Grupos entraram em confronto com a polícia espanhola em Madri, nesta quarta-feira (28), durante um protesto que exigia a renúncia do governo, horas após um acidente com um trem de alta velocidade que deixou pelo menos 68 mortos.
Cerca de 500 manifestantes se reuniram em frente ao Ministério dos Transportes; alguns lançaram garrafas e sinalizadores contra os policiais.
Os agentes responderam com o uso de gás lacrimogêneo enquanto dispersavam os manifestantes da via pública.
As autoridades informaram que não houve feridos nem detenções.
A colisão ocorreu por volta das 9h, horário local (05h00, em Brasília), desta quarta-feira, quando um trem de alta velocidade chocou-se contra uma composição que estava parada.
O desastre — o acidente ferroviário mais letal na Europa desde o descarrilamento ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela, na Espanha, que resultou na morte de 80 pessoas — sucede outro acidente fatal ocorrido em janeiro, envolvendo trens de alta velocidade operados pelas mesmas empresas na mesma linha, no qual 46 pessoas morreram.
As ações das indústrias frigoríficas tiveram desempenho misto no pregão desta quarta-feira (28), com queda expressiva da Minerva e recuo dos papéis da JBS, enquanto a MBRF encerrou em alta.
O mercado acompanhou a volatilidade do dólar e dos juros, além de fatores específicos que afetam as operações das companhias, como a suspensão de exportações de carne bovina à China em uma unidade da MBRF e os possíveis impactos da doença de Newcastle sobre os embarques de carne de frango.
A Minerva (BEEF3) liderou as perdas do grupo, com desvalorização de 9,40%, a R$ 2,89 por ação, ante R$ 3,19 no fechamento anterior. Segundo Luca Vello, analista da Genial Investimentos, embora fosse esperado que o setor exportador de proteínas se beneficiasse de um dólar mais baixo após o cenário eleitoral, fatores negativos específicos e a exposição das empresas ao endividamento pesaram sobre os ativos.
O analista destacou que companhias com dívidas elevadas e compromissos atrelados ao CDI tendem a sofrer maior pressão em um ambiente de juros altos.
As BDRs da JBS (JBSS32), negociadas na B3, recuaram 1,70%, encerrando o dia a R$ 63,58. Já a MBRF (MBRF3) fechou em alta de 1,47%, a R$ 16,53, após oscilar entre a mínima de R$ 15,59 e a máxima de R$ 16,63 durante a sessão.
Para Raphael Galo, head de agronegócio e mercado de capitais da A7 Capital, a volatilidade cambial e as oscilações dos juros seguem entre os principais fatores de influência sobre as operações das empresas.
No caso da MBRF, o analista também apontou a aversão ao risco no mercado acionário após as eleições e os efeitos de notícias relacionadas ao setor de proteínas. Entre elas estão a suspensão das exportações de carne bovina para a China pela unidade de Promissão (SP) e o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina, que pode afetar os volumes exportados de carne de frango.
O desempenho das ações ocorreu em um dia de valorização dos contratos futuros do boi gordo na B3, que voltaram a superar os R$ 400 por arroba em alguns vencimentos.
O movimento evidencia que a alta das cotações da pecuária não se traduz necessariamente em valorização dos papéis dos frigoríficos, cujos resultados também dependem dos custos de aquisição de animais, das margens de processamento, do câmbio, do custo da dívida e das condições de acesso aos mercados internacionais.
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Renata Cambra assegura a tribunal administrativo que vai manter "concentração pacífica" e "silenciosa" durante a noite e assegura direito de circulação aos restantes cidadãos.
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A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quarta-feira, 28 de outubro, em terreno negativo, desvalorizando 0,08% (9,245.78 pontos).
O índice de referência nacional foi pressionado, sobretudo, pelos títulos da Jerónimo Martins (-1,60%), da Teixeira Duarte (-1,53%) e da Sonae (-1,41%).
Do lado das perdas estiveram, ainda, a Ibersol (-0,97%), a NOS (-0,88%), a Corticeira Amorim (-0,58%), a Altri (-0,23%), a Mota-Engil (-0,13%) e a EDP Renováveis (-0,24%).
Em terreno positivo, a The Navigator ganhou 1,86%, a Galp subiu 1,53%, a EDP ganhou 0,58%, a Semapa valorizou 0,82% e a REN avançou 0,28%.
“As bolsas europeias encerraram globalmente divididas entre ganhos e perdas ligeiros, numa sessão em que os investidores voltam os holofotes para as decisões de política monetária da Fed, que chegam às 18h de Lisboa, bem como para as contas que Microsoft e Alphabet vão mostrar após o fecho de Wall Street. Mais castigado esteve o IBEX, que foi arrastado pelo tombo de 6% do Santander. Análises de mercado atribuem a pressão às suas operações no Brasil, onde a vitória de Lula da Silva nas presidenciais gerou uma descida na cotação das ações do banco espanhol”, destaca o Millennium Investment Banking na habitual nota de mercados.
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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de arrecadar quase R$ 10 milhões com falsas campanhas de doação na internet. Para atrair doadores, os alvos usavam vídeos criados com inteligência artificial que reproduziam imagens de Gusttavo Lima e dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.
A ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros e patrimoniais. Até o momento, cinco investigados foram presos.
Segundo a polícia, dois suspeitos foram localizados em Planaltina (DF), um em Planaltina de Goiás (GO), um em Uberlândia (MG) e outro em Joinville (SC).
A operação também resultou na apreensão de veículos de luxo e na identificação de ativos em criptomoedas avaliados em aproximadamente US$ 400 mil, o equivalente a R$ 2,14 milhões, conforme a cotação desta quarta-feira.
Uso de deepfakes para atrair doadores
Segundo a Polícia Civil, o grupo criava e divulgava páginas falsas de arrecadação de doações, utilizando imagens de idosos, crianças e pessoas com doenças graves para gerar comoção e induzir as vítimas a realizar transferências financeiras.
Para ampliar o alcance das campanhas e atrair mais pessoas, os investigados recorriam a ferramentas de inteligência artificial, incluindo as chamadas ‘deepfakes’, para criar vídeos falsos com imagens de personalidades públicas, como Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.
Os conteúdos também incluíam representações religiosas, entre elas imagens de Jesus Cristo, de acordo com as investigações.
As publicações circulavam nas redes sociais e direcionavam os usuários a páginas que simulavam campanhas beneficentes legítimas. Os valores arrecadados, porém, eram transferidos para contas bancárias controladas pelo grupo.
Mais de 215 mil transações em 45 dias
As apurações mostraram que, entre 13 de outubro e 26 de novembro de 2025, uma única empresa vinculada à organização recebeu 215.575 transações, que totalizaram mais de R$ 9.8 milhões.
Segundo a polícia, os pagamentos eram, majoritariamente, de pequenos valores, especialmente R$ 30 e R$ 50. O padrão aplicado pelo grupo sugere um número expressivo de vítimas em diferentes regiões do país, ainda que a soma de transações não corresponda necessariamente ao número de pessoas afetadas.
Ainda de acordo com as investigações, o grupo mantinha uma estrutura criminosa organizada com divisão de tarefas. Os investigados trabalhavam no desenvolvimento tecnológico das fraudes, na administração de redes sociais, na formalização de empresas e na movimentação e dispersão dos recursos financeiros.
Fraudes eletrônicas
A análise de contas eletrônicas também revelou mais de 230 GB de arquivos, incluindo vídeos, imagens, roteiros, códigos de programação, bancos de dados e materiais destinados à produção de novas campanhas fraudulentas. Segundo a polícia, em uma única conta, os investigadores encontraram mais de 210 GB de conteúdo.
No Distrito Federal, cruzamentos de informações identificaram 66 registros de ocorrência envolvendo empresas apontadas como destinatárias de valores relacionados a fraudes eletrônicas. Entre os casos mencionados pela investigação estão golpes de falsas compras, boletos fraudulentos e investimentos fictícios.
Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes que venham a ser identificados no decorrer da apuração.