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Município de Silves promove sessões públicas de participação no Orçamento Municipal para 2027

29 October 2026 at 20:02

O Município de Silves vai promover, entre os dias 2 e 10 de novembro, um conjunto de sessões públicas de participação no âmbito da preparação do Orçamento Municipal para 2027, com o objetivo de ouvir a população e recolher contributos sobre os investimentos considerados prioritários para o concelho.

As sessões irão decorrer nas diferentes freguesias do concelho, proporcionando aos munícipes a oportunidade de partilharem as suas opiniões, identificarem necessidades e apresentarem propostas que contribuam para o desenvolvimento das suas comunidades.

Os contributos recolhidos serão posteriormente analisados pelo Executivo Municipal, tendo em consideração critérios de natureza técnica, financeira e estratégica, que irão fundamentar a avaliação das propostas apresentadas.

Calendarização das sessões

2 de novembro (segunda-feira)

  • 19h00 – Freguesia de Tunes | Edifício da Junta de Freguesia de Tunes
  • 21h00 – Freguesia do Algoz | Edifício da Junta de Freguesia do Algoz

4 de novembro (quarta-feira)

  • 19h00 – Freguesia de Alcantarilha | Edifício da Junta de Freguesia de Alcantarilha
  • 21h00 – Freguesia de Pêra | Edifício da Junta de Freguesia de Pêra

5 de novembro (quinta-feira)

  • 19h00 – Freguesia de São Marcos da Serra | Edifício do Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra
  • 21h00 – Freguesia de São Bartolomeu de Messines | Edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines

9 de novembro (segunda-feira)

  • 19h00 – Freguesia de Armação de Pêra | Edifício da Junta de Freguesia de Armação de Pêra

10 de novembro (terça-feira)

  • 19h00 – Freguesia de Silves | Edifício da Junta de Freguesia de Silves

Crianças de Albufeira aprendem a proteger a natureza com ‘bombas de sementes’

29 October 2026 at 19:42

Com as mãos na terra, 222 crianças das escolas de Caliços, Guia e Sesmarias, descobriram como uma pequena semente pode ajudar a cuidar da natureza. Entre 12 e 29 de outubro, passaram pelas Hortas Comunitárias de Alpouvar, onde conheceram o que ali se cultiva, aprenderam a importância dos polinizadores e prepararam as suas próprias ‘bombas de sementes’, numa atividade promovida pela Câmara Municipal de Albufeira.

Recolher sementes, reconhecer legumes e ervas aromáticas e perceber porque são tão importantes os polinizadores. Estas foram algumas das descobertas que levaram 222 crianças às Hortas Comunitárias de Alpouvar.

A atividade decorreu ao longo de 10 sessões onde os alunos do 1.º ciclo conhecerem os espaços de cultivo e exploraram a relação entre as plantas, os insetos e os alimentos que chegam à mesa. A visita permitiu explicar o papel dos polinizadores na reprodução das plantas e na produção de alimentos, bem como dar a conhecer práticas da agricultura biológica.

Depois, foi o tempo de pôr as mãos na terra. Com sementes, composto e argila, as crianças prepararam pequenas bolas de terra, conhecidas como “bombas de sementes”, que podem favorecer a germinação quando encontram humidade e condições adequadas.

As sementes foram recolhidas pelos próprios alunos nos terrenos envolventes. Este contacto permitiu também aprender a distinguir plantas autóctones de espécies invasores e compreender por que motivo as sementes destas últimas não devem ser utilizadas na atividade.

A ideia foi ajudar as crianças a conhecer melhor a natureza que têm por perto e a perceber como podem cuidar dela. Nas hortas, puderam aprender com o que viram e fizeram, desde reconhecer uma planta até saber que sementes recolher.

A vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, esteve presente na atividade e salientou a importância de aprender em contacto com a natureza. “Queremos que as crianças tenham oportunidades de sair da sala de aula, mexer na terra e perceber de onde vêm os alimentos. Conhecer as plantas e os animais que existem à nossa volta ajuda-nos a compreender por que razão precisamos de os proteger”, destacou.

A atividade integrou a programação da Câmara Municipal de Albufeira para o Algarvensis Geoparque Mundial da UNESCO e associou a educação ambiental à valorização do património natural do concelho. A proteção da flora autóctone, a recuperação da vegetação e a capacidade dos ecossistemas para enfrentar as alterações climáticas estiveram entre os temas abordados.

Alcoutim recebe 9.ªs Jornadas da Rede de Museus do Algarve

29 October 2026 at 19:21

‘ARQUEOLOGIA PARA TODOS: MEDIAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO PATRIMÓNIO’ é o tema central das 9.as Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), que terão lugar este ano em Alcoutim, no Espaço Guadiana, no próximo dia 20 de novembro, pelas 9h30, organizadas pela RMA e pelo Município de Alcoutim, cujos objetivos essenciais da Arqueologia, passam por produzir conhecimento sobre a ocupação humana, num qualquer território ao longo do tempo.

Mas como se transformam os dados científicos em mensagens entendíveis, que despertem o interesse e promovam uma verdadeira aproximação ao Património Arqueológico? Que ferramentas, linguagens e narrativas permitem traduzir esta ciência para o grande público? Como conceber os espaços museológicos, sítios arqueológicos visitáveis e estratégias de comunicação, de forma acessível, inclusiva e rigorosa?

Estas são algumas das questões com que profissionais e museus se debatem na comunicação do património arqueológico.

No cerne desta reflexão, encontram-se as estratégias de mediação que tornem o Património Arqueológico mais acessível, impulsionando o diálogo com as comunidades num relacionamento de proximidade com a sua evolução histórica, entre passado e presente, promovendo o sentido de pertença identitária e de valorização da sua herança coletiva.

As 9.as JORNADAS da RMA, serão assim um espaço aberto a todos para explorar, debater, refletir e partilhar experiências em torno dos desafios, metodologias e boas práticas de comunicação da arqueologia, reunindo um conjunto de especialistas e técnicos de diversas instituições, conforme programa abaixo.

As inscrições para a assistência nas Jornadas decorrem até 13 de novembro (sujeitas aos lugares disponíveis). A participação é gratuita e encontra-se sujeita ao preenchimento de ficha de inscrição, disponível clicando aqui.

Para mais informações os interessados poderão contactar a Unidade de Cultura, Património Cultural e Turismo, da Câmara Municipal de Alcoutim, através do telefone 281 540 545/281 540 555, ou a organização das Jornadas através do e-mail RMA – Museus do Algarve: rede.museusdoalgarve@gmail.com .

Alcoutim recebe 9.as Jornadas da Rede de Museus do Algarve

29 October 2026 at 20:53

“ARQUEOLOGIA PARA TODOS: MEDIAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO PATRIMÓNIO” é o tema central das 9.as Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), que terão lugar este ano em Alcoutim, no Espaço Guadiana, no próximo dia 20 de novembro, pelas 9h30, organizadas pela RMA e pelo Município de Alcoutim. Um dos objetivos essenciais da Arqueologia, passa […]

Susto em Portimão: fumo em prédio mobiliza bombeiros

29 October 2026 at 19:22

Fumo vindo de um apartamento situado no 7º andar de um prédio assustou quem vive ou passava perto da Rua de Angola, em Portimão.

O conteúdo Susto em Portimão: fumo em prédio mobiliza bombeiros aparece primeiro em Algarve Marafado.

Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário distingue a Fundação Irene Rolo em Tavira

29 October 2026 at 18:54

A Fundação Irene Rolo, de Tavira, foi uma das 24 instituições distinguidas na 11.ª edição dos prémios BPI Fundação ”la Caixa” Solidário 2026, que vão distribuir um total de 1.124.150 euros por projetos de inclusão social em Portugal. A iniciativa pretende apoiar 1.839 pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo melhores condições de vida e igualdade de oportunidades.

Os vencedores foram anunciados esta quinta-feira, 29 de outubro, numa cerimónia realizada na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Entre as instituições selecionadas encontra-se a Fundação Irene Rolo, a única entidade do distrito de Faro identificada na lista de premiados.

A nível nacional, os 24 projetos selecionados vão receber, em média, cerca de 46.840 euros cada, embora os montantes individuais possam variar.

Fundação Irene Rolo entre as 24 instituições premiadas

A distinção atribuída à Fundação Irene Rolo integra um programa de financiamento dirigido a instituições sociais que desenvolvem respostas para pessoas em situação de especial vulnerabilidade.

A edição de 2026 recebeu 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. Destas, foram selecionadas 24 propostas, distribuídas por diferentes regiões do país, incluindo o Algarve.

Os projetos apoiados abrangem áreas como a integração profissional, o combate à exclusão social, a promoção da autonomia pessoal e financeira e o acompanhamento de pessoas em situações de maior fragilidade económica e social.

Entre os destinatários das iniciativas encontram-se desempregados de longa duração, migrantes, refugiados, pessoas em situação de sem-abrigo, reclusos e ex-reclusos, jovens em acolhimento residencial e pessoas com problemas de saúde mental.

Projetos promovem emprego, autonomia e reinserção social

Na área da empregabilidade, os projetos distinguidos incluem iniciativas destinadas a apoiar mulheres migrantes e refugiadas, através de formação e atividades de cozinha intercultural, procurando facilitar a integração no mercado de trabalho e a criação de fontes de rendimento.

Outras propostas apostam na formação de mulheres em situação de vulnerabilidade para desenvolverem atividades empreendedoras na restauração e na promoção da autonomia financeira através da criação de pequenos negócios apoiados por uma cooperativa.

A reinserção social constitui outra das áreas contempladas, com programas destinados a preparar pessoas reclusas para o regresso à comunidade e a reforçar os laços familiares entre pais em situação de reclusão e os seus filhos.

Entre as iniciativas selecionadas encontra-se também uma resposta de alojamento temporário, acompanhada de apoio especializado, dirigida a pessoas em situação de sem-abrigo.

No domínio da saúde e do bem-estar, os projetos incluem medidas para facilitar o acesso de migrantes aos cuidados do Serviço Nacional de Saúde, promover a saúde materna junto de mulheres migrantes sul-asiáticas e criar uma estrutura residencial de reabilitação para pessoas com doença mental grave.

A agricultura urbana, a expressão artística e a dança surgem igualmente entre os instrumentos utilizados por algumas das instituições premiadas para promover a aquisição de competências e a inclusão social.

Prémio Solidário já apoiou mais de 46 mil pessoas desde 2016

Criado em 2016, o Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário já distinguiu 256 projetos de instituições sociais, num investimento acumulado de 9,7 milhões de euros.

Ao longo das 11 edições, os projetos apoiados beneficiaram 46.867 pessoas em situação de vulnerabilidade, através de iniciativas destinadas a melhorar as condições de vida e promover a igualdade de oportunidades.

Os Prémios BPI Fundação ”la Caixa” de 2026, que incluem as categorias Infância, Solidário, Seniores e Capacitar, dispõem de uma dotação global de cinco milhões de euros para apoiar projetos desenvolvidos por instituições privadas sem fins lucrativos.

A seleção das candidaturas decorre em três fases. A primeira consiste numa avaliação técnica dos projetos, seguindo-se uma análise complementar realizada por mais de duas dezenas de avaliadores voluntários do BPI, que reúnem com as instituições que passam à segunda fase.

A decisão final cabe a um júri presidido pelo sociólogo António Barreto, do qual fazem também parte António Seruca Salgado, Carlos Farinha Rodrigues, José Pena do Amaral, Marc Simón e Rafael Chueca.

Desde 2010, considerando as 51 edições concluídas das diferentes categorias dos prémios, foram atribuídos cerca de 45 milhões de euros a 1.344 projetos, que contribuíram para melhorar a qualidade de vida de mais de 282 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Fundação ”la Caixa”, que iniciou a sua atividade em Portugal em 2018, na sequência da integração do BPI no grupo CaixaBank, destina em 2026 um total de 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.

Conheça as 24 instituições distinguidas na edição de 2026 do Prémio Solidário.

Leia também: Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

Fortaleza de Sagres promove visita para assinalar os 271 anos do Terramoto de 1755

29 October 2026 at 19:01

A Fortaleza de Sagres foi um dos espaços fortemente afetados pelo Terramoto de 1755, responsável por um elevado grau de destruição na antiga vila localizada no seu interior. e também nas demais fortificações existentes em redor, desde o cabo de São Vicente a Lagos, conforme documentam os relatos da época.

Em resultado do cataclismo, foi desenvolvido o processo de construção da fortaleza abaluartada hoje existente, representada na cartografia produzida por Sande de Vasconcelos no último quartel do século XVIII. Sobre este assunto, venha descobrir mais pormenores.

Com esta visita, a Fortaleza de Sagres, integrada na Museus e Monumentos de Portugal, associa-se à terceira edição do Movimento ‘Recordar 1755’, que desenvolve um conjunto de iniciativas por todo o país alusivo ao Terramoto de 1755, lembrando a catástrofe e sensibilizando para a necessidade de prevenção.

A participação na visita é gratuita, sendo necessária inscrição através do e-mail: geral@fortalezadesagres.pt .

Associação de Basquetebol do Algarve divulga agenda de jogos até 4 de novembro

29 October 2026 at 18:43

A Associação de Basquetebol do Algarve (ABA), em nota enviada à nossa redação, divulga a agenda de jogos regionais e nacionais, que vão decorrer entre os dias 29 outubro e 4 de novembro de 2026.

A ABA salienta que os jogos regionais assinalados com fundo de cor verde têm Juízes nomeados pelo CAD Algarve.

Silves convida população a participar na elaboração do Orçamento Municipal para 2027

29 October 2026 at 18:24

A Câmara Municipal de Silves vai promover, entre 2 e 10 de novembro, oito sessões públicas de participação nas diferentes freguesias do concelho, com o objetivo de envolver a população na preparação do Orçamento Municipal para 2027. Os encontros permitirão aos munícipes apresentar propostas, identificar necessidades e indicar os investimentos que consideram prioritários para as suas comunidades.

A iniciativa pretende dar aos habitantes a oportunidade de participar na definição das prioridades municipais, através da apresentação de sugestões relacionadas com o desenvolvimento das freguesias e do concelho.

Os contributos recolhidos durante as sessões serão posteriormente analisados pelo executivo municipal, tendo em conta critérios técnicos, financeiros e estratégicos, que servirão de base à avaliação das propostas apresentadas.

Sessões públicas percorrem as oito freguesias do concelho

O calendário arranca na segunda-feira, 2 de novembro, com duas sessões. A primeira realiza-se às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Tunes, seguindo-se, às 21:00, um encontro no edifício da Junta de Freguesia do Algoz.

Na quarta-feira, 4 de novembro, a iniciativa prossegue em Alcantarilha, às 19:00, no edifício da respetiva Junta de Freguesia. Nesse mesmo dia, às 21:00, será a vez da população de Pêra participar, numa sessão marcada para o edifício da Junta de Freguesia local.

O programa continua na quinta-feira, 5 de novembro, com um encontro às 19:00, no Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra. Às 21:00, realiza-se outra sessão no edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines.

Na segunda-feira, 9 de novembro, a população de Armação de Pêra poderá apresentar os seus contributos, a partir das 19:00, no edifício da Junta de Freguesia.

O ciclo de encontros termina na terça-feira, 10 de novembro, às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Silves.

Propostas dos cidadãos serão avaliadas pelo executivo municipal

Através desta iniciativa, o Município de Silves pretende recolher opiniões e sugestões diretamente junto das populações, procurando identificar as necessidades consideradas mais relevantes em cada freguesia.

As sessões permitem aos cidadãos apresentar propostas de investimento e transmitir preocupações relacionadas com o desenvolvimento das respetivas comunidades.

Depois de concluída a fase de participação pública, os contributos serão analisados pelo executivo camarário, que terá em consideração a viabilidade técnica e financeira das propostas, bem como o seu enquadramento nas prioridades estratégicas do município.

A autarquia pretende, deste modo, integrar a participação dos munícipes no processo de preparação do Orçamento Municipal para 2027, proporcionando momentos de diálogo e auscultação das populações nas oito freguesias do concelho.

Leia também: Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

O Algarve não pode continuar a viver apenas do turismo | Por Bruno Castelão Santos

29 October 2026 at 18:10

Quando pensamos no Algarve, pensamos quase automaticamente em praias, hotéis, restaurantes e turismo. Não podemos ignorar a importância deste setor para a economia regional, mas devemos questionar se é sustentável continuar a depender tão fortemente dele, bem como do comércio e dos serviços.

Na minha perspetiva, o Algarve precisa de ambicionar mais. Precisa de se afirmar também como uma região de produção, inovação, conhecimento e indústria.

De que serve gerar riqueza se tantos trabalhadores continuam a enfrentar salários baixos, contratos temporários e dificuldades em construir um projeto de vida na região onde trabalham?

Uma economia que precisa de alternativas

O turismo cria emprego e dinamiza a economia, mas a sazonalidade condiciona muitas oportunidades profissionais. Os baixos salários em parte da hotelaria e da restauração, associados à instabilidade laboral, tornam ainda mais urgente a diversificação económica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados pelo Turismo de Portugal, a remuneração bruta média mensal por posto de trabalho nas atividades de alojamento e restauração foi de 1.145 euros em 2025, face a 1.686 euros na economia nacional. Estes valores são nacionais, não exclusivamente algarvios, mas evidenciam uma diferença salarial que merece reflexão.

Não se trata de desvalorizar quem trabalha no turismo, muito pelo contrário. Trata-se de defender que os algarvios devem ter acesso a mais oportunidades profissionais, melhores condições de trabalho e carreiras que não dependam exclusivamente dos meses de maior procura turística.

A estratégia regional Algarve 2030, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), reconhece a importância da inovação e da diversificação da base económica. O desafio é transformar essa orientação em resultados concretos para a população.

Recuperar a indústria e valorizar os nossos recursos

O Algarve tem recursos naturais, conhecimento científico e uma história industrial que podem servir de ponto de partida para um novo modelo de desenvolvimento.

A indústria conserveira é um exemplo evidente. Olhão e outras localidades algarvias têm uma forte ligação histórica à transformação do pescado, uma atividade que marcou gerações e contribuiu para a identidade económica da região.

Defendo que devemos estudar formas de reimpulsionar este setor, apostando na modernização tecnológica, na qualidade, na inovação dos produtos e na valorização da produção nacional. Não se trata de regressar ao passado, mas de recuperar competências e criar novas oportunidades de emprego e exportação.

Também o aproveitamento sustentável das algas merece maior atenção. A biotecnologia marinha pode abrir oportunidades nas áreas da cosmética, dos ingredientes alimentares, da agricultura e de outras aplicações industriais. A investigação desenvolvida na Universidade do Algarve pode contribuir para aproximar a ciência das empresas e transformar conhecimento em produtos com valor acrescentado.

Naturalmente, qualquer exploração deverá respeitar os ecossistemas marinhos e assentar em estudos de viabilidade económica e ambiental.

A transformação agroalimentar, a valorização da alfarroba, da amêndoa e dos citrinos, as energias renováveis, a reciclagem industrial e as tecnologias de gestão da água são outras áreas que merecem investimento.

Não precisamos de transformar o Algarve num território industrial indiferenciado. Precisamos de desenvolver uma indústria moderna, sustentável e adaptada às características da região.

Uma responsabilidade política

Esta transformação exige uma estratégia articulada entre o Governo, a CCDR Algarve, a AMAL, os municípios, a Universidade do Algarve e o tecido empresarial.

Os municípios não podem limitar-se à promoção turística. Devem identificar oportunidades de investimento, preparar áreas empresariais adequadas e criar condições para a instalação de empresas inovadoras, respeitando o ordenamento do território e os limites ambientais.

É igualmente importante aproveitar os instrumentos de financiamento do Algarve 2030 para apoiar projetos produtivos, fomentar a investigação e aproximar as empresas das instituições de ensino e formação profissional.

O investimento público deve ser avaliado pelos resultados: empregos qualificados criados, salários praticados, empresas desenvolvidas, exportações e riqueza que permanece na região.

Esta estratégia deve ainda chegar ao interior algarvio, promovendo atividades económicas capazes de fixar população e reduzir as desigualdades territoriais.

Não defendo crescimento a qualquer preço. A escassez de água, as alterações climáticas e a proteção dos ecossistemas exigem uma indústria eficiente na utilização dos recursos e ambientalmente responsável.

Que Algarve queremos construir?

Quero um Algarve onde um jovem possa encontrar oportunidades numa empresa tecnológica, numa unidade agroalimentar ou numa indústria ligada ao mar, sem sentir que precisa de sair da região para construir uma carreira.

Quero uma economia que continue a receber visitantes, mas que também produza, transforme, investigue e exporte. Uma economia capaz de gerar riqueza durante todo o ano e de oferecer aos trabalhadores mais estabilidade, melhores perspetivas profissionais e condições de vida dignas.

O sucesso do Algarve não deve ser medido apenas pelo número de turistas ou pelas receitas da época alta. Deve também ser avaliado pela qualidade do emprego, pelos salários e pelas oportunidades que oferece a quem aqui vive.

A diversificação económica não é um luxo: é uma escolha política sobre o futuro da região.

O Algarve não pode continuar a depender excessivamente do turismo enquanto deixa por explorar oportunidades de produção, inovação e valorização dos seus recursos.

É tempo de passar das intenções à ação e de construir um Algarve que seja também uma região industrial, tecnológica e produtiva.

Porque o Algarve não pode viver apenas dos visitantes que chegam. Tem de garantir futuro a quem é de cá e dar oportunidades a quem por cá fica.

Leia também: O Algarve não pode ser um lugar onde se trabalha, mas não se consegue viver | Por Bruno Castelão Santos

Em Quarteira há um hotel junto ao mar onde se pode dormir por 74 euros em novembro

29 October 2026 at 17:50

Dormir num hotel junto à praia, com piscina exterior e pequeno-almoço incluído, pode custar apenas 74 euros por noite para duas pessoas durante o mês de novembro. A oferta está disponível no Dom José Beach Hotel, em Quarteira, que foi renovado recentemente e apresenta uma campanha especial de inverno com descontos sobre os preços habituais.

De acordo com uma simulação realizada no site oficial do estabelecimento, uma estadia de 18 para 19 de novembro, para dois adultos num quarto, apresenta um preço total de 74 euros, já com um desconto de 25%. O valor inclui alojamento e pequeno-almoço, mas não contempla a taxa turística.

Simulação de reserva para o Dom José Beach Hotel, em Quarteira

Hotel fica na primeira linha de praia de Quarteira

Uma das principais características desta unidade é a localização, junto ao passeio marítimo de Quarteira, com vista para o oceano Atlântico. A proximidade da praia permite realizar caminhadas pela marginal e conhecer os restaurantes e estabelecimentos comerciais existentes naquela zona, mesmo durante os meses de menor procura turística.

Segundo o site oficial do Dom José Beach Hotel, o estabelecimento foi totalmente renovado no início de 2024 e dispõe atualmente de 154 quartos, distribuídos pelas categorias duplo e superior. A decoração foi concebida com tons inspirados no oceano, privilegiando ambientes contemporâneos.

Desconto de 25% reduz preço de 98 para 74 euros

A simulação efetuada para a noite de 18 para 19 de novembro apresenta uma campanha denominada “Oferta Especial Inverno”. Na modalidade de alojamento e pequeno-almoço, o preço originalmente apresentado era de 98 euros, mas a aplicação do desconto de 25% reduz o valor para 74 euros, para dois adultos.

Existem ainda outras possibilidades de reserva. Na modalidade de meia pensão, a mesma noite apresenta um preço de 104 euros, em vez dos habituais 139 euros. Já para quem prefere uma tarifa flexível com pagamento diretamente no hotel, o alojamento com pequeno-almoço custa 82 euros, enquanto a meia pensão está disponível por 115 euros. Em todas estas opções, a taxa turística é cobrada à parte.

Dom José Beach Hotel, em Quarteira.
Dom José Beach Hotel, em Quarteira. Crédito: DR

Piscina exterior permite aproveitar a vista para o Atlântico

Entre as comodidades disponíveis encontra-se uma piscina exterior com vista panorâmica sobre o mar. O hotel dispõe também de uma zona destinada ao descanso, serviços de massagens e um ginásio, permitindo aos hóspedes combinar os momentos de lazer com atividades físicas durante a estadia.

Existem ainda bicicletas disponíveis para explorar Quarteira e as zonas envolventes, bem como diferentes serviços de apoio aos hóspedes. Nas proximidades encontra-se a Marina de Vilamoura, que constitui outra possibilidade de passeio para quem pretende conhecer a região sem realizar grandes deslocações.

Restaurante e bares também têm vista para o mar

O Dom José Beach Hotel dispõe de um restaurante com serviço de buffet, onde são apresentadas propostas gastronómicas de inspiração mediterrânica. O pequeno-almoço também é servido neste espaço, numa área com vista para a praia e para o oceano, uma das características mais destacadas na apresentação oficial do estabelecimento.

A oferta inclui ainda um bar principal e um bar junto à piscina, onde são disponibilizados snacks e bebidas. Os hóspedes podem também utilizar a esplanada com vista para o Atlântico. No entanto, importa verificar quais os serviços incluídos em cada modalidade de reserva, uma vez que a opção mais económica identificada na simulação contempla alojamento e pequeno-almoço, mas não inclui outras refeições.

Quarto do Dom José Beach Hotel, em Quarteira.
Quarto do Dom José Beach Hotel, em Quarteira. Crédito: DR

Hotel já foi distinguido seis vezes com um prémio nacional

A unidade conta com várias décadas de atividade no turismo algarvio e foi distinguida por seis vezes com o prémio de Melhor Hotel de Três Estrelas nos Publituris Portugal Travel Awards. A sexta distinção foi atribuída em 2019, antes da renovação realizada no início de 2024.

O Dom José Beach Hotel encontra-se na Avenida Infante de Sagres, número 143, em Quarteira. As reservas podem ser efetuadas através do site oficial do estabelecimento, onde estão disponíveis os diferentes tipos de quartos, regimes de alojamento e condições de pagamento. Os preços apresentados para novembro correspondem à simulação realizada e podem sofrer alterações conforme a disponibilidade.

Leia também: W Algarve conquista sete prémios internacionais nas áreas da hotelaria, gastronomia e bem-estar

Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

29 October 2026 at 17:34

A artista têxtil portuguesa Vanessa Barragão criou uma obra exclusiva para integrar uma rifa solidária da edição de 2026 da Prometo Viver, que se realiza a 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro. A iniciativa pretende angariar fundos para apoiar o trabalho humanitário da UNICEF junto das crianças em Gaza, através da atribuição de uma peça original produzida no atelier da artista, em Albufeira.

Sob o mote “Pelo direito de ser criança”, a edição deste ano procura sensibilizar a comunidade para a importância de assegurar às crianças condições de proteção, segurança e afeto, bem como a liberdade de viverem plenamente a infância.

A participação na rifa está aberta ao público, através de uma plataforma digital, permitindo que os interessados contribuam para a causa e concorram à atribuição da obra.

Coração têxtil inspirado no oceano simboliza proteção e amor

Conhecida pelas suas criações inspiradas na natureza e nos ecossistemas marinhos, Vanessa Barragão aceitou o convite para desenvolver uma peça especialmente concebida para a iniciativa.

A obra consiste num coração têxtil, inteiramente produzido à mão no atelier da artista, em Albufeira, recorrendo a técnicas artesanais e materiais reciclados que caracterizam o seu trabalho.

Inspirada nas formas orgânicas do oceano, a criação procura representar valores como o cuidado, a proteção e o amor, associados ao direito de todas as crianças a uma infância segura.

Vanessa Barragão explicou que o convite assumiu um significado particular, levando-a a criar uma peça que alia a sua linguagem artística a uma causa humanitária.

“Há projetos que nos tocam de uma forma muito especial, e este foi certamente um deles. Quando recebi o convite para criar uma peça para esta iniciativa, soube imediatamente que queria fazer parte. Criei este coração inspirado na natureza e no oceano, como tantas outras obras minhas, mas desta vez com um propósito ainda maior. Para mim, representa o cuidado, a proteção e o amor que todas as crianças merecem. Porque todas as crianças deveriam ter a liberdade de simplesmente ser crianças”, afirmou a artista.

Rifa digital apoia trabalho humanitário da UNICEF em Gaza

A obra será atribuída através de uma rifa solidária digital, cuja participação está aberta a todos os interessados.

A aquisição de rifas permite contribuir para a angariação de fundos destinados a apoiar a intervenção humanitária da UNICEF junto das crianças em Gaza, oferecendo simultaneamente a possibilidade de receber uma peça única de Vanessa Barragão.

A iniciativa decorre através da plataforma GoTombola, estando as rifas disponíveis para aquisição online.

O vencedor será anunciado durante a transmissão em direto da gala Prometo Viver, marcada para 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro.

A edição de 2026 pretende, assim, associar a criação artística à sensibilização para os direitos das crianças, mobilizando a comunidade em torno de uma causa humanitária.

As rifas solidárias estão disponíveis aqui.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

Idealista | No Algarve, 1 em cada 4 casas de mais de 1 milhão vende-se em menos de um mês

29 October 2026 at 17:17

Faro é o distrito do país onde mais casas de luxo se vendem em menos de uma semana: 16% do stock premium local no terceiro trimestre de 2026, revelam os dados do idealista. Alargando o prazo a um mês, cerca de uma em cada quatro casas anunciadas por mais de um milhão de euros em […]

Game season brings wild autumn flavours to Vila Vita Biergarten

29 October 2026 at 17:12
Game season brings wild autumn flavours to Vila Vita Biergarten

Autumn has arrived at Vila Vita Biergarten in Porches, where a new Game Season menu is serving up venison, wild boar, partridge and plenty of hearty Central European comfort food.

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NERA levou empresárias algarvias ao 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia

29 October 2026 at 18:22

Iniciativa reuniu empresárias do Algarve, Alentejo e Andaluzia para promover o empreendedorismo feminino e a cooperação transfronteiriça.

O NERA – Associação Empresarial do Algarve, sedeada em Loulé, enquanto parceiro do projeto INTREPIDA pro, promoveu a participação de empresárias algarvias no 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EURO AAA), realizado nos dias 27 e 28 de outubro, em Sevilha, Espanha.

Do Algarve, participaram 10 gestoras e líderes de negócios dos concelhos de São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Silves e Loulé representando diferentes setores de atividade, como artesanato, design, apicultura, produção de aguardente de medronho, turismo ou desenvolvimento pessoal, refletindo a diversidade do tecido empresarial feminino da região.

Organizado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, entidade líder do projeto, o encontro combinou sessões de capacitação com momentos de networking, proporcionando às participantes oportunidades de partilha de experiências e estabelecimento de contactos empresariais.

O programa abordou temas como a comunicação assertiva, a inteligência artificial aplicada aos negócios, a marca pessoal e as estratégias de venda. Entre as intervenções, destacou-se a sessão «A Arte e a Ciência de Vender», dinamizada por Penélope Serrano Serradilla, centrada na compreensão das necessidades dos clientes, na comunicação de valor e na construção de relações comerciais de confiança.

Dando continuidade às atividades do projeto, estão previstas novas sessões em Portugal, dedicadas ao empreendedorismo no feminino e promovendo a capacitação em temas como a utilização de ferramentas de inteligência artificial em contexto empresarial. A nível eurorregional, o projeto promoverá mais três fóruns transfronteiriços para mulheres empresárias, que terão lugar em Cádis, na Andaluzia, em Évora, no Alentejo, e no Algarve, em local a definir.

O INTREPIDA pro é cofinanciado pelo Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027. A parceria é liderada pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo e integra o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, a Mancomunidad de Desarrollo Condado de Huelva e a Fundación Bahía de Cádiz para el Desarrollo Económico.

Para mais informações o NERA sugere uma consulta ao website https://tresculturas.org/intrepida ou www.nera.pt .

Novembro chegou. Não deixe as suas costas hibernarem

29 October 2026 at 18:00

Com a chegada do Outono, os dias ficam mais curtos, o frio aperta e a chuva convida a ficar em casa. Trocamos a caminhada pelo sofá, o carro substitui o passeio a pé, e as horas em frente ao ecrã multiplicam-se. É natural. Mas as nossas costas podem pagar a fatura.

A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade no mundo e um dos principais motivos para recorrer a serviços de saúde. Estima-se que atualmente a lombalgia afete mais de 600 milhões de pessoas e que, até 2050, ultrapasse os 800 milhões. Na consulta, vemos frequentemente pessoas com dor lombar cujas queixas começaram ou pioraram no seguimento de períodos de menor atividade.

Porquê? A coluna não foi feita para estar parada. É sustentada por músculos que funcionam como um suporte natural para o nosso tronco; quando passamos muitas horas sentados, esses músculos inativam-se, enfraquecem e perdem qualidade.

Também os discos intervertebrais, as almofadas esponjosas que temos entre as vértebras, sofrem com a ausência de movimento, principalmente em posições de maior stress mecânico, como é a posição sentada. Se associarmos a estes factos o aumento do peso que ocorre com a diminuição da atividade física, temos a receita pronta para a dor lombar – a coluna fica menos protegida e até um gesto simples, como pegar num saco de compras ou apertar os sapatos, é o bastante para desencadear dor.

O problema tem um efeito de bola de neve – quem tem dor mexe-se menos, e quem se mexe menos tem mais dor. Durante muito tempo, aconselhou-se repouso para tratamento da dor lombar mecânica, mas hoje sabemos que, na grande maioria dos casos, manter-se ativo é parte do tratamento.

A boa notícia é que não são precisos grandes sacrifícios. Ficam algumas sugestões simples para esta altura do ano:

  • Evite os períodos prolongados sentado – levante-se a cada 45 minutos: se trabalha sentado, vá buscar água, atenda o telefone de pé ou dê uma volta pelo corredor. Intercale o uso de cadeira com a bola de pilates para se sentar; experimente uma standing desk que permita alternar posicionamentos.
  • Melhore a sua postura ao computador – costas apoiadas, pés no chão, ecrã à altura dos olhos, e rato e teclado à altura dos cotovelos; evite o computador portátil.
  • Caminhe todos os dias – trinta minutos, mesmo divididos em blocos de dez, fazem diferença. Em dias de chuva, as escadas interiores podem compensar a caminhada no exterior – evite o elevador.
  • Fortaleça o tronco. Exercícios simples em casa, como pranchas ou pontes, mantêm a “cintura” muscular ativa.
  • Mantenha um peso saudável. O excesso de peso sobrecarrega a coluna, dificulta a mobilidade e promove o círculo vicioso do sedentarismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Parece muito, mas são pouco mais de 20 minutos por dia.

Importa também saber quando procurar ajuda. A franca maioria das dores nas costas tem origem mecânica, não é preocupante, e melhora em poucas semanas – mais de 80% dos adultos ativos têm pelo menos um episódio de lombalgia ao longo da sua vida. Mas uma dor que não alivia, que o acorda a meio da noite, que irradia às pernas ou que se acompanha de perda de força, dormência ou febre, deve ser avaliada por um médico.

O Inverno não tem de ser uma pausa para o corpo. Este novembro, faça das suas costas uma prioridade: mexa-se um pouco mais, todos os dias. A sua coluna vai agradecer-lhe na primavera.

Sobre a Campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’

A campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic. Para mais informações, consulte a Página de Facebook, Instagram, canal de Youtube e site da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”. 

* Médico Ortopedista, Cirurgia da Coluna Vertebral, Hospital CUF Descobertas, membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas

FMVG promove Aula Livre sobre as Grutas das Solestreiras em Querença

29 October 2026 at 17:41

A Fundação Manuel Viegas Guerreiro (FMVG) assinala, no próximo sábado, 31 de outubro, em Querença, o aniversário de nascimento de Manuel Viegas Guerreiro, reunindo patrimónios cultural e natural, celebrando com um documentário e uma Aula Livre sobre as Grutas das Solestreiras, em pleno Geoparque Algarvensis.

Com um programa pensado na evocação dos valores e obra de Viegas Guerreiro, a Fundação organizou mais uma Aula Livre, inspirada no projeto do Mestre: os Estudos Gerais Livres.

A abrir a sessão, o documentário ‘Manuel Viegas Guerreiro: viagem de 3 séculos pela Etnologia’ sinaliza o etnógrafo africanista, coletor das tradições orais e de objetos de arte africana que integram, hoje, coleções de museus nacionais. Homem da Ciência e uma referência do Humanismo sem preconceito, Viegas Guerreiro, deixa pistas fundamentais para compreender a realidade humana na sua região e no mundo.

Celebrando o amor que tinha pelas pessoas de Querença e pela serra algarvia, a Aula é, desta feita, dedicada ao território da sua aldeia natal, a um lugar quase mítico para a maioria da população local: as Grutas das Solestreiras, inseridas no Geoparque Algarvensis, reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO, em abril deste ano.

Biblioteca-Museu MVG

Para a sessão de dia 31 de outubro, a Fundação convoca a memória, a investigação e a partilha do saber afirmando que “As Grutas das Solestreiras, integradas no território do Geoparque Algarvensis, constituem o ponto de partida para a descoberta deste nosso património” — destaca João Silva Miguel, presidente da FMVG — E acrescenta “se a Etnologia nos ajuda a compreender as marcas deixadas pelas comunidades humanas nas suas práticas do dia a dia, das narrativas e das tradições, a Geologia e a Paleontologia permitem-nos recuar no tempo e interpretar os vestígios de processos naturais que moldaram as paisagens e os territórios.”

A Aula intitula-se ‘Entre pedras e pedrinhas: como o território molda as suas gentes’ e será proferida por Hugo Campos, paleontólogo e geólogo da Câmara Municipal de Loulé, afeto ao Geoparque Algarvensis.

Esta Aula — salienta João Silva Miguel — “representa uma oportunidade para reforçar a importância do diálogo entre a investigação científica, as instituições locais e as comunidades que vivem e constroem a identidade deste território.”

Após a Aula Livre, o público presente partilhará memórias e experiências ligadas a este património geológico e cultural.

João Guerreiro, geógrafo e antigo reitor da Universidade do Algarve, junta-se à celebração num momento que a FMVG chama de ‘testemunho’.

O 114.º aniversário de Viegas Guerreiro assinala-se no auditório da Fundação a partir das 17h00. Na galeria da entrada, existe uma pequena mostra — O Campo e a Cidade — sobre a investigação de Manuel Viegas Guerreiro junto das comunidades rurais em África e em Querença. É inspirada nas palavras do Professor “não há cidade sem campo, é para este e para o seu seio que ela se abre; duas entidades inter-ligadas, em perfeita complementaridade.” («Campo e cidade: o camponês e o urbano», in “Revista Lusitana”, 1989)

A entrada é livre para todos os públicos. A FMVG tem o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Querença.

ASMAL apresenta livro dirigido ao público infantil em Faro e Loulé

29 October 2026 at 17:23

A nova edição do livro ‘A Arca da Alegria‘ surge no âmbito do Projeto ‘O Nosso Livro na Comunidade!‘ promovido pela Associação de Saúde Mental do Algarve (ASMAL) e cofinanciado pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência – IDiPD, I.P, vai ser apresentado em Faro e Loulé.

O livro ‘A Arca da Alegria’ é um trabalho colaborativo e inclusivo, co-criado por pessoas com doença mental, deficiência e/ou incapacidades no decurso da oficina de Escrita Criativa (dinamizada por Daniela Pinheiro) e da Oficina de Ilustração (dinamizada por Susana Pinto Coelho). A adaptação de texto é de Olinda Maria e a coordenação do projeto de Nídia Gonçalves.

Esta nova edição traz consigo o ‘Caderno da Alegria‘ (um caderno de atividades com base na  estória do livro) igualmente criado nas Oficinas de Ilustração, sob orientação de Susana Pinto Coelho, através da participação ativa das pessoas com doença mental, deficiência e/ou incapacidades.

Salienta a ASMAL que o livro e o caderno de atividades são dirigidos ao público infantil, entre o ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, visando promover a participação, a inclusão, o respeito e a aceitação da diferença junto da comunidade.

  • 07 de novembro – sábado | 11h00 – FNAC Faro – Fórum Algarve
  • 08 de novembro – domingo | 15h00 – FNAC Loulé – Mar Shopping

Ministra do Ambiente e Energia preside esta sexta-feira à assinatura de contrato e protocolo em Faro

29 October 2026 at 17:02

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, preside esta sexta-feira, 30 de outubro, em Faro, à Assinatura do Contrato de Cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com as Universidades de Aveiro e do Algarve, com vista ao Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, cujo Estudo deverá apresentar soluções técnicas para o tratamento de resíduos urbanos numa região onde a sua produção ultrapassa as 400 mil toneladas por ano e onde as taxas de deposição nos dois aterros existentes ultrapassam os 80%.

A cerimónia de assinatura do Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, realiza-se pelas 15h00, na Sede da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, sita na Rua General Humberto Delgado 18, em Faro.

Uma hora depois, ou seja, às 16h00, na Câmara Municipal de Faro, perante António Miguel Pina, Presidente da Câmara Municipal, Maria da Graça Carvalho, preside à Assinatura do Protocolo de Colaboração Técnica entre a APA e o Município de Faro com vista à mitigação das cheias urbanas, em particular da Rua de São Luís.

Através deste Protocolo, a APA garante o acompanhamento técnico especializado nas fases de contratação e estudos, cabendo ao Município de Faro preparar e lançar os processos para a captação de fundos para as empreitadas, apontando-se como veículo prioritário os avisos do Programa Sustentável 2030.

Do Algarve para o Alentejo, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, desloca-se para Alvito, onde às 19h30 preside à Cerimónia Oficial de Inauguração da Feira dos Santos e Frutos Secos 2026, que se realiza no Pavilhão Institucional no Recinto da Feira do Alvito.

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