A TAP Air Portugal vai passar a ligar Lisboa a Reiquiavique, na Islândia, a partir de 1 de abril de 2027, com uma operação sazonal de três voos semanais que decorrerá até outubro, reforçando a sua rede de destinos no Norte da Europa.
Segundo a companhia aérea, a nova rota será operada às terças, quintas e sábados, com partida do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, às 21h05 e chegada ao Aeroporto Internacional de Keflavík às 00h55 do dia seguinte.
No sentido inverso, os voos partirão de Reiquiavique às quartas, sextas e domingos, às 01h45, aterrando em Lisboa às 07h25.
Com esta nova ligação, a TAP pretende reforçar a conectividade entre Portugal e a Islândia, oferecendo uma ligação direta entre os dois países e facilitando, através do seu ‘hub’ de Lisboa, o acesso dos passageiros islandeses à restante rede de destinos da companhia.
A transportadora considera que a nova operação cria novas oportunidades de viagem nos dois sentidos, aproximando mercados turísticos com características distintas.
A Islândia é atualmente um dos destinos turísticos mais procurados da Europa, destacando-se pelas suas paisagens vulcânicas, cascatas, glaciares, geiseres e zonas geotérmicas.
Entre os principais pontos de interesse figuram o chamado Círculo Dourado, que inclui o Parque Nacional de Thingvellir, a cascata de Gullfoss e a área geotérmica de Geysir, bem como a costa sul da ilha.
Os bilhetes para a nova rota já se encontram disponíveis, com tarifas de ida e volta a partir de 349 euros, incluindo taxas, segundo a companhia.
Pela sétima vez, o Corinthians está na final da Libertadores Feminina. Nesta quarta-feira (28), as Brabas derrotaram o Santa Fe (Colômbia) por 2 a 1 no Estádio Casa Blanca, para alcançarem a decisão do torneio, que ocorre em Quito (Equador).
O Timão venceu as seis finais que disputou na história: 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. Em 2020, as alvinegras caíram para o América de Cali (Colômbia) nas semifinais. Dois anos depois, foram surpreendidas pelo Boca Juniors (Argentina) nas quartas de final.
O Corinthians aguarda o ganhador do confronto entre Cruzeiro e Olimpia (Paraguai), que medem forças ainda nesta quarta, às 21h (horário de Brasília), no mesmo estádio. A final será no sábado (31), novamente no Casa Blanca, em horário a ser anunciado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
— CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 28, 2026
O Santa Fe saiu na frente. Aos 28 minutos, a atacante Manuela González lançou a bola desde o campo de defesa e acabou encontrando Daniela Garavito em velocidade, nas costas da marcação. A meia invadiu a área e chutou na saída da goleira Lelê. Anulado inicialmente por um suposto impedimento, o gol foi validado após intervenção da arbitragem de vídeo (VAR).
A resposta corintiana veio aos 36. Na sobra de uma bola afastada por Cristina Motta, após lançamento da também zagueira Thais Ferreira, a meia Letícia Monteiro bateu de primeira, da entrada da área, acertando o cantinho esquerdo da goleira Jimena Ospina.
Na etapa final, o Timão chegou ao gol da virada no melhor momento das adversárias. Aos 30 minutos, Letícia Monteiro acionou a volante Duda Sampaio, que tentou o passe de calcanhar, de primeira, na entrada da área. Motta tentou afastar, mas pegou mal e a bola sobrou livre com a lateral Gi Fernandes, que mandou para as redes, decretando o triunfo alvinegro.
As perspectivas para as exportações brasileiras de carne de frango seguem favoráveis apesar de um terceiro registro de Doença de Newcastle em Santa Catarina, considerando que os focos estão todos em uma mesma área e desde que o problema não se espalhe para outras regiões, avaliou um especialista do Rabobank nesta quarta-feira.
Na véspera, o Ministério da Agricultura reportou o terceiro caso da doença viral altamente contagiosa entre aves de Santa Catarina, segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto.
As três cidades com registro da doença — Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim — em granjas de perus estão situadas dentro de um raio de aproximadamente 20 km, destacou o Rabobank, citando que importantes importadores declaram embargos a importações somente da região atingida, o que minimiza impactos para as exportações do país.
“Na minha avaliação, as perspectivas permanecem otimistas, uma vez que os acordos de regionalização devem evitar interrupções significativas nos embarques”, disse o especialista Wagner Yanaguizawa, em avaliação do banco compartilhada com a Reuters.
Ele comentou que os dados preliminares de exportação de outubro, referentes às quatro primeiras semanas, indicam que os embarques diários médios cresceram 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, apesar de o setor estar lidando com a situação desde 18 de outubro, data de detecção do primeiro foco. Desde então, surgiram anúncios de embargos ao produto do país.
“As exportações podem enfrentar certa pressão inicial, mas é improvável que isso persista por muito tempo, desde que não surjam novos casos em áreas mais distantes do foco inicial”, acrescentou Yanaguizawa.
O especialista notou ainda que o sistema preventivo brasileiro dá mostras de que está funcionando bem, já que a detecção do vírus aconteceu antes do surgimento de sintomas nas aves, por meio de um monitoramento ativo.
“Após a confirmação do primeiro caso, em 18 de outubro, o segundo e o terceiro focos foram identificados por meio de uma vigilância intensificada, e não pelo surgimento de sinais clínicos evidentes da doença”, declarou.
Até o momento, apenas o México e a Malásia impuseram proibições em nível nacional ao frango do Brasil, enquanto China, Chile, Rússia restringiram as compras apenas do Estado de Santa Catarina, segundo Rabobank, com base em dados do governo.
Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Reino Unido, Argentina, África do Sul, Egito, Canadá, Turquia e Vietnã estão entre os mercados mais relevantes que aceitaram a regionalização em nível municipal, destacou.
O setor normalmente utiliza a estratégia de redirecionar seus embarques a partir de áreas não incluídas nos embargos sanitários, o que minimiza perdas.
Em assembleia popular, os presentes envolvidos na votação aprovaram por unanimidade a “permanência e resistência na praça” e ainda a criação de um jornal, em formato digital e papel.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a explosão na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) registrada no início da tarde desta quarta-feira (28) em Volta Redonda, no Sul Fluminense (RJ). Ninguém ficou ferido.
Os bombeiros foram acionados para a ocorrência após uma reação química que teria provocado um deslocamento de ar no local. A Brigada da CSN atuou no combate aos focos iniciais de incêndio.
Posteriormente, os bombeiros confirmaram que não haviam vítimas em razão da explosão.
Explosão
Imagens obtidas pela CNN Brasil registraram fumaça no local. Assista:
Em nota, a CSN apontou que a explosão aconteceu por volta das 13h30, durante uma operação de descarregamento de ferro-gusa no Poço de Tombamento de Escória (Kisch Pit), na Usina Presidente Vargas.
“O contato do material em alta temperatura com excesso de umidade no solo ocasionou uma forte reação, com liberação de calor e fumaça em proporções visíveis tanto no interior quanto no entorno da usina”, destacou a companhia.
Protesto pelo direito à habitação já foi alvo de duas cargas policiais que provocaram dezenas de feridos. Pedro Duarte retira a palavra “implacável”, mas defende actuação da PSP.
As manifestações pelo direito à habitação voltaram esta quarta-feira às cidades de Lisboa e Porto. No caso da cidade invicta, a assembleia popular votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.
Em assembleia popular que decorreu no Porto com cerca de 200 pessoas, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.
Já em Lisboa, entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19h30 na acampada na Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital. A iniciativa tem decorrido esta quarta-feira sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19h25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.
A Acampada de Lisboa aprovou em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.
A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio. A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.
A programação desta quarta-feira inclui a partir das 21h00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.
A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas. Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.
O Chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.
A parcela de 0,1% mais ricos da população mundial - 8 milhões de pessoas - gera mais poluição por carbono do que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres.
Os super-ricos impulsionam o colapso climático por meio de emissões desproporcionais, enquanto conseguem se proteger das consequências e ainda lucram a partir da destruição.Por outro lado, as pessoas em maior vulnerabilidade sofrem os piores impactos, como casas e plantações destruídas por enchentes ou incêndios, além de meios de subsistência perdidos e fome.
A conclusão é de um relatório produzido pela Oxfam, publicado antes da conferência climática da ONU (COP31), na Turquia, que será realizada de 9 a 20 de novembro de 2026.
“A crise climática é frequentemente descrita como um desafio humano compartilhado. Mas não é. Aqueles que menos contribuíram para causá-la estão perdendo suas casas, suas colheitas e, cada vez mais, suas vidas”, afirmou Amitabh Behar, diretor executivo internacional da Oxfam, em nota.
Uma pessoa pertencente aos 0,1% mais ricos contribuiu quase 400 vezes mais para as atuais ondas de calor extremo do que alguém que faz parte dos 50% mais pobres, segundo dados reunidos no estudo.
Análise da Oxfam indica que apenas um ano de emissões dos 1% mais ricos causará 1,9 milhão de mortes adicionais relacionadas ao calor. Dessas, 78% vão ocorrer em países de renda baixa e média-baixa, ainda que esses países sejam responsáveis por apenas 8% das emissões globais.
“Enquanto isso, os super-ricos podem comprar sua segurança, refugiando-se em bunkers subterrâneos de alta tecnologia, contratando equipes privadas de combate a incêndios e adquirindo seguros privados, além de lucrarem ativamente com as consequências da poluição que geram”, acrescentou Behar.
Além disso, o relatório aponta que as emissões dos 1% mais ricos causarão quase US$53 trilhões em danos econômicos até 2050. Até essa data, há ainda a estimativa de que até 1 bilhão de pessoas possam ser deslocadas pela crise climática, sendo a maioria no Sul Global.
“Isso não é uma tragédia de destino compartilhado; é um crime de desigualdade extrema”, concluiu o diretor da Oxfam.
O relatório alerta ainda que desastres climáticos são cada vez mais explorados para promover políticas que aprofundam a desigualdade, como a privatização da ação climática e dos serviços públicos, apropriações de terras, desregulamentação e benefícios fiscais para os super-ricos.
“Os super-ricos estão incendiando o planeta e depois cobrando do resto de nós pelos extintores”, afirmou Behar. “Eles lucram com a poluição. Eles lucram com o desastre. E lucram novamente com a reconstrução.”
O novo índice Destruir e Reconstruir (Destroy & Rebuild Index) da Oxfam identificou 217 empresas que lucram simultaneamente com setores que impulsionam o colapso climático e com atividades de preparação, resposta, recuperação e reconstrução pós desastres.
Recomendações
Diante do cenário relatado, a Oxfam fez algumas recomendações. Uma delas é que os grandes poluidores paguem e reduzam de forma rápida e significativa suas emissões de carbono, por meio de impostos sobre riqueza e renda, tributação sobre empresas de combustíveis fósseis e impostos punitivos sobre bens de luxo altamente poluentes, como jatos privados.
Outra medida seria aumentar o financiamento climático para o Sul Global, priorizando recursos públicos e doações, em vez de empréstimos que ampliam o endividamento. Os recursos destinados à adaptação climática precisariam ser triplicados até 2035.
Além de garantir uma infraestrutura pública resiliente ao clima e serviços públicos fortalecidos, a entidade recomenda acabar com o lucro obtido a partir dos desastres climáticos, limitando o poder corporativo em áreas como resposta a emergências, reconstrução e sistemas alimentares durante crises.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 10 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de revisão criminal movido pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentar um golpe de Estado no País.
No dia 7 de outubro, a assessoria de Nunes Marques informou que ele analisaria o caso após o segundo turno das eleições. Ele destacou que não pretende tomar uma decisão monocrática e deve levar o caso ao plenário.
"O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso", informou a assessoria na ocasião.
Jogo muito movimentado, com a Diogo Cão a ter mais posse de bola e a aproximar-se com muita frequência do último reduto adversário, mas sem criar perigo.
Aos 14’, Tomás Peixoto, de livre, obriga Daniel Lopes a uma defesa a dois tempos. Aos 20’, o Constantim conseguiu a primeira aproximação às redes locais, através de um remate colocado de João Gaspar. Aos 23’, repetiu a proeza através de um pontapé de canto, Guilherme Miranda coloca o esférico no coração da área, com Pedro Ribeiro, de cabeça, a proporcionar uma boa defesa a Daniel Machado. Aos 32’, Guilherme Miranda inaugura o marcador contra a corrente do jogo. Aos 33’, brilhou Daniel Machado ao deter um remate de Afonso Martins. A resposta dos locais surgiu com o golo da igualdade por Tomás Duro, após excelente passe de Afonso Santos.
A etapa complementar iniciou-se praticamente com o golo da Diogo Cão, por Afonso Santos, um prémio para a sua prestação ao longo da partida. Aos 51’, Tomás Peixoto aumenta a vantagem, num remate que não deu hipóteses de defesa a Daniel Lopes. A Diogo Cão aproveitava as facilidades dadas pelo adversário. As alterações na formação do Constantim começaram a surgir na tentativa de inverter o rumo do jogo.
Aos 74’, acabou por surgir novo golo, desta feita pelo recém-entrado Gonçalo Cabral, após lance de insistência na área do Constantim. Aos 79’, novo golo dos visitados por Santiago Veiga.
Vitória justa da Diogo Cão, mas demasiado pesada para o Constantim.
FICHA TÉCNICA Complexo Desportivo da UTAD Árbitro: João Moreira Auxiliares: Sérgio Faceira e Diogo Pereira
DIOGO CÃO B: Daniel Machado (Miguel Alves, 80’); João Monteiro, Afonso Fraguito (Fernando Fortunas, 81’), Afonso Santos (Vasco Nóbrega, 81’) e Kevin Rodrigues (Pedro Castanheira, 81’); Francisco Almeida, Tomás Peixoto (Gonçalo Pereira, 80’) e Tomás Duro; Miguel Moura, Santiago Veiga (Bernardo Marques, 81’) e Cristiano Oliveira (Gonçalo Cabral, 70’) Treinador: Rui Gonçalves
CONSTANTIM A: Daniel Lopes; Guilherme Correia (Simão Fernandes 79’), Tiago Teles (Alexandre Borges, 63’), Guilherme Miranda (João Rolo, 79’) e Simão Pereira; Gabriel Duarte, João Gaspar e Afonso Martins (Lucas Oliveira, 52’); Rodrigo Roque (Rodrigo Pereira, 79’), Pedro Ribeiro (Tomás Rodrigues, 52’) e Francisco Pereira Treinador: Ricardo Guerra
Ao intervalo: 1-1 Cartão amarelo: Guilherme Correia (6’) Marcadores: Guilherme Miranda (32’), Tomás Duro (40’), Afonso Santos (46’), Tomás Peixoto (51’), Gonçalo Cabral (74’) e Santiago
Veiga (79’)
O executivo da Câmara do Porto vai propor em sede de orçamento municipal que, em 2027, o IMI cobrado aos proprietários de prédios devolutos no Centro Histórico seja agravado “10 vezes”, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.
“Ainda não votamos, mas vai ser a nossa proposta que o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] seja agravado na zona histórica para 10 vezes o valor que tem hoje. Portanto, acho que vai ser uma penalização muito significativa que, espero eu, faça os proprietários pensar duas vezes antes de ter aquela casa devoluta ou vazia e não a ter no mercado”, anunciou hoje o presidente da Câmara do Porto.
Pedro Duarte, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que para já este agravamento do IMI se vai aplicar a imóveis, mas admitiu poder, no futuro, olhar também para terrenos vazios, embora seja uma situação “residual” no Centro Histórico do Porto.
O objetivo é que estes devolutos sejam “colocados no mercado”.
De acordo com uma nota publicada a 1 de outubro no site da autarquia, o município do Porto tem identificados 6.400 “prédios com indícios de estarem devolutos”.
“Com o objetivo de promover a sua reabilitação e colocação no mercado habitacional, a autarquia dirigiu aos proprietários uma carta de sensibilização para os instrumentos municipais ao dispor. Em caso de incumprimento, os edifícios verão majorado o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até três vezes o valor atual ou até 10 vezes mais nos casos de se situarem em zonas de maior pressão urbanística“, pode ler-se.
O site do município contextualizou ainda que o procedimento de declaração de prédio devoluto e consequente agravamento do IMI é anual e que, “em 2022, foram abrangidos 379 prédios e, em 2023, 531 prédios”, sendo que no ano de 2024 “não existiu decisão política de agravamento e, em 2025, devido ao período de transição de Executivo Municipal, o procedimento não avançou”.
A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.
O presidente da Câmara do Porto, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que o regime do zonamento inclusivo já funciona desde 2021 e que, desde então, já houve “16 ou 17 casos” de promotores de um licenciamento urbanístico que não construíram habitação acessível, dando dinheiro para um fundo municipal.
“Todo este dinheiro vai para um fundo que apoia a habitação (…) e a Câmara já arrecadou cerca de 33 milhões de euros desde 2021 para este fundo, que depois é reaplicado em habitação”, acrescentou.
Ressalvando que essa opção não “contenta” o executivo municipal, Pedro Duarte afirmou que vai levar à próxima reunião de executivo uma proposta de alteração ao regulamento, que vai eliminar a hipótese de compensação financeira quando se trata da construção de empreendimentos hoteleiros ou turísticos.
Em causa está uma proposta que foi a votação na reunião do executivo municipal de 21 de outubro – aprovada com os sete votos favoráveis do executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) e com os seis votos contra dos vereadores do PS e do Chega — para autorizar sete empresas a pagar compensações em vez de construir habitação acessível, como previsto pela medida do zonamento inclusivo do Plano Diretor Municipal (PMD) do Porto, autorização essa que, entretanto, a maioria municipal já admitiu poder reverter.
Na segunda-feira, a maioria do executivo na Câmara do Porto divulgou querer reunir-se com a oposição (PS e Chega), ponderando rever as decisões de permitir a substituição de habitação acessível por compensações financeiras em sete projetos imobiliários.
Em comunicado enviado às redações, a autarquia deu conta da intenção dessa reunião para poder “prestar todas as informações e, em consequência da mesma, equacionar a revogação das deliberações tomadas”, e criticou a abordagem “alarmista” e a gravidade “das suspeições elencadas” pelos socialistas.
Num longo comunicado com vários pontos apresentados, a maioria anunciou ainda “que está a promover a revisão do regulamento municipal que define os termos do zonamento inclusivo, passando a obrigar hotéis e alojamento local a contribuir para a disponibilização de habitação acessível na área correspondente.
Com este comunicado, a maioria responde à denúncia dos vereadores do PS, que consideraram “manifestamente ilegal” a decisão do município.
Em conferência de imprensa, na segunda-feira, o vereador socialista Manuel Pizarro classificou a deliberação aprovada na semana passada como “politicamente errada, incoerente, moralmente condenável” e com “enormes fragilidades” do ponto de vista legal.
O Público revelou que dos 1,39 milhões de euros que o município vai receber, a grande maioria (88%) vem de três empresas: a PM29 Real e a Ateneu 33 Real, sociedades imobiliárias com sede em Lisboa, detidas a 100% pela Crystal Holding, com sede no Luxemburgo; e a Historical Porto Offices, do empresário Mário Ferreira.
Juntas, as três empresas deveriam entregar 2.937 metros quadrados para habitação acessível. Em vez disso, vão pagar 1,23 milhões, o que representa uma média de 418 euros por metro quadrado, um valor muito abaixo do mercado.
Para quinta-feira, às 17h00, está agendada uma reunião entre técnicos do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e vereadores da oposição.
A ex-secretária de Estado da Habitação é muito crítica das alterações à lei das rendas e avisa que, facilitando-se os arrendamentos temporários, podem tornar-se ainda mais precários os contratos de arrendamento para habitação. Convidada do novo episódio do podcast Urbanidades, diz que aumentar a oferta de casas não chega para resolver a crise se os preços continuarem inacessíveis.
Logo aos 2’, o Régua criou a primeira situação de perigo, lançamento de linha lateral, esférico na área, com Guilherme Silva a dar um pequeno toque na bola e a complicar a tarefa de Santiago Dias. Reagiram os orientados de Pedro Vilela em lances de contra-ataque, mas eram anulados pela defensiva reguense. Aos 25’, surgiu o único golo do jogo, bola metida em profundidade para Gonçalo Lopes, que foi mais rápido que o defensor adversário e, num toque cheio de intencionalidade, coloca a bola no fundo das malhas. Seguiram-se alguns minutos de supremacia reguense, com a defensiva da casa a ter imenso trabalho para manter as suas redes invioláveis.
Na etapa complementar, o Régua teve de novo um certo ascendente, mas não criava lances de perigo e foi a Diogo Cão a esbanjar uma excelente oportunidade no seguimento de um pontapé de canto. Aos 70’, o Régua beneficiou de uma série de pontapés de canto na tentativa de chegar à igualdade. Aos 75’ valeu a atenção de Santiago Dias ao deter um remate de cabeça no seguimento de um canto. Até ao final, a Diogo Cão passou por muitas dificuldades, valeu Santiago Dias que, com boas intervenções, conseguiu manter as suas redes intactas.
A igualdade ajustava-se ao desenrolar dos acontecimentos. Depois do apito final, acabaram por surgir cenas desagradáveis.
FICHA TÉCNICA Complexo Desportivo da UTAD Árbitro: Carlos Leite Auxiliares: Rúben Fernandes e Hugo Zineira
DIOGO CÃO: Santiago Dias; Tomás Bastos (Rodrigo Abobeleira, 85’), David Conceição, Carlos Valério e Rafael Costa; Gustavo Ferreira, Gabriel Teixeira e Tiago Madeira (Francisco Paulo, 79’); Guilherme Silva, Gonçalo Lopes e Alessandro Chipepe (João Aquino, 72’) Treinador: Pedro Vilela
RÉGUA: Silvério; Leonardo Silva, João Pedro (Samuel Pinto, 84’), João Silva e Ricardo Rocha (Pedro Pereira, 46’); Leandro Santos, Martim Pereira e Diogo Ribeiro; Daniel Lopes, Alberto Mota e Pombo Treinador: Joaquim Guedes
Dor, rigidez, inchaço e dificuldade de movimentação estão entre os sintomas mais comuns da osteoartrite, conhecida popularmente como artrose. A doença provoca alterações na cartilagem, no osso subcondral e em outras estruturas da articulação, em um processo que envolve fatores degenerativos e inflamatórios. O joelho é uma das regiões mais frequentemente afetadas.
Nos últimos anos, o avanço das terapias biológicas ampliou as possibilidades de investigação para o tratamento da doença. Essas abordagens, conhecidas como medicina regenerativa ou ortobiológicos, utilizam materiais biológicos com o objetivo de modular a inflamação e favorecer o funcionamento da articulação.
Segundo o ortopedista Leonardo Monteiro, especialista em cirurgia do joelho, as terapias apresentam indicações e níveis de evidência diferentes. Por isso, a escolha do procedimento deve considerar as características da doença e as condições de cada paciente.
“A medicina regenerativa reúne diferentes estratégias que utilizam materiais biológicos, muitas vezes obtidos do próprio paciente, com o objetivo de modular processos inflamatórios e favorecer um ambiente articular biologicamente mais equilibrado. Entretanto, cada tratamento possui indicações, níveis de evidência e limitações específicas”, explica.
O desenvolvimento da artrose está associado a fatores como envelhecimento, excesso de peso, predisposição genética, lesões articulares anteriores, sexo feminino e determinadas alterações metabólicas. A sobrecarga mecânica repetitiva também pode contribuir para o surgimento ou a progressão da doença, especialmente quando há lesões prévias ou alterações no alinhamento dos membros inferiores.
A avaliação médica é importante para determinar o grau de comprometimento da articulação e definir a abordagem mais adequada. Também devem ser considerados o alinhamento do membro, a presença de lesões nos meniscos e ligamentos e o impacto dos sintomas na qualidade de vida.
“A artrose não é uma doença igual em todos os pacientes. Precisamos avaliar o grau de comprometimento da articulação, o alinhamento do membro, a presença de lesões meniscais e ligamentares e, principalmente, o impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida. O tratamento deve ser individualizado”, ressalta Monteiro.
PRP utiliza componentes do sangue do paciente
Uma das terapias biológicas estudadas para a artrose é o plasma rico em plaquetas (PRP). O procedimento consiste na coleta e no processamento do sangue do próprio paciente para concentrar plaquetas e componentes biologicamente ativos envolvidos na sinalização celular e na modulação da resposta inflamatória.
Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou, por meio da Resolução nº 2.464/2026, o uso do PRP como procedimento médico adjuvante para determinadas condições osteomusculares, incluindo a osteoartrite do joelho.
De acordo com o ortopedista, o procedimento pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular em pacientes selecionados, especialmente nos casos iniciais ou moderados da doença. Os resultados, no entanto, variam conforme as características do paciente e o estágio da artrose.
“Em pacientes selecionados, especialmente aqueles com artrose inicial ou moderada, o PRP pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular. Entretanto, é importante esclarecer que o procedimento não representa a regeneração completa da cartilagem perdida e que os resultados podem variar de acordo com as características da doença e do paciente”, afirma.
Gordura microfragmentada e concentrado de medula óssea
Outras abordagens investigadas são o tecido adiposo microfragmentado e o concentrado de aspirado de medula óssea, conhecido pela sigla BMAC.
Na técnica com tecido adiposo microfragmentado, uma pequena quantidade de gordura é retirada por meio de um procedimento de lipoaspiração e passa por processamento mecânico, que preserva componentes da matriz do tecido.
Já o BMAC é obtido a partir da aspiração de medula óssea, geralmente na região da bacia. Após o processamento, o material contém diferentes populações celulares e componentes biologicamente ativos.
Essas técnicas vêm sendo estudadas na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular, inclusive para avaliar possíveis efeitos sobre a dor e a função do joelho. Entretanto, ainda existem limitações relacionadas à seleção dos pacientes, à padronização dos procedimentos e à avaliação dos resultados em longo prazo.
“Esses procedimentos têm despertado interesse na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular. Entretanto, ainda existem limitações científicas importantes, especialmente quanto à seleção ideal dos pacientes, à padronização dos protocolos e aos resultados em longo prazo”, destaca Monteiro.
Embora as pesquisas investiguem os possíveis benefícios dessas terapias, ainda não há comprovação consistente de que elas promovam a regeneração da cartilagem em pacientes com osteoartrite estabelecida.
Tratamento convencional continua sendo fundamental
Apesar do avanço das pesquisas com terapias biológicas, o tratamento da artrose do joelho continua baseado em medidas como fortalecimento muscular, atividade física orientada, controle do peso e reabilitação funcional.
Dependendo da gravidade da doença e das necessidades do paciente, também podem ser indicados medicamentos, infiltrações e procedimentos cirúrgicos. Entre as opções estão as osteotomias, utilizadas em situações específicas para corrigir o alinhamento dos membros, e a artroplastia, indicada em determinados casos avançados.
Para Monteiro, as terapias biológicas devem ser consideradas dentro de um plano de tratamento individualizado, e não como soluções isoladas para a doença.
“Um dos principais erros é imaginar que uma aplicação biológica resolverá isoladamente todos os problemas do joelho. A artrose envolve fatores mecânicos, inflamatórios e metabólicos. Portanto, precisamos tratar o paciente como um todo, corrigir os fatores modificáveis e utilizar cada recurso terapêutico dentro da sua indicação”, explica.
O especialista também ressalta a importância de comunicar os resultados das terapias de forma responsável, sem criar expectativas de cura ou de recuperação completa da cartilagem.
“A evolução da medicina tem ampliado nossas possibilidades de tratamento, principalmente quando buscamos preservar a articulação e manter a qualidade de vida. O mais importante é oferecer ao paciente tratamentos individualizados, baseados nas melhores evidências disponíveis, sem promessas de cura ou de regeneração completa da cartilagem”, conclui.
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O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Como o MPSP já entregou as alegações finais, agora os advogados dos réus devem ser avisados para fazer o mesmo, e todos eles têm o prazo de 30 dias para entregar.
Em nota à CNN, a defesa do influenciador reiterou que o processo está em fases finais e que eles responderão todas as acusasões.
“Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa.
O processo se encontra agora em fase de alegações finais defensivas. Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes.
Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani.”
Relembre o caso
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual e Cariani é réu em um processo em que é acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
A ação é decorrente da Operação Heinsberg, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado, que revelou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, que tem Cariani e a empresária Roseli Dorth como sócios, teria fornecido insumos químicos para o tráfico de drogas e dissimulado as vendas em notas fiscais.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), além de Cariani, outras quatro pessoas também responderão à Justiça pelos mesmos crimes.
A denúncia revelou um esquema que funcionou entre 2014 e 2020, no qual a empresa do influenciador emitiu notas fiscais fraudulentas simulando a venda de insumos para farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca.
Durante a investigação, a AstraZeneca informou que jamais comprou os produtos da empresa do influencer, o que alertou os investigadores sobre a possibilidade de fraude.
A partir dos comunicados, a polícia desvendou a trama que contava com “laranjas” que realizavam depósitos em espécie para os fornecedores, como se fossem funcionários das farmacêuticas.
A cadeia de fornecimento envolvia traficantes que desviavam os insumos para a refino e adulteração de cocaína e crack.
A investigação apontou sessenta transações dissimuladas vinculadas a atuação do bando que teria desviado doze toneladas de produtos químicos, entre eles: fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila. A estimativa é que com os produtos desviados poderiam ser fabricadas mais de quinze toneladas de cocaína e crack.
Mais de 900 relíquias da dinastia Premíslida, que deu origem à República Tcheca, foram reunidas em uma exposição, despertando a curiosidade de mais de 500 mil pessoas que foram ao Museu Nacional de Praga ver de perto objetos históricosdos tempos da Boêmia medieval e da Morávia, do final do século VIII ao início do século XIV, que estavam espalhados por quase 70 instituições.
A mostra, montada em quatro salas no piso térreo do Edifício Histórico, trouxe a narrativa de poder, ambição, conflitos familiares e um mundo em transformação, acompanhando a vida de príncipes e reis desde os primórdios lendários até o declínio da dinastia – e como isso teve influência nas terras checas e na Europa da época.
História revisitada
Sarcófago está entre as relíquias de exposição no Museu Nacional de Praga • Museu Nacional de Praga/Divulgação
Os visitantes tiveram acesso ao sarcófago românico de São Longino, que provavelmente abrigou o corpo de um monarca – e foi exibido pela primeira vez fora de Vyšehrad; a Coroa Real de Środa Śląska, tecidos do túmulo de Santa Ludmila; as joias funerárias de Přemysl Otakar II; e o anel pessoal do antecessor, Přemysl Otakar I, que conseguiu estabelecer o título real hereditário e consolidar a posição das terras checas no complexo cenário da política europeia.
Religião, o surgimento de assentamentos e cidades fortificadas, o comércio, o artesanato, a arte e o conhecimento levam o espectador para o dia a dia da época através de joias, objetos litúrgicos, armas, moedas e tesouros monetários, livros e outras peças que documentam a transformação da sociedade. A coroa, o cetro e o orbe de Premisl II Otakar estão entre as peças mais impressionantes da exposição.
Iluminuras medievais e pinturas românicas da Rotunda de Znojmo, achados arqueológicos de fortificações Pemíslidas, o conflito entre Santa Ludmila e a nora Drahomíra e objetos litúrgicos do destino mortal do Príncipe Venceslau por conta de uma luta política fizeram parte do acervo, que ficou aberto à visitação de 24 de abril até o último dia 15 no Museu Nacional de Praga.
A 2ª Corrida da Educação de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, marcou o encerramento dos Jogos Escolares 2026, nesta quarta-feira, 28, na Avenida Jorge Amado. Promovida pela Secretaria Municipal da Educação (Seduc), a iniciativa incentivou hábitos saudáveis, estimulou a prática regular de atividades físicas e promoveu valores como superação, cooperação, respeito e inclusão.A corrida foi disputada em diferentes categorias, com percursos adaptados a cada grupo. A primeira largada foi destinada aos participantes com deficiência (PcD), reforçando o compromisso do evento com a inclusão, seguida pela categoria dos estudantes dos anos iniciais. Para ambos os grupos, o trajeto foi de 500 metros. Já os estudantes da categoria Sub-12 percorreram 1 quilômetro, enquanto os participantes da Sub-16, professores, funcionários e convidados enfrentaram um percurso de aproximadamente 3 quilômetros.Segundo colocado na categoria dos anos iniciais, o estudante Iuri Pereira Oliveira, de 10 anos, celebrou a participação na corrida. “Foi muito bom ter esses Jogos Escolares, porque todo mundo se diverte, todo mundo participa”, disse.Para o professor de Educação Física do Centro Educacional Reitor Edgar Santos, Ruan Lima Cardoso, os Jogos Escolares representam uma oportunidade de aprendizado que vai além dos conteúdos trabalhados em sala de aula e das atividades desenvolvidas no ambiente escolar.“Eu acho que o esporte educacional é excepcional para garantir que esses estudantes tenham uma motivação para adentrar ao mundo do esporte e, a partir daí, ganham motivação para levar à frente na vida diária”, afirmou.A gestora da Escola Municipal Santo Antônio de Machadinho, Verônica Moraes, também avaliou positivamente os Jogos Escolares 2026. “Tem um impacto muito positivo, porque ressalta esse protagonismo estudantil, une as escolas que podem compartilhar esse momento juntos. E, para eles [alunos] tudo é novidade. Sair da escola, estar nesse ambiente, ganhar a camisa, são pequenos detalhes que fazem a diferença. O que para o senso comum parece pouca coisa, mas que significa muito na vida de cada criança”, destacou. Presente no evento, o titular da Seduc, Márcio Neves, destacou que a edição deste ano alcançou 51 unidades de ensino, com a participação de mais de 4,5 mil estudantes nas demais modalidades esportivas. Já a Corrida da Educação reuniu outros 1,1 mil participantes, entre estudantes, professores e funcionários não docentes da rede municipal.“Hoje é uma grande festa de confraternização, na qual nós conseguimos integrar toda a comunidade escolar nessa corrida para celebrar esse grande momento do esporte e da educação”, celebrou Márcio.
Márcio Neves é secretário de Educação de Camaçari
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Foto: Patrick Abreu
Terceira fase dos Jogos Escolares 2026A primeira etapa dos Jogos Escolares foi dedicada às disputas de modalidades esportivas tradicionais de quadra e individuais, enquanto a segunda contou com o Festival de Talentos. A programação foi concluída com a corrida, iniciativa que reafirma o compromisso do município com a promoção da saúde, a qualidade de vida, a integração social e a valorização do esporte educacional.O evento foi realizado pela Coordenação de Esporte Educacional da Seduc, em parceria com as secretarias de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv), da Cultura (Secult), da Saúde (Sesau), da Mulher (Semu) e de Serviços Públicos (Sesp), além da Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT). A iniciativa ainda contou com apoio do Esquadrão Fênix da Polícia Militar da Bahia (PMBA).