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Loulé exige revisão urgente do PROT Algarve para responder à crise da habitação

A Câmara pede um regime excecional para disponibilizar solo para habitação acessível, financiamento ajustado aos custos de construção e mais poder para os municípios.

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Algarve está em emergência habitacional e Telmo Pinto diz que “Precisamos de decidir agora”

Concelho de Loulé passou de 70.266 residentes em 2011 para 94.447 em 2025. Mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021

«O Algarve vive hoje uma emergência habitacional. E uma emergência habitacional é, sem eufemismos, uma emergência humana. Multiplicam-se as construções ilegais e as casas amovíveis instaladas à margem de qualquer enquadramento. Trabalhadores da construção civil, os mesmos que erguem as casas que nunca poderão habitar, vivem amontoados em contentores, em condições indignas de um país europeu do século XXI. Isto não é uma previsão nem um cenário. Está a acontecer agora, à vista de todos, e todos fingem não ver», começa assim um comunicado da Câmara Municipal de Loulé, que se transcreve a seguir, sobre a crise na habitação em Portugal e em particular no Algarve e no concelho de Loulé.

«Os números não deixam margem para dúvidas. O concelho de Loulé passou de 70 266 residentes em 2011 para 94 447 em 2025: mais 24 mil pessoas, mais de 13 mil só desde 2021. O Algarve ganhou mais de 70 mil residentes em apenas quatro anos e foi a região do país que mais cresceu. No mesmo período, o preço médio da habitação no concelho de Loulé subiu cerca de 75%. Os concursos públicos para construção de habitação ficam desertos, porque os valores de referência já não correspondem aos custos reais. Para quem vive do seu trabalho, ter uma casa no Algarve tornou-se uma impossibilidade.

A Câmara Municipal de Loulé não está parada: tem em curso operações que somam mais de uma centena de fogos e continua a adquirir habitações para resposta pública. Mas nenhum município consegue responder a uma pressão desta escala quando os instrumentos de que dispõe foram desenhados para outra realidade e quando cada passo depende de quem não está no terreno, não conhece as pessoas e não responde perante elas.

Vista aérea de Loulé

O Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve foi aprovado em 2007, para um Algarve que já não existe. Os instrumentos de gestão territorial continuam a responder a lógicas de contenção pensadas há quase duas décadas, enquanto a região mudou de escala, de população e de necessidades. O resultado é perverso: o que a lei não permite fazer de forma digna e planeada acaba por acontecer de forma precária e ilegal. Enquanto se espera pelos planos, as pessoas não esperam: instalam-se onde podem e como podem.

Digamo-lo sem rodeios: em matéria de território, não há democracia em Portugal. Os Planos Diretores Municipais, os instrumentos com que cada concelho decide o seu futuro, estão subordinados a pareceres de entidades regionais, conduzidos por técnicos que ninguém elegeu, que não prestam contas aos cidadãos e que não conhecem o rosto de quem espera por uma casa. Os autarcas são eleitos para resolver, mas não têm poder para decidir.

As respostas que as populações exigem ficam presas, durante meses e anos, em circuitos intermináveis de pareceres e prazos que ninguém cumpre. Cada parecer que se arrasta é uma família que continua sem casa. E no fim é o presidente de câmara que é julgado nas urnas por aquilo que não o deixaram fazer. Isto não é democracia. É uma ficção democrática.

Sucessivos governos, este e os anteriores, não têm sabido ler a realidade do Algarve. A região que sustenta uma parte decisiva da economia do país não consegue alojar quem nela trabalha: professores, enfermeiros, forças de segurança, trabalhadores da hotelaria e da construção. Uma região que não consegue fixar quem a faz funcionar está a hipotecar o seu próprio futuro.

Vista aérea de Loulé (Foto: Extraída de vídeo de Rodrigo Costa)

Quando é que vamos acordar? Já vimos as tendas nos jardins de Lisboa. Já vimos centenas de pessoas acampadas na Puerta del Sol, em Madrid, e tendas montadas em protesto no Porto, por quem já não consegue pagar uma renda. Vamos esperar que aconteça o mesmo em Faro, em Loulé, em Portimão? A paciência de quem trabalha e não tem onde viver esgotou-se. Quando o Estado não responde, responde a rua. O tempo da paciência acabou.

“Precisamos de decisões arrojadas. Precisamos de decidir agora. Precisamos de agir pelas pessoas, pela economia e pela segurança e futuro da nossa região. Temos de ter coragem, situações de emergência exigem líderes fortes e capazes de ter as pessoas na base da sua atuação. Em Loulé agimos, mas agimos apenas dentro de um quadro legal inadequado, de poderes desajustados às reais necessidades do território e das pessoas”, afirma convictamente o Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

A Câmara Municipal de Loulé exige, por isso, e exige agora:

  • 1. A conclusão urgente da revisão, já em curso, do PROT Algarve, ajustada à realidade demográfica atual.
  • 2. Um regime excecional e temporário que permita aos municípios libertar solo para habitação acessível, com prazos de decisão curtos e vinculativos para as entidades com competência de parecer e deferimento tácito sempre que esses prazos não sejam cumpridos.
  • 3. A fiscalização efetiva e a erradicação do alojamento em contentores, acompanhada de soluções dignas para os trabalhadores.
  • 4. Uma linha de financiamento específica para regiões sob pressão demográfica extraordinária, com valores de referência ajustados aos custos reais de construção.
  • 5. Uma reforma profunda da estrutura do Estado, que devolva aos eleitos locais o poder de decidir sobre o seu território e robusteça as autarquias com competências, meios e autonomia para dar às pessoas as respostas de que precisam, no tempo em que delas precisam.

A habitação não é um tema técnico. É a condição mínima para que uma comunidade exista. E decidir perto das pessoas é a condição mínima para que exista democracia.

Ou o Estado acorda agora, ou acordará tarde demais. O Algarve não pode esperar mais!» termina assim a missiva do Município de Loulé.

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Deputados do PS visitam projetos de habitação em cinco concelhos do Algarve

As visitas integram uma auscultação nacional para recolher contributos para um plano estratégico para a habitação.

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Oferta de casas à venda em Portugal recua 4% no terceiro trimestre de 2026

• Funchal (-33%), Porto (-21%) e Viana do Castelo (-17%) lideram as maiores quedas do stock nas capitais de distrito e regiões autónomas. • A oferta de casas à venda aumentou em Vila Real (34%), Guarda (25%), Bragança (18%), Évora (13%), Beja (12%), Ponta Delgada (9%), Coimbra (8%) e Viseu (8%) entre as cidades analisadas. […]
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Comprar casa para arrendar rende 6,8 por cento em Portugal

A rentabilidade bruta da compra de uma casa em Portugal para arrendamento fixou-se nos 6,8% no terceiro trimestre de 2026, uma descida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo período de 2025 (6,9%) e de 0,4 p.p. em relação ao terceiro trimestre de 2024 (7,2%), de acordo com os dados do idealista. Ainda assim, […]
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Apenas 14,4% dos imóveis à venda ficam abaixo dos 208 mil euros

Apenas 14,4% dos apartamentos e moradias anunciados para venda no Imovirtual entre janeiro e setembro de 2026 custavam até 208 mil euros, valor que corresponde aproximadamente ao preço médio das transações realizadas por jovens abrangidos pela isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação, segundo dados divulgados pelo Governo. Também de […]
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Arrendar casa no Porto custa 76 por cento mais do que há cinco anos e comprar subiu 44,3 por cento

Em cinco anos, o custo de arrendar casa no Porto subiu 76,4% e os preços na compra cresceram 44,3%. Em 2026, os mercados divergem pela primeira vez: as rendas recuam 4,4% em setembro face ao período homólogo, enquanto a compra acelera para 9%, atingindo o valor mais elevado da série histórica. Segundo análise do idealista, […]
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Preços chegam aos 920 mil euros na venda e 2.300 euros no arrendamento nos concelhos mais caros

Os concelhos com os preços mais elevados do país continuam a apresentar evoluções distintas nos mercados de venda e arrendamento. Segundo o Barómetro dos Concelhos do Imovirtual, em setembro, a Calheta, na Madeira, apresenta o preço médio de venda mais elevado, nos 920.000 euros, enquanto no arrendamento Cascais lidera com 2.300 euros mensais. No mercado […]
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Sete por cento das casas de luxo em Portugal baixaram de preço

O segmento de luxo no mercado imobiliário português está a registar ligeiros ajustamentos. Entre abril e junho deste ano, 7% das casas com preço superior a um milhão de euros sofreram uma redução de valor. No entanto, a grande maioria dos imóveis manteve o seu preço inalterado, demonstrando a forte resiliência e solidez deste setor. […]
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Rendas até 2.300 euros concentram 88 por cento da oferta

Os 2.300 euros mensais, estabelecidos pelo governo como limite máximo no enquadramento das rendas moderadas, são hoje uma referência no debate sobre o mercado de arrendamento. Uma análise do Imovirtual, relativa ao período acumulado de 2026 e comparada com o período homólogo de 2025, mostra como está a evoluir a oferta dentro deste patamar. Segundo […]
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Rendas sobem em setembro pelo terceiro mês consecutivo

Os preços das casas para arrendar em Portugal subiram 6,1% em setembro, face ao mesmo mês do ano anterior, sendo o terceiro mês consecutivo de subidas. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 18,3 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês, tendo em conta o valor mediano. […]
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Preços das casas sobem 7,9 por cento em setembro e atingem novo máximo histórico

Os preços das casas em Portugal subiram 7,9% em setembro face ao mesmo mês de 2025. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.228 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de setembro, tendo em conta o valor mediano. Em termos trimestrais, os preços mantiveram-se estáveis (0,5%). […]
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Preços dos imóveis estabilizam nos 1.300 euros no arrendamento e 430.500 euros na venda

Os preços dos imóveis mantêm-se praticamente estáveis a nível nacional, tanto no arrendamento como na venda, mas a análise regional revela evoluções distintas. Segundo o barómetro do Imovirtual, em setembro, o preço médio nacional do arrendamento permanece nos 1.300 euros mensais, sem alterações face a agosto ou ao mesmo mês de 2025. Na venda, o […]
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Mais 36 Habitações para famílias do Concelho de Loulé

Decorreu dia 24 mais uma sessão pública de sorteio de fogos habitacionais no concelho de Loulé, desta vez referente à atribuição de 36 casas para arrendamento acessível. No Salão de Festas de Loulé – e também online – foram muitos os que quiseram acompanhar, a par e passo, mais um momento importante da Estratégia Local de Habitação do Município de Loulé 2019-2032.

Num total de 285 candidaturas de agregados familiares e habitacionaios elegíveis, foram 36 os que ouviram o seu número ser chamado, num processo “transparente e equitativo”. Um momento de muita alegria para os sorteados já que permitirá uma renda com um valor abaixo dos preços atuais do mercado imobiliário. As habitações localizam-se na Urbanização Clona, em Loulé (34) e em Quarteira (2), nas tipologias, T1, T2, T3 e T4.

Este sorteio destinou-se fundamentalmente à classe média, a profissionais das forças e segurança, professores, jovens até aos 35 anos de idade e também famílias residentes no concelho há mais de 4 anos.

A maioria dos fogos (34) foram financiados pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.

O presidente da Autarquia de Loulé, Telmo Pinto, destacou a importância do direito à habitação enquanto “direito à dignidade” e sublinhou o esforço do Município para dar resposta às dificuldades habitacionais, informando que estão a ser preparadas novas soluções, desde logo as mais imediatas como o aumento do apoio ao arrendamento para mitigar o impacto das rendas elevadas, visando alcançar “400 a 500 famílias”.

Recorde-se que o trabalho desenvolvido desde 2019, no âmbito da Estratégia Local de Habitação, já permitiu aumentar o parque habitacional municipal de 280 para mais de 500 soluções. Entre casas já entregues, em construção ou projetadas, destacam-se: 387 em Loulé, 71 Quarteira, 18 em Salir, 18 no Parragil, 12 Boliqueime, 9 na Tôr, 8 em Almancil e 6 no Ameixial. Na reunião camarária de onte foi aprovada a construção de 7 fogos em Quarteira, e amanhã, na Assembleia Municipal, vai estar em aprovação o projeto para 56 novas habitações no concelho. “Queremos responder a todos, estamos focados em dar respostas em todo o território, do litoral ao interior”, disse ainda Telmo Pinto.

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Oferta de casas para arrendar cresce 13% enquanto preço médio recua 6%

A oferta de casas para arrendar está a aumentar em vários mercados portugueses em 2026. Uma análise do Imovirtual ao período acumulado do ano, em comparação com o período homólogo de 2025, mostra que, no conjunto dos mercados analisados, o número médio diário de anúncios aumentou 13%, passando de 34.291 para 38.812. Em paralelo, o […]
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Imóveis para arrendar geram quase seis vezes mais contactos por anúncio do que imóveis para venda

A competição pelos imóveis disponíveis é particularmente elevada no mercado de arrendamento. Uma análise do Imovirtual aos primeiros meses de 2026 mostra que os anúncios de imóveis para arrendar geram, em média, quase seis vezes mais contactos por anúncio do que os imóveis para venda, revelando uma intensidade de contacto significativamente superior neste segmento. Quando […]
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Arrendar um apartamento T1 custa mais do dobro do que um quarto em Portugal

O arrendamento de um apartamento T1 em Portugal custa, em termos medianos, 1.128 euros/mês, o que representa 123% mais do que arrendar um quarto (505 euros/mês). Os estúdios situam-se numa posição intermédia, com um preço mediano de 908 euros por mês, 80% mais caro do que um quarto mas 20% mais barato do que um […]
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Voluntariado Jovem, Just a Change, no apoio a 5 famílias de Castro Marim com cofinanciamento do Município

O concelho de Castro Marim assinalou a conclusão das obras de reabilitação promovidas pelo projeto Just a Change, com a entrega oficial das habitações aos respetivos proprietários no final do mês de agosto.

Os momentos de partilha e emoção marcaram o encerramento do conjunto de intervenções, abrindo um novo capítulo de estabilidade e conforto na vida das cinco famílias beneficiadas nas localidades de Castro Marim, Odeleite, Junqueira e Montinho da Conveniência.

Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa juntou o Município de Castro Marim, a associação sem fins lucrativos e as Juntas de Freguesia locais. Cerca de três dezenas de voluntários — entre estudantes universitários, médicos, arquitetos, engenheiros e voluntários vindos de Espanha — trabalharam no terreno sob orientação técnica especializada para intervir diretamente nas infraestruturas e melhorar as condições de habitação no concelho.

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Procura casa? Estes são os principais sinais de alerta para evitar fraudes

Um pedido de pagamento antes de visitar o imóvel, um preço muito abaixo do praticado no mercado ou a tentativa de levar rapidamente a conversa para WhatsApp, email ou serviços externos de pagamento são alguns dos principais sinais de alerta durante a procura de casa. Entre 5 meses (abril e agosto de 2026), os sistemas […]
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