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Canetas emagrecedoras ilegais: entenda riscos do transporte inadequado

Além da falta de autorização sanitária, a distribuição clandestina de medicamentos, como as canetas emagrecedoras, traz um perigo invisível para a saúde. O armazenamento e o transporte, quando realizados de forma inadequada, podem inutilizar o medicamento ou até trazer riscos maiores à saúde.

Segundo Márcia Camargo, head de transporte de materiais biológicos da TriStar Express, a degradação causada pela exposição ao calor é silenciosa.

Na maioria dos casos, o medicamento que foi mantido fora da temperatura adequada não apresenta alterações perceptíveis, seja de cor, odor ou consistência, o que torna basicamente impossível para o consumidor identificar o problema a olho nu.

O que acontece com o medicamento?

Quando a cadeia de frio é quebrada, no caso das canetas emagrecedoras, o impacto mais direto é a perda ou redução da eficácia. As alterações químicas mais comuns nessas situações são a agregação e a fragmentação das moléculas biológicas.

No entanto, há casos em que o medicamento pode ter sido congelado e cristalizado por uso inadequado de refrigeração, o que pode aumentar o risco à saúde.

De acordo com Márcia, o nível de degradação depende de dois fatores centrais: o tempo em que o remédio ficou fora da faixa ideal de temperatura e a intensidade do calor atingido.

Esses dois fatores são gerenciáveis por meio do uso de registradores de temperatura (dataloggers). Com eles, é possível consultar a fabricante do medicamento e entender se a mudança de temperatura está dentro do estudo de estabilidade do produto.

Risco nas entregas

A qualidade costuma ser mantida no transporte de medicamentos de refrigeração controlada até a chegada aos distribuidores. No entanto, o transporte final –– a entrega ao consumidor — traz riscos maiores.

Quando o produto é entregue por meio de e-commerce, redes sociais ou transportadoras de aplicativo, frequentemente são usadas a embalagens simples de isopor com gelo reciclável.

Esse improviso também pode prejudicar o medicamento. Se o gelo for inserido totalmente congelado e em contato direto com o produto, o medicamento pode congelar e perder a utilidade. Por outro lado, há o oposto: se a embalagem não suportar o trajeto, o calor pode degradar a substância em poucas horas.

O transporte inadequado também expõe o remédio ao risco de contaminação cruzada. Isso ocorre quando o produto é transportado em bolsas ou veículos sem higienização adequada, compartilhando espaço com alimentos ou itens com odores e sujidades.

O que o consumidor pode fazer?

Para evitar a perda da eficácia ou contaminação, a orientação é que o próprio cliente tome cuidados desde o momento da compra.

Ao buscar o medicamento pessoalmente, é importante utilizar uma embalagem térmica adequada para o trajeto. Já ao receber o produto em casa, o consumidor deve exigir que a farmácia utilize transporte refrigerado apropriado, mesmo para distâncias curtas.

Se surgirem dúvidas sobre eventuais oscilações de temperatura durante o transporte ou trajeto para casa, a recomendação é entrar em contato com o SAC do fabricante.

Estudo: Canetas emagrecedoras são associadas a alterações em unha e cabelo

 

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Anvisa suspende lotes de medicamentos contra câncer e soro; veja quais

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes de dois medicamentos utilizados no tratamento do câncer e de uma solução intravenosa nesta quarta-feira (28).

A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) e envolve os produtos Simbeva, Abevmy e Ringer com Lactato.

A determinação consta na Resolução-RE nº 4.231, de 27 de outubro de 2026.

Quais medicamentos foram suspensos?

A resolução abrange três lotes específicos. Confira a seguir:

  • Simbeva: lote BF25008896, fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro S/A

A empresa iniciou o recolhimento voluntário após resultado fora das especificações no teste de endotoxinas bacterianas.

  • Abevmy: lote BF26002105, fabricado pela Biocon Biologics do Brasil Ltda

O recolhimento voluntário também foi motivado por resultado fora das especificações no teste de endotoxinas bacterianas.

  • Solução de Ringer com Lactato: lote M 0465 26, fabricado pela JP Indústria Farmacêutica S/A

A medida foi adotada após análise fiscal identificar partículas escuras de tamanhos variados em suspensão no conteúdo da bolsa.

Para os lotes de Simbeva e Abevmy, a Anvisa determinou a suspensão da comercialização, distribuição, exportação e uso. Para o Ringer com Lactato, a resolução prevê a suspensão da comercialização, distribuição e uso.

Por que os lotes foram suspensos?

As endotoxinas bacterianas são componentes que podem provocar respostas inflamatórias no organismo. A identificação de resultados fora das especificações exigidas para os medicamentos levou ao recolhimento dos dois lotes de produtos oncológicos.

No caso do Ringer com Lactato, o laudo de análise fiscal do Instituto Adolfo Lutz apontou resultado insatisfatório no ensaio de descrição e aspecto, devido à presença de partículas escuras na solução.

Fabricantes foram procurados

A CNN Brasil procurou o Laboratório Teuto Brasileiro, a Biocon Biologics do Brasil e a JP Indústria Farmacêutica para obter informações sobre as medidas adotadas, a distribuição dos lotes e a orientação aos estabelecimentos de saúde.

As respostas estavam pendentes até a publicação desta reportagem.

Entenda proibição de medidor de pressão e termômetro com mercúrio

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Governo libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúde

Logo Agência Brasil

O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a liberação de crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões nos orçamentos fiscal e da Seguridade Social para reforçar despesas de diversos órgãos do Executivo.

De acordo com a Portaria nº 485/2026, os recursos serão remanejados por meio da anulação de dotações orçamentárias já existentes.

Notícias relacionadas:

A maior parcela do crédito, de R$ 4,726 bilhões, será destinada ao Fundo Nacional de Assistência Social para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez. O valor representa cerca de 90% do montante total autorizado.

Os maiores destinatários do crédito suplementar são:

  1. benefício de Prestação Continuada (BPC) e RMV por invalidez: R$ 4,7 bilhões;
  2. assistência farmacêutica do SUS: R$ 387,6 milhões;
  3. preservação e acesso ao patrimônio cultural da saúde: R$ 653,3 mil;
  4. ensino profissional marítimo militar: R$ 27,4 milhões;
  5. projetos de desenvolvimento sustentável local integrado: R$ 10,6 milhões;
  6. administração do Ministério da Agricultura: R$ 10,9 milhões;
  7. auxílio-moradia de agentes públicos do Ministério da Justiça: R$ 463 mil;
  8. sentenças judiciais da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep): R$ 2,3 milhões.

Saúde

O valor destinado ao Fundo Nacional de Saúde serão usados na assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos servirão tanto para aquisição e distribuição de medicamentos da atenção básica quanto para o fornecimento de medicamentos de componente especializado em diversos estados.

Entre as unidades da Federação que receberão os maiores reforços estão:

  • São Paulo, com R$ 66 milhões; 
  • Paraná, com R$ 56,9 milhões; 
  • Rio Grande do Sul, com R$ 48,2 milhões; 
  • Minas Gerais, com R$ 30,4 milhões; 
  • Goiás, com R$ 26,4 milhões.

Remanejamento de recursos

Segundo o texto, a abertura do crédito suplementar será viabilizada por meio da anulação de dotações de diversos órgãos e programas federais.

Entre as principais fontes dos recursos estão valores destinados a subvenções econômicas para operações agropecuárias, transferências do setor energético, despesas de pessoal de diferentes órgãos federais e programas da área de saúde.

Também foram canceladas dotações relacionadas a aposentadorias e pensões civis da União em universidades federais, institutos federais de educação e hospitais universitários, além de recursos originalmente destinados a benefícios previdenciários, assistência social, defesa nacional e outras ações governamentais.

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Utentes pedem licença obrigatória nos fármacos da obesidade

A Associação de Utentes defende que o SNS e o interesse público justificam licenças obrigatórias para os medicamentos da obesidade — e lembra que um genérico reduziu 14 vezes os custos na diabetes.

© Towfiqu Barbhuiya/Unsplash

a comparticipação de 15% nos medicamentos para a obesidade poderá representar uma despesa pública de 46,8 milhões de euros no primeiro ano
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Cirurgiões da obesidade fora da nova comparticipação

A SPCO aplaude a comparticipação dos fármacos para a obesidade, mas critica a portaria que reserva a prescrição a endocrinologistas, internistas e pediatras, excluindo cirurgiões especializados.

© CJ GUNTHER/EPA

A sociedade defende que a farmacoterapia e a cirurgia metabólica e bariátrica não são abordagens concorrentes, mas sim complementares
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La cascada terapéutica: el error de tratar con más medicamentos los efectos secundarios de los que ya se toman

Cajas de medicamentos potencialmente relacionados con una cascada terapéutica.

Marta Tello es una farmacéutica de 23 años que trabaja en una oficina de Algete (Madrid). Hace seis meses, cuando completaba su formación en un equipo de atención primaria en Sevilla, se topó con un caso clínico que recordará durante toda la carrera profesional que ahora empieza: “Esta persona tomaba 18 medicamentos distintos, algo llamativo incluso para alguien de 80 años con varias patologías de base. Analizando el caso, detectamos algunas cascadas terapéuticas que convenía revisar”, afirma.

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Marta Tello, en la farmacia González Pérez en la que trabaja en Algete, Madrid.Una médico de familia revisa con una paciente la medicación que esta toma en un centro de salud de Barcelona.
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Utentes gastaram mais em medicamentos do que no ano passado

Despesa média de cada utente foi de 4,71 euros por medicamento, tendo sido dispensadas quase 139 milhões de embalagens entre janeiro e agosto, mais 3,6 milhões do que no período homólogo.

© Getty Images

O encargo médio por embalagem para o SNS foi de 9,79 euros, ou seja, mais do dobro do que o valor suportado pelos utentes
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Obesidade. PS pede revisão da portaria dos medicamentos

Socialistas questionam Ana Paula Martins sobre a portaria, defendendo alargamento da prescrição aos médicos de família e maior comparticipação para proteger famílias de menores rendimentos.

© PFIZER INC. HANDOUT/EPA

Socialistas perguntam ao Governo se está disponível para rever esta portaria "antes da sua entrada em vigor"
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Diabéticos lamentam que comparticipação fique nos 15%

Apesar de reconhecerem o "impacto económico da obesidade", a Associação Protetora dos Dabéticos em Portugal alerta que tratar da obesidade "significa também tratar mais de 200 doenças associadas".

© BELGA MAG/AFP via Getty Images

Os médicos de família lamentaram que o Governo dê "uma no cravo e outra na ferradura" na comparticipação dos medicamentos para tratar a obesidade
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Portimão prolonga e reforça medidas excecionais de apoio às famílias para 2027

Em nota enviada ao nosso jornal a edilidade portimonense informa que a decisão surgiu num contexto que continua a pesar no orçamento das famílias.

Explica que a instabilidade internacional, com a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente, mantém elevados os custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais. A isto soma-se a crise habitacional, que no Algarve se faz sentir com particular intensidade e torna cada vez mais difícil pagar a renda ao fim do mês.

No Município de Portimão, o Subsídio de Apoio ao Arrendamento abrange hoje 677 agregados familiares, mais 132 do que no início de 2026. O investimento anual é de 2.257.671 euros, suportado integralmente pelo Município. A Tarifa Social da Água abrange 992 agregados e a Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos apoia 107.
No total, são mais de 1.700 famílias que contam com estes apoios para pagar a renda, a água ou a medicação.

Ou seja, o Município de Portimão mantém os valores de apoio e reforça sobretudo a continuidade. Os apoios em vigor passam a ser renovados automaticamente, para que nenhuma família perca o apoio por razões administrativas ou por ter atingido um prazo. No caso do arrendamento, a renovação automática aplica-se também às situações que atinjam o limite de três anos.

Refere também a edilidade portimonense que o apoio ao arrendamento, a comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, de acordo com o rendimento do agregado. O limite de rendimento per capita para aceder ao apoio passa a ser de 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, o que permite chegar a mais famílias. O período mínimo de residência no concelho exigido baixa de cinco para dois anos.
O subsídio continua a ser pago pela Câmara Municipal mediante comprovativo mensal do pagamento da renda.

Já a Tarifa Social da Água segue as mesmas regras de acesso: limite de rendimento alargado, dois anos de residência no concelho e renovação automática das tarifas em vigor.

Em termos da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, as condições de acesso também são alargadas e a renovação passa a ser automática. O valor anual do apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o escalão de rendimento.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila.

Os apoios continuam abertos a novas candidaturas.
Para mais informações sobre condições de acesso e prazos, a autarquia de Portimão diz que os interessados podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site do Município.

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Farmacêuticas terão de manter tratamento gratuito

A portaria que regula as condições refere que essa disponibilização deve manter-se até à introdução dos medicamentos no mercado respetivo acesso no Serviço Nacional de Saúde.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Se o pedido for rejeitado, as farmacêuticas terão de assegurar o fornecimento gratuito aos doentes
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Medicamentos. Investigadores propõem "ouvir" crianças

Aplicação de questionários pode ser útil em termos de alteração terapêutica como ajuste de dose, suspensão ou reintrodução de medicamentos porque permite perceber como os sintomas afetam as crianças.

© ESTELA SILVA/LUSA

Este tipo de questionários possibilitam "transformar experiências subjetivas, muitas vezes difíceis de captar numa consulta, em informação mais organizada, comparável e útil para acompanhar a segurança dos medicamentos ao longo do tempo"
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Nolotil injetável sai do mercado em fevereiro de 2027

A Boehringer Ingelheim cessa a comercialização do analgésico. Hospitais são os mais afetados e devem rever protocolos com brevidade.

© NUNO VEIGA/LUSA

Os medicamentos contendo metamizol magnésico estão indicados no tratamento da dor aguda intensa, incluindo dor espasmódica e dor tumoral, e da febre alta, que não responde a outras terapêuticas antipiréticas
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Especialista alerta para risco de tratamentos para obesidade

Endocrinologista alerta que medicamentos para obesidade podem agravar problemas como a anorexia e a ortorexia. Contraceptivos orais tomados simultaneamente com medicamentos injetáveis perdem eficácia.

© Getty Images

Especialista em diabetes e nutrição admitiu que existem pessoas com estas perturbações a usar estes medicamentos, manifestando a esperança de que "não haja médicos a receitar" nestas circunstâncias e de que "ninguém caia nessa"
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