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Furiosa AI fecha ronda de financiamento de 620 milhões e reforça equipas de em Portugal

30 October 2026 at 11:55

A Furiosa AI, empresa sul-coreana que desenvolve aceleradores de inteligência artificial para inferência com elevada eficiência energética, anunciou o fecho de uma ronda de financiamento Series D de 620 milhões de dólares (547 mil milhões de euros), com uma avaliação pós-investimento de 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros). A ronda contou com a participação dos investidores internacionais Cisco Investments, Infinitum, Jericho Capital, NeoFort Holding, QUDA Capital e Worldline Capital. O Fundo Nacional de Crescimento da Coreia do Sul contribuiu com 280 milhões de dólares (247 milhões de euros). O Export-Import Bank of Korea, a UAMCO e a Hanwha Asset Management entraram como novos investidores.

Os três investidores iniciais da empresa, NAVER, DSC Investment e KDB Capital, voltaram a investir, tal como o KDB, a Nextrans, a Kakao Investment e vários outros investidores das primeiras rondas. O novo capital será aplicado em três frentes: aumentar a produção do acelerador de inferência RNGD, reforçar o ecossistema de software e acelerar o desenvolvimento do chip de terceira geração. A Furiosa AI prevê produzir 20 000 aceleradores RNGD em 2026 e mais do que duplicar esse volume em 2027, para mais de 40 000 unidades.

O chip de terceira geração, em desenvolvimento com a Broadcom e outros parceiros, terá um design multi-die em 2 nm com memória HBM4/4E. Destina-se a executar modelos de fronteira de IA baseados em agentes em grandes clusters.

Lisboa reforça o seu papel como sede europeia

Com este financiamento, a Furiosa AI vai reforçar as equipas de investigação e desenvolvimento (I&D) e comercial em Portugal. Lisboa é, a par de Seul, Silicon Valley e Singapura, um dos locais onde a empresa está a recrutar. A Furiosa AI abriu a sua sede europeia em Lisboa em abril de 2026. O escritório concentra as operações comerciais e o suporte técnico a clientes e parceiros em toda a Europa. Acolhe também uma equipa de I&D dedicada a compiladores e ao desenho de chips, uma combinação de funções que dá a Lisboa um papel na organização global da empresa. Em julho, a empresa deu o primeiro passo na disponibilização do RNGD na Europa, com a instalação de servidores no centro de dados LS2 da Equinix, em Lisboa. Estes servidores permitem às empresas europeias avaliar o desempenho da arquitetura da Furiosa nos modelos de IA mais avançados, com o apoio da equipa de Lisboa.

“Esta ronda confirma a aposta da Furiosa AI em Portugal. Seis meses depois de abrirmos a sede europeia em Lisboa, vamos reforçar tanto a equipa de I&D, em compiladores e desenho de chips, como a equipa comercial que acompanha os clientes europeus. Portugal tem o talento e a energia limpa de que a infraestrutura de IA precisa, e queremos que o país seja o centro de toda a atividade da Furiosa AI na Europa”, diz Nuno Lopes, vice-presidente para a Europa e África da Furiosa AI.

Portugal Ventures conclui saída da Perceive3D após aquisição pela Smith+Nephew

30 October 2026 at 11:54
Banco do Fomento

A Portugal Ventures anunciou a conclusão do desinvestimento na Perceive3D, empresa portuguesa de tecnologia médica adquirida integralmente pela multinacional britânica Smith+Nephew em 2020. O anúncio, divulgado a 29 de outubro, surge na sequência da autorização pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) do sistema TESSA, desenvolvido a partir da tecnologia da startup.

Fundada por João P. Barreto e Rui Melo, a Perceive3D nasceu como spin-off da Universidade de Coimbra e dedica-se ao desenvolvimento de soluções de visão por computador, inteligência artificial e realidade aumentada aplicadas à cirurgia minimamente invasiva. A sua plataforma de navegação para artroscopia permite transpor o planeamento pré-operatório para o contexto cirúrgico em tempo real, com o objetivo de aumentar a precisão dos procedimentos.

Esta tecnologia deu origem ao TESSA — Tracking Enabled Spatial Surgery Assistant —, atualmente integrado no portefólio da Smith+Nephew. Segundo o comunicado, a primeira aplicação clínica do sistema destina-se à reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior do joelho, numa abordagem de navegação intra-articular que a empresa designa por «Cirurgia Espacial». A autorização da FDA foi concedida através da via regulatória De Novo.

A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do Grupo Banco Português de Fomento, investiu na Perceive3D em 2013, quando a empresa se encontrava na fase pre-seed. Ao longo dos anos, apoiou o desenvolvimento tecnológico, a proteção da propriedade intelectual, a validação clínica e os primeiros projetos-piloto hospitalares.

A aquisição pela Smith+Nephew, em 2020, permitiu acelerar o desenvolvimento industrial e regulatório da tecnologia, de acordo com a nota de imprensa. O comunicado não divulga o valor da aquisição, o montante investido pela Portugal Ventures ou o retorno obtido com a operação, nem detalha as condições da conclusão do desinvestimento agora anunciada.

Para Marco Neves, presidente do conselho de administração da Portugal Ventures, a integração da tecnologia num grupo internacional e a autorização regulatória nos Estados Unidos demonstram o papel do investimento na valorização da investigação científica. «Ver esta tecnologia integrada num líder global como a S+N e agora validada pela FDA confirma o impacto que o capital de risco pode ter na transformação de ciência em inovação», afirma, citado no comunicado.

João P. Barreto, fundador e diretor executivo e científico da Perceive3D, destaca a complexidade do percurso entre a investigação inicial e a chegada ao mercado. “Levar uma tecnologia médica com esta complexidade e sofisticação de TRL 1 a TRL 9, ou seja, dos princípios científicos básicos até à introdução no mercado, foi uma experiência única e com poucos precedentes em Portugal”, refere.

O responsável salienta ainda o contributo da Universidade de Coimbra, da Portugal Ventures, enquanto principal investidor, e da Smith+Nephew, que adquiriu a tecnologia antes da sua comercialização.

Também o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, considera que a autorização constitui um reconhecimento da investigação desenvolvida na instituição. O percurso da Perceive3D, afirma, demonstra “como o conhecimento produzido na nossa instituição pode transformar-se em inovação com impacto global”.

Dormidas no alojamento turístico com maior crescimento em quatro meses em setembro

30 October 2026 at 11:51

As dormidas no setor do alojamento turístico registaram em setembro o maior crescimento em quatro meses, subindo 2% para 8,7 milhões, e acumulam um aumento de 1,5% nos primeiros nove meses, para 66,0 milhões, divulgou hoje o INE.

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), no acumulado dos primeiros nove meses do ano, os proveitos totais do setor cresceram 5,3%, para 6.020,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) subiram 5,0% para 4.649,2 milhões.

Considerando apenas o mês de setembro, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+2,5%) e 8,7 milhões de dormidas (+2,0%).

Nesse mês, os proveitos totais ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões, correspondendo a crescimentos de 6,1% e 6,0%, respetivamente.

Binance alvo de cibertataque nas criptomoedas. Desvio superior a 5,5 mil milhões

By: ZAP
30 October 2026 at 11:30
A plataforma de negociação de criptomoedas Binance revelou, esta quinta-feira, ter sido alvo de um ataque informático que poderá constituir o maior roubo da história do setor, com um impacto estimado em 6,3 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros). Especialistas em análise de blockchain apontam a Coreia do Norte como provável responsável pelo ataque. A empresa conseguiu congelar cerca de 3 mil milhões de dólares (aproximadamente 2,7 mil milhões de euros) em ativos, numa tentativa de impedir a movimentação dos fundos desviados. As empresas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis acompanharam o incidente e os

Acaba nesta sexta prazo para empresas escolherem modelo do Simples

Logo Agência Brasil

Os micro e pequenos empresários precisam ficar atentos. Acaba nesta sexta-feira (30) o prazo para a escolha do regime tributário que entrará em vigor em janeiro, com a reforma tributária.

Os negócios que desejarem recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular terão até esta sexta para registrar a opção.

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Quem não fizer a escolha continuará a recolher pelo regime simplificado, que tem uma alíquota variável por tipo e tamanho de negócio posteriormente rateada em diversos tributos.

Também acaba nesta sexta o prazo para as empresas regularizarem as pendências que impediram o ingresso no Simples Nacional. O prazo de opção pelo regime acabou no dia 15.

O Simples Nacional é um regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano. Por causa do novo sistema tributário, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha do regime tributário. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.

A data limite acabaria em 30 de setembro, mas, após diálogo com o Conselho Federal de Contabilidade e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o CGSN estendeu o prazo para 15 de outubro.

O novo prazo foi regulamentado por resolução do CGSN editada no fim de setembro. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.

As micro e pequenas empresas têm de 3 de novembro a 20 de dezembro para desistir das opções. O prazo vale tanto para reverter a inclusão no Simples como para cancelar o recolhimento do IBS e da CBS a partir de 2027.

O que muda

A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.

Os novos prazos são:

  • 1º de setembro a 15 de outubro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
  • 1º de setembro a 30 de outubro de 2026: escolha do regime regular da CBS e do IBS para o primeiro semestre de 2027;
  • 30 de outubro de 2026: regularização de pendências que tenham impedido opção pelo Simples Nacional;
  • 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026: prazo para desistir das opções.

As seguintes datas estão mantidas:

  • 1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
  • 1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.

Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.

IBS e CBS

Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.

Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deveria ter sido feita em setembro, com validade de janeiro a junho.

Quem não fez a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.

A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.

A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.

Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:

  • perfil dos clientes;
  • cadeia de fornecedores;
  • possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
  • formação de preços;
  • impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.

Optantes

Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.

Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa em setembro deste ano, para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.

As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.

Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.

Abertura de empresas

As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.

Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.

A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.

Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.

Desistência

A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.

Quem fez o pedido até 15 de outubro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.

O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.

A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.

Regra do MEI

A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao Microempreendedor Individual (MEI).

Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.

Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.

NFS-e nacional

Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.

A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.

O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.

Entre as providências recomendadas estão:

  • testar a emissão das notas;
  • verificar a integração com sistemas de gestão;
  • conferir a parametrização dos dados fiscais;
  • preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.

A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.

A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.

A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.

Planejamento

Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.

A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.

Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.

Governo lança parceria público-privada para construir novo hospital em Barcelos

30 October 2026 at 11:33

O Governo deu o primeiro passo formal para avançar com uma parceria público-privada (PPP) destinada à construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende. De acordo com um despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República, o Ministério da Saúde determina que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) prepare uma proposta “fundamentada” para o estudo e lançamento da PPP, que terá de abranger a “concepção, o projeto, a construção, o financiamento, a conservação e a manutenção” da futura unidade hospitalar.

Contudo, a decisão — assinada na passada segunda-feira, dia 26 de outubro, pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão — estabelece que a PPP fica circunscrita apenas à componente de infraestrutura, ficando “expressamente excluídas” do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde. Estas permanecerão sob a responsabilidade da Unidade Local de Saúde (ULS) de Barcelos/Esposende.

Terreno destinado à construção do novo hospital de Barcelos-Esposende

A ACSS terá de remeter a “proposta fundamentada” ao gabinete do secretário de Estado até 1 de março de 2027, sendo que o documento deve permitir avaliar e preparar o modelo de parceria a adotar para concretizar o novo hospital, ao abrigo do regime jurídico das parcerias público-privadas.

Em paralelo, o despacho determina que a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) apresente, até 15 de dezembro deste ano, uma proposta para definir o enquadramento assistencial da futura unidade hospitalar. Entre os aspetos a considerar estão o “posicionamento” do hospital na rede do SNS, o “perfil assistencial”, os “níveis de diferenciação”, a “articulação” com outras unidades de saúde e a “integração nas redes de referenciação hospitalar”.

Caberá também à ULS de Barcelos/Esposende disponibilizar à ACSS, até à mesma data, os “elementos técnicos e assistenciais” necessários à preparação do projeto. Segundo o despacho, os “requisitos clínicos e funcionais” da infraestrutura terão de ser ajustados às “necessidades de saúde da população”, à “organização dos cuidados” e à “evolução previsível” da procura.

Num investimento estimado em 200 milhões de euros (incluindo os terrenos já adquiridos pela Câmara Municipal de Barcelos por 4 milhões), a construção do novo Hospital de Barcelos-Esposende vai substituir o atual Hospital Santa Maria Maior, integrado na ULS de Barcelos/Esposende e instalado em edifícios da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, e deverá servir uma população superior a 150 mil pessoas de ambos os concelhos.

O projeto prevê uma unidade hospitalar com capacidade para 218 camas de internamento, seis salas de bloco operatório (com possibilidade de expansão) e 30 gabinetes de consulta externa. Estão ainda previstas valências de hospital de dia e uma área de diagnóstico com equipamentos como ressonância magnética, TAC, raio-X e ecografia.

O processo de construção tem sido sucessivamente adiado ao longo de quase duas décadas. A necessidade de substituir o atual hospital foi reconhecida em 2007, mas o projeto só voltou a ganhar impulso nos últimos anos, com a revisão do programa funcional e o lançamento, em junho do ano passado, do concurso para a elaboração do projeto.

Citado num comunicado enviado ao ECO, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, realça que o novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma “prioridade absoluta” para o concelho e a região, assinalando a “satisfação” por o Governo continuar a “desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance”. “O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, sublinha.

Unisana investe 40 milhões para triplicar dimensão do Hospital de Almada

30 October 2026 at 11:31

O Grupo Unisana Hospitais vai investir 40 milhões de euros para expandir o Hospital de Almada. O investimento prevê a construção de um novo edifício, que vai permitir triplicar a dimensão da unidade de saúde detida pelo grupo liderado por Eduardo Nuno Moniz. A obra será realizada em duas fases, com a conclusão global prevista para o final de 2029.

De acordo com um comunicado divulgado esta sexta-feira, o projeto prevê a construção de um novo edifício hospitalar, articulado com a reabilitação da unidade atual, formando um complexo hospitalar único e integrado. Com o novo edifício, o hospital vai “triplicar a sua capacidade atual, passando a disponibilizar uma área de cerca de 15 mil metros quadrados”.

Entre as infraestruturas e serviços disponíveis estarão três salas de bloco operatório, cerca de 50 camas, uma clínica de reprodução medicamente assistida, uma Unidade de Medicina Nuclear com PET, atendimento permanente, unidade de cuidados paliativos. Segundo adianta o grupo de saúde, haverá ainda um reforço significativo da capacidade de imagiologia, uma modernização integral das infraestruturas e uma aposta na experiência dos clientes e dos profissionais de saúde da unidade.

“O Unisana Hospital de Almada está a crescer, captando cada vez mais clientes e profissionais graças à competência da equipa clínica e satisfação do acolhimento de seus profissionais. Para dar resposta a esta crescente procura e oferecer ainda melhores condições e a mesma proximidade de sempre, vamos iniciar a construção da expansão do Unisana Hospital de Almada, a qual deverá ser concluída no final de 2029”, explica Eduardo Moniz, CEO da Unisana Hospitais, citado no comunicado.

Com uma equipa de cerca de 100 médicos, o Unisana Hospital de Almada, serve atualmente mais de 30 mil utentes por ano, realizando mais de mil cirurgias, mais de 45 mil consultas e mais de 65 mil exames.

O reforço das infraestruturas é realizado no âmbito da parceria já existente com a Lifento, gestora de fundos de investimento imobiliário pan-europeia independente especializada no setor da saúde e imobiliário médico-social.

O grupo de saúde Unisana, que juntou os investimentos realizados pela Atena Equity Partners e pela 3T Portugal nos últimos três anos, arrancou em 2024 com três hospitais (Almada, Torres Vedras e Porto) e duas clínicas (Santarém). Atualmente o grupo detém unidades de saúde no Porto, Santarém, Torres Vedras, Lisboa e Almada, que incluem o Hospital da Ordem Terceira do Chiado em Lisboa, o Hospital da Lapa no Porto, o Hospital de Almada, o Hospital do Oeste Soread em Torres Vedras ou a Clínica de Santarém.

As unidades sob gestão do grupo realizam mais de 175 mil consultas, 350 mil exames e mais de 11 mil cirurgias por ano, servindo 160 mil utentes de todo o país. A equipa da Unisana Hospitais conta com a colaboração de 560 médicos, além de enfermeiros e outros profissionais de saúde dedicados.

Turismo fecha o verão com receitas a subirem 6% apesar da queda nos franceses

30 October 2026 at 11:28

O fim do verão foi proveitoso para o turismo em Portugal. O setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes e 8,7 milhões de dormidas em setembro, o que representa uma subida de 2,5% e 2%, respetivamente, de acordo com as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

As receitas turísticas ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões de euros, o que se traduziu em crescimentos de 6% nos dois casos, caso se confirmem os dados do organismo de estatística nacional.

“O crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes, embora com evoluções distintas. As dormidas dos residentes aumentaram 3,1% para 2,5 milhões, acelerando face a agosto (+1,4%). Em sentido contrário, as dormidas de não residentes cresceram 1,6%, para 6,2 milhões, abrandando ligeiramente face ao mês anterior (+1,9%)”, lê-se no relatório do INE.

Entre os dez principais países de onde chegaram turistas, destacou-se a Polónia. O número de turistas polacos registou o maior crescimento no nono mês do ano (+11%), enquanto o mercado francês manteve-se na liderança das quedas (-5,5%).

Ainda assim, o Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor de turistas estrangeiros, com uma quota de 19,1%, após um crescimento de 3% em setembro. Seguiu-se o mercado alemão (quota de 12%, apesar da queda de 2,9%) e o norte americano, que representou 11,4% das dormidas de não residentes, na sequência de uma subida de 5,7%.

Turistas ficaram menos noites nos hotéis e alojamentos

Apesar do aumento nas receitas, dormidas e hóspedes, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal foi de 2,57 noites, o que significa que caiu 0,4%. As zonas do país onde os turistas ficaram, em média, mais noites foram na Madeira (4,55 noites) e no Algarve (3,92 noites). Ambas, a par do arquipélago dos Açores (3,18 noites), mantiveram valores superiores à média nacional.

No mês passado, o Norte registou o maior crescimento das dormidas (+6,6%), seguido do Centro e da Grande Lisboa (+2,8% nas duas regiões). Por outro lado, o maior decréscimo foi observado no Oeste e Vale do Tejo (-2%). A maioria (68,5%) do total de dormidas ficou concentrada nas regiões do Algarve (27,5% do total), Grande Lisboa (22,2%) e Norte (18,8%).

Notícia atualizada às 11h31 com mais informação

Combustíveis, frotas e contratos: onde está o risco?

30 October 2026 at 10:30
Ana Catarina Dias, Pedro Costa e Nuno Barradas debatem os custos dos combustíveis, a eletrificação e os desafios do setor de transportes e logística.

El beneficio operativo de Seat & Cupra se desploma por la presión competitiva

30 October 2026 at 10:18

La complicada situación del grupo Volkswagen no es ajena a Seat & Cupra. Las marcas españolas también están sufriendo en este 2026 después de obtener un resultado operativo de 'apenas' 6 millones de euros, un 59,3% menos que en el mismo periodo del año anterior. Unas cifras que desde la marca atribuyen directamente a los menores márgenes de los vehículos eléctricos, "la creciente presión competitiva o la volatilidad geopolítica", tal y como han confirmado las firmas en un comunicado.

El consejero delegado de la compañía, Markus Haupt, ha remarcado que, tras "las primeras aportaciones positivas" de su estrategia 'Elevate' y del 'Performance Program' durante el primer semestre del año, el entorno de mercado se ha vuelto significativamente más exigente durante el tercer trimestre. Los últimos meses han sido especialmente relevantes, con un ritmo de electrificación que se ha acelerado, incluso más que en otros países como Alemania o Francia. A pesar de que ha resultado positivo, esto ha generado otros retos, pues los márgenes de los vehículos BEV todavía siguen siendo más bajos que los de combustión.

Cierto es que las cifras de ventas de algunas de sus mayores apuestas, como el Cupra Raval, muestran una línea positiva, aunque para llegar a este punto han tenido que hacer frente a una inversión considerable, tal y como recoge el mismo documento: "Incluye tanto campañas de lanzamiento como la entrada en los mercados".

"La baja rentabilidad y generación de caja amenazan seriamente nuestra capacidad para invertir en el futuro de la compañía. El ritmo acelerado de la electrificación refuerza la urgente necesidad de reducir los costes de nuestros vehículos eléctricos. Reevaluaremos rigurosamente todas las inversiones previstas y mantendremos una estricta disciplina de costes", ha apuntado el vicepresidente ejecutivo de finanzas, Patrik Andreas Mayer.

Dadas las circunstancias que desde la marca contemplan que se prolonguen, la compañía sigue apostando por su estrategia 'Elevate' basada en "la excelencia operativa, la creación de valor y el crecimiento de Cupra". Un plan que, por el momento, ya ha comenzado a dar sus frutos, mientras siguen reforzando el control de costes y las mejoras de eficiencia. Una idea que se refuerza con un récord de 250.000 entregas en lo que va de año gracias, entre otros aspectos, al gran empuje de Cupra.

A esta dinámica está contribuyendo notablemente el Cupra Raval, el eléctrico urbano made in Spain que nace en la planta de Martorell y que ya acumula más de 50.000 pedidos desde el inicio de la comercialización en abril. A pesar de unos números positivos, la compañía española coloca a Martorell como uno de sus pilares fundamentales para continuar con la expansión global, especialmente de su firma premium.

Alcanena e Torres Novas vão partilhar parque empresarial com mais de mil hectares

By: Lusa
30 October 2026 at 10:07

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo quer criar um parque empresarial com uma área potencial de 1.084 hectares em Alcanena e Torres Novas, para captar investimentos industriais e logísticos de dimensão nacional.

A proposta, apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), pretende afirmar o território como “uma nova centralidade de investimento empresarial”, segundo um comunicado da CIM Médio Tejo, com sede em Tomar, no distrito de Santarém.

O projeto foi apresentado no âmbito do processo de identificação das Áreas Empresariais Estratégicas (AEE) de interesse nacional, visando reforçar a capacidade de atração de empresas e criação de emprego.

A primeira fase contempla 388 hectares, dos quais 40 já se encontram em obras de infraestruturação, 141 estão classificados como espaço industrial e 207 permanecem em fase de classificação.

Segundo o documento técnico que acompanha a proposta, a que a Lusa teve acesso, a empreitada em curso, correspondente ao primeiro setor da área empresarial, tem conclusão prevista para o segundo trimestre de 2027.

Numa segunda fase, os municípios propõem uma expansão de aproximadamente 696 hectares, distribuídos por Alcanena, com cerca de 560 hectares, e Torres Novas, com 136, elevando a dimensão potencial do parque para 1.084 hectares.

A CIM considera que esta dimensão permitirá acolher investimentos produtivos e logísticos de grande escala, reforçando a competitividade económica da região Oeste e Vale do Tejo.

Entre as principais vantagens identificadas está a localização junto ao eixo das autoestradas A1 e A23, com ligações aos principais corredores rodoviários nacionais e ao mercado ibérico.

A proximidade à estação ferroviária do Entroncamento e aos terminais de Porto Seco de Riachos e Entroncamento é também apontada como fator de competitividade para empresas ligadas à distribuição de mercadorias e às cadeias internacionais de abastecimento.

O estudo apresentado pelos municípios indica que a área de influência do futuro parque, considerando um raio de deslocação de 30 minutos, abrange mais de 200 mil habitantes, constituindo uma base relevante para o recrutamento de trabalhadores.

Segundo um relatório da consultora CBRE, de 2024, 39% dos inquiridos admitia procurar novos espaços logísticos, enquanto a indústria transformadora, os transportes e a armazenagem representavam cerca de 40% do emprego na Região Centro.

Entre os operadores logísticos, 42% manifestavam intenção de expansão, percentagem que atingia 36% no retalho e na indústria. Dos inquiridos que previam expandir-se, 54,5% apontavam a Região Centro como destino potencial.

Além da disponibilização de terrenos para novas empresas, a estratégia contempla incentivos fiscais à instalação e expansão de atividades económicas, apoio ao comércio e à criação de emprego qualificado, bem como uma “via verde para o investimento”, destinada a agilizar os processos empresariais.

Estão também previstas soluções de habitação a custos acessíveis para trabalhadores e famílias, bem como intervenções de regeneração urbana e valorização dos centros urbanos.

A CIM defende que a articulação entre os dois municípios é fundamental para atrair investidores e reforçar a capacidade produtiva regional.

A proposta procura obter reconhecimento como área empresarial de interesse estratégico nacional, não sendo indicados o investimento global necessário nem os prazos para a expansão.

A CIM do Médio Tejo integra 11 municípios do distrito de Santarém: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Casas como Hermès o Vuitton se consolidan, mientras Gucci pierde

30 October 2026 at 09:34

El recién publicado ranking Best Global Brands 2026 elaborado por Interbrand revela un panorama de polarización creciente también en el sector del lujo. Mientras el valor total de las 100 marcas más valiosas del mundo alcanza los 3,8 billones de dólares (un incremento del 8,1 % respecto a 2025), el segmento de alta gama muestra una clara división entre las casas que consolidan su fuerza y aquellas que pierden terreno.

El cambio más simbólico se produce en la cúspide del lujo. Un lugar donde Hermès se convierte por primera vez en la marca de lujo más valiosa del mundo. Con un valor de 45.200 millones de dólares y un crecimiento del 10,6 %, supera por un estrecho margen a Louis Vuitton, que cae al segundo lugar del sector con 45.100 millones y un descenso del 6,9 %. En el ranking global, Hermès asciende al puesto 15 y Louis Vuitton se sitúa un puesto por debajo.

Hermès ha reforzado su posición como marca gracias a su labor artesana

Un relevo que no parece casual. La propia Interbrand destaca que Hermès ha reforzado su posición mediante una estrategia basada en la artesanía excepcional, la escasez controlada y experiencias exclusivas como la iniciativa Hermès in the Making. Una exposición itinerante internacional organizada por la casa francesa con la que quiere mostrar al público el proceso de creación artesanal de sus objetos y reivindicar la durabilidad, la reparación y el cuidado del medioambiente frente al modelo de la moda rápida.

Además, Hermès mantiene su promesa de exclusividad, en lugar de perseguir volumen, lo que le ha permitido mantener una deseabilidad elevada incluso en un entorno de consumo más cauteloso. El informe destaca, por el contrario, que Louis Vuitton, a pesar de relevantes asociaciones y expansión de categorías, no ha logrado el mismo nivel de resiliencia.

Comportamiento dispar para Chanel, Cartier, Tiffany o Gucci

Otras casas de lujo también registran avances significativos en este listado. Chanel sube al puesto 24 con 32.900 millones de dólares (+8,1 %), impulsada por la renovación creativa bajo la dirección artística de Matthieu Blazy, que ha inyectado energía fresca sin abandonar los códigos identitarios de la maison.

En joyería, Cartier alcanza los 12.200 millones (+9,4 %) y Tiffany & Co. los 8.100 millones (+6,2 %), demostrando que la inversión en creatividad, las asociaciones culturales y las experiencias en tienda siguen siendo recompensadas por los consumidores.

En el lado opuesto, Gucci sufre la caída más pronunciada del sector: su valor de marca se reduce un 30,7 %, hasta 8.100 millones de dólares, y desciende 24 posiciones hasta el puesto 93. Dior también retrocede.

Unos descensos que ilustran la tesis central de Interbrand para 2026: el patrimonio histórico ya no basta. Solo las marcas capaces de combinar herencia con relevancia cultural, deseabilidad sostenida y una experiencia de cliente que justifique el precio premium logran convertir su fuerza en crecimiento real.

Moeve gana un récord de 1.430 millones de euros, seis veces más, e incrementa a máximos sus inversiones

30 October 2026 at 09:51

Moeve cosechó un beneficio neto ajustado de 1.134 millones de euros durante los primeros nueve meses del año, lo que supone un crecimiento del 140% respecto al mismo periodo de 2025. Esta cifra, que refleja el rendimiento de las actividades propias del grupo, estuvo acompañada de un volumen de inversión histórico, cercano a los 890 millones de euros, según comunicó la compañía. En un escenario marcado por el repunte del precio del petróleo, el beneficio neto -que también incluye impuestos extraordinarios- se disparó un 481% frente a los 246 millones registrados al finalizar septiembre de 2025.

Estos resultados se produjeron en un contexto marcado por un precio medio del barril de petróleo Brent de 94 dólares, un 33% superior al registrado entre enero y septiembre de 2025. Asimismo, los márgenes de refino llegaron a los 17 dólares, más del doble de los 7,2 dólares contabilizados un año antes. La compañía también subrayó que el incremento en el uso de la capacidad de refino y el aumento de la producción favorecieron una mayor disponibilidad de productos esenciales, especialmente diésel y queroseno. Esta evolución ayudó a reducir las dificultades de suministro provocadas por el agravamiento de las tensiones geopolíticas y las alteraciones en los mercados energéticos internacionales.

De este modo, Moeve refuerza su posición financiera después de que esta misma semana se confirmara el fin de las negociaciones con la portuguesa Galp. Ambas compañías estudiaban la posibilidad de unir sus negocios tradicionales de refino, distribución y comercialización de carburantes en estaciones de servicio, con el objetivo de crear un gran grupo energético en la península ibérica.Inversiones récord y apuesta por la transición energética

La inversión total de Moeve ascendió a 885 millones de euros, lo que representa un crecimiento interanual del 17 % y marca un nuevo récord para la empresa. De esta cantidad, 612 millones de euros, equivalentes al 69 % del total, se destinaron a iniciativas vinculadas con la transición energética. En comparación, durante los nueve primeros meses de 2025 se dedicaron 396 millones de euros a esta finalidad, el 52 % de las inversiones. Además, España concentró el 93 % del desembolso realizado.

Durante este periodo, el grupo continuó impulsando su estrategia Positive Motion, diseñada para posicionarse como una compañía de referencia en el desarrollo de moléculas verdes y soluciones de movilidad sostenible en España y Portugal. Entre los principales avances destaca el comienzo, anunciado en septiembre, de las obras del mayor proyecto energético de hidrógeno verde de Europa, situado en el Valle Andaluz del Hidrógeno Verde. La iniciativa contempla una inversión conjunta superior a los 1.000 millones de euros y prevé la participación de más de 8.000 empleos directos, indirectos e inducidos a lo largo de toda la cadena de valor.Aportación fiscal y medidas para los clientes

En el plano financiero, el resultado bruto de explotación ajustado (Ebitda) alcanzó los 2.409 millones de euros, prácticamente el doble que los 1.192 millones obtenidos durante el mismo periodo del ejercicio anterior. Esta evolución positiva se explica por el buen funcionamiento de sus principales áreas de negocio y por la mejora de los márgenes de refino. Moeve aportó un total de 3.566 millones de euros en impuestos en España durante los nueve primeros meses del año. De esa cifra, 2.197 millones correspondieron a tributos asumidos directamente por la compañía, mientras que los 1.369 millones restantes fueron recaudados en nombre de la Hacienda pública española. En paralelo, ante el elevado coste de la energía, la empresa decidió prolongar y reforzar hasta finales de año su campaña de descuentos destinada a sus clientes.

El flujo de caja procedente de las operaciones alcanzó los 1.689 millones de euros entre enero y septiembre. Esta generación de recursos permitió respaldar el desarrollo de proyectos estratégicos y fortalecer la situación financiera del grupo, controlado por el fondo soberano de Abu Dabi Mubadala y la firma estadounidense The Carlyle Group. Al cierre de septiembre, la deuda neta se redujo hasta los 2.131 millones de euros. Como consecuencia, el nivel de apalancamiento, medido mediante la relación entre deuda neta y Ebitda, descendió hasta 0,8 veces. La compañía mantuvo, además, una posición de liquidez de 5.256 millones de euros, suficiente para afrontar con holgura los vencimientos de deuda previstos hasta finales de 2030.

Lucro da BP mais do que triplica entre janeiro e setembro para 11.230 milhões

30 October 2026 at 09:43

A petrolífera BP alcançou um lucro líquido atribuído de 12.449 milhões de dólares (cerca de 11.230 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, um aumento homólogo de 258%, devido ao aumento do preço do petróleo.

Num comunicado enviado hoje à Bolsa de Valores de Londres, a empresa indicou que o lucro antes de impostos atingiu 23.799 milhões de dólares (cerca de 21.382 milhões de euros), mais 157% do que nos nove meses de 2025, enquanto as receitas totais registaram um aumento de 33,5%, atingindo 193.369 milhões de dólares (cerca de 173.736 milhões de euros).

Os custos de produção subiram 33%, para 25.132 milhões de dólares (cerca de 22.580 milhões de euros), enquanto os custos de exploração aumentaram 45,4%, para 678 milhões de dólares (cerca de 609 milhões de euros), e os custos de distribuição e administração atingiram 14.130 milhões de dólares (cerca de 12.695 milhões de euros), um aumento de 9,2%.

A 30 de setembro, a dívida líquida da petrolífera situava-se em 13.870 milhões de dólares (cerca de 12.461 milhões de euros), contra os 26.054 milhões de dólares (cerca de 23.408 milhões de euros) registados na mesma data de 2025.

Citada em comunicado, a presidente executiva (CEO) da BP, Meg O’Neill, admitiu que “a volatilidade e as perturbações nos fluxos comerciais continuam a definir os mercados energéticos”.

O setor, referiu a CEO, tem demonstrado uma notável capacidade de adaptação, uma vez que as refinarias têm operado perto da capacidade máxima para compensar o défice de abastecimento.

Devido à escalada do conflito no Médio Oriente, o preço do petróleo subiu consideravelmente nos últimos meses, chegando a ultrapassar a barreira dos 114 dólares por barril.

Riu compra el icónico hotel Grand Hyatt de Barcelona por 300 millones

30 October 2026 at 08:11
Piscina del actual hotel Grand Hyatt, adquirido por Riu a Blasson y AXA, en una imagen cedida por la compañía.

La hotelera balear Riu ha concluido doce años después la búsqueda del edificio adecuado para abrir un hotel urbano en Barcelona. La compañía presidida por Luis Riu ha cerrado la adquisición del hotel Grand Hyatt, propiedad de la gestora Blasson y de BNP Paribas Asset Management Alts. El precio final de la transacción se ha cerrado en 300 millones de euros, según fuentes de mercado. “Con este hotel cumplimos un objetivo histórico ya que llevábamos más de una década buscando la oportunidad adecuada para invertir en la ciudad de Barcelona, que ha sido una prioridad estratégica para nosotros desde que lanzamos nuestra línea Riu Plaza en 2010. Afrontamos este proyecto con la misma ilusión y dedicación profesional que invertimos en el hotel Riu Plaza de Madrid, que hoy es nuestro activo más conocido”, afirmó Luis Riu, consejero delegado de la compañía hotelera en un comunicado.

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Binance, la mayor plataforma de criptomonedas del mundo, sufre un robo de 6.300 millones de dólares

30 October 2026 at 11:36
Las investigaciones preliminares apuntan a que los atacantes pudieron hackear el ordenador de un ingeniero de la compañía. Binance asegura tener bloqueados 3.000 millones de dólares que habían sido sustraídos y habría ya devuelto a sus usuarios 5.000 millones de sus propias reservas Leer

Las investigaciones preliminares apuntan a que los atacantes pudieron hackear el ordenador de un ingeniero de la compañía. Binance asegura tener bloqueados 3.000 millones de dólares que habían sido sustraídos y habría ya devuelto a sus usuarios 5.000 millones de sus propias reservas
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