Helena Roseta, Tiago Rodrigues e Pedro Abrunhosa estão entre os 23 subscritores que pedem hoje uma palavra do chefe de Estado após a carga policial em Lisboa e no Porto.
“Luís Montenegro respondeu à força grande, democrática e pacífica das ruas com violência policial, batendo, perseguindo, encurralando”, acusou Pureza. O coordenador do Bloco de Esquerda afirmou este domingo que a intervenção policial desta madrugada sobre os manifestantes pela habitação aconteceu “a mando do Governo” e considerou que o Presidente da República deve pronunciar-se sobre o que aconteceu. “Luís Montenegro respondeu à força grande, democrática e pacífica das ruas com violência policial, batendo, perseguindo, encurralando. Toda a nossa solidariedade com quem foi agredido e perseguido nesta madrugada só por se ter manifestado pacificamente”, afirmou José Manuel Pureza. No encerramento da Cimeira
A plataforma Casa para Viver condena a atuação policial nas acampadas de Lisboa e Porto e convoca um protesto no Parlamento. Exige o apuramento de responsabilidades e um orçamento que responda à crise da habitação.
Bugalho destaca alegado arremesso de objetos por parte dos manifestantes. E Montenegro “não ficou nem cego, nem surdo, nem mudo”, garante. Luís Neves disse: “só vi um bastão a ser usado”. O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, defendeu este domingo que existiu proporcionalidade na resposta policial às manifestações desta madrugada pelo direito à habitação, e acusou o secretário-geral do PS de irresponsabilidade e hipocrisia. Em declarações aos jornalistas transmitidas pelas televisões a partir de Aveiro, Bugalho afirmou que o PSD recusa “uma falsa clivagem” entre a autoridade dos polícias e a liberdade de expressão dos manifestantes, dizendo que houve arremesso
O coletivo algarvio exige a demissão de Luís Montenegro e o arquivamento dos processos contra as pessoas detidas nos protestos pelo direito à habitação.
Ministério afirma que a instalação permanente de tendas leva a ausência de segurança e higiene. Ainda, Sebastião Bugalho acusa líder do PS de ser "oportunista" e "irresponsável".
Líder do Chega diz que forças de segurança não tinham outra alternativa para repor a ordem pública. Ainda, José Luís Carneiro critica silêncio de Luís Montenegro e pede responsabilidade ao Governo.
É permitido manifestar depois das 00h30? É permitido montar e manter as tendas nestes espaços? Como se defende a PSP e o que dizem os manifestantes a seu favor? A Constituição sobrepõe-se à lei de 1974? A intervenção da PSP nas acampadas pelo direito à habitação, em Lisboa e no Porto, está a dividir opiniões por várias razões. Até onde vai o direito à manifestação protegido pela Constituição? Podem ser mantidas tendas desta forma no espaço público? A atuação da polícia foi legal ou não? É permitido manifestar depois das 00h30? A constitucionalidade desta restrição horária parece estar em causa.
Renata Cambra apresentou pedido de intimação no Tribunal Administrativo, para impedir PSP de travar tendas na Praça D. Pedro IV. MAI sugere que isso levaria a cenário de risco e ausência de controlo.
Jorge Pinto pede explicações sobre a ação da PSP nos protestos pela habitação. Ainda, manifestantes detidos durante a madrugada começam a ser libertados.
Número exato de feridos ainda por apurar: a versão da PSP é muito diferente da versão das acampadas. Manifestantes estarão hoje, novamente, pelas 19h, em assembleia popular e já há pelo menos mais duas manifestações agendadas. A madrugada deste domingo foi palco de intervenções policiais simultâneas no Porto e em Lisboa, para retirar à força os manifestantes que se recusaram a desmontar as dezenas de tendas montadas pelo direito à habitação nas duas cidades. O balanço oficial da PSP mais recente aponta para 31 detidos e 11 feridos (5 no Porto e 6 em Lisboa, e três são polícias) nas
A Polícia de Segurança Pública desenvolveu, durante a madrugada deste domingo, pelas 02h00, uma operação policial coordenada no Rossio (Praça D. Pedro IV), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, com o objetivo de desmantelar acampamentos não autorizados e repor a legalidade na ocupação do espaço público. Segundo a PSP, a intervenção ocorreu após se esgotarem as tentativas de remoção voluntária das estruturas montadas no âmbito de manifestações que se mantinham no local, onde já se registavam danos no património público.
Da intervenção policial resultaram, até ao momento, 31 detenções por desobediência (25 em Lisboa e 6 no Porto), sendo os detidos notificados para comparecer perante a autoridade judiciária na próxima segunda-feira. Segundo a mesma fonte, registaram-se 11 feridos (5 em Lisboa e 6 no Porto), entre os quais três agentes da PSP e oito civis, destacando-se o ferimento de um polícia provocado por um canídeo de um manifestante na capital. As Polícias Municipais de ambas as cidades procederam ainda à remoção e apreensão de 171 estruturas de acampamento (117 em Lisboa e 54 no Porto).
No Porto, as autoridades apreenderam um artigo de pirotecnia (petardo), três latas de tinta arremessadas contra os agentes e uma embalagem de gás pimenta. Segundo a PSP, embora o direito de manifestação estivesse previamente comunicado e tenha decorrido com normalidade durante o dia 24 de outubro em várias cidades, a manutenção dos acampamentos violava as disposições legais e os limites de ocupação do espaço público. A operação contou com o apoio das Polícias Municipais, dos serviços de higiene urbana de Lisboa e Porto, do INEM e da Proteção Civil.
A PSP justifica intervenção policial e garante que "continuará a exercer as suas competências com rigor, equilíbrio e respeito pelos direitos fundamentais".
Dezenas de polícias da PSP estão ainda nos arredores d a Praça Dom João I no Porto e da Praça do Rossio em Lisboa. Ainda, o futebol clube do porto venceu o Gil Vicente por 1-0.
Dezenas de polícias cercam a esta hora a Praça do Rossio e a Praça D. João I. Ainda, em Barcelona os manifestantes partiram lojas e vandalizaram a cidade.
As ordens das autoridades a esta hora são que as pessoas podem ficar, mas as tendas têm de sair agora. Ainda, o líder do Partido Socialista diz que está em solidariedade com os manifestantes.