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SC Braga vence na qualificação para a Taça Challenge feminina de voleibol

O Benfica perdeu hoje na primeira ronda de qualificação da Taça Challenge feminina de voleibol, frente ao Olympiacos (3-2), na Grécia, enquanto o SC Braga venceu na receção às dinamarquesas do ASV Elite (3-0).

No Melina Merkouri Rentis, situado no Pireu, as ‘encarnadas’, só com triunfos no campeonato nacional, ficaram com o encontro da primeira mão dos 32 avos de final muito bem encaminhado, após imporem-se por 25-16 e 25-23 nos primeiros dois parciais.

As helénicas reagiram para ‘virar’ o encontro a seu favor, vencendo os sets seguintes por 25-15, 25-22 e 15-10, uma vantagem que vão levar para o encontro da segunda mão, agendado para 04 novembro, às 20:45, no pavilhão n.º2 da Luz, em Lisboa.

A brasileira Mayara Barcelos da Silva, com 25 pontos, foi a jogadora em evidência no emblema lisboeta, bem secundada pela cabo-verdiana Beatriz Patrícia da Graça Santos, que pontuou 18.

Mais tarde, no Minho, o SC Braga recebeu as atuais campeãs dinamarquesas e imperou por 25-14, 25-14 e 27-25, um desfecho muito favorável para encarar a partida da segunda mão, marcada para 03 de novembro, às 19:00 (horas em Lisboa).

No conjunto anfitrião, a norte-americana Emily Elliot (19 pontos) e a sérvia Katarina Rodic (10) foram as melhores marcadoras.

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Vizela constrói mais um quilómetro de ciclovia

A Câmara Municipal de Vizela encontra-se a executar a segunda fase da empreitada da Ciclovia de Vizela, estabelecendo a ligação pedonal e ciclável entre a rotunda da Escola Básica de S. Bento e a rotunda de Infias, numa extensão superior a um quilómetro, foi ontem divulgado.

Em comunicado, a autarquia refere que este é um “forte investimento na promoção do desporto, do lazer e dos hábitos de vida saudáveis na comunidade”.

Esta nova etapa dá continuidade à primeira fase já existente, que compreende a extensão da ciclovia desde a Ponte das Cascalheiras até à Escola de Infias (num total de 2.473 metros lineares).

A segunda fase, agora em obra, contempla a extensão da nova ciclovia desde a rotunda da Lapa (TMO) até à rotunda dos Fundos (numa extensão de 1.217 metros lineares), bem como a criação de um parque de descanso junto à rotunda dos Fundos.

Esta intervenção estende a rede urbana vocacionada para a “prática desportiva ao ar livre e para as deslocações a pé ou de bicicleta em total segurança”.

“Ao criar uma via pedonal qualificada e contínua, o Município pretende incentivar o exercício físico diário, combater o sedentarismo e proporcionar à população um corredor verde e seguro para caminhadas, corridas e passeios. A par da vertente desportiva e de saúde pública, a obra visa retirar o tráfego automóvel do centro urbano, diminuir a poluição atmosférica e acústica através da redução das emissões de CO2, e garantir a supressão de barreiras arquitetónicas, assegurando a acessibilidade plena a cidadãos com mobilidade condicionada”, refere a Câmara.

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Euromilhões: Portugueses acertam em quatro números e duas estrelas (e ‘só’ ganham 1.900 euros)

O quarto prémio do Euromilhões, no valor de 1.957,94 euros, saiu a três apostadores que registaram os boletins em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Outros 16 apostadores no estrangeiro também ganharam o quarto prémio, com quatro números certos e duas estrelas.

No estrangeiro, o prémio mais alto foi de 630 mil euros (terceiro prémio), que saiu a quatro apostadores.

O primeiro prémio não foi atribuído, pelo que o próximo ‘jackpot’ será de 89 milhões de euros.

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 27 de outubro: 21, 30, 32, 42, 48 (números) e 3, 6 (estrelas).

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Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas

A União de Freguesias do Vade está a proceder à requalificação de três pontes históricas situadas na localidade de Covas, em Vila Verde.

A intervenção incide sobre as pontes da Agrela, da Pequena e do Pego, que têm mais de 500 anos de história.

“Estas pontes são testemunhos vivos do nosso passado, fazendo parte do património histórico, cultural e identitário da nossa terra”, refere a Junta de Freguesia, numa nota publicada nas redes sociais.

Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas 18
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
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Foto: UF Vade
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Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
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Foto: UF Vade
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Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade
Vila Verde: Três pontes com mais de 500 anos estão a ser requalificadas
Foto: UF Vade

A sua requalificação representa um “passo importante na preservação deste legado, garantindo melhores condições de conservação e contribuindo para que estas estruturas continuem a fazer parte da história e da memória das gerações futuras”.

“Preservar o nosso património é valorizar as nossas raízes, respeitar a nossa história e proteger a identidade da nossa comunidade”, conclui a autarquia.

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Federação lança bolsas de estudo para jovens jogadoras de futebol

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) lançou hoje a quarta edição do programa de atribuição de bolsas de estudo destinadas a jogadoras do campeonato feminino, visando o apoio na conciliação da carreira académica e desportiva.

Na Cidade do Futebol, em Oeiras, a diretora da FPF para o futebol feminino, Sofia Teles, realçou os resultados “altamente encorajadores” das três primeiras edições da iniciativa, onde atribuíram um total de 49 bolsas, com a média de 16,5 valores.

“É um grande exemplo do que podemos fazer dentro e fora de campo. Permite um desenvolvimento das nossas jogadoras de forma desportiva e académica. Agora, voltamos a apoiar mais 20 jogadoras. Estes programas são fundamentais, ajudam-nos a formar mais mulheres no futebol. Nós vamos continuar a trabalhar para que mais jovens jogadoras consigam alcançar os seus sonhos e objetivos”, expressou.

A atribuição destas bolsas de estudo decorre da parceria da FPF com o banco BPI e a Fundação ‘la Caixa’, com candidaturas abertas entre hoje e 28 de novembro, para 20 apoios preparados para jovens futebolistas que se pretendam candidatar.

O diretor-geral da FPF Academy, José Mendes, o selecionador sub-18 feminino, José Paisana, a selecionadora sub-16 feminina, Susana Bravo, a ex-futebolista Rita Fontemanha e as atuais jogadoras Laura Luís e Rita Melo participaram em painéis.

Bolseira na última edição, a futebolista do Sporting de Braga Rita Melo, de 18 anos, explicou o impacto e a importância da bolsa de estudo recebida, que a auxiliou na entrada na universidade, onde tira atualmente o curso de Gestão, no Porto.

“Os meus pais sempre me incutiram desde pequena e eu sempre gostei muito de estudar. Ao longo do tempo, em que o futebol também começou a crescer na minha vida, sempre senti a necessidade de conciliar com os estudos. A carreira é curta e muda muito rápido. A nível mental, ter outros escapes também é importantíssimo. A nível financeiro, [esta bolsa] é sempre uma ajuda, mas é um reconhecimento do nosso trabalho e esforço, em conciliar a vida académica e desportiva”, sublinhou.

No evento, as internacionais portuguesas Andreia Faria, dos árabes do Al Nassr e com licenciatura em Gestão e mestrado em Finanças, e Pauleta, do Benfica e com licenciatura em Química e um mestrado, deixaram mensagens por meio de vídeos, nos quais encorajaram e deram força e motivação a jovens jogadoras para estudar.

Segundo a FPF, as candidaturas ao programa de bolsas de estudo são apreciadas por um júri composto por elementos federativos, tendo em conta os critérios de mérito e aproveitamento académico definidos no regulamento público.

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Ex-presidente da InvestBraga ganha “Prémio Carreira” em galardão nacional

Carlos Oliveira, ex-presidente da InvestBraga, a Agência para a Dinamização Económica do Município de Braga, foi distinguido com o “Prémio Carreira”, no Prémio Navegantes XXI, atribuído em 22 de outubro, no Centro de Congressos de Lisboa.

Formado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, Carlos Oliveira foi presidente da InvestBraga entre 2013 e 2018, e é atualmente presidente do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e ‘chairman’ da TAP Air Portugal.

A distinção foi entregue durante o Portugal Digital Summit 2026, numa edição que reuniu 27 finalistas, selecionados entre mais de 230 nomeações.

Os Prémios ACEPI Navegantes XXI são uma iniciativa de distinção do que “melhor se faz na Economia e Sociedade Digital em Portugal”. Um evento que pretende “reconhecer os profissionais que mais se distinguem no digital, valorizando o mérito, a inovação, a liderança e o impacto no setor”, de acordo com a organização.

A categoria de “Prémio Carreira” visa distinguir a “personalidade com percurso de excelência no setor digital em Portugal”.

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Colisão entre 4 carros corta IC28 em Ponte de Lima. Há três feridos

Uma colisão que envolveu quatro veículos ligeiros provocou três feridos e obrigou ao corte de trânsito no IC28, na zona de Refóios do Lima, Ponte de Lima.

Pelas 18:30, fonte da Proteção Civil indicou a O MINHO que o trânsito ainda se encontrava cortado nos dois sentidos naquela via que liga a Arcos de Valdevez.

As vítimas sofreram ferimentos considerados ligeiros e foram transportadas para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

O socorro foi prestado pelos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, que mobilizaram quatro operacionais e dois veículos.

O alerta foi dado às 17:13.

A concessionária Norte Litoral esteve no local a sinalizar o sinistro e a GNR registou a ocorrência.

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Alterações climáticas prejudicam aparecimento de cogumelos em Trás-os-Montes

As alterações climáticas sentidas nos últimos dois ou três anos estão a prejudicar o aparecimento de várias espécies nobres de cogumelos comestíveis, devido ao terreno seco e falta de humidade, disse hoje à Lusa um especialista do setor.

Segundo o presidente da Associação Micológica A Pantorra, Manuel Moredo, com sede em Mogadouro, no distrito de Bragança, este ano está a ser péssimo para o aparecimento de cogumelos devido ao tempo quente e seco, o que leva a que estes fungos não se desenvolvam e consequentemente não aparecem no território do interior norte.

“O terreno está muito seco e não há perspetivas de chuva para as próximas duas semanas, pelo menos. Mesmo as espécies mais nobres, como os boletos, amanita caesarea ou setas de cardo, não vão aparecer por falta de humidade e apenas algum calor, o que torna este ano atípico para a apanha dos cogumelos silvestres.

De acordo com o micólogo, haverá ainda algumas espécies como as sanchas que poderão aparecer porque aguentam com algum frio e podem surgir até ao final de novembro.

Por esta altura do ano, lameiros, florestas, soutos e pinhais são locais ideais para a apanha, que são batidos palmo a palmo pelos recoletores de cogumelos silvestres, alguns dos quais o fazem por gosto e outros porque encontraram nesta atividade uma forma de sustento, que este ano “será fraca”.

Os preços das mais variadas espécies de cogumelos silvestres em fresco podem variar entre os 15 euros por quilo, no caso dos boletos, e os três euros, para as setas dos pinheiros.

“Estes preços dos cogumelos silvestres são variáveis em função das quantidades existentes. Como este ano a apanha será praticamente nula, há a tendência para uma forte quebra de rendimento para quem nesta altura do ano tenha esta fonte de rendimento extra”, vincou Manuel Moredo.

Sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros são, entre outras espécies nesta altura do ano, dos fungos mais procurados pelos apreciadores e recoletores na região.

“Já percorremos vários pontos do Nordeste Transmontano, desde a Serra de Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, até Mogadouro, e o cenário é sempre o mesmo: não há cogumelos”, sublinhou o especialista em micologia.

Em zonas mais húmidas do país ainda começaram a aparecer várias espécies de cogumelos, mas em Trás-os-Montes isso não vai acontecer este ano.

O turismo micológico é igualmente um atrativo no Nordeste Transmontano e que este ano também poderá sentir uma forte quebra de amantes da micologia, devido à falta de cogumelos silvestres para estudo ou simplesmente para um passeio de identificação das mais variadas espécies que em anos normais aparecem.

A Pantorra já identificou mais de 1.200 espécies de cogumelos silvestres no Nordeste Transmontano em mais de duas décadas, num trabalho conjunto de vários especialistas em micologia da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) e da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) para identificar as espécies, já que muitas delas são tóxicas e algumas até letais.

As espécies mais predominantes num ano normal são as sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros, fungos procurados pelos apreciadores e recoletores na região.

O território do Planalto Mirandês tem ainda apetências naturais para o aparecimento de trufas negras, sendo este o fungo de maior valor gastronómico conhecido.

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Braga: “Este museu foi e é um espaço de Cultura como o desejou o seu doador”

Helena Trindade, antiga diretora adjunta da instituição, acaba de publicar o livro “Memórias de um Museu, um contributo para a História do Museu Nogueira da Silva”.

Em entrevista a O MINHO diz que esta unidade cultural da Universidade do Minho, sita na Avenida Central, em Braga, foi, durante muitos anos, o único espaço a apresentar aos bracarenses, importantes artistas contemporâneos nacionais. A autora realça a importância artística do seu acervo, e as suas vertentes culturais e lembra que estão a ser feitas obras para criação de um auditório.

O MINHO: O que te levou a escrever o livro que vens de publicar sobre o Museu Nogueira da Silva? O que representou o Museu para a cultura de Braga e dos bracarenses, nestes 50 anos?

Helena Trindade: Passados cerca de 50 anos de atividade do Museu Nogueira da Silva pensei ter chegado o momento de registar factos e memórias para que não se esbatam com o passar dos anos.

Este museu foi e é um espaço de Cultura como o desejou o seu doador.

Durante muito tempo foi quase o único espaço a apresentar aos bracarenses, importantes artistas contemporâneos nacionais e não só. Desde a abertura da galeria de exposições temporárias em 1979 acolheu ininterruptamente, artistas como Almada Negreiros, Mário Botas, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, Fernando Lanhas, Júlio Pomar, Alberto Peixoto, Julião Sarmento, Ana Vidigal, Gaëtan, Valerio Adami, Rui Vasconcelos, Cristina Lamas e muitos, muitos outros.

Também no final dos anos setenta a criação do Centro de Documentação Fotográfica, com o apoio da ASPA, permitiu acolher importantes arquivos fotográficos para a história da cidade e do país.

Em 2012, inaugurava-se o Espaço Maria Ondina Braga cumprindo o compromisso com a família da escritora que depositou no museu o seu arquivo documental que já motivou e serviu de base a vários colóquios e à reedição da sua obra.

Para além da organização de um programa anual de atividades, o museu foi, ao longo do tempo, um espaço anfitrião para artistas, associações, parceiros e outras entidades apresentarem os seus projetos culturais. Nos anos 80 e 90 a Biblioteca Pública de Braga, em parceria com o Museu, organizava encontros com escritores e jornalistas. Acolheram-se e acolhem-se desde o início os Encontros da Imagem, o Sindicato da Poesia, a Arte Total e muitas outras associações culturais. Com a oferta de um piano ao museu abriram-se as portas a intérpretes de música erudita, à música alternativa, a concertos de jazz, tendo, neste caso, como parceiros a Rádio Universitária e o Conselho Cultural.

O Serviço Educativo, com um programa próprio para as escolas, aproximou e aproxima os mais jovens do Museu, das coleções e das atividades.

Os capítulos do livro

O que contém a obra, quer em termos de escrita quer de fotografia? Como e onde se adquire?

O texto, bastante ilustrado, está organizado em vários capítulos temáticos correspondentes ao mesmo intervalo temporal entre 1975, data do testamento que lhe deu origem e a atualidade. Mas recuamos um pouco mais, à época do doador para percebermos a sua essência – o colecionador e as coleções, dedicando-lhes o capítulo “António Nogueira da Silva a sua Cidade e o seu País”, referindo o contexto em que viveu e as razões da construção do património que quis oferecer à cidade.

Para uma análise sobre as coleções, sua aquisição, organização, tratamento museológico, estudo e criação de conteúdos, organizamos o capítulo “A Construção de uma Coleção”.

Sobre as questões de abertura e relacionamento do museu com os diferentes públicos, traduzidas em estratégias de mediação e programações específicas, refletimos num outro capítulo – “A Função Educativa”.

Como este, outros setores do museu foram tratados com alguma autonomia entrecruzando-se na mesma cronologia – “O Centro de Documentação Fotográfica”, como nasceu e cresceu; “O Edifício uma Cronologia”, as diferentes fases de construção e de adaptação às novas funções e “Memórias de um Museu”, o tema central dedicado à formação do próprio museu já na posse da Universidade do Minho, narrando os acontecimentos e as dinâmicas implementadas por cada diretor. O livro está à venda no Museu Nogueira da Silva.

Aberto desde os anos 80

Pensa que o acervo/espólio artístico do museu é bem conhecido dos bracarenses? O que tem de característico e diferenciador face a outros museus, nomeadamente os da cidade?

O Museu Nogueira da Silva está aberto para usufruto do público desde o início dos anos oitenta, todos o podem visitar e, para nós técnicos, soa sempre a pouco o número de bracarenses que o visitam, que poderiam ser muitos mais.

A coleção do museu dedicada às artes decorativas, à pintura e à escultura, tem peças de importante valor histórico relacionado com a produção e o uso dos objetos. A coleção de porcelana de encomenda da China é uma das mais importantes desta casa, realçando a riqueza cultural dos objetos, produtos das relações de Portugal com os países do Oriente com quem contactou. Outras coleções como a pintura, a gravura, a escultura, a ourivesaria, a tapeçaria, o mobiliário e o vestuário possuem peças de grande valor histórico e patrimonial.

O edifício, com desenho do arquiteto Rodrigues Lima que marcou a arquitetura do Estado Novo, tem como elementos decorativos obras de artistas como António Lino, Fred Kradofler e Jorge Barradas. Foi palco de várias cerimónias e receções, acolhendo figuras de destaque do Estado e da Igreja nos anos cinquenta, sessenta e inícios de setenta do séc. XX.

O jardim, desenhado por Jorge Segurado nos anos sessenta, pontuado por esculturas e fontes oferece um espaço de tranquilidade, onde regularmente se pode ouvir música ou poesia e saborear um chá na cafetaria.

16 mil visitantes por ano

Quantas pessoas o visitam ou frequentam anualmente?

Uma média de cerca de 16.000 visitantes por ano.

Em termos de estrutura humana e de estrutura física ou edificada. É preciso melhorar ou aumentar os recursos humanos e intervir no edifício?

Nos dois últimos anos, na direção de António Gonçalves, o museu viu a sua equipa renovada com quatro novos elementos, e viu fachadas e coberturas do edifício com intervenções de fundo para solucionar problemas de infiltração de água e melhorar as condições ambientais para as coleções e para as pessoas que o frequentam.

Estas obras foram financiadas pelo Programa Norte 2030 que, numa segunda fase, prevê intervenções ao nível do piso térreo para ampliação da Galeria de Exposições, criação de um espaço para o Serviço Educativo e de um auditório.

Doação de Nogueira da Silva

Como definiria o homem que doou a casa e o espólio para a criação do museu com o seu nome?

António Nogueira da Silva foi um benemérito que, como referiu num discurso em fevereiro de 1968 (in Correio do Minho, 7 de fevereiro de 1968), quis enriquecer a cidade com um museu, reunindo “peças antigas e de arte, testemunhos de um passado que são, afinal, pequenas páginas da história do mundo”. Oferecia assim a sua residência e as suas coleções à cidade através de uma doação à Universidade do Minho, para que se cumprisse um “serviço público”.

Sobre Nogueira da Silva, como referi, registei neste livro uma pequena análise sobre o contexto em que viveu e em que construiu o que viria a constituir o tal museu que quis oferecer à cidade.

Quem é Helena Trindade?

Aposentada desde junho de 2023, Maria Helena Carvalhinho Trindade, colabora com o museu em regime de voluntariado desde novembro de 2024.

Possui o Diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Visual (1991/1993) e Mestrado em Estudos da Criança – Comunicação Visual e Expressão Plástica, desenvolvendo a sua tese na área da apreciação artística, A mediação do olhar: estratégias de apreciação artística no Museu Nogueira da Silva (2004/2006) no Instituto de Estudos da Criança/Universidade do Minho.

Professora do Primeiro Ciclo entre 1979 e 1984, foi colocada no Museu Nogueira da Silva, a partir dessa data, para realizar o inventário das coleções, o registo fotográfico e o apoio à Fototeca. Após a conclusão do inventário iniciou a sua atividade técnico-pedagógica criando o Serviço Educativo do Museu, em 1991, ao qual foi atribuído o Prémio de Melhor Serviço Educativo/Animação de Atividades ex aequo, em 1999, pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia).

Simultaneamente apoiou a produção de diferentes exposições realizadas na Galeria da Universidade e dos respetivos catálogos. Também colaborou nas diferentes áreas do Museu, principalmente no que diz respeito à gestão das coleções e à organização e promoção de atividades. 

Foi nomeada Diretora Adjunta do Museu entre 2015 e 2017. 

Publicou diversos artigos em revistas relacionados com a atividade educativa no museu, a imagem fotográfica e o espólio do Museu Nogueira da Silva.

Participou com diversas comunicações em colóquios (entre 2006 e 2014), com temáticas relacionadas com a educação no museu.

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Romance “Vindima”, de Miguel Torga, transformado em filme e vai estrear em festival na Argentina

O filme “Vindima”, do realizador Luís Galvão Teles, vai ter estreia mundial em novembro no Festival de Cinema de Mar del Plata, em Buenos Aires, revelou a produtora Fado Filmes.

A longa-metragem, adaptada de um romance de Miguel Torga e com coprodução brasileira, integra a competição internacional do Mar del Plata, estando prevista a presença do realizador e da atriz Laura Dutra.

Inspirado no primeiro e único romance de Miguel Torga, publicado em 1945, o filme retrata um tempo de vindimas no Douro nos anos 1950, seguindo um grupo de trabalhadores, pobres, que “luta pela sobrevivência sob o jugo de um patrão brutal”.

“Numa terra onde impera o silêncio e a opressão, desejos proibidos irão destruir a ordem coletiva e empurrar patrões e trabalhadores para a tragédia e a inevitável mudança”, afirma a produtora na sinopse.

“Vindima” conta com interpretações de Maria de Medeiros, Miguel Borges, José Condessa, Joana Pialgata, Laura Dutra, Ricardo Pereira, Filomena Gigante, Marco d’Almeida, Sandra Faleiro, Diogo Infante e Ruy de Carvalho, entre outros.

Depois de Mar del Plata, “Vindima” integra, em dezembro, a programação do Tribeca Festival Lisboa.

De acordo com o festival argentino, na competição internacional está ainda a coprodução luso-brasileira “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr, e protagonizada pela atriz brasileira Grace Passô, no papel de uma mulher que se confronta com o fanatismo religioso ao regressar ao bairro onde cresceu.

O filme tem produção da Karõ Filmes, da dupla João Salaviza-Renée Nader Messora.

A 41.ª edição do Festival Mar del Plata decorrerá de 05 a 15 de novembro e no júri da competição de curtas-metragens está o programador Miguel Dias, do festival Curtas Vila do Conde.

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Vitória SC vence Feirense em jogo particular

O Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, derrotou hoje o Feirense, da II Liga, por 1-0, num encontro de preparação disputado na academia do clube vimaranense, à porta fechada.

O ponta de lança senegalês Alioune Ndoye marcou o único golo do desafio, num cabeceamento ao primeiro poste, em resposta a um pontapé de canto batido por Alanzinho, refere a nota publicada no site oficial dos vitorianos.

A formação minhota, 13.ª classificada da I Liga, com oito pontos, visita o Gil Vicente, sétimo, com 14, na segunda-feira, em partida da 10.ª jornada agendada para as 20:30, enquanto o conjunto ‘fogaceiro’, 18.º e último do segundo escalão, com dois pontos, visita o Penafiel, terceiro, com 16, em jogo da nona ronda, também marcado para segunda-feira, às 18:00.

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Está a nascer em Famalicão um bloco de 108 apartamentos que é um “jardim vertical”

O mercado de habitação em Famalicão vai ser reforçado brevemente com 108 apartamentos e os primeiros 52 fogos estarão prontos a habitar em meados de 2027, foi hoje divulgado pela promotora Medium Real Estate.

Em comunicado, a empresa refere que o Green Plaza Apartments, que está na segunda e última fase de construção, será o empreendimento imobiliário “mais verde da cidade”.

“Depois de concluída a primeira fase, com 56 apartamentos vendidos, estamos agora a comercializar os 52 apartamentos que correspondem à segunda fase do Green Plaza. Os imóveis estarão habitáveis em junho de 2027 e 75% deles já estão vendidos”, revelou Pedro Fernandes, CEO da Medium Real Estate, em comunicado enviado às redações.

Com floreiras em todas as varandas, o verde das plantas será a “grande atração” exterior dos 108 apartamentos do Green Plaza, um empreendimento localizado numa área residencial à volta do futuro Centro de Atletismo de Vila Nova de Famalicão, na Rua de Lino José de Sousa Ferreira, na zona norte da cidade.

De acordo com a promotora, a verticalização de plantas na fachada do Green Plaza Apartments permitirá a “regulação natural da temperatura e da humidade”. As plantas proporcionam a “humanização do ambiente e têm um impacto na redução de ruídos”. Em todas as varandas está incluído um sistema de rega automática.

“Viver no Green Plaza será como viver num jardim vertical. É uma simbiose perfeita entre o verde e o espaço urbano”, destacou ainda Pedro Fernandes.

Comercializado em exclusivo pela agência imobiliária Medium, o Green Plaza Apartments ainda tem disponíveis unidades das tipologias T0, T1, T2 e T3, com preços a partir de 199 mil euros. As áreas brutas variam entre os 67,2 metros quadrados (T0) e os 152,2 metros quadrados (T3).

Está a nascer em Famalicão um bloco de 108 apartamentos que é um "jardim vertical"
Foto: Medium
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Está a nascer em Famalicão um bloco de 108 apartamentos que é um "jardim vertical"
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Está a nascer em Famalicão um bloco de 108 apartamentos que é um "jardim vertical"
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Está a nascer em Famalicão um bloco de 108 apartamentos que é um "jardim vertical"
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Está a nascer em Famalicão um bloco de 108 apartamentos que é um "jardim vertical"
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Além do espaço desportivo municipal, o Green Plaza Apartments está localizado a centenas de metros de vários hipermercados, de um hospital (Centro Hospitalar do Médio Ave), de dois parques verdes (Parque de Sinçães e Parque da Devesa) e de um espaço de eventos culturais (a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, cuja programação é reconhecida em todo o país).

“É um lugar tranquilo, servido por espaços comerciais e diversos serviços e com acesso rápido à rede de autoestradas (A3 e A7) em direção a cidades como Porto, Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde”, resumiu Pedro Fernandes, acrescentando que “Famalicão é uma cidade muito bem localizada, com acesso a todos os serviços que uma família precisa”.

Os apartamentos estão divididos em blocos de oito pisos, com garagem e lugares de garagem para cada apartamento e ainda uma sala para bicicletas. A zona também é servida por transportes urbanos.

O projeto prevê eletrodomésticos nas cozinhas, ar condicionado, bombas de calor e caixilharias em alumínio em todos os apartamentos.

O projeto de arquitetura do Green Plaza é da autoria do gabinete Trama Arquitetos, enquanto a construção está a cargo da Competro – Investimentos, Lda, sediada em Vila Verde.

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NOS garante que serviço está totalmente normalizado após falhas em Braga

A NOS registou esta tarde uma situação de instabilidade na rede, com queixas concentradas principalmente em Lisboa e no Porto, mas também em Braga, encontrando-se o serviço totalmente normalizado, disse à Lusa fonte oficial da operadora.

De acordo com o portal DownDetector, às 14:50 (hora de Lisboa), foi registado um pico de 2.379 reportes associados a problemas com a NOS.

A maioria dos problemas (59%) dizem respeito ao sinal móvel, 25% relativos à internet móvel e 12% a chamadas de voz.

As falhas foram, sobretudo, reportadas em Lisboa e no Porto, mas também se registaram queixas, por exemplo, em Braga, Aveiro, Coimbra e Faro.

Contactada pela Lusa, fonte da NOS assegurou que o serviço “encontra-se totalmente normalizado. Confirma-se que houve uma situação de instabilidade pontual na rede, que foi de imediato solucionada”.

Tanto a Meo como a Vodafone também registaram falhas durante a tarde, mas em menor número, segundo o ‘site’ DownDetector.  

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Associação acusa Governo de abandonar mulheres em menopausa

A Associação Portuguesa de Menopausa criticou hoje o desaparecimento das políticas públicas para a menopausa da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2027 do Governo, criticando a “forma grosseira de abandonar três milhões de mulheres”.

“É uma forma grosseira de abandonar três milhões de mulheres que não têm como controlar o seu bem-estar, a sua saúde e a sua capacidade. Os efeitos de menopausa afetam até 85% das mulheres – isso está determinado do ponto de vista científico. E essas não têm qualquer proteção do Estado e, pela segunda vez, o Estado nega-lhes essa possibilidade”, sublinhou, em declarações à Lusa, Cristina Mesquita de Oliveira, presidente da Vidas – Associação Portuguesa de Menopausa.

Em 2021, quando a associação foi criada, “pura e simplesmente não existia nenhum documento do Estado, nenhum projeto de lei, nenhum decreto de lei, nenhuma proposta de resolução” sobre menopausa e perimenopausa”, mas o “vazio total” acabou com a lei que aprovou o OE para 2025, explicou.

No documento previam-se “consultas de menopausa nos centros de saúde, comparticipação de todos os medicamentos prescritos e de hidratantes vulvares e vaginais não hormonais”.

O mesmo aconteceu no OE para 2026 mas, alertou a responsável, nada foi feito.

“O Governo incumpriu. O Governo entrou em incumprimento da lei e já era o atual Governo”, lamentou.

A presidente disse que, no início de 2026, a associação promoveu um evento internacional sobre Menopausa e Direitos Humanos, “onde esteve o Governo, a Direção-Geral de Saúde (DGS), a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, três ex-ministros da Saúde e o representante da atual ministra da Saúde”, tendo todos concordado que “é importante que a menopausa seja acolhida nas políticas públicas”.

“Ainda assim, chegamos ao momento em que o Governo apresenta o OE para 2027, e nada aconteceu”, afirmou Cristina Mesquita de Oliveira.

Embora as medidas inscritas nos OE de 2025 e 2026 não tenham tido aplicação prática, a presidente prefere que integrem a lei.

“Por isso, fizemos um périplo por todos os partidos com assento parlamentar, no sentido de darem a conhecer o que é que iriam propor face à ausência de políticas de menopausa no OE de 2027. E sobre quais eram as medidas que estariam disponíveis para propor, de maneira a pressionar o governo para incluir no OE as tais medidas de menopausa”, justificou.

Resultado: “Ainda não obtivemos resposta”, sublinhou, admitindo que ainda está a “decorrer o prazo” de debate do OE.

“Somos a única entidade que defende que todas as mulheres devem ter acesso a políticas de menopausa, consultas, medicamentos com participados e informação para poderem decidir. Não há outra organização institucional, outra organização em Portugal que o faça. Portanto, é muito importante que, para o OE de 2027, possam passar as medidas que já estiveram contempladas nos dois anteriores”, observou.

No contacto com mulheres na perimenopausa e menopausa, a associação constatou que perguntam sobretudo por que motivo “não há consultas de menopausa no Sistema Nacional de Saúde [SNS] e porque é que os medicamentos não são compartilhados, à semelhança de outros medicamentos para outras questões”.

Outra das preocupações da Associação é “a ausência total do Estado a regular uma informação segura e reconhecível a que as mulheres possam aceder para sentirem alguma segurança nas decisões que têm que tomar relativamente à sua saúde e à menopausa”.

O Governo entregou no início do mês a proposta de OE para 2027 na Assembleia da República, estando a votação final global marcada para 24 de novembro.

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Um morto em despiste de carro que caiu no rio Douro

Uma pessoa morreu hoje após a viatura em que seguia se ter despistado na Estrada Nacional (EN) 108, em Rio Mau, Penafiel, e ter caído ao rio Douro, revelou à Lusa fonte da Capitania do Douro.

O alerta foi dado às 15:03, acrescentou fonte do Comando Sub-Regional do Tâmega e Sousa, que revelou que, quando foi retirada do rio, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória.

Segundo a fonte da capitania, que pelas 16:00 ainda não tinha informação sobre o género e idade da vítima, foram acionados mergulhadores para tentar encontrar eventuais outras vítimas na viatura despistada.

À mesma hora, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mantinham-se no local 29 operacionais, apoiados por 15 viaturas.

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Montenegro acusa PS, PCP e BE de quererem tirar “dividendos partidários” da “frustração real”

O primeiro-ministro acusou hoje PS, BE e PCP de quererem tirar “dividendos partidários” da “frustração real” de quem protesta nas ruas contra o custo da habitação e defendeu o novo regime jurídico do arrendamento que o Governo quer implementar.

Na abertura do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República, Luís Montenegro admitiu a existência de uma crise na habitação, mas criticou os partidos que agem como se “tivesse começado hoje”.

“Senhores deputados socialistas, comunistas e bloquistas estão a pensar no seu próprio interesse particular para tirar dividendos partidários da frustração real de muitos cidadãos. Ao mesmo tempo que pretendem também, no seu interesse particular, ocultar a sua responsabilidade direta na atual situação”, criticou.

Montenegro disse não querer centrar o debate no “passa culpas”, mas afirmou querer “dar a oportunidade” a estes partidos de assumirem os seus erros “como a única forma de serem levados a sério para contribuir para soluções no futuro”.

“Se continuarem a destilar demagogia e oportunismo continuarão a não ser solução e continuarão a vossa viagem para a irrelevância política”, vaticinou.

Pelo contrário, acrescentou, o Governo tem primeiro-ministro tem “todo o respeito e compreensão aqueles que estão na rua de boa-fé”, referindo-se às manifestações das últimas semanas pelo direito à habitação.

Na sua intervenção, Montenegro defendeu a política do executivo PSD/CDS-PP em matéria de habitação, incluindo o novo regime jurídico do arrendamento, aprovado na generalidade e que aguarda discussão na especialidade.

“Com a reforma do regime do arrendamento, queremos mais confiança, porque mais confiança são mais casas no mercado de arrendamento”, disse.

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PSP divulga vídeo para mostrar agressões aos polícias

A PSP divulgou hoje nas redes sociais um vídeo para mostrar que os agentes também foram alvo de violência por parte dos manifestantes nas intervenções policiais na madrugada de domingo, defendendo que “a violência não pode ser tolerada”.

“Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada. As agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. A segurança de todos constrói-se com respeito mútuo”, escreve a PSP nas redes sociais num texto que acompanha o vídeo para mostrar a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.

A PSP refere também que a missão da polícia “no espaço público é acompanhar e apoiar quem exerce a sua voz, equilibrando esse direito com as liberdades de toda a comunidade”, acrescentando que privilegia “um constante esforço de diálogo, mediação e sensibilização junto dos manifestantes” e procura “sempre o entendimento e a conciliação entre todos”.

A PSP protege e garante o direito à manifestação através do diálogo e mediação, procurando o equilíbrio com as liberdades de todos. Mas a violência e as agressões à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. pic.twitter.com/CXka72VuDi

— PSP – Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) October 27, 2026

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.

Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

António José Seguro apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Duas mulheres feridas após despiste em Vieira do Minho

Duas mulheres ficaram feridas devido a um despiste de automóvel, ao princípio da tarde desta terça-feira, na Estrada da Caniçada, em Vieira do Minho.

Ao que O MINHO apurou, as vítimas, ambas com cerca de 60 anos, sofreram ferimentos ligeiros.

O despiste ocorreu cerca das 14:30 na Estrada Nacional 304 (mais conhecida como Estrada da Caniçada).

Os primeiros socorros foram prestados pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e pela Delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa, que depois conduziram as vítimas para o Hospital de Braga.

A ocorrência foi registada pelo Posto Territorial de Vieira do Minho da GNR.

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Serena e Emma representam o Minho no concurso Miss Queen Portugal France

Serena Afonso, de 18 anos, filha de pai natural de São Paio, Melgaço, e Emma dos Prazeres, de 17 anos, filha de mãe com origens em Guimarães, são candidatas ao concurso Miss Queen Portugal France 2026, que distingue jovens da comunidade portuguesa residente em França.

Natural de Dourdan (França), Serena Afonso cresceu num ambiente marcado pelas tradições portuguesas e mantém uma forte ligação ao país de origem dos pais, particularmente a Melgaço, terra natal do pai, e à Covilhã, de onde é natural a família materna.

Apesar de ter nascido e crescido em território francês, a jovem fala português e tem nacionalidade portuguesa. Visita regularmente Portugal e divide o período de férias entre as terras de origem da família e outros destinos nacionais.

Serena e Emma representam o Minho no concurso Miss Queen Portugal France
Foto: DR

“Vou uma semana à terra da minha mãe, uma semana ao Algarve e uma semana ao Norte”, conta a candidata, que pretende aproveitar a participação no concurso para dar visibilidade às suas raízes portuguesas.

A ligação à cultura nacional estende-se também ao folclore. Há quase cinco anos que Serena integra um rancho folclórico português em França, atividade que começou a praticar com uma prima e que lhe permite preservar as tradições do país de origem da família.

Atualmente, Serena frequenta um curso superior técnico na área da negociação e relação com clientes, ainda sem ter definido o percurso profissional que pretende seguir após a conclusão dos estudos.

Admite ser uma pessoa reservada e encara a participação no Miss Queen Portugal France como uma oportunidade para superar a timidez e ganhar confiança. “Sou uma pessoa mais tímida, depende da situação”, reconhece.

Questionada sobre o que gostaria de fazer caso conquistasse o título, a resposta é direta: “Representar o Norte”.

A jovem, que concorre com o número 06, tem também uma ligação familiar aos concursos de beleza, já que uma tia conquistou um título de Miss em 2016.

Emma dos Prazeres quer mostrar que Portugal é muito mais do que pastéis de nata

    Aos 17 anos, Emma dos Prazeres tem o sonho de se tornar procuradora da República, mas, enquanto prossegue os estudos na área do Direito, prepara-se para outro desafio: representar Guimarães no concurso Miss Queen Portugal France 2026.

    Nascida em Nogent-sur-Marne e residente em Neuilly-Plaisance, na região parisiense, a jovem é filha de mãe com origens em Guimarães e de pai natural da Guarda. É a mais nova de três irmãos e mantém uma ligação próxima a Portugal, onde passa habitualmente parte das férias de verão.

    A participação no concurso é também uma oportunidade para mostrar aos franceses que a identidade portuguesa vai muito além dos símbolos mais conhecidos.

    Serena e Emma representam o Minho no concurso Miss Queen Portugal France
    Foto: DR

    “Quando dizemos que somos portugueses, as pessoas falam-nos de pastéis de nata, e é tudo. Na realidade, é um pouco triste, porque há muito mais do que isso. Temos uma cultura realmente bonita”, considera a jovem, que gostaria de contribuir para uma maior divulgação das tradições e da riqueza cultural portuguesa.

    Emma dos Prazeres frequenta atualmente um BTS Juriste Notarial, formação superior francesa na área jurídica, e pretende continuar o percurso académico com uma licenciatura em Direito e um mestrado. O objetivo é chegar à magistratura, concretizando o sonho de se tornar procuradora da República.

    “É uma questão de motivação”, afirma, a propósito da determinação com que encara o futuro.

    A jovem apresenta-se como uma pessoa sociável, criativa e sempre disponível para ajudar os outros. “Acho que as pessoas diriam que sou realmente simpática. Gosto de ajudar as pessoas e sou bastante aberta com os outros”, refere.

    O sorriso é, aliás, uma das características que considera mais marcantes na sua personalidade. “Sorridente, o tempo todo”, acrescenta.

    Nos tempos livres, gosta de trabalhos manuais, de fazer unhas, de cuidar de crianças e de conviver com a família. Também acompanha futebol e é adepta do FC Porto.

    A família assume particular importância no percurso da candidata, sobretudo depois da morte do pai, há cerca de um ano e meio. Entre os seus maiores desejos está um objetivo que resume em poucas palavras: “Tornar a minha mãe orgulhosa”.

    Além da carreira na área da Justiça, Emma gostaria de viajar pelo mundo e de ter a oportunidade de ajudar outras pessoas.

    No Miss Queen Portugal France 2026, a jovem apresenta-se como candidata número 12, em representação de Guimarães.

    A votação para o Miss Queen Portugal France 2026 decorre até às 23:00 de 07 de novembro, através da plataforma oficial do concurso (aqui), sendo permitido um voto diário por cada conta registada.

    O voto do público conta 40 % do resultado final.

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