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“Yuri Alberto do PCC”, apontado como liderança no TO, é preso em São Paulo

Apontado como uma das lideranças de destaque do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Tocantins, “Yuri Alberto” foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em Cotia, na Grande São Paulo.

Conhecido pela alcunha do jogador de futebol, o homem é suspeito de coordenar a liderança da facção na Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins, mantendo influência sobre as atividades criminosas desenvolvidas na custódia.

A prisão foi realizada por equipes do 5º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), em conjunto com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

“Sintonia Final” do PCC

As investigações apontaram que o homem exercia a função de “Sintonia Final” no Tocantins, considerada uma das funções de liderança da organização criminosa.

Segundo a polícia, “Yuri Alberto” também era identificado como “Irmão”, termo utilizado para integrantes que foram batizados pela facção.

Além de coordenar a liderança do PCC na Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins, o investigado é suspeito de gerenciar um ponto de venda de drogas no bairro Mirizola, na divisa entre Cotia e Itapevi, na Grande São Paulo.

De acordo com as apurações, o local seria utilizado para a comercialização de entorpecentes e para fortalecer a atuação da facção na região.

Veja momento da prisão

Após a prisão, o homem foi conduzido ao 6º Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), na capital paulista, para as providências de polícia judiciária.

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Vídeo: ônibus é incendiado e atravessado na zona Norte do Rio

Um ônibus foi incendiado e atravessado na tarde desta quinta-feira (29), na Avenida Monsenhor Félix, em Irajá, na zona Norte do Rio de Janeiro.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o coletivo completamente tomado pelo fogo. Veja:

Segundo o COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência), a Avenida Monsenhor Félix está interditada nos dois sentidos próximo a Avenida Pastor Martin Luther King Júnior. O trânsito está sendo desviado no trecho.

A Polícia Militar apura se a ocorrência seria uma retaliação à uma operação realizada mais cedo nas comunidades da Primavera e da Serrinha, nos bairros de Madureira e Cavalcanti.

Em nota, a Polícia Civil informou que a ação segue em andamento na 27ª DP (Vicente de Carvalho).

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Justiça autoriza Marcola a ter avaliação psiquiátrica com médico particular

A Justiça Federal autorizou nesta terça-feira (27) que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), realize consultas psiquiatrícas com um médico particular de sua confiança, desde que o atendimento seja realizado por videoconferência.

A decisão foi tomada por maioria pela 2ª Seção do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que acolheu os pedidos da defesa e garantiu ainda o direito de acessar as gravações das teleconsultas psiquiátricas realizadas por ele em 2024.

Marcola cumpre penas que, somadas, ultrapassam 300 anos de prisão na Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal.

Pedido de atendimento médico

A defesa de Marco Willians, representada pelo advogado Bruno Ferullo, alegou preocupação com a saúde mental de Marcola, submetido a isolamento total desde março de 2024.

Segundo o advogado, a condição poderia estar causando “sérios danos psicológicos”, sendo percebidos, inclusive, por familiares de Marcola durante as visitas. Os parentes apontaram mudanças comportamentais e oscilações na percepção da realidade por parte do preso.

Vale ressaltar que as alegações, no entanto, não representam um diagnóstico médico confirmado pela Justiça que, em recursos anteriores da defesa, negou a realização de consultas psicológicas.

Diante da situação, foi solicitada uma avaliação independente, conduzida por especialistas da área forense indicados pela própria defesa.

A CNN Brasil teve acesso aos pedidos requisitados pelo advogado. Veja:

  •  Avaliação psiquiátrica e psicológica particular: solicita avaliações psicológicas e psiquiátricas a Marcola por profissionais de sua confiança, sem depender exclusivamente da equipe de saúde da penitenciária;
  • Acesso às gravações das teleconsultas anteriores: a defesa pede acesso integral aos prontuários médicos e gravações das teleconsultas realizadas em consulta psiquiátrica por telemedicina em 21 de junho de 2024. As sessões foram conduzidas por médicos da Divisão de Saúde da Penitenciária Federal de Brasília.

A defesa argumentou, por fim, que a avaliação psicológica requerida é “fundamental não apenas para o bem-estar de Marcola, mas também para a eficiência do sistema penitenciário, considerando que a saúde mental impacta diretamente a ressocialização e a segurança institucional”.

Leia também: Justiça marca júri popular de Marcola 21 anos após homicídio de PM em SP

Após duas negativas, Justiça autoriza consulta com médico particular

Inicialmente, a Justiça negou os dois pedidos requisitados pela defesa. Ao analisar um recurso anterior, a 3ª Turma do TRF-1 autorizou apenas o acesso às gravações das consultas.  Na ocasião, um dos desembargadores divergiu da maioria e defendeu que Marcola também tivesse direito a consultar um médico de sua confiança.

A partir desse voto divergente, a defesa apresentou novos recursos, que permitiu o tribunal reexaminar uma decisão não unânime. O pedido foi levado à 2ª Seção, que acolheu o recurso e fundamentou a decisão no artigo 43 da Lei de Execução Penal, que garante ao preso a liberdade de contratar um médico de confiança para orientar e acompanhar seu tratamento.

O Ministério Público Federal e a Procuradoria Regional da República da 1ª Região se posicionaram contra os pedidos da defesa, e destacaram as exigências de segurança de uma penitenciária federal de segurança máxima. 

Para conciliar o direito previsto na lei com as restrições de segurança, o tribunal determinou que a consulta seja feita remotamente, sem a necessidade de entrada do profissional particular no presídio.

O que diz a defesa

À CNN Brasil, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, afirmou que a “o acesso a médico de confiança é uma garantia legal, e não um favor da Administração”.

A defesa ainda reforça que seguirá atuando para que a decisão seja cumprida com a brevidade necessária.

Leia trecho da nota: 

“No julgamento, em que a defesa realizou sustentação oral, prevaleceu o voto do relator, Desembargador Federal Leão Alves, acompanhado pelo revisor, Juiz Federal Antonio Claudio Macedo da Silva, e pela maioria do colegiado.

Reconheceu-se que a lei assegura a contratação de médico de confiança do preso, sem exigir demonstração de deficiência da assistência prestada pela Administração Penitenciária. Segundo o voto condutor, trata-se de aplicação direta do texto legal. Ficou vencido o Desembargador Federal Marcos Augusto de Sousa.

A decisão reafirma que os direitos previstos na Lei de Execução Penal valem para todas as pessoas privadas de liberdade. O acesso a médico de confiança é uma garantia legal, e não um favor da Administração. Ao determinar a consulta por videoconferência, o TRF1 compatibilizou esse direito com as exigências de segurança do Sistema Penitenciário Federal. A defesa seguirá atuando para que a decisão seja cumprida com a brevidade necessária.”

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Caso Porsche: ex-namorada de acusado é conduzida coercitivamente ao júri

O primeiro dia do júri popular sobre o caso de Fernando Sastre Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, teve uma determinação de condução coercitiva contra Giovanna Pinheiro Silva, ex-namorada do acusado. A condução coercitiva gerou um atraso de cerca de duas horas para o início do julgamento.

A juíza Melanie Liesenberg, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou nesta quarta-feira (28) que Giovanna se apresentasse ao júri na condição de testemunha antes do início do julgamento.

A defesa de Fernando Sastre alegou que houve um erro do Judiciário ao constar o nome da ex-namorada entre as 14 testemunhas arroladas, pois não havia mais interesse em ouvi-la. Por isso, sem a dispensa oficial, ela foi levada ao Fórum por autoridade policial.

Expulsão

Durante um dos testemunhos, Giovanna foi retirada do local. Ao ouvir o depoimento da testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima, a ex-namorada de Sastre fez um sinal com a cabeça.

A atitude incomodou a banca de acusação, que pediu a expulsão e a aplicação de uma multa de 15 salários mínimos contra a testemunha. A juíza aceitou a expulsão, mas prometeu avaliar a aplicação da multa somente após o término do julgamento de Sastre.

A reportagem tenta contato com Giovanna. O espaço segue aberto. Nesta ocorrência, ela não tem defesa constituída, pois está no processo na condição de testemunha, não sendo, portanto, ré.

A Justiça de São Paulo estima que o julgamento de Sastre termine nesta quinta-feira (29). Ele será ouvido ainda hoje.

Após a conclusão das oitivas e do depoimento do réu, o Conselho de Sentença poderá determinar se Sastre é culpado ou inocente. Fontes do Ministério Público afirmaram à CNN Brasil que esperam a aplicação da pena máxima contra o acusado.

O empresário responde por homicídio qualificado por “perigo comum” com dolo eventual e por lesão corporal grave. Esta última se refere ao fato de que o estudante Marcus Vinicius Machado também ficou ferido na ocorrência. O jovem era amigo de Sastre e estava no banco de trás do carro de luxo.

Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa “é de um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.

O acidente

O caso que levou o empresário a júri ocorreu na madrugada do domingo de Páscoa, em 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na zona Leste de São Paulo.

Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que bateu a cerca de 156 km/h na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O limite para a via é de 50 km/h. Ele está preso preventivamente há pelo menos dois anos.

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Márcio Poncio: entenda investigação contra pastor alvo de nova operação

O pastor Márcio Poncio, preso em julho durante uma operação contra crime organizado, voltou a ser alvo da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (29). Ele é alvo de mandado de busca na nona fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro.

Além de Poncio, a PF também cumpre mandados de busca contra Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho. Conforme apurado pela CNN Brasil, Loyola é apontado como gerente e sucessor do contraventor.

As buscas incluem salas comerciais ligadas ao pastor, apontadas pela investigação como estruturas operacionais e administrativas do grupo, e um imóvel residencial vinculado a Loyola. 

Segundo as apurações, a organização criminosa teria construído uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Preso em operação contra o crime organizado

Poncio foi preso em julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga várias frentes da ligação entre autoridades e o crime organizado no Rio de Janeiro. 

Na mesma operação, também já foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com a PF, os elementos reunidos ao longo das diligências indicaram possíveis conexões entre agentes públicos e integrantes de facções criminosas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ramificações do esquema nos Poderes Executivo e Legislativo do estado.

Durante as diligências, os policiais apreenderam documentos e registros que associariam autoridades a criminosos, incluindo informações sobre supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.

A análise do material apreendido, especialmente dos dados extraídos de um celular, contribuiu para identificar novos endereços, empresas e bens investigados na atual fase da operação.

Prisão convertida em domiciliar humanitária

Poucos dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária a Márcio José Matos Poncio de Souza. A decisão converteu a prisão preventiva em domiciliar, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

A defesa pediu a conversão da prisão com base em laudos médicos que apontam que o pastor enfrenta, desde 2013, um quadro grave de retocolite ulcerativa, doença inflamatória crônica e sem cura.

Ao acolher o pedido, Moraes fundamentou a decisão na situação de saúde considerada excepcional, ressaltando que a medida não afasta a necessidade de preservação da investigação criminal.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também se manifestou favoravelmente ao pedido. Entre os argumentos apresentados, o órgão destacou que as diligências de busca e apreensão já haviam sido realizadas e que as medidas patrimoniais adotadas preservavam a integridade da investigação.

Veja: Entenda a prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

O que está sendo investigado agora

A nona fase da Operação Unha e Carne apura a organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.

Segundo a PF, dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

As apurações apontaram a existência de uma complexa rede patrimonial, com imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, a investigação ainda constatou a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

Outro lado

Pastor Márcio Poncio

“Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar.”

A CNN Brasil tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestações.

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Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos de operação no Rio

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores. O pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho, são alvos dos mandados de busca.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As buscas são realizadas em salas comerciais do pastor Márcio Poncio, indicadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo.

Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados. Conforme apurado pela CNN Brasil, Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação.

Segundo a PF, as medidas têm como objetivo apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos de prova relacionados à investigação.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

Esquema de lavagem e rede patrimonial

Deflagrada nesta manhã, a nova fase da operação é resultado da análise de fatos identificados após a deflagração da quinta fase da ação, que teve como alvo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

As informações levantadas durante a investigação –– sobretudo dos dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados –– indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontaram indícios da existência de uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, os investigadores ainda constataram a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Pastor Márcio Poncio já havia sido preso

O pastor Márcio Poncio foi um dos presos pela 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF em julho, no Rio de Janeiro. A ação deu sequência a investigação de um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

Segundo os investigadores, os elementos colhidos ao longo das diligências apontaram uma ligação entre políticos e a facção criminosa carioca.

Além de Poncio, também foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Poucos dias após a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza.

A decisão converteu a prisão preventiva decretada no fim de junho em prisão domiciliar, acompanhada de um conjunto de medidas cautelares.  A defesa do pastor pleitou a prisão domiciliar com base em laudos médicos que atestam que o pastor enfrenta, desde 2013, uma retocolite ulcerativa grave — doença inflamatória, crônica e sem cura.

Ao acatar o pedido,Alexandre de Moraes fundamentou a decisão na “situação de saúde considerada excepcional”, ressaltando que a concessão ocorre “sem afastar a necessidade de preservação da investigação criminal”.

Entenda prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

Operação Unha e Carne

A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo apurou a CNN Brasil, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas

 

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Santistas são condenados por ataque que matou palmeirense em estação de SP

Onze anos após uma emboscada contra torcedores do Palmeiras na zona Leste de São Paulo, três integrantes da Torcida Jovem do Santos foram condenados a 21 anos e 4 meses de prisão cada um pela morte de Claudio Fernando de Morais e a tentativa de homicídio de outro torcedor. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (27).

O crime ocorreu em 26 de abril de 2015, na estação Jardim Romano da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), no Itaim Paulista, após a vitória do Palmeiras sobre o Santos por 1 a 0, em partida válida pela final do Campeonato Paulista.

Segundo o Ministério Público, os réus agiram por motivo fútil, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Na sentença, a juíza Marcia Oshiro destacou que, embora os crimes tenham ocorrido no mesmo local e em um intervalo de tempo próximo, os acusados praticaram ações distintas contra as vítimas, com intenções independentes.

Para a magistrada, restou evidente que os “acusados não agiram amparados em um mesmo impulso criminoso, mas, sim, em reiterado e distinto ato, o que evidencia frieza e intenção”.

Com a decisão desta terça-feira, cinco dos denunciados pelo ataque já foram condenados. Outros dois tinham sido julgados e sentenciados em 2025 pelo mesmo homicídio consumado e pela tentativa de homicídio.

Saiba mais: Membros da Torcida Jovem do Santos são condenados por morte de palmeirense

Relembre o caso

Em 26 de abril de 2015, Claudio Fernando de Morais voltava do jogo entre Palmeiras e Santos acompanhado da namorada e de um amigo. Após a partida, os três foram vítimas de uma emboscada na estação Jardim Romano da CPTM, na zona Leste de São Paulo.

Segundo as investigações, os integrantes da Torcida Jovem do Santos aguardaram os torcedores palmeirenses nas proximidades da estação e os atacaram com socos, chutes e golpes de barras de ferro.

Leia também: Torcedores do Inter são presos por tentativa de homicídio de gremista no RS

Claudio foi socorrido, mas morreu no hospital em decorrência dos ferimentos. O amigo dele também foi agredido, mas sobreviveu e conseguiu deixar o local acompanhado da namorada da vítima.

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MPT investiga assédio moral contra policiais penais em presídio de SP

O MPT (Ministério Público do Trabalho) instaurou um inquérito civil para apurar denúncias de assédio moral, cobranças abusivas e pressão psicológica contra policiais penais da Penitenciária III de Serra Azul (Penitenciária ASP Sandro Alves da Silva), no interior de São Paulo.

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), responsável pela coordenação das unidades prisionais paulistas, é investigada por possível abuso do poder hierárquico, bem como desrespeito aos limites do poder diretivo e afronta aos direitos e garantias fundamentais dos trabalhadores.

A abertura do inquérito foi determinada em 23 de janeiro deste ano pelo procurador do Trabalho Élisson Miessa dos Santos, da Procuradoria do Trabalho em Ribeirão Preto. Segundo o MPT, o processo foi originado a partir de uma denúncia feita por um policial penal da própria unidade, que pediu sigilo de identidade.

Assédio moral, ameaças veladas e abuso de limites

A denúncia do policial penal citada pelo Ministério Público do Trabalho aponta um “quadro de sofrimento no trabalho”. De acordo com o relato, a situação atinge mais de um servidor.

O agente penal afirmou que o ambiente de trabalho na Penitenciária III Serra Azul é caracterizado por cobranças excessivas, metas incompatíveis com a capacidade humana e com a estrutura disponível, além de exigências constantes fora do horário regular de expediente.

O relato ainda cita cobranças abusivas, ameaças veladas, exposição constrangedora e desconsideração dos limites físicos e emocionais dos servidores por parte da coordenadoria.

Segundo o policial, os assédios oriundos dos coordenadores acontecem com certa frequência e não apenas como “episódio isolado”. O homem denunciou ainda que o efeito dessas cobranças resulta em um estresse intenso dos servidores, além de casos de ansiedade, insônia e outros sintomas ligados ao adoecimento mental.

Abuso do poder hierárquico

Para o MPT, em apreciação prévia que fundamentou a abertura do inquérito, a situação enquadra-se como abuso do poder hierárquico.

O procurador Élisson Miessa dos Santos descreve que esse abuso ocorre quando o empregador desrespeita os limites do poder diretivo e afronta direitos e garantias fundamentais dos trabalhadores, expedindo determinações ilícitas ou imorais, aplicando punições que violam a dignidade da pessoa humana ou impondo qualquer penalidade não prevista em lei.

Segundo o documento de apreciação, “a humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, podendo ocasionar graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo levar à morte”.

Determinação do MPT

No âmbito da decisão que instaurou a investigação, o procurador ainda determinou a notificação da SAP e deu prazo de 10 dias para se manifestar sobre as irregularidades e para apresentar a relação nominal e descritiva de todos os servidores da Penitenciária III de Serra Azul que exercem o cargo de policial penal, com endereços, telefones e e-mails.

Além disso, o MPT também solicitou ao Sinppenal (Sindicato da Polícia Penal de São Paulo) informações sobre a unidade e questionou se a organização tinha algum conhecimento sobre os acontecimentos relatados.

Ao MPT, o Sinppenal afirmou que tem “amplo conhecimento da situação relatada” e que, para além disso, o quadro descrito retrata um problema recorrente em todo o sistema prisional paulista: cobranças excessivas, metas incompatíveis com a capacidade humana e com a estrutura disponível, exigências fora do horário de expediente, ameaças veladas e exposição constrangedora dos servidores.

O Sinppenal informou, no entanto, que está impedida de acompanhar de perto o que acontece nas unidades porque o sindicato foi formalmente proibido de fiscalizar as unidades prisionais, por determinação expressa do secretário da SAP.

Em razão da determinação superior, o sindicato ajuizou uma ação judicial contra a SAP por prática de ação antissindical. Segundo a entidade, a ação visa garantir o livre exercício da atividade sindical, incluindo a fiscalização das unidades, com base no artigo 8º da Constituição Federal, nos artigos 500 a 502 da CLT e na Convenção nº 135 da Organização Internacional do Trabalho.

Segundo o MPT, o sindicato pediu, diante da situação, que a promotoria considere no procedimento a existência de um obstáculo institucional imposto pelo próprio ente investigado, que se recusa a permitir o acesso sindical às unidades e, com isso, dificulta a produção de provas diretas e documentais.

O que diz a SAP

À CNN Brasil, a SAP informou que a Corregedoria Geral da Polícia Penal recebeu a documentação do Ministério Público do Trabalho e abriu Procedimento de Apuração Preliminar, que segue em andamento para apuração de eventuais condutas abusivas.

Segundo a Administração Penintenciária, se comprovado irregularidades, “a pasta tomará as medidas cabíveis”.

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Esquema do PCC trocava drogas por assinaturas para projeto de lei no Paraná

O Ministério Público do Paraná deflagrou, nesta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Umbra, que mira um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) investigado por distribuir drogas em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas em presídios.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, no Paraná, além de Avaré e Marília, no estado de São Paulo.

A Justiça também autorizou buscas pessoais e domiciliares, inclusive nas unidades prisionais onde estão detidos alguns dos investigados. Segundo o órgão, as buscas visam apreender aparelhos celulares, drogas, armas, dinheiro em espécie e documentos relacionados às atividades ilícitas.

A ação desta manhã é coordenada pelo Núcleo Regional de Londrina do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Tráfico de drogas e controle regional

Segundo as investigações, o grupo atuava nos municípios abrangidos pelo código de área telefônico DDD 43, no Norte do Paraná, sobretudo em atividades ligadas ao tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e ao controle disciplinar dos membros da organização.

Os investigadores apontaram que a estrutura do PCC regional era comandada por dois irmãos, que ocupavam posições de liderança mas com funções distintas.

Um deles é indicado por exercer a função denominada de “Geral da Região 43”, responsável pela disciplina dos integrantes, pela intermediação de ordens da cúpula da facção, pela autorização ou pelo veto de punições e transferências internas e pela gestão da estrutura regional.

Já o outro irmão ocupava o cargo de “Final 100% do Estado do Paraná”, responsável pela supervisão financeira e operacional das atividades ilícitas no estado. Segundo o MP, ele também atuaria na coordenação do comércio de drogas a partir da zona Sul de Londrina.

Leia também: Operação mira 18 alvos por tráfico de drogas e ligação com o PCC no Paraná

Os demais investigados exerceriam funções específicas na estrutura criminosa, incluindo a contabilidade da organização, a coordenação de pontos de venda de drogas, a gestão do chamado “tribunal do crime” e a negociação de armas de fogo de grosso calibre, inclusive fuzis.

Drogas em troca de assinaturas de projeto de lei

Segundo o Ministério Público, um dos principais pontos identificados durante a investigação foi a organização de uma campanha de coleta de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais em estabelecimentos prisionais.

As investigações apontaram que a iniciativa era promovida pelo PCC em Londrina e região com o objetivo de pressionar o sistema prisional. De acordo com a promotoria, mensagens apreendidas ao longo das apurações indicavam a meta de obter 290 mil assinaturas em todo o país.

Para incentivar a participação, a ramificação da facção no Paraná distribuía porções de drogas a pessoas que apresentassem assinaturas coletadas.

Segundo os investigadores, os entorpecentes eram fornecidos pelos responsáveis pelos pontos de tráfico, conhecidos como “donos de quebradas”. A prática, conforme o MP, era chamada internamente de “trabalho de revertimento”.

Além disso, a apreensão de planilhas e registros durante a investigação levaram os investigadores a identificarem a quantidade de drogas disponibilizada por cada ponto de venda e sua correspondência com o número de assinaturas obtidas. Em um dos registros, cada grama de cocaína equivalia a oito assinaturas.

Atuação nos presídios

Ainda de acordo com as investigações, alguns dos suspeitos de envolvimento no esquema já estavam presos em unidades do sistema penitenciário do Paraná e de São Paulo, mas continuavam exercendo funções na organização criminosa.

Mesmo detidos, as apuração indicam que eles –– supostamente –– repassavam orientações, negociavam armamentos e administravam o fluxo de drogas. Para mascarar a ação e dificultar a identificação da polícia, o grupo utilizava linhas telefônicas registradas em nome de terceiros.

Leia também: PF mira esquema de tráfico internacional de cocaína ligado ao PCC

Os suspeitos investigados no âmbito da Operação Umbra poderão responder pelos crimes de favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas.

Alvos já eram investigados por duplo homicídio

Segundo investigação do Gaeco, há indícios de possível participação de dois dos investigados em um duplo homicídio ocorrido em 2024, em Rolândia, no Norte do Paraná.

O material reunido aponta que o crime teria sido cometido em nome da facção contra um homem que seria integrante de um grupo rival. Na ação, uma criança também foi morta.

O Ministério Público afirmou que um dos investigados apontados nesse contexto teria fugido para o Paraguai e é considerado foragido da Justiça.

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Polícia prende grupo que usava deepfake de Gusttavo Lima em golpe de doação

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de arrecadar quase R$ 10 milhões com falsas campanhas de doação na internet. Para atrair doadores, os alvos usavam vídeos criados com inteligência artificial que reproduziam imagens de Gusttavo Lima e dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros e patrimoniais. Até o momento, cinco investigados foram presos.

Segundo a polícia, dois suspeitos foram localizados em Planaltina (DF), um em Planaltina de Goiás (GO), um em Uberlândia (MG) e outro em Joinville (SC).

A operação também resultou na apreensão de veículos de luxo e na identificação de ativos em criptomoedas avaliados em aproximadamente US$ 400 mil, o equivalente a R$ 2,14 milhões, conforme a cotação desta quarta-feira.

Uso de deepfakes para atrair doadores

Segundo a Polícia Civil, o grupo criava e divulgava páginas falsas de arrecadação de doações, utilizando imagens de idosos, crianças e pessoas com doenças graves para gerar comoção e induzir as vítimas a realizar transferências financeiras.

Para ampliar o alcance das campanhas e atrair mais pessoas, os investigados recorriam a ferramentas de inteligência artificial, incluindo as chamadas ‘deepfakes’, para criar vídeos falsos com imagens de personalidades públicas, como Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

Os conteúdos também incluíam representações religiosas, entre elas imagens de Jesus Cristo, de acordo com as investigações.

As publicações circulavam nas redes sociais e direcionavam os usuários a páginas que simulavam campanhas beneficentes legítimas. Os valores arrecadados, porém, eram transferidos para contas bancárias controladas pelo grupo.

Mais de 215 mil transações em 45 dias

As apurações mostraram que, entre 13 de outubro e 26 de novembro de 2025, uma única empresa vinculada à organização recebeu 215.575 transações, que totalizaram mais de R$ 9.8 milhões.

Segundo a polícia, os pagamentos eram, majoritariamente, de pequenos valores, especialmente R$ 30 e R$ 50. O padrão aplicado pelo grupo sugere um número expressivo de vítimas em diferentes regiões do país, ainda que a soma de transações não corresponda necessariamente ao número de pessoas afetadas.

Ainda de acordo com as investigações, o grupo mantinha uma estrutura criminosa organizada com divisão de tarefas. Os investigados trabalhavam no desenvolvimento tecnológico das fraudes, na administração de redes sociais, na formalização de empresas e na movimentação e dispersão dos recursos financeiros.

Fraudes eletrônicas

A análise de contas eletrônicas também revelou mais de 230 GB de arquivos, incluindo vídeos, imagens, roteiros, códigos de programação, bancos de dados e materiais destinados à produção de novas campanhas fraudulentas. Segundo a polícia, em uma única conta, os investigadores encontraram mais de 210 GB de conteúdo.

No Distrito Federal, cruzamentos de informações identificaram 66 registros de ocorrência envolvendo empresas apontadas como destinatárias de valores relacionados a fraudes eletrônicas. Entre os casos mencionados pela investigação estão golpes de falsas compras, boletos fraudulentos e investimentos fictícios.

Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes que venham a ser identificados no decorrer da apuração.

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PF mira grupo suspeito de fraude com prejuízo potencial de R$ 10 bilhões

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta quarta-feira (28), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar a concessão do Seguro Defeso a pescadores artesanais no Maranhão. Segundo as investigações, o esquema poderia causar um prejuízo de R$ 10 bilhões aos cofres públicos em cinco anos.

A ação, que conta com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União), mobiliza cerca de 160 policiais federais e cumpre 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios maranhenses.

Durante a operação, dois agentes públicos foram afastados cautelarmente por suspeita de envolvimento no esquema.

A Justiça também determinou 17 medidas cautelares diversas da prisão, com o objetivo de interromper a atuação do grupo e preservar a instrução processual.

Além disso, foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores dos investigados, para garantir o eventual ressarcimento dos danos aos cofres públicos e impedir a ocultação ou a dissipação de patrimônio supostamente proveniente das atividades criminosas.

Fraude em concessão de seguro

Segundo a PF, o esquema consistia em fraudes envolvendo a concessão indevida do Seguro Defeso, que assegura renda aos pescadores artesanais durante o período em que a atividade pesqueira é legalmente interrompida.

As investigações apontaram que o grupo praticava as fraudes mediante a inserção de informações falsas em sistemas governamentais, utilização de documentos fraudulentos e possível participação de agentes públicos e particulares.

Provas e análises realizadas até o momento indicaram que a atuação da organização criminosa poderia causar um prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões aos cofres públicos em cinco anos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema informatizado da Administração Pública, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Leia também: Operação mira prefeitura do interior de SP por fraude em contratos públicos

Diligências

Durante o cumprimento das buscas, os agentes apreenderam veículos de alto valor, armas, documentos e telefones celulares.

Veja imagens da ação:

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    Ação mira organização criminosa suspeita de fraudar a concessão do benefício do Seguro Defeso, que assegura renda aos pescadores artesanais • Divulgação/PF-MA

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    Ação mira organização criminosa suspeita de fraudar a concessão do benefício do Seguro Defeso, que assegura renda aos pescadores artesanais • Divulgação/PF-MA

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    Ação mira organização criminosa suspeita de fraudar a concessão do benefício do Seguro Defeso, que assegura renda aos pescadores artesanais • Divulgação/PF-MA

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    Ação mira organização criminosa suspeita de fraudar a concessão do benefício do Seguro Defeso, que assegura renda aos pescadores artesanais • Divulgação/PF-MA

A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem com a análise do material apreendido e o aprofundamento das diligências, para identificar outros envolvidos, impedir a extensão da atuação criminosa e definir com precisão os prejuízos causados ao erário.

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Justiça condena caseiro por morte de idosa achada em poço no interior de SP

A Justiça de São Paulo condenou o caseiro Paulo Henrique Vieira, acusado pelo latrocínio e ocultação de cadáver da idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, a 26 anos de reclusão em regime inicial fechado. A sentença foi proferida na última sexta-feira (23), pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Bauru.

O corpo da vítima foi encontrado em um poço desativado dentro de uma propriedade na Estrada Municipal Murilo Vilaça Maringoni, em Bauru, no interior do estado.

Segundo a decisão, obtida pela CNN Brasil, Paulo aproveitou a proximidade com Dagmar –– que lhe oferecia trabalho, moradia e ajuda financeira ––, para roubar os bens da vítima, incluindo uma caminhonete, televisor e um botijão de gás.

A investigação aponta que, após a morte, o réu escondeu o corpo em um poço com profundidade estimada entre 25 e 30 metros e fugiu do local com a caminhonete roubada. O cadáver só foi localizado após mais de 20 dias de escavações, em janeiro deste ano.

Condenação

Ao longo do processo, o caseiro confessou ter matado Dagmar e jogado o corpo no poço. De acordo com o réu, ele matou a vítima após um suposto tapa desferido por ela em seu rosto.

O juiz, no entanto, afastou a alegação da defesa de que a reação decorreu de uma suposta agressão ou lesão corporal acidental, destacando a ausência de provas para essa versão e a clara motivação de subtração e busca de impunidade.

A esposa de Paulo, Daniela Aparecida dos Santos, também ré no processo, foi absolvida das acusações de latrocínio e ocultação de cadáver.

Para o magistrado, não havia provas de que ela tivesse participado do ataque à vítima ou combinado previamente com o marido a prática do crime.

A sentença considerou que a participação de Daniela nas trocas de veículos ocorreu depois da morte e não demonstrou envolvimento no roubo seguido de morte.

Relembre o caso

O corpo da idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrado em 21 de janeiro, dentro de um poço desativado localizado em uma propriedade na Estrada Municipal Murilo Vilaça Maringoni, em Bauru, no interior de São Paulo. Ela estava desaparecida desde dezembro de 2025.

No local, os investigadores apreenderam um documento de identificação e um cartão bancário em nome da vítima.

Local onde Corpo de idosa desaparecida desde dezembro foi encontrado • Cássia Peres

O laudo necrocoscópico apontou que a morte foi provocada por traumatismo cranioencefálico decorrente de trauma no polo cefálico, produzido por agente contundente. A perícia constatou ainda uma lesão na cabeça, possívelmente ocasionada por um forte golpe no crânio.

Foram identificadas diversas fraturas na costela, o que indica que a vítima ainda se encontrava viva quando sofreu o segundo trauma.

Por fim, o perito médico-legal registrou expressamente no laudo a constatação do emprego de meio cruel.

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“Assustador”, diz dentista vítima de importunação sexual em academia de SP

A cirurgiã-dentista Sabrina Coutinho, de 28 anos, denunciou ter sido vítima de importunação sexual enquanto treinava em uma academia no Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, na tarde de domingo (25). Em relato à Itatiaia, Sabrina classificou o episódio como “constrangedor” e “assustador”.

Segundo ela, por volta das 12h, enquanto praticava musculação, percebeu que um homem, posteriormente identificado como Bruno Edamatsu Berton, a encarava.

A vítima conta que estava deitada durante um exercício para os músculos posteriores quando o homem ficou de frente para ela e começou a se tocar. “Quando eu percebi que ele tava fazendo alguns movimentos com a mão, eu sentei e comecei a gravar”, relatou.

Segundo Sabrina, quando conseguiu reagir, Bruno se levantou para guardar o peso que, de acordo com ela, fingia estar utilizando. Em seguida, ela procurou os professores da academia para dar queixa do caso e foi acompanhada por eles até a recepção.

“[…] Na recepção, eu sento, eles me entregam água e o Bruno passa por mim. Nessa que o Bruno passa por mim, eu tento segurar ele, tento impedi-lo de fugir, os professores vão atrás, aí ele sai correndo pela recepção. Ele entra no carro dele e vai embora”, contou.

Após a fuga do homem, a dentista foi acompanhada até a delegacia e denunciou o ocorrido. Até o momento, Bruno não foi localizado.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.

Entenda o caso

Uma cirurgiã-dentista de 28 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual enquanto treinava em uma academia no Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, neste domingo (25). O caso é investigado pela Polícia Civil.

Nas redes sociais, Sabrina Coutinho relatou que o homem, identificado como Bruno Edamatsu Berton, se expôs e se masturbou na frente dela enquanto ela fazia um exercício.

Ao perceber o que estava acontecendo, a dentista filmou a situação e avisou os professores da academia. As imagens mostram o homem encarando Sabrina enquanto realiza o ato obsceno. Veja:

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que o caso foi registrado no 99º DP (Campo Grande) como importunação sexual.

Em nota, a academia Peralta Fitness repudiou o episódio e informou que bloqueou o acesso de Bruno Berton, proibindo-o de frequentar todas as unidades da rede. A empresa afirmou ainda que acolheu Sabrina, prestou apoio e a acompanhou à delegacia.

Leia na íntegra:

“A Peralta Fitness manifesta seu total repúdio ao episódio de assédio relatado por uma aluna em uma de nossas unidades. Reconhecemos a gravidade do ocorrido e nos solidarizamos com ela. Nenhuma mulher deve passar por uma situação como essa.

Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, acolhemos a aluna, prestamos apoio e a acompanhamos à delegacia. O homem envolvido teve seu acesso bloqueado e está proibido de frequentar nossas unidades.

Sobre a menção a um episódio anterior envolvendo o mesmo homem, esclarecemos que, conforme as informações que chegaram ao nosso conhecimento, esse relato se refere a outra academia, sem vínculo com a Peralta Fitness. Não tínhamos conhecimento desse histórico antes do ocorrido em nossa unidade.

Seguimos ao lado da aluna e à disposição dela e das autoridades para colaborar com a apuração, inclusive com o fornecimento das imagens de segurança disponíveis e das informações necessárias, respeitando sua privacidade.”

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Polícia indicia quatro por morte de amigos após cobrança de dívida no PR

Após um ano de investigações sobre a morte de quatro amigos que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, no Paraná, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou quatro pessoas por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.

Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram após o encontro e foram encontrados em uma vala 44 dias depois.

Em agosto deste ano, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos no interior de São Paulo. Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscarioll foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras.

O outro filho de Antônio, cujo nome não foi divulgado, foi preso em Santa Bárbara d’Oeste. O quarto investigado já estava preso por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão cumprido dentro do sistema penitenciário.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos indiciados. O espaço segue aberto.

Conclusão da polícia

Segundo o delegado Thiago Andrade Inácio, as vítimas teriam sido atraídas para uma propriedade rural para negociar uma dívida relacionada ao desfazimento de um negócio imobiliário.

O valor era de R$ 255 mil, dividido em dez notas promissórias. No local, os quatro amigos teriam sido surpreendidos por uma emboscada e mortos a tiros de armas de diferentes calibres.

“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirmou o delegado.

Leia também: Dívida milionária e carro enterrado: relembre caso de amigos mortos no PR

De acordo com a Polícia Civil, os quatro indiciados são homens da mesma família. A prisão dos três suspeitos em agosto foi resultado de levantamentos de inteligência policial realizados pela corporação.

Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público para análise. As investigações, no entanto, continuam para apurar a possível participação de outras pessoas nos homicídios, incluindo suspeitos de envolvimento na execução, no apoio logístico e na ocultação de vestígios.

Cobrança de dívida e desaparecimento

Segundo as investigações, Alencar Gonçalves de Souza solicitou os serviços de Rafael, Robishley e Diego Henrique para auxiliá-lo na cobrança de uma dívida de R$ 255 mil referente à venda de uma propriedade rural, em agosto de 2024, para a família de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.

À época do crime, o delegado Gabriel Menezes, da cidade de Umuarama (cerca de 60 km de Icaraíma), informou que a propriedade foi escriturada e chegou a ser transferida para um membro dessa família, no dia 5 de agosto de 2024. Ele afirma que passado um ano, ainda não teria ocorrido o pagamento do valor acordado, que seriam 10 parcelas de R$ 25 mil.

No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar a dívida. Em Icaraíma, eles encontraram Alencar, que teria encomendado o serviço e seria o mediador da cobrança. Após o sumiço e a falta de contato com os familiares, os homens foram dados como desaparecidos.

Carro encontrado enterrado em bunker

O carro utilizado pelos quatro homens no Paraná foi encontrado em 12 de setembro, em uma área de mata do município de Icaraíma. O veículo, que estava coberto por uma lona, passou por perícia e foi apreendido. Segundo a Polícia Civil, o carro estava enterrado em uma espécie de bunker.

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

A Polícia Militar Ambiental relatou que policiais notaram uma irregularidade no terreno durante um patrulhamento. Os agentes decidiram escavar o local e localizaram uma lona, que cobria a lataria de um carro branco.

A Polícia Civil do Paraná identificou marcas de disparo de arma de fogo e vestígios de sangue na lataria e no interior do carro.

Desaparecidos no PR: corpos foram encontrados com marcas de tiro e em vala

Corpos encontrados em uma vala

Depois de 44 dias do sumiço, os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados em uma vala na cidade de Icaraíma, na madrugada de 19 de setembro de 2025.

A localização das vítimas ocorreu em uma área rural de Icaraíma, cidade no noroeste do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, os corpos apresentavam marcas de perfurações de arma de fogo. Na mesma vala, estavam pertences dos homens.

As equipes localizaram uma área com sinais de alteração no solo, dissimulada sob galhos e vegetação seca. Durante as escavações, os policiais encontraram os corpos.

Baleados e politraumatismo

A morte de três dos quatro homens que saíram de São Paulo para cobrar uma dívida de R$ 255 mil no interior do Paraná foram causadas por traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e ferimentos por arma de fogo, de acordo com laudo do IML (Instituto Médico-Legal).

Os laudos divulgados foram os de Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, Robishley Hirnani de Oliveira, de 53, e Diego Henrique Afonso, de 39. A declaração de óbito de Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos, não foi divulgada.

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Operação mira ex-líder de centro espírita investigado por violência sexual

O Ministério Público de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para investigar crimes contra a dignidade sexual supostamente praticados pelo ex-presidente e líder espiritual da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Goiânia.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia. As buscas ocorreram em endereços ligados ao investigado na capital, incluindo a sede da comunidade espírita.

A Justiça também autorizou o afastamento do sigilo de dados telemáticos e determinou medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo e a proibição de acessar ou frequentar a sede da entidade, além de participar de atividades e eventos promovidos pela comunidade em outros endereços.

Segundo o Ministério Público, o investigado teria se aproveitado da fé das mulheres assistidas pela instituição e de sua posição de autoridade espiritual para submetê-las a condutas que configuram crimes contra a dignidade sexual.

Abuso da liderança e violação sexual

A investigação teve início após uma notícia-crime apresentada por uma integrante do centro religioso. De acordo com Ministério Público, o homem usava da liderança religiosa para submeter fiéis a crimes contra a dignidade sexual, como violação sexual mediante fraude.

Segundo as apurações, há indícios de que o ex-presidente tenha divulgado, sem consentimento, fotografias e vídeos íntimos de uma das vítimas.

De acordo com o órgão, os elementos reunidos na investigação também apontam que outras mulheres podem ter sido vítimas de condutas semelhantes no mesmo contexto institucional.

Exploração da vulnerabilidade social das vítimas

As provas reunidas até o momento indicam que o investigado teria explorado a vulnerabilidade social de pessoas atendidas pelo programa assistencial da comunidade.

Segundo a investigação, ele teria usado a distribuição de cestas básicas como contrapartida para obter material de conteúdo sexual.

Em julho deste ano, uma assembleia geral extraordinária destituiu o investigado da presidência da comunidade. Desde então, conforme a promotoria, a sede está temporariamente fechada e sob nova administração.

O Ministério Público ainda recebeu informações de que o ex-líder estaria desenvolvendo atividades religiosas em Santa Helena de Goiás e articulando a abertura de um novo centro espírita.

A possibilidade de retomada dessas atividades aumentou a preocupação de que ele volte a usar a posição de liderança religiosa para se aproximar de outras mulheres em situação de vulnerabilidade.

A operação é conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça, com apoio da 44ª Promotoria de Justiça de Goiânia, do Centro de Apoio Operacional Criminal, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Navita (Núcleo de Apoio às Vítimas).

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Dentista denuncia importunação sexual dentro de academia na zona Sul de SP

Uma cirurgiã-dentista de 28 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual enquanto treinava em uma academia no Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, neste domingo (25). O caso é investigado pela Polícia Civil.

Nas redes sociais, Sabrina Coutinho relatou que o homem, identificado como Bruno Edamatsu Berton, se expôs e se masturbou na frente dela enquanto ela fazia um exercício.

Ao perceber o que estava acontecendo, a dentista filmou a situação e avisou os professores da academia. As imagens mostram o homem encarando Sabrina enquanto realiza o ato obsceno. Veja:

Segundo a vítima, o suspeito fugiu após ser abordado pelos professores. Sabrina foi acompanhada até a delegacia, onde denunciou a ocorrência.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que o caso foi registrado no 99º DP (Campo Grande) como importunação sexual. A Polícia Civil realiza diligências para localizar o suspeito.

Academia repudiou o ato

Em nota, a academia Peralta Fitness repudiou o episódio e informou que bloqueou o acesso de Bruno Berton, proibindo-o de frequentar todas as unidades da rede. A empresa afirmou ainda que acolheu Sabrina, prestou apoio e a acompanhou à delegacia.

Leia na íntegra:

“A Peralta Fitness manifesta seu total repúdio ao episódio de assédio relatado por uma aluna em uma de nossas unidades. Reconhecemos a gravidade do ocorrido e nos solidarizamos com ela. Nenhuma mulher deve passar por uma situação como essa.

Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, acolhemos a aluna, prestamos apoio e a acompanhamos à delegacia. O homem envolvido teve seu acesso bloqueado e está proibido de frequentar nossas unidades.

Sobre a menção a um episódio anterior envolvendo o mesmo homem, esclarecemos que, conforme as informações que chegaram ao nosso conhecimento, esse relato se refere a outra academia, sem vínculo com a Peralta Fitness. Não tínhamos conhecimento desse histórico antes do ocorrido em nossa unidade.

Seguimos ao lado da aluna e à disposição dela e das autoridades para colaborar com a apuração, inclusive com o fornecimento das imagens de segurança disponíveis e das informações necessárias, respeitando sua privacidade.”

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.

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OAB suspende decisão que impede Deolane de exercer advocacia em SP

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) anulou, nesta segunda-feira (26), a decisão que suspendia o exercício da advocacia pela influenciadora Deolane Bezerra Santos. A medida havia sido imposta em junho e impedia a atuação profissional da advogada.

Na ocasião, a instituição determinou a suspensão do exercício da advocacia por um prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias.

A decisão foi contestada por meio de recurso, que resultou na anulação da medida nesta segunda-feira.

Em nota, a OAB-SP informou que apura todas as infrações de que toma conhecimento, seja por meio de representaçõe ou de fatos divulgados publicamente, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina.

A instituição ressaltou que os processos tramitam sob sigilo e, por isso, não pode fornecer informações sobre eventuais apurações ou instaurações.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Deolane e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Entenda: OAB-SP suspende Deolane Bezerra e a impede de exercer advocacia

Presa por suposto envolvimento com o PCC

Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A influenciadora é suspeita de possuir envolvimento direto com a facção e ocupar uma posição de destaque na estrutura criminosa, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Leia também: Investigação do Gaeco aponta ligação direta de Deolane Bezerra com PCC

Apurações apontaram que Deolane tinha vínculos estreitos – pessoais e negociais – com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades.

O objetivo da Operação Vérnix, terceira fase da investigação, era expor ainda mais o esquema mais amplo de lavagem de capitais.

A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.

Os levantamentos mostraram ainda o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

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Justiça nega habeas corpus de tenente-coronel preso por feminicídio em SP

A Justiça de São Paulo negou, na última sexta-feira (23), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

A CNN Brasil teve acesso à íntegra da decisão, relatada pelo desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 9ª Câmara de Direito Criminal do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

No pedido, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares, além da expedição de um alvará de soltura. Os advogados alegaram que a prisão não tem fundamentação adequada e representa constrangimento ilegal ao réu.

A defesa também argumentou que Neto tem endereço fixo, ocupação lícita e não representa risco à ordem pública ou à instrução processual. Segundo o requerimento, o tenente-coronel colaborou com as investigações, inclusive ao “participar espontaneamente da reprodução simulada dos fatos”.

Ao analisar o pedido liminar, o Tribunal não identificou ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata do réu. Na decisão, o desembargador afirmou que os argumentos apresentados pela defesa se confundem com o mérito do habeas corpus e, portanto, exigem uma análise mais aprofundada, que não cabe nos limites da apreciação liminar.

“Não sou assassino”

Durante interrogatório de mais de oito horas, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, declarou à Justiça que não é assassino e que segue preso injustamente há mais de 200 dias por um crime que não cometeu.

A CNN Brasil obteve acesso a íntegra do depoimento, prestado na última segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Ao longo do relato, Neto relembra o relacionamento com Gisele e afirma que, após o ocorrido, foi criada uma narrativa de que ele era um homem agressivo e violento com ela.

“Porque até o dia 18 de fevereiro de 2026 [dia da morte da soldado], se eu colocasse o meu nome no Google, tinha tantas coisas boas de mim, tantas ocorrências boas, 35 anos de serviço […] Eu não sou um assassino”, afirma.

Leia também: Em depoimento, tenente-coronel fala em armação da perícia para incriminá-lo

Réu por feminicídio e fraude processual

Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Segundo a investigação, o tenente-coronel interferiu na cena do crime e no curso do caso.

Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.

Após o interrogatório de Neto, ocorrido no dia 5 de outubro, o oficial e a defesa da família de Gisele devem apresentar as alegações finais do caso. Finalizado esse processo, a juíza do caso avaliará os autos e decidirá se o caso será submetido ou não a júri popular.

 

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Polícia investiga saudação nazista feita por mulher durante votação no RJ

Uma mulher foi gravada fazendo uma saudação nazista na tarde deste domingo (25), segundo turno das eleições de 2026, no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro. A polícia investiga o caso.

Nas imagens, cedidas à CNN Brasil, a mulher aparece caminhando pelo colégio, que é um local de voto, e fazendo o gesto. Ela é questionada por pessoas que presenciaram a cena.

Ao ser confrontada, ela rebate: “Você é comunista?”. Um homem responde ser judeu, ao que ela responde: “Pior ainda”.

Veja o vídeo: 

Créditos: @dpontanews

À CNN Brasil, o Colégio Santo Inácio afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação de apologia ao nazismo, discriminação ou preconceito, condutas inaceitáveis e incompatíveis com seus princípios humanos e cristãos”.

Segundo a instituição, no dia do pleito, o espaço esteve temporariamente sob a responsabilidade e jurisdição da Justiça Eleitoral para servir como local de votação e, por isso, o controle de acesso e a segurança pública do prédio competem às autoridades eleitorais e policiais.

A unidade de ensinou declarou ainda que está à disposição da Justiça Eleitoral e da Polícia Civil para cooperar com a apuração dos fatos.

Em nota, a Polícia Civil do Rio informou que o caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo). Segundo a corporação, diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Federação Israelita repudiou episódio

A FIERJ repudiou o ocorrido em uma nota publicadas nas redes sociais. Veja abaixo: 

“A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) manifesta seu mais veemente repúdio ao episódio de antissemitismo ocorrido neste domingo, 25 de outubro, nas proximidades de um local de votação em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Conforme relato recebido pela Federação, acompanhado de registro em vídeo, uma mulher teria realizado reiteradamente a saudação nazista, inclusive após ser questionada por cidadãos que presenciaram a cena. Ao ser informada de que um dos presentes era judeu, teria respondido: “pior ainda”.

Trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo

É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira.

A FIERJ informa que um boletim de ocorrência já foi registrado junto às autoridades policiais e acompanhará de perto a apuração dos fatos, cobrando a responsabilização dos envolvidos e a adoção das medidas legais cabíveis.

O antissemitismo não pode ser naturalizado, relativizado ou tolerado. A apologia ao nazismo e as manifestações de ódio não encontram espaço em uma sociedade democrática. Não há democracia possível quando o ódio e a intolerância são tratados com indiferença.”

Em nota, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) afirmou que “trata-se de caso concreto, que a Justiça pode vir a julgar e, portanto, está impedido pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), de se manifestar sobre o tema”.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa da mulher que aparece no vídeo. O espaço segue aberto.

 

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