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Vitória confortável do Vila Real no regresso ao Calvário

VTM

O Sport Clube de Vila Real regressou este domingo ao Campo do Calvário, onde recebeu e venceu o Mesão Frio por 7-1, num jogo da oitava jornada da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR). O regresso a casa ficou também marcado pelas manifestações de desagrado de alguns adeptos do clube relativamente ao estado do relvado sintético.

Uma tarja colocada no exterior do recinto, mas visível para quem se encontrava nas bancadas, deu expressão à insatisfação em torno das condições do piso de jogo, com a inscrição “o Calvário não é para remendar”. A mensagem surgiu num momento de regresso ao histórico campo, que voltou a receber a equipa alvinegra.

Dentro das quatro linhas, o Vila Real impôs-se com um resultado expressivo frente ao Mesão Frio, começando a vencer cedo na partida. Ainda não tinham passado dois minutos de jogo e Mika colocou os líderes da classificação da AFVR a vencer.

Ainda na primeira parte, John Lucas e João Maia marcaram para o Vila Real, enquanto Mika, de grande penalidade, carimbou o único golo dos visitantes. Na segunda parte, João Maia completou o hat-trick, enquanto Cláudio Mateus e André Azevedo fecharam as contas deste embate.

A jornada ficou ainda marcada pela vitória do Pedras em casa do Cumieira, por cinco bolas a zero, e o Régua bateu o Constantim por 2-1, com Jota a bisar.

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Consulta pública do projeto solar e eólico decorre até 24 de novembro

VTM

Está a decorrer, até 24 de novembro, o período de consulta pública do Projeto Solar Fotovoltaico Flutuante e Híbrido Eólico de Vilar-Tabuaço, que prevê a instalação de uma central solar flutuante no plano de água de Vilar-Tabuaço, complementada por um parque eólico em terra.

O procedimento de avaliação de impacte ambiental é coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade responsável pela consulta pública. O projeto é promovido pela FINERGE, S.A., e prevê ainda uma subestação de transformação e linhas elétricas associadas.

Segundo a descrição disponibilizada na plataforma Participa, a combinação das duas fontes de energia renovável pretende aproveitar os recursos solar e eólico através de uma infraestrutura elétrica comum, reduzindo constrangimentos na ligação à Rede Elétrica de Serviço Público.

Os executivos municipais de Tabuaço e Moimenta da Beira contestam publicamente, através de publicação nas redes sociais, o projeto, reiterando a sua discordância relativamente à iniciativa.

Durante o período de consulta pública, os cidadãos e as entidades interessadas podem apresentar comentários e contributos através da plataforma oficial Participa, onde está disponível a informação relativa ao procedimento. Neste momento, conta já com 384 participações e 389 pessoas a seguir o projeto.

De acordo com a página do projeto, a área de intervenção identificada abrange localidades dos concelhos de Moimenta da Beira, Penedono, Sernancelhe e São João da Pesqueira.

A consulta pública constitui uma etapa do processo de avaliação de impacte ambiental, permitindo recolher observações e preocupações da população e das entidades interessadas antes da conclusão do procedimento.

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Céu noturmo do Vale do Tua renova certificação até 2028

VTM

O céu noturno Dark Sky Vale do Tua renovou a certificação como Destino Turístico Starlight até 31 de dezembro de 2028. O reconhecimento, atribuído pela Fundação Starlight, abrange os cinco municípios integrados no Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), sendo eles Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

A certificação distingue territórios com condições adequadas à observação astronómica e que desenvolvem medidas de proteção do céu noturno. A avaliação inclui critérios relacionados com a qualidade do céu, a transparência atmosférica, a nebulosidade, a prevenção da poluição luminosa e a organização da oferta turística.

O Vale do Tua foi o primeiro destino localizado numa área protegida em Portugal a obter esta certificação. O projeto resulta da colaboração entre o PNRVT e a Associação Dark Sky e está integrado na Rede Dark Sky Portugal.

Segundo António Luís Marques, diretor do PNRVT, “a renovação agora conseguida confirma a importância do trabalho feito e reforça a vontade de prosseguir a melhoria contínua, garantindo a preservação deste recurso natural e a qualificação das experiências de astroturismo a quem visita o território”.

O PNRVT pretende alargar a oferta turística associada à observação do céu através do projeto, aprovado no âmbito da Linha +Interior Turismo. Uma das medidas previstas é a criação de um observatório astronómico móvel, equipado com telescópios, material audiovisual e outros instrumentos de observação.

O equipamento deverá apoiar a realização de atividades de divulgação científica e integrar-se numa oferta que inclui experiências relacionadas com a gastronomia e os vinhos, os percursos pedestres, a observação de aves e o património cultural e arqueológico.

A iniciativa pretende associar a observação astronómica a outros recursos do território e envolver os agentes turísticos e as comunidades locais.

António Luís Marques considera que “a proteção do céu noturno está diretamente ligada à valorização do património natural e cultural e à criação de novas oportunidades para as comunidades locais”.

A certificação agora renovada mantém-se válida até ao final de 2028, período durante o qual o destino terá de continuar a assegurar os critérios associados à proteção do céu noturno e à qualificação da atividade turística.

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Despiste de motociclo deixa jovem gravemente ferido

VTM

Segundo Luís Nogueira, comandante dos Bombeiros Voluntários de Valpaços, o condutor sofreu ferimentos graves na sequência do acidente, ocorrido na freguesia de Valpaços e Sanfins.

O alerta para a ocorrência foi registado às 19h19, de acordo com a informação disponibilizada pela plataforma da Proteção Civil.

Para o local foram mobilizados dois veículos e oito bombeiros da corporação de Valpaços, bem como a Guarda Nacional Republicana (GNR). No total, estiveram envolvidos 10 operacionais e três viaturas no socorro à vítima e nas diligências relacionadas com o acidente.

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GD Chaves dá a volta ao jogo com dois golos na reta final

VTM

O encontro a contar para a oitava jornada da Liga Portugal 2 foi decidido nos instantes finais. Depois de chegar ao intervalo em desvantagem, a formação flaviense intensificou a pressão na segunda parte e conseguiu inverter o resultado com golos de Júnior Mendes e Marquinhos.

Ainda aos 20 minutos, Wilson Tavares obrigou Antonio Gomís a uma intervenção apertada, num remate de longa distância.

A resposta dos visitantes surgiu aos 27 minutos. Matías Lacava aproveitou uma segunda bola à entrada da área e, com um remate colocado, bateu João Valido, colocando o Vizela na frente. A equipa minhota ainda ameaçou ampliar a vantagem, aos 40 minutos, mas a oportunidade não foi aproveitada.

Na segunda parte, o Chaves assumiu o controlo das operações. Robyn Esajas e Aílson Tavares estiveram perto de marcar nos primeiros minutos após o descanso. Mais tarde, João Teixeira e Marquinhos também dispuseram de oportunidades.

A insistência transmontana acabou por produzir efeitos aos 86 minutos. Depois de uma recuperação de bola de Robyn Esajas, o avançado serviu a área, onde Júnior Mendes surgiu para restabelecer a igualdade.

Os flavienses mantiveram a iniciativa e encontraram ainda tempo para completar a reviravolta. Aos 90+5 minutos, Wilson Tavares conduziu a transição ofensiva e descobriu Marquinhos em posição privilegiada. O avançado não desperdiçou a oportunidade e fixou o resultado em 2-1.

O triunfo permite ao GD Chaves alcançar provisoriamente o 13.º lugar, com oito pontos em oito jogos.

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“Não há perigo de contágio para as pessoas”, tranquiliza ministro da Agricultura sobre vírus Shamonda

VTM

José Manuel Fernandes afirmou que o vírus Shamonda, transmitido por insetos do género Culicoides, “não leva a mortalidade dos animais” e garantiu que “não há nenhum perigo de contágio para as pessoas”.

O governante sublinhou que “não vamos é entrar num alarme, que neste momento não se justifica”, referindo que o impacto na saúde animal não é grave. O ministro destacou um caso isolado em França, onde uma pessoa com estado de saúde muito debilitado contraiu o vírus, mas enfatizou que não se pode afirmar que a morte tenha sido causada pelo vírus.

Atualmente, ainda não existe um plano específico para lidar com o vírus Shamonda. A solução proposta pelo ministro é a monitorização e a melhoria das condições sanitárias nas explorações pecuárias. Fernandes defendeu a necessidade de “avançar rapidamente numa investigação” à escala da União Europeia para desenvolver vacinas eficazes e acessíveis.

O veterinário do Agrupamento de Defesa Sanitário (ADS) de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, alertou na quinta-feira, em declarações à Lusa, para o preço elevado das análises a bovinos para a deteção do vírus Shamonda que afetou uma exploração em Vimioso.

Luís Fernandes explicou ter obtido a informação de que o preço das análises ronda mais de 30 euros, o que numa vacada, por exemplo com 50 animais, já requer algum investimento por parte dos produtores pecuários onde existam sintomas.

Questionado sobre a possibilidade de comparticipação nas análises devido às dificuldades financeiras dos produtores, o ministro não se comprometeu. “Não vamos fazer análises que não sejam necessárias; nós avaliaremos e se for necessário apoio, fazemos”, disse.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou a deteção do vírus em vários países da União Europeia, incluindo Portugal e Espanha. O último relatório indicava casos nos concelhos de Odemira, Vimioso, Évora, Loures, Crato e Montijo.

Os bovinos são os mais afetados pela infeção, embora ovinos e caprinos também possam ser suscetíveis sem manifestações clínicas evidentes. Os bovinos com infeções agudas podem apresentar febre, diarreia e redução na produção leiteira entre 10% e 20%.

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Estudante da UTAD vence prémio com projeto de mobiliário urbano

VTM

Alerson Lisboa, estudante do mestrado em Arquitetura Paisagista da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), conquistou o primeiro lugar no Prémio Académico AMOP com o projeto “HABIT”.

O projeto consiste numa coleção de mobiliário urbano concebida para promover a convivência entre pessoas e a biodiversidade. Inspiradas na geometria triangular e nas caraterísticas do louva-a-deus, as peças apresentam uma estrutura modular flexível e adaptável a diferentes espaços e utilizações.

O Prémio Académico AMOP, promovido pela Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP), distingue trabalhos académicos que apresentem soluções inovadoras, funcionais e tecnicamente viáveis para espaços exteriores, valorizando a sua aplicabilidade em contextos reais.

Segundo Alerson Lisboa, a ideia surgiu da “necessidade de construir uma alternativa para a reestruturação da vida selvagem em espaços degradados”, com destaque para a criação de novos microhabitats e para a interação entre estes e os seus utilizadores.

O projeto cria condições favoráveis à biodiversidade, integrando soluções para insetos polinizadores e pequenos animais. A utilização de pedra reconstituída reforça uma abordagem sustentável, baseada na economia circular e no design regenerativo.

Desenvolvida no âmbito do mestrado, a coleção cruza conhecimentos de arquitetura paisagista, ecologia e design.

A atribuição do primeiro prémio ajudar a dar visibilidade ao projeto junto de profissionais de referência da área da arquitetura paisagista.

A AMOP selecionou a coleção “HABIT” para produção e comercialização, abrindo caminho à sua aplicação prática.

Segundo a UTAD, esta distinção vem reforçar o contributo da universidade “no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis, capazes de responder aos desafios atuais”.

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Incêndio numa habitação provoca um ferido grave

VTM

Um incêndio numa habitação de dois pisos, em Vilela Seca, no concelho de Chaves, provocou um ferido grave, segundo informação avançada à VTM por Nuno Mota, presidente da Junta de Freguesia de Vilela Seca.

Segundo o presidente de junta, o proprietário da habitação sofreu queimaduras e teve de ser hospitalizado.

Segundo os dados da Proteção Civil, às 16h22 a ocorrência encontrava-se em fase de conclusão. Nuno Mota adiantou também que as equipas de socorro permanem no local, com o incêndio já em fase de rescaldo.

As circunstâncias em que o incêndio deflagrou e a extensão dos danos na habitação são, para já, desconhecidas.

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Ministro da Agricultura anuncia linha de apoio de 35 ME para jovens agricultores

VTM

“Agora abrimos mais um novo concurso com o objetivo de termos 200 novos agricultores, no valor de 35 milhões de euros”, adiantou o ministro, hoje, no I Encontro de Jovens Agricultores, que está a decorrer em Macedo de Cavaleiros.

José Manuel Fernandes adiantou que esta linha terá “custos unitários e custos simplificados” e haverá “desburocratização”, nomeadamente no licenciamento dos recursos hídricos e na transmissão de explorações, sendo por isso, “muito mais rápida” a aquisição do apoio.

“Quem apresentar agora a candidatura, no que diz respeito aos licenciamentos dos recursos hídricos, não será no momento da submissão da candidatura que tem de ter esse licenciamento, nem faz sentido, […] mas será apresentado no momento que há o contrato depois da candidatura aprovada […] Uma outra simplificação tem a ver com a possibilidade de termos uma transmissão de uma exploração de uma forma mais simples e célere sem penalização da candidatura”, explicou.

O ministro referiu ainda um outro apoio, direcionado à renovação de gerações na agricultura, com 330 milhões de euros disponíveis para apoiar 2.000 jovens, adiantando que “mais de 1.500″ projetos já estão em curso.

“A nossa média de idades na agricultura é de cerca de 64 anos. Nós temos de trabalhar para a segurança alimentar, comida no prato, isso implica renovação geracional, que também traz conhecimento, modernidade, a possibilidade de usar drones, robótica, essa agricultura e agricultura de precisão com maior produtividade também é essencial”, afirmou.

Em 07 de outubro, a Lusa noticiou testemunhos de jovens agricultores que dizem não conseguir viver apenas do setor agrícola, sendo obrigados a recorrer a outra fonte de financiamento.

Confrontado com estas declarações, José Manuel Fernandes entende “que hoje os jovens têm todo o direito e devem poder ter empregos complementares”, sublinhando que os que estão em exclusividade na agricultura recebem um “bom apoio” de “55 mil euros” para a instalação do seu projeto.

“Não podendo ter jovens em exclusividade, estando eles também a trabalhar para agricultura já estão a ajudar o objetivo da segurança alimentar”, disse.

Durante a sua intervenção no I Encontro de Jovens Agricultores, o governante deixou ainda criticas a políticas ambientais que colocam “em desvantagem” os agricultores portugueses, realçando que há falta de perceção de que a “agricultura é um financiador do ambiente”, vincando que “cerca de 41% da Política Agrícola Comum é para objetivos ambientais”, que se traduzem em “mais de 400 milhões de euros por ano”.

Para o ministro da agricultura, esta deveria ser a “missão do fundo ambiental, não devia ser uma missão da agricultura”, obrigando a cumprir legislação “onde às vezes há exageros”.

“Como é que eu explico a um agricultor que ele não pode utilizar um determinado produto fitofarmacêutico na produção e eu vou a seguir a um supermercado, compro um alimento que foi importado de países fora da União Europeia e eu usa aquele produto fitofarmacêutico. (…) Qual é a lógica disto?”, questionou.

Segundo José Manuel Fernandes, estas políticas levam “a perda de competitividade”.

“Aquilo que é permitido fazer em Portugal e na Europa deve ser permitido também aos outros países que exportam para aqui, mas aquilo que é proibido fazer aqui no processo de produção também devia ser proibido fazer nos países que exportam para aqui. Trata-se de uma igualdade de circunstâncias”, defendeu.

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Arrendamento acessível: 29 concelhos da região têm o limite-base de renda mais baixo do país

VTM

Em 29 dos 35 concelhos da região, os senhorios que aderirem ao novo regime de arrendamento acessível ficam sujeitos aos limites-base de renda mais baixos do país, seja qual for a tipologia: 224 euros para um T0 e 392 euros para um T2, por exemplo. A tabela de limites máximos por concelho, fixada pela Portaria n.º 454/2026/1, de 13 de outubro, aplica-se desde 14 de outubro.

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 97/2026 e em vigor desde 1 de setembro, prevê a isenção de IRS ou IRC sobre os rendimentos prediais dos senhorios que adiram e respeitem os limites fixados para cada concelho. A portaria define, para os 308 concelhos do país, o valor máximo mensal das rendas de T0 a T5, com base em 80% da mediana das rendas apurada pelo INE para cada concelho.

Escalão mínimo em todas as tipologias

Os 29 concelhos da região no escalão mínimo partilham-no com outros 68 do país (97 no total, num universo de 308), o que significa que a região concentra cerca de 30% dos concelhos com os limites mais baixos. Em todos eles a tabela é igual: 224 euros para um T0, 308 para um T1, 392 para um T2, 475 para um T3, 531 para um T4 e 587 para um T5.

São os 12 concelhos do distrito de Bragança, os oito do Douro pertencentes ao distrito de Viseu (Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca), Vila Nova de Foz Côa e oito do distrito de Vila Real: Alijó, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.

Vila Real, Mondim de Basto e Chaves acima do mínimo

Há três concelhos da região onde o limite para um T2 supera o mínimo nacional. Vila Real tem o limite mais alto: 504 euros, mais 112 do que na maior parte da região. O T0 fica nos 280 euros, o T1 nos 392, o T3 nos 587, o T4 nos 671 e o T5 nos 755. Na prática, o limite de um T1 em Vila Real iguala o de um T2 na maioria dos concelhos da região. No país, há 101 concelhos com um limite superior para um T2.

Segue-se Mondim de Basto, com 467 euros para um T2 (280 para o T0, 359 para o T1, 575 para o T3, 629 para o T4 e 737 para o T5). Chaves aparece logo a seguir, com 403 euros para um T2 e valores de 242 euros para o T0, 310 para o T1, 496 para o T3, 543 para o T4 e 636 para o T5.

Boticas, Montalegre e Ribeira de Pena ficam praticamente no mínimo: só o T5 difere, com um limite de 589 euros, mais dois do que nos restantes concelhos.

Um quarto abaixo da média nacional

Tomando o T2 como referência, a média simples dos 35 concelhos da região é de 397,7 euros, 24,6% abaixo da média nacional, de 527,1 euros. Mesmo Vila Real, o concelho com o limite mais alto da região, fica sete euros abaixo de Viseu (511 euros) e longe de Braga (671 euros) ou de Coimbra (711 euros).

No outro extremo, Lisboa tem o limite mais alto do país para um T2, 1.309 euros, mais do triplo do aplicado em Bragança, Mirandela ou Alijó. O Porto fica nos 1.118 euros.

Para casas com mais de cinco quartos, o limite aumenta 50 euros por cada quarto adicional em todos os concelhos da região. Em Lisboa, o acréscimo é de 150 euros.

Os valores indicados são limites-base. Podem ser majorados em 10% se o arrendamento incluir estacionamento privativo e em mais 10% se a habitação tiver classe energética A ou superior, até 20% no total. Com as duas majorações, o limite de um T2 passa de 392 para 470,40 euros na maior parte da região e de 504 para 604,80 euros em Vila Real. Os valores não refletem as rendas atualmente praticadas em cada concelho.

Veja aqui a simulação no seu concelho e compare com outros

 


Limites-base de renda na região (euros por mês, sem majorações)

T0 T1 T2 T3 T4 T5
29 concelhos no escalão mínimo 224 308 392 475 531 587
Boticas, Montalegre e Ribeira de Pena 224 308 392 475 531 589
Chaves 242 310 403 496 543 636
Mondim de Basto 280 359 467 575 629 737
Vila Real 280 392 504 587 671 755
Média dos 35 concelhos 227,7 311,9 397,7 481,7 538,1 597,7
Média nacional (308 concelhos) 307,9 409,0 527,1 639,9 709,5 812,6

 


Limite-base de renda para um T2 (euros por mês, sem majorações)

Concelho T2
Lisboa 1.309
Porto 1.118
Coimbra 711
Braga 671
Viseu 511
Vila Real 504
Guarda 392
Bragança 392

 


Limite-base de renda nos 35 concelhos da região

Concelho T0 T1 T2 T3 T4 T5
Alijó 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Boticas 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 589 €
Chaves 242 € 310 € 403 € 496 € 543 € 636 €
Mesão Frio 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Mondim de Basto 280 € 359 € 467 € 575 € 629 € 737 €
Montalegre 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 589 €
Murça 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Peso da Régua 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Ribeira de Pena 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 589 €
Sabrosa 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Santa Marta de Penaguião 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Valpaços 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Vila Pouca de Aguiar 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Vila Real 280 € 392 € 504 € 587 € 671 € 755 €
Alfândega da Fé 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Bragança 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Carrazeda de Ansiães 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Freixo de Espada à Cinta 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Macedo de Cavaleiros 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Miranda do Douro 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Mirandela 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Mogadouro 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Torre de Moncorvo 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Vila Flor 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Vimioso 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Vinhais 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Armamar 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Lamego 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Moimenta da Beira 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Penedono 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Sernancelhe 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
São João da Pesqueira 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Tabuaço 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Tarouca 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Vila Nova de Foz Côa 224 € 308 € 392 € 475 € 531 € 587 €
Fonte: Portaria n.º 454/2026/1, de 13 de outubro (limites máximos de renda do RSAA por tipologia e concelho, aplicáveis desde 14 de outubro de 2026). Cálculos da VTM. Médias simples entre concelhos, sem ponderação por população ou habitações.

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Intervenções no Castelo e Vila Amuralhada de Carrazeda de Ansiães

VTM

As intervenções visam restaurar as estruturas arqueológicas da Vila Amuralhada e melhorar a acessibilidade ao Castelo. Além disso, a igreja São Salvador, localizada dentro das muralhas, será também alvo de obras para preservar o edifício. A acessibilidade à igreja São João Batista, que se encontra fora das muralhas, também será melhorada.

João Gonçalves explicou, à Lusa, que vão ser feitas intervenções nas estruturas arqueológicas da Vila Amuralhada de Ansiães e será melhorada a acessibilidade ao Castelo. João Gonçalves sublinhou que estas melhorias “vão permitir, com certeza, aumentar o número de visitantes”, destacando que o objetivo é facilitar o acesso a pessoas que atualmente têm dificuldades ou estão impedidas de visitar os locais. O autarca enfatizou que isso tem um grande valor para a comunidade.

As obras contam com a aprovação do Instituto do Património Cultural, uma vez que o Castelo e a Vila Amuralhada são considerados monumentos nacionais. O autarca João Gonçalves avançou também, à Lusa, que espera lançar a empreitada ainda este ano e que serão encontradas alternativas para garantir a visitação durante o período das obras.

O projeto visa afirmar o Castelo e a Vila Amuralhada de Ansiães como um destino cultural e patrimonial de referência, promovendo sua integração na rota “Castelos e Fortalezas a Norte”.

Além das intervenções físicas, o município planeia implementar recursos digitais no local. Entre as inovações estão uma reconstituição virtual em 3D, visitas virtuais em 360 graus, uma maquete tátil e conteúdos acessíveis em Língua Gestual Portuguesa, audioguias e recursos de audiodescrição.

O custo total do projeto de valorização e conservação é estimado em cerca de 600 mil euros, dos quais 55% serão financiados por Fundos Europeus.

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Família desalojada em resultado de incêndio

VTM

O alerta foi dado às 9h58 para o incêndio de uma barraca onde vivia a família afetada. Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Bragança, Carlos Martins, os operacionais conseguiram circunscrever as chamas aquela habitação, que ficou totalmente destruída, assim como os bens do seu interior.

O responsável do corpo de bombeiros esclareceu à VTM que, após o combate ao incêndio terminar, a ação social da Câmara Municipal de Bragança e o presidente da Junta de Freguesia de Sortes, José Rodrigues estavam no terreno para tentar encontrar uma solução para realojar a família afetada.

Contactado, José Rodrigues confirmou a destruição completa da barraca onde viviam os cinco elementos da família, informando ainda que já tinham encontrado uma solução provisória. Os dois adultos e as três crianças vão ficar, para já, em casa de um familiar, até ser encontrada uma solução definitiva.

Entre os 12 elementos e seis meios presentes no local, estiveram nove bombeiros, apoiados por três veículos. A Guarda Nacional Republicana (GNR) esteve presente e está a averiguar as causas do incêndio, que ainda não são conhecidas.

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Bombeiros de Salto reorganizam direção

VTM

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salto tem uma nova composição da direção, na sequência da renúncia do presidente, Valentim Santos, e do vice-presidente, António Óscar Alves. As saídas foram formalizadas na Assembleia Geral Extraordinária de 17 de outubro, com efeitos imediatos, como a VTM deu conta.

A direção anunciou que se mantém em funções até ao final do mandato, relativo ao triénio 2026/2028, tendo sido chamados os dois primeiros suplentes da lista eleita. A redistribuição dos cargos foi aprovada por unanimidade, respeitando a ordem de eleição dos membros e mantendo-se a tesoureira, Maria Madalena João, para assegurar a continuidade da gestão financeira e contabilística.

Rui Alves passa a exercer o cargo de presidente, enquanto Jaime Fernandes assume a vice-presidência. Maria Júlia Barroso fica como secretária e Alexandre Fernandes como secretário-adjunto, além dos vogais Rui Gonçalves e Abel Barroso.

No comunicado, os elementos que permanecem em funções afirmam ter decidido continuar o mandato para garantir a estabilidade e o normal funcionamento da associação, num momento que classificam como sensível, pouco tempo depois do processo eleitoral.

A direção agradece a Valentim Santos e António Óscar Alves o trabalho desenvolvido durante o exercício das respetivas funções e assegura que a saída dos dois dirigentes não comprometerá o serviço prestado à comunidade.

“O socorro e o serviço prestado à comunidade não serão, em momento algum, comprometidos”, garante a associação, que coloca entre as prioridades o cumprimento das obrigações para com os bombeiros, os associados e a população.

A nova equipa compromete-se ainda a pautar a atuação pela transparência, pelo rigor na gestão e pelo respeito pelos estatutos, apelando à serenidade e à confiança dos associados e da comunidade.

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Workshop promoveu reflexão sobre os desafios e futuro da região

VTM

O evento contou com a presença de representantes dos municípios de Vila Real e do Peso da Régua, produtores, associações do terceiro setor e outras entidades interessadas no futuro da região.

A sessão decorreu no âmbito do projeto Douro SocioEcological Living Lab, que envolve diferentes agentes da região na procura de respostas para os desafios sociais e ambientais do Douro.

Em declarações à VTM, Lívia Madureira, membro da direção do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento), explicou que o projeto Douro SocioEcological Living Lab consiste num laboratório vivo que visa promover a colaboração entre os vários intervenientes da região do Douro para “identificar problemas, definir prioridades e construir soluções conjuntas para os desafios do desenvolvimento sustentável”. Segundo a responsável, o projeto ambiciona criar “um espaço sobretudo coletivo, onde vários intervenientes se cruzem e discutam os problemas, procurando construir soluções”.

O projeto pretende também identificar as prioridades de intervenção e desenvolver projetos-piloto por meio de processos de cocriação. Embora os principais problemas do território estejam relativamente bem identificados, Lívia Madureira considera fundamental determinar os problemas mais prioritários e transformar as ideias discutidas em iniciativas concretas. “As pessoas têm a mesma opinião em relação a alguns problemas e soluções, o que poderá facilitar a construção de um caminho comum para enfrentar os desafios do Douro”.

Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, salientou a importância de acolher este evento, considerando que a iniciativa esteve em conformidade com a missão da instituição, que consiste em “unir a região em torno de uma causa comum e contribuir para a criação de uma visão estratégica para o futuro do Douro, por meio de um planeamento que considera necessário para a região”.

Quanto aos problemas debatidos durante a sessão, Fernando Seara salientou que o encontro permitiu aos participantes partilhar as suas perspetivas sobre os principais desafios da região e apresentar propostas para melhorar o seu futuro. Embora haja consciência de muitos dos problemas que afetam a região, nem sempre existem espaços para os discutir e comunicar. Neste sentido, o diretor do museu destacou que “muitas vezes temos noção de que esses problemas existem e sabemos quais são, mas não temos um local onde lhes possamos dar voz e comunicá-los”.

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“As preocupações devem estar centradas na população com mais de 80 anos”

VTM

António Fonseca, professor da Universidade Católica Portuguesa, foi um dos oradores convidados e em declarações à VTM afirmou que as preocupações das entidades públicas devem estar centradas na população “muito idosa, acima dos 80 anos, que sofre de doenças crónicas e de demência, que tem dificuldades de mobilidade, e vivem em isolamento social, um fenómeno mais urbano, mas que também acontece nas aldeias”.

“Hoje, uma política pública de envelhecimento tem de ser feita a pensar nas pessoas concretas e não na idade que têm”, sublinhou, acrescentando que há pessoas que “têm a sua vida completamente normal, sem precisar de apoio e depois há outras que precisam de apoio. É para essas que as entidades públicas devem dirigir as suas preocupações”.

O professor lembrou que há um grupo da população, com mais de 65 anos, que se gozar de boa saúde e viver bem integrado “não deve ser necessariamente o alvo prioritário da nossa preocupação”, sublinhando que quando se fala do grupo dos 65+, “estamos, muitas vezes, a misturar realidades que são muito distintas”. Aliás, a idade da “reforma oficial é aos 67 anos, pelo que falar em idade ativa dos 15 aos 64 anos é, neste momento, um erro”.

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Habitação em Vila Real: os milhões do PRR e um PDM que tarda

VTM

Cinquenta anos depois, ter casa continua a ser um dos maiores problemas sociais do país. A Constituição consagra esse direito, mas a realidade mostra como está longe de ser acessível a todos.

A crise tem várias causas, mas os governos de António Costa, entre 2015 e 2024, tiveram tempo e responsabilidade para enfrentar a escassez de oferta habitacional. Falharam na resposta estrutural. Segundo o Banco de Portugal, entre 2015 e 2023, o número de habitações concluídas foi inferior a metade do registado nos oito anos anteriores. O resultado está à vista: preços elevados, rendas incomportáveis e jovens adiados nos seus projetos de vida.

Vila Real não escapa a esta realidade. Como polo de ensino superior, saúde, administração pública, comércio e serviços, precisa de condições para fixar jovens, atrair profissionais e permitir que as famílias construam aqui o seu futuro.

A aquisição de 180 habitações na Quinta do Centenário, num investimento de cerca de 24 milhões de euros financiado pelo PRR, é um passo importante. Seria desonesto não o reconhecer. Mas seria igualmente irresponsável apresentar este investimento como solução para o problema da habitação no concelho.

E os jovens que começam a trabalhar? E os casais com rendimentos intermédios? E os profissionais que querem viver em Vila Real, mas não conseguem suportar os preços do mercado? A política de habitação não pode limitar-se à emergência social. Tem de aumentar a oferta, recuperar imóveis devolutos e criar condições para que mais pessoas possam viver no concelho.

É aqui que entra uma questão incontornável: o planeamento do território.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) começou em 2018, com um prazo inicial de 24 meses. Estamos em outubro de 2026 e o processo continua sem aprovação e publicação da revisão. Oito anos depois, Vila Real permanece à espera de um instrumento essencial para ordenar o crescimento urbano, enquadrar a construção, reabilitar o edificado e dar previsibilidade a quem pretende investir.

Em reunião de Câmara, foi apontado outubro; na Assembleia Municipal, surgiu dezembro como horizonte para a conclusão. Esperemos que o prazo seja cumprido. Mas os anúncios não substituem resultados. Os munícipes e os agentes económicos merecem conhecer o ponto de situação, o trabalho em falta e um calendário credível.

Um PDM atualizado não resolve, por si só, a crise da habitação. Mas a sua demora também não pode ser tratada como um pormenor burocrático. Governar não é apenas captar fundos e inaugurar projetos. É planear, antecipar necessidades e criar condições para o futuro.

O governo de Luís Montenegro já avançou com várias medidas fiscais: – aprovou uma linha de crédito de 1,5 mil milhões de euros para apoiar a construção ou reabilitação de cerca de 50 mil habitações sociais; reduziu o IVA para 6% em algumas operações de construção e reabilitação habitacional; criou benefícios fiscais para rendas moderadas e o aumento das deduções de rendas no IRS; isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação e a simplificação dos licenciamentos.

O investimento público é necessário, mas o planeamento municipal também conta. Vila Real continua a ser um concelho que tarda em planear o seu território, comprometendo a capacidade de construir esse futuro.

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Festival dos Percursos Pedestres mostra o melhor do concelho

VTM

Integrado na estratégia de valorização do turismo de natureza e do património local, o festival proporciona um fim de semana de caminhada, convívio e contacto com as tradições do concelho, permitindo aos participantes explorar paisagens vinhateiras, aldeias históricas e locais de elevado interesse cultural.

Sonia pires
“Este projeto representa uma forte aposta do município na valorização do turismo”
SÓNIA PIRES
Vereadora da CM de Alijó 

Sónia Pires, vereadora da Câmara de Alijó, disse à VTM que foram dois dias a descobrir o concelho, com dois percursos diferentes. “No sábado, tivemos uma caminhada pelo Douro, por Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. No domingo, o percurso foi para o norte do concelho, que é mais montanha, para se descobrirem duas realidades distintas do nosso território”.

A vereadora destacou ainda que este projeto “representa uma forte aposta do município na valorização de um dos produtos turísticos mais procurados pelos amantes da natureza, da paisagem e do património”.

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45 anos como ponto de encontro da aldeia

VTM

Grupo Desportivo e Cultural de Vila Seca Logo
fundação:
1981
SÓCIOS:
cERCA DE 152
sEDE:
VILA SECA, VILA REAL

O Grupo Desportivo e Cultural Vila Seca assinala 45 anos de existência, mantendo-se como uma referência na vida comunitária da aldeia. Criada a partir da iniciativa de um pequeno grupo de jovens que queria jogar futebol, a associação foi crescendo e assumindo um papel que ultrapassa a prática desportiva. É um espaço de encontro, convívio e organização de atividades para a população.

A história começou com quatro ou cinco rapazes que se reuniam numa despensa cedida por um vizinho. “À noite, cinco, seis ou sete e, depois fomos juntando mais alguém, foi assim que foi crescendo o grupo”, recorda José Gonçalves, com aceno de cabeça de Albino Gonçalves, dois dos elementos que se juntaram para dar início à história do GDC Vila Seca e hoje ainda fazem parte da direção. A vontade de jogar futebol acabou por dar origem à ideia de criar uma associação, com o apoio das gerações mais velhas e das famílias.

Sede

A sede tornou-se, desde cedo, um ponto de encontro da aldeia, onde havia espaço para jogar às cartas, ao dominó e ao fito, organizar torneios e conviver. “Era um sítio onde nos juntávamos todos”, recordam, sublinhando a importância que o espaço assumiu ao longo dos anos. O futebol ganhou também importância, com a utilização de um campo que continua a existir, embora atualmente não esteja dedicado à atividade desportiva regular.

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Alfândega da Fé celebra a semana do Mestre José Rodrigues

VTM

A Semana do Mestre José Rodrigues, que decorre em Alfândega da Fé, destaca a arte, a memória e a criatividade, celebrando os 90 anos do nascimento do artista plástico. Esta iniciativa visa homenagear uma figura marcante da cultura portuguesa, cujas raízes estão no concelho.

O evento não se limita a recordar o percurso de José Rodrigues; procura também manter viva a sua herança artística e despertar o interesse pela arte na comunidade. A programação valoriza o papel da cultura na identidade local e promove o contacto com diversas formas de expressão artística.

Particularmente focada nos jovens, a iniciativa inclui visitas guiadas à Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra e Oficinas Criativas. Estas experiências visam estimular a imaginação e a capacidade interpretativa dos participantes através da arte.

No dia 28 de outubro, data que marca o aniversário de José Rodrigues, as homenagens ganham um significado especial ao evocar o legado de um artista cuja obra continua a enriquecer o património cultural português.

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Iniciativa “Vamos aos Santos” promove partilha de tradições em Chaves

VTM

A iniciativa “Vamos aos Santos” teve lugar na Biblioteca Municipal de Chaves, reunindo seniores e crianças num ambiente propício à troca de saberes e valorização das tradições. O evento foi dinamizado pela Casa do Conhecimento de Chaves, em colaboração com a equipa municipal do CLDS 5G.

Estiveram presentes a Vereadora do Município, Paula Chaves, e o Presidente da ACISAT, Vítor Pimentel. Participaram também seniores do Lar da Abobeleira e cerca de 50 alunos do 3.º e 4.º anos da Escola Básica de Santo Amaro.

Integrada no projeto «Conversas com Memória», a sessão proporcionou um diálogo intergeracional que permitiu a partilha de histórias e recordações associadas à celebração dos Santos. Este encontro recriou os serões familiares de outrora, preservando as vivências através da palavra e da memória coletiva como património imaterial.

Os participantes puderam desfrutar de castanhas assadas, um sabor característico desta época do ano, que acrescentou um toque especial ao evento.

O projeto “Conversas com Memória” visa promover a animação da leitura, oficinas de escrita criativa e momentos dedicados à partilha de histórias, lendas, lengalengas, contos e cantigas antigas.

Esta iniciativa é apoiada pelo programa Pessoas 2030, através do Fundo Social Europeu+, no âmbito do Programa Portugal 2030, financiado pela União Europeia.

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