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Sánchez reconhece quebra de confiança em rede de alta velocidade

Espanha Pedro Sánchez

O primeiro-ministro de Espanha reconheceu hoje que há uma “quebra de confiança” na rede ferroviária espanhola de alta velocidade, a segunda maior do mundo, e reiterou que não são aceitáveis dois acidentes em menos de um ano.

“Há uma quebra de confiança no sistema ferroviário de alta velocidade do nosso país, e a tarefa do Governo não se limita a fazer o diagnóstico e a identificar as causas, mas sim a apresentar soluções para que uma tragédia desta magnitude, como referiu ontem [quinta-feira] o chefe de Estado, o rei Felipe VI, não volte a acontecer”, disse hoje Pedro Sánchez, numa declaração a jornalistas em Toledo.

O primeiro-ministro voltou hoje a Toledo, para estar numa reunião do centro de comando de resposta ao acidente de quarta-feira com dois comboios de alta velocidade, na localidade de Urda, em que morreram pelo menos 69 pessoas.

Em janeiro, morreram 46 pessoas noutro acidente com dois comboios de alta velocidade, em Adamuz, Córdova.

O primeiro relatório sobre o acidente de Adamuz, ainda preliminar, concluiu que uma falha nos carris por onde passou um dos comboios poderá ter estado na origem do acidente.

Quanto à colisão desta semana em Urda,, Toledo, ocorreu após uma falha do sistema automático de controlo de circulação e uma cadeia de erros humanos, com indicações erradas dadas aos maquinistas desde um centro de coordenação, segundo as primeiras informações dadas pelo Governo espanhol.

Sánchez reiterou hoje que “não é aceitável para um país como Espanha, com um sistema de alta velocidade tão potente”.

O Rei de Espanha, Felipe VI, pediu na quinta-feira medidas para que não volte a ocorrer uma “catástrofe” como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como “um duríssimo golpe” para o país.

“Como sociedade voltámos a sofrer um duríssimo golpe”, disse Felipe VI, numa declaração a jornalistas à porta do hospital de Toledo, onde visitou durante uma hora e meia pessoas que ficaram feridas no acidente, acompanhado pela mulher, Letízia Ortiz.

O chefe de Estado espanhol disse que a investigação em curso aberta pelas autoridades “deve determinar como e porquê aconteceu esta catástrofe” e que têm também de ser estudadas e adotadas “medidas para que não volte a acontecer”.

Felipe VI pediu ainda unidade, dignidade e rigor aos espanhóis neste momento.

Já o líder da oposição e do Partido Popular (PP, direita) considerou na quinta-feira que têm de ser assumidas responsabilidades políticas.

“As responsabilidades políticas são imprescindíveis do ponto de vista ético e moral”, disse Alberto Núñez Feijóo.

O presidente do PP sublinhou que as responsabilidades políticas “não são opcionais” e não podem depender de investigações ou decisões judiciais.

Feijóo lembrou que Espanha teve este ano dois acidentes com comboios de alta velocidade, no mesmo corredor (entre Madrid e a Andaluzia, no sul do país), em que morreram mais de cem pessoas, o que faz questionar o atual sistema ferroviário nacional.

Vários partidos têm pedido a demissão do ministro dos Transportes nos últimos dias e perguntado a Sánchez quais são as consequências de não ser aceitável para Espanha ter dois acidentes destes em menos de um ano.

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10h. Acidente Espanha. MNE confirma um morto português

A vítima mortal era membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente de quarta-feira. Ainda, amanhã há nova manifestação em Lisboa e o movimento Acampada admite regressar ao Rossio.

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Acidente. Em Toledo, angústia e incerteza predominam

Reportagem do El País no espaço onde familiares de desaparecidos desesperam por notícias. Por cá, aumenta o número de acolhimentos de jovens vítimas de violência. E há uma disputa interna no Chega?

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28 de octubre

Viajeros esperan información en la estación de Atocha de Madrid tras el accidente de tren de Toledo.

Todo se quedó antiguo de repente: la visita al cardiólogo, la revisión de la caldera de gas, la cita con la fisio o el podólogo. Se quedó antigua la partida de cartas de los miércoles, la comida familiar de los jueves, el vermut con los amigos de los viernes y hasta el texto que tenía uno preparado para esta esquina del periódico se quedó de súbito obsoleto. Al principio, cuando apenas sabíamos, las cosas se iban quedando antiguas muy despacio, pero después de los primeros muertos la vida entera se quedó de golpe suspendida, antigua, igual que el tráfico rodado y los semáforos y el mobiliario urbano. La tarta de cumpleaños que tenías que recoger también se quedó antigua, se infartó, lo mismo que el siglo XXI. En los hospitales, los niños nos nacían antiguos y velábamos en los tanatorios cadáveres pretéritos.

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Ouigo cancela todos sus trenes para el 30 de octubre y el 2 de noviembre tras una jornada de caos en las vías

Ouigo ha anunciado esta tarde la cancelación total de sus trenes para el 30 de octubre y el 2 de noviembre para evitar el colapso en las estaciones debido a la huelga de los maquinistas, manteniendo solo programados los trayectos del 31 de octubre y del 1 de noviembre. Poco después, el Sindicato Español de Maquinistas Ferroviarios (Semaf) ha anunciado nuevos días de huelga en Renfe para los próximos 10 y 12 de noviembre —el paro será total la primera jornada, y parcial la segunda—, debido al “bloqueo a los compromisos de seguridad ferroviaria”, según ha explicado en un comunicado.

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© Álvaro García

Servicios de emergencia trabajan en el lugar del accidente de dos trenes de alta velocidad.
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El Gobierno amplió el contrato de mantenimiento del sistema de seguridad de la línea Madrid-Sevilla un día antes del accidente

La víspera del accidente de Urda (Toledo) el Consejo de Ministros aprobó una ampliación del contrato de mantenimiento de las instalaciones de control de tráfico y sistemas de la línea de alta velocidad con Andalucía. El acuerdo suponía incrementar en 11,5 millones de euros el contrato vigente concedido a la unión temporal de empresas GTS y que incluía cuestiones como el mantenimiento de elementos de señalización y los sistemas de control de los trenes como el LZB, cuya caída inició la cadena de fallos que llevó al fatal desenlace en el siniestro de este miércoles. El pliego de condiciones especifica que este contrato debe mantener, entre otras, las instalaciones de control del tráfico del centro de Urda.

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© Mariscal (EFE)

Entrada a la sede de Adif, en Madrid, en una imagen de archivo.
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O maquinista e fotógrafo que morreu a tentar travar comboio

Antonio nasceu rodeado de comboios, fotografou-os e morreu a tentar travar um. "A beleza é passageira, passageira num comboio": resumia assim a relação fotografia-caminhos de ferro. Tinha 36 anos.

© Reprodução X / @KtoUmarl

Além da profissão e da fotografia, Antonio Acedo tinha interesses políticos
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15h. MNE confirma possível cidadão português desaparecido

Paulo Rangel diz que vai ser preciso esperar pelo trabalho de identificação das vítimas do acidente. Ainda, Banco Central Europeu decidiu não mexer nas taxas de juro.

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14h. Acidente Espanha. Português pode estar desaparecido

A informação está a ser avançada pela SIC. O Ministério dos Negócios Estrangeiros diz ao Observador que não há confirmação oficial de ligação ao acidente. Ainda, BCE decide manter as taxas de juro.

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TGV leva a declarar utilidade pública para expropriações em Ovar e na Feira

O Governo declarou hoje a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações necessárias à Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Porto (Campanhã) e Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro), onde as obras arrancaram há cerca de duas semanas.

O despacho da Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, foi hoje publicado no Diário da República (DR) e diz respeito a expropriações nos concelhos de Ovar e Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

O documento “declara a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações dos bens imóveis e direitos a eles inerentes necessários à execução do «Troço Porto (Campanhã)-Aveiro (Oiã) ― Subtroço 3, da Linha Ferroviária de Alta Velocidade”.

No despacho, o secretário de Estado das Infraestruturas também autoriza a AVAN Norte – Gestão da Alta Velocidade, S. A. a tomar posse administrativa das parcelas, “dado o caráter de urgência da expropriação, atendendo ao interesse público subjacente à célere e eficaz execução da obra projetada, no intuito de melhor servir os cidadãos a quem este investimento público se destina”.

O secretário de Estado determina também que os encargos com as expropriações em causa sejam suportados pela concessionária AVAN Norte – Gestão da Alta Velocidade, S. A., “para os quais atesta dispor de cobertura financeira assegurada através de garantias bancárias e outros instrumentos de financiamento”.

O ministro das Infraestruturas e Habitação assinalou a 12 de outubro, em Aveiro, o arranque da empreitada do troço Porto-Oiã, integrado no TGV Porto-Lisboa.

O troço Porto-Oiã (71 quilómetros) da linha de alta velocidade Porto-Lisboa diz respeito ao lote A da primeira fase da construção da linha, que inclui também o lote B (Oiã – Soure), ainda por adjudicar, e a segunda fase (Soure – Carregado), que aguarda lançamento do concurso público.

O primeiro troço Porto-Oiã é construído pelo consórcio AVAN Norte (Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto), tendo a primeira fase da empreitada da linha como prazo de conclusão 2030 e a segunda 2032.

O contrato de concessão do troço Porto-Oiã, que terá um custo a rondar os dois mil milhões de euros, foi assinado em 29 de julho de 2025 e beneficia de 875 milhões de euros de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de 480 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa (‘Connecting Europe Facility’ 2).

A 01 de outubro, foi publicada em Diário da República a declaração de utilidade pública, com caráter de urgência, da expropriação de 1.076 parcelas de terreno necessárias à execução deste troço, nos municípios de Oliveira do Bairro, Aveiro e Albergaria-a-Velha.

A AVAN fica autorizada a tomar posse administrativa das referidas parcelas ficando responsável pelos encargos com as expropriações.

Em 15 de setembro, fonte da AVAN adiantou que os trabalhos preparatórios para a construção do troço Porto-Oiã iriam arrancar no final do mês, com a montagem do estaleiro da ponte Rio Largo e da ponte Rio Vouga.

A linha deverá ligar Porto e Lisboa numa hora e 15 minutos em 2032, com paragens possíveis em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria, e Porto a Vigo (via aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença) em 50 minutos, em 2032.

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Motiva registra lucro de R$ 750 milhões no 3º tri; avanço de 9,8% em um ano

A Motiva teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 9,8% sobre o resultado positivo de um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (28) pela maior companhia de concessões rodoviárias do país ao mercado.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões, aumento de 13,4% sobre o apurado um ano antes, com a margem passando se mantendo praticamente estável, a 66,2%.

Analistas, em média, esperavam que a Motiva apresentasse lucro de R$ 627 milhões no terceiro trimestre e Ebitda de R$ 2,6 bilhões, segundo dados da LSEG.

Os números do trimestre incluem início da cobrança de pedágio em concessões rodoviárias da companhia no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e foram beneficiados por uma base de comparação mais fraca com o mesmo período do ano passado diante do início em abril da gestão da rodovia Fernão Dias, entre São Paulo e Minas Gerais.

A receita líquida ajustada da Motiva cresceu 13,6% no terceiro trimestre sobre um ano antes, para R$ 3,8 bilhões, ante expectativas do mercado de faturamento de R$ 4,44 bilhões, segundo a LSEG.

A Motiva afirmou que a receita do trimestre foi apoiada ainda por “desempenho operacional na plataforma de Trilhos e por reajustes tarifários”. A companhia citou que conseguiu elevar receitas complementares em 23% no período, para R$ 92 milhões.

A companhia terminou setembro com alavancagem financeira ajustada de 3,2 vezes ante 3,6 vezes reportados no mesmo período do ano passado.

CNT: Das 10 melhores rodovias do país, 9 são da iniciativa privada

 

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Maquinistas espanhóis mantêm greve na Renfe

O Semaf decidiu não cancelar a paralisação de 24 horas já convocada, citando o bloqueio dos acordos de segurança ferroviária. Cerca de 6.000 maquinistas são abrangidos.

© ISMAEL HERRERO/EPA

Num comunicado, o sindicato acrescentou que pretende agir com prudência quanto às causas do acidente, evitando especulações
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19h. Parlamento aprovou voto de pesar pelo acidente Espanhol

O voto apresentado por Aguiar Branco foi aprovado por unanimidade e o Governo associou-se à homenagem, cumprindo 1 minuto de silêncio no final do debate do OE 2027, aprovado na generalidade.

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15h. Falha humana na origem do acidente em Espanha

A informação foi confirmada pelo Ministro dos Transportes espanhol, Óscar Fuente. E ainda, Flávio Bolsonaro já aterrou nos Estados Unidos, depois de ter fugido do Brasil por estar a ser investigado.

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