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© Villa Vie Residences
Os museus que se podem visitar à noite em Paris
A capital francesa está novamente a arder. O descontentamento social é bem visível nas ruas de Paris e as manifestações e protestos levaram a organização da Art Basel Paris a encerrar a feira mais cedo, algo que nem uma pandemia conseguira fazer. Mas isso não quer dizer que galerias e museus não cumpram com a programação prevista.
Se estiver por Paris e precisar de uma margem de tempo para visitar “aquela exposição imperdível”, aqui ficam algumas sugestões dos espaços culturais que prolongam o seu horário num dia específico da semana.
Segunda-feira. Musée du Luxembourg – até às 22h
O museu próximo do Jardim homólogo foi uma das primeiras instituições de arte antiga a abrir ao público na cidade das luzes. Ocupa uma parte do Palácio do Luxemburgo, onde se encontra o Senado francês, e deixou de ter uma coleção permanente. O foco passaram a ser duas exposições temporárias por ano em homenagem a grandes figuras da arte moderna e da fotografia. Neste momento, Andy Warhol é o artista em destaque.
Andy Warhol – A Linha e a Imagem | até 10 de janeiro de 2027
Terça-feira. Jeu de Paume – até às 21h
Em pleno coração de Paris, o Jeu de Paume é um lugar de experimentação por excelência no que à imagem diz respeito. Da fotografia histórica ao cinema experimental e criações digitais contemporâneas, todas as faces e facetas da imagem passam por aqui. Até janeiro de 2027, o canadiano Stan Douglas, questiona como nós, humanos, construímos a história, a representamos e transmitimos.
Stan Douglas – Parallax | até 10 de janeiro de 2027
Quarta-feira. Museu do Louvre – até às 21h
É o maior e mais visitado museu do mundo! Antigo palácio real que remonta à Idade Média, o Louvre foi transformado ao longo do tempo até se tornar um museu aberto ao público em 1793. Possui um acervo de 500.000 obras, desde a Antiguidade até 1848 e da Europa Ocidental ao Irão, passando pela Grécia, Egito e Médio Oriente. O ideial é comprar bilhetes online com antecedência. Todas as quartas e sextas-feiras, dias em que o horário é alargado, são organizadas mini-visitas de 20 minutos com guias turísticos na exposição permanente e nas exposições atuais.
Zurbarán – 1598-1664 | até 25 de janeiro de 2027
Quinta-feira. Maison Européenne de la Photographie (MEP) – até às 22h
Situada numa mansão do século XVIII no coração do Marais, a Maison Européenne de la Photographie (MEP) tem uma coleção de mais de 12.000 obras, uma biblioteca especializada e livraria, e organiza workshops o ano todo. Este outono, a fotografia de moda pela lente do norte-americano Irving Penn, um dos nomes mais influentes da fotografia do século XX e colaborador de longa data – 60 anos! – da revista Vogue.
Penn & Fashion | até 17 de janeiro de 2027
Sexta-feira. Bourse de Commerce|Coleção Pinault – até às 21h
Em 2021, o edifício histórico da Bolsa de Paris, no bairro de Les Halles, reabriu as suas portas, transformado pelo renomado arquiteto japonês Tadao Ando para acolher parte da coleção de arte contemporânea do empresário e colecionador francês François Pinault. No bicentenário da invenção da fotografia, a efeméride é aqui assinalada através de 700 fotografias de 70 artistas. E também pela intervenção na Rotonde da artista norte-americana Barbara Kruger.
Remember Me – Obras-Primas da Fotografia da Coleção Pinault | até 18 de janeiro de 2027
Sábado. Palais de Tokyo – até às 22h
O Palais de Tokyo, todos os dias abre as suas portas até às 22h00, exceto à terça-feira. A programação de outono j´´a arrancou e dissemina-se, nada mais nada menos, do que por oito exposições, centradas no trabalho de Valérie John, Ali Cherri, Lassana Sarre, Rose Lowder, Sonia Gomes, Paul Kodjo e Céleste Richard-Zimmermann.
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Viajar no feriado: como escolher o melhor cartão internacional
Viajar no feriado prolongado exige planejamento não apenas de passagens e hospedagem, mas também da forma como o dinheiro será levado e utilizado no destino.
Para quem pretende fazer compras, pagar restaurantes, hotéis ou transporte fora do Brasil, escolher um cartão internacional ajuda a controlar os gastos e reduzir custos com câmbio.
Entre as opções disponíveis no mercado estão as contas globais de Inter, Nubank e C6 Bank. As três instituições permitem utilizar cartões vinculados a saldos em moeda estrangeira, mas há diferenças importantes nas tarifas e nos recursos oferecidos.
O que considerar antes de escolher um cartão internacional
O primeiro ponto é diferenciar um cartão de crédito brasileiro usado no exterior de uma conta global com cartão de débito internacional.
No primeiro caso, a compra é convertida para reais e aparece posteriormente na fatura. Já na conta global, o viajante converte o dinheiro antes ou durante a viagem e utiliza o saldo em moeda estrangeira.
Para comparar as alternativas, vale observar:
- IOF: imposto cobrado em operações de câmbio e que pode variar conforme a modalidade
- spread cambial: margem aplicada pela instituição na conversão de moedas
- cotação utilizada: comercial ou outra referência definida pelo banco
- taxas de saque: importantes para quem pretende utilizar dinheiro em espécie
- conversão para outras moedas: especialmente relevante em viagens pela Europa ou por países que não utilizam dólar
- benefícios adicionais: como cashback, programa de pontos, salas VIP e seguros, salas VIP e seguros
- controle pelo aplicativo: acompanhamento dos gastos e conversão de moedas em tempo real
O custo final, portanto, não depende apenas da bandeira do cartão ou de uma eventual anuidade.
Inter: Global Account tem dólar como base
A Global Account do Inter funciona como uma conta digital em dólar, vinculada a uma conta internacional, para todos os tipos de cliente da instituição financeira, inclusive PJ.
O cartão pode ser utilizado para compras e saques em mais de 150 países, e não tem taxa de abertura ou manutenção.
Para carregar a conta, o cliente converte reais em dólares. O IOF é de 3,5% nessa conversão, com spread de até 0,99%, que varia conforme o relacionamento do cliente com o banco. No resgate do saldo, o IOF é de 0,38%.
Um dos destaques é que o saldo é mantido em dólar mesmo quando o pagamento ocorre em outra moeda. A conversão para a moeda do estabelecimento acontece automaticamente.
Ainda há a opção de cofrinho que rende em dólar, chamado de Meu Porquinho USD, e programa de benefícios com cashback em dólar.
Quando o Inter faz sentido
A opção é interessante para quem prefere trabalhar com dólar como moeda-base e quer manter os recursos em uma conta internacional antes da viagem.
Também há uma alternativa de cartão de crédito em dólar dentro da Global Account. Nesse produto, as compras são cobradas diretamente em dólar, sem IOF ou spread no momento da compra. Caso seja necessário comprar dólares para quitar a fatura, entretanto, incidem as taxas de conversão correspondentes.
É importante não confundir essa modalidade com o cartão nacional do Inter. No cartão brasileiro convencional, a instituição informa spread de 4,99% e IOF de 3,50% para compras internacionais.
Nubank: opções diferentes para clientes Ultravioleta
No Nubank, a principal alternativa voltada a viagens internacionais é a Conta Global Ultravioleta. O produto permite converter reais para mais de 40 moedas e oferece cartão de débito internacional Mastercard aceito em mais de 200 países e territórios.
Para os clientes Ultravioleta, o banco informa spread zero na conversão a partir do real, independentemente da moeda ou do valor convertido. Nas operações de câmbio, há incidência de IOF de 3,5%.
Outro diferencial está nos saques: a conta oferece dois saques gratuitos por mês em moeda estrangeira fora do Brasil. O cartão de débito global não tem custo de emissão, segundo o banco.
Apenas para uma modalidade de conta
A Conta Global, porém, é um benefício destinado apenas a clientes Ultravioleta, e não uma alternativa disponível indistintamente para todos os clientes do banco.
O cartão de crédito Nubank Ultravioleta pode ser usado em compras internacionais. Nesse caso, o banco informa spread de 3,5% e devolução do IOF na fatura em até sete dias.
C6 Bank: dólar e euro na mesma conta global
A C6 Conta Global oferece contas em dólar e euro, além de cartão de débito internacional Mastercard. Segundo o banco, o cartão pode ser utilizado em mais de 190 países.
O custo de conversão informado atualmente é de 3,5% de IOF, enquanto o spread varia conforme o valor convertido: 0,90% para operações de US$ 20 ou € 20 até 999,99; 0,85% entre 1.000 e 4.999,99; e 0,75% a partir de 5.000.
A conta não tem mensalidade ou anuidade. A abertura também pode ser gratuita em determinadas situações, como para clientes que possuem C6 Black, C6 Carbon ou C6 Graphene, investem a partir de R$ 20 mil em CDBs pelo aplicativo ou cumprem a condição de câmbio estabelecida pelo banco. Nos demais casos, a taxa informada é de US$ 10.
E se a viagem for para um país que não usa dólar ou euro?
Essa é uma diferença importante. O C6 permite manter saldo em dólar ou euro e fazer pagamentos em outras moedas. Nesses casos, o banco informa um spread adicional de 2%, cobrado pela Mastercard.
Para saques, há cobrança de US$ 5 ou € 5 por operação, conforme a conta utilizada, além de eventual tarifa do caixa eletrônico. Nos Estados Unidos, os saques na rede Chase têm tarifa estornada para clientes da Conta Global.
Inter, Nubank ou C6: qual escolher?
Não existe uma única opção mais vantajosa para todos os clientes. A escolha da instituição financeira e da conta global depende das suas prioridades, da moeda de destino, do volume de gastos e até de quais benefícios adicionais você está buscando.
| Característica | Inter Global | Nubank Global (apenas Ultravioleta)* | C6 Conta Global |
| Moeda-base | Dólar | Mais de 40 moedas | Dólar ou euro |
| Spread na conversão | Até 0,99% | Zero | 0,75% a 0,90% |
| IOF na conversão | 3,5% | 3,5% | 3,5% |
| Uso em outras moedas | Conversão automática | Conversão automática | Spread adicional de 2% |
| Saques | Sem tarifa do Inter; ATM pode cobrar | 2 gratuitos por mês | US$ 5 ou € 5, com exceções |
| Manutenção | Sem taxa | Sem taxa para clientes Ultravioleta | Sem taxa |
| Cartão global | Débito e crédito em dólar | Débito | Débito |
| Taxa de abertura de conta | Sem taxa | Sem taxa | US$ 10 (PF) e US$ 15 (PJ) |
*No caso da conta global do Nubank, ela é uma opção apenas para clientes Ultravioleta. Para ter acesso a esta modalidade, é preciso ter gastos acima de R$ 8 mil no cartão de crédito ou R$ 50 mil investidos no Nubank. Nos demais casos, a mensalidade é de R$ 89.
Taxas
A Global Account do Inter tem taxa zero de abertura, inatividade e manutenção.
O Nubank Ultravioleta tem mensalidade de R$ 89,00, e para quem tem gastos no cartão de crédito acima de R$ 8 mil ou R$ 50 mil guardados ou investidos no Nubank, a mensalidade é gratuita.
O C6 possui taxa de abertura de conta de US$ 10 para pessoas físicas, e para quem tem cartão C6 Black, C6 Carbon ou C6 Graphene, ou investe a partir de R$ 20 mil, ou ainda fizer câmbio de pelo menos US$ 100 ou € 100 até o último dia do mês seguinte à abertura da C6 Conta Global, possuem gratuidade no custo de abertura da conta.
Para quem cada alternativa pode ser mais interessante
Inter
Pode ser uma alternativa para quem já utiliza a instituição financeira e prefere manter dólares em uma conta internacional, especialmente em viagens nas quais o dólar será a principal moeda de referência. E para quem quer deixar dólar rendendo na conta com segurança.
Nubank
Tende a se destacar para clientes Ultravioleta que valorizam a possibilidade de converter diretamente para diferentes moedas e benefícios associados ao cartão de crédito.
C6
Pode ser interessante para quem viaja com frequência entre destinos que utilizam dólar e euro. A possibilidade de manter as duas moedas em contas globais diferentes é um diferencial, assim como as faixas de spread vinculadas ao valor convertido.
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Hoje passei por aqui
VTM
Trago-o ao meu Visto do Marão por dois motivos: o ato em si, aquele momento da apresentação, vivido por detrás do Alvão e, claro, pela obra literária, perfeitamente integrada na Literatura de Viagens.
A sensibilidade para as coisas da cultura, de uns e a capacidade criativa de outros fazem acontecer atividades deveras interessantes por estas nossas terras. A apresentação do livro “A Minha Volta A Portugal – Hoje passei por aqui”, de Luís Filipe Silva, natural de uma das aldeias daquela freguesia e que se dispôs a percorrer os 308 concelhos do seu país – “se Deus quiser, o tempo permitir e a polícia deixar” – constituiu um belíssimo momento cultural que também incluiu música e um sketch alusivo à terra – solo – à nossa terra – o local, a comunidade, o país. A dar razão, mesmo que antecipada, ao Presidente da República, no seu discurso em Chaves: «a cultura é uma forma de afirmar a nossa identidade, de abrir horizontes e de aproximar Portugal do mundo».
O livro, que tive a incumbência de apresentar, é uma obra que se enquadra claramente na literatura de viagens. Ali se encontram marcas claras que os nossos escritores cultivaram. É o tom “oralizante” do narrador, tal como marcas de bom humor, de Garret; a descoberta humanista de “Pequenos Mundos, ou a reflexão sobre a humanidade, sobre as comunidades, denunciando desigualdades e isolamento, ou o pendor “realista e documental”, tal como Ferreira de Castro; ou “alguém que se deixa afetar pelo que vê, que observa com vagar e que interage com as gentes locais”, que se foca “nos detalhes subtis, na paisagem moldada pelo trabalho e na memória coletiva”, consciente de que a viagem “opera no espaço físico – estradas, caminhos, aldeias – e no espaço interior a busca pelas origens e a consciência crítica”, tal como acontece em Saramago, autor que inspirou este outro Viajante.
Em Ribeira de Pena, com muito a propósito, fala da “história, não a lenda, da construção da ponte de arame para quebrar o isolamento da terra do Padre Álvaro Pimenta” e agarra o tema de Camilo Castelo Branco, que explora também em Vila Real, com especial realce na visita a Vilarinho da Samardã, onde encontrou um sobrinho trineto do escritor. Não deixa passar em claro, na visita à Vila Velha, a cantilena dos sinos na Festa de S. Brás. Numa sequência que, nesta 1.ª parte, o leva pelo interior Norte e Centro até à ilha das Flores.
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