❌

Reading view

O que mede o NPS e como a MRV acompanha a opinião de quem comprou

No mercado imobiliário, medir o nível de satisfação do consumidor vai além de registrar reclamações pontuais: exige metodologias capazes de acompanhar a percepção do cliente ao longo de toda a jornada. É nesse contexto que o Net Promoter Score (NPS) consolida-se como o principal indicador de lealdade e qualidade de atendimento na construção civil.

O planejamento para a compra da casa própria envolve a avaliação de vários critérios, como prazo, localização, qualidade construtiva e, de forma central, a reputação da construtora. E o NPS é uma ferramenta importante para mensurar o grau de satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados por essa empresa.

O que é o NPS e como ele mede a satisfação do cliente?

Criado em 2003 pelo consultor Fred Reichheld, o NPS é uma metodologia de gestão utilizada globalmente para mensurar o grau de lealdade e a probabilidade de os clientes recomendarem uma empresa, produto ou serviço. A métrica apoia-se em uma pergunta fundamental, amplamente utilizada após processos de compra:

“Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você recomendar nossa empresa a um amigo ou familiar?”

Com base na pontuação atribuída, os clientes são classificados em três grupos distintos:

  • Promotores (notas 9 a 10): clientes entusiasmados com a experiência, que confiam na marca, mantêm o relacionamento e fazem indicações espontâneas.
  • Passivos ou Neutros (notas 7 a 8): clientes satisfeitos com o produto entregue, mas sem engajamento ativo, e que se mostram abertos a alternativas de mercado.
  • Detratores (notas 0 a 6): clientes insatisfeitos que enfrentaram problemas durante a jornada e cuja percepção negativa pode impactar a imagem do negócio.

O cálculo do indicador resulta da subtração simples entre a porcentagem de promotores e a de detratores:

NPS = % de Promotores – % de Detratores

O índice final varia de -100 a +100 pontos, enquadrando a empresa em quatro faixas de desempenho:

  • 75 a 100: Zona de Excelência
  • 50 a 74: Zona de Qualidade
  • 0 a 49: Zona de Aperfeiçoamento (faixa na qual historicamente se posiciona a média do setor da construção civil)
  • -100 a -1: Zona Crítica

Como avaliar a reputação de uma construtora?

Ao pesquisar quais são as construtoras com menos reclamações no Reclame Aqui ou com melhores índices de solução, o comprador depara-se com uma ferramenta reativa. Portais de reclamação pública medem a capacidade da empresa para gerenciar conflitos e resolver problemas operacionais quando a jornada falhou em algum ponto.

O NPS atua de forma complementar e preventiva:

  • Reclame Aqui: registra a insatisfação pontual e mede a eficiência do pós-venda em solucionar chamados críticos.
  • Pesquisas de NPS: avaliam a totalidade da base de clientes de forma proativa, incluindo aqueles que não registraram reclamações, de modo a capturar a percepção geral sobre o produto, o atendimento e o cumprimento do contrato.

A análise conjunta desses dois indicadores oferece um panorama completo: o Reclame Aqui demonstra a capacidade de resposta a incidentes, enquanto o NPS reflete a consistência da experiência do cliente ao longo de toda a jornada.

Como o NPS é avaliado na compra de um imóvel

Diferente de bens de consumo imediato, a aquisição de um imóvel na planta desdobra-se em um ciclo longo. Na construção civil, as pesquisas de satisfação são segmentadas por marcos operacionais:

  1. Vendas e atendimento inicial: avalia a clareza nas informações sobre o financiamento, a transparência contratual e o suporte prestado na assinatura do negócio.
  2. Evolução da obra e acompanhamento: mensura a satisfação com os relatórios periódicos de engenharia, com as fotos do progresso e com a previsibilidade da entrega.
  3. Entrega das chaves e vistoria: ponto crítico da jornada, no qual o cliente valida o padrão de acabamento, o cumprimento do memorial descritivo e o estado do imóvel.
  4. Pós-ocupação e assistência técnica: mede a agilidade, a resolutividade e a qualidade do atendimento prestado pelas equipes de suporte após a mudança do morador.

MRV e a satisfação dos clientes

A MRV&CO aplica a metodologia de Net Promoter Score (NPS) consolidado para avaliar a experiência do cliente ao longo de sua jornada. As pesquisas monitoram momentos estratégicos, do início do relacionamento até a fase de ocupação dos imóveis e são estruturadas de forma a questões operacionais e orientar melhorias nos processos construtivos e de atendimento.

A empresa também aplica o indicador no reconhecimento de corretores, imobiliárias e equipes de pós-venda parceiras que alcançam altos índices de avaliação por parte dos clientes, o que fortalece o padrão de excelência no canal de vendas.

A aplicação do NPS se conecta à ideia de manter o cliente no centro das decisões: as percepções se tornam referência para o ajuste de processos e para o desenvolvimento de ofertas e abordagens de valor, transformando métricas de satisfação em um relacionamento de qualidade.

Ao longo dos anos, a MRV&CO vem apresentando gradual aumento do índice; em 2025, o NPS foi 68 – o maior da construção civil brasileira.

  •  

Euribor termina outubro com média inalterada a 3 meses, a subir a 6 e a cair a 12 meses

euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,992%, mais 0,019 pontos percentuais que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 3,306%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,676%, mais 0,033 pontos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

  •  

ISO 9001 em uma construtora: o que a certificação exige

Na Construção Civil, a garantia de que um empreendimento será entregue dentro dos padrões técnicos prometidos apoia-se na implementação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), regido pela norma internacional ISO 9001 (adotada no país como ABNT NBR ISO 9001). A busca pela casa própria exige que o comprador avalie não apenas o projeto arquitetônico ou a localização do imóvel, mas também a eficiência e a confiabilidade dos processos da construtora.

A certificação assegura que as operações ocorrem sob processos padronizados e auditados de forma contínua por organismos independentes. A concessão do selo é realizada por Organismos Certificadores de Produtos (OCP) acreditados pelo Inmetro e pelo International Accreditation Forum (IAF).

A MRV, maior construtora da América Latina, conta com a certificação ISO 9001 desde 2001. O documento tem validade de três anos e está condicionado a auditorias anuais de manutenção/ renovação, que comprovam a execução prática e a evolução das rotinas operacionais.

ISO 9001 e o canteiro de obras

Na construção civil, a aplicação da ISO 9001 evidencia-se no controle rigoroso da execução das etapas construtivas, desde a fase de projeto até o acabamento final. A norma estabelece diretrizes operacionais fundamentais para a rotina do canteiro:

  • Padronização de processos: criação de rotinas e instruções técnicas claras para cada serviço — como alvenaria, concretagem, instalações elétricas e hidráulicas —, o que assegura a qualidade em diferentes unidades.
  • Controle de documentos e versões: organização e atualização de desenhos técnicos, laudos e relatórios de engenharia, a fim de garantir que as equipes em campo trabalhem exclusivamente com as versões vigentes dos projetos.
  • Gestão de não conformidades: a não conformidade é um desvio entre o que foi planejado e o que realmente aconteceu. A empresa deve fazer o mapeamento, o registro e a análise de falhas de execução ou defeitos de insumos antes do avanço da obra, para identificar possíveis causas e evitar a repetição dos problemas.
  • Redução de desperdícios e retrabalhos: acompanhamento de indicadores de desempenho que otimizam o uso de materiais, diminuem custos operacionais e mantêm a conformidade com a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (ABNT NBR 15575).

Como a gestão de qualidade se reflete no atendimento ao cliente?

O foco no cliente é um dos principais princípios e requisitos da norma ISO 9001. Para uma construtora, isso significa alinhar o produto entregue às expectativas contratadas e criar mecanismos estruturados para lidar com feedbacks e eventuais chamados técnicos.

A existência de um Sistema de Gestão da Qualidade reduz diretamente o volume de reclamações pós-entrega, uma vez que atua na causa dos problemas ainda durante a construção. Quando um vício ou defeito é identificado pelo proprietário, a norma exige que a construtora adote um protocolo previsível e auditável:

  1. Registro e classificação: o chamado é formalizado e categorizado nos canais oficiais da empresa.
  2. Tratamento da não conformidade: as equipes técnicas realizam a vistoria, determinam a origem da falha e executam o reparo necessário.
  3. Análise de causa e ação corretiva: a ocorrência gera um relatório que alimenta o processo de melhoria contínua, com o intuito de ajustar os métodos no canteiro para que a falha não volte a ocorrer em futuros lançamentos.

Dessa forma, o tratamento de reclamações deixa de ser apenas uma ação reativa de pós-venda para consolidar-se como uma ferramenta preventiva de aprimoramento operacional.

PBQP-H Nível A e o financiamento habitacional

No Brasil, a ISO 9001 conecta-se diretamente ao PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), instrumento do Ministério das Cidades operado pelo SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil).

A certificação no Nível A do PBQP-H é a categoria máxima de qualificação técnica do setor, o que atesta que o sistema de gestão da construtora incorpora os requisitos globais da ISO 9001 adaptados às especificidades das obras habitacionais.

Essa certificação em nível máximo é uma exigência de instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal, para a concessão de financiamentos e para o desenvolvimento de empreendimentos vinculados a programas governamentais, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida.

Governança Corporativa e Gestão Integrada na MRV

Pioneira no setor, a MRV tem a certificação ISO 9001 ativa há mais de duas décadas e mantém o nível máximo A do PBQP-H. A companhia atua sob um modelo de Gestão Integrada que vai além da qualidade construtiva, ao combinar certificações internacionais de Gestão Ambiental (ISO 14001) e de Saúde e Segurança Ocupacional (ISO 45001 / OHSAS 18001) para assegurar canteiros sustentáveis e seguros.

A conformidade operacional é reforçada por uma estrutura ampla de auditorias e de governança corporativa:

  • Auditoria independente: as demonstrações contábeis e financeiras da empresa passam por auditorias externas periódicas conduzidas por auditores independentes de grande porte, em estrito cumprimento às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Novo Mercado da B3: listada no segmento mais elevado de governança corporativa da Bolsa de Valores brasileira, a companhia atende a critérios rigorosos de transparência, de prestação de contas e de auditoria de controles internos.
  • Monitoramento e auditoria ESG: os processos fabris e construtivos são submetidos a verificações contínuas de indicadores socioambientais e metas de sustentabilidade, de modo a assegurar a responsabilidade em todas as etapas.

Na esfera do relacionamento com o consumidor, o compromisso com a qualidade traduz-se na comunicação e no atendimento. Para garantir que o comprador acompanhe todas as etapas do imóvel — do andamento da obra à solicitação de assistência técnica —, as interações são centralizadas em canais oficiais auditados, como o WhatsApp Oficial do Cliente (31) 99900-9000, o Telefone de Atendimento ao Cliente (31) 4005-1313 e a Plataforma Meu Apê MRV.

Ao integrar métodos industriais, auditorias financeiras, práticas socioambientais e uma gestão de qualidade certificada internacionalmente, a estrutura da construtora converte-se em segurança jurídica, em previsibilidade e na valorização do bem para o proprietário.

  •  

Número de trabalhadores na construção é recorde em nova série do Caged

A construção civil registrou recorde de pessoas empregadas. O setor encerrou o mês de agosto com 3,150 milhões de trabalhadores com carteira assinada no País, aumento de 3% em relação a igual mês de 2025.

O número também é o mais alto desde o início da pesquisa do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), iniciada em janeiro de 2020, conforme dados compilados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Nos primeiros oito meses de 2026, a construção criou 200,4 mil novos empregos. O destaque foi o segmento de infraestrutura, com 79 mil contratações, seguido pela construção de edifícios, com 66,5 mil, e serviços especializados, com 54,8 mil.

Esta foi apenas a segunda na série histórica que infraestrutura superou as contratações do segmento de edifícios.

“As obras de infraestrutura estão contribuindo para impulsionar e dar maior dinamismo ao mercado de trabalho e ao desempenho do setor”, afirmou Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 29.

Segundo ela, isso se deve a um conjunto variado de obras pelo País em setores como energia renovável, linhas de transmissão e concessões de saneamento, rodovias e portos, entre outros – todos investimentos puxados pelo capital privado.

A criação de vagas de trabalho foi verificada em todos os Estados. Em números absolutos, o estado de São Paulo continua sendo o maior gerador de novos empregos, com 34 mil postos. Depois vieram Minas Gerais (25,3 mil), Bahia (15,7 mil) e Rio de Janeiro (14,2 mil).

Já em termos relativos, quem liderou foi Mato Grosso do Sul, com 251 novas vagas a cada 100 mil habitantes. Depois apareceu Mato Grosso, com 181 novas vagas a cada 100 mil habitantes.

Com o mercado de trabalho aquecido na construção, o salário médio para quem está ingressando no setor foi de R$ 2.642,46, mantendo-se acima da média nacional dos salários de entrada, que é de R$ 2.410,74.

“É um dos melhores salários de entrada no País. A mão de obra é uma dificuldade para o setor. O aumento do salário é reflexo de uma valorização do trabalhador e dessa dificuldade de encontrar mão de obra”, apontou o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida.

Os representantes do setor patronal ressaltaram ainda a pressão dos custos para as construtoras. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acumula alta de 6,64% nos últimos 12 meses até setembro.

O custo com a mão de obra foi o principal responsável pela alta, com crescimento de 7,78% nesse período. Em seguida, veio o custo com materiais e equipamentos, em 6,06%. “A inflação no setor está acima da inflação no País”, destacou Ieda, citando o IPCA de 4,58% no mesmo período.

A CBIC reiterou que a taxa de juros elevada tem sido cada vez mais apontada pelos empresários como o principal problema enfrentado pelo setor. Segundo sondagem, 40% dos empresários apontam o juro alto como maior problema.

Esse é o maior porcentual de reclamação dos juros em três anos. “A queda dos juros no ritmo esperado para esse ano não se concretizou, o que ajuda a explicar o nível de preocupação dos empresários”, disse a economista.

O presidente da CBIC acrescentou que o juro alto também dificulta a realização de investimentos pelas empresas em máquinas e equipamentos que poderiam ajudar a aumentar a produtividade nos canteiros.

“A taxa de juro elevada impacta também influencia a baixa qualidade da mão de obra. Com mais industrialização, precisaríamos de menos trabalhadores, priorizando aqueles mais qualificados”, observou.

Projeções

O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil deve manter a trajetória de crescimento nos próximos meses, mas ainda não está claro qual deve ser o ritmo.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção informou nesta quinta-feira que espera crescimento no PIB setorial em 2027, mas ainda sem número definido, o que depende de questões como evolução dos juros, alívio nos custos, redução no endividamento geral e confiança do empresariado, entre outros pontos.

A instituição reiterou a previsão de avanço de 1,2% para o PIB da construção em 2026.

A previsão inicial para o ano era de alta de 2%, mas a expectativa já havia sido reduzida em maio para essa alta de 1,2% devido ao aumento nos custos para as construtoras e à queda dos juros em ritmo muito aquém do esperado.

Apesar dessas dificuldades, o volume de obras permanece aquecido em virtude dos investimentos privados em infraestrutura, decorrentes de contratos de concessão e parcerias.

Além disso, o grande número de empreendimentos residenciais lançados nos últimos meses – especialmente dentro do Minha Casa, Minha Vida – estão sendo convertidos em canteiros de obras, o que mantém um ritmo de atividade relevante.

“O fechamento do PIB da construção neste ano tenderá a ser positivo”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, em entrevista coletiva à imprensa. Segundo ela, também é esperada continuidade na geração de empregos no setor.

“O ciclo de obras vai contribuir para o desenvolvimento e crescimento do setor”, ressaltou.

A economista-chefe da CBIC ponderou ainda que, para 2027, uma aceleração real do setor como um todo dependerá do ciclo de corte da taxa de juros e do arrefecimento dos custos.

O risco, segundo ela, é que haja uma diminuição relevante de novos lançamentos, gerando novos canteiros de obras mais adiante. “Precisamos de condições macroeconômicas mais estáveis para continuar com esse crescimento sustentável”.

Além da incerteza dos juros, o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo, disse que a evolução do PIB setorial vai depender também de uma melhora no endividamento de famílias e empresas, o que vem impactando o consumo de materiais.

“O próximo ano, a princípio, tem problemas a serem enfrentados”, disse. “A expectativa inicial não seria de grande crescimento.”

Taxas de financiamento imobiliário

A elevação das taxas futuras de juros já bateram no financiamento imobiliário, o que deve afetar principalmente os lançamentos e as vendas de imóveis de médio e alto padrão – setores que demandam crédito de mercado, sem subsídios, para construção e comercialização.

“Nesta semana, com aumento da taxa futura, várias instituições financeiras aumentaram a taxa do financiamento, o que irá impactar os negócios”, afirmou Eduardo Aroeira.

Aroeira disse esperar ‘alguma reação’ do governo, com foco na melhora das contas públicas.

“Esperamos ações muito mais no sentido estruturante do País. Entendemos que as ações devem ser de médio a longo prazo para que a variação do juro e do dólar seja mais linear. É algo que independe de governo. É importante ter uma política fiscal responsável”, comentou.

Bares e restaurantes criam mais de 100 mil vagas de empregos formais em 1 ano, indica Caged

  •  

Neymar no litoral catarinense: o prédio de 32 mil m² com apartamentos de até R$ 54 milhões que terá robô autônomo nos elevadores

Um empreendimento residencial em construção na frente-mar da Meia Praia, em Itapema (SC), que tem como a família do jogador Neymar como sócios do projeto imobiliário, passará a contar com um robô entregador autônomo para transportar encomendas e pequenos volumes diretamente até a porta dos apartamentos.

A tecnologia é integrada aos elevadores do edifício e tem como objetivo aumentar a privacidade dos moradores, além de otimizar a rotina da equipe de atendimento do condomínio.

Após o recebimento e a liberação do pacote pela portaria, o volume é colocado no compartimento do equipamento. O robô realiza sozinho o deslocamento pelos corredores e pavimentos, utilizando os elevadores para entregar o pedido na unidade indicada e retornando em seguida à base.

Estrutura do edifício e mercado de robótica

Com 32 mil m² de área construída e 45 pavimentos, o edifício soma 68 apartamentos com áreas privativas entre 264 m² e 966 m² e opções de quatro a seis suítes. Os valores de venda das unidades variam de R$ 14 milhões a R$ 54 milhões, somando um VGV estimado em R$ 650 milhões.

A adoção do sistema reflete o crescimento da automação no setor residencial e de logística. De acordo com estudo da consultoria MarketsandMarkets, o mercado global de robôs de entrega deve avançar de US$ 800 milhões em 2025 para US$ 3,24 bilhões em 2030.

Leia Mais:

Infraestrutura e previsão de entrega

Além da entrega automatizada, o projeto prevê segurança monitorada por inteligência artificial, infraestrutura para carregamento de veículos elétricos e heliponto homologado. A entrega do edifício está prevista para dezembro de 2028.

  •  

Sob pressão de juros, construção civil tem queda na atividade do 3º tri

A atividade da construção civil recuou no terceiro trimestre de 2026, tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), com apoio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o nível de atividade do setor ficou em 45,9 pontos no período, ante 47,8 pontos registrados no segundo trimestre deste ano.

De acordo com a CBIC, a queda foi impulsionada, sobretudo, pelas altas taxas de juros. Apesar dos cortes recentes, a taxa básica de juros da economia, a Selic, permanece em 13,75% ao ano.

O Brasil também registra o maior juro real do mundo, com taxa de 8,45% ao ano, à frente de Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%) e Turquia (6,25%).

“A taxa é apontada por 40% dos empresários como o principal problema do setor, aparecendo no topo da lista”, afirmou Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC.

Além dos juros elevados, a carga tributária e a escassez de mão de obra qualificada também são apontadas como fatores que dificultam a atividade do setor.

“A taxa de juros dificulta que as empresas, que são em sua maioria pequenas, consigam fazer investimentos para crescer. Isso também afeta a disponibilidade e a qualidade da mão de obra”, afirmou o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida.

Para Aroeira, a dificuldade de investir em novos produtos, infraestrutura e maquinário também aumenta a dependência das empresas em relação à mão de obra, que muitas vezes não possui a qualificação necessária.

Os custos do setor também seguem pressionados pela inflação, o que afeta, entre outros fatores, as despesas com mão de obra. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), acumulou alta de 6,64% nos 12 meses encerrados em setembro.

Os dados do INCC mostram que os custos com mão de obra aumentaram 7,78% no período, enquanto os gastos com materiais e equipamentos avançaram 6,06%.

Já o CUB (Custo Unitário Básico) médio Brasil, calculado pela CBIC, acumulou alta de 6,84% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026. Nesse indicador, os custos com mão de obra subiram 6,72%, enquanto os de materiais e equipamentos aumentaram 6,94%.

“A construção civil mantém sua capacidade de gerar empregos, mas os indicadores de atividade mostram que o setor enfrenta dificuldades. Os juros elevados encarecem o crédito e comprometem as decisões de investimento, enquanto a pressão sobre os custos reduz a margem de planejamento das empresas. É fundamental observar esses fatores para compreender as perspectivas da atividade nos próximos meses”, destacou a entidade.

Juros altos são uma das principais causas de inadimplência no Brasil

 

  •  

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,973%, mais 0,013 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,308%, mais 0,018 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,025 pontos.

O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha hoje as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

  •  

Menezes ameaça enviar jovens para a porta de Montenegro; “Discurso da parvoíce”

Em causa um campo de futebol em Gaia. Luís Filipe Menezes acusa Governo de atrasos, Nuno Melo já respondeu. Luís Filipe Menezes abriu uma sessão da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Nova de Gaia, nesta quinta-feira. Entre promessas de 100 casas no final deste ano, que estavam abandonadas, e garantias de construção de 1.000 casas num ano e meio, ou de 4 mil casas em terrenos da Câmara, ficou um recado a Nuno Melo. Sem dizer o nome do ministro da Defesa, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia recordou um terreno – campo

  •  
❌