Alphabet cai quase 11% após resultados abaixo do esperado

As ações da Alphabet, dona da Google, caíram quase 11% nas negociações após o fecho de Wall Street, depois de os resultados do terceiro trimestre terem ficado abaixo das expectativas, segundo a Bloomberg (acesso pago, em inglês). As receitas, excluindo pagamentos a parceiros, somaram 111,2 mil milhões de dólares nos três meses terminados em setembro, ligeiramente abaixo das projeções dos analistas.
A publicidade, que permite financiar os investimentos do grupo em Inteligência Artificial, gerou receitas de 82 mil milhões de dólares, aquém dos 83,6 mil milhões esperados. Também as receitas da pesquisa e atividades relacionadas falharam as previsões. Na conferência com analistas, a Google reconheceu que a monetização das consultas no modo de Inteligência Artificial abaixo do esperado condicionou o crescimento das receitas deste negócio, de acordo com a agência.
O lucro por ação ficou nos 2,12 dólares, abaixo dos 2,99 dólares antecipados por Wall Street. Os resultados foram penalizados por perdas de 8,7 mil milhões de dólares em participações financeiras, sobretudo na SpaceX, refere a Bloomberg. A evolução contrasta com os ganhos registados um ano antes e no segundo trimestre, quando a valorização de investimentos contribuiu para os lucros.
Já a Google Cloud superou as expectativas, com receitas de 30,7 mil milhões de dólares e um resultado operacional de 11,1 mil milhões, acima das estimativas de 29,1 mil milhões e 9,8 mil milhões, respetivamente. As receitas desta divisão, que fornece infraestrutura e serviços de inteligência artificial a empresas, cresceram 103%, mas o desempenho não evitou a reação negativa dos investidores.
A Alphabet tinha anunciado em julho despesas de capital de até 205 mil milhões de dólares este ano, mais do dobro do ano anterior. Segundo a Bloomberg, o grupo indicou ainda ter, no final de setembro, compromissos de compras futuras de 924 mil milhões de dólares, além de 152 mil milhões em contratos de arrendamento ainda não iniciados e outras obrigações. A dimensão destes compromissos aumenta a pressão sobre Sundar Pichai para demonstrar o retorno da aposta em inteligência artificial.




















