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Ministro contra leitura simplista dos ‘rankings’ porque escolas públicas trabalham em condições “muito mais difíceis”

O ministro da Educação opôs-se hoje a leituras simplistas do ‘ranking’ das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.

Fernando Alexandre falava hoje de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.

“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.

“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem (os resultados das duas) para desvalorizar o que é feito na escola pública – trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.

O ‘ranking’ hoje divulgado pela Lusa indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias.

A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.

“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua – temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.

Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.

Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.

“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram – porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.

Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.

Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.

“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.

Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.

Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.

Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.

“Eu sempre defendi os ‘rankings’, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço”, concluiu.

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Treinador do Moreirense espera jogo tático perante Estrela organizado

O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, afirmou hoje que espera um jogo “bastante tático” diante de um Estrela da Amadora que “raramente se desorganiza”, para a 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, no sábado.

Após regressar às vitórias no terreno do Estoril Praia (3-1), a equipa minhota, 10.ª classificada, com 11 pontos, recebe a formação ‘tricolor’, 12.ª, com 10, que continua a ser “muito competente e forte em todos os momentos do jogo”, apesar dos desaires averbados nas três rondas anteriores.

“A nível estatístico, é a equipa mais forte em contra-ataque, mas não é uma equipa que joga apenas em contra-ataque. É uma equipa com dinâmicas diferentes em construção. Temos de ter capacidade de interpretação. Apesar de ter jogadores adiantados com qualidade, vemos uma equipa que raramente se desorganiza. Vai ser um jogo bastante tático”, disse, na conferência de antevisão.

O técnico, de 37 anos, rejeitou, porém, que o jogo vá ser “fechado”, no sentido de “haver equipas receosas”, mas admitiu que o conjunto treinado por Pepa pode dar muito trabalho aos homens de Moreira de Cónegos no sentido de criarem oportunidades de golo.

“As boas equipas veem-se quando obrigam o adversário a fazer muito para conseguir agredir. Coloco as boas equipas nesse patamar. Nós também o somos. Há a condicionante de jogarmos em casa, onde a ausência de espaço torna o jogo mais fechado do que noutros estádios. Queremos fazer o melhor possível para dar uma alegria aos nossos adeptos”, acrescentou.

Confiante de que o Moreirense está no “caminho certo”, o ‘timoneiro’ realçou que os seus jogadores estão focados em “aumentar a consistência dentro de cada jogo”, com a noção de que não eram os “piores” quando atravessaram um ciclo de três jogos sem vencer, com um deles a ditar a eliminação da Taça de Portugal, frente ao AVS (1-0), nem “são os melhores agora”.

Vasco Botelho da Costa afirmou que a equipa vimaranense está ainda “muito longe de ser um produto acabado” e que “não há lugares garantidos” entre os titulares, a propósito do regresso do capitão Maracás às opções, após cumprir um jogo de suspensão na ronda anterior, em que Gilberto Batista, de 22 anos, e Kevyn Monteiro, de 21, formaram o eixo da defesa.

“Logicamente, [o Maracás] é um jogador muito importante para nós. O que o Gil [Batista] e o Kevyn [Monteiro] fizeram já o tinham demonstrado na primeira jornada. Quando digo que temos boas e diferentes soluções, ganha o Moreirense”, assinalou.

O Moreirense, 10.º classificado da I Liga portuguesa, com 11 pontos, recebe o Estrela da Amadora, 12.º, com 10, em partida agendada para sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, com arbitragem de João Pinheiro, da associação de Braga.

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Autarca de Barcelos considera que anúncio de PPP é “passo decisivo” para o novo hospital

O presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino Lopes, considerou hoje que o início dos procedimentos necessários à preparação de uma parceria público-privada (PPP) constitui “um passo decisivo” para a construção do novo hospital da cidade.

Em comunicado, Mário Constantino sublinha que o novo hospital, que vai servir os concelhos de Barcelos e Esposende, “é uma prioridade absoluta”.

“O novo hospital de Barcelos-Esposende é uma prioridade absoluta para o nosso concelho e para toda a região. Temos trabalhado para criar as condições necessárias à sua concretização e vemos com satisfação que o Governo continua a desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance. O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, referiu.

Um despacho assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, e hoje publicado em Diário da República, incumbe a Administração Central do Sistema de Saúde de preparar e submeter uma proposta devidamente fundamentada para o estudo e preparação do lançamento de uma PPP destinada à conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do novo hospital.

Sublinha que a PPP terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do novo hospital, “ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende”.

Entre os procedimentos agora determinados, consta a definição do enquadramento assistencial da futura unidade hospitalar, a apresentar pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde até 15 de dezembro de 2026

A proposta fundamentada deve ser entregue até 01 de março de 2027.

“Esta decisão representa um avanço importante na definição do modelo de concretização de uma infraestrutura há muito aguardada pelas populações de Barcelos e Esposende, estabelecendo responsabilidades e prazos concretos para o desenvolvimento do processo”, apontou ainda Mário Constantino.

O autarca frisa que o município assumiu um “compromisso efetivo” com este projeto, nomeadamente através da aquisição, por quatro milhões de euros, dos terrenos necessários.

O novo hospital vai servir mais de 150 mil pessoas dos concelhos de Barcelos e Esposende, distrito de Braga.

“Vai substituir o atual edifício da Misericórdia, cujas limitações estruturais são conhecidas de todos, desde a Urgência sobrelotada até à escassez de blocos operatórios, à inexistência de condições dignas para consultas e internamentos e à precariedade das valências de oncologia, ortopedia e pediatria”, disse Mário Constantino.

O processo de construção do novo hospital arrasta-se há cerca de duas décadas.

Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.

O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.

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Empresa que quer explorar lítio em Trás-os-Montes retira máquina de baldio: “É uma vitória”

Os populares que se opõem à exploração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, aplaudiram hoje a retirada da máquina de perfuração de um terreno baldio, pela Savannah, considerando que se trata de “uma vitória” para esta luta.

“É uma vitória para a nossa luta. E é uma alegria vermos uma máquina daquelas, que não tem outro objetivo que não destruir o baldio, a ir-se embora”, afirma citada em comunicado, Aida Fernandes, presidente do baldio de Covas do Barroso.

Durante três dias, entre terça e quinta-feira, populares juntaram-se junto a um local de prospeção, em terreno baldio inserido na servidão administrativa concedida à Savannah em maio, com o objetivo de bloquear os trabalhos da empresa.

Durante estes dias a concessionária da mina insistiu que “não estavam previstas intervenções no local dos protestos” e, ao final da tarde de quinta-feira, anunciou que concluiu os trabalhos geotécnicos no bloco este do projeto lítio do Barroso, numa área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação.

A empresa referiu que o programa se encontra concluído naquela área, que as operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido e repetiu que a sua atuação, no local, ocorreu ao abrigo da servidão administrativa concedida pela Estado português.

Segundo o comunicado divulgado hoje pela associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), a empresa retirou a máquina de perfuração do baldio de Covas do Barroso por volta das 19:00 de quinta-feira.

“A empresa diz que não houve nenhum bloqueio, porque não havia trabalhos planeados. Alguém acredita nisto? De manhã, quando começávamos o bloqueio, víamos a carrinha dos trabalhadores a chegar ao local. Mas quando nos avistavam, iam-se embora. Se não tinham mais trabalhos planeados, porque é que demoraram três dias a retirar a máquina? É um discurso conveniente. Serve só para evitar alarme entre os investidores”, acrescenta Carlos Gonçalves, morador de Covas do Barroso.

O presidente da UDCB, Nélson Gomes, salienta, também citado no texto, que o “bloqueio mostra que a comunidade está disposta a fazer o necessário para travar este projeto”.

“A empresa não tem a maior parte dos terrenos que precisa para avançar com a mina, e ninguém aqui lhes vai facilitar a vida. Os investidores deste projeto andam iludidos. Tudo o que a empresa promete acaba por ser mais caro e demorado do que o prometido e tenho a certeza de que no final este projeto vai cair”, conclui.

Na quinta-feira, a Savannah disse ter comunicado ao mercado que concluiu “com sucesso” no início da semana os trabalhos de reconhecimento geotécnico e hidrogeológico previstos para o bloco este do projeto.

A campanha durou cinco meses e envolveu 276 pontos de observação e mais de 180 poços de reconhecimento e, segundo a empresa, os trabalhos “representaram um investimento superior a 500 mil euros em serviços diretos na economia local”.

Realizaram-se ainda 32 sondagens para piezómetros, que permitem medir e acompanhar os níveis de água, e 30 sondagens geotécnicas, que forneceram dezenas de amostras destinadas a caracterizar as condições das fundações das futuras instalações e a qualidade dos materiais que poderão ser utilizados em construção.

“Relativamente à contestação ao projeto dos últimos dias, por sermos da região, sabemos que a mesma não representa o sentimento local. Nós vemos no dia a dia a cada vez maior aceitação do projeto por todos aqueles que acolheram a via do diálogo”, disse na quinta-feira o diretor-executivo (CEO) da empresa, Emanuel Proença.

A contestação à mina é feita há oito anos e o projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Portagens devem aumentar 3,82% em 2027

As portagens das autoestradas poderão aumentar 3,82% em 2027, a confirmar-se a estimativa da taxa de inflação homóloga para outubro, sem habitação, divulgada hoje pelo INE, acrescida dos 0,1% de compensação às concessionárias.

A fórmula que estabelece a forma como é calculado o aumento do preço das portagens em cada ano está prevista no decreto-lei n.º 294/97 e estabelece que a variação a praticar em cada ano tem como referência a taxa de inflação homóloga sem habitação no continente verificada no último mês para o qual haja dados disponíveis antes de 15 de novembro.

De acordo com os dados provisórios divulgados hoje pelo INE, aquele referencial de inflação situou-se em 3,72%. O valor definitivo será divulgado pelo INE em 11 de novembro.

A este valor acresce 0,1%, na sequência do acordo celebrado em 2022 pelo Governo com as concessionárias das autoestradas para as compensar pelo travão que foi então imposto a uma subida de cerca de 10% em 2023.

Isto porque, em 2022, a evolução homóloga dos preços no continente, sem habitação, superou os 10%, valor que levou o executivo a negociar com as concessionárias uma solução que limitou a subida do valor das portagens em 2023 a 4,9%.

Na ocasião, o então ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, precisou que, além dos 4,9% de aumento suportado pelos utilizadores das autoestradas, uma parte (2,8%) foram da responsabilidade do Estado, sendo o remanescente “até 9,5% ou 10,5%” suportado “pelas concessionárias”.

Como compensação pelo limite de 4,9% imposto em 2023, ficou, então, estabelecido que as concessionárias podiam, nos quatro anos seguintes, aumentar em mais 0,1% o valor de atualização das portagens que decorre dos respetivos contratos de concessão.

Em 2024, 2025 e 2026 as portagens sofreram também uma atualização superior a 2%.

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Luís Neves assume responsabilidade política nas cargas policiais: “Acampadas têm que terminar”

O ministro da Administração Interna assumiu hoje a responsabilidade política nas intervenções policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, esclarecendo que a PSP tem “total autonomia técnica, tática e operacional” para tomar as decisões.

“A tomada da decisão, relativamente à forma, ao modo e ao como, pertence à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, com quem estive em permanente contacto. Foi isto que se passou. A responsabilidade política do Governo é absolutamente minha nesta temática e fui eu, com a minha equipa, que acompanhámos o trabalho da Polícia”, disse Luís Neves no parlamento.

Numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), os deputados do PS e do Livre, Isabel Moreira e Paulo Muacho, respetivamente, questionaram o ministro sobre as cargas policiais da PSP nas acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.

“A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática e operacional. Não é o Ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que digo que as acampadas e este tipo de acampamentos têm que terminar, naturalmente é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão que deveria ter entendido de uma forma muito fácil tudo isto”, sublinhou Luís Neves.

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“Acho que é absolutamente notória a força que eu tenho” no Governo

O ministro da Administração Interna desvalorizou hoje no parlamento as críticas de que tem sido alvo, destacando que “é absolutamente notória a força” que tem no Governo.

“Acho que todos os dias é absolutamente notória a força que a Administração Interna tem e que eu tenho”, afirmou Luís Neves, numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

O ministro respondia ao deputado do Chega Pedro Pinto, que questionou se Luís Neves teria condições para continuar no cargo e gerir um orçamento, considerando-o “um ministro a prazo”, conhecido como “ministro da limpeza que varreu Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna” (MAI).

“Não percebo qualquer outra questão que tenha sido aqui colocada relativamente às temáticas apresentadas pelo deputado Pedro Pinto”, disse Luís Neves.

O ministro lembrou que nomeou um novo secretário-geral do MAI, um novo diretor nacional da PSP e disse haver “uma proximidade aos bombeiros com as visitas aos 18 distritos.

O governante salientou ainda o processo de negociações que está a decorrer com os sindicatos, que “é muito sério e firme”.

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Preço dos combustíveis na próxima semana

O preço do gasóleo vai subir, enquanto o da gasolina vai descer, na próxima semana (02 a 08 de novembro).

Segundo o Automóvel Club de Portugal (ACP), o aumento no gasóleo será de 2,5 cêntimos por litro.

De igual valor mas no sentido inverso, a gasolina deverá cair 2,5 cêntimos por litro.

A média final pode ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.

Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Irão, a tensão geopolítica no Médio Oriente e o consequente fecho do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural.

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Emigrantes nos Estados Unidos angariam 15 mil euros para obras em lar de Cerveira

A comunidade cerveirense radicada em Newark, nos Estados Unidos da América, reuniu cerca de 300 pessoas no tradicional convívio dos Amigos de Cerveira em Newark, realizado no passado domingo, no Sport Club Português. A iniciativa permitiu angariar cerca de 15 mil euros para apoiar as obras de modernização e ampliação do Lar Maria Luísa, da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira.

Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia refere que o encontro contou com a presença do presidente da Câmara, Rui Teixeira, acompanhado pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia, Renato Martins. Marcaram igualmente presença a vice-prefeita de Newark, Lígia de Freitas, o presidente do Conselho Municipal, Luis Quintana, e o cônsul português em Newark, João Lopes.

Citado no comunicado, Rui Teixeira destacou a importância deste gesto solidário, sublinhando que “a comunidade cerveirense em Newark continua a demonstrar que a distância não enfraquece os laços à terra natal. Pelo contrário, transforma esse sentimento de pertença em gestos concretos de solidariedade, com um impacto muito significativo na vida da nossa comunidade”.

O autarca cerveirense agradeceu a todos os que contribuíram para a iniciativa, salientando que “apoiar a Santa Casa da Misericórdia é investir na dignidade, no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas que mais precisam. Este exemplo de generosidade, que atravessa gerações, é motivo de orgulho para Vila Nova de Cerveira e demonstra a força da união entre os cerveirenses, dentro e fora de Portugal”.

O valor angariado reverte a favor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, cuja modernização das instalações e o reforço da capacidade de resposta social da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas são apresentados como prioridade. Sem obras estruturantes desde a sua inauguração, em 1980, o Lar Maria Luísa, que acolhe atualmente 70 utentes, necessita de uma intervenção profunda para melhorar as condições de conforto, segurança e bem-estar dos residentes, bem como para ampliar a capacidade de acolhimento para 120 pessoas.

Para além da resposta residencial destinada à população sénior, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira está também a investir na área da infância. Encontra-se em curso uma intervenção no Jardim de Infância, no valor aproximado de 40 mil euros, que permitirá aumentar significativamente a capacidade de resposta e reforçar a aposta na Educação Especial.

A preservação do património histórico e religioso constitui outra das prioridades da instituição. Na Igreja da Misericórdia, está previsto um projeto de restauro integral, com um investimento superior a 400 mil euros. A intervenção conta com um financiamento de 181 mil euros do Fundo Rainha D. Leonor, ao qual se juntará o apoio do Município de Vila Nova de Cerveira, contribuindo para a salvaguarda e valorização de um importante elemento do património local.

Durante o encontro, o presidente da Câmara recordou os impulsionadores históricos desta iniciativa solidária, João Loureiro, falecido em 2020, e Mô, cuja dedicação foi determinante para manter viva a ligação dos cerveirenses de Newark à sua terra de origem.

Com mais de três décadas de história, o convívio foi reativado em 2025 por Helena Castro, filha de Mô, dando continuidade a um percurso de solidariedade que já permitiu canalizar mais de meio milhão de dólares para instituições e projetos de Vila Nova de Cerveira, através de donativos monetários e da oferta de equipamentos.

Emigrantes nos Estados Unidos angariam 15 mil euros para obras em lar de Cerveira
Foto: CM Cerveira
Emigrantes nos Estados Unidos angariam 15 mil euros para obras em lar de Cerveira
Foto: CM Cerveira
Emigrantes nos Estados Unidos angariam 15 mil euros para obras em lar de Cerveira
Foto: CM Cerveira
Emigrantes nos Estados Unidos angariam 15 mil euros para obras em lar de Cerveira
Foto: CM Cerveira
Emigrantes nos Estados Unidos angariam 15 mil euros para obras em lar de Cerveira
Foto: CM Cerveira

Cooperação institucional

De acordo com a autarquia, a visita de Rui Teixeira a Newark decorreu num contexto de aprofundamento das relações institucionais entre as duas comunidades. A 25 de março de 2026, o Município de Cerveira formalizou a geminação com a cidade norte-americana, “consolidando uma relação histórica de amizade e colaboração, sustentada em décadas de ligação entre os dois territórios”.

Ao longo dos quatro dias de visita, o autarca teve ainda oportunidade de contactar com associações culturais e entidades ligadas à proteção civil, promovendo encontros e iniciando contactos com vista ao desenvolvimento de futuras iniciativas de cooperação, sublinha a autarquia.

O programa incluiu visitas ao quartel dos Bombeiros de Newark, à Casa do Minho, ao Rancho Dança na Eira e ao Museu Jack Costa, instalado no Sport Club Português de Newark. Neste último espaço, Rui Teixeira ofereceu uma camisola e um galhardete do Clube Desportivo de Cerveira, para integrar o acervo do museu e perpetuar a ligação entre as duas comunidades.

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GNR recupera ‘campervan’, mota elétrica e malas de viagem furtadas em Ponte de Lima

A GNR constitui arguido por furto qualificado um jovem de 22 anos e recuperou uma ‘campervan’, uma mota elétrica e duas malas de viagem, entre outros artigos cujo valor global ultrapassa os 50 mil euros, furtados em Ponte de Lima, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o Comando Territorial de Viana do Castelo explica que o suspeito, já com antecedentes criminais e referenciado pela prática de ilícitos da mesma natureza, foi constituído arguido pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Arcos de Valdevez, na quarta-feira.

“No âmbito de uma investigação relacionada com furtos ocorridos entre os dias 09 e 10 de outubro, no concelho de Ponte de Lima, os militares da Guarda desenvolveram diligências policiais que permitiram identificar e localizar o suspeito, bem como recolher elementos de prova”, refere o comunicado.

A GNR fez uma busca domiciliária e outra em veículo, no concelho de Bragança, tendo sido ainda identificado, no concelho de Matosinhos, um suspeito de recetação de alguns dos objetos furtados.

“A ação culminou com a recuperação da grande maioria dos bens furtados, cujo valor estimado ultrapassa os 50.000 euros, bem como com a apreensão de objetos relacionados com, pelo menos, outros três ilícitos criminais da mesma natureza”, salienta.

A GNR recuperou um veículo automóvel (‘campervan’), um motociclo elétrico, duas malas de viagem, chaves de veículos e de uma habitação, diverso material informático e eletrónico e documentos pessoais.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Ponte de Lima.

A ação contou com o apoio da Polícia de Segurança Pública de Bragança.

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Governo confirma morte de tripulante português na tragédia ferroviária em Espanha

O Governo confirmou, hoje, que um português, membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente de quarta-feira, em Espanha, está entre as vítimas mortais do desastre ferroviário.

Segundo o Correio da Manhã, trata-se de Nelson Bernardino, de 49 anos, natural de Serpa, distrito de Beja, e trabalhava em Madrid, numa empresa ferroviária.

De acordo com a mesma fonte, tinha sido promovido recentemente e fazia habitualmente o percurso Madrid-Sevilha nos comboios de alta velocidade.

Hoje, uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou a morte do português, depois de na quinta-feira o ministro Paulo Rangel ter confirmado que se encontrava desaparecido.

“Portugal lamenta profundamente as mortes e feridos deste trágico acidente em Espanha, reforçando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e com solidariedade para com o povo e autoridades espanholas”, lê-se no comunicado do MNE português.

Pelo menos 69 pessoas morreram no acidente de quarta-feira em Urda, que ocorreu quando mais de 540 pessoas viajavam nos dois comboios de alta velocidade envolvidos na colisão, que ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) perto da estação de Urda, a cerca de 150 quilómetros ao sul de Madrid.

Com Lusa

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Governo prepara parceria público-privada para construção do novo hospital de Barcelos

O novo hospital de Barcelos vai ser construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), mas a gestão da futura unidade ficará na esfera pública, segundo despacho hoje publicado em Diário da República.

Assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, o despacho incumbe a Administração Central do Sistema de Saúde de preparar e submeter uma proposta devidamente fundamentada para o estudo e preparação do lançamento de uma PPP destinada à conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do novo hospital.

Consultado por O MINHO, o despacho sublinha que a PPP terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do novo hospital, “ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende”.

A proposta fundamentada deve ser remetida ao Governo até ao dia 01 de março de 2027.

Investimento de 200 milhões

A Câmara de Barcelos já formalizou, em dezembro de 2025, a aquisição, por quatro milhões de euros, dos terrenos para a construção do novo hospital.

Conforme anunciado nessa altura, o novo hospital, que servirá também Esposende, deverá representar um investimento de 200 milhões de euros.

Terá uma área de construção superior a 25 mil metros quadrados, com 218 camas para internamento, 30 gabinetes de consulta externa, seis salas de cirurgia (mais duas de reserva), 11 postos de hospital de dia e uma área de diagnóstico equipada com ressonância magnética, TAC, RX e ecografia.

A futura unidade hospitalar oferecerá um vasto conjunto de especialidades médicas e cirúrgicas, incluindo Medicina Interna, Pediatria, Cardiologia, Pneumologia, Psiquiatria, Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia, Oftalmologia e Urologia, entre outras.

Estão igualmente previstas áreas dedicadas à formação, investigação e inovação tecnológica, nomeadamente através da telemonitorização e apoio domiciliário.

O novo hospital é uma aspiração antiga, mas o processo tem-se arrastado no tempo.

Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.

O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.

O hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.

Câmara reage com “satisfação”

Entretanto, em comunicado, a Câmara de Barcelos reagiu “com satisfação” ao anúncio do Governo, considerando que este desenvolvimento “vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos e reforçar as condições necessárias à concretização de um investimento estruturante para a região”.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, diz que “o Novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma prioridade absoluta para o nosso concelho e para toda a região”.

“Temos trabalhado para criar as condições necessárias à sua concretização e vemos com satisfação que o Governo continua a desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance. O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, conclui.

Notícia atualizada às 11h02 com mais informação e às 11h24 com alteração do título.

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Em 8 meses, o Hospital de Braga já implantou 100 válvulas aórticas sem cirurgia aberta

O Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga realizou, esta semana, o 100.º implante de válvula aórtica por via percutânea, conhecido internacionalmente como TAVI (Transcatheter Aortic Valve Implantation), foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, a que pertence o hospital, explica que a técnica, introduzida na instituição no final de fevereiro deste ano, permite substituir a válvula aórtica doente por uma prótese que chega ao coração por meio de um cateter, introduzido, na maioria dos casos, pela artéria femoral, na virilha.

O procedimento destina-se sobretudo a doentes com estenose aórtica, uma doença em que a válvula que separa o coração da artéria aorta fica estreitada e endurecida. O coração passa a fazer mais esforço para bombear o sangue, o que pode provocar cansaço de esforço, falta de ar, dor no peito ou desmaios. Sem tratamento, a doença sintomática tende a agravar-se e a limitar seriamente a vida do doente.

Por dispensar a abertura do tórax, a TAVI é uma alternativa menos invasiva à cirurgia cardíaca convencional, com benefícios comprovados em doentes mais idosos. Muitos destes doentes têm outras doenças associadas que tornam a cirurgia aberta mais arriscada, encontrando nesta técnica uma forma de tratamento com menor risco.

“Em oito meses, o programa cresceu e consolidou-se. A manutenção de uma capacidade de resposta regular foi fulcral para o desenvolvimento do processo e permitiu atingir a centena de doentes tratados”, salienta o comunicado.

É um resultado que se deve ao “rigor e à dedicação de uma equipa que percorreu este caminho com enorme profissionalismo”, afirma Jorge Marques, diretor do Serviço de Cardiologia da ULS Braga, citado no comunicado.

Cada intervenção envolve uma equipa multidisciplinar que acompanha o doente desde a avaliação inicial até ao seguimento após o procedimento. “Cada caso é estudado ao pormenor antes da intervenção. Ver doentes com limitação cardiovascular objetiva e que recuperam capacidade funcional é o que dá sentido a este trabalho”, acrescenta Jorge Marques.

“A ULS Braga reforça, assim, a sua resposta na área das doenças cardiovasculares e garante aos utentes da região acesso a uma técnica diferenciada”, remata o comunicado.

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Oficial: Rali Dakar regressa a Portugal

O rali Dakar de 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos, em janeiro, anunciou hoje a organização, depois de ter sido forçada a desistir da realização da prova na Arábia Saudita por causa do contexto geopolítico no Médio Oriente.

“Diante dos recentes acontecimentos no Reino da Arábia Saudita” — especificamente a intensificação dos ataques de combatentes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, contra Riade —, “a prova será transferida, excecionalmente em 2027, para a Europa e a África, antes de regressar a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição”, informou a Amaury Sport Organisation.

A organização desta prova de todo-o-terreno explicou que a “primeira etapa será composta por um prólogo seguido de 12 etapas, ocorrendo de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro, em Portugal, e Marraquexe, em Marrocos”, explicou.

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Exames do 9.º ano: Colégio em Guimarães no 2.º lugar nacional, Conservatório de Braga é melhor escola pública

As notas nas provas finais de 9.º ano de Português e Matemática pioraram no ano passado, havendo muito mais negativas entre os estudantes das escolas públicas e melhores resultados nas escolas das grandes cidades do litoral.

Houve um ligeiro agravamento do desempenho dos alunos nas provas finais de 3.º ciclo, segundo uma análise da agência Lusa às mais de 180 mil provas realizadas em 2025 e em 2024: a média global desceu de 2,91 valores para 2,87 valores (numa escala de zero a cinco).

Num universo de 1.043 escolas, apenas 25,2% obtêm média positiva, segundo dados do Ministério da Educação, que mostram que no ano anterior 32,5% das escolas tinha “positiva”.

Os alunos das escolas públicas tiveram mais dificuldades: enquanto 83% das escolas públicas teve média negativa, 82% das privadas teve média positiva.

No ‘ranking’ da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian é a primeira escola pública

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do ‘ranking’, aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um ‘zoom’, percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste ‘ranking’ destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referida como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos “percursos diretos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

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Braga, Guimarães, Famalicão e Fafe lideram ‘ranking’ das escolas públicas com mais notas 20

Mais de 15 mil alunos tiveram, pelo menos, uma nota máxima na pauta pelo trabalho realizado ao longo do ano, sendo mais raro encontrar alunos de famílias carenciadas neste universo de notas 20. A lista de escolas públicas com mais notas 20 tem nos primeiros postos estabelecimentos de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Fafe.

As raparigas voltaram a conseguir ter mais notas máximas na pauta, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação das classificações internas dos alunos dos cursos científico-humanísticos do 11.º e 12.º anos no ano letivo de 2024/25.

Naquele ano, 15.557 alunos tiveram, pelo menos, uma nota 20 na pauta: 2.013 estudavam em colégios e os restantes 13.544 em escolas públicas.

Os professores atribuíram 6.585 notas máximas no privado e 40.149 no público, sendo Educação Física, Aplicações Informáticas B, Inglês e Educação Moral e Religiosa e Biologia as disciplinas mais visadas.

A teoria de que os alunos de famílias carenciadas atravessam mais obstáculos para atingir o sucesso académico confirma-se também nestes números, já que mais de oito em cada 10 notas máximas (81,6%) foram dadas a alunos sem Apoio Social Escolar (ASE).

Os mais carenciados são uma minoria: Apenas 5.079 alunos chegaram ao final do ano com, pelo menos, uma nota máxima.

A Lusa fez um ‘ranking’ das escolas públicas com mais “20” na pauta e nos primeiros 15 lugares aparecem apenas estabelecimentos de ensino no litoral norte.

No entanto, o 1.º lugar pertence à secundária Alves Martins, em Viseu, onde os professores atribuíram 713 notas máximas aos seus alunos que também se destacaram nos exames nacionais (4.ª melhor média nacional entre as públicas).

À exceção da secundária de Viseu, não há escolas alentejanas ou algarvias, nem do interior do país nos primeiros lugares.

As primeiras posições são ocupadas por estabelecimentos em Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Penafiel. Em 16.º lugar surge a Infanta Dona Maria, em Coimbra, e em 23.º a secundária do Restelo, em Lisboa.

Muitas das escolas que estão entre as públicas com melhores médias nos exames nacionais têm poucos beneficiários de Ação Social Escolar (ASE) com classificações máximas: na secundária Garcia de Orta, por exemplo, representam apenas 5,9% dos 20 atribuídos, na Infanta D. Maria são 6,6%, e na Alves Martins 6,9%.

As escolas com maior percentagem de alunos carenciados com notas máximas estão, invariavelmente, a meio da tabela que ordena os estabelecimentos de ensino por média nos exames nacionais.

Na Escola de Paços de Ferreira, uma em cada três notas 20 foram atribuídas a alunos com ASE (33,7%), seguindo-se a secundária de Amarante (32,9%), a Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão (22,4%), a Secundária de Penafiel (21,6%) e a Secundária de Fafe (21,1%).

As escolas públicas com mais 20 valores parecem revelar duas realidades: de um lado estabelecimentos tradicionalmente associados a contextos mais favorecidos com poucos alunos carenciados, e do outro escolas de concelhos industriais do norte, como Paços de Ferreira, Amarante ou Penafiel, que parecem contrariar a ideia de que a excelência académica é exclusiva de meios mais privilegiados.

Nos colégios, ao contrário do que acontece no ensino público, as classificações máximas concentram-se sobretudo em escolas situadas nos grandes centros urbanos.

Muitos destes estabelecimentos são colégios que lideram os ‘rankings’ de exames nacionais, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, Efanor, D. Diogo de Sousa, Novo da Maia ou Salesianos de Lisboa.

Nas pautas do Externato Ribadouro houve 533 notas 20, sendo a escola privada com mais notas máximas atribuídas, seguindo-se o Colégio D. Diogo de Sousa e o Colégio Nossa Senhora do Rosário.

A Nossa Senhora do Rosário foi a segunda escola com melhor média nacional nos exames (16,5 valores), o Colégio D. Diogo de Sousa aparece em 6.º lugar desse ‘ranking’ (15,8 valores) e o Externato Ribadouro em 21.º.

Mas há também muitos colégios que atribuem um número muito elevado de classificações máximas sem conseguirem uma posição equivalente nos exames nacionais.

Em agosto, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou um relatório que revelou que 38 colégios atribuíram classificações de 19 ou 20 valores a mais de 30% dos alunos em 2024/25, e que 21 deles repetiram este padrão durante oito anos consecutivos. Já no ensino público, apenas três escolas atingiram esse mesmo limiar.

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Ranking: Colégio de Braga no ‘top 10’ nacional, escola de Monção no pódio das públicas

Os alunos das escolas públicas melhoraram o seu desempenho nos exames nacionais em 2025, mas os colégios privados voltam a destacar-se no ‘ranking’ geral, em que a primeira pública surge apenas em 38.º lugar. 

No ‘ranking’ da Lusa, o Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, ocupa o 6.º lugar, enquanto que, entre as escolas públicas, a Escola Secundária de Monção encontra-se no 3.º lugar. Já a Escola Básica e Secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, ficou no 7.º posto.

Entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 provas realizadas no ano passado, as médias nacionais subiram tanto no público como no privado, mas são os colégios que ocupam os primeiros lugares.

Familiarizado com o número um, o Grande Colégio Universal, no Porto, lidera a tabela pelo segundo ano consecutivo, com uma média de 16,93 valores (numa escala de zero a 20) entre as 231 provas realizadas às 16 disciplinas analisadas pela Lusa.

No final do ano letivo 2024/2025, as classificações dos alunos do Colégio Universal foram muito próximas da média interna atribuída pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano, superando-a até por 0,04 valores. 

Os nomes seguintes na lista também não são estranhos ao ‘top 10’, que a maioria integrou nos últimos anos, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, que volta a ocupar o 2.º lugar com 16,59 valores, e o Colégio Efanor, em Matosinhos, novamente em 3.º lugar, com 16,32 valores.

Em 4.º lugar, aparece a Academia de Música de Santa Cecília, a escola da zona de Lisboa mais bem posicionada, seguida do Colégio Novo da Maia, do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, do Colégio de S. Tomás, em Lisboa, do Salesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José, do Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, e do Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.

Num universo de 479 escolas públicas e 91 privadas, é preciso descer até ao 38.º lugar para encontrar a escola pública com melhor média nacional: a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto.

Entre as 121 provas realizadas, os alunos daquele conservatório conseguiram uma média de 14,01 valores, ligeiramente mais alta do que a melhor escola pública do ano anterior que, na altura, ocupava o 33.º lugar com 13,85 valores.

Além do Conservatório de Música do Porto, na lista das 10 públicas com melhores resultados surgem outras duas escolas artísticas bem conhecidas dos lugares cimeiros da rede pública: a Soares dos Reis, no Porto, em 8.º lugar, e a António Arroio, em Lisboa, em 9.º lugar.

Outra “repetente” é a Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, este ano em 2.º lugar, seguida das secundárias de Monção, Alves Martins, em Viseu, Eça de Queirós, em Póvoa de Varzim, do Colégio Militar, em Lisboa, da secundária Pintor José de Brito, em Viana do Castelo, e, em 10.º lugar, a Martinho Árias, em Soure.

Sobretudo no público, as escolas do norte dominam os melhores resultados nos exames. Entre as 223 escolas com desempenhos acima da média nacional, a maioria (61,9%) situa-se nessa zona do país.

Pelo contrário, das 60 escolas públicas com médias abaixo dos 10 valores, uma percentagem idêntica (61,7%) encontra-se em apenas dois distritos: Lisboa e Setúbal.

Este ano, o último lugar do ‘ranking’ geral elaborado pela Lusa é ocupado pela Escola Portuguesa da Guiné-Bissau (privada), onde a média das 121 provas foi 6,66 valores, mas em seguida surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, em Vale da Amoreira, Moita.

Naquela escola da margem sul do Tejo, onde a média foi 7,09 valores, a maioria dos alunos recebe apoio da Ação Social Escolar e só metade consegue concluir o ensino secundário em três anos.

Integrada no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), a secundária da Baixa da Banheira está ainda inserida num quadro de zona pedagógica (QZP) considerado carenciado devido à insuficiência estrutural de professores, um contexto que é partilhado por outras três das 10 escolas com média mais baixa: as secundárias de Odivelas, Camarate (Loures), e Gil Vicente (Lisboa).

Nessa lista, estão também a secundária José Cardoso Pires, em Loures, igualmente inserida num QZP carenciado, a Professor António da Natividade (TEIP), em Mesão Frio, a Escola Portuguesa do Lubango (privada), em Angola, a secundária Jaime Cortesão, em Coimbra e o Real Colégio de Portugal (privada), em Lisboa. 

10 melhores e 10 piores da tabela geral
DistritoEscolaMédia de exame (valores)Média de exame (%)N.º de exames
10 melhores
PortoGrande Colégio Universal16,93169,3%232
PortoColégio Nossa Senhora do Rosário16,59165,9%637
PortoColégio Efanor16,32163,2%348
LisboaAcademia de Música de Santa Cecília16,03160,3%115
PortoColégio Novo da Maia15,92159,2%466
BragaColégio D. Diogo de Sousa15,86158,6%766
LisboaColégio de S. Tomás15,80158,0%450
LisboaSalesianos de Lisboa – Colégio Oficinas de São José15,70157,0%974
PortoColégio Nova Encosta15,62156,2%169
CoimbraColégio da Rainha Stª Isabel15,41154,1%475
10 piores
LisboaReal Colégio de Portugal8,7387,3%266
LisboaEscola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa8,7187,1%201
LisboaEscola Secundária de Odivelas8,6186,1%844
CoimbraEscola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra8,4684,6%190
LisboaEscola Secundária de Camarate, Loures8,3983,9%167
EstrangeiroEscola Portuguesa do Lubango7,7777,7%103
Vila RealEscola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio7,7477,4%101
LisboaEscola Secundária José Cardoso Pires, Loures7,7377,3%213
SetúbalEscola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita7,0970,9%170
EstrangeiroEscola Portuguesa da Guiné-Bissau6,6666,6%121
10 melhores e 10 piores escolas públicas classificadas
DistritoEscolaMédia de exame (valores)Média de exame (%)N.º de exames
10 melhores
PortoEscola Artística do Conservatório de Música do Porto14,01140,1%121
LisboaEscola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, Lisboa13,38133,8%839
Viana do CasteloEscola Secundária de Monção13,38133,8%392
ViseuEscola Secundária Alves Martins, Viseu13,36133,6%2215
PortoEscola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim13,30133,0%1425
LisboaColégio Militar13,09130,9%189
Viana do CasteloEscola Básica e Secundária Pintor José de Brito, Viana do Castelo13,06130,6%155
PortoEscola Artística Soares dos Reis, Porto13,00130,0%1038
LisboaEscola Artística António Arroio, Lisboa12,98129,8%1438
CoimbraEscola Básica e Secundária Martinho Árias, Soure12,96129,6%262
10 piores
SetúbalEscola Básica e Secundária Prof. Ruy Luís Gomes, Almada8,8588,5%316
LisboaEscola Básica e Secundária Dr. Azevedo Neves, Damaia, Amadora8,7587,5%231
SetúbalEscola Secundária Dom Manuel Martins, Setúbal8,7387,3%348
LisboaEscola Básica e Secundária Gil Vicente, Lisboa8,7187,1%201
LisboaEscola Secundária de Odivelas8,6186,1%844
CoimbraEscola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra8,4684,6%190
LisboaEscola Secundária de Camarate, Loures8,3983,9%167
Vila RealEscola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio7,7477,4%101
LisboaEscola Secundária José Cardoso Pires, Loures7,7377,3%213
SetúbalEscola Secundária da Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Moita7,0970,9%170

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Luís Pinto: “Se queremos um campeonato mais competitivo temos de pensar nas atitudes que se tomam”

Declarações após o jogo Benfica – Gil Vicente (4-1) dos quartos de final da Taça da Liga portuguesa de futebol, hoje realizado no Estádio da Luz:

– Luís Pinto (treinador do Gil Vicente): “Entrámos bem, tivemos a primeira oportunidade. Antes de o Benfica fazer o 1-0, tivemos uma grande oportunidade onde o Trubin fez uma grande defesa. Jogámos 30 a 35 minutos com uma intensidade muito alta. Depois, o Benfica fez dois golos. Na segunda parte entrámos à procura do 2-1 e sofremos o terceiro golo. Conseguimos fazer o 3-1. Procurávamos o 3-2 e sofremos o quarto golo.             

Fiquei surpreendido com a entrada do Durán. Espero contra o Guimarães ter o Espigares disponível, porque também eu quero ter um jogador despenalizado.

Se queremos um campeonato mais competitivo e taças mais competitivas temos de pensar nas atitudes que se tomam. Despenalizar na véspera deste jogo um jogador que foi expulso vem colocar muita coisa em causa.

A vitória do Benfica não está em questão. O que é que nós queremos? O Benfica fez um grande jogo, o Gil Vicente teve grandes momentos e não estamos a falar do jogo. Estamos a falar destes casos.

Não sou contra o formato da Taça da Liga, ganhei-a na época passada. Já estive no Trofense e era muito bom jogar nas eliminatórias iniciais. Na minha opinião todos os clubes da I e da II Liga deveriam poder jogá-la.

A preparação para este jogo foi igual, independentemente de quem viesse a jogar. Hoje tentámos ter a nossa linha num bloco mais alto, mas não foi fácil pela forma de jogar do Benfica. Preferimos ter a coragem de ter uma audácia defensiva que nos permitisse estar mais altos no campo. Este jogo vai ter muitas coisas que podemos retirar”.

– Marco Silva (treinador do Benfica): “Estou satisfeito com o Sudakov. Ele é capaz de definir e fazer golos. Ele precisa disso. Foi um grande momento da parte dele.

Estou também satisfeito com a identidade da equipa, independentemente de quem joga. Hoje construímos muito mais a quatro do que normalmente fazemos. Foi mais estratégico. O Gil Vicente deu uma réplica muito boa. Trubin fez uma grande defesa e manteve aí a nossa baliza a zero. Tivemos momentos muito bons. Sudakov teve grandes ligações com Lukebakio. Conseguimos estar na ‘final-four’. Era o nosso objetivo e conseguimos.

Não sabendo todos os ‘timings’, tentei informar-me de reuniões e de quando saem castigos. A partir do momento em que soubemos que havia uma reunião tive sempre muita esperança que o Durán estivesse no jogo. Se não jogasse o Durán começaria o Pavlidis. Tive essa esperança. Percebo a frustração de Luís Pinto. Tinha esperança que ele fosse despenalizado porque não fez absolutamente nada. Se queremos a verdade desportiva e se o Durán não pudesse jogar, ela não existiria porque ele não fez nada.

Rafa Silva teve influência e vai continuar a ter. No papel está no corredor, mas com bola nunca lá está. Hoje esteve mais à esquerda. Ele entrou num momento em que o jogo estava mais partido.

Contra o FC Porto será uma meia-final, num jogo a decidir. Não vou estar a falar dele agora, falaremos quando chegar a altura”.

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Ministro reconhece “enorme atraso” nos salários dos portugueses

O ministro da Economia reconheceu hoje, em Lisboa, que existe um “enorme atraso” no rendimento dos portugueses, defendendo que não existe razão para que o país se contente com menos do que a média europeia.

“O PIB [Produto Interno Bruto] ‘per capita’ é um dos piores indicadores no confronto com a Europa. Estamos aproximadamente em 80% do PIB ‘per capita’. Tanto quanto Portugal tinha há 30 anos. Estivemos a marcar passo”, admitiu o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, numa audição parlamentar no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

O governante vincou que existe “um enorme atraso” no rendimento dos portugueses, apesar de ressalvar que este já foi pior, e acrescentou não ver razão para que o país se contente com menos do que a média da União Europeia.

A forma de Portugal recuperar este atraso, segundo o ministro, é o país crescer, a cada ano, mais do que a média europeia.

Neste sentido, apontou que se o país crescer tanto como no primeiro semestre deste ano, é possível atingir 100% da média europeia em 2043.

“Em 10 anos conseguimos recuperar 12 pontos percentuais. Está ao alcance dos portugueses, assim haja ambição e organização do trabalho”, referiu.

Para Castro Almeida, tal acontecerá se a “maior fatia do rendimento” ficar nas mãos das famílias e no bolso das empresas.

“O Estado deve ficar com o indispensável para garantir o Estado social e a autoridade”, notou.

O ministro destacou ainda que o Governo fez “seis baixas do IRS”, que representam menos 4.000 milhões de euros arrecadados em impostos.

Em resposta aos deputados, o ministro da Economia disse ainda que os salários dos portugueses estão, sistematicamente, a crescer acima da inflação, referindo-se ao que classificou como “números inequívocos do INE” (Instituto Nacional de Estatística).

Contudo, admitiu que gostava que esta diferença fosse maior, o que explicou não ser possível devido à guerra do Golfo e ao aumento dos custos com os combustíveis.

“Apesar disso, [os salários] estão a crescer em Portugal. Não estou a dizer que estão bem ou a crescer demais”, insistiu.

A votação final global do OE2027 está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

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Gil Vicente goleado na Luz e falha ‘final four’ da Taça da Liga

O Benfica conquistou hoje a derradeira vaga na final four da Taça da Liga de futebol, com um triunfo indiscutível por 4-1 na receção ao Gil Vicente, em noite de ‘golaços’ no Estádio da Luz.

Em duelo dos quartos de final no recinto lisboeta, o belga Lukebakio ‘bisou’, aos 36 e 54 minutos, com Sudakov, aos 40, e Durán, aos 81, a completarem o triunfo benfiquista, de nada valendo ao Gil Vicente o fantástico tento de Lausen, aos 56.

O clube da Luz marcou encontro com o FC Porto nas meias-finais da competição, que se disputam em Leiria, no início de janeiro, enquanto Sporting e Famalicão discutem a outra ida à final de uma prova cujo detentor é o Vitória de Guimarães.

Dahl, Lenglet, João Palhinha e Sudakov foram os únicos resistentes no ‘onze’ do Benfica, ao passo que o treinador Luís Pinto também mudou muito no Gil Vicente, com seis mexidas comparativamente ao desaire na receção ao FC Porto, na I Liga.

O primeiro remate perigoso pertenceu ao Gil Vicente, com David Moreira a ganhar em velocidade a Dahl, hoje adaptado à lateral direita, e, aos cinco minutos, a atirar para uma grande defesa de Trubin, que voltaria a estar em excelente plano aos 34.

Foram as duas únicas aproximações dos barcelenses na primeira parte, ‘barrando’ sempre no guarda-redes ucraniano, que, numa dupla intervenção, parou o disparo potente de Murilo e, a seguir, afastou a recarga com os pés, já na pequena área.

Contudo, eram as ‘águias’ quem tomavam conta do jogo, e já após as tentativas de Echeverri, aos 18, e de Circati, aos 19, ganhou vantagem aos 36, com Lukebakio a ‘encher’ o pé e a atirar rasteiro para o fundo das redes, após o mau alívio contrário.

Echeverri voltou a ameaçar o golo, mas foi Sudakov, novamente graças a um corte incompleto da defesa barcelense, a ser mais veloz a chegar à bola ‘perdida’ junto à área e a colocar de primeira no ângulo mais distante, num fantástico golo, aos 40.

Durán ainda alvejou as malhas laterais antes do intervalo, mas o segundo período chegou com uma dupla substituição no Gil Vicente, face às entradas de Lausen e Tidjany Touré, mas o Benfica continuou a mandar e Schjelderup acertou no poste.

A vantagem dos ‘encarnados’ tornou-se ainda mais confortável aos 54, através do ‘bis’ de Lukebakio, com um pontapé acrobático que só terminou dentro da baliza, na sequência de um pontapé de canto e de um desvio de cabeça de um oponente.

No entanto, o Gil Vicente respondeu de imediato, graças a um fenomenal golo de Lausen, ao desferir um remate potente ‘do meio da rua’ que surpreendeu toda a gente e onde Trubin bem se esticou – tocando ainda na bola -, mas sem hipóteses.

Um corte ‘in extremis’ de Lenglet evitou o ‘disparate’ de El Karouani, mas o Benfica dominou até final e Durán fez finalmente o gosto ao pé, aos 81, após lance veloz do recém-entrado Rafa, que ainda ‘expulsou’ Espigares, aos 82, quando ia isolado.

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica – Gil Vicente, 4-1.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores

1-0, Lukebakio, 36 minutos.

2-0, Sudakov, 40.

3-0, Lukebakio, 54.

3-1, Andreas Lausen, 56.

4-1, Jhon Durán, 81.

Equipas

Benfica: Trubin, Samuel Dahl, Circati, Lenglet, El Karouani, João Palhinha (Manu Silva, 72), Echeverri (Rafa Silva, 78), Lukebakio, Sudakov (Aursnes, 72), Schjelderup (Prestianni, 72) e Jhon Durán (Anísio Cabral, 84).

(Suplentes: Samuel Soares, Alexander Bah, Aursnes, Kaminski, Pavlidis, Manu Silva, Prestianni, Rafa Silva, Tomás Araújo, João Fonseca, Anísio Cabral e Tiago Freitas).

Treinador: Marco Silva. 

– Gil Vicente: Samuel Portugal, Espigares, Buatu, David Moreira (Martin Benitez, 80), Ricardo Esgaio, Santi Garcia, Zé Carlos, Guilherme (Andreas Lausen, 46), Murilo (Augustín Morales, 63), Sansi (Walace França, 63) e Gil Martins (Tidjany Touré, 46).

(Suplentes: André Piconell, Lucão, José Silva, Tidjany Touré, Walace França, Joelson Fernandes, Andreas Lausen, Malick Gning, Sergio Lillo, Augustín Morales, Martin Fernández e Gonçalo Maia).

Treinador: Luís Pinto.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para João Palhinha (67) e Aursnes (77). Cartão vermelho direto para Espigares (82)

Assistência: 53.654 espetadores.

O conteúdo Gil Vicente goleado na Luz e falha ‘final four’ da Taça da Liga aparece primeiro em O MINHO.

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