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Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos

O mar em frente a uma favela em Salvador foi o cenário da última foto de Vilma Alves de Oliveira com seu filho, João Vitor, assassinado em 2023, aos 20 anos.

“Nenhuma mãe está preparada para perder um filho, muito menos dessa forma. Meu filho teve a vida ceifada pela polícia, o braço armado do Estado”, afirma, no complexo do Nordeste de Amaralina, essa mulher negra, de 49 anos, que há três anos busca justiça.

Vilma Alves de Oliveira, cujo filho Joao Vitor foi morto no complexo Nordeste de Amaralina e que afirma que ele foi baleado pela polícia, mostra uma fotografia dele em seu celular em Salvador | Foto: Amanda Cotrim/AFP

Esse bairro de ruas íngremes é um dos epicentros da violência policial no estado da Bahia, onde em 2025 houve 1.570 mortes em operações das forças da lei contra o crime, o número mais alto do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Praticamente nenhuma foi levada à Justiça.

O pizzaiolo João Vitor tinha saído para tomar uma cerveja com um amigo quando, segundo testemunhas, a polícia chegou atirando. As imagens das câmeras de segurança desapareceram, as testemunhas desistiram de depor por medo e nunca foi realizada a perícia balística, relata Alves de Oliveira, hoje desempregada.

“É a minha palavra contra a deles. Mas eu vou continuar lutando pela verdade e por justiça pelo que fizeram com meu filho”, afirma a uma jornalista da Agence France-Presse (AFP) essa mulher de voz firme, que até hoje não consegue passar pela rua onde o filho morreu.

A insegurança é uma das principais preocupações dos brasileiros diante do segundo turno presidencial de 25 de outubro, entre o candidato à reeleição, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, e seu rival, o conservador Flávio Bolsonaro.

Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos
Vilma Alves de Oliveira, Elisângela Souza Santos e Rita Cássia afirmam que familiares foram mortos durante operações policiai | Foto: Amanda Cotrim/AFP

“Mulheres de bandidos”

Cerca de 80 mil pessoas vivem no Nordeste de Amaralina, de maioria negra e cujo domínio é disputado por facções criminosas.

A violência policial é atravessada pelo “racismo estrutural” no Brasil, diz à AFP a advogada Bianca Souza, do Instituto Odara, que presta assessoria às famílias. “O jovem negro e da periferia é alvo histórico” das operações policiais, afirma.

Mais de 80% dos mortos em operações em 2025 no país eram negros, em sua maioria homens entre 15 e 29 anos, segundo o Anuário.

Nesta favela, a luta contra a letalidade policial é liderada por mulheres, que se apoiam mutuamente. Rita Cássia Souza dos Santos, empregada doméstica de 59 anos, espera há treze anos o julgamento de três policiais acusados de matar seu único filho, Carlos Alberto, em 2013, quando ele tinha 21 anos.

“A polícia tentou sujar o nome do meu filho e ligá-lo ao tráfico para justificar a morte dele”, afirma, e denuncia que elas também são atacadas pelos próprios agentes. “Eles nos insultam, nos ofendem, dizem que somos ‘mulheres de bandidos'”, diz.

Consultada pela AFP, a Polícia Militar da Bahia não respondeu.

Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos
Rita Cassia, mãe de Carlos Alberto, afirma que o filho foi morto pela Polícia Militar da Bahia durante operação policial no complexo Nordeste de Amaralina em 2013. Na ocasião, ela mostra fotografias de seu filho em Salvador | Foto: Amanda Cotrim/AFP

Medo da polícia

“São as mulheres, em sua maioria mulheres negras, que cobrem os corpos de seus familiares, vítimas da letalidade policial, e são elas que se organizam em busca de verdade, justiça, reparação e mudanças nas políticas”, afirma Bianca Souza.

Seu ativismo contribuiu para que esteja em tramitação na Bahia o projeto de lei Ana Luiza, que prevê assistência médica, econômica e psicológica para as vítimas de operações policiais. Leva o nome de uma jovem de 19 anos assassinada durante uma operação em Salvador.

Elisângela Souza Santos, de 37 anos, fala com a voz baixa. Seu olhar reflete indignação ao recordar que estava grávida quando policiais invadiram sua casa e mataram seu marido, Marivaldo, de 29 anos, há seis anos. “Tenho mais medo da polícia do que dos traficantes”, diz.

“Ruim com Lula, pior sem Lula” –

O presidente Lula, cujo Partido dos Trabalhadores governa a Bahia há 20 anos, promete criar um Ministério da Segurança Pública e enfraquecer as facções criminosas atacando sua base econômica.

Flávio Bolsonaro, inspirado no presidente salvadorenho Nayib Bukele, defende uma política de mão de ferro e a classificação das grandes facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.

“Não confio em nenhum político. Mas, se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, nossa situação vai piorar muito. Já vimos como foi com o pai. Ruim com Lula, muito pior sem Lula”, diz Elisângela.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou sobre um plano para implementar 1.300 câmeras corporais para controlar a atuação policial. Confirmou que não oferece assistência social às vítimas da letalidade dos agentes. (Amanda COTRIM/AFP)

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve 1.570 mortes decorrentes de operações de agentes da lei no estado em 2023, o maior número do país
Elisangela Souza Santos, viúva de Marivaldo, que ela afirma ter sido morto dentro de casa durante uma operação policial no complexo de Nordeste de Amaralina em 2010 | Foto: Amanda Cotrim/AFP

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Rubio reassures Greece of its “importance to USA” after Guilfoyle ousting

U.S. Secretary of State Marco Rubio sought to reassure Greece that Kimberly Guilfoyle’s departure would not diminish its importance to Washington, promising a successor with access to President Trump and his full confidence. “Greece deserves a strong and good ambassador that has access to and the confidence of the president,” Mr. Rubio told Matthew Boyle […]

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Mexican government relieved after US lifts restrictions on airlines

Tension between Mexico and the United States over flights to the Valley of Mexico has eased. The announcement that Washington will lift air restrictions so Mexican airlines can open routes to U.S. cities from Felipe Ángeles International Airport (AIFA) and Mexico City International Airport (AICM) ends months of uncertainty over connectivity between the two countries. Aviation policy has been one of the most complex fronts in the bilateral relationship and has reflected how government positions also spill over into this sector.

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Felipe Ángeles International Airport, Mexico City, May 6, 2026.

© Cuartoscuro

Mexico City International Airport (AICM), in November 2024.
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Feeling blamed and deceived: Latinos who voted for Trump rebel against the Republican Party

Celia Salmerón had never voted for a Republican candidate. Not until 2024. Then, in the presidential election, she became one of many Latino voters who believed Donald Trump when he promised at every rally that he would deport all criminals and improve the economy. Two years after giving him her support, Salmerón — like so many other Hispanic voters — regrets her decision and says she will vote for the Democratic Party in the midterm elections on November 3. “For everything he’s doing to poor people, for separating parents from their children,” she says as she inserts hair extensions.

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© David McNew (Getty Images)

Members of the Latino community cast their votes in Los Angeles.
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Trump Slashing Deportation Protections Shows Why Temporary Status Shouldn't Depend on Who's President

People deboarding a plane | Photo: Haitians deported from the U.S. deplane in Haiti; Ketlain Difficile/A.P.

In late August, President Donald Trump's administration carried out its first deportation flight to Haiti since the Supreme Court allowed it to end temporary protected status (TPS) for the embattled country in June. "There are no extraordinary and temporary conditions in Haiti that prevent Haitian nationals…from returning in safety," the Department of Homeland Security (DHS) claimed in its TPS revocation, describing a country the State Department warns Americans not to visit "for any reason."

The Trump administration has eroded America's humanitarian avenues, including TPS, which shields migrants from deportation. As a result, many noncitizens may become undocumented and could be forced to return to unsafe places.

The DHS secretary may grant TPS for countries facing armed conflicts, natural disasters, or other disruptive events. TPS designations last anywhere from six to 18 months and may be extended. The government has designated 29 countries for TPS since Congress established the status in 1990, offering protection to Salvadorans fleeing a 12-year civil war, Haitians fleeing the 2010 earthquake, and millions of others. The Biden administration repeatedly made and extended TPS designations, but the Trump administration has been working to terminate them.

There were 1.3 million people living in the U.S. under TPS in March 2025, according to the Pew Research Center. By August 2026, the Trump administration had ended TPS for 13 countries, leaving 1 million people without its protections. Once someone loses TPS, he reverts to his previous immigration status, which is often undocumented. Over 600,000 Venezuelans, 330,000 Haitians, 170,000 Salvadorans, and 100,000 Ukrainians had TPS protections as of March 2025, according to the Congressional Research Service.

Critics often point out that TPS isn't really "temporary." That's frequently true: Although some designations have been brief, others have been decades-long. Designations for Haiti, Syria, Honduras, Nepal, Somalia, and El Salvador have all lasted at least 14 years, according to the Migration Policy Institute (MPI).

This says more about the U.S. immigration system and presidential power than it does about TPS. "In the absence of Congress acting to legalize what has become a long-settled unauthorized immigrant population, Republican and Democratic administrations, lawmakers, immigrants, and foreign governments had come to tacitly rely on TPS despite its nominally temporary nature," notes the MPI. Immigration policy is increasingly subject to presidential whims, and due to lengthy processing times and narrow qualifications, more durable immigration pathways such as asylum and refugee status are often inaccessible to eventual TPS beneficiaries. An immigrant-friendly president may use TPS designations to temporarily shield noncitizen populations, but an anti-immigrant successor can also revoke those protections. In either scenario, a TPS holder faces uncertainty.

In a rare bipartisan immigration effort last February, Reps. Laura Gillen (D–N.Y.) and Mike Lawler (R–N.Y.) introduced a bill to extend TPS for Haiti for three years. It passed the House this April and has been languishing in the Senate since. Its future, too, is uncertain.

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China, Russia quietly moving toward a new Arctic axis

Russian President Vladimir Putin’s advisor Nikolai Patrushev’s recent visit to China points to something more consequential than another round of Russia-China strategic rhetoric: Moscow is trying to turn maritime cooperation with Beijing into infrastructure, technology and logistics that can survive geopolitical pressure. The proposals discussed during the October 8-13 visit — linking China’s Maritime Silk […]

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Caçador detido por usar laços proibidos

VTM

Em comunicado, a guarda explica que a detenção ocorreu no dia 14 de outubro no âmbito de uma ação de fiscalização direcionada para conservação da natureza e da biodiversidade, bem como para a prevenção e deteção de atos ilícitos.

Os elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) “surpreenderam o suspeito a monitorizar as armadilhas artesanais do tipo laço, um meio não seletivo estritamente proibido por lei devido aos danos severos e indiscriminados que causa à fauna selvagem, procedendo à sua detenção em flagrante delito”, acrescenta a nota de imprensa.

No decorrer da ação policial, foram aprendidos nove laços em cabo de aço, um machado e uma navalha cabo de madeira de 8 cm de lamina.

O detido foi constituído arguido, sujeito a Termo de Identidade e Residência (TIR) e notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Chaves.

 

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DECO apresentou estudo sobre comportamento dos consumidores no retalho

A DECO INFORMA…

Estas são algumas das questões analisadas no estudo “O Novo Consumidor do Retalho”, realizado pela Behavioral Insights Unit da Católica Lisbon School of Business & Economics, que a DECO, com o apoio da Mercadona, apresentou no Dia Mundial da Alimentação, na Sala Fernando Pessoa do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O estudo analisou os hábitos de compra dos consumidores em Portugal, os critérios que orientam as suas decisões e a influência das estratégias comerciais. O inquérito a 2.000 consumidores adultos revelou que 93% fazem mais de metade das suas compras alimentares nas grandes superfícies, embora recorram também a outros estabelecimentos, sobretudo para adquirir produtos frescos.

O planeamento é essencial: 82% planeiam regularmente as compras, recorrendo a promoções, comparação de preços, marcas próprias e redução de produtos não essenciais. Além disso, 69% consultam frequentemente o preço por unidade e 67% comparam várias opções antes de decidir.

A relação qualidade-preço é importante ou muito importante para 93,7% dos inquiridos. Na escolha da loja, destacam-se também a qualidade, a proximidade, os preços, as promoções e a variedade.

As estratégias comerciais influenciam as decisões: 83% utilizam frequentemente cartões ou aplicações de fidelização e 66% escolhem lojas devido aos descontos acumulados. Os descontos imediatos e as ofertas limitadas no tempo são os principais estímulos às compras por impulso.

Apesar de a loja física continuar a ser a opção preferida, o comércio online ganha espaço pela conveniência, embora suscite preocupações com os custos de envio e a correspondência entre os produtos esperados e recebidos.

A transparência também preocupa: 68% já detetaram reduções na quantidade ou no peso dos produtos sem uma diminuição proporcional do preço. Na consulta dos rótulos, procuram sobretudo informação sobre validade, composição e quantidade. Na sustentabilidade, revelam maior consciência, mas condicionada por orçamentos limitados. Os resultados mostram consumidores que procuram equilibrar qualidade, preço e conveniência, mas continuam expostos a estímulos promocionais e práticas comerciais que podem influenciar as suas escolhas.

A DECO Algarve, sugere que para ler o artigo anteriormente publicado clique aqui.

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Career diplomat Josh Huck assumes duties of temporary ambassador to US Embassy in Greece

Just a few days after the ousting of controversial US Ambassador to Athens, Kimberly Guilfoyle, the State Deaprtment announced her temporary replacement by Joshua (Josh) Huck. The Josh Huck officially assumed duties as Chargé d’Affaires ad interim, of the U.S. Diplomatic Mission to Greece, on Thursday October 15, 2026. A career member of the U.S. […]

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Bukele announces a possible mass release of inmates

El Salvador’s President Nayib Bukele announced on October 13 his intention to release nearly 50% of the prisoners accused of collaborating with gangs in the country. According to the president, the measure would involve early release, albeit conditional.

“We have a plan that would benefit roughly 50% (give or take) of the prisoners in El Salvador who have collaborated with gangs … In other words, early release – meaning they are guilty but are released conditionally. Released under supervision,” Bukele told the press.

In this regard, he said that his government would evaluate the situation of each detainee to keep the country free from the structural violence that has plagued it for decades: “Considering that we come from a country where violence was part of everyday life and gangs were the real government, the real dictatorship. These people lived under that yoke, but it is not the same to be among those who enforced it as it is to simply survive that reality.”

If we take into account the figure provided by the authorities (according to which nearly 100,000 people are currently detained on various charges) this could mean the release of tens of thousands of people.

Domestic criticism of El Salvador’s mass incarceration

Before Bukele took office, El Salvador was in the throes of a severe crisis of insecurity and violence. His administration imposed a perpetual state of emergency that began in 2022 and has led to the imprisonment of thousands of Salvadorans accused of belonging to gangs (or “maras”) that controlled large swaths of the Central American country.

And while the pacification of the streets has been celebrated by a significant portion of the population, the harsh actions of the government and its police and military forces have drawn criticism from various human rights organizations, which have accused the government of excessive use of force, mistreatment of prisoners, and the unjust detention of individuals who do not belong to gangs.

Read more: CECOT: Bukele’s mega prison where “the only way out is in a coffin”

Another criticism has been leveled at the practice of mass trials, which charge and convict a large number of people at the same time. Rights groups say this has led to countless errors in the treatment of individual defendants. Added to this are allegations of arbitrary detentions, crimes against humanity, and disappearances.

International outrage at 252 Venezuelans detained in El Salvador

The prison system implemented by Bukele in El Salvador has also faced international criticism. The Central American country became a focal point of controversy when hundreds of people deported from the United States were detained in the Salvadoran prison system, which drew widespread criticism of the Bukele government.

Bukele, however, had defended the decision and reaffirmed his alliance with the Donald Trump administration and his participation in the Washington-led geopolitical and military initiative known as Shield of the Americas.

Read more: Maduro gov’t negotiates return of 252 Venezuelans detained by US in El Salvador

The news of the possible release of tens of thousands of detainees sparked even more intrigue, considering that Bukele’s announcement came immediately after his conversation with US Secretary of State Marco Rubio, in which they discussed combating “malign foreign influence.” However, it remains unclear how the two issues are linked, according to El País.

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Líder de assalto a fazenda de desembargador do TRE-DF morre em confronto com a PMGO

Rafael dos Santos Mendes, conhecido como Cocá, foi baleado após trocar tiros com policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste, na terça-feira (13/10), em Águas Lindas de Goiás. Procurado desde 2023 por participação em diversos crimes, ele recebeu socorro ainda com vida, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, conforme apuração do Metrópoles.

Após o confronto, as equipes apreenderam duas armas de fogo, três porções de drogas e o veículo utilizado pelo suspeito. A operação também contou com o apoio de outras unidades da Polícia Militar de Goiás e do Distrito Federal, entre elas a Agência Regional de Inteligência do 17º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), a CPE 20, a CPE de Uruaçu, o Programa de Policiamento de Goiás (PPGO) e o 16º Batalhão da PM, de Brazlândia.

Rafael possuía registros policiais em Goiás e no Distrito Federal por ocorrências relacionadas a tráfico de drogas, ameaça, porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado e homicídio. Também havia registros ligados à localização de veículos furtados ou roubados e a atos infracionais.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) procurava Rafael desde setembro de 2023 por envolvimento no assalto a uma propriedade rural às margens da DF-206, em Brazlândia. A fazenda pertencia a um desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), e o suspeito foi apontado como responsável pela liderança do grupo criminoso.

Conforme a investigação da 18ª Delegacia de Polícia, pelo menos cinco pessoas participaram da invasão. Os criminosos renderam os caseiros, levaram os funcionários para dentro da sede da propriedade, amarraram as vítimas e fizeram ameaças com armas de fogo. Na ação, o grupo levou eletrodomésticos, ferramentas e o carro de um dos trabalhadores.

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No meio do caminho tinha uma norma – o que explica mortes causadas por policiais da Bahia

No Carnaval de Salvador deste ano, Itamar de Assis da Cruz subiu ao trio elétrico do Samba Curuzu City como todos os anos. Aos 59 anos, ele reverenciava tanto a simbologia da festa quanto o bloco, os músicos, o repertório e o público alvoroçado na rua. Quando a banda começou a tocar Na Areia de Itapuã, uma canção autoral que fala sobre uma paixão platônica por Iemanjá, Itamar quase desmaiou. A música lhe trouxe memórias do irmão mais novo, Ivonei de Assis da Cruz, que seis meses antes fora morto por policiais militares no Curuzu, bairro da periferia da capital baiana. Ele tinha 42 anos.

Ivonei era produtor cultural, presidente de blocos carnavalescos e líder da comunidade onde foi assassinado em 1º de agosto de 2025. Naquela noite, ele havia feito um show pelo bairro. Por volta das 22h, após comprar um pastel para a namorada, ele cruzou com policiais militares da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), que buscavam por suspeitos armados. “Calma, eu sou morador”, ele teria dito aos agentes. A frase não foi suficiente para evitar que os policiais atirassem em sua direção pelo menos duas vezes. Mesmo socorrido, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

O produtor cultural Ivonei de Assis da Cruz foi morto ano passado por policiais na comunidade do Curuzu, em Salvador
O produtor cultural Ivonei de Assis da Cruz foi morto ano passado por policiais na comunidade do Curuzu, em Salvador

A morte do líder comunitário foi uma das 1.570 causadas pelas polícias da Bahia no ano passado, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram mais de quatro mortes por dia, média que dá ao estado o título de campeão brasileiro onde as polícias mais matam. O número é quase o dobro do registrado no estado de São Paulo, o segundo colocado no ranking da letalidade policial, com 835 mortes.

Nem sempre foi assim. Antes de 2019, os mortos por policiais na Bahia não haviam superado a marca dos 800 por ano. Foi justamente nessa época que a letalidade policial explodiu, fechando o ano de 2020 com 1,1 mil mortos em ações policiais – um salto de 47% ante os 773 do ano anterior. No mesmo período, o aumento da média nacional foi de 0,3%.

A Agência Pública mergulhou no problema para entender o que está por trás desse vertiginoso aumento da letalidade das polícias baianas. Apuramos que, além do aumento da presença de facções criminosas no estado – usada muitas vezes como justificativa para agressivas operações policiais em comunidades –, uma norma editada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em conjunto com quatro órgãos de segurança jogou gasolina na fogueira.

Em julho de 2019, uma Instrução Normativa dificultou que policiais militares fossem investigados pela Polícia Civil por mortes em ações e operações. A partir de sua publicação, os delegados só poderiam abrir inquérito sobre esses casos com requisição do Ministério Público ou ordem da cúpula da segurança pública.

Mapa interativo: clique no município para saber o número de mortes decorrentes de ações policiais

Além disso, a instrução normativa também determinou que, se o PM envolvido em morte durante um confronto comunicar “espontaneamente” o fato em serviço, a conduta vai ser considerada “justificada, salvo prova em contrário”. E também passou a definir o conceito de confronto como “ato hostil, especialmente mediante disparo de arma de fogo”.

O efeito da norma foi praticamente imediato. Desde então, o estado tem registrado mortes causadas por policiais em sequências estarrecedoras, que destoam do restante do país. 

A instrução normativa esteve em vigor por quase quatro anos. A pedido do Ministério Público estadual, a Justiça anulou em março de 2023 seis artigos da instrução normativa, considerando-os inconstitucionais, conforme revelou A Ponte. A letalidade policial, no entanto, já estava em patamares elevados, acima dos mil casos anuais, e nunca voltou aos níveis pré-2019. As vítimas são majoritariamente homens, jovens, negros e moradores de comunidades.

Muitas das violentas ações da polícia da Bahia nas periferias das grandes cidades se dá sob o argumento de guerra às drogas e guerra às facções. Entretanto, a maior presença das facções no estado não se traduz em mais violência: assim como no Brasil, os homicídios estão em queda na Bahia. Enquanto a letalidade policial mais que triplicou na última década no estado, os homicídios caíram 40% no período.

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“A instrução normativa foi parte das decisões políticas para ‘proteger a institucionalidade militar’, mas o que de fato se verificou foi, até a sua derrubada, um processo de absoluto descontrole. E nem a declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal de Justiça foi capaz de impactar de forma significativa a retomada dos números que nós tínhamos antes de 2019”, avalia  Dudu Ribeiro, diretor-executivo da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas e integrante da Rede de Observatórios da Segurança Pública da Bahia.

A advogada e doutoranda em Ciências Sociais, Lara Falcão, dedicou a sua pesquisa acadêmica à análise da instrução normativa e de seus impactos. Segundo ela, a norma criou uma espécie de roteiro para legitimar mortes em confrontos policiais ao estabelecer critérios para que a ação do agente seja considerada justificada. A norma também permitia que armas encontradas no local não fossem periciadas, caso o policial declarasse que não efetuou os disparos. “É colocar muita credibilidade na palavra desse agente público”, critica Falcão.

Onde estão as câmeras corporais?

A maioria das investigações de mortes causadas por policiais na Bahia não são concluídas. Em 2023, só 26% dos 1.066 inquéritos abertos foram finalizados. Já em 2024, essa taxa foi ainda menor, de 23% (295 de 1251 inquéritos que apuraram 1556 mortes), segundo números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública em um plano para reduzir a letalidade policial no estado. Questionada pela Agência Pública, a SSP não disse quantos policiais militares foram punidos ou afastados e também não passou dados referentes a 2025.

Uma das medidas mais eficazes, segundo pesquisas, para reduzir a letalidade policial é o uso de câmeras corporais com gravação ininterrupta. Em São Paulo, antes de o governador Tarcísio de Freitas acabar com a filmagem contínua, o equipamento reduziu em 57% as mortes decorrentes de intervenção policial nos batalhões que o adotaram em relação ao período anterior à implantação, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas publicado em dezembro de 2022.

Na Bahia, o Ministério Público constatou que só 7,5% das 1,2 mil câmeras corporais distribuídas pelo governo estavam em operação em outubro de 2025. O órgão notificou a Secretaria de Segurança Pública e recomendou que o sistema de monitoramento fosse ampliado.

Questionada pela Pública, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que atualmente o estado conta com 1.300 câmeras corporais em atividade – o equivalente a somente 4,33% do efetivo de pouco mais de 30 mil policiais militares.

Dudu Ribeiro avalia que o uso de câmeras corporais é “urgente” e não deveria ser objeto de resistência por parte dos agentes de segurança. “É materialmente simples de resolver, ela não é tão custosa e nos ajuda em algo que é sempre muito difícil no campo das violências provocadas por agentes de estado: a produção de prova. Já que a gente parte da ideia de uma presunção da verdade a partir da palavra dos policiais”, disse.

Dudu Ribeiro, diretor-executivo da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, diz que uso de câmeras corporais é urgente
Dudu Ribeiro, diretor-executivo da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, diz que uso de câmeras corporais é urgente

‘Cultura do confronto’

Documento do próprio governo da Bahia sobre o problema da letalidade policial diz que há, no estado, uma “cultura do confronto”. “O uso recorrente da força letal reflete, nas forças de segurança, o que pode ser descrito como uma ‘cultura do confronto’. Essa mentalidade, enraizada em treinamentos e na rotina do serviço, favorece abordagens reativas que, por vezes, não priorizam a resolução pacífica de conflitos”, destaca um trecho do Plano de Atuação Qualificada de Agentes do Estado, lançado em outubro de 2025 para reduzir o número de assassinatos cometidos por policiais. 

Entre as metas estão “aumentar em 30% o uso de registros audiovisuais intencionais gerados pelas câmeras corporais” e ampliar a resolutividade dos inquéritos que investigam mortes cometidas por agentes para 50% neste ano e 70% em 2027. Um dos indicadores seria a redução de 10% por semestre no número absoluto das chamadas “mortes por intervenção legal de agentes do Estado”.

O governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) tem feito da redução da letalidade policial uma de suas bandeiras. Ele conseguiu reduzir os números de mortos por agentes do estado em 8,5% entre 2023 e 2024. No ano seguinte, no entanto, houve sutil alta.

Em declaração no último 4 de outubro, logo após ter saído vitorioso das urnas, Rodrigues destacou a segurança pública como prioridade estrutural e defendeu a integração definitiva das forças estaduais com o governo federal – apostando na vitória de Lula no segundo turno. Ele voltou a falar do combate ao crime organizado: “A vitória do presidente Lula e a proposta de criação do Ministério da Segurança Pública darão aos governadores o suporte orçamentário necessário junto ao Congresso para sufocar as organizações criminosas na raiz”.

Foto de Jerônimo Rodrigues, governador do estado da Bahia desde 2023
O governador reeleito Jerônimo Rodrigues lançou em 2025 plano para reduzir a letalidade policial

Procurado, o governo do estado não respondeu até a publicação desta reportagem. Questionada sobre o período de vigência da instrução normativa e a baixa resolutividade dos casos investigados pela corregedoria, a PM da Bahia também não se manifestou. O espaço segue aberto.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia disse que “ todas as ocorrências de mortes por intervenção legal de agente do estado são investigadas pela Polícia Civil, com apoio do Departamento de Polícia Técnica” e que “os procedimentos são acompanhados pelo Ministério Público e Tribunal de Justiça.” 

A secretaria disse ainda que, desde a implementação do Plano de Atuação Qualificada de Agentes do Estado, houve “redução de 17% das mortes em confrontos no ano de 2026 (período de janeiro a agosto)”. Além disso, a pasta enfatizou que “as forças policiais da Bahia atuam pautadas pela legalidade e que, atitudes atípicas, à margem da lei, promovidas por servidor público serão investigadas”. 

Geopolítica do crime organizado

Além da instrução normativa, da pouca resolutividade das investigações de policiais que matam e do baixo uso de câmeras corporais, o estado enfrenta outro problema: a chegada de facções criminosas do sudeste, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).  

De acordo com Ribeiro, a chegada dessas organizações criminosas fez com que parte dos dois grandes grupos baianos – o Bonde do Maluco (BDM) e o Comando da Paz – “precisassem ser absorvidos pelas novas organizações ou fazer acordo com elas para a própria sobrevivência”, o que teria começado também a espalhar novos núcleos e pulverizar essa cadeia de comando do crime organizado. “Isso causou o caos e ampliou o número de conflitos [entre a polícia e as facções] na Bahia”, apontou. 

A guerra às drogas e às facções criminosas teriam motivado a operação policial na comunidade do Curuzu, no dia em que Ivonei foi assassinado. Era por volta das 22h, quando os policiais militares Pedro Henrique Porto Morales, Adriano de Jesus dos Santos, Paulo Fonseca Barreto, Bruno Welber Cirineu da Silva e Luan dos Anjos Santos, integrantes da 37ª CIPM, teriam sido avisados sobre um suposto grupo de oito pessoas armadas e que teriam relação com o BDM, cujo líder no bairro era conhecido como “Demoro”. 

Na noite em que Ivonei foi assassinado, outros dois jovens, de 16 e 21 anos, também morreram pelas armas dos mesmos policiais. De acordo com o Boletim de Ocorrência, os PMs apresentaram uma versão de que os mortos eram criminosos envolvidos com o tráfico de drogas e teriam trocado tiros com os agentes. Não demorou muito para que, nos noticiários locais, a crônica policial ganhasse ainda mais força: homens armados, tráfico de drogas e operação policial.

Foto aérea da Comunidade do Curuzu, na Bahia
Comunidade do Curuzu, onde Ivonei foi morto junto a outros dois jovens sob o argumento de “guerra às facções”

Foi então que Aline Silva, advogada e amiga de Ivonei, viu a imagem do amigo associada ao crime e decidiu confrontar a versão policial. Para ela, aquilo era mais do que uma informação errada de uma pessoa morta, mas uma segunda violência com quem acabara de ser assassinado pelo Estado. “Ivonei dizia: ‘a polícia está aqui para nos proteger. Quando eu disser que sou morador, nada vai acontecer comigo’. E foi exatamente o contrário”, contou.

No dia seguinte à morte, moradores se organizaram para protestar. Queimaram pneus e entulhos, interditaram vias do bairro e gritaram por justiça. “Ele era uma pessoa do bem. As únicas armas que tinha na vida eram um tamborim, um timbal e uma conga”, descreveu Silva.

Itamar da Cruz administrava o Samba Curuzu City com o irmão. Desde a morte, fala pouco e baixo. É como se o luto tivesse lhe roubado as palavras. “Tem sido um tempo ruim pela perda dele. Às vezes, a gente pensa que ele está vivo, mas quando acordo não o encontro”, contou com o olhar marejado. No dia do protesto, ele disse que reconheceu, entre os policiais que foram reprimir a manifestação, os agentes envolvidos na morte do irmão. “Eu os encarei com naturalidade. Eles sabiam quem eu era.”

Apesar dos protestos, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) optou pelo arquivamento do inquérito que investigava a morte de Ivonei e dos outros dois jovens. No documento, o promotor Fernando Lucas Carvalho Villar de Souza, da 3ª Promotoria de Justiça, escreveu “que não existe no inquérito policial qualquer prova que possa fomentar dúvidas sobre a versão dos fatos narrados pelos policiais militares, de que teriam agido em legítima defesa”, mesmo com os depoimentos de familiares das vítimas, incluindo Itamar Assis da Cruz, irmão de Ivonei.

Procurado, o MP não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A decisão do promotor foi publicada em 11 de setembro, poucos dias antes da visita da Pública à família de Ivonei. Para a defesa da família, a falta de testemunhas e elementos para comprovar a inocência de Ivonei tornam a contestação mais difícil.

“A gente fica nesse limbo, mas quando você tem uma Polícia Civil que impugna pelo não indiciamento [dos policiais envolvidos] e um Ministério Público que pede pelo arquivamento, são dois entes públicos contra você, contra aquela vítima. É um cenário complexo tentar reverter essa situação”, desabafou Anne Guerra, advogada da família de Ivonei.

A Polícia Civil da Bahia respondeu à Pública que o inquérito foi concluído em maio e encaminhado ao Poder Judiciário. “Todas as diligências investigativas foram realizadas, com as devidas análises de laudos periciais”, disse o órgão.

Os policiais militares que mataram Ivonei não usavam câmeras corporais no dia em que faziam a operação na comunidade do Curuzu, o que tem dificultado que a defesa consiga apresentar elementos que comprovem uma suposta execução do líder comunitário.

Anne Guerra, advogada da família de Ivonei
‘Sem câmeras corporais, a gente fica à mercê das declarações desses agentes’, lamenta Anne Guerra, advogada da família de Ivonei

“Sem câmeras corporais, a gente fica à mercê das declarações desses agentes. Não temos a versão da vítima. Caso houvesse o uso dessas câmeras, teríamos imagens de como ocorreu e como confirmar que o Ivonei, em momento algum, estava armado”, disse Guerra.

Em meio ao luto, amigos e familiares de Ivonei mantêm projetos

Como produtor cultural e líder comunitário, Ivonei era fundador do bloco Samba Curuzu City, que desfilava no Pelourinho, em Salvador, e do bloco infantil Tio Ivonei, em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, região metropolitana da capital baiana. Além disso, em vida, ele era responsável pela distribuição de brinquedos no Dia das Crianças e outros eventos dedicados às famílias de baixa renda do Curuzu.

A família e os amigos tentam manter os projetos ainda vivos, mesmo com todas as dificuldades que o luto precoce lhes impôs. Desde a partida de Ivonei, o Samba Curuzu City desfilou no Carnaval e no São João de Salvador. “Para ser bem sincera, a gente só está indo, por enquanto, porque ainda dói muito”, disse Aline Silva.

Para ela, dar continuidade aos projetos é uma forma de manter a imagem de Ivonei ainda viva. “É um projeto tão lindo, tão único. E a gente está tentando buscar a força que não tem para continuar. A gente está continuando, mas ainda não estamos conformados com o falecimento”, desabafou.

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Shipowners are already avoiding Bulgarian ports

A week after two cargo ships were struck by drones off the Bulgarian coast, the attack was repeated even closer to our territorial waters with a similar outcome: one vessel was sunk, and another was abandoned by its crew, resulting in injuries and likely numerous fatalities. This is already having tangible consequences for Bulgaria. “Attacks […]

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Thousands of young people protest the Noboa administration in Quito

On October 10, thousands of Ecuadorians took to the streets to protest against the government of right-wing President Daniel Noboa. The demonstration was organized by the Autonomous Front of Organized Resistance (FARO) under the slogan “Government vs. People.”

A esta hora, una marcha de rechazo al Gobierno de Daniel Noboa recorre las calles de Quito. La movilización está marcada por carteles de protesta y consignas contra el mandatario y su gestión. Los manifestantes atraviesan en este momento el paso deprimido del Guambra y avanzan… pic.twitter.com/WKPfT8D9jF

— Elena Rodríguez Yánez (@ElenaDeQuito) October 10, 2026

Saturday’s demonstration followed a protest on October 8, organized by labor unions also in Quito, to protest the security, energy, health, and employment crises facing the country. They also protested government cuts to education and health care, as well as alleged mistreatment of workers, according to Edwin Bedoya, president of the United Workers’ Front (FUT).

For its part, the October 10 demonstration – which consisted mainly of high school and college students – set out from the Central University and marched through Quito. Slogans such as “If the people have no peace, neither does the government” and “Out with Noboa, out with him!” were heard along the streets occupied by the demonstrators.

The president of the Catholic University Student Federation, Jatari Ulcuango, told protesters: “Four years ago, this government promised us electricity; two years ago, too – and now the blackouts have returned. Two months ago, the government told us it would provide us with medicine, and yet we’re only receiving 60% of the supply. They’re taking us for fools.”

He added: “We’re dying outside the hospitals. Criminals are kidnapping us, murdering us, and robbing us. That’s why we’ve come out this morning. They plan to dismantle public institutions to force us to hire private security. Who has gotten rich off the health crisis? The private healthcare sector, while the people are getting poorer and poorer.”

The peaceful march headed back to the Central University, where the students gathered. Later, the students reported on social media that they had been harassed and repressed by the police, who had accompanied the entire march.

Likewise, several media outlets reported that the police were aggressive toward them. This was reported by the outlet La Barra Espaciadora, which released a video showing police officers pushing journalists.

TeleSur journalist Elena Rodríguez also reported that law enforcement officers broke the microphone she was using and struck her on the head: “I’m sick and tired of having to recount, time and time again, police attacks against the press. Today, while I was trying to document the violence with which officers were beating young protesters, I was struck on the head from behind with a baton. I turned around, showed my Telesur microphone to identify myself as a journalist, and the response was another baton strike that ended up breaking it.”

She added: “If they think that by beating me up they’re going to get me to stop documenting police brutality, to put my microphone away, or to back off several blocks so I can report from a place where I won’t be a nuisance, they’re wrong. It is not we journalists who should distance ourselves from the events. It is the police who must stop attacking us. The right to report cannot be negotiated at the point of a baton.”

The protests are taking place against the backdrop of a widespread crisis in the country, which includes the worst security crisis in its history (tens of thousands of deaths due to violence between drug trafficking gangs), a very serious health crisis (a lack of supplies and medicines in the public health system), and other major crises such as those in education, public investment, and employment.

Local elections will be held in November, which will reveal the extent of support – or lack thereof – for President Noboa and his neoliberal government agenda, which aligns with the hemispheric security strategy led by the Trump administration.

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Kimberly Guilfoyle forced to resign as US Ambassador to Greece

Stormy developments at the US Embassy in Athens: Ambassador, Kimberly Guilfoyle, resigned from her post as US Ambassador to Greece on Tuesday afternoon Prior to the resignation of the controversial ambassador, there was a public statement by the new White House Press Secretary, Katie Zakaria, who said on Tuesday morning (US time): “We have asked […]

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Ecuadorian fishermen who were kidnapped by the US military have been acquitted

An Ecuadorian judge ordered the immediate release of nearly 30 fishermen whose two boats were destroyed by the US military in the Pacific Ocean. The Ecuadorian prosecutor’s office had charged them with alleged illegal activities.

The sequence of events is telling.

In two separate instances between late August and early September, the fishing boats Conquista II and María Candelaria were boarded by US military forces while on the high seas. The US forces, after transferring the fishermen to other vessels, destroyed and sank their boats.

The fishermen’s families quickly reported that they had lost communication with their loved ones. Only after prolonged uncertainty were the crew members handed over at Ecuadorian ports and placed under the control of Ecuadorian authorities.

In other words, the crew members were not charged with any crime before their vessels were destroyed, but rather afterward. This move has drawn heavy criticism from criminal defense attorneys (who argue that these actions violate due process) and caused anxiety among Ecuadorian fishermen, who have expressed their fear of fishing on the high seas and suffering the same fate as their compatriots. Several other boats have been intercepted and sunk in the Pacific by US forces in recent months, only increasing fears about transiting there at all.

The US military, for its part, claims that the destroyed vessels serve as fuel refueling points for other boats involved in drug trafficking. Under this strategy, US Southern Command intercepted at least eight Ecuadorian vessels between August and September 2026.

Foreign military actions on Ecuadorian soil have been defended by the government of right-wing President Daniel Noboa, who has aligned himself with Donald Trump’s hemispheric security policy embodied in the Shield of the Americas. During a recent visit to the South American country, Marco Rubio defended the military operations as necessary to dismantle drug trafficking routes.

But why destroy a vessel that has already been evacuated of its crew? 

Defense Minister Giancarlo Loffredo, who defends US military operations against Ecuadorian fishermen based on alleged “prior intelligence,” said that destroying a vessel that has already been evacuated of its crew is justified because it is too risky to tow the vessels to shore. He also said that seizing the fuel on board is dangerous.

However, the minister’s justifications have not convinced everyone. Human Rights Watch stated that both the United States and Ecuador must present evidence justifying the destruction of the vessels: “Of the detained crew members, 90 are facing criminal investigations in Ecuador, 56 were released because Ecuadorian judges ruled that their detention was illegal, and another 14 were not brought before a judge.”

In addition, Juanita Goebertus, director of the Americas division at Human Rights Watch, said: “Intercepting fuel trafficking at sea can be an important step in stopping criminal groups, but that does not give security forces the right to detain people without evidence, destroy their boats, and commit abuses.”

The fact is that the Ecuadorian fishermen deny any involvement in the crimes of which they are accused. For now, the Ecuadorian courts have ruled in favor of nearly 30 fishermen from the Montecristi and the Don Rufo, stating that the prosecution failed to present evidence to support its accusations. With them, the total number of acquitted crew members stands at 56. Another 32 fishermen are on probation while investigations into alleged criminal association continue.

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Afghan road to China tests Pakistan’s power and leverage

China is increasingly trying to diversify its connections to the region as Pakistan’s actions in Afghanistan create new security and strategic problems for Beijing. The opening of a road through the Wakhan Corridor is an important step in that effort. Afghanistan has formally inaugurated a 121-kilometer road through the corridor, running from Broghil to the […]

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Belt and Road paving way for China’s military presence in SE Asia

Last week, eight Chinese-made light attack jets sat on a half-finished runway at Ban Keun, flanked by more than two dozen military support vehicles, offering the first aerial glimpse of a new Chinese-Lao military facility north of the Lao capital, Vientiane. The speed of the buildup and the earthmoving visible around the airstrip in the […]

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