Bolsonaristas acusam STF de favorecer Lula com horário

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A determinação de ampliação do horário de votação até as 19h no segundo turno gerou reações imediatas entre parlamentares e lideranças políticas nas redes sociais neste domingo (25/10). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) veio a público manifestar forte desconfiança em relação às mudanças de última hora no pleito.
Em mensagens e alertas publicados para sua base de seguidores, o parlamentar criticou as decisões que alteraram o cronograma original da votação e o início da apuração dos votos. Ele classificou o cenário como manobra e convocou os eleitores e fiscalizações de campanha a permanecerem atentos e mobilizados até o encerramento total dos trabalhos.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou pedido de prorrogação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas restrito a cinco estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A solicitação foi feita em paralelo ao pedido da campanha de Lula (PT), que pedia a extensão em todo o país.
A declaração do parlamentar aumentou ainda mais o clima de tensão e polarização entre militantes e eleitores durante a reta final de fechamento das urnas. Para acompanhar dados oficiais sobre as regras e diretrizes do pleito, consulte o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi agredido em um ato de esquerda em Santos, no litoral de São Paulo, na noite desta sexta-feira (23/10). Ele ficou inconsciente durante uma apresentação da “Banda Esquerdantina”, que ocorreu em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e foi levado ao Hospital Santa Casa.
Marcelo ficou internado em coma induzido até o diagnóstico de morte cerebral, recebido neste domingo (25/10). O quadro é considerado irreversível. O motivo da agressão ainda é desconhecido, mas há suspeita de que tenha sido motivada por homofobia.
Em relato ao Metrópoles, Luiz Santana, músico do Esquerdantina, afirmou que episódios do tipo nunca ocorreram em outras apresentações da banda. “A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim”, disse. Ele afirmou que a banda se colocou à disposição da família de Marcelo para prestar assistência e que o episódio os deixou “muito abalados”.
Em nota, a banda exigiu a “rápida apuração” do caso e “consequente punição dos responsáveis”. “Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”, dizia a nota.
Em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aguarda retorno. O caso segue em investigação.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e a Procuradoria Eleitoral se manifestassem, em até 30 minutos, sobre falhas no transporte público de eleitores durante o segundo turno das eleições neste domingo (25).
A determinação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir que a votação não fosse encerrada às 17h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Os três municípios baianos registraram relatos de redução ou ausência de ônibus em circulação.
O documento assinado pelo presidente do TSE entrou no sistema do tribunal às 16h06. Às 16h25, foi publicada a intimação que formalizou o prazo para manifestação da Procuradoria Eleitoral. Até a última atualização das informações disponíveis, não havia resposta dos órgãos na consulta pública dos processos.
Em decisão separada, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país.
No pedido encaminhado ao TSE, a federação formada por PT, PCdoB e PV afirmou que o transporte coletivo nos três municípios baianos havia sido “suprimido ou drasticamente reduzido”. A representação mencionou ônibus fora de circulação, terminais e pontos lotados e longos períodos de espera, apesar de anúncios de operação com frota de dia útil e gratuidade.
O caso também mobilizou o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou ao TRE-BA o envio de informações sobre as ocorrências. O tribunal regional deverá relatar a situação do transporte coletivo nas três cidades e informar se foi cumprida a decisão que ordenou o restabelecimento imediato da frota de Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.
Mais cedo, o TRE-BA determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após pedido do PT relacionado à falta de ônibus na capital baiana durante a votação.
A Prefeitura de Salvador informou que Souza está em Paris, na França, em missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, ele retorna nesta segunda-feira (26) e vai se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.
O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para eleitores em oito estados durante o segundo turno. Além da Bahia, o levantamento inclui São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.
As informações foram reunidas pelo setor de inteligência do ministério com base em dados de órgãos públicos locais, como Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e gestores do transporte.
A disponibilidade de transporte público ganhou relevância na disputa eleitoral diante da preocupação das campanhas com a participação dos eleitores. A equipe de Lula pediu a ampliação do horário de votação para permitir que pessoas afetadas pelos problemas de deslocamento tivessem mais tempo para chegar às seções eleitorais.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou neste domingo (25/10), por volta das 9h20, em uma escola estadual de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Após deixar a seção eleitoral, agradeceu o apoio recebido durante a campanha e afirmou que os brasileiros não permitirão um “miliciano no comando do Palácio do Planalto”, em referência ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Lula destacou a participação popular nos atos realizados durante o segundo turno e atribuiu aos eleitores o protagonismo das manifestações. “Não foi partido político, não foi sindicato, foi o povo. O povo foi pra rua defender”, declarou. O petista afirmou que a mobilização superou suas expectativas e demonstrou reconhecimento pelo apoio recebido.

Antes de chegar ao local de votação, Lula também atacou a credibilidade do candidato do PL. Sem mencionar diretamente o nome do senador, afirmou que enfrentava um adversário identificado com a mentira. “Ele tem uma preferência por mentir. Por isso, eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso”, declarou.
Lula e Flávio Bolsonaro chegaram à votação decisiva após uma diferença inferior a dois pontos percentuais no primeiro turno. O senador do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente alcançou 45,16%. O resultado colocou os candidatos em uma disputa marcada por intensa mobilização política e manifestações públicas de apoio.
O presidente afirmou que, aos 80 anos, nunca havia testemunhado demonstrações semelhantes de apoio ao longo de sua trajetória política, iniciada nas disputas presidenciais de 1989. Citou atos realizados na Bahia, em Pernambuco, no Maranhão, no Pará, em Copacabana e na Avenida Paulista, em São Paulo.
Lula classificou as manifestações como excepcionais e afirmou que o reconhecimento recebido marcou sua campanha. “Vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo é algo que nunca vou conseguir pagar”, declarou, ao comentar a participação dos apoiadores na reta final da eleição.
Lula chegou à escola acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de integrantes do governo. Também participaram da comitiva os ministros Alexandre Padilha, Leonardo Barchinni e Paulo Pereira, além dos ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. Na chegada, o presidente recebeu manifestações de apoiadores e acenou ao público antes de entrar na unidade escolar.
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O governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil) participaram, neste sábado (24/10), de manifestações em Goiânia e Luziânia em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Os eventos marcaram o encerramento da campanha em Goiás antes do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A mobilização no Entorno do Distrito Federal percorreu aproximadamente nove quilômetros pelas principais avenidas de Luziânia. Segundo os organizadores, cerca de mil veículos integraram o cortejo, que reuniu representantes de diferentes partidos da base política estadual.

Na capital, o senador eleito Gustavo Gayer (PL) organizou uma caminhada que partiu da Avenida Mutirão, no Setor Bueno, em direção ao Parque Vaca Brava. O parlamentar abriu a manifestação com uma oração e associou o resultado das eleições à necessidade de mudanças nos rumos do país.
Daniel Vilela, Ronaldo Caiado e Gracinha Caiado defenderam a eleição de Flávio Bolsonaro e criticaram a administração federal. Durante os discursos, as lideranças também manifestaram expectativa de votação expressiva para o candidato do PL em Goiás.
O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil), classificou a carreata como um ato em defesa da recuperação nacional. Também participaram a senadora eleita pelo Distrito Federal, Bia Kicis (PL), e os prefeitos Márcio Corrêa (PL), de Anápolis, e Dr. Luis Otávio (PL), de Cristalina.
Entre os participantes estavam os deputados federais eleitos Célio Silveira (MDB), Fred Rodrigues (PL) e Major Vitor Hugo (PL). A mobilização também contou com os deputados estaduais Wilde Cambão (União Brasil), Amauri Ribeiro (PL) e Romário Policarpo (Cidadania).
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