Dia Mundial da Poupança: saber poupar e saber investir

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

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As taxas Euribor cederam ligeiramente em outubro. Ainda assim, não será o suficiente para fazer a prestação da casa cair. Os encargos com o crédito à habitação vão voltar a subir no próximo mês. Os aumentos devem chegar aos 90 euros para um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos.
As famílias estão a ser pressionadas com o aumento do custo de vida praticamente desde o início do ano. A taxa de inflação avançou para os 3,6% em setembro, com os preços a serem fortemente impulsionados pela energia e pela guerra sem fim à vista no Irão. Mas, além da subida dos preços dos bens que consumimos no dia-a-dia, outro fator tem condicionado cada vez mais o orçamento familiar: a casa.
Outubro trouxe uma relativa estabilização das Euribor, depois da forte subida registada em setembro. A média mensal destas taxas interbancárias desceu mesmo a três e 12 meses – no prazo mais curto marcou-se inclusivamente primeira descida desde janeiro, antes do conflito no Médio Oriente.
Boas notícias para quem tem crédito da casa? Sim. Mas os contratos cujas condições forem revistas em novembro ainda vão sofrer agravamentos nas prestações por conta da evolução das Euribor nos últimos meses e, essas sim, acumulam subidas face à última vez que os contratos foram atualizados.
Vamos às contas. Para um crédito de 150 mil euros a 30 anos e com um spread de 1%:
Para o ajudar a calcular a prestação do seu crédito à habitação, o ECO preparou um simulador. Faça as contas para o seu caso.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para ver o simulador.
As Euribor acompanham as expectativas dos mercados relativamente às taxas oficiais do Banco Central Europeu (BCE) que, esta quinta-feira decidiu, sem surpresas, fez uma pausa. Os investidores estão a antecipar que o final do ano traga mais uma subida, com a taxa de depósito a chegar a 31 de dezembro nos 2,75%.
E já há apostas para a evolução da política monetária do BCE no arranque do próximo ano: a reunião de março, que já não contará com Christine Lagarde no comando do “navio”, deverá voltar a agravar os juros em 25 pontos base.

Há margem para pagar menos ao banco todos os meses, mesmo com as taxas de juro a subir. Basta mexer em quatro ou cinco pontos do contrato do crédito à habitação e conseguir poupar dezenas de euros por mês sem mudar de casa nem de banco.
A conversa com o banco ganha hoje particular urgência. Na quinta-feira, a Euribor a 12 meses subiu para 3,308%, mais de um ponto acima dos 2,175% de há um ano. Num crédito…
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No final de setembro estavam utilizados 66,5% do montante total então atribuído pelo Estado à garantia pessoal para jovens até aos 35 anos no crédito à habitação, o que corresponde a 1.420 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal divulgados esta quinta-feira.
A medida estava prevista apenas para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026, mas a proposta de Orçamento do Estado para 2027 aponta para que a garantia pública na compra da primeira habitação se mantenha no próximo ano.
Desde o arranque da medida e até setembro, foram celebrados 48,9 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente com garantia do Estado, refere o supervisor, num total de 10,3 mil milhões de euros. Estes contratos “representaram 46,6% do número e 49,0% do montante dos contratos celebrados por jovens até aos 35 anos para a mesma finalidade”.
No terceiro trimestre, foram assinados 8,7 mil contratos com garantia pública, que somam 2 mil milhões de euros. Esses contratos pesaram 54,1% do número e 56,0% do montante global dos celebrados por jovens até aos 35 anos nesse período. Face ao segundo trimestre, o número de contratos aumentou 11,5% e o montante contratado cresceu 13,2%.
Considerando todo o crédito concedido pelo sistema financeiro para habitação própria e permanente entre julho e setembro, os contratos com garantia pública representaram 31,6% do número e 35,8% do montante.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.
Os dados do Banco de Portugal apontam ainda para pesos diferentes da utilização da garantia, consoante a região. Até setembro, no Alentejo, na Beira Baixa, nas Terras de Trás-os-Montes, nas Beiras e Serra da Estrela e na Lezíria do Tejo, “mais de 55%” dos contratos celebrados por jovens para habitação própria e permanente beneficiaram da garantia.
Na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, a proporção foi de cerca de 40%. A Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto e a Península de Setúbal concentravam cerca de metade do número total de contratos com garantia do Estado.
O regime foi criado em julho de 2024 e pressupõe que cobre até 15% do valor da transação do imóvel, o que permite aos bancos financiarem entre 85% e 100% desse valor, até ao limite de 450 mil euros. A fiança vigora, no máximo, dez anos após a celebração do contrato de crédito. Como o Estado renuncia ao benefício de excussão prévia, a garantia pode ser acionada em caso de incumprimento antes de os bens dos clientes e dos garantes serem executados.

A taxa Euribor subiu esta quinta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.
O mercado espera que, na reunião desta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) mantenha as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.
Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho. Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Há um teste que qualquer investidor pode fazer em casa. Pegue no extrato do seu Plano Poupança-Reforma (PPR), se o encontrar, e tente responder a duas perguntas: que tipo de produto é este e quanto rendeu, descontada a inflação, desde o dia em que o subscreveu. Se ficou a olhar para o papel como quem olha para as instruções de montagem de uma estante sueca, não está sozinho.
Segundo um inquérito da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) à população portuguesa sobre a poupança para a reforma, divulgado esta semana, 34% dos titulares de PPR não…
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Reduzir despesas não exige rever a vida inteira. Entre a conta do supermercado, o crédito à habitação, os contratos da luz e das telecomunicações, há escolhas que merecem um segundo olhar.
Em setembro, os combustíveis ficaram 15,3% mais caros, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), e puxaram a taxa de inflação homóloga para 3,61%, o valor mais alto dos últimos três anos.…
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Os Certificados de Aforro continuam a captar uma boa parte das poupanças das famílias portuguesas. Uma das razões da popularidade destes títulos de dívida da República é a remuneração, bem acima da que um depositante consegue obter junto dos bancos. Mas há três dezenas de depósitos a oferecerem mais do que o produto concorrente do Estado. E um deles supera mesmo a inflação.
Desde o início do ano, os Certificados de Aforro já atraíram 5,2 mil milhões de euros (em termos líquidos de resgates). A procura tem vindo a intensificar-se sobretudo nos meses mais recentes,…
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A taxa Euribor manteve-se esta quarta-feira a três meses, desceu a seis e subiu a 12 meses em relação a terça-feira.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje ao ser fixada em 2,960%, menos 0,030 pontos percentuais que na terça-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,290%, mais 0,028 pontos que na véspera. Já a Euribor a três meses manteve-se hoje, ao ser fixada de novo em 2,618%.
Hoje começa a reunião de política monetária do BCE em Frankfurt e o mercado espera que a entidade mantenha as taxas diretoras. A 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.
Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Só 48,5% dos portugueses sabem que as pensões pagas hoje saem dos descontos de quem está a trabalhar. Os restantes dividem-se entre quem julga que cada pessoa recebe o que acumulou ao longo da carreira (27,8%), quem aponta os impostos de todos os contribuintes (17,7%) e quem não sabe responder (6%).
Os reformados, que são um em cada quatro inquiridos, aparecem na cauda do conhecimento sobre o funcionamento do sistema, quando comparados com os restantes perfis. Os dados são de um inquérito sobre poupança para a reforma da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), divulgado na terça-feira, que teve como amostra 801 pessoas com 18 ou mais anos, entre 10 de dezembro de 2025 e 13 de fevereiro.
No sistema Previdencial da Segurança Social, o dinheiro que cada trabalhador desconta não fica numa conta com o seu nome, mas segue para pagar as pensões do mês, no modelo de repartição. Era isso que dizia a resposta certa do inquérito, “pelas contribuições das pessoas que estão atualmente a trabalhar”.
A função de substituição de rendimento do sistema público será menor no futuro, reforçando a importância da poupança complementar para garantir níveis de vida adequados após a reforma.
A Conceptualização do Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma, relatório da NOVA IMS encomendado pela ASF, descreve esse modelo como um mecanismo assente num “contrato social implícito entre gerações, em que a sustentabilidade financeira depende da relação entre contribuintes ativos e beneficiários”.
No regime geral dos trabalhadores por conta de outrem, a Taxa Social Única é de 34,75% da remuneração ilíquida, com 11% a cargo do trabalhador e 23,75% do empregador. As contribuições são retidas na fonte e entregues à Segurança Social, que as usa para pagar as pensões em curso, sem ficarem registadas numa conta individual. A ideia contrária está presente em 27,8% das respostas ao inquérito.
Numa pergunta sobre a longevidade, os inquiridos mostram mais certezas: 69,6% reconhecem que, com o aumento da esperança média de vida, a idade normal de reforma sobe, contra 13% que veem as duas variáveis sem relação e 9% que esperam uma descida.
A idade normal de acesso à pensão de velhice está indexada à esperança de vida desde 2015 e fixa-se em 66 anos e 9 meses em 2026, segundo o Observatório. Entre os que descontam e ainda não se reformaram, 61,4% esperam aceder à pensão sem penalizações entre os 66 e os 70 anos.
A compreensão do funcionamento do sistema de pensões (incluindo o financiamento das pensões públicas e os fatores que influenciam a idade de reforma) revela-se determinante para a qualidade do planeamento a longo prazo.
O índice de dependência de idosos deverá chegar a 68,6% em 2050, acima dos 55,2% projetados para a média da União Europeia, indica o Observatório.
As projeções da Comissão Europeia citadas no relatório indicam que a taxa de substituição bruta do salário passa de 69,4% em 2022 para 38,9% em 2070, depois de um máximo de 94% em 2041. Em 2024, a pensão média anual da Segurança Social foi de 7.665 euros, 11,7% abaixo do limiar de risco de pobreza, fixado em 8.679 euros.
O relatório conclui que “a função de substituição de rendimento do sistema público será menor no futuro, reforçando a importância da poupança complementar para garantir níveis de vida adequados após a reforma”. O comportamento dos portugueses ainda não acompanha esta leitura. Em 2023, 80,9% esperavam financiar a reforma sobretudo com os descontos para a Segurança Social e só 11,3% previam recorrer a produtos de pensões individuais, de acordo com o Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa citado pelo Observatório.
No inquérito deste ano, 28% dos inquiridos têm pelo menos um produto de poupança para a reforma e os atuais trabalhadores dão 5 pontos em 10 à confiança no rendimento que terão. Os reformados são, aliás, o grupo com menor conhecimento do sistema de pensões, e 61% dizem que o nível de vida desceu depois de se reformarem.
O Observatório sublinha que “a compreensão do funcionamento do sistema de pensões (incluindo o financiamento das pensões públicas e os fatores que influenciam a idade de reforma) revela-se determinante para a qualidade do planeamento a longo prazo”.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Contratar um Plano Poupança de Reforma (PPR) não significa saber o que se contratou. O produto é detido por 31% dos portugueses inquiridos pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), mas 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm.
Além disso, os dados apresentados esta terça-feira revelam ainda que uma em cada quatro pessoas que poupa para a reforma não acompanha as suas poupanças.
Os dados surgem quando quase metade dos portugueses (45%) diz estar a poupar para a reforma e quando 55% dos que não o fazem apontam a falta de dinheiro, e apenas 17% dos jovens adultos possuem produtos de poupança para a reforma. Entre os que não o fazem, mais de metade diz que o dinheiro não chega.
Nos últimos dez anos, a rendibilidade mediana dos PPR sob a forma de seguros ficou abaixo da taxa de inflação nesse período, calcula a ASF.
O que está em jogo é o valor da pensão pública: em 2024, a pensão média anual da Segurança Social foi de 7.665 euros, 1.014 euros abaixo do limiar de risco de pobreza, fixado em 8.679 euros. Com este ponto de partida, o inquérito da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), feito a 801 pessoas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, procurou perceber o que trava os portugueses.
Entre os que não poupam, 55% apontam a insuficiência de recursos financeiros e 27% nunca pensaram no assunto ou acham cedo para o fazer. “As barreiras à poupança para a reforma são sobretudo financeiras, mas também cognitivas associadas ao adiamento da decisão”, descreve a ASF, notando que há margem para mudar, dado que 41% dos que não poupam admitem fazê-lo no futuro. Destes, 17% têm intenção de contratar um produto, e 58% preveem fazê-lo nos próximos dois anos.
Entre os que poupam, 84% estão empregados, revelam os resultados do inquérito da ASF. A satisfação com a situação financeira faz diferença, dado que 69% dos trabalhadores mais satisfeitos poupam para a reforma, contra 45% no total da população.
A escolaridade também conta, porque 60% dos trabalhadores com menor satisfação financeira, mas com ensino superior, continuam a poupar. Quanto ao momento de começar, 49% dos inquiridos defendem que deve ser antes dos 30 anos.
Os resultados do inquérito da ASF revelam ainda que a prioridade dos portugueses quando poupa para a reforma é proteger o capital investido. Para 35% dos inquiridos, a garantia de capital é o critério mais importante, com a ASF a resumir que “a segurança prevalece sobre a rendibilidade”.
Entre os produtos eleitos pelos portugueses para poupar para a reforma estão os Planos Poupança Reforma (PPR), que são detidos por 31% dos inquiridos, mas 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm e uma em cada quatro pessoas a reconhecer que não acompanha as suas poupanças.
Isso é particularmente relevante, dado que a rendibilidade dos PPR a dez anos ficou abaixo da inflação, segundo o Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma da ASF com base somente nos PPR regulados pela ASF.
Dentro dos 45% dos inquiridos pela ASF que preparam a reforma, 17% não têm um produto próprio para esse fim, mas dizem poupar na mesma, através de outras formas de poupança.
De acordo com os dados compilados pelo supervisor, a rendibilidade mediana foi de 0,9% nos PPR sob a forma de seguros ligados (associados a fundos de investimento), 2% nos PPR seguros não ligados e 1% nos PPR fundos de pensões, enquanto a inflação média nos últimos dez anos foi de 2,1%.
Na prática, quem aplicou dinheiro nestes produtos teve, em termos reais, um retorno nulo ou negativo. A composição das carteiras ajuda a perceber o resultado: no final de 2025, os títulos de dívida pública e equiparados representavam 46,6% da carteira dos PPR sob a forma de seguros, e os fundos de investimento mobiliário pesavam 56,6% na carteira dos PPR fundos de pensões.
Os PPR não são a única via pelos portugueses na poupança para a reforma. Dentro dos 45% que preparam a reforma, 17% não têm um produto próprio para esse fim, mas dizem poupar na mesma, através de outras formas de poupança.
Entre os produtos financeiros analisados no inquérito, o mais detido são os depósitos a prazo (42%), seguidos dos PPR (31%) e dos Certificados de Aforro (27%).
Os resultados do inquérito revelam ainda que o conhecimento é maior do que a posse, com mais de 75% dos inquiridos a dizerem conhecer ações, PPR, Certificados de Aforro e do Tesouro, fundos de investimento e criptoativos, mas uma parte menor tem esses produtos.
Perante uma dúvida sobre produtos de poupança de longo prazo, 53,8% dos inquiridos revelam que recorreriam a seguradoras, gestoras ou bancos, ou seja, a quem vende ou gere o produto. A Internet e os sites especializados reúnem 12,2% das respostas, os consultores financeiros 6,2% e as autoridades de supervisão 3,1%.
Quando se olha para o canal de subscrição dos PPR, a poupança para a reforma continua a fazer-se sobretudo ao balcão. Entre os titulares de PPR, 79,6% contrataram o produto através de um banco e 81,8% fizeram-no presencialmente, numa agência. Só 12% recorreram a um website ou plataforma online e 3,9% contrataram por telefone. Os contratos feitos diretamente com uma seguradora ou sociedade gestora ficam-se pelos 12,3%, e os mediadores de seguros por 5,8%.
O padrão repete-se na hora de procurar informação. Perante uma dúvida sobre produtos de poupança de longo prazo, 53,8% dos inquiridos revelam que recorreriam a seguradoras, gestoras ou bancos, ou seja, a quem vende ou gere o produto. A Internet e os sites especializados reúnem 12,2% das respostas, os consultores financeiros 6,2% e as autoridades de supervisão 3,1%.
Estes números ajudam a enquadrar os resultados anteriores, embora o inquérito não permita estabelecer uma relação de causa e efeito: os PPR são subscritos num balcão e a informação é pedida a quem os comercializa. É nesse contexto que 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm e um em cada quatro não acompanha as suas poupanças.
A amostra do inquérito da ASF agrega 233 titulares de PPR, num inquérito telefónico a 801 pessoas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

O crédito à habitação segue imparável. O stock de empréstimos para a compra de casa subiu em setembro pelo 32.º mês consecutivo e superou pela primeira vez a fasquia dos 120 mil milhões de euros.
A carteira dos bancos ‘engordou’ 1,12 mil milhões de euros no mês passado, o maior acréscimo desde julho, mostram os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
Esta evolução reflete a crescente procura das famílias por crédito bancário para financiar a compra de casa, sobretudo dos mais jovens, à boleia da garantia pública, isto apesar do aperto das regras do Banco de Portugal que entraram em vigor no início de agosto.
Por outro lado, o aumento dos empréstimos à habitação traduz ainda o crescimento do preço das casas no país nos últimos anos. No segundo trimestre do ano foi de 18,4% em termos homólogos, segundo o INE.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.
A carteira de crédito à habitação dos bancos está a crescer de forma ininterrupta desde janeiro de 2024. Neste período de quase três anos já aumentou cerca de 22,4 mil milhões de euros.
Além da casa, os portugueses também estão a pedir mais crédito aos bancos com a finalidade do consumo. O montante de empréstimos ao consumo e outros fins aumentou 225 milhões de euros em setembro, atingindo os 36,1 mil milhões.
No que toca ao crédito às empresas, o stock subiu 454 milhões de euros em setembro, atingindo os 77,8 mil milhões. Em termos homólogos, observou-se um crescimento de 5,8%, igual ao registado no mês anterior.
(Notícia atualizada às 11h57 com mais informação)

O stock de depósitos a prazo voltou a subir em setembro, aumentando cerca de 284,4 milhões de euros, recuperando assim da maior queda em quase em ano e meio registada no mês anterior, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
No final do mês passado, os bancos guardavam um total de 116,4 mil milhões de euros em depósitos de particulares (incluindo aplicações a prazo acordado e com pré-aviso). Em agosto, mês que costuma a registar um recuo das poupanças das famílias por causa das férias, o stock havia recuado quase 350 milhões, a contração mais acentuada desde abril de 2025. No mês anterior, em julho, também havia cedido 21,5 milhões.
Os juros dos depósitos a prazo têm vindo a subir por causa do aperto financeiro do banco central para controlar a inflação provocada pela guerra. Em agosto, a taxa média das novas aplicações aumentou pelo sétimo mês seguido para 1,63%.
Ainda assim, continua muito aquém do que outros produtos concorrentes estão a oferecer, incluindo os Certificados de Aforro, cuja remuneração, indexada à Euribor a 3 meses, atingiu o teto máximo nos 2,5% há vários meses. Julho trouxe ainda o relançamento de uma nova série dos Certificados do Tesouro, com condições mais atrativas.
Apesar do aumento das aplicações a prazo, a base de depósitos dos bancos caiu 978 milhões em relação a agosto, ascendendo a 203,2 mil milhões de euros. Foi o terceiro mês em quebra.
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A descida registada em setembro deveu-se à diminuição de 1,26 mil milhões de euros do dinheiro guardado em contas à ordem.
Em relação aos depósitos das empresas, o stock atingiu os 80,5 mil milhões de euros no final do mês passado, menos 858 milhões em relação ao mês anterior, segundo os dados do supervisor bancário.
(Notícia atualizada às 11h14 com mais informação)

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

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