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Miguel Gameiro & Pólo Norte As canções que cruzam gerações

Photo: @copyright

Há canções que deixam de pertencer apenas a quem as escreveu e passam a fazer parte da vida de quem as ouve. Acompanham histórias de amor, momentos marcantes e atravessam gerações. Os Pólo Norte são um dos exemplos mais marcantes desse fenómeno na música portuguesa. Liderada por Miguel Gameiro, a banda marcou a década de 90 e, décadas depois, continua presente na memória e no coração de muitos portugueses. 

O Milénio Stadium esteve à conversa com o músico, que recordou o percurso dos Pólo Norte, a ligação emocional com o público, as mudanças na indústria da música e a nova digressão em formato acústico, que leva a banda a salas e auditórios de todo o país. Quando se fala dos Pólo Norte, é inevitável recordar temas como Grito, Aprender a Ser Feliz, O Teu Nome ou Lisboa. Canções com décadas de existência que continuam a ser cantadas por várias gerações. Qual será, afinal, o segredo para criar músicas capazes de resistir ao tempo? Miguel Gameiro admite não ter uma resposta concreta. Fala, antes, da forma como a banda sempre encarou a música: escrever com amor, compor com verdade, cantar com honestidade e tocar com entrega. É nessa autenticidade que, para o músico, reside a verdadeira magia: quando uma canção ultrapassa o estúdio, chega ao coração de alguém e passa a fazer parte da sua história. 

Saber que uma música esteve presente num casamento, numa história de amor ou num momento importante da vida de alguém é, para qualquer artista, motivo de orgulho. Esse vínculo torna-se particularmente evidente nos concertos, onde não é raro ver pais e filhos a cantar juntos os mesmos refrões. Apesar de os mais jovens terem hoje acesso a uma multiplicidade de novos estilos e tendências, a música transmitida em casa continua a manter vivos os clássicos do pop-rock português. É também essa ligação que ganha uma nova dimensão na atual digressão dos Pólo Norte, num formato mais acústico e intimista. Longe da dimensão dos festivais e das festas populares, os teatros e auditórios permitem uma relação mais próxima entre músicos e público. Há silêncio, escuta e atenção a cada nota. Para Miguel Gameiro, este formato coloca maiores desafios aos músicos, mas proporciona uma troca emocional única. 

Numa sala fechada, cada acorde, cada respiração e cada palavra ganham outra intensidade. É um palco que pode trazer uma maior sensação de vulnerabilidade, sobretudo no início, mas onde a resposta do público acaba por transformar cada concerto numa experiência especial. Muitas vezes, basta ouvir os primeiros acordes para surgirem os aplausos. Ao longo de três décadas de carreira, Miguel Gameiro teve ainda oportunidade de partilhar experiências com alguns dos grandes nomes da música portuguesa, como Jorge Palma e Luís Represas. Dessas relações, guarda aprendizagens que vão muito além da música: a humildade, o respeito pela profissão, o amor pela arte e, sobretudo, a importância de manter a verdade em palco. 

O músico recorda momentos em estúdio e conversas que contribuíram para moldar a sua visão sobre a profissão. Uma certeza permanece: a entrega e o respeito pela música devem estar sempre acima de qualquer sucesso passageiro. Também o panorama atual da indústria é muito diferente daquele que os Pólo Norte encontraram quando começaram, em meados dos anos 90. Naquela época, um álbum tinha tempo para crescer. Havia vários singles, apresentações, concertos e espaço para que as músicas conquistassem gradualmente o público e as rádios.

Hoje, a realidade é marcada pela velocidade das plataformas digitais e das redes sociais. Miguel Gameiro identifica ainda uma maior aposta em projetos a solo, num contexto em que manter uma banda exige tempo, ensaios, cumplicidade e maturidade elementos que nem sempre encontram espaço na indústria atual.

Ainda assim, o músico reconhece e valoriza os projetos da nova geração que continuam a apostar no conceito de banda e na criação coletiva. Afinal, a cumplicidade entre músicos é, para si, uma parte insubstituível daquilo que torna uma banda especial. E quanto ao futuro dos Pólo Norte? Miguel Gameiro garante que já não existe a preocupação de corresponder às exigências do mercado ou da rádio convencional. Se surgirem novas canções, serão feitas sobretudo a pensar em quem acompanha a banda há décadas. Depois de tantos anos de estrada, aquilo que continua a levar Miguel Gameiro ao palco é, afinal, algo simples: uma sala cheia, a energia do público e a possibilidade de deixar uma boa memória em quem está do outro lado. Que cada pessoa saia de um concerto com uma recordação feliz, uma reflexão ou simplesmente um sentimento positivo. É essa a ambição. E assim, entre canções que resistem ao tempo e novas histórias que continuam a nascer em cada concerto, Miguel Gameiro mantém-se fiel à música e ao público. Porque, tal como diz uma das canções mais emblemáticas dos Pólo Norte, a vida é também um caminho contínuo onde todos continuamos a aprender a ser felizes.

Paulo Perdiz/MS

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Dua Lipa: A cantora e os livros

Credito: DR

Quatro meses depois da inauguração, a cantora Dua Lipa conheceu na Livraria Lello a biblioteca de 100 livros que criou em parceria com o Service95 Book Club. A ligação de Dua Lipa à literatura continua este mês em Londres, com vários encontros no London Literature Festival.

A cantora foi reconhecida pelos fãs que se encontravam à porta e parou para tirar fotografias com alguns deles, antes de entrar no espaço que já tinha escolhido como um dos seus destinos de passagem obrigatória. A presença na cidade acontece depois de uma passagem por Milão e quatro meses após a abertura da Manifesto Library, a 27 de junho. Apesar de ter estado envolvida na criação do projeto, Dua Lipa não participou na inauguração, integrada na programação do BABELL – Cidade dos Livros.

A relação com a histórica livraria portuense é especial. Em junho, numa parceria com o Google Maps, a artista incluiu a Lello numa lista de 130 lugares que considera de passagem obrigatória nas suas viagens. A seleção abrangia 47 países e tinha dois espaços portugueses: além da livraria no Porto, a Amor Records, em Lisboa. A Manifesto Library está instalada no novo auditório cultural da Livraria Lello, projetado por Álvaro Siza Vieira. Nas estantes estão 100 obras agrupadas em torno de temas como poder, controlo, voz e memória, entre títulos que foram proibidos ou censurados em diferentes contextos.

MS

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Hipnose clínica: O que a ciência descobre quando espreita para dentro da mente

Credito: DR

Durante muito tempo, falar de hipnose era falar de espetáculo: pêndulos a oscilar, voluntários a fazer figuras em palco, a promessa de alguém capaz de controlar a vontade alheia. Essa imagem ainda persiste no imaginário coletivo, mas está cada vez mais longe do que os investigadores observam nos laboratórios e do que os profissionais de saúde fazem nos consultórios.

À luz da neurociência e das ciências do comportamento, a hipnose clínica tem vindo a ganhar um novo estatuto: o de ferramenta terapêutica credível, assente em mecanismos cerebrais e processos psicológicos que já é possível descrever com algum rigor. Segundo os especialistas, trata-se de um estado natural da mente, marcado por uma atenção intensamente focada, uma maior abertura à sugestão e alterações específicas na atividade do cérebro.

Há um mito que a investigação das últimas décadas tem desmontado com particular insistência: o de que a pessoa hipnotizada perde o controlo. Os estudos indicam precisamente o contrário. Trata-se de um processo ativo, em que o indivíduo se mantém consciente e participa de forma intencional na experiência.

Os exames de neuroimagem ajudam a perceber o que se passa durante o estado hipnótico. Os investigadores observam mudanças na forma como diferentes redes cerebrais comunicam entre si. Isto acontece sobretudo no córtex pré-frontal, ligado à atenção e à tomada de decisões, e na chamada rede de modo padrão (Default Mode Network), associada aos pensamentos sobre nós próprios. Abrange também as áreas responsáveis pela perceção e pela integração dos sentidos.

Na prática, explicam os cientistas, este padrão traduz uma maior facilidade em dirigir a atenção para dentro, deixando em segundo plano o ruído do mundo exterior. É nesse espaço que se torna mais fácil reinterpretar pensamentos e emoções. Por isso, há quem descreva a hipnose como um estado de elevada plasticidade mental.

No centro da hipnose está a sugestão terapêutica. Ao contrário do que se possa pensar, o paciente não a recebe passivamente. A sugestão funciona como um estímulo estruturado, capaz de influenciar a forma como se pensa, se percebe e se reage emocionalmente.

Com a repetição e com a experiência vivida em estado hipnótico, essas sugestões podem contribuir para alterar circuitos neurais. Este fenómeno é conhecido como neuroplasticidade. É aqui que reside, segundo os especialistas, a chave da mudança de comportamento: reformular hábitos, atenuar reações automáticas que prejudicam o dia a dia e desenvolver novas formas de autorregulação.

Aquilo a que antes se chamava, de forma algo vaga, “trabalhar o inconsciente” tem hoje uma explicação mais concreta. Trata-se da ativação de processos neurocognitivos que ajudam a pessoa a reorganizar-se por dentro.

Um travão para a ansiedade

A regulação emocional é um dos campos onde a hipnose tem mostrado resultados mais relevantes, sobretudo em casos de ansiedade, stress e dor crónica. A combinação de foco e sugestão dirigida parece modular a atividade da amígdala, a estrutura cerebral que está no centro das respostas ao medo e ao stress.

Ao mesmo tempo, reforça-se a atividade das regiões ligadas ao controlo executivo. Isso permite responder de forma mais consciente, e menos impulsiva, aos estímulos emocionais. Vivemos num tempo marcado pela sobrecarga e pela estimulação constante, e para muitos profissionais este equilíbrio entre reagir e controlar é essencial à saúde mental.

Os efeitos não ficam pela cabeça. A experiência hipnótica está associada a alterações fisiológicas mensuráveis. O coração abranda, os níveis de cortisol (a hormona do stress) descem e ativa-se o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo repouso e pela recuperação do organismo. A respiração e a concentração interna desempenham aqui um papel importante.

Tal como outras abordagens mente-corpo, a hipnose reforça uma ideia que a ciência tem vindo a consolidar: a relação entre mente e corpo funciona nos dois sentidos. É possível influenciar processos físicos através de mecanismos psicológicos bem estruturados.

Um complemento, não um milagre

Hoje, a hipnose clínica é usada como complemento em várias áreas da saúde. Vai da gestão da dor às perturbações de ansiedade, e passa também pela insónia, pelos comportamentos aditivos e pela preparação para procedimentos médicos.

Os especialistas são, no entanto, claros num ponto: a hipnose não substitui os tratamentos médicos ou psicológicos convencionais. Pode, isso sim, potenciar os seus efeitos, desde que seja aplicada de forma adequada e por profissionais qualificados. Os resultados dependem de vários fatores, como a relação com o terapeuta, a motivação de quem procura ajuda e a consistência da prática.

Longe dos palcos, a hipnose revela-se, afinal, menos como um truque e mais como uma forma de chegar aos recursos que a própria mente já tem.

MS

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“Presenças”: Artista Belga Verónique Sabban vai a Loulé para primeira Mostra fora do seu país

De 9 de outubro a 21 de novembro, a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé, apresenta “Presenças”, da artista belga Véronique Sabban, sob curadoria de João Serrão.

A exposição marca a estreia da artista fora da Bélgica e reúne um arco temporal de três décadas de produção (1996–2026), focado na sua contínua e obsessiva investigação em torno do rosto humano.

Entre a pintura e a escultura, a mostra contrapõe o gesto visceral e fluido da pincelada sobre a tela ao processo físico e tátil de peças tridimensionais. Afastando-se da representação figurativa convencional, a artista toma o rosto como um território infinito, em que a matéria e a mancha dão corpo à interioridade e à vulnerabilidade da condição humana.

A exposição inaugura esta sexta-feira, 9 de outubro, às 18h, e pode ser visitada das 10h00 às 13h30 e das 14h30 às 18h00. A entrada é livre.

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Rita Guapo vem à biblioteca municipal de Silves falar sobre educação e parentalidade consciente

No âmbito do projeto Matéria Prima, o Município de Silves, através do Setor da Juventude, promove no próximo dia 24 de outubro, entre as 10h00 e as 13h00, mais uma sessão do workshop de Educação e Parentalidade Consciente “A adolescência não é um cadilho nem um sarilho”, dinamizado por Rita Guapo.

A Psicóloga Rita Guapo regressa à Biblioteca Municipal de Silves para promover um espaço de reflexão sobre os desafios e as transformações inerentes ao processo de desenvolvimento na adolescência. A sessão irá abordar a importância de compreender o comportamento dos jovens, incentivando uma comunicação familiar mais significativa, assente em relações positivas e de maior conexão.

Partindo do princípio de que não existem fórmulas universais na missão de educar, este workshop convida pais, educadores e profissionais a aprofundar o seu conhecimento sobre as vivências e o sentir dos adolescentes, reconhecendo também o potencial desta fase de desenvolvimento.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória até ao dia 21 de outubro, através do link https://forms.gle/NkgvMFBdQimxdUUy7 . As vagas são limitadas.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o Setor de Juventude da Câmara Municipal de Silves através dos telefones 282 440 800 ou 910 118 277, ou ainda pelo endereço de correio eletrónico juventude@cm-silves.pt.

Garanta já a sua inscrição!

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Vila do Bispo celebra o Património Cultural Imaterial com iniciativa dedicada à pastorícia

O município de Vila do Bispo associa-se às comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial 2026, promovendo, no próximo dia 17 de outubro, pelas 15h00, a iniciativa “Os Pastores do Triângulo Vicentino: documentário & prova de queijo”, no Museu de Vila do Bispo -Celeiro da História.

 O evento integra dois momentos: a exibição do documentário Os Pastores do Triângulo Vicentino, de Patrícia Leal e Vera Abreu, produzido em 2023 pela AVONDE – Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo, e uma prova de queijo de cabra produzido artesanalmente pela Queijaria da Avó Deolinda, em Sagres.

O documentário acompanha o quotidiano de um conjunto de pastores do concelho, cuidadores de ovelhas, cabras e vacas, dando a conhecer a sua relação com os animais, as práticas diárias da atividade pastoril e as transumâncias.

Após a exibição, os participantes terão oportunidade de degustar queijo de cabra produzido por um dos intervenientes no documentário.

Com esta iniciativa, a autarquia pretende valorizar e divulgar o património cultural imaterial associado à pastorícia, dando visibilidade aos saberes e práticas tradicionais que integram a identidade do concelho e promover o encontro entre pastores e público, num momento de partilha de conhecimentos e experiências.

A participação na atividade é gratuita, mediante inscrição prévia até ao dia 11 de outubro, através do e-mail reservas.museu@cm-viladobispo.pt ou do telemóvel: 927 193 677 (chamada para rede móvel nacional).

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Outubro traz dois festivais , muita música e uma estreia inesperada no Cineteatro Louletano

Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares, do lado de cá e de lá do Atlântico. Isto porque, neste mês, haverá duas peças com companhias vindas diretamente do Brasil, mais concretamente da Amazónia e de São Paulo.

E no dia 9, sexta-feira, há dança, com a junção da Companhia Maior e a do coreógrafo Victor Hugo Pontes. A peça chama-se “A esta hora, na infância neva” e é um espetáculo que cruza a infância e as gerações mais velhas e que conta com a participação de crianças previamente selecionadas, que irão “espelhar” os(as) intérpretes adultos(as) em alguns momentos. Na peça, os bailarinos mais velhos têm corpos que perdem força e velocidade, mas que ganham em definição e intenção. Em simultâneo, as gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos… 

No fim de semana, sábado e domingo, há duas peças vindas do Brasil, no âmbito do Festival Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, organizado pelo Teatrão. Sábado, dia 10, às 21h00, temos “O Avesso da Pele”, pelo Coletivo Ocutá, de São Paulo. A peça baseia-se no romance premiado de Jeferson Tenório (vencedor do prémio Jabuti 2021 na categoria Romance Literário). Conta a estória de um professor que é assassinado pela polícia, e a procura de um sentido, por parte do filho, numa busca pelo passado da família. 

Já no domingo, às 17h00, é a vez de “As Cores da América Latina”, peça que vem da Amazónia, da cidade de Manaus, com a Companhia Panorando. O espetáculo possui como norte três manifestações latino-americanas, a Fiesta de la Tirana (Chile), a Huaconada (Peru) e Cavalo-Marinho (Brasil) em intersecção com a Dança e o Teatro. Esta peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão. O Festival traz consigo três oficinas de participação, nos dias 8, 10 e 11, nas quais se poderá inscrever através do email cinereservas@cm-loule.pt. Mais informações no site do Cineteatro Louletano.

A 13 de outubro, cinema, com mais um filme do ciclo Filme Francês do Mês, organizado pela Alliance Française em colaboração com o CTL. O título é “Grand Paris”, de Martin Jauvat (2022). Conta a estória de Leslie, um jovem parisiense que vive nos subúrbios, e do seu amigo, Renard. Ambos entram numa aventura, com a descoberta de um misterioso objeto que lhes dá dinheiro rapidamente. É no Auditório do Solar da Música Nova, às 21h00. 

À mesma hora, ali ao lado, no Palácio Gama Lobo, entre as 19h00 e as 21h00, decorre a oficina “Experimenta Criar (Invenção da Natureza)”, pela Gira Sol Azul. A oficina parte de conceitos científicos, filosóficos e históricos sobre a natureza e propõe exploração sonora e criação musical coletiva. É dirigida a todas as pessoas do setor da Educação e ao público em geral.  Inscrições pelo email cinereservas@cm-loule.pt

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Olhão promove laboratórios sobre regulamentação municipal de apoio ao associativismo

Em setembro, o Município de Olhão promoveu dois laboratórios participativos com dirigentes das associações do concelho, envolvendo as áreas do desporto, cultura, artes, recreio, património, ambiente, juventude, entre outras.

As sessões deram continuidade ao processo de auscultação iniciado entre maio e agosto, durante o qual foram recolhidos dezenas de contributos das associações. Os objetivos passam pela revisão do atual Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Desportivo e pela criação de um novo regulamento destinado às restantes áreas do movimento associativo.

Este processo pretende adequar os apoios municipais às atuais necessidades das associações, promovendo maior rigor, transparência, equidade e previsibilidade na atribuição dos recursos públicos, ao mesmo tempo que reforça a proximidade e a colaboração entre o Município e o tecido associativo.

Durante os encontros, foram debatidas matérias como os prazos e procedimentos de candidatura, a simplificação dos processos, os critérios e tipologias de apoio, as despesas elegíveis e a necessidade de considerar a diversidade e as especificidades das diferentes associações.

O vereador responsável pelo Associativismo, Custódio Moreno, destacou a “importância deste trabalho para reforçar o diálogo e a proximidade com as associações”, valorizando “o papel fundamental que desempenham no desenvolvimento da comunidade”. O autarca sublinhou, ainda, a necessidade de modernizar e digitalizar os processos, capacitar as estruturas associativas e promover um planeamento mais atempado e articulado das suas atividades.

Concluída esta fase de participação, o Município inicia, agora, a redação das propostas regulamentares, que voltarão a ser comunicadas às associações antes de seguirem a tramitação legal necessária. O objetivo é concluir o processo nos próximos meses, permitindo que os novos regulamentos tenham aplicação a partir de 2027.

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Algarve em série: uma viagem pelas páginas que deram a conhecer a região

Mostra bibliográfica patente até 31 de outubro, na Biblioteca Municipal de Faro

 

A Biblioteca Municipal de Faro recebe, até 31 de outubro, a mostra bibliográfica “Algarve em Série”que reúne uma seleção de revistas e outras publicações em série dedicadas ao Algarve.

Ao longo do tempo, as publicações periódicas têm desempenhado um importante papel na preservação da memória e na divulgação do conhecimento sobre os territórios. Nesta mostra, diferentes publicações revelam olhares sobre a história, a cultura, o património, as paisagens, as tradições e o quotidiano algarvios.

Entre páginas que atravessaram décadas, encontram-se testemunhos de diferentes épocas, permitindo acompanhar a forma como o Algarve foi sendo retratado, estudado e divulgado, ao mesmo tempo que se redescobrem pessoas, lugares e acontecimentos que integram a identidade da região.

“Algarve em Série” é também um convite à leitura e à descoberta, numa viagem por diferentes momentos do Algarve através das páginas das publicações que contribuíram para dar a conhecer a região.

A mostra pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Faro, até 31 de outubro, durante o horário de funcionamento da biblioteca.

Entrada livre

Horário:
segunda-feira: 14h00–19h30
terça a sexta-feira: 09h30–19h30
sábado: 14h00–19h30

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“Cabo das tormentas” encerra ciclo de teatro do concelho de Silves a 17 de outubro

O Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, recebe, no próximo dia 17 de outubro, pelas 21h30, o espetáculo “Cabo das Tormentas”, uma criação da companhia JAT – Janela Aberta Teatro, com dramaturgia e encenação de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa. A iniciativa integra o Ciclo de Teatro do Concelho de Silves e marca o encerramento da edição de 2026.

Com uma abordagem épica e crítica aos Descobrimentos, “Cabo das Tormentas” propõe uma incursão contemporânea pelo universo de um grupo de mendigos, onde o espírito de Luís Vaz de Camões se revela através das tormentas vividas por uma das personagens.

Entre memória, velhice e esquecimento, o espetáculo inspira-se na visão satírica do maior poeta português, numa viagem de idas e voltas pelas ondas do mar, onde tempestades se cruzam com realidade e ficção e o canto das sereias se faz ouvir.

Através desta criação, o público é convidado a revisitar o imaginário associado aos Descobrimentos e à figura de Camões, cruzando-o com questões contemporâneas e com uma reflexão sobre a passagem do tempo, a memória e o lugar do indivíduo.

Os bilhetes encontram-se à venda na plataforma BOL em, cmsilves.bol.pt, e nos locais habituais.

Promovido pelo Município de Silves, o Ciclo de Teatro do Concelho de Silves apresentou, entre março e outubro, uma programação diversificada, dando continuidade à aposta da autarquia na aproximação da cultura à comunidade e na criação de oportunidades de acesso às artes performativas. Ao longo da edição de 2026, a iniciativa procurou chegar aos apreciadores de teatro, mas também conquistar novos públicos.

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Museu de Loulé promove iniciativas abertas à comunidade “Desculpe, como me chamo?” e “Famílias no Museu”

Em outubro, o Museu Municipal de Loulé retoma as suas atividades que têm em vista envolver a comunidade, dando a conhecer os espaços e o trabalho realizado em prol da promoção da cultura e história local.

A nova temporada da iniciativa “Desculpe, como me chamo?” arranca esta quinta-feira, dia 7 de outubro, às 15h00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, dando início a um ciclo de encontros que decorrerá mensalmente, na primeira quarta-feira de cada mês, até junho. Este é um projeto participativo dedicado à valorização da memória coletiva, à salvaguarda do património fotográfico e à preservação da história e identidade locais.

Esta sessão assume um caráter festivo ao assinalar o Dia Nacional dos Castelos, prevendo-se no final da atividade uma visita ao Castelo de Loulé, proporcionada a todos os participantes.

A iniciativa constitui um espaço privilegiado de convívio, diálogo e partilha comunitária. Através da apresentação de fotografias antigas do arquivo do Museu, promove-se a identificação de pessoas, lugares e acontecimentos, recolhendo testemunhos, experiências e recordações que contribuem diretamente para a preservação do património do concelho.

A participação ativa da população é o pilar do sucesso desta atividade, uma vez que é através dos contributos e memórias individuais que se preenchem lacunas históricas, se resgatam vivências e se transmite a herança cultural às gerações futuras.

O Museu Municipal de Loulé convida toda a comunidade a juntar-se a este projeto, contribuindo com o seu olhar, a sua voz e o seu conhecimento para manter viva a história da região.

Já no sábado, dia 10, às 14h30, o projeto “Famílias no Museu” apresenta a atividade “A trilogia Algarvia na doçaria tradicional”, que decorre no Polo Museológico dos Frutos Secos, mas com ponto de encontro no Museu Municipal.

Destinada a famílias e crianças e jovens dos 7 aos 14 anos, a iniciativa visa dar a conhecer e valorizar a resiliência do pomar de sequeiro algarvio – caracterizado por árvores emblemáticas como a amendoeira, a figueira e a alfarrobeira -, promovendo a ligação entre a ecologia, a preservação do património natural e a tradição gastronómica da região.

Durante a sessão, os participantes serão convidados a pôr “mãos na massa” e a transformar estes frutos numa receita tradicional algarvia, uma experiência pedagógica, divertida e interativa onde a ecologia e a história local se aprendem através dos sabores.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória, uma vez que as vagas são limitadas.

Os interessados devem inscrever-se através dos contactos: servicos.educativos@cm-loule.pt ou 289 400 611, até dia 9 de outubro, às 16h00.

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Museu de Loulé promove iniciativas abertas à comunidade

Em outubro, o Museu Municipal de Loulé retoma as suas atividades que têm em vista envolver a comunidade, dando a conhecer os espaços e o trabalho realizado em prol da promoção da cultura e história local.

A nova temporada da iniciativa “Desculpe, como me chamo?” arranca esta quinta-feira, dia 7 de outubro, às 15h00, nos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, dando início a um ciclo de encontros que decorrerá mensalmente, na primeira quarta-feira de cada mês, até junho. Este é um projeto participativo dedicado à valorização da memória coletiva, à salvaguarda do património fotográfico e à preservação da história e identidade locais.

Esta sessão assume um caráter festivo ao assinalar o Dia Nacional dos Castelos, prevendo-se no final da atividade uma visita ao Castelo de Loulé, proporcionada a todos os participantes.

A iniciativa constitui um espaço privilegiado de convívio, diálogo e partilha comunitária. Através da apresentação de fotografias antigas do arquivo do Museu, promove-se a identificação de pessoas, lugares e acontecimentos, recolhendo testemunhos, experiências e recordações que contribuem diretamente para a preservação do património do concelho.

A participação ativa da população é o pilar do sucesso desta atividade, uma vez que é através dos contributos e memórias individuais que se preenchem lacunas históricas, se resgatam vivências e se transmite a herança cultural às gerações futuras.

O Museu Municipal de Loulé convida toda a comunidade a juntar-se a este projeto, contribuindo com o seu olhar, a sua voz e o seu conhecimento para manter viva a história da região.

Já no sábado, dia 10, às 14h30, o projeto “Famílias no Museu” apresenta a atividade “A trilogia Algarvia na doçaria tradicional”, que decorre no Polo Museológico dos Frutos Secos, mas com ponto de encontro no Museu Municipal.

Destinada a famílias e crianças e jovens dos 7 aos 14 anos, a iniciativa visa dar a conhecer e valorizar a resiliência do pomar de sequeiro algarvio – caracterizado por árvores emblemáticas como a amendoeira, a figueira e a alfarrobeira -, promovendo a ligação entre a ecologia, a preservação do património natural e a tradição gastronómica da região.

Durante a sessão, os participantes serão convidados a pôr “mãos na massa” e a transformar estes frutos numa receita tradicional algarvia, uma experiência pedagógica, divertida e interativa onde a ecologia e a história local se aprendem através dos sabores.

A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória, uma vez que as vagas são limitadas.

Os interessados devem inscrever-se através dos contactos: servicos.educativos@cm-loule.pt ou 289 400 611, até dia 9 de outubro, às 16h00. 

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Encontro de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado celebra 26 anos de vida

Em outubro, o concelho de Loulé volta a transformar-se na capital da música erudita com a realização do XXVI Encontro de Música Antiga de Loulé – Francisco Rosado. Em  2026, o festival celebra 26 anos de história com uma programação cultural de excelência que cruza um repertório da Idade Média, Renascimento e Barroco.

Mais uma vez sob a direção artística de Ana Figueiras, esta edição contará com 6 concertos com entrada gratuita em igrejas e espaços culturais e 2 atividades formativas.

O festival, consolidado como uma das iniciativas mais prestigiadas do país na valorização do património musical antigo, reúne este ano agrupamentos e intérpretes de referência nacional e internacional. Do repertório barroco de matriz religiosa às pontes com a criação contemporânea, os espetáculos convidam o público a descobrir a riqueza e a intemporalidade das sonoridades antigas.

A 10 de outubro, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Querença, o Ensemble 258 (Portugal) leva a palco o programa de cariz mariano e devocional “O Dulcedo Amoris”, explorando obras barrocas de compositores ibéricos, franceses e ingleses. Fundado em Lisboa em 2018 por André Ferreira, Maria Bayley e Teresa Duarte, o Ensemble 258 dedica-se à recuperação e interpretação historicamente informada do património musical europeu, com particular atenção às fontes, aos contextos e às práticas de execução da época.

A elevada dimensão artística que a flauta de bisel assumiu nos principais meios culturais europeus é apresentado pelo Duo Andrómeda (Portugal/Noruega) que nos traz “Sempre Cânone”. Este projeto foi pensado para contribuir para o aumento da produção musical contemporânea para flauta de bisel e cooperar no seu desenvolvimento e difusão. O duo vai estar na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Quarteira, no dia 11.

E a 17 de outubro, em Loulé, a Igreja de S. Francisco vai ser o palco do concerto do agrupamento português Musurgia Ensemble apresenta uma refinada seleção de sonatas e trissonatas barrocas para flauta de bisel e baixo contínuo de dois grandes mestres que marcaram a música do período barroco: Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) e Georg Philipp Telemann (1681 – 1767).

O encerramento deste Encontro acontece a 31 de outubro, na Igreja de S. Sebastião, em Boliqueime. Este momento final junta em palco o Ensemble de Flautas de Loulé (que celebra este ano o seu 30º aniversário) e o Ensemble de Flautas da Jetse Academie (Bélgica) no concerto “Confluências”, inserido no projeto europeu Erasmus+.

Todos os concertos têm início às 19h e entrada livre.

Reforçando a sua forte dimensão formativa e o contacto próximo com práticas de interpretação historicamente informadas, o encontro promove duas ações abertas ao público, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé. No sábado, 10 de outubro, às 14h00, um workshop de Oboé Barroco, com André Ferreira. No domingo, 18 de outubro, às 10h00, um masterclass de Flauta de Bisel, com João Francisco Távora.

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Descubren en Aquinum un cipo con la imagen del sacrificio más solemne de Roma, un altar dedicado por un seviro augustal y un rayo enterrado

Un buey, un carnero y un cerdo, rodeados de guirnaldas, festones y cráneos de buey esculpidos, comparten una misma piedra que acabó sirviendo de pavimento en uno de los cruces principales de la antigua Aquinum. Es una de las dos piezas que los arqueólogos de la Universidad del Salento han sacado a la luz en […]

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Descarapela voltou a reunir a comunidade de Quelfes em noite de tradição e convívio

O Polidesportivo de Quelfes recebeu, na noite de sábado, 26 de setembro, mais uma edição da Descarapela, uma iniciativa do Grupo Etnográfico de Quelfes – Dança dos Velhos, que voltou a reunir a comunidade em torno de uma das tradições agrícolas mais características da região.

À volta das pilhas de maçarocas de milho, participantes de várias idades recriaram a antiga tarefa de retirar a carepa das espigas, entre cantigas, versos, brincadeiras e muita conversa. Também marcaram presença o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, e o vereador Jorge Ferreira, que se juntaram à tradição e também descamisaram o milho.

Um dos momentos mais aguardados da noite foi a descoberta do tradicional “milho-rei”, a maçaroca de milho vermelho que, segundo o costume, dá direito a um beijo e a um abraço entre os participantes.

A animação ficou ainda marcada pelas atuações do Cante Andarilho, de São Brás de Alportel, e do próprio Grupo Etnográfico de Quelfes – Dança dos Velhos. O convívio prolongou-se à mesa, com porco no espeto, chouriça assada, caldo verde, bifanas e bolos artesanais.

Organizada desde 2006, a Descarapela contou com o apoio do Município de Olhão e voltou a juntar tradição, gastronomia, música e convívio, contribuindo para preservar e transmitir às novas gerações uma prática que fazia parte do quotidiano das comunidades rurais.

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Entre o Mistério e a Provocação: Visita ao Museu Banksy em Lisboa

Créditos: MDC Media Group

Lisboa é uma cidade onde a arte urbana ganha vida a cada esquina, mas há um espaço no coração da capital onde o graffiti, a crítica política e o humor britânico encontram-se de forma única: o Museu Banksy. Ao visitarmos esta exposição imersiva, somos convidados a mergulhar no universo de um dos artistas mais enigmáticos e influentes dos nossos dias. No espírito da célebre máxima atribuída ao próprio artista “Os direitos de autor são para falhados”, a exposição apresenta-se de forma aberta e orgulhosamente “100% não autorizada”, tendo sido organizada sem o envolvimento direto do criador. Ainda assim, ao longo de mais de 100 reproduções, instalações de vídeo, murais e projeções, a experiência proporciona um olhar profundo sobre a mente e as causas que movem o lendário artista de rua. 

Uma das primeiras perguntas que surgem durante a visita é inevitável: afinal, sabe-se quem é Banksy? A resposta continua a ser simples… não. O mistério que envolve a sua identidade real é parte integrante do seu mito. Enquanto alguns visitantes gostariam de desvendar a pessoa por detrás da assinatura, muitos preferem que a sua identidade permaneça oculta, preservando a aura de mistério que envolve cada nova intervenção. O que a história documenta é que Banksy começou a deixar a sua marca nas paredes de Bristol, no Reino Unido, por volta de 1993 ou 1994. Entre 1996 e 1997, integrou uma crew de graffiti e viajou até à região de Chiapas, no México, onde pintou em contexto social associado ao movimento zapatista. Esse contacto inicial moldou o seu compromisso artístico com as causas sociais e políticas. Ao longo dos anos, o seu trabalho expandiu-se da Grã-Bretanha para França, Itália, Estados Unidos e Médio Oriente. Além dos murais clandestinos, Banksy realizou intervenções em espaços públicos, criou esculturas e chegou a ser nomeado para um Óscar pelo documentário Exit Through the Gift Shop. Ao percorrer as salas do museu em Lisboa, fica evidente que a arte de Banksy funciona como uma cebola: cheia de camadas de significado que exigem tempo e reflexão para serem descascadas. A figura infantil é recorrente. As crianças surgem como símbolos interligados de esperança, imaginação e da ideia de que o futuro pertence às novas gerações. Exemplo disso é a emblemática obra Rapariga com Balão (2002). A imagem da menina que deixa fugir, ou tenta alcançar, um balão em forma de coração tornou-se um ícone universal sobre a fragilidade e a persistência dos afetos humanos. 

Créditos: MDC Media Group

O estilo de Banksy é frequentemente comparado ao humor ácido dos Monty Python. Na obra Valentine’s Day Mascara (2023), o artista aborda o tema severo da violência doméstica: uma dona de casa dos anos 50, com um olho negro e um dente partido, sorri satisfeita enquanto “esconde” o seu agressor dentro de um frigorífico real abandonado no lixo. 

O sorriso reflete a libertação de uma relação abusiva, desconstruindo a imagem romantizada da vida doméstica. A ironia estende-se ao próprio sistema das belas-artes e ao consumismo. Em Art Buff, Banksy brinca com o termo usado no graffiti para a remoção de pinturas, desenhando uma mulher a contemplar um pedestal cuja estátua foi apagada. Já em Show Me the Monet, o artista recria o famoso lago de lírios de Claude Monet, mas acrescenta-lhe dois carrinhos de compras e um cone de trânsito a flutuar na água, denunciando o impacto do consumo desenfreado no meio ambiente. Banksy é também um opositor das guerras e do autoritarismo. Num dos murais criados na Ucrânia, A Luta de Judo, uma criança pequena projeta ao chão um homem adulto praticante da modalidade, numa alusão direta a Vladimir Putin. A figura infantil volta a surgir como a força capaz de derrubar regimes opressores. Outro ponto alto da sua intervenção política foi a fundação do The Walled Off Hotel, na Palestina, junto ao muro que separa a Cisjordânia de Israel. 

Créditos: MDC Media Group

Anunciado ironicamente como o hotel com “a pior vista do mundo”, o espaço acolhe obras como o mural da Guerra de Almofadas, onde um soldado e um civil lutam com almofadas em vez de armas, ridicularizando a violência militar. A visita ao Museu Banksy em Lisboa termina, inevitavelmente, com uma piscadela de olho à famosa expressão Exit Through the Gift Shop (Saída pela Loja de Souvenirs). Mesmo na despedida, o espírito do artista lembra-nos de questionar a mercantilização da própria arte. Sair desta exposição é passar a olhar para as paredes da cidade com outros olhos. Mais do que uma galeria de imagens provocatórias, o museu oferece uma experiência imersiva que nos desafia a pensar sobre o poder do graffiti como voz de resistência e transformação social.

Paulo Perdiz/MS

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Alheira com Grelos e Ovos no Forno

Créditos: MDC Media Group

Ingredientes

  • 2 alheiras
  • 1 molho de grelos cozidos, picados
  • 2 ovos
  • 2 dentes de alho picados
  • Azeite
  • Sal e pimenta-preta q.b.

Modo de preparação

Pique grosseiramente os grelos cozidos. Aqueça um fio de azeite numa frigideira e salteie o alho picado até começar a libertar aroma. Junte os grelos picados e salteie durante cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto.

Não deixe o alho queimar. Deve ficar apenas ligeiramente dourado. Coloque os grelos salteados no fundo de uma assadeira, espalhando-os uniformemente. Coloque as alheiras sobre os grelos e pique cada uma várias vezes com um garfo. Picar as alheiras ajuda a evitar que rebentem durante a cozedura.

Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante aproximadamente 15 minutos. Numa frigideira à parte, estrele os ovos, deixando as gemas macias e cremosas. Retire as alheiras do forno e coloque um ovo estrelado por cima de cada uma.

Deixe repousar durante alguns minutos e sirva de imediato, acompanhado de pão rústico, se desejar. Um fio de azeite virgem extra antes de servir realça ainda mais os sabores.

Bom apetite!

Rosa Bandeira/MS

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“Livros Abertos” com Miguel Madeira: Apresentação de “A menina dos Olhos Grandes” em Loulé

Na próxima sexta-feira, 2 de outubro, pelas 18h30, a Biblioteca Municipal Sophia de Melo Breyner Andresen, em Loulé, recebe a apresentação do livro “A menina dos olhos grandes”, de Miguel Madeira.

Catarina Lopes, filha de pescadores, cresce marcada pela pobreza e decide emigrar para Londres em busca de uma vida melhor, acompanhada pela sua amiga Paula. Trabalhando como governanta, conhece Philippe, um homem muito mais velho que, após enviuvar, a pede em casamento com uma proposta invulgar: garantir-lhe segurança financeira em troca de dois filhos. Catarina aceita, acreditando que um dia ainda viverá um grande amor.

Décadas depois, no funeral do marido, cruza-se com Francis Richard por quem sente uma atração imediata. No entanto, rapidamente descobre que essa paixão está envolta num passado obscuro ligado a Philippe e a John Morgan, antigo amigo que se transformou em inimigo por um amor do passado.

Entre segredos, promessas e vingança, Catarina vê o seu sonho ameaçado por forças que nunca imaginou enfrentar.

Miguel Madeira nasceu em Caracas, em 1966, e cresceu em Loulé. Iniciou a sua vida profissional cedo e, mais tarde, regressou aos estudos, tendo-se licenciado em Gestão Financeira e concluído um mestrado em Administração e Desenvolvimento Regional pela Universidade do Algarve.

Ao longo da sua carreira, exerceu vários cargos na administração pública, com funções na Câmara de Loulé, IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e na Administração Regional de Saúde do Algarve

Paralelamente ao seu percurso profissional, desenvolveu atividade cívica e colaborou com a imprensa local. Como escritor, publicou crónicas e obras técnicas, afirmando-se no género da ficção com romances publicados como “Obsessão”, “Vingança”, “A Quinta da Fonte da Pipa” e o mais recente livro, “A menina dos olhos grandes”.

Esta iniciativa tem entrada livre.

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Festival FÉRTIL: Olhão reforça compromisso com Ambiente, Inovação, Cultura e Comunidade

Nos dias 3 e 4 de outubro, no Parque Ribeirinho Poente, realiza-se, em versão ampliada e renovada, a 4.ª edição do festival FÉRTIL, uma coprodução entre a associação MOCES e o Município de Olhão, com entrada livre e dirigido a toda a comunidade. É uma aposta estratégica da autarquia numa programação cultural mais diversificada e eclética, a pensar em diferentes públicos e temas/formatos/linguagens, mas constitui também um declarado alinhamento municipal com as temáticas da criatividade, sustentabilidade, saúde e bem-estar, economia circular e reconexão com a natureza.

O Fértil estrutura-se em torno de quatro grandes pilares – Ambiente, Comunidade, Cultura e Inovação – que atravessam toda a programação e procuram criar um espaço de encontro, partilha, aprendizagem e participação. Ao longo dos dois dias, o público poderá encontrar uma programação multidisciplinar que cruza música, conversas, palestras, workshops, cinema, exposições, atividades para famílias, bem-estar, mercado criativo e gastronomia.

Esta nova etapa da história do festival é marcada pela transição do evento para o Parque Ribeirinho Poente, junto à Ria Formosa, encontrando neste novo espaço uma oportunidade para crescer, experimentar novas formas de programação e reforçar a ligação ao território.

Programação

A música continua a ser uma das grandes formas de encontro no FÉRTIL. No dia 3 de outubro, sobem ao palco os Sensible Soccers, enquanto no dia 4 de outubro será a vez de Rossana apresentar o seu trabalho. A programação musical conta ainda com DJ sets de Pedro Ramos, que também se associa ao festival através da Rádio Futura, e de Joana de Verona, aka Makumbeat, trazendo diferentes ritmos e ambientes para acompanhar o final das tardes e as noites do FÉRTIL.

Além do palco principal, o evento dispõe de três zonas temáticas dedicadas ao Ambiente, Comunidade e Inovação, onde, de modo descontraído, é apresentada uma programação (através de conversas, palestras e workshops) que pretende questionar, aprender, partilhar conhecimento e fomentar a participação ativa, abordando temas como as “Aldeias do Futuro”, a ideia de que a Educação é a primeira infraestrutura da sustentabilidade, a economia circular, a alimentação consciente, o planeamento e gestão de uma agrofloresta e o movimento Solar Punk.

Também as famílias têm um espaço próprio no FÉRTIL. A Associação Rotinas Selvagens será responsável pela dinamização da área dedicada às crianças e famílias, com atividades e momentos de entretenimento ao longo da tarde. A proposta é simples: criar espaço para brincar, explorar, experimentar e estar em conjunto, envolvendo diferentes gerações na experiência do festival.

Healing, criatividade e sustentabilidade nos pequenos gestos

De destacar ainda a Healing Area, dinamizada pela Positive Hands, que ocupa duas casas de madeira especialmente preparadas para acolher um conjunto de experiências dedicadas ao bem-estar e ao autocuidado. O público poderá descobrir diferentes propostas, entre massagens, terapias, consultas de tarot e outras práticas, num espaço pensado para abrandar, cuidar e recarregar energias ao longo do festival.

A criatividade volta também a ocupar um lugar central no FÉRTIL através do Artists & Fleas, que reúne projetos e criadores num mercado dedicado à produção independente, ao design, à arte e ao empreendedorismo criativo.

Na área da alimentação, o festival recebe food trucks e restaurantes com propostas diversificadas, procurando privilegiar uma abordagem mais consciente e sustentável à comida e ao consumo. No FÉRTIL, a sustentabilidade também está nos pequenos gestos. Em vez dos habituais copos de plástico reutilizáveis, o festival mantém os seus já caraCterísticos copos de barro com o selo FÉRTIL, que acompanham o evento desde as primeiras edições. E porque reutilizar é, antes de mais, usar o que já existe, o público é também convidado a trazer o seu próprio copo de casa. Uma solução simples que reduz resíduos e torna a experiência do festival ainda mais consciente.

Rede alargada de parceiros e com maior envolvimento empresarial

Reforçando a intenção de envolver ativamente a comunidade local e a região, o FÉRTIL criou uma rede partilhada de parceiros, entre eles a Fesnima, a CCDR Algarve, a Região de Turismo do Algarve, a Algarve Evolution e as empresas Necton, Viveiros Monterosa, Kodis e Coca-Cola, para além do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes.  A estas entidades junta-se ainda um universo crescente de organizações, projetos e pessoas que acreditam na importância de criar espaços de encontro, conhecimento e transformação no território algarvio.

O festival acontece entre as 14:00 e as 23:00 dos dias 3 e 4 de outubro, com entrada livre. Toda a programação pode ser consultada no website do evento, em www.fertil.pt.

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