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México: Gobierno y transportistas acuerdan levantar bloqueos e instalar mesas de diálogo

Se estableció la creación de cuatro mesas de trabajo coordinadas por la Subsecretaría de Gobernación y la Unidad de Gobierno, donde se atenderán peticiones en materia de seguridad vial, infraestructura, régimen fiscal, seguridad social y condiciones de trabajo.
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Um em cada cinco está a poupar para reforma comprando casas

Estudo do regulador dos seguros e fundos revela que "parte considerável" da população está a poupar para a reforma, mas metade não vai além dos depósitos bancários. E 17% investem em imobiliário.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

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Préavis de grève déposé aux urgences de l'hôpital Rangueil à Toulouse : "On a réorganisé le service sans tenir compte de l'avis du personnel, les gens sont épuisés mais déterminés à ce que ça change"

"Le compte n'y est pas", dénonce dans un communiqué le syndicat CGT des hospitaliers du CHU de Toulouse au sujet du service des urgences de l'hôpital Rangueil. Un préavis de grève entre en vigueur, ce lundi 26...

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A erosão da classe média e o preço da paciência democrática

Em várias capitais europeias, as ruas voltaram a encher-se de protestos. As imagens que chegam são quase sempre as da violência, carros incendiados, montras partidas, confrontos com a polícia. Essa violência é obra de uma minoria e deve ser condenada sem ambiguidade. Mas confundi-la com o todo é um erro político. Por trás dos protestos estão milhares de pessoas que trabalham, pagam impostos e sentem que o contrato com o Estado deixou de funcionar.

Esse contrato assenta numa troca simples: eu contribuo, e em troca tenho serviços públicos que respondem e uma vida que progride. Para uma parte crescente da classe média, essa troca deixou de ser credível. Em Portugal, a carga fiscal foi de 35,2% do PIB em 2024, segundo o INE, e não é das mais altas da zona euro. Mas o que pesa é o esforço fiscal, isto é, quanto se paga face ao rendimento. Segundo cálculos com dados do Eurostat, esse esforço é 13% superior à média europeia. Com salários baixos, habitação cada vez mais cara e impostos indiretos a representarem mais de metade da receita fiscal, sobra pouco para poupar, investir ou comprar casa.

A isto soma-se a perceção, nem sempre injusta, de que os serviços públicos pioraram, nas urgências, nas escolas, na habitação. A classe média paga mais do que recebe, não tem rendimento para fugir para o privado e não beneficia dos apoios dirigidos aos mais pobres. É quem está no meio que mais sente que o sistema funciona para outros. E esta situação tende a agravar-se, principalmente quando os imigrantes começarem a recorrer aos apoios sociais dos mais vulneráveis. É importante termos consciência que a Democracia está a ser colocada em causa e que não há margem para aumentar mais impostos.

Neste contexto, a imigração tornou-se o ponto de fricção. Portugal tinha 1,58 milhões de estrangeiros residentes no final de 2025, segundo a AIMA, mais de um décimo da população. A economia precisa de trabalhadores, e muitos imigrantes contribuem para a Segurança Social e ocupam funções que ninguém quer. O problema não é a imigração em si, é o ritmo e a falta de planeamento. Quando a entrada é mais rápida do que a capacidade de oferecer casa, saúde, escola e integração, quem já vive no limite sente a pressão primeiro. Dizê-lo não é xenofobia, é exigir regras claras e capacidade de execução, o que serve também os próprios imigrantes.

O risco democrático está no que acontece a seguir. Quando os partidos moderados tratam o descontentamento como extremismo, entregam esse eleitorado a quem promete soluções simples. A resposta tem de ser a oposta: aliviar a tributação do trabalho e da classe média, fazer os serviços públicos funcionarem, desbloquear a oferta de habitação e regular a imigração com critérios transparentes.

Há objeções sérias, e convém não as ignorar. Há quem lembre que a imigração tem sustentado a demografia e as contas da Segurança Social, e quem avise que baixar impostos sem cortar despesa agravaria o défice. Merecem resposta com dados, não com silêncio. A democracia aguenta o conflito de ideias. O que dificilmente aguenta é a sensação, entre os que sustentam o país, de que ninguém os ouve.

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Pensões conjuntas da CGA e Segurança Social estão a ser atribuídas em 25 dias


A secretária de Estado da Segurança Social anunciou esta segunda-feira que o tempo médio de atribuição das pensões unificadas — que resultam de contribuições feitas para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) — diminuiu quase 400% em apenas dois anos. Neste momento, ronda os 25 dias, quando, em 2024, demorava 122 dias, adiantou Susana Filipa Lima.

“Fruto da interoperabilidade com a CGA, tivemos uma redução no tempo de atribuição das pensões unificadas cujo último regime é a CGA de 122 dias em 2024 para 25 dias em 2026“, indicou a responsável, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027.

Na primavera, o presidente do Instituto Informático da Segurança Social, Luís Farrajota, adiantou ao ECO que a atribuição destas pensões continuava a ser complexa, demorando vários meses. Na altura, o responsável assegurou que os procedimentos seriam acelerados, o que agora ficou confirmado com os dados revelados pela secretária de Estado.

“Para 2027, as nossas prioridades passarão por ter uma Segurança Social mais proativa, que seja capaz de antecipar as necessidades e simplificar a vida das pessoas, através da automatização e antecipação de direitos, redução dos tempos de espera e simplificação de procedimentos, reforço da qualidade de informação, entrada em funcionamento do nosso ciclo contributo e de uma aposta numa maior integração dos sistemas da Administração Pública, em particular com a Saúde e a Autoridade Tributária”, adiantou Susana Filipa Lima, na audição desta segunda-feira.

Já sobre o combate à fraude na Segurança Social, a responsável avançou que foram investigados mais de 7.500 casos identificados com potencial risco de fraude, relacionados, nomeadamente, com pagamentos a cidadãos já falecidos e a pensões de invalidez indevidas. “Permitiu-nos poupar só este ano 15 milhões de euros“, indicou a secretária de Estado, que projeta uma poupança acumulada futura de 110 milhões de euros por esta via.

PRR na Segurança Social

Na audição desta segunda-feira, a equipa do Ministério do Trabalho foi também questionada sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nesta área. Coube à ministra, Maria do Rosário Palma Ramalho, responder, notando que a taxa de execução das metas era muito baixa, quando chegou à Praça de Londres. “Nalguns casos, praticamente inexpressiva. E algumas das metas eram irrealistas“, observou a governante.

“Em termos de balanço, foi necessário fazer uma reprogramação. Dentro desta, pudemos dar cumprimento na sua integralidade”, acrescentou a mesma, que esclareceu que as obras que ficaram por concluir poderão ser financiadas pelo Orçamento do Estado, pelo Portugal 2030 ou por verbas internas dos próprios organismos. “Não vai ficar nenhuma destas obras por concluir”, garantiu a ministra.

Já sobre os trabalhadores, Palma Ramalho realçou que, uma vez que a estrutura de missão do PRR teve “a sua vida prolongada até ao final de 2027, os trabalhadores afetos manterão o vínculo”. O mesmo se aplicará aos trabalhadores da Segurança Social com missões PRR.

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Ministra admite “lapso” da CGA, mas garante que “não cortou nenhuma pensão”


A ministra do Trabalho assegurou esta segunda-feira que o “Governo não cortou nenhuma pensão“, justificando a correção que a Caixa Geral de Aposentações (CGA) está a fazer a quase três mil reformas com um “lapso de parametrização administrativo informático“. Numa audição parlamentar, Maria do Rosário Palma Ramalho garantiu que não deu qualquer orientação e adiantou que, todos os anos, são corrigidas cerca de 800 pensões “por uma razão ou por outra”.

“Este Governo não corta nenhuma pensão, nem aqui, neste caso, cortou alguma pensão. O que aconteceu foi um lapso de parametrização administrativo informático das pensões da CGA. Foi detetado agora porque só agora é que os trabalhadores em causa pediram a reforma ao fim dos 20 anos sobre 2006“, explicou a ministra da tutela, em resposta a uma questão colocada pelo deputado bloquista Fabian Figueiredo, no âmbito de uma audição sobre o Orçamento do Estado para 2027.

“O Governo não deu nenhuma orientação. Não cortou e não cortará nenhuma pensão. Nem sequer sabia o que se estava a passar. A CGA já reconheceu que devia ter informado o Governo”, mas achou que era “uma questão que achava que era administrativa. Todos os anos a CGA corrige 800 pensões. Vai corrigindo por uma razão ou outra“, acrescentou Palma Ramalho.

Aos deputados, a ministra do Trabalho adiantou também que, neste momento, está a decorrer o prazo de audiência prévia, findo o qual os visados terão três opções à opção: o pagamento voluntário do valor transferido em excesso, o pagamento desse montante em prestações até dezembro de 2027 ou o pagamento desse valor através da compensação nas pensões futuras.

Palma Ramalho detalhou que em causa estão pensionistas com reformas médias líquidas de 2.475 euros, sendo que o valor médio que terão de repor é de 93 euros.

Há algumas semanas, foi noticiado que a CGA vai corrigir 2.937 pensões atribuídas entre maio e agosto deste ano, depois de ter detetado um erro no cálculo que levou a que fossem fixadas acima do valor previsto na lei. O valor pago a mais terá de ser, como mencionado, devolvido.

Na semana passada, o próprio presidente do conselho diretivo da CGA, António Valente, foi ouvido no Parlamento sobre esta tema, tendo garantido que a correção não resulta de qualquer instrução do Governo, mas da necessidade de repor a legalidade.

Já o Bloco de Esquerda tem sido uma das vozes que contestam o facto de serem os pensionistas a assumir o “suposto erro” da Caixa Geral de Aposentações, pelo que entregou uma queixa à Provedora de Justiça. Por outro lado, há advogados que entendem que os pensionistas poderão recorrer aos tribunais para travar a devolução destes valores, segundo noticiou o Público.

A própria ministra do Trabalho sublinhou, esta segunda-feira, que os visados, querendo, “podem pôr uma ação contra o Estado por responsabilidade civil“. “É um direito que assiste a qualquer pessoa que se sinta lesada”, disse a também jurista.

(Notícia atualizada às 19h59)

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Segurança Social. Ministra defende "pacto de regime"

Palma Ramalho voltou a avisar que reforma laboral "vai ser inevitável". Confrontada com casas devolutas da Segurança Social, ministra diz que só 32 podem servir para habitação.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

"Existem neste momento 32 casas devolutas [da Segurança Social], o que dificilmente resolve as questões da habitação", garantiu Palma Ramalho
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Ministra apela a pacto de regime para reforma da Segurança Social


A ministra do Trabalho defendeu esta segunda-feira que seria vantajoso para o país que se conseguisse um “pacto de regime” em torno da reforma da Segurança Social. Maria do Rosário Palma Ramalho argumentou que se exige um “entendimento quanto aos desafios“, mesmo que não haja, à partida, acordo sobre as soluções.

“Cumprimos o compromisso que os portugueses sufragaram: estudar a sustentabilidade da Segurança Social. E fizemo-lo através de um grupo de trabalho independente, que aprofundou o trabalho desenvolvido em governos anteriores“, começou por sublinhar a governante.

“Neste âmbito, o país ganha em caminhar para um pacto de regime, mesmo que isso não signifique, à partida, estarmos de acordo quanto às soluções. Certamente, exige-se um entendimento quanto aos desafios, porque esses são comuns a todos”, defendeu a ministra da tutela, numa audição parlamentar promovido no quadro do Orçamento do Estado para 2027.

O primeiro-ministro já tinha indicado que deseja um “entendimento nacional” na reforma da Segurança Social, mas também tem dito que não será nesta legislatura que essas mudanças profundas ao sistema terão lugar.

Em agosto, o grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social apresentou, como referido pela ministra do Trabalho, o seu relatório final (com várias propostas de reformas). Os próprios peritos assinalaram, nesse relatório, que é preciso um “consenso político alargado” para que as mudanças perdurem.

Em resposta ao apelo deixado por Maria do Rosário Palma Ramalho, o deputado socialista Miguel Cabrita salientou que “o PS tem um pacto de regime com as pensões e a Segurança Social há 50 anos”. “Todas as reformas que foram feitas para reforçar a sustentabilidade do sistema foram feitas pelo PS“, declarou.

Deixou, contudo, um recado: “Se por pacto de regime se entende uma espécie maioria de direita com base no alarmismo e com uma agenda privatizadora para minar a confiança e a credibilidade do sistema, não contará certamente [com o PS]“.

Questionada também pelo PS sobre que mudanças concretas estarão em cima da mesa (isto é, que propostas dos peritos pondera o Executivo acolher), a ministra do Trabalho não deu detalhes, remetendo-o para um debate com as várias partes.

Já em resposta à Iniciativa Liberal, Maria do Rosário Palma Ramalho, garantiu que o estudo apresentado em agosto “não está na gaveta”. “Está aí e está em debate“, assegurou. “Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui. O Governo está disponível para chegarmos a essa solução“, realçou.

Ainda sobre a Segurança Social, mas sobre um outro tema, a ministra da tutela adiantou que o programa de digitalização já permitiu retirar 4,2 milhões de pessoas dos balcões presenciais.

Já sobre as mudanças recentemente aprovadas pelo Parlamento às licenças parentais, a ministra do Trabalho clarificou que o Governo da AD travou a intenção da esquerda de aplicar essas mudanças às situações já em curso, porque entende que só assim se honra o princípio da segurança jurídica e porque seria “inexequível” do ponto de vista procedimental disponibilizar esse período transitório.

Regras das plataformas digitais à beira da mudança

Na audição desta tarde, a ministra do Trabalho anunciou também que pretende transpor a diretiva europeia relativa às plataformas digitais para a legislação portuguesa no próximo ano. A reforma laboral que o Governo esteve a discutir entre o verão de 2025 e a primeira de 2026 previa essa transposição, mas acabou chumbada, daí que seja necessário avançar agora de forma autónoma para cumprir as orientações comunitárias.

Desde maio de 2023 que do Código do Trabalho português já constam regras para o trabalho nas plataformas, prevendo-se a possibilidade de os estafetas serem considerados trabalhadores por conta de outrem das plataformas.

Na proposta de reforma laboral que esteve a discutir com os parceiros sociais e com os partidos com assento no Parlamento, o Governo de Luís Montenegro não fechava a porta a esse reconhecimento, mas queria, nomeadamente, deixar claro que só seria possível para os estafetas em situação de dependência económica, isto é, pelo menos, 80% da sua atividade ligada a apenas uma plataforma.

Esta poderá ser uma das propostas que voltará à ribalta no próximo ano, já que esta segunda-feira, numa audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho explicou que, em 2027, será tempo de transpor a diretiva europeia das plataformas digitais.

No próximo ano, o Governo pretende também transpor a diretiva europeia da transparência salarial, sinalizou Maria do Rosário Palma Ramalho, além de subir o salário mínimo nacional em 50 euros pata 970 euros, atualização as pensões e subir o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos.

À parte destas duas diretivas europeias, o PS quis saber, durante a audição desta tarde, que outras alterações ao Código do Trabalho o Governo está a planear. A ministra da tutela não identificou mudanças, mas reforçou que “a reforma da legislação laboral vai ser inevitável“. “Não foi desta vez porque o Parlamento não quis, mas vai ser inevitável. Pode ser este Governo, pode ser outro“, afirmou, explicando que a lei, como está, está profundamente desajustada face ao mercado de trabalho da era digital.

Já o Livre aproveitou a discussão em torno da adaptação da lei do trabalho ao século XXI para questionar a ministra sobre a semana de trabalho de quatro dias, modelo que foi testado recentemente na Função Pública dos Açores, com resultados animadores.

“Nenhum empregador está impedido de implementar na sua empresa a semana de quatro dias ou três dias. O Estado não se substitui ao empregador na gestão do tempo de trabalho. Os resultados são bons? Ainda bem, mas não nos substituiremos aos empregadores“, declarou, sinalizando que este não é um tema a que o Governo de Luís Montenegro queira dar seguimento.

Já sobre o Orçamento do Estado para 2027, a ministra do Trabalho salientou que “há duas formas de falhar a um país: prometer o que hipoteca o futuro e adiar o que não se pode adiar”.

“Este Orçamento recusa ambas. Não promete o que hipoteca o futuro, nem adia o que não se pode adiar. Moderação política nas promessas. Imoderação na transformação, com as duas prioridades inseparáveis deste Ministério: promover a criação de riqueza e tornar a proteção social mais eficaz. É este o compromisso que aqui reafirmo”, rematou Palma Ramalho.

(Notícia atualizada às 18h53)

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Orquestra Criança Cidadã expande atuação social e inaugura novo núcleo na Comunidade Obra de Maria, em São Lourenço da Mata

A música segue se consolidando como instrumento de transformação social em Pernambuco com a inauguração oficial do quarto núcleo da Orquestra Criança Cidadã (OCC), instalado na Comunidade Obra de Maria, no distrito de Penedo, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.

A solenidade de abertura reuniu representantes das instituições parceiras, lideranças religiosas, docentes, familiares e os jovens selecionados para compor a primeira turma do projeto. A iniciativa tem como objetivo central democratizar o acesso ao ensino musical gratuito e promover a formação cidadã entre crianças e adolescentes da região.

Idealizado pelo Coordenador-Geral da OCC, João José Rocha Targino, o projeto chega à nova localidade no ano em que celebra duas décadas de atividades transformadoras. A unidade de São Lourenço da Mata passa a somar esforços aos núcleos já consolidados do Coque, no Recife, de Camela, em Ipojuca, e de Nova Cruz, em Igarassu.

Durante o evento, Targino ressaltou a importância da união entre as instituições e a trajetória construída em parceria com Gilberto Barbosa, fundador da comunidade católica, Maria Salomé Ventura, cofundadora, e cerca de 6 mil missionários e voluntários no mundo.

Ao citar o poema “O Infante”, de Fernando Pessoa, resumiu o espírito da solenidade: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. O fundador também relembrou o diálogo que deu origem ao espaço: “Eu sempre disse a Gilberto que nós deveríamos implementar um núcleo da Orquestra Criança Cidadã na Obra de Maria”.

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Orquestra Criança Cidadã inaugura novo núcleo na Comunidade Obra de Maria, em São Lourenço da Mata - Divulgação

João Targino ainda enfatizou que o projeto ultrapassa as fronteiras do ensino técnico de instrumentos, focando no desenvolvimento humano, na autonomia e na criação de perspectivas de futuro para as famílias. “A palavra-chave do projeto Criança Cidadã não é outra que não oportunidade. Nosso compromisso é fazer o melhor, transformar essa orquestra que nasce hoje, pelas bênçãos de Deus, para ser grande”, declarou.

A proposta pedagógica da OCC alia a aprendizagem de instrumentos de cordas à disciplina e ao convívio comunitário, com rotina de aulas de segunda a sexta-feira e ensaios gerais aos sábados.

A FORÇA DA MÚSICA

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Orquestra Criança Cidadã inaugura novo núcleo na Comunidade Obra de Maria, em São Lourenço da Mata - Divulgação

A aliança entre as duas entidades é um gesto voltado à responsabilidade social e à formação humana integral. O fundador da comunidade e vice-presidente da OCC, Gilberto Barbosa, comemorou a consolidação da iniciativa. “Estou muito feliz por conhecer o trabalho, a eficiência. Tudo o que é feito aqui é com muita eficiência, com muito zelo, com muito carisma, com muita vocação, dedicada também à causa social”.

Ao recordar o histórico da região e o impacto do projeto, Barbosa apontou o papel transformador da arte. “Eu cheguei nessa terra que dizia que era a terra de ninguém. Ninguém poderia habitar aqui. E Deus transformou. Deus tem transformado e a música transformou”, afirmou.

A programação de inauguração contou com momentos de celebração religiosa, incluindo a bênção concedida por Dom Romualdo, além de uma apresentação especial feita por músicos da Orquestra Criança Cidadã para saudar os novos estudantes.

Com o início das atividades em São Lourenço da Mata, a Orquestra Criança Cidadã reafirma a diretriz iniciada em 2006 na comunidade do Coque, expandindo oportunidades para que jovens talentos desenvolvam suas habilidades artísticas e sociais.

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Orquestra Criança Cidadã inaugura novo núcleo na Comunidade Obra de Maria, em São Lourenço da Mata
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Calvin Klein y dos relojes de fondo de armario por menos de 150 euros: el acero en negro, en gris y en plateado de siempre

Dos muñecas sobre una mesa de madera: reloj negro de acero con cronógrafo y otro gris plateado.

Octubre devuelve las mangas largas y, con ellas, un detalle que en agosto daba igual: lo poco que asoma el reloj entre el puño y la mano. Asoma menos, pero cuando asoma tiene que cuadrar con el jersey, la camisa y el abrigo. Ahí el color del acero manda más que el logo. El Calvin Klein de acero negro lo resuelve por la vía discreta, y los otros dos tiran por caminos muy distintos.

Los tres son de cuarzo, de pila, de los que te pones por la mañana sin darles cuerda ni pensarlo. Lo que los separa es el acabado. El negro casi desaparece sobre la ropa oscura y el gris se deja ver algo más. El plateado con esfera azul es el de toda la vida, el que sale en las fotos de boda de media España.

Reloj Calvin Klein Impact en acero negro

Reloj analógico de hombre Calvin Klein Impact 25200359 con caja, esfera y pulsera de acero en negro y tres esferas pequeñas

Un reloj negro sobre pulsera negra se lee en la muñeca casi como una pulsera más. No pide atención, y por eso es tan fácil de llevar con ropa oscura. El acero lleva un baño negro (lo que las marcas llaman chapado iónico) y la esfera, también negra, tiene un brillo metálico que cambia con la luz.

Dentro caben tres esferas pequeñas que dan juego a la cara del reloj sin meterle ni una gota de color. La caja es grande, de 44 mm, así que en una muñeca fina se va a notar. Lo compensa el grosor: con 10 mm se cuela bajo el puño de la camisa sin hacer bulto.

Donde mejor queda es en el look oscuro de otoño: jersey de cuello alto negro, vaqueros sin lavar y chaqueta de cuero. Si encima va un abrigo camel, el contraste le sienta todavía mejor. Con un traje gris claro yo no lo pondría, porque se come el conjunto; con azul marino, sin problema. Es el más de temporada de los tres, aunque el negro sobre negro lleva años en las muñecas y no tiene pinta de irse.

Aguanta la lluvia y lavarte las manos con él puesto. Sale por menos de 130 euros, y para un reloj que vas a llevar a diario de octubre a marzo es dinero bien puesto.

Reloj cronógrafo Fossil Everett FS6107 en gris oscuro

Reloj cronógrafo de hombre Fossil Everett FS6107 con pulsera de acero en gris oscuro y esfera gris

Si el Calvin Klein se esconde, el Fossil Everett asoma lo justo. Su pulsera es de un gris oscuro tirando a plomo, el que en relojería llaman gunmetal, con la esfera gris a juego. No brilla como el plateado ni desaparece como el negro.

Funciona también como cronómetro y aguanta un baño en aguas poco profundas sin quitártelo. Con americana azul marino y camisa blanca está en su sitio, y el sábado con sudadera gris y vaqueros, también. Es el que mejor salta de la oficina al fin de semana, y se queda justo por debajo de los 150 euros.

Reloj Lotus 18670 de acero plateado con esfera azul

Reloj analógico de hombre Lotus 18670 con pulsera de acero plateado, esfera azul y ventana de fecha

Este no es de temporada ni pretende serlo. El Lotus 18670 lleva años a la venta y su receta es la que nunca falla: pulsera plateada y esfera azul. Es el reloj de quien no quiere pensar en el reloj.

Va con camisa oxford azul y chinos beige, con traje azul marino, con un jersey de pico gris y vaqueros. Cuesta encontrarle un look en el que desentone, y en un reloj de diario eso vale más que cualquier detalle. La esfera azul es la que le quita el aire de reloj de comunión: sobre una camisa blanca pone el único punto de color de los tres.

Tiene la ventanita de la fecha, que se agradece cada vez que firmas algo y no sabes ni en qué día vives. También es el que más agua aguanta de los tres. Llega en su estuche, así que como regalo de Navidad está resuelto sin buscar caja.

Se queda por debajo de los 65 euros, menos de la mitad que cualquiera de los otros dos. Si solo pudiera quedarme con uno para los próximos diez años, sería este.

El color que ya tienes en el armario

Merece la pena si buscas un reloj que te dure todo el invierno sin cambiarlo según el día: el Calvin Klein para quien viste de oscuro, el Fossil para quien pasa de la americana a la sudadera sin mirar la muñeca. Y si el reloj es para otra persona y no conoces bien su armario, el Lotus es el que menos riesgo tiene de quedarse en el cajón.

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Una generación devorada por la ansiedad: el peaje mental de una sociedad que vive en alerta

¿Qué nos empuja a buscar una explicación para cada cosa que pasa en nuestra vida? A medio camino entre la angustia de Sábato en El túnel y la lúcida renuncia de Antonio Gala —quien afirmaba que ser feliz exige darse cuenta de que nada es tan importante—, asoma la trampa de la ansiedad, que nace de la obsesión por dar respuesta a todas las preguntas. Y dominarlas. Paradójicamente, cuanto más irracionales y aciagas sean, más nos aferramos a ellas, como si ensayar el desastre nos blindara ante la tragedia.

La ansiedad puede comprenderse a través de la teoría de la intolerancia a la incertidumbre —desarrollada por Michel Dugas, Robert Ladouceur y Mark Freeston—, que define nuestra incapacidad para convivir con lo impredecible. La incomodidad ante la falta de certezas parece empezar a ganar terreno entre los jóvenes, ¿o es que se le está empezando a poner nombre a un malestar históricamente mudo? El reflejo del lastre cobra vida en los datos del Centro Reina Sofía que revelan que el 54,7% de los jóvenes que afirman haber sufrido algún problema de salud mental en el último año. Los trastornos de ansiedad figuran entre los más habituales y, además, son los únicos que continúan creciendo respecto a años anteriores. Unas cifras que permiten tomarle el pulso a una generación cuyo malestar ya no puede despacharse como algo anecdótico.

Una generación que aprende a vivir ansiosa aprende a limitar su vida

Pero ¿qué ocurre realmente en la cabeza de una persona con ansiedad? ¿Qué mecanismos convierten la incertidumbre cotidiana en una amenaza y por qué, a veces, la mente parece empeñada en imaginar precisamente aquello que más teme?

Las personas con ansiedad perciben el mundo como algo peligroso

La ansiedad no es un fenómeno puramente mental, sino una reacción multidimensional que afecta todo el organismo. Vanessa Fernández, doctora en Psicología, explica que esta emoción es una ''respuesta emocional normal y natural, la tenemos todo el mundo y aparece ante situaciones que interpretamos, aunque no lo sean, como amenazantes''. En el plano físico, el cuerpo reacciona con tensión, sudoración y un incremento de las frecuencias cardíaca y respiratoria. Sin embargo, es en el plano cognitivo donde la mente empieza a tejer una red de la que es difícil escapar: cuando esta se ve desbordada, el pensamiento se enfoca de manera obsesiva en la amenaza, magnificando los errores, anticipando catástrofes y minimizando la propia capacidad para afrontar los problemas.

En palabras de la doctora Fernández, ''la persona con ansiedad va a percibir el mundo de una manera peligrosa. Entonces, al percibir una situación como hostil, aparecerá un círculo vicioso en el que el cerebro creerá todo lo que le estás diciendo y liberará más ansiedad''. Esta distorsión no solo altera la percepción de la realidad, sino que paraliza la capacidad de reacción del individuo: el ansioso se bloquea, habla de manera entrecortada y evita de manera sistemática aquellas situaciones que percibe como conflictivas.

Una generación que no tolera el fracaso

Pero la ansiedad –esa que te impide adaptarte a lo que se escapa de tu zona de confort– domina la capacidad de amoldarse a las nuevas realidades; la patología de las nuevas generaciones ya no se circunscribe a hitos vitales concretos y delimitados en el tiempo, como podían ser los exámenes o la emancipación. Marina Díaz Marsá, psiquiatra y presidenta de la Sociedad Española de Psiquiatría y Salud Mental, señala que nos encontramos ante un malestar mucho más difuso, crónico y anticipatorio, alimentado por la exposición digital permanente, la incertidumbre y la autoexigencia multidimensional.

La doctora Díaz Marsá advierte sobre el impacto de este estado de alerta sostenido en el tiempo y afirma de manera contundente que ''una generación que aprende a vivir ansiosa aprende a limitar su vida''. Este límite se traduce clínicamente en somatizaciones tempranas, una preocupante intolerancia a la frustración y a la incertidumbre. Según la experta, esto es consecuencia directa de un modelo educativo y social que ha reducido las oportunidades para experimentar el fracaso controlado y que, en cambio, refuerza la inmediatez a través de la tecnología.

Tiranía y frivolidad en redes sociales

En este escenario, las redes sociales no actúan como una causa única, pero sí como un amplificador de las inseguridades y de la necesidad de aprobación externa. El cerebro adolescente, biológicamente sensible a la evaluación social, se ve expuesto a un triángulo lesivo para la autoestima: la comparación constante, la búsqueda de validación mediante likes y la exposición a vidas idealizadas; una idea apoyada por Rita, una paciente de salud mental con ansiedad crónica que cuenta a El Independiente lo frustrante que es no poder alcanzar nunca los estándares que se venden en las redes sociales: "No hablo solo de belleza, que al final es algo subjetivo. Hablo del ritmo de vida que parece llevar todo el mundo, de todos los libros que parecen tener tiempo para leer, de los sábados que salen a comer fuera, de las tres carreras y los dos másteres que tienen. De lo normalizado que está ese supuesto éxito que vemos constantemente y que, muchas veces, no es más que una fachada: una imagen de perfección que tiene poco que ver con la realidad y que esconde vidas mucho más complicadas de las que nadie habla".

Por su parte, Alberto Veira Ramos, profesor de Sociología en la UC3M, coincide en el impacto nocivo de esta hiperconexión y en cómo la pérdida de control sobre el propio tiempo libre se convierte en un caldo de cultivo para el malestar. El sociólogo reflexiona sobre las dinámicas de comparación que imperan en la actualidad y destaca que ''nos estamos continuamente comparando con la versión edulcorada que los demás suben de sí mismos a las redes. Eso no pasaba antes''. Esta tiranía de la felicidad obligatoria y del éxito empaquetado se convierte, según el experto, en una auténtica losa para el desarrollo de los jóvenes.

"Más Platón y menos Prozac"

A pesar del incremento en las consultas, los expertos coinciden en que una mayor alfabetización en salud mental ha permitido que los jóvenes identifiquen antes el sufrimiento y dejen de padecerlo en silencio, lo cual representa un avance social significativo.

Sin embargo, la respuesta a este problema no debe limitarse a la vía farmacológica. El consumo de ansiolíticos ha aumentado, y el uso prolongado de benzodiacepinas durante más de 4 semanas genera tolerancia, dependencia e interfiere directamente en el aprendizaje a la hora de elaborar estrategias para afrontar la ansiedad desde el plano mental y no químico.

Lejos de criminalizar la medicación –siempre que haya sido prescrita– faltan herramientas de autorregulación emocional y de autoconocimiento. En su análisis, Veira sugiere volver la mirada, también, hacia disciplinas tradicionales y formativas, señalando que ''en el sistema educativo se está dejando de enseñar herramientas de los filósofos clásicos para controlar el temperamento propio, las propias emociones y gestionar nuestros propios miedos''. Cita, en este sentido, el título de una obra de Lou Marinoff, "Más Plantón y menos Prozac" y alude a corrientes como el estoicismo, que ofrecen recursos valiosos para reducir la vulnerabilidad ante las opiniones ajenas y fortalecer la confianza en uno mismo.

Aprender a gestionar el tiempo, establecer rutinas saludables, asegurar la presencia y el apoyo familiar sin caer en la sobreprotección, y aprender a poner límites en las relaciones personales se perfilan como los pilares fundamentales para desactivar la alerta constante. Solo así se permitirá que los jóvenes se desprendan, de manera saludable, de la asfixiante máscara de la perfección. Quizá la verdadera renuncia de la que hablaba Antonio Gala no sea dejar de aspirar a más, sino dejar de vivir como si nunca fuéramos suficientes.

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Protestas en Albania: un país entre los resorts de la familia Trump, la mirada de la UE y el hartazgo ciudadano

Albania, Tirana: Estudiantes manifestantes se enfrentan a la policía antidisturbios frente al Ministerio de Educación en Tirana.

Las protestas en Albania han transformado el céntrico bulevar Dëshmorët e Kombit de Tirana en el epicentro de las protestas en contra del gobierno. La capital albanesa vive jornadas de barricadas, gases lacrimógenos y un asedio institucional que amenaza con acabar con el gobierno del primer ministro Edi Rama. Una oleada de descontento que nace de un ambiente de tensión interna que se cruza con intereses transnacionales.

La chispa de Sazan y el clan Trump

El detonante que sacó a miles de universitarios y organizaciones ciudadanas a las calles se produjo por un conflicto urbanístico en la costa jónica. A través de la firma de inversión Affinity Partners, Jared Kushner, yerno del presidente estadounidense Donald Trump, cerró con el beneplácito directo de Edi Rama un plan para urbanizar enclaves vírgenes de altísimo valor ecológico: la isla de Sazan y las inmediaciones de Zvërnec, junto a la laguna de Narta.

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Manifestantes que ondean banderas albanesas se enfrentan a agentes de la policía antidisturbios.

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La policía deteniendo manifestantes.

Vlasov Sulaj / JNA via ZUMA Press / DPA" data-fslightbox="lightbox-tbpe"> <a href="https://www.elindependiente.com/wp-content/uploads/2026/10/21a4deb6bc7d2f261bcdfb4a89a77e6fbbc5fd61-1200x800.jpg" class="galeria__foto item" data-caption="

"Que le jodan a Rama, el judío". Pintada antisemita contra el primer ministro albanés, Edi Rama. Bulevar Dëshmorët e Kombit de Tirana.

EFE/Antonio Sánchez Solís" data-fslightbox="lightbox-tbpe"> <a href="#galeria-publi4" class="galeria__foto item" data-caption="
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Protestas en la capital albanesa.

EFE/ Antonio Sánchez Solis" data-fslightbox="lightbox-tbpe"> <a href="https://www.elindependiente.com/wp-content/uploads/2026/10/12c9ace99ad9aed4623b843e0f3d5ccd72c78b47-1200x800.jpg" class="galeria__foto item" data-caption="

Detenciones en las protestas de Tirana.

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Protestante con la indumentaria tradicional frente a los antidisturbios.

EFE/EPA/MALTON DIBRA" data-fslightbox="lightbox-tbpe">

Esta operación, valorada en más de 1.400 millones de euros, desató lo que los colectivos ecologistas bautizaron como la "Revolución de los Flamencos", en alusión a las especies protegidas que anidan en el lugar. Para allanar el terreno al desembarco del capital estadounidense, el Parlamento albanés aprobó una controvertida reforma a la Ley de Áreas Protegidas (modificaciones a la Ley n.º 81/2017 de Áreas Protegidas), diseñada prácticamente a medida para desregular suelos preservados bajo la figura de "inversión estratégica".

Para una juventud que emigra a una escala enrome debido a la precariedad salarial y el encarecimiento de la vivienda, según las bases de datos de Euroestat, la entrega del litoral nacional a oligarquías foráneas supuso una afrenta directa hacia la ciudadanía. Las asambleas estudiantiles, que inicialmente protestaban por mejoras en la educación pública, canalizaron esa indignación contra los resorts de ultralujo que pronto acabó unificando a todas las demandas sociales.

"¿Cómo voy a permitirme alquilar un piso en una de esas torres con un sueldo de 540 euros? Comparto piso con gente que ni conozco porque mi familia ya ha emigrado. Estamos agotados", señalaba Santa, una estudiante de 22 años en una declaraciones recogidas por el medio croata Moj Kraj.

Entre Washington y los avisos de Bruselas

El movimiento del presidente Edi Rama obedecía a un interés por garantizarse un canal de interlocución directo y blindaje político con el entorno de Trump. Sin embargo, esta jugada ha generado incomodidad en Bruselas ya que Albania se encuentra en una fase crucial de su integración a la Unión Europea. Un proceso donde cada paso depende de la adhesión a los estándares comunitarios en medio ambiente y separación de poderes.

Los informes anuales emitidos por la Comisión Europea sobre el Estado de derecho han reiterado su preocupación por la opacidad en las adjudicaciones directas, las asociaciones público-privadas (APP) y la vulnerabilidad de las normativas medioambientales que persisten en el país balcánico. Expertos como Florian Bieber, de BIEPAG (Balkans in Europe Policy Advisory Group), explican que al acelerar concesiones a empresas americanas antes de completar los pasos a seguir para adherirse a la UE, Tirana camina por el filo de la navaja. Contentar al capital vinculado a Washington a costa de tensar los compromisos adquiridos con sus socios comunitarios.

Desobediencia civil y cargas

Al caer la noche, las protestas ciudadanas suelen convertirse en choques violentos. Sectores de la oposición, se sumaron a la convocatoria transformando el malestar ecologista y estudiantil en una campaña abierta de desobediencia civil (mosbindje qytetare). Los cócteles molotov contra la sede del Consejo de Ministros y el Tribunal Supremo han recibido como réplica cañones de agua y un uso masivo de gas lacrimógeno.

Esto ha disparado las quejas por el supuesto auge de los abusos policiales hacia los manifestantes. El Defensor del Pueblo de Albania (Avokati i Popullit) ha desplegado misiones urgentes en comisarías tras denuncias de detenciones arbitrarias de manifestantes jóvenes. Mientras tanto, la Agencia de Supervisión Policial (AMP) mantiene expedientes abiertos por presuntos excesos en el empleo de proyectiles no letales en zonas residenciales de la capital.

Investigaciones documentadas por la red Balkan Investigative Reporting Network (BIRN) destacan que el descontento ha calado transversalmente en familias de clase media asfixiadas por la inflación en alimentos y servicios básicos.

La encrucijada institucional de Tirana

Las protestas en Albania demuestran que el relato de estabilidad que el Ejecutivo de Edi Rama proyecta en las cumbres internacionales no se sostiene. Por ello, el desenlace de la crisis dependerá de la capacidad del Estado para abrir canales reales de diálogo con las universidades y frenar el desmantelamiento de sus espacios protegidos.

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Alemania acerca posturas con España para sacar adelante el caza FCAS con Suecia

Era el proyecto de defensa del siglo. Al menos hasta el momento. Uno en el que participaba España. El caza de sexta generación FCAS (Future Combat Air System) de 100.000 millones de euros no encontró solución después de que Francia y Alemania tirasen lo suficiente de la cuerda como para romperla. Tras ello, Francia decidió ir por vía libre y Alemania y España siguieron un camino aparte. Entre la baraja de opciones para construir el caza de sexta generación resaltaba el GCAP británico o unirse a Suecia, mediante la gigante Saab.

Y ahora, Alemania está centrándose en la opción de construir el caza de sexta generación con Suecia, pero sin dejar de lado a España como socio principal en el proyecto del FCAS. Una evaluación del Ministerio de Defensa alemán señala que España, Alemania y Suecia cuentan con requisitos militares estrechamente alineados y posiciones de partida comparables, según ha informado Politico. Así, los funcionarios de defensa alemanes aconsejaron a Berlín de que buscara una nueva colaboración con Suecia y España, en vez de unirse al GCAP liderado por Reino Unido, Japón e Italia. Aunque esta recomendación no inclina de forma definitiva la decisión de Alemania.

Esto es porque, según consideran, la alianza germano-sueca-española es más ventajosa y prometedora que el Global Combat Air Programme (GCAP) que entrará en servicio en 2035. Este proyecto inició en 2022, cinco años después de la primera propuesta del FCAS, y ha mostrado avances, a diferencia del sepultado programa europeo tripartito. El GCAP está formado por tres gigantes de la defensa. BAE Systems, por parte de Reino Unido; Leonardo, de Italia; y Mitsubishi Industries, por parte de Japón.

Por otro lado, un portavoz de Airbus, representando a la parte alemana del proyecto, afirmó que el grupo estaba "abierta a la cooperación", siempre y cuando la industria alemana y española obtuvieran un "papel sustancial e igualitario" en el desarrollo, la producción y la operación. Y en este punto no parecen chocar, pues fue Francia, mediante Dassault, la que terminó por dinamitar un proyecto en el que cada país quería tener más papel del que le correspondía en un primer lugar. De hecho, el papel de Indra y España se vio difuminada en el trío de países y, a pesar de tener la misma propiedad del proyecto (33%), su rol ha sido menor que el de Francia y Alemania.

Esto es porque hasta el momento el papel de España en el proyecto del caza se situó casi desde la posición de un mero observador. José Vicente de los Mozos, antiguo CEO de Indra, aseguró en marzo, en medio del conflicto entre Airbus-Alemania y Dassault-Francia, ante una pregunta realizada por este medio que el papel de España sería "en función de los requerimiento de cada país y de la plataforma". Es decir, España se mantiene al margen de las disputas, en tierra de nadie, esperando a la resolución de sus socios europeos.

Además, la información del diario estadounidense llega a la vez que una entrevista en el medio alemán Handelsblatt del CEO de Airbus Espacio y Defensa, Michael Schöllhorn. El ejecutivo afirmó que Alemania no construirá el caza de sexta generación en solitario ni con un único aliado, por lo que, "además de España, necesitamos al menos un socio fuerte más". La verdadera pregunta no es si España y Alemania podrían construir su propio caza de sexta generación, sino si serían capaces de hacerlo a tiempo de las necesidades que estos tiempos requieren. 

"Y no quedan muchas opciones. Podemos mirar hacia Gran Bretaña e Italia, y podemos mirar hacia Suecia. El proyecto GCAP ya está bastante avanzado, así que hay poco margen de maniobra", aseguró Schöllhorn.

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Las jubilaciones demoradas suponen un 12% del total en 2026 frente al 83% estimado por la Seguridad Social

La ministra de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones y portavoz del Gobierno, Elma Saiz

La reforma del sistema de pensiones de 2023, implementada por el entonces ministro de Seguridad Social y actual gobernador del Banco de España, José Luis Escrivá, introdujo penalizaciones económicas de hasta el 30% sobre la cuantía de la pensión final para desincentivar el retiro de los trabajadores antes de la edad ordinaria de jubilación y favorecer carreras laborales más largas. El objetivo de fondo era aliviar la presión que ejercerá sobre las cuentas de la Seguridad Social la jubilación masiva de la generación del baby boom, que ya ha comenzado a retirarse. Es decir, retrasar la edad efectiva de jubilación para contener el aumento del gasto en pensiones que afrontará el sistema durante las próximas décadas.

Sin embargo, los datos acumulados de 2026 hasta agosto traen malas noticias. Las jubilaciones demoradas (aquellas en las que el trabajador sale del mercado laboral con más de 65 años si ha cotizado 38 años y 3 meses o con más de 66 años y 10 meses si ha cotizado menos de 38 años y 3 meses) representan el 12% sobre el total de personas que se han jubilado en los primeros ocho meses del año. Concretamente, casi 28.800 trabajadores optaron por esta modalidad respecto a las 247.200 altas del sistema.

Evolución de la proporción de jubilaciones por modalidad (2021 - agosto de 2026) (Columnas apiladas)

Las optimistas proyecciones del Gobierno

Durante los años previos a la reforma, los jubilados que optaban por esta modalidad apenas representaban menos del 5% sobre el total. Sin embargo, desde que se introdujeron los desincentivos económicos, esta proporción ha ido escalando gradualmente: del 5,4% de 2022 al 8,1% en 2023, seguido del 9,3% en 2024, el 10,9% en 2025 y el 11,6% entre enero y agosto de 2026.

No obstante, estas cifras distan mucho de los cálculos estimados por el Gobierno. En 2023, el Ministerio que dirigía José Luis Ecrivá remitió a la Comisión Europea el documento con sus Proyecciones del gasto público en pensiones hasta 2050, a fin de recibir el cuarto desembolso de los fondos europeos. Pues bien, en estas proyecciones, el entonces ministro de Seguridad Social apuntó que en 2026 se registrarían alrededor de 285.000 jubilaciones demoradas sobre un total de 345.000 altas, es decir, tendrían que haber representado el 83% del total en vez de un 11,6% como finalmente ha ocurrido.

Gráfico de las altas demoradas

Impacto económico de la sobreestimación

La cuestión no es solo que la estimación sea inexacta, sino también sus repercusiones económicas sobre el gasto público. El documento enviado a Bruselas calculaba que, como consecuencia del impacto de los nuevos incentivos a la jubilación demorada, se podría reducir el gasto un 0,14% sobre el PIB en 2025 y un 0,17% en 2026. En euros contantes y sonantes supondrían unos 2.300 y 2.900 millones de euros menos, respectivamente.

Sin embargo, dado que sus estimaciones no se han cumplido, este ahorro ha sido menor. Según cálculos de El Independiente, si se aplica de forma orientativa la proporción observada a las estimaciones del Gobierno, los 2.300 millones de euros que la Seguridad Social esperaba reducir del gasto en pensiones en 2025 se quedarían en unos 300 millones, mientras que los 2.900 millones proyectados para 2026 bajarían a alrededor de 400 millones.

De hecho, la desviación optimista no se limita a las jubilaciones demoradas, sino que también se ha producido sobre las previsiones globales. La reforma contemplaba más medidas, además de los desincentivos a retrasar la jubilación (como el incremento de los ingresos a través del refuerzo de las cotizaciones sociales o la elevación anual de la edad ordinaria de jubilación, entre otras), para reducir el gasto público.

Sin embargo, sus proyecciones apuntaban a que el gasto en pensiones contributivas se situaría en el 11,22% del PIB en 2025 gracias a la reforma, frente al 12,27% que habría representado sin ella. Dado que se disponen de los gastos del sistema sobre este ejercicio, las cifras revelan que el desembolso final ha sido superior incluso a la estimación del escenario previo a la reforma: casi 212.400 millones de euros, equivalentes al 12,6% del PIB.

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