O Hospital Estadual da Mulher (HEMU) capacitou profissionais de diferentes setores para atuar nos primeiros momentos de uma emergência. O treinamento de Brigadista Eventual foi ministrado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás e contou com a participação de 61 colaboradores da unidade.
A formação incluiu atividades teóricas e práticas sobre prevenção e combate inicial a incêndios, procedimentos de evacuação e noções de primeiros socorros. Os participantes também aprenderam como proceder até a chegada das equipes especializadas.
Em um hospital, saber como agir nessas situações exige atenção às necessidades dos pacientes, especialmente daqueles com mobilidade reduzida ou que dependem de assistência para se deslocar. Por isso, a preparação das equipes é importante para que a resposta a uma emergência ocorra de maneira organizada, considerando as particularidades de cada setor.
A capacitação envolveu profissionais das áreas assistencial e administrativa e está relacionada ao Plano de Atendimento a Emergências do HEMU. O treinamento busca preparar as equipes para identificar situações de risco e seguir os procedimentos previstos para cada ocorrência.
Para o engenheiro de segurança do trabalho do HEMU, Luis Rogerio Soares, a formação contribui para que os profissionais saibam como agir diante de situações que exigem uma resposta rápida.
“O treinamento permite que os colaboradores ampliem seus conhecimentos, reconheçam situações de risco e estejam mais preparados para agir de forma consciente e coordenada diante de possíveis emergências”, afirma.
Com a capacitação, os brigadistas ampliam o preparo para atuar na prevenção e na resposta inicial a emergências, contribuindo para a segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital.
O vice-prefeito de Guamiranga, no Paraná, Igor Pontarolo (PSD), foi preso em flagrante na terça-feira (20), após danificar estruturas do pronto-atendimento municipal e de uma sala da Secretaria de Saúde. A ocorrência também envolve acusações de ameaça e desacato a servidores. Na quarta-feira (21), ele obteve liberdade provisória.
Imagens de câmeras de segurança mostram que Pontarolo chegou à unidade de saúde carregando uma mulher no colo. A entrada, que possui uma trava eletrônica, não abriu na primeira tentativa. Após cerca de 16 segundos, o acesso foi liberado e ele entrou com a paciente.
Dois minutos depois, as câmeras registraram o político retornando ao local, arrancando a porta da estrutura e jogando-a no chão.
Confusão continuou na Secretaria de Saúde
Conforme o boletim de ocorrência, após deixar a área de atendimento, Pontarolo seguiu para a Secretaria de Saúde, instalada em um prédio anexo ao hospital, e procurou pelo titular da pasta. Testemunhas relataram que ele estava exaltado e danificou uma sala.
Ainda segundo os registros policiais, o vice-prefeito também teria ofendido o secretário municipal na presença de policiais militares que atenderam à ocorrência. Ele foi encaminhado à Polícia Civil, onde a prisão em flagrante foi formalizada.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio e as condutas atribuídas ao político. A prisão em flagrante e a posterior concessão de liberdade provisória não representam condenação pelos crimes investigados.
Defesa afirma que houve emergência médica
Em depoimento, um amigo de Pontarolo relatou que os dois estavam em um velório quando uma tia dele passou mal, desmaiou e começou a convulsionar. Diante da situação, o vice-prefeito teria decidido transportá-la por conta própria até o pronto-atendimento.
A defesa sustenta que a conduta ocorreu em uma situação de emergência. Em nota, afirmou que Pontarolo agiu em estado de necessidade para preservar a vida da paciente e garantir assistência médica. O advogado Renato Rafael Griczynski também declarou que a defesa respeita as instituições, o devido processo legal e a presunção de inocência.
A Prefeitura de Guamiranga informou que ainda não dispõe de elementos conclusivos para esclarecer integralmente o ocorrido. A administração anunciou que pretende apurar as circunstâncias, os possíveis danos ao patrimônio público e os motivos envolvidos por meio de uma sindicância.
O município afirmou que aguardará a apuração formal antes de emitir um juízo sobre o caso e reafirmou o compromisso com a transparência, a preservação do patrimônio público e o respeito aos servidores e à população.
A iniciativa da Novo Nordisk junta profissionais de saúde, figuras públicas e criadores de conteúdo numa corrente de conversas sobre as diferentes dimensões da gestão do peso. O humorista e radialista Nuno Markl, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro e a médica de família Margarida Santos são algumas das vozes que farão parte da corrente […]
Cuidado, Saúde e Transformação Social levou informações sobre saúde da mulher à Unidade Prisional Feminina de Luziânia. A atividade, realizada pelo Instituto Patris em alusão ao Outubro Rosa, contou com orientações sobre prevenção de doenças e infecções sexualmente transmissíveis, além de uma roda de conversa sobre saúde emocional e momentos de expressão artística.
A programação abrangeu 110 internas da unidade prisional e teve a colaboração de profissionais do Hospital Estadual de Luziânia (HEL), gerido pelo Instituto Patris. A coordenadora de enfermagem Thalya da Silva Rios de Morais compartilhou informações sobre prevenção, cuidados com o corpo e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
A psicóloga organizacional Tamires Martins e a neuropsicóloga Lorena Vieira Freitas, ambas do HEL, conduziram uma roda de conversa sobre saúde emocional, autocuidado e valorização pessoal.
A pintura em tela e a música também fizeram parte da programação, oferecendo às participantes outras formas de expressão.Para Tamires, a proposta foi criar um ambiente em que as mulheres pudessem expressar sentimentos e experiências com respeito à individualidade de cada uma.
“Algumas mulheres conseguiram colocar em palavras ou nas produções artísticas sentimentos, lembranças e perspectivas que eram importantes para elas. Meu papel foi acolher essas manifestações de forma ética e respeitosa, sem julgamentos e sem transformar aquele espaço coletivo em um atendimento psicológico individual”, explica.
A psicóloga observa que o cuidado com a saúde emocional também precisa chegar às mulheres que estão no sistema prisional, com oportunidades de escuta, informação e expressão.
Segundo ela, a receptividade das participantes e o interesse da instituição em receber novas atividades abriram espaço para pensar na continuidade da iniciativa. A gerente de Gestão de Pessoas do Instituto Patris, Joilma Mota Lima Fernandes, que coordena o projeto ao lado de Tamires, explica que a proposta é levar o conhecimento dos profissionais a diferentes realidades sociais.
“Para nós, do Instituto Patris, cuidar também significa estar presente, ouvir e reconhecer as necessidades de cada pessoa e de cada contexto. Essa ação foi pensada para proporcionar às participantes um momento de informação, acolhimento, expressão e leveza”, afirma. Joilma também fala sobre o papel da instituição nessas iniciativas.
“Como gerente de Gestão de Pessoas, acredito que nosso papel também é contribuir para iniciativas que ultrapassem os muros das nossas instituições e alcancem a comunidade. O Cuidar de Perto representa exatamente isso: transformar conhecimento em cuidado, aproximar pessoas e fortalecer a presença social do Instituto Patris.”
Novos fármacos para a perda rápida de peso vão ser comparticipados pelo Estado, mas ficam reservados a especialistas do SNS. Portaria publicada esta quinta-feira limita ainda a prescrição a endocrinologistas, internistas ou pediatras, e até ao máximo de um ano
O cantor Ney Matogrosso anunciou que ficará afastado dos palcos por cerca de um mês após passar por uma cirurgia. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (21), o artista afirmou que o procedimento não foi motivado por um problema grave, mas que a recuperação exigirá tempo.
“Não é nada grave, mas é uma coisa demoradinha, que está começando a consertar, mas ainda não está consertada”, explicou o cantor. Ele não informou qual cirurgia realizou.
Por orientação médica, Ney precisará interromper temporariamente a agenda de apresentações. A pausa afetou o show que faria neste sábado (24), em Tiradentes, Minas Gerais, como atração do festival Planeta Tiradentes.
A apresentação, que estava com os ingressos esgotados, foi transferida para 27 de fevereiro de 2027.
Em comunicado, a organização do evento lamentou a mudança e destacou que a recuperação do artista é a prioridade. A equipe também manifestou o desejo de que Ney se restabeleça o mais rápido possível.
Turnê prevista para 2027
O afastamento ocorre meses antes do início da turnê comemorativa dos 85 anos do cantor. Anunciada em agosto, a série de apresentações recebeu o nome de “85 Anos de Ousadia” e prevê shows em capitais brasileiras ao longo de 2027.
A estreia está programada para janeiro, no Nubank Parque, em São Paulo. O encerramento deve ocorrer em 18 de dezembro, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Até o momento, Ney não divulgou detalhes adicionais sobre a cirurgia. O período de afastamento informado pelo artista é de aproximadamente um mês, conforme a recomendação médica.
A internação de um recém-nascido exige mudanças na rotina familiar e pode despertar medo, insegurança e dúvidas. No Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás (HEAL), o projeto Colo que Acolhe oferece às mães um espaço de escuta e troca de experiências, com apoio psicológico e orientações sobre direitos sociais durante o período de hospitalização dos filhos.
O encontro realizado na quarta-feira (21) teve como tema “Entre medos e perdas: acolher as emoções e encontrar forças”. A atividade foi conduzida pela psicóloga Lilihana Pires e pela assistente social Glauciane, que trabalharam sentimentos presentes na rotina das mães que acompanham os bebês na UTI Neonatal.
Uma das propostas foi uma dinâmica com fios de tecido. Ao formar uma teia em conjunto, as participantes representaram as emoções e experiências que compartilham nesse período. A atividade abriu espaço para que elas falassem sobre seus sentimentos e percebessem que outras mães também enfrentam dúvidas e dificuldades semelhantes.
A Psicologia atua no acolhimento dessas emoções e na busca por estratégias para lidar com as incertezas da internação. Já o Serviço Social orienta as famílias sobre direitos socioassistenciais, benefícios e serviços disponíveis.
O trabalho também envolve a articulação com a rede de assistência do município, de acordo com as necessidades de cada família, para favorecer a continuidade do acompanhamento após a alta hospitalar. Para o diretor-geral do HEAL, Nilmar Corrêa, o projeto permite ampliar o olhar sobre as necessidades das famílias durante o tratamento dos recém-nascidos.
“Além dos cuidados com os bebês, precisamos olhar para as mães que acompanham de perto esse processo. O Colo que Acolhe oferece um espaço para que elas compartilhem o que estão vivendo, recebam apoio e tenham acesso a informações importantes sobre seus direitos. Esse cuidado faz diferença na experiência da família durante a internação”, afirma Nilmar.
O projeto integra o atendimento multiprofissional do HEAL e busca dar suporte às mães durante a permanência dos filhos na unidade neonatal, considerando tanto as necessidades emocionais quanto as questões sociais que podem surgir nesse período
Vítima mortal sofria de imunossupressão grave. Ordem dos Médicos Veterinários identificou na passada semana a prevalência do vírus conhecido por infetar o gado em Portugal, descartando o risco de contágio a humanos
No Auditório da Polícia Judiciária, em Faro, realizou-se uma conferência nacional inédita sobre a “Gestão do Risco no SNS e na Administração Pública“, que reuniu a Comissão de Combate à Fraude no SNS, o Juiz Conselheiro Mouraz Lopes, presidente do Mecanismo Nacional Anticorrupção e representantes de diferentes áreas da Administração Pública para refletir sobre os desafios da gestão do risco, da integridade e da segurança dos serviços públicos, destacando a importância da prevenção, da responsabilização das lideranças e da aprendizagem organizacional.
A iniciativa, promovida pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, teve lugar a 14 de outubro, proporcionou um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre a governação, a gestão do risco, a qualidade, a segurança do doente, a integridade e a proteção dos recursos públicos, reunindo diferentes perspetivas sobre os desafios que se colocam às instituições públicas, nomeadamente da Polícia Judiciária, das Universidades e dos Municípios.
Nas principais mensagens em destaque esteve a importância de transformar os instrumentos de gestão do risco em medidas concretas, capazes de influenciar decisões, prevenir falhas e melhorar o funcionamento das organizações.
Os referenciais e as metodologias existentes, incluindo os previstos no Regime Geral da Prevenção da Corrupção (RGPC), só produzem verdadeiro valor quando se traduzem em responsabilidades claras, acompanhamento regular e resultados mensuráveis.
Portanto, uma boa governação exige, objetivos definidos, responsabilização das lideranças e mecanismos eficazes de monitorização, sendo que a gestão do risco não deve ficar circunscrita às áreas de auditoria ou de cumprimento normativo, mas integrar os processos de decisão e a atividade diária de toda a organização.
Uma visão integrada dos riscos e das respostas
Foi igualmente salientada ao longo da conferência, a interligação entre os riscos operacionais, clínicos, financeiros, de proteção de dados e de cibersegurança. Esta realidade exige uma abordagem integrada, assente na partilha de informação, na cooperação entre instituições e na preparação para responder a incidentes.
No setor da saúde, a gestão do risco corporativo deve articular-se com a segurança do doente, promovendo uma cultura de prevenção, reporte de incidentes e aprendizagem organizacional. A identificação precoce das vulnerabilidades e a capacidade de retirar ensinamentos das falhas são fundamentais para melhorar a qualidade dos cuidados e reforçar a confiança dos cidadãos.
Particular relevância assumem também as especificidades territoriais no Algarve, onde a sazonalidade e a pressão sobre os serviços exigem prioridades bem definidas e planos de continuidade ajustados à realidade regional.
A integridade e a transparência foram outras dimensões centrais do debate, associadas à necessidade de decisões fundamentadas, processos rastreáveis e mecanismos de controlo proporcionais. A prevenção da fraude e da corrupção constitui, neste contexto, uma responsabilidade essencial na proteção dos recursos públicos.
Um nota distribuída à imprensa após a conferência a ULS Algarve diz que a segurança da informação e a inteligência artificial estiveram igualmente entre os temas abordados. Se, por um lado, a tecnologia pode contribuir para melhorar a avaliação dos riscos, por outro, exige atenção à qualidade dos dados, à privacidade e à responsabilização pelas decisões. A preparação das equipas, a formação e a cooperação entre entidades são igualmente determinantes para assegurar a continuidade dos serviços públicos.
Transformar a reflexão em melhores práticas
Patrícia Rego, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve para a área da Saúde, na sessão de encerramento, sublinhou que os riscos não podem ser analisados isoladamente, uma vez que uma falha tecnológica pode comprometer a continuidade dos cuidados, tal como uma fragilidade organizacional pode colocar em causa a segurança do doente.
A responsável defendeu, por isso, que a gestão do risco deve ser entendida para além do cumprimento regulamentar. “Gerir o risco é sem dúvida antecipar“, afirmou, salientando que as organizações não devem esperar pela ocorrência de um incidente para reconhecer as suas vulnerabilidades.
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Também Tiago Botelho, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, considerou a conferência um dia de reflexão exigente e útil, marcado pelo cruzamento de diferentes perspetivas sobre governação, gestão do risco, qualidade e segurança do doente. “O risco não pertence a um único departamento, faz parte das decisões, dos processos, das responsabilidades e, em suma, de toda uma administração“, salientou o gestor da Saúde no Algarve.
Para o Conselho de Administração da ULS Algarve, o principal desafio passa agora por transformar a reflexão em práticas concretas, reforçando o ambiente de controlo interno através da definição de responsabilidades, da disponibilização de informação de suporte à decisão e de mecanismos de acompanhamento eficazes.
Tiago Botelho destacou ainda a importância de uma gestão do risco corporativo alinhada com os objetivos e as responsabilidades da instituição, de um cumprimento normativo orientado para a promoção da integridade e a prevenção de falhas e de uma auditoria interna independente, capaz de avaliar procedimentos e recomendar melhorias.
O responsável sublinhou que o valor destes mecanismos deve ser avaliado pelo seu impacto efetivo na organização, e não pelo número de documentos aprovados. Alertou ainda para os riscos que a fraude e a corrupção representam para os recursos públicos, para a confiança dos cidadãos e para a capacidade de resposta das instituições.
Em representação da reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio, o diretor da Faculdade de Economia, Luís Coelho, reiterou a disponibilidade da academia para continuar a colaborar com as instituições da região, destacando o contributo da formação para a capacitação de profissionais e para o desenvolvimento de competências diferenciadas.
A conferência terminou com uma mensagem transversal: antecipar em vez de apenas reagir, responsabilizar as lideranças, integrar competências e medir resultados. Mais do que produzir matrizes ou relatórios, a gestão do risco deve traduzir-se em melhores decisões, danos evitados, utilização responsável dos recursos e maior confiança nas instituições públicas.
Conferência em Faro juntou responsáveis da saúde, da justiça e da Administração Pública. A prevenção de falhas e a responsabilização das lideranças estiveram no centro do debate.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) manifestou preocupação com a ausência da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de uma reunião em Lisboa para discutir políticas públicas de saúde para a região.
Em comunicado, assinado pela atual presidente da CIMAT, Fátima Fernandes, é explicado que a reunião “foi formalmente convocada pela senhora ministra da Saúde, tendo os presidentes de câmara municipal assegurado a sua presença”, no entanto, a reunião não se concretizou, uma vez que “não foram recebidos pela senhora ministra, tendo sido proposto, em alternativa, um encontro com o senhor secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão”.
Perante esta situação, os autarcas dos seis municípios (Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar) entenderam que “não estavam reunidas as condições para um diálogo profícuo, ao nível da responsabilidade política e institucional que o tema exige”, nunca colocando em “causa a consideração institucional devida ao senhor secretário de Estado”.
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Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, referiu à VTM que o objetivo da tribuna pública “foi defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dar a conhecer os problemas que enfrenta. No caso concreto de Chaves registamos uma constante desvalorização e retirada de valências deste hospital”.
A proposta de Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República prevê uma redução de verbas para a saúde, uma situação que deixa preocupações. “É mais um desinvestimento no setor da saúde e nos seus profissionais, quando as necessidades são cada vez maiores e deveria era haver um reforço no SNS”.
A dirigente sindical sustenta que “não podemos ter um bom sistema de saúde público se não tivermos profissionais valorizados, com carreiras bem definidas e haja uma progressão justa, de forma a terem boas condições de vida”.
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O Hospital Lusíadas Lisboa anuncia a abertura do novo Centro de Imagem e Diagnóstico, uma infraestrutura que integra uma Unidade da Mama, um modelo inovador e multidisciplinar criado para acelerar o diagnóstico e o tratamento de patologias mamárias, e a Via Verde da Mama, um circuito clínico estruturado que acelera a avaliação, as decisões clínicas […]
Impactos do adoecimento de trabalhadores na produtividade e nos resultados financeiros estarão em debate na FICCA Goiás, em Goiânia
Ansiedade, depressão, burnout e estresse relacionado ao trabalho deixaram de ser preocupações restritas à saúde dos trabalhadores e passaram a pesar também nos resultados financeiros das empresas. Um tema que tem se tornado cada vez mais relevante e será uma das pautas das discussões realizadas na FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia, com entrada gratuita.
Considerando a remuneração média mensal de R$ 3.386 dos empregados com carteira assinada, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o afastamento de um único funcionário por 15 dias pode gerar R$ 2,2 mil em despesas adicionais para a empresa, caso seja necessária a contratação de um substituto com remuneração equivalente. A simulação considera o salário proporcional ao período e provisões trabalhistas, como 13º salário, férias e FGTS, sem incluir outros encargos.
A dimensão do problema aparece também nas estatísticas previdenciárias. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais foram concedidos no Brasil em 2025, crescimento de 15,66% em relação aos 472.328 registrados em 2024.
Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estima que os problemas de saúde mental comprometam R$ 282 bilhões por ano do Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país – aproximadamente R$ 773 milhões por dia. O cálculo considera não apenas os afastamentos do trabalho, mas também a redução da produtividade de profissionais que continuam exercendo suas atividades mesmo enfrentando problemas de saúde mental.
“Essa é uma realidade de pequenas, médias, grandes empresas e das cooperativas. A saúde mental impacta os negócios, significa impacto no caixa quando se fala em afastamento de até 15 dias e se reflete no engajamento e na produtividade da equipe”, destaca o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira.
O impacto do adoecimento sobre a produtividade estará entre as discussões da FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. O médico, professor e pesquisador Marcos Mendanha apresentará a palestra “Saúde mental como estratégia corporativa de responsabilidade social e lucratividade”.
Diagnósticos
Ansiedade e depressão estão entre os principais diagnósticos que ajudam a dimensionar o problema. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2025 foram concedidos 166.489 benefícios por transtornos de ansiedade e outros 126.608 por episódios depressivos.
Para o diretor técnico de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesc Med Goiás e médico do trabalho, Heitor Godinho, os impactos do adoecimento mental se manifestam de diferentes maneiras no ambiente corporativo.
“Aumentam o absenteísmo, os afastamentos previdenciários e a rotatividade, além de afetarem a produtividade e a qualidade dos serviços. Há também o presenteísmo, quando o trabalhador continua exercendo suas atividades, mas produz abaixo da sua capacidade porque está adoecido”, explica.
Segundo Godinho, o presenteísmo representa um desafio adicional para as empresas, justamente pela dificuldade de mensurar seus efeitos sobre os resultados. “Eles permanecem em atividade produzindo menos, cometendo mais erros e apresentando maior risco de adoecimento futuro”, afirma.
Prevenção
Se o adoecimento tem impacto financeiro, a prevenção e o tratamento também podem ser analisados sob a perspectiva econômica. Estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que cada US$ 1 investido na ampliação do tratamento de depressão e ansiedade pode gerar retorno de US$ 4 em melhora da saúde e da capacidade para o trabalho.
Na avaliação de Heitor Godinho, ambientes de trabalho mais saudáveis podem contribuir para a retenção de talentos, maior engajamento, melhora do desempenho, redução de conflitos internos, menor absenteísmo e aumento da produtividade.
“Empresas que investem em prevenção frequentemente observam redução de afastamentos, menor rotatividade, melhora do clima organizacional, fortalecimento da marca e aumento da satisfação dos trabalhadores e dos clientes”, afirma.
Programação
A relação entre saúde mental, ambiente de trabalho e resultados empresariais estará na programação da FICCA Goiás.
A programação também reúne nomes que abordarão, sob diferentes perspectivas, comunicação, comportamento, atitude e desenvolvimento humano. Entre os confirmados estão Cíntia Chagas, com “Oratória de Elegância + Mulheres Chiques Inspiram”; Douglas Viegas, com “A vida é sua!”; e Roberto Reis, com “O conhecimento muda sua visão, a atitude muda sua vida”.
Sobre a FICCA
A FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio — nasce da união inédita das instituições representativas dos principais setores da economia goiana, responsáveis por mais de 90% do PIB do estado. Realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2026, no Centro de Convenções de Goiânia, o evento reunirá 200 expositores em 3.500 metros quadrados de área, além de palestras, rodadas de negócios, experiências e conteúdos voltados à inovação, à sustentabilidade e à geração de oportunidades.
A Feira é uma realização conjunta do Sistema Fecomércio-GO, Sistema Fieg, Facieg, Sistema OCB/GO, Sistema FAEG/Senar e Sebrae Goiás. A programação reúne seis eventos: 4ª Expo Fecomércio — Comércio de bens, serviços e turismo; 3ª Expoind — Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana; 2ª ExpoCom — Feira de Fornecedores do Varejo de Goiás; Pavilhão do Cooperativismo; Agro Trends e Feira do Empreendedor Sebrae. A visitação é gratuita. Para saber mais informações, acesse: https://ficca.com.br/.
A Câmara Municipal de Loulé associou-se à organização e dinamização da iniciativa “Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde”, que decorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, no MAR Shopping Algarve. Para assinalar o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, este ano subordinado ao tema “A resiliência começa em casa”, o […]
O município de Tarouca dispõe, a partir de agora, de uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF), que vai reforçar os cuidados de saúde prestados à população. A apresentação oficial contou com a presença do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
A cerimónia teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal e contou com a presença de representantes do Governo, responsáveis pela administração da saúde, autarcas, profissionais de saúde e diversas entidades locais.
De acordo com a autarquia, a nova unidade representa uma mudança significativa para o concelho. “Há menos de um ano, Tarouca dispunha de apenas um médico de família para cerca de oito mil habitantes. Atualmente, conta com cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar, resultado de um trabalho de articulação institucional que permitiu responder a uma das principais preocupações da população”.
António Leitão Amaro reconheceu, durante a sessão, “o empenho e a persistência de José Damião Melo”, sublinhando “a importância do trabalho desenvolvido pelo autarca na defesa e melhoria dos cuidados de saúde em Tarouca”.
Na sua intervenção, o presidente da câmara municipal, José Damião Melo destacou a importância desta conquista para o concelho. “Há um ano, deparámo-nos com uma realidade que não podíamos aceitar. Hoje, temos cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar. Este é um dia que pertence aos tarouquenses e a todos aqueles que acreditaram que seria possível fazer a diferença”.
José Damião Melo agradeceu também a colaboração das entidades envolvidas e o empenho dos profissionais de saúde, considerando a criação da nova USF um passo fundamental para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e a qualidade de vida da população.
Aproveitando a presença do ministro da Presidência, o autarca apresentou também algumas das principais preocupações do município, apelando ao apoio do Governo para enfrentar os desafios que afetam a região.
Segundo o município, as questões abordadas incluíram os prejuízos causados pelas intempéries, que representam cerca de 30% do orçamento municipal, a revisão da Lei das Finanças Locais para reconhecer o contributo ambiental positivo das regiões do interior e a criação de incentivos fiscais para promover a fixação de famílias e empresas nessas regiões.
Após a sessão nos Paços do Concelho, a cerimónia prosseguiu no Centro de Saúde de Tarouca com o descerramento da placa da Unidade de Saúde Familiar e uma visita às instalações.
Segundo a autarquia, a entrada em funcionamento desta nova estrutura de saúde vem “reforçar os cuidados de saúde no concelho, bem como o trabalho desenvolvido em articulação entre o município, o Governo e as entidades do setor da saúde”.
A Caminhada Outubro Rosa propõe percursos de cinco e oito quilómetros na Zona Ribeirinha de Portimão. A iniciativa sensibiliza para o cancro da mama e angaria fundos para apoiar doentes oncológicos e familiares.