❌

Normal view

Base de Lula se divide sobre reforma do Judiciário

29 October 2026 at 21:10

A reforma do Poder Judiciário ganhou força no cenário político brasileiro, especialmente após os escândalos que atingiram o STF (Supremo Tribunal Federal). O tema pautou as eleições presidenciais deste ano e, agora, divide os próprios aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo apuração do analista de Política Matheus Teixeira, o assunto emergiu com intensidade já no primeiro turno das eleições, impulsionado pelas denúncias contra Alexandre de Moraes.

“No segundo turno não foi diferente, os dois candidatos prometiam implementar uma reforma no Judiciário. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro (PL) falaram diversas vezes em questões nesse sentido”, afirmou Teixeira durante o CNN 360º desta quinta-feira (29).

Teixeira lembrou que Lula, que saiu vitorioso, foi o candidato que mais se viu envolvido na crise que cercou o STF ao longo do período eleitoral, sobretudo em razão do caso do Banco Master.

Críticas ao CNJ e ao CNMP

Lula fez críticas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), dois órgãos criados em 2004 durante seu próprio governo.

Na época, a proposta de criação partiu dele mesmo, com o objetivo de evitar corporativismos nos tribunais que julgavam os próprios magistrados.

Os conselhos foram estruturados com conselheiros de mandato e origem determinados, alguns oriundos da Justiça, outros do Ministério Público e outros da sociedade civil, indicados pelo Congresso Nacional.

Agora, Lula afirma que os dois órgãos não cumpriram as expectativas e precisam ser reformados.

Propostas para o STF ainda sem definição

No que diz respeito ao STF, muito se debateu sobre a criação de mandatos para os ministros e sobre mudanças no sistema de indicação. Atualmente, cabe ao presidente da República escolher sozinho o nome a ser indicado, que depois passa pelo crivo do Senado Federal.

Lula sinalizou em diversas ocasiões que poderia mudar esse modelo, mas nunca detalhou como seria feita a alteração, se pelo Congresso Nacional, por um colegiado ou por outro mecanismo.

Quanto aos mandatos, também não há nada definido: fala-se em 10, 12 ou 15 anos, ou ainda na imposição de uma idade mínima de ingresso que, combinada à aposentadoria compulsória aos 75 anos, criaria automaticamente um limite de permanência na Corte.

Divisão nos bastidores

A questão dos mandatos tem gerado questionamentos nos bastidores da base aliada.

Um dos pontos levantados é que, caso seja estabelecido um mandato de 12 anos aplicável apenas aos novos ministros, os dois indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro (Kassio Nunes Marques e André Mendonça) permaneceriam no cargo por mais tempo do que os futuros indicados de Lula.

“A gente cria um mandato, mas o mandato não atinge quem já está lá e as pessoas que a gente indicar vão acabar saindo antes mesmo dos dois indicados do nosso adversário”, ilustrou Teixeira ao resumir o raciocínio que circula entre os aliados do presidente.

Apesar das divergências, há vontade declarada de promover mudanças tanto no sistema de indicação quanto nos mandatos.

Os aliados de Lula, no entanto, têm calculado com cautela qual formato seria mais adequado, levando em conta tanto a saúde institucional do Judiciário quanto os próprios interesses políticos, especialmente diante do crescente peso do STF no jogo político brasileiro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Lula cogita criar Ministério do Idoso em quarto governo

29 October 2026 at 17:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem cogitado criar o Ministério do Idoso para um quarto mandato, segundo fontes no Palácio do Planalto. A discussão junto a auxiliares ainda está em nível preliminar.

A informação foi publicada nesta quinta-feira (29) pelo g1 e confirmada pela CNN.

Aliados do presidente têm especulado os nomes do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso, de 74 anos, e do senador Paulo Paim (PT-RS), de 76 anos, para comandar a pasta, caso de fato seja criada.

Paim não concorreu às eleições em 2026 e não terá mandato no próximo ano, após mais de 40 anos atuando como parlamentar.

Leia Mais:

Lula prometeu ao longo de toda a campanha eleitoral estabelecer uma política nacional para o idoso. O presidente defende espaços para a prática de atividades físicas e convívio social dos mais velhos, a fim de garantir um envelhecimento saudável.

A CNN procurou a Presidência sobre a possibilidade, mas não houve resposta até a publicação da reportagem.

Caso Lula leve a ideia à frente e considerando a eventual criação do Ministério da Segurança Pública, a Esplanada passaria a contar com 40 pastas.

Na campanha eleitoral, o voto de pessoas com mais de 70 anos foi uma das apostas da equipe de Lula. Esse grupo de pessoas representa cerca de 10% de todos os eleitores do país e não é obrigado a comparecer às urnas.

Neste ano, o registro do voto serviu como comprovação de prova de vida no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A medida mirou diminuir a abstenção de idosos.

 

'I Did Not Flee Brazil': Flavio Bolsonaro Compares Himself to Charles de Gaulle in Letter from Miami

29 October 2026 at 15:16

Sen. Flávio Bolsonaro published a letter on Wednesday night, deleted and edited twice thereafter, in which he addressed his departure from Brazil after losing Sunday's presidential election, declaring himself the victim of a "witch hunt" and insisting he had not abandoned his country.

The post ‘I Did Not Flee Brazil’: Flávio Bolsonaro Compares Himself to Charles de Gaulle in Letter from Miami appeared first on Breitbart.

Brazil’s victory for the planet and democracy: seven lessons from Lula’s win

29 October 2026 at 17:46

The trouncing of the far right provides a playbook for social and environmental movements in other countries facing elections, including the US, Spain and France

Thank you, Brazil, for demonstrating how the far right can be trounced while protection for the Amazon is strengthened. In a world where nature and democracy appeared to be bleeding out in tandem, voters and forest defenders in this global south powerhouse have shown it is possible to staunch the flow. This should provide much needed inspiration and, more practically, a playbook for social and environmental movements in other countries facing elections, including the US, Spain and France.

The astonishing comeback victory of Luiz Inácio Lula da Silva in Sunday’s presidential runoff against his extreme right challenger Flavío Bolsonaro has brought oceans of rapturous supporters on to the streets, while also thrilling conservationists, climate activists and social justice campaigners across the world.

Continue reading...

© Photograph: Andre Coelho/EPA

© Photograph: Andre Coelho/EPA

© Photograph: Andre Coelho/EPA

“Vou seguir o que Lula determinar”, diz Janones sobre vaga na Esplanada

29 October 2026 at 16:11

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta quinta-feira (29) que irá seguir a vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre ocupar um eventual cargo na Esplanada dos Ministérios no novo governo.

“Eu estou de baixo da liderança do presidente Lula. Então, eu não poso tomar nem a decisão de aceitar e nem a de não aceitar sem falar com ele. Então, eu preciso ouvi-lo primeiro. E a gente vai entender onde que eu posso somar mais com o Lula 4”, disse ao chegar no Palácio da Alvorada, nesta quinta.

O parlamentar, criador do canal no WhatsApp “Exército do Lula“, desembarcou nesta manhã em Brasília. Ele foi chamado pelo presidente para um almoço no Palácio da Alvorada.

Leia Mais:

Para Janones, no entanto, ele pode contribuir mais para o governo se continuar na Câmara dos Deputados. Ele foi questionado por jornalistas se aceitaria o cargo de ministro na área de Comunicação do governo.

“Eu por vontade própria não entendo que um ministério é de onde eu possa ajudar mais o presidente Lula, mas como eu disse, eu estou de baixo da liderança dele”, respondeu. “Eu posso ajudar como deputado. O presidente vai precisar de muita força no Congresso, de muita força para aprovar projetos de interesse da população. A extrema direita tem uma maioria na Câmara e acho que eu ali eu poderia dar um peso pra tentar contrapor isso”, disse.

Janones também não descartou aceitar um eventual cargo de liderança no Legislativo. O parlamentar prometeu ainda trabalhar para um ambiente político “livre da extrema direita”, adotando ações também no exterior.

“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra ficar livre da extrema direita. A democracia não existe na hegemonia. Só não cabe no tabuleiro figuras extremistas, que atentam contra o Estado Democrático e querem silenciar”, afirmou.

“Exército do Lula”

André Janones garantiu ainda que não irá “desidratar” o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Ele declarou ter a missão de aumentar para 13 milhões o número de inscritos no grupo até o dia da posse de Lula, marcado para o dia 5 de janeiro.

Atingir a meta seria uma forma simbólica de homenagear o número “13” usado para identificar o Partido dos Trabalhadores nas urnas. Segundo o parlamentar, as ações no canal serão voltadas agora para ajudar na “governabilidade” do Palácio do Planalto em a nova composição eleita no Congresso.

“A gente quer ajudar com esse canal a compensar a minoria na Câmara e no Senado. Eu acho que a gente vai auxiliar ali e ajudar na governabilidade”, garantiu.

Claques protestam contra Lula da Silva, que proibiu bets?

29 October 2026 at 15:03
Pouco antes de ser reeleito, Lula da Silva proibiu as apostas desportivas no Brasil, o que terá provocado a ira de claques desportivas patrocinadas por estas empresas. As equipas emitiram comunicados.

Lula diz a aliados preferir político no comando do Ministério da Segurança

29 October 2026 at 13:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados a preferência por indicar um político para comandar o Ministério da Segurança Pública. O petista promete criar a pasta após a aprovação pelo Congresso Nacional da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que expande a atribuição federal na área e a integração entre os entes.

Segundo interlocutores do presidente, os nomes dos ex-ministros Camilo Santana (PT-CE) e Fernando Haddad (PT-SP) estão na mesa do mandatário como possibilidades para chefiar a pasta no próximo governo.

O nome de Haddad passou a ser cogitado, junto ao de Camilo, devido à sua atuação do Ministério da Fazenda no combate ao crime organizado “no andar de cima”. Lula elogia nos bastidores a ação da Receita Federal em operações como a “Carbono Oculto” – a maior da história do país nessa frente.

Leia Mais:

A avaliação é de que a chefia da pasta poderia dar protagonismo aos petistas, sem necessariamente soar como uma “unção” de um sucessor de Lula, apontam fontes próximas ao presidente.

O mandatário tem dito a interlocutores que a esquerda precisa ganhar espaço na discussão do tema – atualmente capitaneado pela direita – e que deseja ter o Ministério como carro-chefe de seu quarto mandato.

Com isso, perde força o nome do promotor de Justiça do MPSP (Ministério Público de São Paulo) Lincoln Gakiya. O técnico é tido como a personificação do combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado e chegou a dizer publicamente que aceitaria chefiar a pasta caso fosse convidado.

Articuladores do governo preveem que a PEC da Segurança Pública seja votada no Congresso Nacional na segunda semana de novembro. Até lá, tentam costurar um acordo para que a redução da maioridade penal seja discutida em uma proposta de emenda à Constituição à parte.

Em 15 de outubro, a PEC foi retirada de pauta no plenário do Senado após impasse envolvendo emendas sobre a inclusão da mudança na maioridade.

Brazilians in Miami, torn over Flávio Bolsonaro’s presence: ‘I feel helpless’

29 October 2026 at 13:23

The news that Flávio Bolsonaro had arrived at Opa-Locka airport Wednesday morning left Luciana Ferri in shock for several reasons. First: “What kind of political figure does Bolsonaro want to be, even for his own voters, if he’s so cowardly as to skip the country and say: ‘I will not submit to the country’s judicial system, I was only a presidential candidate’?” And second: “Many immigrants here in the United States face fear and uncertainty because of aggressive law enforcement, and suddenly someone with political connections, an ally of President Trump, shows up and is welcomed with open arms.”

Seguir leyendo

© Marta Lavandier (AP Photo/Marta Lavandier)

Flávio Bolsonaro arriving in Miami on Wednesday.

Devemos esperar alguma mudança na política externa no próximo governo de Lula?

By: A A
29 October 2026 at 11:59

Por motivos geográficos inevitáveis e por uma diminuição da autonomia psicossocial, a política brasileira é extremamente dependente dos câmbios políticos que ocorrem de tempos em tempos nos EUA.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

Estando confirmada a vitória eleitoral de Lula (e apesar das controvérsias e da crise que perduram) agora é o momento de refletir sobre a possibilidade de mudanças significativas na política externa do presidente do Brasil em seu 4º mandato, que durará até 2030.

Uma pequena revisão das posições assumidas ao longo deste mandato que começou em 2023 se faz necessária.

Numa lista que não deve ser considerada exaustiva, Lula: 1) Reativou a participação brasileira em vários organismos internacionais para os quais Bolsonaro havia dado pouca atenção; 2) Ensaiou uma aproximação com a China no início de seu governo e aumentou laços comerciais após tarifas dos EUA, mas paralisou e recusou a participação na Iniciativa Cinturão & Rota; 3) Reativou a Cúpula da Amazônia, a organização do Tratado de Cooperação Amazônica e realizou na Amazônia a COP30, demonstrando um enfoque na Agenda Verde e na internacionalização (mediada por ONGs ocidentais) da região amazônica; 4) Condenou a operação militar especial russa na Ucrânia, mas se opôs a sanções ocidentais à Rússia, atribuindo responsabilidade pelo conflito tanto à OTAN quanto à Rússia, além de recusar enviar armas e munições para os ucranianos, por outro lado defendendo a retirada das tropas russas e a devolução de todos os territórios libertados/integrados à Ucrânia (incluindo a Crimeia); 5) Condenou a Operação Dilúvio Al-Aqsa do 7 de outubro de 2023 como um ataque terrorista, criticando também a reação israelense como desproporcional e, depois, como genocídio, gerando tensões com o governo de Netanyahu; 6) Pressionou por “eleições livres” na Venezuela, se recusou a reconhecer a reeleição de Maduro, vetou a entrada da Venezuela nos BRICS; 7) Presidiu os BRICS no ano de 2025, sem muitos avanços; 8) Acordo de livre-comércio com a União Europeia; 8) Condenou a Nicarágua e Daniel Ortega na ONU e em organizações de direitos humanos; 9) Criticou o recrudescimento dos embargos contra Cuba e deu seguimento à ajuda humanitária ao país; 10) Levou o caso das tarifas de Trump à OMC; 11) Ampliou parcerias de defesa com Suécia, Itália, Turquia e outros países da OTAN para a produção de equipamentos militares (aviões, veículos, etc.); 12) Se aliou ao Canadá e União Europeia na iniciativa “Parceiros pelo Multilateralismo”, que visa fortalecer a ONU contra ameaças de revisão da velha ordem internacional; 13) Fez publicamente frente comum com os EUA (quando ele era governado por Joe Biden) contra a ameaça das “autocracias” e da “extrema-direita internacional”.

A partir dessas posturas assumidas pelo governo Lula entre 2023 e 2026 podemos deduzir alguns padrões e tendências bem específicos:

1) Defesa do fortalecimento da ONU, dos organismos multilaterais e da “ordem mundial baseada em regras” do pós-Guerra Fria, contra o unilateralismo dos EUA e o revisionismo multipolarista defendido por potências contra-hegemônicas; 2) Inclinação para a União Europeia, enquanto durar o domínio trumpista nos EUA; 3) Máxima diversificação das relações comerciais; 3) Enfoque temático na Agenda Verde, na defesa da democracia liberal e na defesa dos “direitos humanos”.

Ao ignorarmos aos discursos de Lula e atentarmos exclusivamente para uma desconstrução das posições concretas e das ações efetivas do Brasil durante seu atual governo, adquirimos uma imagem que é bastante diferente daquela que é vista por uma grande parte dos analistas estrangeiros, que não raro possuem uma imagem mais “chavista” de Lula.

Em tese, não há motivo para que a postura internacional do Brasil mude nos próximos anos. Ela tende a permanecer aproximadamente a mesma, com as tendências já indicadas.

O único fator disruptivo na previsibilidade do governo brasileiro são os EUA.

Por motivos geográficos inevitáveis e por uma diminuição da autonomia psicossocial, a política brasileira é extremamente dependente dos câmbios políticos que ocorrem de tempos em tempos nos EUA.

Nesse sentido, portanto, diante da atual crise política brasileira, se o governo dos EUA deixar de reconhecer o resultado eleitoral e partir para tentativas diretas de desestabilização do Brasil através de sanções, o reconhecimento de um “governo no exílio”, etc, isso de fato pode forçar o Brasil a uma postura mais contra-hegemônica.

Não obstante, se Trump ignorar o lóbi bolsonarista e buscar algum modus vivendi com Lula, existe a forte tendência à manutenção daquelas tendências que já indicamos.

E finalmente, se os Democratas retornarem à Casa Branca após as eleições de 2028, então o governo do Brasil fará uma virada mais pró-EUA, buscando a reaproximação com Washington, tal como vinha acontecendo quando Joe Biden era presidente dos EUA.

“Vitória de Lula da Silva foi uma surpresa pessoal”. Veja “A Arte da Guerra”

29 October 2026 at 11:00

Ouça e acompanhe “A Arte da Guerra” também em formato podcast:

Apple Podcasts | Spotify | Google Podcasts | Anchor

Uma semana cheia de surpresas.

A primeira resultou da vitória de Lula da Silva na segunda volta das presidenciais brasileiras – o que levam o presidente para um quarto mandato, que terá dificuldades, mas que não são, por alguém com a sua enorme experiência acumulada, inultrapassáveis. Longe disso.

A segunda surge do facto de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter sobrevivido a mais um ato eleitoral – mas, neste caso, Francisco Seixas da Costa estava à espera exatamente disso.

A terceira emana de um telefonema dos chefes de Estado e de governo da Noruega e da Finlândia para o presidente russo, Vladimir Putin. É um risco político a adiante se verá qual é o resultado prático.

Tudo para ver no programa desta semana de A Arte da Guerra, com o embaixador Francisco Seixas da Costa e condução do jornalista António Freitas de Sousa.

Flávio Bolsonaro se refugia en EE. UU. y se autoproclama presidente de Brasil

29 October 2026 at 09:05
Tras su llegada a territorio norteamericano, el excandidato publicó un manifiesto en el que desconoce los resultados electorales, se autodeclara como "el verdadero presidente electo" de la nación e instiga a la movilización de sus seguidores.

Lula can’t decouple from China, whatever Trump may want

29 October 2026 at 07:54

Luiz Inacio Lula da Silva’s re-election on October 25 may have frustrated Donald Trump’s ambitions in Latin America, but the more consequential story lies beyond the ballot box on China. Brazil’s relationship with Beijing is now so deeply embedded in its economy that even a president more sympathetic to Washington would struggle to unwind it. […]

The post Lula can’t decouple from China, whatever Trump may want appeared first on Asia Times.

How did Lula win the election?

28 October 2026 at 20:23

On October 25, Brazil’s three-time and current president, Luiz Inácio Lula da Silva, surprised the entire world by overcoming an electoral setback in the first round (in which he was defeated by the far-right candidate Flávio Bolsonaro) and securing victory and the presidential seat in Brasília.

Lula, the legendary union leader during the dictatorship, secured 51.79%, equivalent to 64,256,232 votes, while Bolsonaro (son of the detained former president Jair Bolsonaro) received 48.21%, or 59,826,041 votes.

What is truly surprising about Bolsonaro’s defeat (given that most pollsters had predicted a very likely victory for him) is the enormous number of votes Lula managed to gain during the three weeks between the first and second rounds of voting. In that first round, Bolsonaro took first place with 48.21% (more than 56 million votes), and Lula came in second with 45.15% (just under 54 million votes).

Many believed that the nearly 9 million votes obtained by all the other candidates combined in the first round would be distributed in a way more favorable to Bolsonaro, since most of those votes were cast for right-wing and center-right candidates. This seemed even more evident after many of the leaders of those parties endorsed Bolsonaro.

Added to this question was the high probability that, in a society highly polarized between the two candidates, many voters who either cast blank or invalid ballots or abstained from voting in the first round would support one of the two candidates.

Indeed, both of these circumstances played out. According to available data, more than 14 million Brazilians who had voted for other candidates, cast invalid ballots, or abstained from voting participated in the runoff, supporting either Lula or Bolsonaro.

And this is precisely the key factor in understanding Lula’s victory. Assuming that very few voters would have switched their support from Lula to Bolsonaro or vice versa, it is important to note that of those 14 million votes that were redistributed, Lula managed to secure 10.37 million more votes than he received in the first round, while Bolsonaro managed to gain just under 4 million votes. This was enough for Lula not only to close the gap against his opponent but also to surpass him by a comfortable margin.

What happened in Brazil?

Faced with this surprising turn of events, hundreds of analysts in Latin America and around the world have rushed to present countless charts, hypotheses, and analyses in an effort to fully understand the reasons behind this victory. And the reasons have to do not only with the clearly impressive comeback by Lula’s Workers’ Party and its allies, but also with the fact that he appears to have put a halt to a seemingly unstoppable string of victories by the far right in Latin America.

Given this, the question seems clear: How did Lula manage to convince such a staggering number of people to vote for him in the runoff who had not done so in the first round? In response, technical reasons have been put forward (such as campaign strategy, the use of social media, and mass mobilization), as well as political ones (fear of a far-right government, social-class alliances, the formation of a broad-based coalition, etc.).

Among the technical reasons, Lula’s tremendous effort to turn the runoff campaign into a genuine, nearly constant mass mobilization (in both large cities and small towns) has been highlighted. The former union leader once again demonstrated his great charisma and ability to rally people before thousands of PT activists and members of other allied parties who fought day and night without stopping to overturn the result.

Added to this is the PT’s digital strategy; the party had repeatedly accused major social media platforms of boycotting the presidential campaign by hindering or reducing the visibility of Lula’s ads – but not those of Bolsonaro. In response, André Janones proposed a change in strategy.

Lula’s WhatsApp channel grew from 3.7 million subscribers to more than 10 million in the span of 12 days. Through this channel, users were instructed to post certain messages, search for information online, comment on specific posts, and so on. In other words, to circumvent an algorithmic system that, they claimed, was deliberately sabotaging Lula’s campaign.

The result was astonishing: despite the alleged media blockade on social media, the platforms were flooded with messages, images, and videos (many generated by AI) featuring Lula and attacking Bolsonaro’s candidacy, which undoubtedly had a major impact on the political communication strategy of the PT’s campaign, led by re-elected Governor Rafael Fonteles. For example, online interactions about Lula increased from 41% to 65% during the runoff election.

But Lula also took the risk of bringing about tangible changes in people’s lives, and he sent what may have been his final message during the runoff election, when his party and allies succeeded in passing legislation to end the six-day workweek. The move was celebrated by the country’s workers and clearly gave Lula’s campaign a pro-worker tone. That is why he gained so many millions of votes in the second round of the election in the working-class suburbs of major cities.

Read more: Brazil’s Congress ends 6×1 work schedule

And yet, there remains a certain suspicion that if this set of measures had been applied in any other similar situation, something would have been missing to set it in motion and give deeper meaning to the purely political campaign – with its communication, marketing, and other tactical decisions. And that something is Lula.

At times it seems that only someone with his political stature, his charisma, and the historic place he has already carved out in the history books could have won an election in Latin America against the far right, which enjoys the support of the most influential imperial powers of our time and an international oligarchy.

The “warrior of the Brazilian people

Lula achieved this, as already mentioned, thanks to a series of changes in his campaign strategy and concrete improvements in people’s lives. But it must be said without fear of contradiction: he did so by blending two dimensions that might seem contradictory, yet which a figure like him could bring together.

The first is that, as some of his campaign strategists recount, he began to speak extensively about Brazil’s future despite having already served as president three times. In this way, he moved away from nostalgia for the past and began to speak of hope for the future.

And second, Lula insisted throughout the campaign that this future was threatened by the Bolsonaros, whom he constantly linked to a submissive attitude toward US interests. In this way, Lula also employed a discourse of fear and danger, personifying it in Bolsonaro, who, as is well known, had reportedly left Brazil for the United States.

But Lula did not do so in a pitiful or apocalyptic way; rather, he presented himself as the only one capable of halting that advance. And more than just capable, as the only one who, without a doubt, would do so. In other words, Lula established himself, at the age of 80, as a “warrior of the Brazilian people,” just as his supporters chanted in the streets.

Then, in the debates (which undoubtedly had a huge impact on the runoff election) it seems Lula had had enough of the far right always appearing to be on the offensive, while the left and progressives always seemed to be waiting for the next blow. Lula put on his boxing gloves and began playing the game the far right had set for him … and won by knockout.

And for that very reason, Lula, his followers, and many of those who supported him (not necessarily because they believe in his agenda, but because they feared a new far-right government, as the numbers show) must realize that, with a hostile legislature and an opposition united around a single family, Lula’s fourth term will likely be the most difficult of his life.

Lula will have to seek ways to overcome the clear obstacles that the right and the far right will place in his path in order to achieve what he called “the best government in Brazil’s history.” For now, he has managed to prevent another Bolsonaro from reaching the presidency, but that does not mean the remainder of his term will be a “Brazilian pax.” 

In this regard, there is a Japanese proverb that Lula should keep in mind: “When you’ve won a battle, tighten your helmet.”

Reeleição de Lula ultrapassa fronteiras e mobiliza o “L” em países europeus

28 October 2026 at 20:11

Ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no último domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou um paradigma: tornou-se o primeiro candidato ao Planalto a terminar o primeiro turno da eleição atrás de seu adversário e, ainda assim, superá-lo na segunda rodada do pleito.

Lula garantiu um inédito quarto mandato como presidente ao receber 64.256.232 de votos (51,79% dos válidos). Ao mesmo tempo, seu oponente obteve 59.826.041 (48,21% dos válidos). Na primeira etapa da eleição, no entanto, Flávio havia conquistado 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.

Para especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o triunfo de Lula é resultado de uma mobilização civil há muito tempo não vista no campo progressista no país.

De acordo com o cientista político Rafael Cortez, em alguma medida, “a esquerda, quando encontrou a melhor maneira de se organizar, ou lidar com redes sociais e o potencial de mobilização que tem, conseguiu se mobilizar e ir para as ruas depois de um longo período em que as ruas pareciam não ser mais domínio progressista no Brasil“.

A jornalistas, o próprio presidente Lula afirmou que, no segundo turno, “a população assumiu a responsabilidade de dizer que a eleição é uma coisa de quem se preocupa com o país“. Segundo aliados do petista, ele mesmo teria se surpreendido com as mobilizações “orgânicas” que ocorreram nas últimas semanas de campanha.

A reeleição do petista vai na contramão do que acontece na América do Sul, que elegeu nomes da direita como Javier Milei, na Argentina, Santiago Peña, no Paraguai, e Rodrigo Paz, na Bolívia. Ainda segundo Cortez, por essas razões, a vitória de Lula “ultrapassa as fronteiras internacionais“.

“Isso tem a ver com esse problema em comum que as democracias contemporâneas e o setor progressista, em particular, estão enfrentando, e além do fato da vitória do Lula representar uma resistência ao trumpismo, sobretudo pensando no contexto da América do Sul e América Latina“, explica.

O cientista político Mauricio Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, corrobora a ideia no que diz respeito ao impacto internacional da eleição brasileira: “Diante de uma crise global da democracia, o Brasil foi um dos poucos países em que a extrema-direita foi derrotada nas urnas”.

“Neste ano, isso só aconteceu na Hungria e na Sérvia, mas que não têm a mesma expressão política e econômica do Brasil, que é uma das dez maiores economias do mundo“, emendou.

A partir das proporções que tomaram os atos públicos e manifestações realizadas no Brasil em prol de Lula e do ineditismo da virada, líderes políticos internacionais passaram a adotar o sinal do “L”, feito com as mãos e utilizado por manifestantes e eleitores para demonstrar apoio ao candidato petista.

A catalã Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e ativista social, compartilhou nas redes sociais, pouco depois do resultado do segundo turno, um vídeo em que pede para que apoiadores “façam o L”.

Em ato na cidade espanhola, ela declarou: “Vamos levantar o braço com o L de Lula, pela esperança, Palestina livre, por Lula no Brasil, pela esperança e pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras!”.

Na avaliação do professor de Relações Internacionais da ESPM Gunther Rudtiz, “o gesto de ‘fazer o L’ ultrapassou seu significado original de apoio a Lula e começou a funcionar como um símbolo de identificação política internacional. Entretanto, mais importante que o símbolo, é a experiência de mobilização eleitoral brasileira”.

“A campanha mostrou a capacidade de combinar mobilização da sociedade civil, manifestações de rua e utilização intensiva das redes sociais para ampliar o engajamento político. Essa combinação despertou interesse de movimentos europeus que enfrentam desafios eleitorais semelhantes, especialmente na Espanha e na França“, completou.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, usou as redes sociais para exaltar a vitória de Lula: “Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar!”, escreveu.

¡Gran victoria de @LulaOficial! Lo que ha pasado en Brasil, pasará en España. La remontada del progresismo global acaba de comenzar.

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 26, 2026

O presidente francês, Emmanuel Macron, seguiu os passos do colega espanhol: “A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo“, registrou.

Toutes mes félicitations @LulaOficial pour ta réélection. La France et le Brésil ont beaucoup à construire ensemble. Face aux grands défis de notre temps, renforçons notre partenariat stratégique et faisons vivre l’amitié entre nos deux pays au service d’un monde plus juste.

— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 26, 2026

Gunther ressalta também a dimensão do papel do Brasil no contexto global: “Estamos falando de uma das maiores democracias do mundo, e o resultado de uma eleição presidencial brasileira tem repercussões que ultrapassam a América Latina. A vitória de Lula ganha ainda mais significado por ocorrer em um contexto internacional de crescente polarização política“.

No entanto, ele ressalta que “cada país tem suas próprias condições políticas, econômicas e sociais”.

“O que o resultado brasileiro oferece, neste momento, é uma referência política e uma experiência de mobilização que outros movimentos podem tentar adaptar às suas realidades“, concluiu.

 

❌