Adjunto do MAI para eleições pediu para sair do cargo

© MARIO CRUZ/LUSA

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No quarto mandato do presidente Lula (PT), os aliados do Brasil na América Latina parecem exigir uma postura diferente por parte do petista.
Lula tem um histórico, vindo desde 2002 quando, ao tomar o poder, teve de enfrentar uma agenda nova: a da integração regional das Américas, a partir de uma relação aprofundada com os Estados Unidos e com as 34 democracias do continente; além da cristalização da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).
Mas o governo petista, na época, escolheu a política externa como um lugar para uma pauta ideológica. Com isso, o bloco comercial não foi para frente, o Brasil passou a antagonizar posturas com os americanos e dificultou-se a possibilidade de maior dinamismo das economias do hemisfério.
Esses aspectos parecem ser águas passadas. Estamos em um novo mundo, 24 anos depois. Agora, a China passa a ser um ator mais do que relevante: é essencial para o Brasil. É o principal mercado para as exportações brasileiras, um grande fornecedor de bens industriais e de insumos ao agro.
Já os Estados Unidos querem ser, declaradamente, a potência do hemisfério – por acreditarem que a região faz parte de uma zona de influência e dominação americana.
Ainda há pouca clareza sobre como será conduzida a política externa de um Lula 4. Contudo, o mais interessante foi a reação dos países vizinhos, especialmente sul-americanos, que têm governos de direita e guardavam até mesmo uma expectativa de uma mudança no Brasil.
Ao perceberem a vitória do presidente Lula, se apressaram em parabenizar o petista, em estabelecer diálogo e estimular os brasileiros a assumirem um papel mais ativo localmente.
Colômbia, Paraguai, Bolívia e Peru – com exceção da Argentina, que ainda está reticente – reconheceram as eleições e felicitaram o petista. Mas, especialmente, quase pediram ao Brasil implicitamente, sutilmente, para que assuma um papel mais propositivo na região.
Isso ocorreria por duas razões: uma é a decorrência natural do Brasil ser o maior país, a maior economia regional – logo, o maior influenciador do que se faça regionalmente. A segunda vem pela necessidade de um espécie de contrapeso, um balanceamento, frente a agenda de Donald Trump.
O novo governo Lula vai abraçar essa oportunidade? Ela está pronta, fácil. Basta ter alguma pauta que diga respeito a todos os nossos vizinhos, mirando um caminho promissor para as relações internacionais e ao novo Planalto.
*Alberto Pfeifer é coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da USP (Universidade de São Paulo) e pesquisador de Geopolítica do Insper Agro Global. Foi diretor de Projetos Especiais e de Assuntos Internacionais Estratégicos da Presidência da República. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW.

© RODRIGO ANTUNES/LUSA

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© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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French and US maritime patrol planes are watching the western Black Sea, where drones keep hitting merchant ships, Romanian outlet Curs de Guvernare reported on 19 October, citing flight-tracking data. Romania blames Russia for the attacks, while Bulgaria says it cannot prove who launched them.
Ukraine’s three small Danube ports have kept its grain exports from collapsing further, and Russia has pounded those ports since the summer. The ships serving them are now being hit in the economic zones of two NATO members. Many were anchored near or heading to the Sulina Canal, which links the Danube to the sea. That puts the allied patrols over these waters in the middle of the fight over Ukraine’s grain trade.

A French Navy Atlantique 2 maritime patrol plane arrived in Constanța, Romania’s main Black Sea port, on the evening of 18 October, Curs de Guvernare said. On 24 October, French Foreign Minister Jean-Noël Barrot said in the Bulgarian port of Varna that a French patrol plane had been operating in the area under NATO for two weeks and had contributed to rescue operations.
Meanwhile, a US Navy P-8A Poseidon flew into Varna from Sicily on 18 October, AFP reported, citing flight-tracking data. Two days later, Bulgarian Prime Minister Rumen Radev said it had begun reconnaissance patrols after Sofia asked allies for help, and that some allies had responded quickly. Bulgarian Defense Minister Dimitar Stoyanov called the deployment a joint decision of Bulgaria and NATO. He said the plane cannot strike targets and passes its data to NATO, Anadolu Agency reported.
On 20 October, NATO’s North Atlantic Council met at Romania’s request. Afterward, the alliance said it would send more maritime patrol aircraft, radar systems, and drones to the Black Sea. NATO military spokesman Col. Martin O’Donnell added that allies have sent or will send intelligence personnel and explosives-forensics teams. NATO itself has not attributed the attacks to any country.
Romania has been blunter. On 15 October, after four merchant ships were hit within a day, acting Foreign Minister Oana Țoiu wrote on X that “Russia bears full responsibility for these developments.” On 17 October, Romanian F-16s shot down two jet-powered Russian Geran drones near Sulina, Romania’s Defense Ministry said.
Unitățile aeriene și navale ale Gărzii de Coastă (GdC/MAI) și ale Inspectoratului General pentru Situații de Urgență (IGSU/MAI) sunt implicate activ în operațiunile de căutare și salvare, în vederea găsirii membrilor dați dispăruți ai echipajului navei care a fost atacată în…
— Toiu Oana (@oana_toiu) October 15, 2026
On 23 October, a drone sank the cargo ship Khoryv off Constanța, killing a Ukrainian sailor, and President Nicușor Dan blamed Russia too. “It is part of Russia’s escalation process in its war in Ukraine,” Dan said.
Bulgaria is more cautious. Radev told parliament on 14 October that the attacks worked in Russia’s favor but that Sofia could not prove it. Since taking office in May, he has sought a thaw in ties with Moscow.


© OLIVIER MATTHYS/EPA



© INÊS LACERDA/OBSERVADOR
A propaganda no dia da eleição, conhecida popularmente como boca de urna é caracterizada pela tentativa de convencer, influenciar ou arregimentar eleitores a votar ou deixar de votar em determinada candidatura ou partido no dia do pleito e tem como pena a detenção de seis meses a um ano e alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período.
A distribuição de “santinhos”, uso de auto-falantes, realização de comício, carreata e passeata também são proibidos. No caso da distribuição de santinhos, a legislação prevê multa que pode chegar a R$ 8 mil.
Já a compra de voto se caracteriza por oferecer vantagem, como presentes ou dinheiro, para o eleitor com o objetivo de angariar o seu voto ou mesmo para prometer abstenção. A pena é de reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa.
Também é proibido o transporte irregular de eleitores, caracterizado pelo fornecimento de transporte coletivo no dia da votação por parte do candidato. A pena para essa infração é a maior dos crimes eleitorais, sendo previsto de quatro a seis anos de reclusão, além do pagamento de 200 a 300 dias-multa. O mesmo vale para o fornecimento irregular de alimentação.
Pena igual é aplicada ao crime de promover concentração de eleitores, no dia da votação, com o fim de impedir, embaraçar ou fraudar o exercício do voto. Geralmente esse crime é praticado em conjunto com o transporte e o fornecimento irregular de refeição para eleitores.
Outro crime eleitoral é o de assédio eleitoral, que se caracteriza por ameaçar para coagir alguém a votar ou não em determinado candidato ou partido. A pena é de reclusão de até quatro anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa.
A fraude de votos, caracterizada pela substituição de votos, a violação das urnas eletrônicas e qualquer outro ato que busque modificar artificialmente o resultado do pleito também é uma conduta criminosa. A pena é de reclusão de até cinco anos, além de multa.
A destruição, danificação ou ocultação de urna eletrônica também é crime eleitoral. A pena é de reclusão de dois a seis anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa.
A realização de selfie na cabine eleitoral é proibida, assim como também é crime eleitoral votar mais de uma vez ou votar no lugar de outra pessoa. Nesse caso, a pena é de até três anos de reclusão.
Durante o dia de votação cabe aos órgãos de segurança (Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar Rodoviária e Guardas Municipais) agir para fazer cessar qualquer prática ilícita, tendo autoridade para efetuar prisões em flagrante por delitos eleitorais ou de outra natureza.
A legislação permite ao eleitor manifestar, de maneira pacífica e silenciosa, a sua preferência política, podendo ir votar com camiseta, boné, botton, adesivo e bandeira do seu candidato ou partido.
Também é permitido e recomendado que o eleitor leve uma cola eleitoral (nome e número do candidato anotados em um papel) para a cabine de votação. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a medida diminui o tempo de permanência do eleitor na seção eleitoral.
Os crimes eleitorais podem ser denunciados por qualquer pessoa por meio de uma notícia-crime eleitoral verbal ou por escrito à autoridade policial, ao Ministério Público Eleitoral, nos tribunais regionais eleitorais (TREs) ou à autoridade judiciária da zona eleitoral na qual a infração ocorreu.
O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, pode ser usado para denunciar irregularidades sobre propaganda eleitoral. O relato deve conter informações sobre o local, a descrição do fato, além de fotos, vídeos, áudios ou links que possam ajudar na análise da ocorrência. A ferramenta pode ser baixada gratuitamente na Google Play e App Store.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no primeiro turno, no dia 4 de outubro foram registradas 1.170 ocorrências. Desse total, 1.113 são crimes eleitorais, seis foram crimes comuns contra candidatos e outros 13 contra locais de votação ou apuração.
Entre as principais ocorrências estão os crimes de:



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