Tercer boletín de deportes
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Imagens de videovigilância mostram o cantor a atingir a vítima com uma garrafa de vidro na cabeça. O juíz salientou que “a lei é igual para todos” e que a agressão foi “manifestamente perigosa”

Miles de jóvenes se lanzaron a las avenidas y plazas de las grandes ciudades brasileñas en la noche del domingo para celebrar la histórica victoria del presidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silva. “¡Oeeeoeeeoee, Lula, Lula!”, resonó con trompetas de acompañamiento delante la fachada pompier del teatro municipal de Río en una fiesta carnavalesca de celebración por la extraordinaria remontada del candidato del Partido de los Trabajadores (PT)


El presidente de EE.UU., Donald Trump, dejó a entender este lunes que ha habido “fraude” en las presidenciales de Brasil, en las que el Lula da Silva se impuso el domingo al ultraderechista Flávio Bolsonaro, que no ha reconocido su derrota.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou, na madrugada desta segunda-feira (26/10), um vídeo em inglês nas redes sociais em que pede à comunidade internacional que não reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, ele afirma, sem apresentar provas, que houve fraude no processo eleitoral e defende o cancelamento do pleito. “Não reconheçam estas eleições. Precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional”, declarou.
Eduardo sustenta que a virada de Lula entre o primeiro e o segundo turno seria “estatisticamente impossível”. Ele cita a soma dos votos de candidatos derrotados no primeiro turno e afirma que o petista não teria como ter ampliado sua votação na proporção registrada. O ex-deputado questiona ainda a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário de votação em duas horas.
O argumento de Eduardo, no entanto, não menciona o aumento no comparecimento de eleitores entre os dois turnos. A abstenção caiu de 33,4 milhões no primeiro turno para 30,5 milhões no segundo, o que significa que mais de 128,1 milhões de brasileiros votaram neste domingo, ante 125 milhões na primeira etapa. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.
A Justiça Eleitoral negou as acusações e classificou a informação como falsa. O TSE esclareceu que fiscais do PL acompanharam normalmente o Teste de Integridade das Urnas e a totalização dos votos, com registros que comprovam a presença dos representantes. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu o respeito ao resultado das urnas e afirmou que a democracia exige o reconhecimento da vontade manifestada pelos eleitores.
A publicação de Eduardo ocorre após seu irmão, Flávio Bolsonaro, afirmar que não reconhece a derrota e anunciar que pedirá a anulação da eleição. Flávio criticou a prorrogação do horário de votação, mas não citou que a própria campanha do PL também solicitou a extensão em cinco estados. Os presidentes do STF, do TSE, do Senado e da Câmara já reconheceram o resultado.
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Os negócios que desejarem recolher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pelo regime regular terão até sexta-feira para registrar a opção. Quem não fizer a escolha continuará a recolher pelo regime simplificado, que tem uma alíquota variável por tipo e tamanho de negócio posteriormente rateada em diversos tributos.
O Simples Nacional é um regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano. Por causa do novo sistema tributário, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha do regime tributário.
As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 devem fazer o pedido até 30 de outubro. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.
A data limite acabaria em 30 de setembro, mas, após diálogo com o Conselho Federal de Contabilidade e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o CGSN estendeu o prazo para 15 de outubro.
O novo prazo foi regulamentado por resolução do CGSN editada no fim de setembro. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.
As micro e pequenas empresas têm de 3 de novembro a 20 de dezembro para desistir das opções. O prazo vale tanto para reverter a inclusão no Simples como para cancelar o recolhimento do IBS e da CBS a partir de 2027.
A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.
Os novos prazos são:
As seguintes datas estão mantidas:
Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.
Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.
Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deveria ter sido feita em setembro, com validade de janeiro a junho.
Quem não fez a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.
A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.
A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.
Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:
Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.
Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa em setembro deste ano para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.
As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.
Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.
As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.
Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.
A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.
Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.
A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.
Quem fez o pedido até 15 de outubro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.
O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.
A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.
A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao Microempreendedor Individual (MEI).
Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.
Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.
Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.
A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.
O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.
Entre as providências recomendadas estão:
A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.
A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.
A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.
Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.
A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.
Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.
Uma viatura encontra-se abandonada há mais de dois anos num parque de estacionamento em Portugal, ocupando três lugares que poderiam ser utilizados por outros automobilistas. Apesar das reclamações e de o veículo já ter sido autuado, a situação continua por resolver, levantando dúvidas sobre os procedimentos previstos na lei para a remoção de automóveis deixados durante longos períodos na via pública.
O caso acontece no estacionamento da estação ferroviária de Coimbra-B. De acordo com o Diário de Coimbra, o automóvel foi deslocado várias vezes durante as obras realizadas naquela zona, acabando por ficar atravessado no local onde permanece atualmente. Os moradores garantem que já foram feitos contactos com diferentes entidades, mas a viatura continua no mesmo espaço.
Segundo a mesma fonte, foram enviados vários emails à Câmara Municipal de Coimbra e à Proteção Civil para alertar para a situação. Apesar destes contactos e da existência de uma autuação, não foi concretizada qualquer intervenção que permitisse libertar os três lugares de estacionamento ocupados pelo automóvel.
Um dos moradores manifestou o descontentamento com a ausência de uma solução, afirmando que “até hoje ninguém fez nada” para retirar o veículo. A situação ganha particular relevância numa zona utilizada por passageiros ferroviários e outros automobilistas, uma vez que a permanência do carro impede o aproveitamento de lugares destinados ao estacionamento.
O artigo 163.º do Código da Estrada estabelece que o estacionamento de uma viatura pode ser considerado indevido ou abusivo quando esta permanece durante 30 dias ininterruptos no mesmo local da via pública ou num parque de estacionamento gratuito. A legislação prevê ainda que a simples deslocação do automóvel entre lugares do mesmo parque não interrompe necessariamente a contagem deste prazo.
Contudo, existem situações em que as autoridades não precisam de aguardar um mês. Quando um veículo apresenta sinais exteriores evidentes de abandono, inutilização ou impossibilidade de circular em segurança pelos próprios meios, o estacionamento pode ser considerado abusivo após um período superior a 48 horas. Já para determinados veículos, como reboques não atrelados e veículos publicitários, o prazo pode ser de 72 horas.
De acordo com o artigo 164.º do Código da Estrada, as autoridades competentes podem proceder à remoção dos veículos estacionados indevida ou abusivamente. A legislação também permite o bloqueamento em determinadas circunstâncias, impedindo que o automóvel seja deslocado até estarem reunidas as condições necessárias para o seu transporte.
Além disso, o titular do documento de identificação do veículo pode ser responsabilizado pelas despesas relacionadas com a remoção e o depósito, sem prejuízo das sanções legalmente aplicáveis. No caso da viatura estacionada em Coimbra-B, não foram divulgados esclarecimentos oficiais que permitam determinar por que motivo ainda não foi removida, apesar do período de permanência denunciado pelos moradores.
Depois de um automóvel ser removido, o artigo 165.º determina que o titular deve ser notificado para proceder ao seu levantamento. Por regra, dispõe de 45 dias para reclamar a viatura, embora este prazo possa ser reduzido para 30 dias quando o estado do veículo indicar risco de deterioração e os custos de remoção e depósito possam ultrapassar o valor obtido com uma eventual venda.
Se o proprietário não reclamar o automóvel dentro do prazo legal, este passa a ser considerado abandonado, podendo ser adquirido pelo Estado ou pela autarquia local nos termos previstos na legislação. No entanto, este procedimento depende da remoção e das formalidades de notificação. Assim, a situação denunciada em Coimbra-B continua a aguardar uma solução, depois de mais de dois anos de permanência da viatura no estacionamento.
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Lo sucedido el domingo en las elecciones legislativas de Serbia pasará a los manuales de historia: un movimiento de protesta estudiantil sin líderes definidos arrolló en las urnas al expresidente Aleksandar Vucic y su Partido Progresista Serbio (SNS), que llevaban gobernando el país desde hacía más de una década. Pero ¿en qué consiste exactamente la llamada Lista Estudiantil? ¿Cómo surgió? ¿Y cuáles son sus propuestas? A continuación, repasamos todas las claves de este fenómeno político.


O arquiteto português Álvaro Siza Vieira, de 93 anos, participou na apresentação da sua biografia poucos dias depois de ter sido submetido a uma intervenção cardíaca para colocação de um pacemaker. Apesar de não ter conseguido deslocar-se a Lisboa, acompanhou a cerimónia através de uma ligação por vídeo a partir da sua residência, no Porto.
A apresentação do livro Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos, da autoria da jornalista Fátima Campos Ferreira, realizou-se a 19 de outubro, em Lisboa. De acordo com o portal de notícias cor-de-rosa Flash!, o arquiteto tinha sido operado oito dias antes e encontrava-se em recuperação, situação que levou a autora a explicar aos convidados os motivos da sua ausência física.
A jornalista explicou que a intervenção cardíaca não era o único motivo que impedia Siza Vieira de viajar até Lisboa. O arquiteto tinha também contraído uma constipação e enfrentava dificuldades de mobilidade relacionadas com dores na coluna, o que tornava as deslocações particularmente exigentes nesta fase de recuperação.
Segundo a mesma fonte, Fátima Campos Ferreira esclareceu que Siza Vieira conseguia andar, embora com bastante dificuldade, e pediu compreensão para o tempo necessário à recuperação. A autora acrescentou que tinha previsto encontrar-se com o arquiteto no Porto no dia seguinte à apresentação, mantendo assim o contacto com o protagonista da obra biográfica.
Apesar da ausência física de Siza Vieira, a cerimónia reuniu várias personalidades da política e da cultura portuguesas. Entre os presentes estiveram o Presidente da República, António José Seguro, e o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanharam a apresentação realizada no Campus XXI, em Lisboa, antiga sede da Caixa Geral de Depósitos.
O evento contou também com a participação de Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, e de Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves. Na plateia encontravam-se ainda o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, Leonor Beleza, Luís Marques Mendes, Helena Roseta e outras figuras ligadas à vida pública e cultural portuguesa.
A obra apresentada resulta de três entrevistas realizadas por Fátima Campos Ferreira a Álvaro Siza Vieira, nas quais foram abordados o percurso pessoal, a arquitetura e as referências culturais que influenciaram o seu trabalho. O livro procura dar a conhecer não apenas os projetos pelos quais o arquiteto se tornou conhecido, mas também a forma como observa o mundo e desenvolve as suas ideias.
Conforme escreve a Flash!, a jornalista descreveu Siza Vieira como um homem de pensamento inquieto e destacou o fascínio que continua a despertar entre profissionais da arquitetura. Numa entrevista anterior ao canal NOW, recordou ainda a ligação do arquiteto ao filme Aniki Bobó, realizado por Manoel de Oliveira em 1942, cuja representação da cidade do Porto constitui uma das suas referências.
Nascido em Matosinhos, em 1933, Álvaro Siza Vieira é uma das principais referências da arquitetura portuguesa contemporânea. Em 1992, recebeu o Prémio Pritzker, considerado uma das mais importantes distinções internacionais da área, pelo reconhecimento do seu percurso e contributo para a arquitetura.
A sua obra inclui projetos como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, e o Pavilhão de Portugal, construído para a Expo 98. Aos 93 anos, o arquiteto continua a ser homenageado pelo seu trabalho, tendo a apresentação da biografia reunido figuras de diferentes gerações numa cerimónia que conseguiu acompanhar à distância, apesar das limitações físicas descritas pela autora.
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A cidade de Loulé passou a integrar a rede de ligações rodoviárias da FlixBus, através de uma nova linha que permite viajar diretamente para Lisboa, Setúbal, Beja, Castro Verde, Albufeira e Faro, incluindo o aeroporto. Em funcionamento desde 1 de outubro, o serviço disponibiliza, para já, quatro horários diários, com bilhetes entre Loulé e Lisboa a partir de 4,49 euros.
A expansão da operadora de transporte rodoviário rodoviário de longa distância abrange também Castro Verde, no Alentejo, reforçando as opções de mobilidade entre as duas regiões e facilitando o acesso aos principais centros urbanos do sul do país.
Com a entrada de Loulé e Castro Verde na rede nacional, a FlixBus passa a contar com 13 novas cidades na sua oferta doméstica desde o início de 2026, numa estratégia de alargamento dos serviços para além dos grandes centros urbanos.
A nova linha permite aos passageiros viajar diretamente de Loulé para Lisboa (Oriente), Setúbal, Beja, Albufeira e Faro, incluindo paragens no Aeroporto de Faro e na zona da Alfândega.
O serviço estabelece ainda ligações entre Loulé e Castro Verde, assim como entre esta localidade alentejana e os restantes destinos abrangidos pela nova rota.
A partir de Castro Verde, os passageiros passam a dispor de ligações diretas a Lisboa (Oriente), Setúbal, Beja, Albufeira, Loulé e Faro, incluindo o aeroporto e a Alfândega.
A nova oferta contempla igualmente ligações entre Albufeira e Setúbal, bem como entre Albufeira e Beja.
Em Loulé, a paragem da FlixBus localiza-se no terminal rodoviário, na Rua de Nossa Senhora de Fátima. Já em Castro Verde, os autocarros efetuam paragem no terminal rodoviário situado na Rua da Seara Nova.
Os bilhetes encontram-se disponíveis através da aplicação e do site da FlixBus, nos pontos de venda Pagaqui e nas agências de viagens parceiras da operadora.
Os preços começam nos 4,49 euros para a ligação entre Loulé e Lisboa e nos 6,99 euros para as viagens entre Castro Verde e a capital.
Para Tiago Cavaco Alves, diretor das Operações da FlixBus em Portugal, a expansão pretende melhorar a mobilidade entre diferentes regiões do país, particularmente nos territórios com menor densidade populacional.
“A integração de Loulé e de Castro Verde na rede FlixBus reforça o nosso compromisso de aproximar o país e de alargar a oferta de mobilidade a todas as regiões, em particular aos territórios de baixa densidade populacional. Esta nova ligação contribui ainda para estreitar as ligações entre o Alentejo e o Algarve, com Loulé a juntar-se aos mais de quinze destinos algarvios já servidos pela FlixBus, com conexões à rede nacional e a vários destinos no sul de Espanha. Desta forma, damos resposta a uma procura relevante e facilitamos o acesso aos principais centros urbanos do Sul e ao Aeroporto de Faro, contribuindo também para reduzir a dependência do transporte individual”, afirma o responsável.
Além do reforço da operação no Algarve e no Baixo Alentejo, a FlixBus anunciou novas ligações diretas diurnas a partir de Évora, permitindo viajar para Santarém, Coimbra, Porto e Ovar.
A nova rota disponibiliza dois horários diários, um em cada sentido, e permite realizar a viagem entre Évora e Santarém em menos de duas horas, enquanto a ligação a Coimbra tem uma duração aproximada de três horas e meia.
Os preços começam nos 6,99 euros para a viagem entre Évora e Santarém e nos 5,99 euros para a ligação entre Évora e Coimbra.
A expansão permite ainda viajar diretamente entre Évora e o Terminal Intermodal de Campanhã, no Porto, bem como para Ovar, uma das novas localidades integradas na rede da operadora no norte do país.
A empresa anunciou também a integração dos seus serviços no ChatGPT, permitindo aos utilizadores pesquisar percursos e destinos da FlixBus e da FlixTrain através desta ferramenta de inteligência artificial.
Segundo a operadora, a funcionalidade disponibiliza informações sobre rotas e hiperligações diretas para as respetivas páginas de reserva, onde os passageiros podem concluir a compra dos bilhetes.
Para utilizar o serviço, os interessados devem iniciar sessão no ChatGPT, aceder ao menu de plugins, procurar a FlixBus e ativar esta opção – em alternativa, é possível aceder através deste link.
Com estas novidades, a empresa reforça a sua presença no mercado português de transporte rodoviário de longa distância, alargando as possibilidades de deslocação entre o Algarve, o Alentejo e outras regiões do país.
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Ter dinheiro guardado no banco é uma das formas mais comuns de poupança entre os portugueses, mas nem todos conhecem os limites de proteção existentes. Se uma instituição bancária deixar de conseguir devolver os depósitos aos clientes, existe um mecanismo que permite recuperar o dinheiro, embora a garantia tenha um limite de 100 mil euros por depositante e por instituição.
De acordo com as regras do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), este mecanismo funciona junto do Banco de Portugal e destina-se a proteger os depositantes quando uma instituição participante deixa de conseguir cumprir as suas obrigações.
O limite de proteção não se aplica individualmente a cada conta bancária, mas sim ao conjunto dos depósitos que uma pessoa possui na mesma instituição.
Isto significa que um cliente com 80 mil euros numa conta à ordem e outros 40 mil euros num depósito a prazo, ambos no mesmo banco, tem um total de 120 mil euros depositados.
Se a instituição entrar numa situação que determine a ativação do Fundo de Garantia de Depósitos, o montante normalmente coberto será de 100 mil euros, ficando os restantes 20 mil euros fora da garantia geral.
A proteção abrange diferentes modalidades de depósitos, incluindo contas à ordem, depósitos a prazo, depósitos com pré-aviso e certificados de depósito.
Os juros acumulados até à data em que os depósitos se tornam indisponíveis também são considerados no cálculo, respeitando o limite global estabelecido.
Nas contas bancárias com vários titulares, as regras são diferentes, uma vez que o limite de 100 mil euros se aplica individualmente a cada depositante.
Segundo o Fundo de Garantia de Depósitos, o saldo de uma conta conjunta presume-se dividido em partes iguais pelos titulares, salvo quando exista uma indicação diferente sobre a respetiva titularidade dos fundos.
Por exemplo, um casal com 105 mil euros numa conta conjunta poderá ter a totalidade do dinheiro protegida, uma vez que, numa divisão igual, cada titular possui 52.500 euros.
No entanto, importa ter em conta que a garantia considera também os restantes depósitos que cada pessoa possa ter individualmente no mesmo banco.
Assim, acrescentar um segundo titular a uma conta não significa necessariamente duplicar a proteção sobre dinheiro que pertence apenas a uma pessoa.
Nem todos os produtos financeiros estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.
As ações, obrigações e unidades de participação em fundos de investimento ficam fora deste mecanismo, uma vez que não são consideradas depósitos bancários.
O mesmo acontece com os Certificados de Aforro, embora estes tenham uma característica diferente: são instrumentos de dívida pública e contam com a responsabilidade direta do Estado português pelo seu reembolso, nos termos aplicáveis.
Por outro lado, os depósitos elegíveis constituídos em moedas estrangeiras também podem beneficiar da proteção do Fundo.
No caso dos bancos digitais com sede noutros países da União Europeia, a garantia é normalmente assegurada pelo sistema de proteção de depósitos do país onde a instituição está autorizada.
Se um banco deixar de conseguir devolver os depósitos e estiverem reunidas as condições legais para a intervenção do Fundo de Garantia de Depósitos, o reembolso dos montantes cobertos deve ocorrer, em regra, no prazo máximo de sete dias úteis.
Este prazo começa a contar a partir da data em que se verifica a indisponibilidade dos depósitos, nos termos previstos na legislação.
O mecanismo procura assegurar que os clientes recuperam rapidamente o dinheiro garantido, evitando que fiquem durante longos períodos sem acesso às suas poupanças.
Importa ainda esclarecer que existem situações específicas em que determinados depósitos podem beneficiar de uma proteção temporária superior ao limite habitual de 100 mil euros, desde que cumpram os requisitos legais.
Para perceber se o dinheiro guardado no banco está totalmente abrangido pela garantia, o primeiro passo é somar os saldos de todas as contas e depósitos existentes na mesma instituição.
Também devem ser considerados os juros acumulados e a parte correspondente ao titular nas eventuais contas conjuntas.
Quem possui mais de 100 mil euros em depósitos numa única instituição pode ponderar distribuir as poupanças por diferentes bancos abrangidos por sistemas de garantia de depósitos, de forma a beneficiar dos limites aplicáveis em cada um.
A informação oficial sobre o funcionamento deste mecanismo, os depósitos abrangidos e as instituições participantes pode ser consultada junto do Fundo de Garantia de Depósitos e do Banco de Portugal.
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O periódico francês Le Monde classificou a vitória de Lula como “nada menos do que um milagre, considerando o quanto as pesquisas apontavam o contrário”. O diário ressaltou a intensa mobilização nas ruas e nas redes sociais como o principal motor da virada.
Além do engajamento popular, o Le Monde enfatizou a rejeição à volta da extrema direita ao Palácio do Planalto:
“O fantasma do retorno a uma forma mais radical de bolsonarismo, alinhada aos Estados Unidos de Donald Trump, levou os brasileiros a comparecerem em massa para dar à esquerda uma nova chance. Essa vitória decisiva mostra que o compromisso com a democracia, a soberania nacional, a proteção da Amazônia e a justiça social continua muito vivo entre os 214 milhões de cidadãos brasileiros.”
Para o britânico The Guardian, o resultado representou uma derrota direta para a Casa Branca, definindo Trump como “o aliado internacional mais importante do clã Bolsonaro”.
“O presidente dos EUA esperava que Bolsonaro se tornasse o mais recente de uma série de líderes pró-Trump a assumir o poder na América Latina, incluindo Abelardo de la Espriella na Colômbia, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile e Javier Milei na Argentina.”
A britânica BBC ponderou que, superada a comemoração, o presidente reeleito enfrentará um Congresso conservador e um eleitorado dividido.
“Apesar de os apoiadores de Lula estarem eufóricos com a sua vitória, os resultados mostram que o país permanece profundamente dividido, com mais de 48% dos eleitores escolhendo Bolsonaro. Além do desafio de unir um país tão profundamente polarizado, Lula terá que governar ao lado do Congresso mais alinhado à extrema direita da era democrática.”
A rede britânica sublinhou ainda que a reeleição de Lula destoa do avanço de governos conservadores no continente. Atualmente, entre os 20 países da América Latina, apenas México, Guatemala, Nicarágua, Cuba, Guiana e Suriname possuem gestões alinhadas à esquerda.
Segundo a emissora, manter a região sob a órbita de governos alinhados é prioridade para a Casa Branca, que busca assegurar acordos de segurança e conter o avanço econômico de Pequim no Hemisfério Ocidental:
“O Brasil, rico em petróleo e detentor da segunda maior reserva mundial de minerais de terras raras, é o único grande país da América do Sul que não é governado por um líder de direita, sendo Lula amplamente visto como amigável à China.”
Na agência internacional de notícias Reuters, análise assinada pelo jornalista Brendan O'Boyle indica que a gestão fiscal e a resistência do Legislativo serão os maiores testes do novo mandato.
“As promessas de Lula para garantir que os aumentos do salário mínimo permaneçam acima da inflação estão entre as propostas que entram em conflito com a crescente pressão para manter a dívida pública sob controle. Assessores de Lula também sinalizaram que ele continuará pressionando para reduzir incentivos fiscais, mas os parlamentares têm resistido repetidamente a medidas que aumentam a carga tributária efetiva.”
O artigo conclui que o petista também enfrentará barreiras para aprovar indicações a postos estratégicos em órgãos reguladores, no Banco Central e no Supremo Tribunal Federal (STF):
“O Congresso provavelmente bloqueará ou desacelerará as nomeações de Lula para cargos-chave, dizem analistas. Pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil, o Poder Executivo estará claramente em desacordo com o Senado.”
No Japão, o jornal Japan Times, classificou a vitória de Lula nas urnas como “chocante” e chamou o mandatário brasileiro de “presidente icônico da classe trabalhadora brasileira”.
Mais líderes estrangeiros também se manifestaram nesta segunda-feira sobre a vitória do presidente Lula. A China divulgou um comunicado por meio do porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. “A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, parabenizou o vencedor das eleições do Brasil. “Prezado amigo, aceite meus mais calorosos parabéns por sua reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. Os resultados da votação confirmaram plenamente o reconhecimento de seus concidadãos às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.
Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também publicou um comunicado se dirigindo a Lula: “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
Uma operação de limpeza realizada na estátua de D. Pedro IV, situada na Praça do Rossio, em Lisboa, terá custado 100 mil euros aos cofres municipais. O valor foi revelado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na sequência dos atos de vandalismo registados durante as manifestações pelo direito à habitação.
De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita declarações do autarca ao canal NOW, os trabalhos de limpeza prolongaram-se durante dois ou três dias e exigiram a intervenção de equipas especializadas para evitar danos no monumento histórico.
O presidente da autarquia mostrou-se preocupado com os custos suportados pelo município, sobretudo porque a estátua voltou a ser vandalizada depois da primeira intervenção.
“Eu gostava de dizer aos lisboetas que custou à Câmara 100 mil euros”, afirmou Carlos Moedas, acrescentando que o monumento já apresenta novos danos.
Segundo o autarca, a limpeza de uma estrutura com estas características não pode ser realizada através dos métodos habitualmente utilizados na manutenção dos espaços públicos.
As equipas responsáveis pelos trabalhos têm de recorrer a procedimentos específicos, de forma a preservar os materiais e evitar a deterioração da superfície da estátua.
Carlos Moedas explicou ainda que os profissionais envolvidos são contratados externamente e que o custo da intervenção pode aproximar-se dos 25 mil euros por dia.
O problema poderá representar uma despesa adicional para a Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que o monumento voltou a ser alvo de atos de vandalismo.
De acordo com as estimativas apresentadas pelo presidente da autarquia, uma nova operação de limpeza poderá custar entre 40 mil e 50 mil euros.
Caso estes valores se confirmem, a despesa total associada às duas intervenções poderá atingir os 150 mil euros.
No entanto, os montantes divulgados correspondem às declarações de Carlos Moedas. Até à publicação da notícia original, não tinham sido apresentados documentos que permitissem confirmar de forma independente os custos efetivos da primeira limpeza.
O Notícias ao Minuto adiantou que estava a tentar obter esclarecimentos junto da Câmara Municipal de Lisboa sobre os valores envolvidos, a empresa responsável pelos trabalhos e as eventuais despesas adicionais.
A situação levou também a associação Fórum Cidadania Lx a pedir à autarquia a instalação urgente de uma estrutura de proteção em redor da estátua de D. Pedro IV.
A organização criticou a falta de medidas preventivas perante os episódios de vandalismo e os grafitos registados durante os protestos pela habitação realizados no Rossio.
Questionado sobre a possibilidade de proteger antecipadamente o monumento, tendo em conta que as manifestações são anunciadas com antecedência, Carlos Moedas defendeu que a legislação deve ser respeitada.
O presidente da Câmara argumentou ainda que a instalação de estruturas de proteção em todos os monumentos da cidade não seria uma solução adequada para responder a este tipo de situações.
Apesar das críticas aos atos de vandalismo, Carlos Moedas manifestou solidariedade com os participantes nas manifestações pelo direito à habitação.
Em declarações à agência Lusa, após uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, em Setúbal, o autarca reconheceu que as dificuldades no acesso à habitação constituem um problema particularmente sentido pelos municípios.
O presidente da Câmara de Lisboa considerou legítimas as reivindicações dos manifestantes, mas insistiu na necessidade de respeitar a lei e preservar o património público.
Para Carlos Moedas, a defesa de uma causa justa não deve servir de justificação para comportamentos que provoquem danos em monumentos históricos, sobretudo quando a sua recuperação representa despesas para o município.
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As portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama poderão vir a ser eliminadas, caso avance uma proposta que pretende reduzir os encargos suportados pelos automobilistas que atravessam diariamente o rio Tejo. A iniciativa já recebeu aprovação de uma autarquia da margem sul, mas a concretização da medida depende de decisões que ultrapassam as competências municipais.
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou, na quarta-feira, 21 de outubro, uma proposta apresentada pelo Chega que defende o fim da cobrança nas duas travessias. De acordo com o Diário do Distrito, a deliberação foi tomada durante uma reunião pública do executivo e prevê um apelo ao Governo para que sejam desenvolvidos os procedimentos necessários à eliminação das portagens.
A proposta pretende aliviar as despesas dos residentes da Península de Setúbal que necessitam de atravessar o Tejo regularmente. Entre os principais beneficiários de uma eventual alteração estarão os trabalhadores que se deslocam para Lisboa, bem como estudantes e outras pessoas que dependem destas ligações para realizar atividades quotidianas.
Segundo a mesma fonte, a autarquia considera que as portagens representam um “encargo adicional para as famílias e empresas da região”. O documento destaca particularmente a situação dos cidadãos que não dispõem de alternativas adequadas para as suas deslocações, defendendo que a eliminação da cobrança poderia contribuir para uma maior integração entre as duas margens.
Apesar da aprovação da proposta, os condutores continuam obrigados a pagar as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. A decisão tomada pela Câmara de Setúbal constitui uma posição institucional, não tendo efeitos imediatos sobre os valores cobrados aos automobilistas que utilizam diariamente estas infraestruturas.
Conforme explica a mesma fonte, a autarquia pretende solicitar ao Governo que avance com as “diligências políticas, jurídicas e negociais necessárias” para concretizar a medida. A eventual eliminação das portagens terá de respeitar o enquadramento legal e contratual existente, uma vez que as duas travessias são exploradas pela concessionária Lusoponte, cujo contrato tem como data de referência para o seu termo março de 2030.
A deliberação aprovada não se limita à questão das portagens. O executivo municipal defende igualmente o reforço dos transportes públicos que asseguram as deslocações entre as margens norte e sul do Tejo, considerando necessário melhorar as condições de mobilidade dos habitantes da Península de Setúbal.
A proposta refere a necessidade de aumentar a frequência, a capacidade e a fiabilidade dos serviços, bem como de melhorar a integração tarifária. O município entende que estas alterações poderão contribuir para facilitar as deslocações dos cidadãos que dependem dos transportes coletivos, particularmente nas viagens realizadas entre os municípios da margem sul e Lisboa.
Para reforçar a posição aprovada, a Câmara Municipal de Setúbal pretende solicitar o apoio de outras entidades da região. Entre os organismos que deverão ser contactados encontram-se a Área Metropolitana de Lisboa, a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal e os restantes municípios deste território, procurando estabelecer uma posição institucional conjunta.
O objetivo passa por defender junto do Governo medidas que reduzam os custos das deslocações e melhorem a mobilidade entre as duas margens. Contudo, não existe ainda uma decisão governamental que determine o fim das portagens, nem foi anunciada uma data para uma eventual alteração das condições de utilização das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.
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Comprar gelo para refrescar uma bebida pode custar exatamente o mesmo que levar para casa uma embalagem com quantidade suficiente para várias utilizações. Uma cadeia de supermercados a operar em Portugal está a comercializar copos com pequenas porções de gelo por 99 cêntimos, apesar de disponibilizar sacos com dois quilos pelo mesmo preço.
A diferença pode ser encontrada no supermercado Auchan, onde um copo da marca 528, com 130 gramas de gelo, custa 0,99 euros. Segundo os preços apresentados no site oficial da cadeia, consultados a 26 de outubro, o saco de dois quilos de gelo em cubos da marca Auchan também está disponível por 0,99 euros, oferecendo mais de 15 vezes a quantidade do produto vendido em copo.
Embora ambos os produtos tenham o mesmo preço, a diferença torna-se mais evidente quando se compara o valor por quilograma. No caso do copo de gelo da marca 528, o preço indicado pela Auchan corresponde a 7,62 euros por quilo, enquanto o saco de dois quilos apresenta um custo de aproximadamente 50 cêntimos por quilograma.
Segundo a informação disponibilizada pela cadeia de supermercados, o copo contém 130 gramas de gelo e foi concebido para permitir arrefecer bebidas fora de casa. Por outro lado, o saco de dois quilos contém uma quantidade consideravelmente superior, sendo uma alternativa para quem necessita de gelo para várias bebidas ou pretende guardá-lo no congelador.

A principal diferença entre os dois produtos está no formato em que são comercializados. O copo da marca 528 apresenta-se como uma solução individual, destinada a quem procura utilizar uma pequena quantidade de gelo sem precisar de transportar ou armazenar uma embalagem de maiores dimensões.
Na descrição apresentada no site da Auchan, o produto é anunciado como uma forma de manter as bebidas frescas durante deslocações ou em momentos fora de casa. Contudo, não é apresentada uma explicação específica para a diferença de preço por quilograma relativamente ao saco da marca própria.
Quem optar pelo saco de dois quilos em vez do copo de 130 gramas recebe mais 1.870 gramas de gelo, sem pagar mais por isso, considerando os preços anunciados. A comparação também demonstra que seriam necessários aproximadamente 15 copos para obter uma quantidade de gelo próxima da existente numa única embalagem de dois quilos.
No entanto, o formato mais adequado depende da utilização pretendida. Para refrescar uma bebida durante uma deslocação, um copo individual pode dispensar a necessidade de transportar uma embalagem maior. Já para uma refeição em família, uma festa ou outras ocasiões em que sejam necessárias várias porções, o saco disponibiliza uma quantidade superior pelo mesmo valor.

De salientar que os copos de gelo da marca 528 são apresentados na categoria de congelados da loja online da Auchan, com a referência de produto 5430000062398. Na mesma secção encontra-se o gelo em cubos da marca própria, comercializado em embalagens de dois quilos, com a referência 5601002105486.
Os preços consultados são de 99 cêntimos para ambas as opções, mas podem variar em função de campanhas promocionais, disponibilidade e condições de compra. Antes de escolher, os consumidores podem comparar o preço por quilograma indicado nas etiquetas ou nas páginas dos produtos, uma informação que permite identificar a diferença de quantidade entre embalagens vendidas pelo mesmo valor.
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De acordo com Portaria a 1.313/2026, publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União, os agentes farão atividades de policiamento e de preservação da ordem pública, além de garantir a segurança de pessoas e patrimônios.
O contingente ainda será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de acordo com o planejamento operacional da missão.
Tabatinga é um dos principais pontos estratégicos da faixa de fronteira brasileira na Amazônia, em uma área considerada sensível para o combate a crimes transnacionais, como tráfico de drogas, contrabando e crimes ambientais.
Doce años de control casi absoluto sobre los resortes del poder en Serbia han llegado a su fin en las urnas. La opositora Lista de Estudiantes, una formación nacida al calor de las masivas protestas universitarias contra la corrupción institucional y la deriva autoritaria del país, ha asestado un golpe de gracia al régimen del populista nacionalista Aleksandar Vucic al obtener la mayoría absoluta en las elecciones legislativas anticipadas celebradas este domingo. Tras una jornada marcada por una afluencia a las urnas que rozó el 70% –un nivel de movilización inédito en un cuarto de siglo–, el propio Vucic ha comparecido para reconocer una derrota inapelable que reconfigura por completo el tablero político de los Balcanes.
Con proyecciones que sitúan a los universitarios entre los 135 y los 140 escaños de un Parlamento de 250 diputados, el actual mandatario asumió el veredicto en un discurso de tono agrio y beligerante. "Está claro que hemos perdido estas elecciones. Ganó la Lista de Estudiantes", admitió el líder conservador, de 56 años. No obstante, lejos de tender puentes hacia la transición, Vucic acusó a los vencedores de haber basado su campaña en mentiras, vaticinó que la gestión del futuro gabinete será "desastrosa" y advirtió de que su formación plantará una dura batalla desde los bancos de la oposición: "Quiero agradecer a toda nuestra gente. Tendremos 105 diputados. Lucharemos y les mostraremos qué es la oposición".
Según las estimaciones del instituto demoscópico Ipsos, la Lista de Estudiantes se ha hecho con 140 actas parlamentarias, frente a las 103 cosechadas por el SNS, que se deja al menos 26 diputados respecto a las elecciones de 2023, cuando revalidó una holgada mayoría absoluta. El recuento de la organización no gubernamental CeSID, con el 56% de los votos escrutados, refrenda esta misma fotografía: 139 asientos para la candidatura universitaria y 104 para los nacionalistas.
La debacle del oficialismo es todavía más profunda por el colapso de sus aliados tradicionales. El Partido Socialista, socio del SNS a lo largo de los últimos años, no ha alcanzado el umbral del 3% necesario para mantener su representación, perdiendo de golpe los 18 escaños que ostentaba. El nuevo hemiciclo queda así reducido prácticamente a un cara a cara entre los estudiantes y el SNS, con la única salvedad de los escaños reservados por ley a las minorías étnicas: tres representantes para la comunidad húngara, dos para la albanesa y uno para la bosniaca.
La maniobra política con la que Vucic forzó el adelanto electoral ha terminado por volverse en su contra. Hombre fuerte del país desde 2014 –primero como primer ministro, cargo que ocupó hasta 2017, y después al frente de la jefatura del Estado–, Vucic dimitió de la presidencia el pasado mes de septiembre con la intención de pilotar de nuevo el Ejecutivo y afianzar su hegemonía. El plebiscito personalista en el que convirtió los comicios ha sellado, por el contrario, la mayor crisis de su trayectoria política.
El agorero balance de Vucic contrastó radicalmente con la explosión festiva que inundó la capital serbia nada más confirmarse las estimaciones electorales. Miles de ciudadanos, en su inmensa mayoría jóvenes, se echaron a las avenidas céntricas entre cánticos de "¡Victoria!" y "Vucic se va, Vucic se va", acompañados de fuegos artificiales, bengalas y escenas de abrazos y lágrimas, informan para EFE Ivan Blazhevski y Antonio Sánchez Solís.
La emblemática plaza Slavija, epicentro neurálgico de las movilizaciones opositoras durante los dos últimos años, volvió a abarrotarse por completo. A escasos metros, la euforia ciudadana tuvo su reflejo simbólico en el Parque de los Pioneros, ubicado entre el Parlamento y el Palacio Presidencial. Este espacio público llevaba meses clausurado y ocupado de forma intermitente por grupos de encapuchados afines al régimen, empleados como fuerza de choque frente a las marchas cívicas. Tras conocerse el escrutinio, cientos de manifestantes derribaron las vallas perimetrales y recuperaron el recinto. "Esto significa que por fin somos libres", celebraba Elena, una estudiante de 18 años, entre la multitud. A su lado, Misha, de 23, resumía el alivio generacional: "Es tan hermoso. Las cosas van a ir mejor, van a ser maravillosas".
La jornada, no obstante, no estuvo exenta de momentos de tensión. Grupos de manifestantes se encararon con cordones policiales en las avenidas que habían sido bloqueadas horas antes por las fuerzas de seguridad; los agentes acabaron cediendo el paso y varios coches policiales fueron golpeados durante su retirada.
Pese a la impronta juvenil del movimiento, la movilización trascendió a los campus. En las celebraciones se hicieron visibles ciudadanos de mayor edad que trazaban paralelismos directos con el otoño del año 2000, cuando la revuelta popular puso fin al régimen de Slobodan Milosevic –de quien el propio Vucic fue ministro de Información en los estertores de la guerra de Kosovo–. "Esperamos un futuro europeo, con todos nuestros vecinos. Vivir en paz", señalaba Bojan, de 48 años, aludiendo a aquel hito histórico. La afluencia electoral, cercana al 70%, ha rozado precisamente el récord registrado hace veintiséis años en aquellas elecciones que desembocaron en el derrocamiento de Milosevic.
El origen del tsunami político que ha desalojado al SNS se sitúa dos años atrás, en la tragedia de la estación ferroviaria de Novi Sad, al norte de la capital. El derrumbe del voladizo del edificio causó la muerte de 16 personas apenas meses después de que las instalaciones hubieran sido sometidas a una profunda remodelación a cargo de consorcios empresariales chinos, articulada a través de contratos estatales completamente opacos.
Lo que nació como una exigencia ciudadana de responsabilidades técnicas y judiciales derivó con rapidez en una impugnación total al sistema. Las sospechas fundadas de negligencia y cobro de comisiones conectaron con un profundo malestar larvado durante años por el deterioro del Estado de derecho, la falta de transparencia en las licitaciones públicas y el control férreo ejercido desde el Gobierno sobre el panorama mediático. Aquellas concentraciones iniciales se convirtieron en un movimiento nacional de resistencia que finalmente cuajó en la plataforma electoral de los universitarios.
Al frente de esta corriente se han situado perfiles de la sociedad civil y del ámbito académico que han logrado articular el descontento transversal de la sociedad serbia. El académico Radomir Saičić, una de las figuras de referencia de la candidatura, definía los resultados de este domingo como "una victoria del coraje sobre el miedo, una victoria de la esperanza sobre la indiferencia, una victoria de la fe en que Serbia puede y debe ser diferente".
Por su parte, el cardiólogo Ilija Srdanović, número uno de la lista estudiantil y previsible encargado de encabezar el nuevo Ejecutivo, marcó las líneas maestras de la etapa que se abre para el país balcánico: "Construiremos una Serbia mejor, por el bien de nuestros ciudadanos, y para unas mejores relaciones con nuestros vecinos y con toda la comunidad internacional".
La victoria de la oposición clausura una etapa de doce años caracterizada por un pragmatismo autocrático en el que Vucic supo rentabilizar la posición geográfica de Serbia. Durante su mandato, el país vio cómo se degradaba de manera sistemática su puntuación en los índices de Transparencia Internacional, al tiempo que las instituciones comunitarias advertían de forma recurrente sobre la erosión de las libertades democráticas y la independencia judicial.
El proceso de adhesión a la Unión Europea, iniciado en 2012, quedó prácticamente congelado mientras Belgrado tejía una densa red de alianzas alternativas: China se consolidó como el segundo mayor inversor del país, únicamente por detrás de los socios europeos, se preservó una estrecha sintonía con Moscú para garantizar el suministro del gas ruso del que Serbia es altamente dependiente y se cultivaron cálidos lazos con el expresidente estadounidense Donald Trump.
Con una cómoda mayoría parlamentaria en sus manos, la Lista de Estudiantes asume el reto mayúsculo de articular una administración sin experiencia previa de gobierno, depurar las responsabilidades pendientes en la gestión de infraestructuras y reconstruir la credibilidad institucional de un país que ha decidido poner punto final a su etapa más prolongada de poder personalista.