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Alphabet cai quase 11% após resultados abaixo do esperado


As ações da Alphabet, dona da Google, caíram quase 11% nas negociações após o fecho de Wall Street, depois de os resultados do terceiro trimestre terem ficado abaixo das expectativas, segundo a Bloomberg (acesso pago, em inglês). As receitas, excluindo pagamentos a parceiros, somaram 111,2 mil milhões de dólares nos três meses terminados em setembro, ligeiramente abaixo das projeções dos analistas.

A publicidade, que permite financiar os investimentos do grupo em Inteligência Artificial, gerou receitas de 82 mil milhões de dólares, aquém dos 83,6 mil milhões esperados. Também as receitas da pesquisa e atividades relacionadas falharam as previsões. Na conferência com analistas, a Google reconheceu que a monetização das consultas no modo de Inteligência Artificial abaixo do esperado condicionou o crescimento das receitas deste negócio, de acordo com a agência.

O lucro por ação ficou nos 2,12 dólares, abaixo dos 2,99 dólares antecipados por Wall Street. Os resultados foram penalizados por perdas de 8,7 mil milhões de dólares em participações financeiras, sobretudo na SpaceX, refere a Bloomberg. A evolução contrasta com os ganhos registados um ano antes e no segundo trimestre, quando a valorização de investimentos contribuiu para os lucros.

Já a Google Cloud superou as expectativas, com receitas de 30,7 mil milhões de dólares e um resultado operacional de 11,1 mil milhões, acima das estimativas de 29,1 mil milhões e 9,8 mil milhões, respetivamente. As receitas desta divisão, que fornece infraestrutura e serviços de inteligência artificial a empresas, cresceram 103%, mas o desempenho não evitou a reação negativa dos investidores.

A Alphabet tinha anunciado em julho despesas de capital de até 205 mil milhões de dólares este ano, mais do dobro do ano anterior. Segundo a Bloomberg, o grupo indicou ainda ter, no final de setembro, compromissos de compras futuras de 924 mil milhões de dólares, além de 152 mil milhões em contratos de arrendamento ainda não iniciados e outras obrigações. A dimensão destes compromissos aumenta a pressão sobre Sundar Pichai para demonstrar o retorno da aposta em inteligência artificial.

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BCP supera expectativas no 3º trimestre e reforça metas estratégicas para 2028, diz Jefferies que mantém price-target

O Banco Comercial Português (BCP) apresentou um resultado líquido de 308 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026, superando em 3% as previsões do consenso de mercado, com a receita financeira em Portugal a destacar-se como o principal motor do desempenho, segundo uma nota de análise do Jefferies.

Os analistas mantiveram a recomendação de “buy” para as ações do banco e um preço-alvo de 1,30 euros, o que representa um potencial de valorização de cerca de 19% face à cotação de 1,09 euros.

As ações do BCP subiram 0,046% para 1,09 euros. Mas o impacto das contas só se vai ver na cotação desta quinta-feira.

De acordo com o Jefferies, os resultados ficaram acima do esperado graças a receitas mais fortes, sobretudo na margem financeira e nos resultados de mercados, bem como a custos inferiores ao antecipado. Ao nível do resultado antes de impostos, o banco apresentou um desempenho 5% acima das estimativas.

A margem financeira (NII) excedeu em 2% as previsões dos analistas, registando um crescimento de 6% face ao trimestre anterior e de 11% em termos homólogos. A margem de juros melhorou sete pontos base no trimestre, beneficiando de uma expansão tanto em Portugal como na Polónia.

“A margem financeira portuguesa foi a estrela do trimestre”, sublinha o Jefferies, destacando que esta cresceu 14% nos primeiros nove meses do ano.

O banco revelou ainda uma evolução favorável da atividade comercial. A carteira de crédito aumentou 1,4% em cadeia e 7,8% em termos homólogos, impulsionada pelo segmento de particulares em Portugal, que cresceu 10,2%, e pela atividade empresarial na Polónia, onde o crédito às empresas avançou 23%.

Já os depósitos de clientes recuaram ligeiramente face ao trimestre anterior, refletindo a sazonalidade habitual do terceiro trimestre, mas mantiveram um crescimento de 6% relativamente ao período homólogo.

No capítulo da qualidade dos ativos, o BCP registou imparidades totais de 161 milhões de euros, um valor ligeiramente acima do esperado. Este montante inclui uma provisão adicional de 67 milhões de euros na Polónia, dos quais cerca de 35 milhões estão relacionados com o risco associado aos créditos hipotecários em francos suíços, bem como uma provisão de 21 milhões de euros referente ao risco soberano em Moçambique.

Apesar destes encargos, o custo do risco fixou-se em 38 pontos base no trimestre, com Portugal a apresentar uma evolução melhor do que a indicada nas orientações do banco.

A posição de capital permaneceu robusta. O rácio CET1 atingiu 15,2%, superando em 30 pontos base as expectativas dos analistas e beneficiando de operações de transferência significativa de risco (SRT).

Em paralelo com a divulgação dos resultados, o BCP atualizou em alta as metas estratégicas para 2028.

O banco passa agora a prever lucros acumulados entre 2025 e 2028 de 4,75 mil milhões a 5,25 mil milhões de euros, acima da meta anterior de 4 mil milhões a 4,5 mil milhões de euros.

A instituição passou ainda a apontar para uma rendibilidade dos capitais próprios (RoE) superior a 17,5% em 2028, face ao objetivo anterior de mais de 13,5%, além de um rácio CET1 superior a 14,25%, acima da meta anterior de 13,5%.

O Jefferies nota que as novas metas estão alinhadas com as suas próprias estimativas, que apontam para lucros acumulados de 5,17 mil milhões de euros entre 2025 e 2028 e um RoE de 19,1% no final do período.

O retorno sobre o capital tangível (RoTE) do BCP situou-se em 16,1% no terceiro trimestre.

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Cotação do Brent para entrega em dezembro sobe 1,26% para 115,32 dólares

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta quarta-feira, 28 de outubro, no mercado de futuros de Londres em alta de 1,26%, para 115,32 dólares, impulsionada pelo receio dos investidores com uma escalada na guerra ao Irão.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,44 dólares acima dos 113,88 dólares com que encerrou as transações na segunda-feira.

O Brent recuperou a sua tendência altista, quando os investidores estão a incorporar o cenário de novos ataques ao Irão, depois de realizadas as eleições legislativas nos EUA em 03 de novembro, eclipsando os esforços diplomáticos na região.

Francesco Martoccia, analista do Citi Research, expressou hoje, no The Wall Street Journal, que o impasse político em Israel também “introduz maior incerteza” no momento delicado das relações entre EUA, Israel e Irão, bem como “um risco maior de uma nova escalada militar”.

Para a alta da cotação também contribuiu o ataque na terça-feira à refinaria de Ras Tanura, a maior da Arábia Saudita, reivindicado pelo Houthies, que também atacaram hoje o aeroporto iemenita de Aden.

Não obstante, o banco suíço UBS reviu hoje a sua previsão da cotação do barril de Brent para os 110 dólares no final do ano, abaixo dos valors atuais.

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Wall Street encerra sessão com ganhos ligeiros

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta quarta-feira, em terreno positivo com os principais índices a somar ganhos ligeiros.

Assim, o Dow Jones somou 0,19% para 52.479,62 pontos, o S&P 500 ganhou 0,28% para 7.744,37 pontos e o tecnológico Nasdaq valorizou 0,27% para 26.549,85 pontos.

O dia ficou marcado pela decisão da Fed de manter os juros inalterados na reunião de outubro, em linha com os comentários recentes de vários membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) que haviam sugerido calma na condução da política monetária, mesmo com o indicador de preços persistentemente acima do objetivo de 2%.

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Fed vai reduzir número de reuniões de política monetária nos próximos dois anos

Menos reuniões de política monetária, garantia de que não está a recuar no combate à inflação e uma recusa de que as eleições intercalares tenham influenciado de qualquer forma a decisão de manter os juros inalterados: assim se resume a conferência de imprensa do presidente da Reserva Federal nos EUA, onde procurou reforçar ao mercado a credibilidade do banco central após a pausa de outubro.

Kevin Warsh reforçou aos investidores e analistas a mensagem inicial de quando assumiu a presidência do banco central, garantindo que não abdica de lutar contra a inflação elevada apesar da decisão de manter as taxas de referência sem mexidas entre 3,75% e 4%. Além disso, e questionado pelos repórteres, rejeitou qualquer “objetivo flexível” para o indicador de preços.

O presidente disse estar mais focado na estabilidade de preços do que no mercado laboral, apontando ao mandato duplo do banco central, sobretudo porque o emprego tem mostrado um comportamento “bastante positivo”.

Além disso, o crescimento está mais forte e a acelerar, numa nota mais hawkish que alguns analistas viram como um sinal do expectável aumento de taxas na próxima reunião, em dezembro.

Precisamente no que respeita às reuniões de política monetária, Warsh anunciou que um dos oito encontros anuais do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) no próximo ano deixará de servir para afinar juros, mas sim para discutir os princípios da política monetária. Para 2028, a projeção é que sejam duas reuniões deste tipo, sobre as quais o líder da Fed já fez saber que não haverá comunicado à imprensa.

Outro dos pontos de destaque foi a rejeição de que o crescimento na maior economia do mundo se deva exclusivamente ao sector tecnológico e de inteligência artificial, uma “narrativa que tem circulado” nos últimos tempos e que é “conveniente”. Warsh argumentou que se começa a ver sinais do aperto das condições financeiras na procura por crédito empresarial deste ramo, reflexo de que a teoria que as empresas de IA teriam uma procura por crédito perfeitamente inelástica – e que, portanto, não reage a subidas das taxas de juro – não se confirma.

“O que temos visto desde setembro, seja no sector tecnológico, seja no resto da economia, […] é que as taxas de juro têm tido um impacto”, afirmou.

Rejeitada também foi qualquer hipótese de que a política tenha tido qualquer interferência na decisão. O presidente da Fed lembrou que esteve reunido com os colegas de FOMC nos últimos dois dias e, garante, “não ouvi um murmúrio sequer sobre política”.

“Não só não ouvi nada, como acredito que não tenha tido qualquer influência na decisão – nem para mim, nem para os meus colegas”, rematou.

Recorde-se que as eleições intercalares se realizam na próxima terça-feira, a 3 de novembro, sendo projetada uma derrota do Partido Republicano e dos candidatos apoiados por Trump. O presidente, por sua vez, vem pedindo desde ainda antes da sua eleição que o banco central corte os juros, levantando dúvidas sobre a independência da política monetária.

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A nova Fed de Warsh: número de reuniões não muda, mas há menos decisões sobre juros


Depois de lançar task forces para rever o trabalho da Reserva Federal (Fed) em cinco áreas, de boicotar o dot plot que sinaliza as taxas de juro no futuro, de abolir o forward guidance (orientação prospetiva) e limitar os comunicados a uma dúzia de curtos parágrafos, o chair Kevin Warsh anunciou esta quarta-feira a próxima etapa da ‘revolução’ no funcionamento do banco central — o mesmo número de reuniões do comité de política monetária (FOMC), mas nem todas irão incluir decisões sobre taxas de juros.

“Acreditamos que oito reuniões por ano é o número adequado para o FOMC, mas, em 2027, uma reunião centrar-se-á exclusivamente na estratégia geral de política monetária, não se prevendo nem uma votação sobre a taxa dos fundos federais nem uma declaração de política“, afirmou Warsh, em conferência de imprensa depois de a Fed ter anunciado a manutenção das taxas de juro no intervalo 3,75%-4%.

“As restantes serão reuniões regulares do FOMC para a definição de política monetária, e prevejo que, em 2028, teremos duas reuniões dedicadas a discussões sobre estratégia e seis… para a definição de política”, adiantou.

Warsh, que foi nomeado por Donald Trump em janeiro e sucedeu a Jerome Powell à frente da Fed em maio, nunca escondeu a aversão à comunicação excessiva. “Ao contrário de muitos dos meus colegas, tanto antigos como atuais, não acredito no forward guidance”, explicou no Senado em abril. “Não acho que deva antecipar-vos qual poderá ser uma decisão futura”.

O presidente da Fed é também um forte crítico do dot plot – o gráfico que representa as avaliações dos membros do FOMC sobre o percurso futuro das taxas de juro. “A Fed comunica ao mundo inteiro quais vão ser os seus dots e quais vão ser as suas previsões”, disse na mesma audição. “Bem, então a Fed também é humana — mantém essas previsões por mais tempo do que deveria”.

Logo na primeira reunião do FOMC, em junho, o presidente da Fed começou a dar sinais que não quer o banco central a dar muitas pistas. A declaração eliminou por completo qualquer orientação sobre futuros movimentos das taxas, com um formato revisto que se limitava a indicar a decisão sobre as taxas e reafirmava a intenção do banco central de manter reservas abundantes no sistema bancário. O documento abreviado marcava o regresso a um formato semelhante ao utilizado pelo antigo presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan. Apenas 18 dos 19 decisores apresentaram projeções de taxas de juro no dot plot, com Warsh a confirmar que foi ele a exceção.

“Aprender muito” até dezembro

O Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Kevin Warsh durante a sua cerimónia de tomada de posse como novo presidente da Reserva Federal no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, a 22 de maio de 2026.EPA/YURI GRIPAS / POOL

Esta quarta-feira, questionado sobre se a Fed poderá aumentar os juros na reunião de 9 de dezembro, conforme prevê a grande maioria dos analistas, Warsh repetiu o mantra. “Não acredito na orientação prospetiva, na ausência de uma crise”, disse.

“Não acredito em prejulgar as reuniões, não vou partilhar reflexões sobre o que vai acontecer em dezembro” vincou. “Podemos aprender muito até lá, estaremos em melhor posição para determinar a decisão política certa”. defendeu.

Em comunicado, a Fed admitiu que a “inflação continua elevada”, mas sublinhou que “a recolha de mais informação ajudará o Comité a determinar a orientação de política adequada para garantir um regresso atempado da inflação à meta de 2%”.

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BCP “está pronto para ajudar” na crise da habitação e aponta a projetos com custo acessível


O BCP “está pronto para ajudar” e “fortemente empenhado” na resolução da crise da habitação e já tem um alvo perfeitamente identificado: projetos de promoção imobiliária a custos acessíveis, adiantou esta quarta-feira o CEO, Miguel Maya.

Em declarações aos jornalistas, na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses do ano, o líder do BCP considerou que se trata de um “tema complexo”. “Mas o que não podemos fazer é não fazer nada”, salientou.

Nas últimas semanas, os manifestantes têm saído às ruas sobretudo em Lisboa e no Porto em protesto contra a falta de soluções para resolver a falta de casas e a escalada dos preços das habitações e rendas. Em alguns casos os protestos têm resultado em confronto e violência da polícia por causa das chamadas acampadas.

Esta quarta-feira, Miguel Maya revelou que o banco quer fazer a sua parte e adiantou que fez ajustamentos à unidade de promoção imobiliária porque identificou as áreas onde acredita que haverá uma maior procura no futuro: “O nosso foco e a nossa capacidade está muito colocada no apoio a projetos para a classe média e média baixa, projetos de habitação com custos controlados”.

“Estamos a reorganizar essa parte porque é a nossa leitura do que vai ser a procura por estas tipologias”, afirmou.

Miguel Maya assumiu que quer ser “protagonista na transformação da procura” e adiantou que já está a analisar propostas para apoiar cooperativas e também para entrar em operações que têm câmaras municipais por trás em parceria com privados.

Relativamente à linha de garantia pública para os jovens, voltou a destacar que a medida não vai resolver o problema da falta de habitação, mas tem sido importante para ajudar uma boa parte dos clientes a comprar casa. O peso da garantia pública na nova produção de crédito ronda os 44%.

O BCP anunciou esta terça-feira uma subida de quase 13% dos lucros para 873,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

(notícia atualizada às 18h39)

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Reserva Federal mantém juros inalterados e ganha tempo para continuar a avaliar impacto da guerra


A Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos manteve esta quarta-feira inalteradas as taxas de juro, ganhando tempo para avaliar o impacto da guerra no Médio Oriente na inflação e no mercado de trabalho antes de avançar para uma segunda subida do custo do dólar este ano, prevista por analistas e investidores para dezembro.

A decisão, que mantém as Fed Funds Rates no intervalo entre 3,75% e 4,00%, era amplamente esperada e foi anunciada em comunicado após o final da reunião de dois dias do Federal Open Market Committee (FOMC, comité de política monetária).

“A inflação continua elevada”, referiu o banco central liderado por Kevin Warsh. “A recolha de mais informação ajudará o Comité a determinar a orientação de política adequada para garantir um regresso atempado da inflação à meta de 2%”.

No curto comunicado, a Fed adiantou que a atividade económica está a expandir-se a um ritmo forte. “Embora a incerteza continue elevada, em parte devido à evolução da situação geopolítica, o consumo interno tem-se mostrado resiliente”, vincou. Explicou ainda que o crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto, enquanto a criação de emprego tem acompanhado o crescimento da população ativa e a taxa de desemprego tem-se mantido praticamente inalterada.

Na última reunião, a 16 de setembro, a Fed quebrou uma pausa que durava desde o final do ano passado, com um aumento de 25 pontos base. Essa decisão tinha sido unânime, mas a desta quarta-feira contou com dois votos derrotados contra 10 a favor.

A governadora Lisa Cook, atualmente alvo do presidente Donald Trump, que pretende afastá-la do banco central, manifestou discordância a favor de um aumento da taxa de juro de um quarto de ponto percentual, tal como fez a presidente da Fed de Cleveland, Beth Hammack, uma voz consistentemente hawkish que também manifestou a sua discordância em julho pelo mesmo motivo.

(Notícia atualizada às 18h12 com mais informação)

 

 

 

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Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras

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O desempenho do varejo alimentar apresentou alta de 6,5% no Brasil na semana entre os dias 05 a 11 de outubro de 2026, em relação ao mesmo período no ano anterior.

As vendas de alimentos continuaram crescendo na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, com alta de 6,3% em relação ao mesmo período no ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). 

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Segundo estudo realizado pela entidade, as duas semanas analisadas são posteriores à proibição das bets no país, com a publicação da Medida Provisória 1394/2026, no dia 25 de setembro. A Abras acredita que a decisão vem contribuindo para o aumento do consumo nos lares brasileiros. 

“Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume no consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café. Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, diz a Associação. 

Segundo os dados, na primeira semana analisada os índices de crescimento foram: 

  • Região Sul: 10,6% 
  • Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 10,6% 
  • Nordeste: 6,5% 
  • Interior de São Paulo: 5,6%. 
  • Grande Rio de Janeiro: 4% 
  • Centro-Oeste 3,6%
  • Grande São Paulo (1,2%). 

Na segunda semana, os índices de crescimento registrados foram: 

  • Região Sul: 9%, 
  • Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 7,1%
  • Grande Rio de Janeiro: 6%
  • Interior de São Paulo: 5,6%  
  • Grande SP: 5,5%,
  • Nordeste: 4,5%  
  • Centro-Oeste: 3,5%. 

“Estes números têm forte relação com dados públicos do Banco Central do Brasil que mostram uma redução imediata de 10% no número de transações em PIX no país quando as bets foram proibidas; atualmente, esse número está em 7%”, finaliza a Abras. 

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EUA: Fed deixa juros na mesma na antecâmara das eleições intercalares

A Reserva Federal não se desviou das expectativas do mercado e manteve os juros inalterados na reunião de outubro, em linha com os comentários recentes de vários membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) que haviam sugerido calma na condução da política monetária, mesmo com o indicador de preços persistentemente acima do objetivo de 2%.

As taxas diretoras da maior economia do mundo permanecem assim entre 3,75% e 4%, isto apesar da leitura de setembro do índice de preços no consumidor (IPC) mostrar uma dupla surpresa negativa, com um avanço acima do esperado no indicador nominal e também no subjacente. Ainda assim, houve dois dissidentes na votação, informa o comunicado do banco central. As governadoras Lisa Cook (que Trump tentou despedir) e Beth Hammack queriam subir taxas em 25 pontos base (pb) face à inflação persistente e elevada.

Como tem sido hábito desde que Kevin Warsh foi nomeado presidente do banco central, a nota da Fed a informar da decisão é curta e não avança grandes detalhes quanto à reunião ou as perspectivas dos membros do Conselho de Governadores. Ainda assim, há o reconhecimento que “a inflação continua elevada”.

O Comité mostra-se, contudo, confiante que “a acumulação de mais dados irá ajudar a determinar a postura monetária adequada para assegurar um regresso da inflação ao objetivo de 2%”, como se lê no comunicado.

A decisão foi anunciada esta quarta-feira e era já largamente esperada pelos investidores e analistas, que vinham ajustando as expectativas nas últimas semanas face às declarações de vários governadores da Fed com direitos de voto nas reuniões de política monetária.

Há um mês, as probabilidades implícitas de mercado de não haver mexidas nos juros eram de apenas 29%, mas dispararam entretanto até 93% na véspera do encontro.

Mais concretamente, governadores como John C. Williams, presidente da Fed de Nova Iorque, Christopher Waller e Michelle Bowman, ambos membros do Conselho de Governadores, vieram recentemente pôr ‘água na fervura’ e argumentar que uma pausa talvez seja apropriada, empurrando para baixo as expectativas dos investidores quanto aos juros diretores.

A juntar a isto, há receios que Kevin Warsh, presidente do banco central, esteja a evitar mais uma subida impopular na antecâmara das eleições intercalares, onde Donald Trump – que o nomeou líder da Fed – e o Partido Republicano arriscam uma pesada derrota.

[notícia atualizada às 18h12]

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PSI encerra sessão em queda ligeira

A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quarta-feira, 28 de outubro, em terreno negativo, desvalorizando 0,08% (9,245.78 pontos).

O índice de referência nacional foi pressionado, sobretudo, pelos títulos da Jerónimo Martins (-1,60%), da Teixeira Duarte (-1,53%) e da Sonae (-1,41%).

Do lado das perdas estiveram, ainda, a Ibersol (-0,97%), a NOS (-0,88%), a Corticeira Amorim (-0,58%), a Altri (-0,23%), a Mota-Engil (-0,13%) e a EDP Renováveis (-0,24%).

Em terreno positivo, a The Navigator ganhou 1,86%, a Galp subiu 1,53%, a EDP ganhou 0,58%, a Semapa valorizou 0,82% e a REN avançou 0,28%.

“As bolsas europeias encerraram globalmente divididas entre ganhos e perdas ligeiros, numa sessão em que os investidores voltam os holofotes para as decisões de política monetária da Fed, que chegam às 18h de Lisboa, bem como para as contas que Microsoft e Alphabet vão mostrar após o fecho de Wall Street. Mais castigado esteve o IBEX, que foi arrastado pelo tombo de 6% do Santander. Análises de mercado atribuem a pressão às suas operações no Brasil, onde a vitória de Lula da Silva nas presidenciais gerou uma descida na cotação das ações do banco espanhol”, destaca o Millennium Investment Banking na habitual nota de mercados. 

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FC Porto SAD lança obrigações a quatro anos com juro de 5,25% para reembolsar dívida de 55 milhões


A FC Porto SAD, liderada por André Villas-Boas, vai pedir até 40 milhões de euros ao mercado através de um empréstimo obrigacionista a quatro anos, com uma taxa de juro fixa de 5,25% ao ano. O dinheiro serve para pagar uma dívida de 55 milhões que vence daqui a pouco mais de um mês.

O prospeto da operação, aprovado pela CMVM e comunicado pela sociedade esta quarta-feira, diz que a emissão tem um “prazo de quatro anos e um mês” e se divide em duas vias: uma oferta pública de subscrição, aberta a novo dinheiro, e uma oferta pública de troca, dirigida a quem já tem obrigações do clube.

As Obrigações FC Porto SAD 2026-2030 têm valor nominal de cinco euros e serão emitidas num número máximo de oito milhões. O prospeto da operação aponta ainda que a SAD portista pode aumentar o montante mediante adenda ao prospeto, aprovada pela CMVM e divulgada até 10 de novembro. A subscrição exige um mínimo de 500 obrigações, ou seja, 2.500 euros.

A taxa de 5,25% é o piso do empréstimo obrigacionista e pode subir até aos 6% com os resultados desportivos alcançados pela equipa principal na Liga Portuguesa e na Liga dos Campeões.

Os juros brutos são pagos a 18 de maio e a 18 de novembro de cada ano, e cada obrigação “será reembolsada ao seu valor nominal, numa prestação única”, a 18 de dezembro de 2030, lê-se no prospeto.

A taxa de 5,25% é o piso do empréstimo e pode subir com os resultados desportivos. A FC Porto SAD revela que a partir de 18 de novembro de 2027, o juro será majorado “de forma permanente e irreversível” em 0,15 pontos percentuais por cada “acesso à fase de liga da UEFA Champions League” e em 0,10 pontos por cada “conquista do título de campeão nacional”. Contam as épocas de 2026/27 a 2028/29 e o teto é 6% ao ano. A taxa nunca desce abaixo da base.

Na oferta de troca, quem tem obrigações FC Porto SAD 2023-2026 recebe uma obrigação nova por cada uma que entregue, mais 0,15625 euros de juros corridos por título, antes de impostos e comissões. A subscrição decorre entre as 8h30 de 2 de novembro e as 15h00 de 13 de novembro, hora a partir da qual as ordens deixam de poder ser alteradas ou revogadas.

Os resultados são apurados a 16 de novembro, a liquidação e a admissão à negociação dos títulos na Euronext Lisboa, sujeita a decisão da Euronext, estão previstas para 18 de novembro. Se a procura exceder a oferta, há rateio.

A SAD azul e branca justifica a oferta de subscrição para obter fundos “para reembolsar as Obrigações FC Porto SAD 2023-2026”, num total de 55 milhões de euros, emitidas a 7 de junho de 2023 e com vencimento a 7 de dezembro de 2026. Já a troca permite “substituir parte da sua dívida com vencimento em 2026 por dívida com vencimento em 2030”.

A receita líquida estimada desta operação é de 38,6 milhões de euros, já depois de descontado cerca de 1,12 milhões de euros em comissões. O Haitong Bank coordena a emissão e, segundo o prospeto, “nem o coordenador global nem os colocadores prestam qualquer garantia de colocação ou tomada firme”.

O documento indica ainda que “não existem garantias especiais” e que, em caso de insolvência, os titulares das obrigações serão “credores comuns, não beneficiando de qualquer subordinação ou privilégio creditório especial”.

O capital próprio individual da SAD era negativo em 164,7 milhões de euros a 30 de junho de 2026, e a certificação legal de contas refere “uma incerteza material que pode colocar dúvidas significativas sobre a capacidade da entidade em se manter em continuidade”. O conselho de administração diz considerar “que a melhoria dos resultados económicos e financeiros vai acontecer nos próximos exercícios”. A assembleia geral que vai tratar a situação está marcada para 30 de outubro.

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Polónia e margem impulsionam lucro do BCP para 873,7 milhões até setembro


O BCP registou lucros de 873,7 milhões de euros até setembro, mais 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado, com o resultado a ser impulsionado pela atividade internacional e pelo crescimento da margem financeira (à boleia do crédito). Um desempenho que levou o banco a ser mais ambicioso em relação ao plano estratégico.

“Foram nove meses bastante difíceis”, declarou o CEO Miguel Maya no início da conferência de imprensa de apresentação dos resultados. “Às vezes até parece que são normais, mas vivemos tempos excecionais“, acrescentou.

Em Portugal, o banco lucrou 727,9 milhões, mais 11,2% em termos homólogos. Mas foi o negócio fora de portas onde o resultado mais subiu: cresceu 21,8% para 281 milhões de euros, um desempenho para o qual foi decisivo do Bank Millennium na Polónia, detido em cerca de 50,1% pelo banco português e cujo lucro disparou quase 30% para 259,7 milhões, perante a redução dos problemas com o tema dos créditos em francos suíços.

O BCP tem como maiores acionistas da Fosun e a Sonangol, com cerca de 20% cada, sendo que os restantes 60% estão dispersos na bolsa. Nos últimos meses cresceram os rumores de uma potencial saída do grupo chinês, que poderia ser colmatada com a entrada o Estado português, da seguradora Ageas e até por um reforço da petrolífera estatal angolana.

Sobre este tema, Miguel Maya sublinhou que ambos acionistas estão satisfeitos com a evolução do banco e que está mais preocupado em garantir que “o BCP é um bom investimento para pequenos acionistas e grandes acionistas”.

Crédito acelera 8% à boleia da garantia pública

Em termos de negócio, a margem financeira, que corresponde à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos, cresceu 5,8% para 2,3 mil milhões de euros.

Miguel Maya salientou que a evolução da margem assentou em grande medida no incremento da base de recursos e de crédito. A carteira de empréstimos acelerou 7,8% para 66,2 mil milhões de euros, adianta o banco, dos quais 45,9 mil milhões correspondem à atividade nacional.

Em Portugal, o crédito à habitação subiu mais de 10% para 23,2 mil milhões, “devido a uma crescente procura, impulsionada sobretudo pelos incentivos estatais dirigidos aos jovens, e também ao aumento do montante médio de empréstimos, acompanhando a subida dos preços no mercado imobiliário.”

No que toca aos recursos de clientes, cresceram 7,1% para 116,3 mil milhões a nível de todo o grupo, sendo que 77,2 mil milhões corresponde ao negócio doméstico.

As comissões em Portugal subiram 4,1% para 484,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, impulsionadas pelas operações de mercados (títulos e fundos de investimento).

Os custos subiram quase 6% para 2,3 mil milhões de euros a nível do grupo — em Portugal aceleraram quase 14% para 1,13 mil milhões.

Estimativas do plano revistas com ROE a subir para 17,5%

O BCP chegou a setembro com uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de perto de 15%, acima da meta definida no plano estratégico até 2028. Mas Miguel Maya anunciou uma nova ambição para o retorno aos acionistas: aponta agora para um ROE igual ou superior a 17,5% neste prazo.

A subida da rentabilidade deve-se ao crescimento do volume de negócios, com o banco a apontar agora para 200 mil milhões de euros, mais 10 mil milhões em relação ao plano inicial.

Em relação à distribuição de resultados, Miguel Maya reafirmou o rácio de payout de 90% através de dividendos e recompras de ações, meta que já havia sido revista.

(notícia atualizada pela última vez às 18h54 com mais informação)

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Ativo do dia. Bolsa coreana dispara 7% com entusiasmo renovado na IA


O ativo

Kospi. O principal índice acionista da Coreia do Sul registou a melhor sessão em três meses com o entusiasmo de regresso ao setor da inteligência artificial (IA).

A fabricante de chips SK Hynix apresentou resultados acima do esperado e as ações aceleraram 11%, animando os investidores sul-coreanos e não só. Wall Street também abriu em alta, num dia em que Alphabet e Microsoft — “dois importantes barómetros de sustentabilidade do ecossistema de IA”, consideram os analistas da sala de mercados do BCP — também vão reportar contas.

O marco

O índice Kospi fechou em alta de 6,63%, para 6.012,44 pontos, nesta quarta-feira.

Foi a melhor sessão desde 31 de julho, quando registou o melhor desempenho da sua história ao escalar 18%.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa

Na base desta subida estão os ganhos registados entre as tecnológicas a à boleia da IA depois do acumular das dúvidas nas últimas semanas em torno da sustentabilidade dos pesados investimentos no setor.

A fabricante de semicondutores SK Hynix viu os lucros multiplicarem por sete no trimestre terminado em setembro, atingindo os 83,3 biliões de won (55,7 mil milhões de euros), superando as estimativas dos analistas.

Adicionalmente, a empresa apresentou um plano de retorno aos acionistas de 100 biliões de won (68 mil milhões de euros) este ano, entre dividendos e recompras de ações.

O que esperar a seguir

Os bons resultados da SK Hynix acabaram por contagiar outras tecnológicas do setor da IA que nas últimas semanas estavam a ser pressionadas. A Samsung disparou 9%.

Do outro lado do Atlântico, o índice tecnológico americano Nasdaq também sobe. A fabricante de chips de memória Micron Technology acelera mais de 5%. A Sandisk avança 5,2%. Nvidia, AMD e Marvel avançam entre 0,5% e 3%.

Além da Reserva Federal, que deverá manter as taxas de juro, o foco dos investidores vai estar virado para a Alphabet e Microsoft, que apresentam contas após o fecho da bolsa americana. Espera-se que ambas as empresas apresentem um crescimento acelerado nos seus serviços de cloud.

A Alphabet acelera 1,3% depois da notícia de que a OpenAI está a planear comprar chips de IA à Google.

Os investidores irão estar sobretudo atentos aos planos de investimento à procura de sinais de retorno, numa altura em que aumentam os receios quanto à sustentabilidade do endividamento por causa da subida das taxas de juro.

A frase

A procura continua forte, mas com o investimento em infraestruturas ainda a acelerar, o mercado está cada vez mais focado no que toda esta despesa irá produzir em última análise. Quanto mais cético o mercado se torna em relação aos retornos da IA, mais difícil se torna justificar o atual ritmo de gastos.

Jake Behan

Analista da Direxion

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Wall Street abre no ‘verde’, enquanto espera pela decisão do Fed

Nova Iorque abriu a sessão em terreno positivo, em dia de decisão de Reserva Federal sobre as taxas de juro.

O índice Dow Jones regista um avanço de 0,11% para 52.435,86 pontos, o S&P500 aumenta 0,10% para 7.730,96 pontos e o Nasdaq soma 0,13% 26.519,22 pontos.

A UnitedHealth sobe 0,86%, a Nvidia aumenta 0,23%, a Salesforce ganha 0,51%, a Goldman Sachs soma 0,55% e a 3M avança 0,20%. Em contraciclo, a Sherwin-Williams perde 1,75%, a Walmart desce 0,67%, a Walt Disney derrapa 0,48%, a P&G desliza 0,57% e a Nike recua 0,33%.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “o setor tecnológico apresenta-se entusiasmado com as contas da SK Hynix, que referiu que os seus chips de memória estavam esgotados até 2029, o que pode animar cotadas como a Micron Technology.  Em sentido inverso estão Enphase e Robinhood.Num dia com muitas contas empresariais para digerir, o mercado aguarda com grande expetativa pelas decisões de política monetária da Fed, que chegam a partir das 18h de Lisboa”.

“O Banco Central norte-americano deve manter as taxas de juro inalteradas na atual reunião, mas os investidores estarão atentos a sinais sobre potenciais subidas ainda em 2026, com o mercado a esperar no máximo um novo aumento até ao final do ano. Isto fará com que as últimas horas na negociação em Nova Iorque possam ser mais movimentadas. Até porque após o fecho de Wall Street, que tem lugar às 20h, chegam as contas de Microsoft e Alphabet, dois importantes barómetros de sustentabilidade do ecossistema de IA”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI sobe 2,09%, fixando o preço do barril nos 102,02 dólares e o Brent aumenta 1,86% para 111,42 dólares. O gás natural ganha 2,66% para 3,084 dólares.

No mercado cambial o euro aprecia 0,11% face ao dólar, fixando-se nos 1,1137 dólares.

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Ericsson “adoraria participar” no futuro da rede Siresp


A Ericsson está interessada em desempenhar um papel no SIRESP do futuro, caso a rede venha a transitar para uma tecnologia mais semelhante à usada atualmente pelas operadoras comerciais. "Adoraríamos participar, mas não está desenhada ainda", admitiu o CEO da Ericsson em Portugal e Espanha, Juan Olivera.

Num encontro com jornalistas esta quarta-feira, em Lisboa, o gestor espanhol alertou os decisores públicos para a necessidade de acelerar neste processo, definindo de forma clara o modelo a seguir. "Não é…

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“Anthropic reacende entusiasmo na inteligência artificial”, destaca analista da ActivTrades

Anthropic

A divulgação do prospeto S-1, documento que antecede a entrada em bolsa, pela Anthropic, que detém o modelo Claude, na segunda-feira 28 de outubro, está a “reacender o entusiasmo” em torno da inteligência artificial (IA), afirma o analista da ActivTrades, Henrique Valente.

Este entusiasmo está refletido no avanço em 126 pontos do índice bolsista norte-americano Nasdaq na manhã desta quarta-feira 28 de outubro, adianta. “A publicação do prospeto S-1 da Anthropic, em preparação para a sua entrada em bolsa, ajudou a reacender o entusiasmo em torno da inteligência artificial, também alimentado por novos anúncios de financiamento e pelos resultados dos fabricantes de semicondutores”, referiu o analista.

No prospeto, a Anthropic revela que vai entrar em bolsa através do índice bolsista Nasdaq, com o símbolo ANT. Também foi divulgado que a empresa teve um prejuízo de 80,7 mil milhões de dólares (72,4 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, quase o dobro face ao prejuízo de 41,9 mil milhões de dólares (37,6 mil milhões de euros) registado em 2025.

“A nossa receita foi de 16,3 mil milhões de dólares (14,6 mil milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, um aumento em relação aos 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025. O nosso prejuízo operacional foi de 693 milhões de dólares (622,3 milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, uma redução em relação aos 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025”, assinalou.

O documento mostra ainda que no final de setembro a empresa detentora do Claude tinha mais de 11.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 100.000 dólares (89 mil euros) nos últimos doze meses, face aos mais de 950 do período homólogo. “Além disso, à medida que os clientes incorporam o Claude nos seus fluxos de trabalho mais críticos e iniciativas de crescimento, muitos expandem rapidamente as suas implementações para níveis de faturação mais elevados. Em 30 de setembro de 2026, tínhamos mais de 1.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a um milhão de dólares (900 mil euros) nos últimos doze meses e aproximadamente 250 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 10 milhões de dólares (8,9 milhões de euros) nos últimos doze meses”, acrescentou.

A empresa explicou que este crescimento nos clientes é justificado pelo cada vez maior das soluções da Anthropic. “O valor que o Claude oferece aos clientes contribuiu para a nossa taxa de retenção de receitas líquidas de aproximadamente 900% em 30 de setembro de 2026”, assinalou. Foi ainda revelado que a receita aumentou 1.368% em termos homólogos nos três meses que acabaram em 30 de junho de 2026, enquanto que as despesas de computação e infraestruturas aumentaram 300% no mesmo período temporal.

O entusiasmo nos mercados de capital com a Anthropic espalhou-se a outras regiões. “Na Ásia, a SK Hynix e a Samsung Electronics chegaram a subir cerca de 8% esta manhã (28 de outubro). Na Europa, a ASML ganhou 2,8% na sessão de ontem (27 de outubro). Nos Estados Unidos, a Broadcom avançou 4% e a CoreWeave valorizou 7,9%, enquanto o Nasdaq Composite terminou a sessão [de 27 de outubro] com uma subida de aproximadamente 1,2%”, descreveu o analista da ActivTrades Europe.

Agora o foco está na reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), marcada para esta quarta-feira 28 de outubro, onde se decidirá o caminho das taxas de juro, acrescentou. “A expectativa dominante é de manutenção das taxas de juro no intervalo de 3,75% a 4,00%, após a subida de setembro. Sem atualização do dot plot nesta reunião, o foco estará no comunicado e na conferência de imprensa de Kevin Warsh, às 18h30. Perante a relutância do presidente da Fed em dar indicações explícitas sobre a trajetória futura das taxas de juro, os investidores procurarão sobretudo perceber se a pausa poderá prolongar-se ou se a persistência da inflação deixa aberta a porta a uma nova subida em dezembro”, conclui Henrique Valente.

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CMVM e ESMA reúnem supervisores de 28 países em Lisboa para debater supervisão baseada no risco

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) realizaram na terça-feira 27 de outubro, em Lisboa, um seminário dedicado à supervisão baseada no risco (“Risk-Based Supervision”), que reuniu representantes de autoridades de supervisão de 28 países europeus.

Segundo a CMVM, a iniciativa permitiu discutir o desenvolvimento e a aplicação prática de modelos de supervisão orientados para o risco, numa altura em que os supervisores enfrentam novos desafios associados aos avanços tecnológicos e aos objetivos de simplificação regulatória definidos a nível europeu.

A sessão de abertura contou com intervenções de Luís Laginha de Sousa, presidente do conselho de administração da CMVM, que destacou a importância da cooperação entre autoridades de supervisão, e de Ângela Dias, da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), que apresentou a experiência daquele setor na utilização de abordagens baseadas no risco.

Durante o painel da manhã foram debatidas questões relacionadas com a eficácia da supervisão baseada no risco. A discussão contou com a participação de Inês Drumond, vice-presidente da CMVM, Jos Heuvelman, presidente do Senior Supervisors Forum da ESMA, e Cristina Brízido, presidente executiva da Caixa Gestão de Ativos, tendo sido moderada por Manuel Monteiro, diretor-geral da CMVM.

Da parte da tarde realizaram-se quatro workshops conduzidos por oito autoridades de supervisão de vários países europeus, incluindo a CMVM. As sessões centraram-se na evolução dos modelos de supervisão baseada no risco aplicados aos emitentes, na calibração da intensidade da supervisão em função do risco, na utilização de modelos assentes em dados para identificar situações de abuso de mercado e em técnicas para detetar riscos na proteção dos investidores em produtos financeiros.

A CMVM sublinhou que a realização do seminário reforça o compromisso da instituição com uma supervisão “mais eficaz, proporcional e orientada para o risco”, promovendo simultaneamente a convergência de práticas a nível europeu e a partilha de experiências entre autoridades de supervisão de diferentes países.

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Bolsa de Tóquio encerra com Nikkei a subir 1,08%

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje 28 de outubro a subir 1,08%, impulsionado pelo renovado otimismo em relação à inteligência artificial (IA), que contribuiu para o fecho em alta de Wall Street na sessão anterior.

O indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, subiu 685,82 pontos, fechando nos 63.954,19 pontos.

O índice mais abrangente, o Topix, que inclui as empresas do segmento principal — as de maior capitalização —, registou uma queda de 0,14%, ou 5,66 pontos, fechando nas 3.991,71 unidades.

O mercado de Tóquio foi também influenciado pelas subidas na Bolsa sul-coreana, com grande peso dos títulos tecnológicos, cujo principal índice, o Kospi, subiu hoje 6,63% após o anúncio de lucros recorde da empresa de chips SK hynix nos resultados trimestrais de setembro.

A fabricante japonesa de memórias Kioxia disparou em Tóquio 13,76%, enquanto a empresa do setor dos semicondutores Disco subiu 5,14%.

O grupo de telecomunicações e investimento SoftBank, considerado um dos principais investidores em IA a nível mundial, registou um crescimento de 4,65%.

O setor automóvel encerrou com resultados mistos. A Toyota, o maior fabricante de veículos do Japão, registou uma queda de 1,64%, e a rival Honda perdeu 1,45%. No entanto, a fabricante Nissan conseguiu valorizar-se em 0,04%.

A Sony, referência no setor da eletrónica e do entretenimento, registou uma queda de 2,78%, enquanto a Fast Retailing, empresa-mãe da popular cadeia de lojas de roupa Uniqlo, perdeu 0,33% na sessão de hoje.

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