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França mobilizará 70 mil policiais para conter protestos no Halloween

29 October 2026 at 22:18

O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, afirmou que os protestos marcados para este sábado (31) representam um “risco muito elevado” para a ordem pública e que, novamente, mobilizará 70 mil agentes das forças de segurança para tentar garantir a ordem no país.

Nunez declarou a jornalistas, nesta quinta-feira (29), que diversos grupos radicais convocaram, por meio das redes sociais, manifestações violentas para este dia, que coincide com o Halloween, e ressaltou que a resposta das forças de segurança será “extremamente firme”.

Ele destacou, em particular, o risco de distúrbios na noite de sábado, após o término das manifestações de caráter mais convencional.

“Estamos observando muitas convocações para atos, provenientes do movimento sindical, da extrema-esquerda radicalizada e de certos sites ligados a facções radicais dos ‘Coletes Amarelos‘, incitando as pessoas a participarem de manifestações em vias públicas a partir das 20h (de 31 de outubro) em diversas cidades da França”, afirmou.

“Essas convocações vêm acompanhadas de mensagens que são, digamos, bastante radicais”, adicionou.

“O dia 31 de outubro representa um risco muito elevado para a ordem pública”, concluiu.

Segundo o Ministério do Interior, 410 mil pessoas participaram de marchas no último sábado (24) — ocasião em que as autoridades mobilizaram 70 mil policiais, o que ajudou a evitar a repetição dos saques e atos de vandalismo registrados em várias cidades no dia 17 de outubro.

Líderes sindicais e estudantes convocaram novos protestos para o dia 31 de outubro, além de uma greve nacional para o dia 5 de novembro, argumentando que a frustração em relação aos salários, ao custo de vida e aos serviços públicos tem se espalhado muito além do movimento estudantil que iniciou as mobilizações no mês passado.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

Como Israel pode sair do impasse eleitoral e formar um novo governo?

29 October 2026 at 21:06

As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.

Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.

Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.

Outra eleição

Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições — o que deve ocorrer na próxima semana –, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.

Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.

Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.

Governo de unidade

O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot — o segundo maior partido —, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.

Esse agrupamento garantiria 66 cadeiras, uma maioria no Parlamento de 120 cadeiras.

No entanto, essa opção parece remota neste momento, pois significaria que Netanyahu provavelmente teria que abandonar seus aliados políticos “naturais”: os partidos de ultradireita e os judeus ultraortodoxos.

Além disso, os partidos da oposição teriam que quebrar sua principal promessa aos eleitores, que era destituir Netanyahu.

Ainda assim, se nenhum dos lados conseguir formar um governo ao final de semanas de negociações prolongadas, um governo de unidade poderá surgir como última opção.

A retomada dos confrontos com o Irã, ou com outros atores, também poderia aproximar os lados.

Governo de minoria de Eisenkot

Se Herzog escolher Eisenkot primeiro, ele poderia tentar formar um governo com os aliados “naturais” do Yashar — Juntos, Os Democratas e Israel, Nosso Lar — apoiado pelos dois partidos árabes de Israel, mesmo que eles não sejam integrantes desse governo: Ra’am e a Lista Conjunta.

A coalizão de Eisenkot somaria 48 cadeiras, de acordo com a última apuração de votos, com os partidos árabes somando 19 cadeiras, o que, juntos, alcançaria uma maioria de 67 cadeiras.

Mas, mesmo que Eisenkot volte atrás em sua promessa de campanha de não incluir partidos árabes no governo e aceite o apoio deles, seria difícil convencer muitos israelenses, cujas atitudes em relação à minoria árabe de Israel se endureceram ainda mais desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Netanyahu concentrou sua campanha em deslegitimar o apoio dos partidos árabes, que alcançaram níveis recordes nas eleições.

Por enquanto, apenas o partido “Os Democratas”, de centro-esquerda, se manifestou publicamente pedindo a inclusão desses partidos.

Ambos os partidos árabes sinalizaram que estão dispostos a cooperar com a chapa de Eisenkot.

O Ra’am integrou-se ao governo de Naftali Bennett em 2021, a primeira vez que um partido árabe independente entrou em uma coalizão israelense. Esse governo caiu após 18 meses.

Netanyahu com maioria para um governo de direita

A coalizão de Netanyahu deve sair das 64 cadeiras que detém no Parlamento para 53, de acordo com os últimos resultados eleitorais.

Mas o líder mais longevo de Israel é visto como um dos políticos mais habilidosos do país e poderia dividir a oposição ao atrair integrantes de seus partidos para o seu lado.

Ele já conseguiu fazer isso antes, inclusive como líder da oposição na corrida para as eleições de 2022, das quais saiu vitorioso. Mas a coalizão contra a qual ele lutava na época tinha uma vantagem muito menor e ele não precisou de muitos desertores para desestabilizar seus rivais políticos.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT

29 October 2026 at 19:46

Flávio Bolsonaro (PL) deve fazer a solicitação de residência permanente nos Estados Unidos “em algum momento”, e o pedido seria processado rapidamente pelo governo de Donald Trump, assim como ocorreu com Eduardo Bolsonaro, segundo o NYT (New York Times).

O green card, documento que deve ser solicitado por Flávio, permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos EUA por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Eduardo conseguiu o green card em julho deste ano, após mais de um ano esperando pelo atendimento da solicitação à administração federal.

Atualmente, o senador e sua família receberam do governo de Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. Assim, poderão ficar no país até outubro de 2027, pelo menos.

Essa permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.

Assessor de Trump providenciou jato em que Flávio fugiu

Ainda segundo o NYT, Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na fuga para os EUA.

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.

Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT. “O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

Questionada sobre o assunto pela CNN Brasil, a Casa Branca redirecionou os questionamentos a Jason Miller. A CNN Brasil também entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o assessor de Trump e aguarda retorno.

Trump diz que não vai se envolver

Na quarta-feira (28), Donald Trump confirmou que os Estados Unidos concederam a permissão para que Flávio entrasse no país.

Entretanto, quando foi perguntado por repórteres sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil, o líder dos EUA afirmou que não comentaria o caso.

“Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou em outro momento.

Trump tem feito acusações, sem mostrar provas, de que a eleição brasileira pode ter sido fraudada. Autoridades do Brasil e de outros países, além de especialistas de órgãos independentes, atestaram a lisura da votação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.

EUA suspeitam de espionagem chinesa junto do CEO da Nvidia

29 October 2026 at 19:17

Os serviços secretos norte-americanos terão estado a vigiar uma pessoa próxima do presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, por suspeitas de ser um ativo dos serviços secretos chineses. Segundo o The New York Times (acesso pago, em inglês), a suspeita recai sobre Alice Huang, uma alta executiva de uma empresa de centros de dados sediada em Singapura.

De acordo com o jornal norte-americano, a vigilância terá revelado que Alice Huang, também identificada como Huang Le e cidadã chinesa, desenvolveu uma relação próxima com Jensen Huang. As autoridades receavam que estivesse a transmitir informações a Pequim sobre a Nvidia e o seu líder, que mantém uma relação próxima com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Alice Huang está ligada à Megaspeed, uma empresa de serviços de computação em nuvem sediada em Singapura que já tinha sido alvo de suspeitas de ajudar empresas a contornar as restrições norte-americanas à exportação de chips de IA para a China. Segundo o The New York Times, as autoridades norte-americanas receavam que a executiva estivesse a ajudar Pequim a obter informações através da sua relação com Jensen Huang.

O jornal adianta ainda que Donald Trump foi informado das conclusões dos serviços secretos há cerca de um ano, mas optou por não tomar medidas. A decisão terá sido influenciada pela relutância do Presidente em prejudicar as vendas de chips da Nvidia.

Nvidia desmente suspeitas de desvio de chips

Um porta-voz da Nvidia desmentiu as suspeitas de que Alice Huang, ligada à empresa de serviços de computação em nuvem Megaspeed, teria mantido uma relação próxima com Jensen Huang para transmitir informações à China. Em declarações à CNBC, a tecnológica afirmou que a Megaspeed é apenas mais um dos seus clientes regionais e que as interações do presidente executivo com os responsáveis da empresa são normais, uma vez que fala com milhares de clientes todos os anos.

A empresa acrescentou que os clientes não têm acesso a segredos comerciais da Nvidia nem a informações relevantes para a segurança nacional. O porta-voz afirmou ainda que as alegações de desvio de chips da Nvidia para contornar as restrições norte-americanas às exportações já tinham sido investigadas e desmentidas no ano passado.

A Nvidia disse também não ter sido informada pelo Governo norte-americano sobre Alice Huang, afirmando estar confiante de que as autoridades a alertariam caso considerassem que alguém representava uma ameaça para a indústria norte-americana.

A investigação surge num contexto de crescente tensão entre Washington e Pequim em torno do acesso a tecnologia avançada de inteligência artificial (IA). Os Estados Unidos têm procurado limitar o acesso da China aos chips mais avançados da Nvidia, por receios de que possam ser utilizados no desenvolvimento de sistemas militares ou de modelos de IA capazes de rivalizar com os norte-americanos.

Assessor de Trump providenciou jato para Flávio ir aos EUA, diz NYT

29 October 2026 at 17:41

Flávio Bolsonaro (PL) utilizou um jato particular que foi providenciado por Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, na fuga para os Estados Unidos, segundo reportagem do NYT (The New York Times).

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.

Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT. “O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

A CNN Brasil entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a Casa Branca e com Jason Miller e aguarda retorno.

Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil • Getty Images

Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio

Flávio Bolsonaro e sua família receberam do governo de Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. Assim, poderão ficar no país até outubro de 2027, pelo menos.

Essa permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.

Ainda de acordo com o NYT, Flávio Bolsonaro deve solicitar um green card “em algum momento”. O documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos EUA por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Esse pedido seria processado rapidamente pelo governo Trump, assim como ocorreu com Eduardo Bolsonaro, segundo a fonte ouvida pelo jornal.

Eduardo conseguiu o green card em julho deste ano, após mais de um ano esperando pelo atendimento da solicitação à administração federal.

Trump diz que não vai se envolver

Na quarta-feira (28), Donald Trump confirmou que os Estados Unidos concederam a permissão para que Flávio entrasse no país.

Entretanto, quando foi perguntado por repórteres sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil, o líder dos EUA afirmou que não comentaria o caso.

“Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou em outro momento.

Trump tem feito acusações, sem mostrar provas, de que a eleição brasileira pode ter sido fraudada. Autoridades do Brasil e de outros países, além de especialistas de órgãos independentes, atestaram a lisura da votação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.

IA brasileira e regulação: conheça os planos de Lula para tecnologia

29 October 2026 at 17:28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato não consecutivo no último domingo (25). Em discurso pós-reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), o petista defendeu a regulação das big techs e a criação de uma inteligência artificial brasileira.

“Iremos ensinar mais matemática e engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana. Eu quero criar uma brasileira”, afirmou.

As falas de Lula durante o discurso repetem propostas apresentadas no plano de governo para a gestão de 2027-2030.

Especialistas consultados pela CNN Brasil apontaram a soberania digital como um dos destaques das propostas de Lula para a próxima gestão. 

Mas há desafios, que incluem a definição de como desenvolver uma IA nacional, garantir que os investimentos em data centers se traduzam em ganhos mais amplos para o Brasil e conseguir avançar, de fato, com a regulação das big techs.

Inteligência artificial brasileira

O Brasil já tem um Plano Brasileiro de IA (PBIA), que garante o desenvolvimento, a regulação e o uso da tecnologia entre 2024 e 2028. O investimento previsto para o período é de R$ 23 bilhões. O valor será destinado principalmente a empréstimos ao setor privado e gastos e infraestrutura e desenvolvimento de tecnologia.

O plano traz propostas voltadas para a criação de modelos de linguagem avançados em língua portuguesa, com dados nacionais voltados para o fortalecimento da soberania brasileira em IA. 

O PBIA também propõe a capacitação de pessoas em inteligência artificial e o desenvolvimento tecnológico como forma de “promover o protagonismo global do Brasil em IA”.

No plano de governo, Lula também defendeu o desenvolvimento de “modelos de linguagem em português e outras línguas, voltados aos problemas do País, apoiados numa plataforma nacional de dados para treinamento e avaliação”.

Celso Camilo, Doutor em IA e professor da Universidade Federal de Goiás, avalia que o plano de Lula em relação à inteligência artificial não trouxe novas propostas em relação ao PBIA. O desafio será a velocidade de implementação das medidas.

“Não priorizar o desenvolvimento próprio de IA em várias fases da pilha tecnológica é continuar dependendo fortemente de commodities e ter menos soberania. O presidente e equipe tem o desafio de acelerar a implementação do plano e dar a devida prioridade a Ciência, Tecnologia e Inovação. Menos plano e mais execução acelerada”, afirma.

Camilo acredita que essas propostas são viáveis — e até “tímidas”, considerando a competição internacional. 

Já JB Queiroz Filho, especialista em transformação digital, avalia que a ambição de ampliar a capacidade brasileira de desenvolver e usar soluções próprias é uma questão central do plano.

Para chegar nesse objetivo, segundo ele, o País precisa ampliar a qualificação profissional, melhorar o acesso a dados de qualidade, fortalecer pesquisas e criar condições para que empresas incorporem a tecnologia aos seus processos.

No entanto, defende que o Brasil, em vez de tentar dominar a tecnologias, deve identificar onde possui condições reais de ter uma vantagem competitiva.

“O Brasil precisa identificar em quais áreas vale a pena desenvolver tecnologia própria, onde faz mais sentido utilizar soluções internacionais. O objetivo não deve ser apenas ampliar a presença física da tecnologia no país, mas aumentar a capacidade brasileira de gerar valor a partir dela”, afirma.

Data centers

O plano de governo prevê o desenvolvimento de um ecossistema nacional de tecnologia digital, que vai desde a cadeia de data centers até os serviços de nuvem.

No entanto, propõe que a expansão seja acompanhada de proteções socioambientais e que os investimentos no País sejam acompanhados de ganhos para o mercado brasileiro.

Vamos assegurar que a expansão de data centers e infraestruturas de inteligência artificial seja acompanhada de salvaguardas socioambientais obrigatórias, exigindo eficiência energética, utilização progressiva de fontes 100% renováveis e avaliação de impactos sobre o sistema elétrico, hídrico e populações locais. Além disso, a instalação dos data centers em solo brasileiro deve prever contrapartidas de conteúdo local e capacidade computacional para o mercado interno.

Priscila Gonsales, Mestre em Inteligência Artificial, Educação e Complexidade pela PUC-SP, destacou o reconhecimento, por parte do plano de governo, da tecnologia como infraestrutura estratégica, em vez de apenas uma ferramenta. Isso inclui não apenas a conectividade, mas o ecossistema completo, que envolve data centers, cabeamento e satélites, em alguns casos.

“Ao pensar em soberania digital, é importante um país ter controle da sua infraestrutura”, afirma.

No entanto, Gonsales aponta que a postura brasileira precisa ser rígida nesse sentido.

“Não adianta só dar descontos em relação ao imposto para atrair data centers estrangeiros, sem que haja um plano hídrico, energético, transparente, com a participação das comunidades desses territórios”, defende.

JB Queiroz destaca a tentativa de Lula de posicionar a tecnologia como componente da estratégia de desenvolvimento econômico, com a construção de infraestrutura computacional.

Para ele, a instalação de data centers gera investimentos e amplia a capacidade de processamento no País, mas, sozinha, não garante que as empresas brasileiras desenvolvam mais tecnologia ou tenham acesso a serviços a custos menores.

JB ainda afirma que o desafio é encontrar o equilíbrio entre atrair capital e assegurar retorno econômico e tecnológico para o país… mas que isso exige uma visão de longo prazo, que vai além apenas do plano de Lula.

“A construção de capacidade tecnológica depende de formação de profissionais, pesquisa, investimento empresarial, acesso a mercados e continuidade das políticas. São fatores que não se consolidam necessariamente dentro de um único mandato”, defende.

Regulação das big techs

Segundo Priscila Gonsales, o assunto da soberania digital se fortaleceu na pandemia de Covid-19, a partir de 2020, quando o Brasil percebeu seu grau de dependência das plataformas estrangeiras.

Nas eleições deste ano, o assunto também veio à tona. 

Desde o início do período eleitoral, a coligação liderada pelo PT e adversários do presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusaram a Meta de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. 

Na última semana da corrida eleitoral, a big tech voltou ao centro do debate e admitiu “falhas recorrentes” no controle do conteúdo. No discurso pós-reeleição, o presidente afirmou que “não podemos ter empresas monstruosas tentando direcionar o resultado eleitoral do país”.

Para a especialista, o próprio movimento nas redes sociais em prol da reeleição de Lula demonstrou como os usuários efetivam o poder das big techs no país. Mesmo assim, ela defende que não estejamos presos a isso.

“Isso [movimentação pelas redes] precisa chamar para que a gente ocupe outros espaços, e não crie essa dependência social de comunicação só pelas mídias digitais. O governo pode pegar essa bandeira e começar ele mesmo a fazer essas ocupações”, afirma.

No plano de governo, a proposta é a “regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais”, sem mais detalhes.

O governo já colocou em vigor, em março deste ano, o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que impôs normas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Uma regulação mais ampla das big techs, no entanto, ainda está em tramitação no Congresso. O PL 4.675/2025 foca na dimensão econômica e na defesa da concorrência das plataformas digitais, incluindo critérios de transparência de ranqueamento de conteúdos, exibição de ofertas e favorecimento de serviços próprios.

O projeto, apresentado à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, ainda aguarda despacho por parte do presidente da Câmara.

Priscila Gonsales afirma que a regulação das plataformas é uma pauta antiga, que não avança no Congresso. Para ela, a situação fica ainda mais difícil com a configuração da Casa a partir do ano que vem, que não deve pautar o assunto.

Gonsales, porém, destaca a importância do projeto em assegurar a soberania brasileira.

“Acaba sendo uma prática de extrativismo de dados. Nós, Brasil, estamos sendo colonizados digitalmente por essas plataformas”, diz.

Brasileira ficou ferida em colisão de trens na Espanha que deixou 69 mortos

29 October 2026 at 17:25

A colisão de trens mortal na Espanha que aconteceu na quarta-feira (28) deixou uma brasileira ferida, segundo informou o Itamaraty.

O acidente deixou ao menos 69 mortos e gerou protestos no país europeu. No caso, um trem de alta velocidade se chocou contra uma composição que estava parada.

O Ministério das Relações Exteriores não informou qual o estado de saúde da brasileira, mas pontuou que presta “assistência consular devida” através do consulado-geral em Madri.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lamentou o acidente e pontuou que está em contato com o ministro de Transportes do país.

A Real Federação Espanhola de Futebol também chegou a suspender as 24 partidas da Copa do Rei previstas para a quarta-feira.

Nesta quinta-feira (29), o rei e a rainha da Espanha visitaram um hospital na cidade de Toledo onde os feridos estão sendo tratados.

“Há, naturalmente, uma investigação em curso. Essa investigação deve esclarecer como e por que essa catástrofe ocorreu. Em seguida, teremos de avaliar quais medidas devem ser adotadas para evitar que algo assim volte a acontecer”, afirmou o rei Felipe VI a repórteres.

*com informações da Reuters, da CNN Brasil e da CNN

“A Defesa necessita de PME capazes de transformar conhecimento especializado em soluções confiáveis”

29 October 2026 at 17:51

Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, durante o jantar-debate “Portugal–Finlândia sobre Defesa e Inovação” promovido pela AEMinho e pela Sterling Prime Consulting, que se realizou na quarta-feira, em Guimarães.

“A defesa necessita sobretudo de empresas capazes de transformar conhecimento especializado em soluções confiáveis. E é aqui que muitas PME portuguesas podem fazer a diferença”, afirmou o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, durante o jantar-debate “Portugal–Finlândia sobre Defesa e Inovação” promovido pela AEMinho e pela Sterling Prime Consulting, que se realizou na quarta-feira, em Guimarães. Sérgio Pereira apelou às PME para que olhem para a Defesa e o espaço como mercados onde podem contribuir com competências especializadas, sem terem de dominar sistemas tecnológicos completos.

“Não partam do princípio que o espaço e a defesa são setores reservados” a um grupo restrito de empresas, afirmou o general Sérgio Pereira, identificando oportunidades em áreas como a integração de satélites, o processamento de dados, a inteligência artificial (IA), a cibersegurança e as comunicações seguras.

“A participação não exige que uma empresa domine todo o sistema, exige que possua uma competência diferenciadora, que compreenda o requisito operacional e que consiga integrar a sua solução numa arquitetura mais ampla, segura e interoperável”, sublinhou.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea considera que a ligação entre Defesa, indústria e investigação pode criar valor económico e reforçar a soberania nacional. “Não chega a gente ter ideias, não chega a gente ter bons pensamentos. É preciso ter uma capacidade industrial capaz de segurar as pessoas”, vincou, defendendo que o desenvolvimento tecnológico deve ser acompanhado pela capacidade de produzir e reter talento em Portugal.

IA e cibersegurança abrem novas oportunidades

A cadeia de valor espacial estende-se à informação recolhida pelos satélites e às tecnologias necessárias para a transformar em capacidade operacional. “O satélite produz dados, mas os dados por si não produzem soberania nem vantagem operacional. É necessário recolhê-los, armazená-los, protegê-los, processá-los, correlacioná-los” e convertê-los em informação útil para a decisão, explicou o general Sérgio Pereira.

É neste domínio que as PME especializadas podem contribuir para as operações da Força Aérea. “Uma PME que desenvolva algoritmo capaz de identificar comportamentos marítimos anómalos, detetar alterações em infraestruturas ou reduzir o tempo entre a recolha e o alerta operacional pode acrescentar valor direto à missão, mesmo não tendo qualquer experiência anterior na construção de satélites”, elencou.

A cibersegurança e as comunicações são outras das áreas identificadas pelo responsável. “A segurança das infraestruturas, a soberania dos dados, a comunicação resiliente e a redução das dependências externas são elementos críticos”, destacou, apontando oportunidades na proteção das redes de comando e controlo, na gestão de identidades e acessos, na criptografia e no armazenamento seguro de informação.

O Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, cuja atividade começou em setembro de 2024, poderá também recorrer a estas competências. Entre as suas áreas prioritárias estão as operações de satélite, a vigilância e o conhecimento do domínio espacial, a meteorologia espacial e o apoio às operações.

“O desafio não consiste apenas em adquirir sensores. O valor não pode estar no ativo espacial, mas no software e no serviço”, advertiu o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

Constelação do Atlântico quer impulsionar produção nacional

A ambição de desenvolver uma base industrial em Portugal está igualmente presente na evolução da Constelação do Atlântico. A Força Aérea pretende continuar a expandir a capacidade de observação da Terra através de satélites óticos de alta resolução e de radar de abertura sintética (SAR), reduzindo os tempos de revisita e reforçando a capacidade operacional nacional.

“A breve trecho, a Constelação do Atlântico deixará de ter apenas um programa de aquisição, mas irá potenciar a criação de um programa de produção e desenvolvimento industrial nacional”, sublinhou o general.

Para Sérgio Pereira, a Constelação do Atlântico é “mais do que um conjunto de satélites”. É “uma infraestrutura estratégica de soberania” e uma demonstração de que Portugal pode combinar capacidade operacional, indústria nacional, cooperação internacional e visão de longo prazo.

O responsável defendeu que a Força Aérea deve assumir um papel de articulação entre indústria, universidades e investigação. “A vantagem competitiva das nações depende cada vez menos da dimensão das suas organizações e cada vez mais da qualidade dos seus ecossistemas”, disse, referindo-se à ligação entre empresas, centros de investigação, administração pública e utilizadores operacionais.

“Eu quero que as universidades estejam comigo, eu quero que a indústria esteja comigo, para criarmos valor e eu proporciono soberania”, acrescentou, considerando que o desenvolvimento destas capacidades representa uma oportunidade económica de dimensão significativa.

A utilização dos dados espaciais também não se limita à Defesa. A vigilância marítima, a deteção de atividades junto de cabos submarinos, a proteção civil, a monitorização ambiental, o acompanhamento de incêndios rurais e as operações de busca e salvamento são algumas das aplicações apontadas.

“Esta capacidade de servir diferentes utilizadores é uma das principais vantagens dos modelos de dual use. Amplia o mercado potencial, facilita a evolução tecnológica e reduz a dependência de um único cliente”, destacou o general. Uma mesma solução tecnológica poderá, assim, servir a Força Aérea e outros utilizadores civis, alargando o mercado potencial das empresas portuguesas.

Testes e validação aproximam empresas da Defesa

A demonstração de que uma tecnologia funciona em condições operacionais exigentes é outro dos obstáculos que as PME enfrentam. Sérgio Pereira apontou o Centro de Avaliação e Testes de Tecnologias Aeroespaciais (CATA) como uma ferramenta para aproximar as necessidades da Defesa das capacidades da indústria, das universidades e dos centros de investigação.

“Uma das maiores dificuldades das empresas tecnológicas, sobretudo das PME, é demonstrar que uma solução funciona em condições operacionais exigentes”, reconheceu o responsável.

Através de ambientes de teste e validação, as empresas poderão experimentar soluções, identificar limitações, adaptar produtos e demonstrar a sua utilidade. Para a Força Aérea, esta aproximação permitirá avaliar novas tecnologias e reduzir o risco associado à sua eventual utilização operacional. “Não se trata apenas de contratar produtos acabados. Trata-se de criar condições para experimentar, validar e desenvolver conjuntamente”, afirmou Sérgio Pereira, assinalando que não há nenhuma força armada no mundo que consiga obter todas as necessidades que necessita.

A formação especializada é outra das áreas em que as empresas poderão participar, através de plataformas de simulação, ambientes digitais de treino e cursos ligados às operações espaciais, à análise geoespacial, à inteligência artificial e à cibersegurança.

“O conhecimento é em si mesmo uma capacidade estratégica. Formar, reter e atualizar talento nacional é indispensável para evitar que Portugal dependa permanentemente de conhecimentos externos”, defendeu.

Lilly vuela a máximos históricos en Bolsa tras elevar previsiones con sus medicamentos contra la obesidad

29 October 2026 at 13:37

Las acciones de Eli Lilly, la mayor farmacéutica del mundo por capitalización bursátil, se han disparado casi un 6% en la apertura de Wall Street, hasta superar la cota de los 1.366 dólares, nuevo máximo histórico, después de que la compañía comunicase una mejora de sus previsiones de ingresos para todo el año 2026. La empresa, además, ha registrado unos resultados del tercer trimestre mejores de lo esperado, impulsados ​​por la fuerte demanda de sus medicamentos para la diabetes y la pérdida de peso. En los últimos 12 meses, los títulos acumulan una revalorización superior al 55%, y han llevado el valor de mercado del grupo por encima de los 1,14 billones de dólares.

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© Brendan McDermid (REUTERS)

Medicamento de Lilly.

Elevador da Glória. “Claro que a Fidelidade vai honrar os seus compromissos”, garante CEO

29 October 2026 at 12:30

"É claro que a Fidelidade vai honrar os seus compromissos". É desta forma que Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, responde à polémica à volta das indemnizações às vítimas do Elevador da Glória, nomeadamente em casos em que há contestação dos beneficiários.

Falando na 7ª Conferência Anual do ECOseguros, que decorre esta quinta-feira em Lisboa, o responsável acrescentou que não só a seguradora - que cobria os riscos do equipamento da Carris - continua…

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Pedágio free flow é realocado na Rodovia dos Imigrantes; entenda como fica

29 October 2026 at 12:23

A Rodovia dos Imigrantes, principal ligação entre a capital paulista e a Baixada Santista, terá uma mudança no sistema de cobrança de pedágio com a implantação de um novo pórtico eletrônico instalado no km 37+300 da pista norte, no sentido São Paulo. A instalação foi feita na madrugada desta quinta-feira (29). A entrada em operação, porém, dependerá da conclusão dos testes e da homologação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

A previsão é que o sistema free flow comece a funcionar ainda em 2026, mas não há data confirmada. A mudança busca reduzir filas e melhorar a fluidez do trânsito, especialmente em feriados prolongados e durante a temporada de verão, quando o movimento em direção ao litoral aumenta.

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O ponto escolhido é diferente do projeto inicial, que previa a instalação do equipamento no km 29. Segundo a Artesp, a estrutura já instalada nesse trecho será mantida para monitoramento operacional da rodovia, enquanto o novo pórtico ficará no km 37+300.

A alteração ocorreu após pressão de moradores da região do Pós-Balsa, em São Bernardo do Campo. A agência afirma que a escolha atual levou em conta critérios técnicos, ambientais e sociais, incluindo a manutenção dos deslocamentos das comunidades próximas.

O local fica antes do início do trecho de serra, onde, conforme a Artesp, não há condições técnicas para instalar o equipamento. A implantação foi realizada pela concessionária Ecovias.

Como usar o pedágio eletrônico?

Com a entrada em operação do Siga Fácil — como é chamado o sistema de pedágios eletrônico do governo paulista — a tarifa de R$ 40,60, atualmente cobrada em um único sentido para quem segue ao litoral, será dividida em duas cobranças de R$ 20,30 por sentido. O valor total de uma viagem de ida e volta permanecerá em R$ 40,60, sem considerar eventuais mudanças tarifárias futuras.

O sistema utiliza câmeras, sensores e antenas para identificar os veículos por meio da placa ou de uma tag eletrônica. A passagem ocorre sem a necessidade de parar ou reduzir a velocidade para pagar o pedágio.

Motoristas que já utilizam tag não precisarão alterar o procedimento: a cobrança continuará automática. Quem não tiver o dispositivo deverá consultar os canais oficiais do Siga Fácil e pagar posteriormente, por Pix ou cartão de crédito, pelo site do sistema ou em totens de autoatendimento instalados em pontos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). O prazo informado para pagamento é de até 30 dias após a passagem.

Dados da concessionária obtidos entre junho e outubro de 2026 indicam que aproximadamente 75% dos veículos registrados no SAI tinham tag ativa. Entre caminhões e ônibus, o índice chegava a 93%; entre veículos de passeio, era de 70%. Os demais eram identificados por reconhecimento automático de placas, tecnologia conhecida como OCR.

Free-Flow: as diferentes formas de pagamento do pedágio eletrônico

 

Força Aérea compra três autotanques para abastecimento de aeronaves por 1,25 milhões

29 October 2026 at 11:52

A Força Aérea recebeu o aval do Governo para adquirir três autotanques de combustível para abastecimento de aeronaves por cerca de 1,25 milhões de euros, com financiamento plurianual através de verbas inscritas e a inscrever no orçamento da Força Aérea.

“A Força Aérea dispõe de diversas infraestruturas aeronáuticas que asseguram a operação, manutenção e sustentação dos seus sistemas de armas e demais meios aéreos, sendo indispensável garantir as adequadas condições de abastecimento de combustível às aeronaves, sendo necessário assegurar meios terrestres adequados, modernos e operacionalmente disponíveis para o transporte e abastecimento de combustível aeronáutico”, pode ler-se na portaria datada de 22 de outubro e publicada esta quinta-feira em Diário da República.

Para cumprir a sua missão, o ramo das Forças Armadas “identificou a necessidade de proceder à aquisição de 3 (três) autotanques de combustível, destinados a reforçar e assegurar a capacidade de transporte, distribuição e abastecimento de combustível às aeronaves, contribuindo para a continuidade e sustentabilidade das operações”.

Nesse sentido, a Força Aérea foi “autorizada a assumir o encargo plurianual relativo à aquisição de três autotanques de combustível destinados ao abastecimento de aeronaves, nos anos 2026 e 2027, até ao montante global máximo de 1 250 262 euros (um milhão, duzentos e cinquenta mil, duzentos e sessenta e dois euros), valor ao qual não acresce IVA”.

O encargo orçamental autorizado distribui-se por dois anos económicos, sem poder exceder os seguintes montantes:

  • 2026: 500 mil euros;
  • 2027: 750 262 euros.

Utentes a aguardar cirurgia no valor mais alto de sempre

29 October 2026 at 07:37
Lista de espera para cirurgia avoluma-se, enquanto a produção cirúrgica cai, com menos 24 mil cirurgias relativamente a 2025. Ordem dos Médicos diz que há "falta de vontade" para corrigir o caminho.

© GONÇALO DELGADO/OBSERVADOR

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