presentados a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), el resultado bruto de explotación o ebitda aumentó hasta septiembre un 8,4 % respecto al mismo periodo de 2025, hasta alcanzar 4.577 millones de euros.

Endesa señala que acelera su esfuerzo inversor para "capturar las oportunidades de la electrificación": las inversiones brutas crecen un 19% hasta 1.622 millones de euros, con la red de distribución como principal vector con un alza interanual del 42 %.

Los negocios regulados, fundamentalmente redes y generación extrapeninsular, aportan ya el cerca del 50 % del ebitda frente a un 40 % el año anterior, lo que, según explica la empresa, mejora la visibilidad y predictibilidad de la compañía.

El negocio de distribución registró un beneficio operativo de 1.747 millones de euros, un 24,8 % más y su margen bruto aumentó un 20,2 %, hasta los 2.196 millones, impulsado por el nuevo marco regulatorio en vigor desde el 1 de enero de 2026 y las regularizaciones correspondientes a ejercicios anteriores. El ebitda conjunto de generación y comercialización creció un 3 %, hasta 2.889 millones de euros.

Reducción de costes

Por su parte, los costes fijos ajustados, excluida una provisión de 202 millones de euros asociada a la reestructuración de la plantilla, disminuyeron un 8 % hasta los 1.481 millones de euros.

Asimismo, la compañía generó un flujo de caja de 3.500 millones hasta septiembre de 2026, que permitió financiar en gran medida las inversiones y destinar 2.600 millones de euros a remunerar a los accionistas, incluyendo el pago de dividendos y alrededor de 900 millones del programa de recompra de acciones.

La deuda financiera neta fue de 11.187 millones de euros, 1.100 millones más que al cierre de 2025, aunque la ratio de deuda financiera sobre ebitda se mantuvo estable en 1,8 veces y dispone de 6.900 millones de euros de liquidez, suficientes para 17 meses de vencimiento de deuda.

Crecimiento de la demanda y centros de datos

Endesa señala que la demanda peninsular aumentó un 3,3 % durante los nueve primeros meses de 2026 y un 1,6 % si se ajustan los efectos de temperatura, laboralidad y de la interrupción del suministro en el apagón de 2025.

La energética estima que esta evolución confirma la tendencia estructural hacia una mayor electrificación.

Endesa identifica los centros de datos como uno de los vectores principales de nueva demanda, aunque para convertir esta oportunidad en inversión efectiva será necesario disponer de suficiente capacidad de red y de un marco regulatorio proporcionado que preserve las ventajas competitivas de España. Las inversiones en redes, explica la empresa, buscan reforzar, modernizar y ampliar la red de distribución para atender el incremento de la demanda eléctrica, facilitar nuevas conexiones en un contexto de creciente electrificación. Endesa señala que "el refuerzo de las redes resulta esencial para que la nueva demanda pueda materializarse".

La energía distribuida por las redes de Endesa aumentó hasta 114 TWh, frente a los 109 TWh del mismo periodo del ejercicio anterior. Además, las pérdidas de red mejoraron desde el 9,5 % hasta el 9 %.

La energética valora "positivamente" la mayor visibilidad regulatoria por el aumento de límites de inversión en redes para 2027-2030, con 10.200 millones de euros adicionales en distribución y 7.700 millones adicionales en transporte, esto junto con el impulso al acceso flexible, contribuirá a atender nueva demanda en zonas con capacidad disponible limitada.

Producción electricidad

La producción de electricidad de Endesa aumentó un 6 %, hasta 49.296 GWh, mientras que la producción renovable creció un 8%, hasta 14.944 GWh. La producción solar destacó con un avance del 30 %, hasta 3.759 GWh, y la eólica aumentó un 7 %, hasta 4.407 GWh. En total, las tecnologías libres de emisiones, renovables y nuclear, representaron el 85 % de la producción peninsular de la compañía.

Precisamente, tras la ampliación de la vida útil de Almaraz, Endesa destaca que "valora positivamente" los avances en este ámbito, así como la aprobación del marco regulatorio del mercado de capacidad y el inicio del proceso de asignación de nueva capacidad en los territorios no peninsulares.

Negocio de clientes

El margen bruto del negocio de clientes creció un 16,3 %, hasta 1.579 millones de euros, 221 millones más que en los nueve primeros meses de 2025 apoyado en la resiliencia del negocio minorista de gas y en la mejora del margen del suministro eléctrico, favorecida por las estrategias de actualización de precios, aprovisionamiento y coberturas.

En concreto, de los 9,45 millones de clientes de electricidad que tiene Endesa, 3,2 millones están acogidos a una tarifa regulada; mientras que 6,15 se encuentran en el mercado libre. La compañía presentará en febrero de 2027 una actualización de su plan estratégico. 

La industria fotovoltaica pide acabar con el 'lastre' de operar con el refuerzo 'antiapagones' desde hace 18 meses

27 October 2026 at 23:04

El refuerzo empieza a ser una factura costosa y un lastre para muchas plantas renovables. El incidente del 28 de abril de 2025 encendió las alertas en el operador de la red eléctrica, que optó por blindarse. Lo hizo activando el llamado ‘modo reforzado’, con el que se está recurriendo a fuentes de control de tensión más sólidas como los ciclos combinados y perjudicando con ello a sistemas con menor capacidad de control como la fotovoltaica y la eólica. La situación empieza a alargarse demasiado en el tiempo y sin fecha aún de retornar a la normalidad.

Por ello, sectores como el fotovoltaico alzan ya la voz para exigir al operador Red Eléctrica que vaya desescalando este modo de operar, que está suponiendo pérdidas económicas e inestabilidad para su sector y un sobrecoste en la factura de hogares e industria. El director general de la Unión Española Fotovoltaica (UNEF), José Donoso, reclama que se den nuevos pasos para evitar este mecanismo de operación de la red eléctrica que obliga, en gran medida, a limitar la generación de energía limpia en aras de un mejor control de la tensión y la inercia. UNEF recuerda además que el llamado ‘modo reforzado’ en realidad no existe como estado de operación en los procedimientos aprobados y que su falta de regulación específica lo sitúa en un escenario excepcional sin fecha de conclusión.

Desde el sector fotovoltaico recuerdan que esta fórmula y los ajustes técnicos que se están aplicando en los últimos meses están provocando que se disparen no solo los periodos en los que se les obliga a detener o limitar su producción, sino que la falta de capacidad de almacenamiento energético está impidiendo aprovechar mucha de la energía que se genera y finalmente no se puede aportar al sistema, obligando a vertidos forzosos de energía. A este respecto el responsable patronal insistió en criticar las trabas burocráticas que paralizan el avance del almacenamiento energético en el ámbito administrativo. Donoso considera "inadmisible" que los trámites institucionales continúen dilatándose entre seis y siete meses, una demora que impide acelerar las soluciones técnicas en un momento en que el sistema sigue registrando precios elevados en las horas en las que se pone el sol.

Sobrecoste en las facturas: 783 millones

La patronal fotovoltaica insiste en que la energía fotovoltaica cuenta ya con capacidad técnica suficiente para aportar soporte de tensión y estabilidad a la red. El sector recuerda que la madurez técnica de las plantas permite ya gestionar la estabilidad del sistema sin castigar la generación de energía limpia, como ahora se hace. Recuerdan que las restricciones técnicas están obligándoles a detener su generación y sin que al mismo tiempo se esté favoreciendo una extensión de sistemas de almacenamiento ni el refuerzo de la red, actualmente colapsada en gran parte de su infraestructura.

Hasta ahora Red Eléctrica ha reconocido que aplicar el modo reforzado le ha supuesto un coste directo que estima en 783 millones de euros. El año pasado fueron 516 millones y entre enero y agosto de este año han alcanzado los 267 millones de euros. Una factura que pagan los consumidores, hogares y empresas, a través de su factura.

En su última aparición en el Congreso, la directora de operaciones, Concepción Sánchez, aseguró que ya se ha comenzado a rebajar el ‘modo reforzado’ iniciado en mayo de 2025. Sin embargo, por ahora Red Eléctrica se resiste a avanzar cuándo lo suspenderá por completo y retornará a la situación anterior a la crisis de abril. En este tiempo transcurrido se han programado más centrales síncronas, principalmente de gas, con las que se ha buscado dotar de mayor estabilidad a la red y evitar riesgos de sobretensión.

Restricciones técnicas disparadas

Sin embargo, más allá de las medidas propias del modo reforzado, en los últimos años las restricciones técnicas para operar la red han sido cada vez mayores y más costosas. Si en 2021 suponían un coste de 724 millones de euros, en 2026 rozaban en agosto los 3.600 millones, un 34% más que los ocho primeros meses del año anterior.

Otro de los cambios que se activó tras la alerta en el sistema fue la modificación del sistema de control dinámico de la tensión en la red. Hasta entonces no se permitía que las plantas de generación solar o eólica pudieran participar de este mecanismo con el que se controla la tensión y por el que las plantas participantes son remuneradas. Tras aquel episodio, la CNMC aprobó la modificación de la normativa y se abrió la puerta a que plantas renovables, previa homologación, pudieran sumarse a este mecanismo hasta ahora limitado a plantas como los ciclos combinados, las instalaciones hidráulicas o las nucleares.

Sin embargo, la apertura de este mecanismo avanza a un ritmo mucho más lento del esperado. En la práctica, se ha generado un cuello de botella técnico y administrativo: menos del 10% de la potencia renovable peninsular ha completado las exigentes pruebas de campo para homologar sus controladores de planta y operar en tiempo real bajo consignas de Red Eléctrica. Actualmente cerca de un centenar de proyectos siguen atascados en fases de tramitación.

Bajo incentivo económico

A este retraso operativo se suma la falta de atractivo económico que denuncia el sector. A pesar de que la CNMC aprobó un marco retributivo específico -fijando pagos de 0,7 €/MW-día por disponibilidad y 2 €/Mvarh por energía reactiva aportada-, para muchas instalaciones medianas y pequeñas la compensación apenas cubre el coste de certificar y adaptar sus equipos, lo que desincentiva la inversión voluntaria y perpetúa el recurso al gas en los nudos críticos.

Durante su XIII Foro Solar, Donoso también apeló a las ventajas del autoconsumo como "motor para la industria, pero también para los ciudadanos", que se benefician con "más de 2.700 millones de euros menos de costes que no se cargan sobre las facturas de los consumidores". Recordó que se trata de una tecnología que permite tener "una energía un 80% más baja que si no tuvieras fotovoltaica": "Con la fotovoltaica ganamos todos, igual que con el autoconsumo, que se quiere presentar como algo para ricos, pero no es verdad. Más del 50% es industria, es un motor para la industria y también una manera de que todos paguemos la energía más barata".

Bruxelas desafia refinarias a aumentar produção de combustíveis na Europa

28 October 2026 at 12:44

A Comissão Europeia considera que a refinação é uma atividade “estratégica” para os Estados-membros, pelo que pretende contrariar a tendência de declínio na produção interna de combustíveis e trabalhar para que esta aumente, num contexto em que os preços destes recursos pressionam a economia do bloco.

“Vamos trabalhar para aumentar a produção dos ativos de refinação na Europa”, afirmou o Comissário Europeu da Energia, Dan Jorgensen, no rescaldo do primeiro diálogo sobre refinarias europeias, que decorreu esta manhã de quarta-feira em Bruxelas, entre representantes do Executivo europeu e do setor.

Jorgensen indicou que a indústria fez algumas propostas, que serão agora avaliadas por Bruxelas. A Comissão vai trabalhar num roadmap conjunto com o setor. No início do próximo ano, promete o Comissário, vai ser feito um balanço do progresso nestes esforços.

O Comissário assinala que a fatura do combustível está a “disparar” e que está a afetar o orçamento das empresas e famílias europeias. E as perspetivas não são as melhores: a Agência Internacional de Energia prevê que o mercado global de diesel se mantenha pressionado em 2027. “Isto manterá os preços elevados”, admite. “Estamos a fazer tudo o que podemos para responder ao impacto imediato nos preços, enquanto continuamos a trabalhar para os descermos estruturalmente”, assegurou.

Para o Comissário com a pasta da energia, as refinarias desempenharam um “papel vital” até ao momento para assegurar o abastecimento, produzindo combustíveis como o jet fuel, direcionado à aviação. Tanto o jet fuel como o diesel são “essenciais para a mobilidade, economia e defesa”, defendeu, considerando a refinação uma atividade estratégica.

Nas últimas duas décadas, cerca de um quarto das refinarias na União Europeia fecharam, determinando uma diminuição na capacidade de refinação do Velho Continente de cerca de 10%. “Temos de contrariar esta tendência e assegurar que temos capacidade de refinação flexível e adequada na Europa”, por razões económicas e de segurança, afere o Comissário.

“Temos de criar um ambiente que apoia uma produção suficiente de combustíveis domésticos, assim como a viabilidade de longo prazo das refinarias, à medida que a União Europeia descarboniza”, rematou. O responsável considera que as refinarias têm de enveredar por um caminho de produção crescente de biocombustíveis. “O potencial é significativo”, acredita.

O lançamento deste diálogo acerca das refinarias foi anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no início deste mês, entre as ações a serem tomadas para responder à crise energética que está a ser vivida pelos países do bloco.

 

Vidrala melhora rentabilidade apesar da volatilidade energética e da fraca procura na Europa

Fabricante de embalagens de vidro, com presença na Marinha Grande, aumentou o EBITDA em 2,9% até setembro, para 338,5 milhões de euros. Grupo espanhol enfrenta a volatilidade dos preços da energia e a fraqueza da procura europeia, mas mantém as previsões para 2026.

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