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Milhares marcham em Portugal — e em Espanha, França, Bélgica, Itália, Turquia

Pediu-se greve geral e mega acampada no Rossio. Promotores prometem continuar nas ruas, após meio mês de presença contínua no Porto e, mais tarde, em Lisboa. Organização estima 25 mil pessoas em Lisboa, PSP desvaloriza. Porto Pelas ruas do centro do Porto o cheiro a castanhas mistura-se com palavras de protesto, cartazes e a “alegria de quem luta pelo futuro de todos”. A manifestação promovida pelo movimento Acampada arrancou da Praça da Batalha e os milhares de pessoas que se juntaram em protesto percorreram o centro do Porto até à Praça D. João I. O arranque do protesto foi tímido,

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PSP colocou mais de 1.500 objetos perdidos à venda em leilão: houve quem comprasse cinco guarda-chuvas por apenas 2 euros

Mais de 1.500 objetos perdidos e não reclamados foram colocados à venda pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra, num leilão que atraiu mais de uma centena de participantes. Entre os artigos disponíveis estavam guarda-chuvas, peças de vestuário, mochilas, equipamentos eletrónicos e até objetos de ouro.

O leilão decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e permitiu aos participantes adquirir diversos produtos por valores bastante inferiores aos habitualmente praticados no mercado. Logo no início da sessão, cinco guarda-chuvas foram vendidos por apenas dois euros.

Segundo a SIC Notícias, a iniciativa despertou o interesse de compradores habituais e de pessoas que participaram pela primeira vez, algumas à procura de artigos específicos e outras simplesmente interessadas em encontrar oportunidades.

Cinco guarda-chuvas por dois euros e peças de ouro por 76 euros

Os guarda-chuvas estiveram entre os primeiros artigos a ser vendidos, com os preços a variarem consoante o número de interessados. Apesar de algumas licitações terem atingido os sete euros por cinco unidades, os participantes continuaram a considerar os valores bastante acessíveis.

Dora Martins, que participou pela primeira vez, conseguiu comprar cinco guarda-chuvas por quatro euros. A compradora explicou que estes objetos são particularmente úteis numa casa com crianças.

Já Elisabete Taipina, frequentadora destes leilões há cerca de uma década, destacou a possibilidade de encontrar produtos a preços inferiores aos praticados nas lojas.

Entre os participantes esteve também Isabel Silva, que ainda durante a manhã já tinha adquirido artigos num valor superior a 150 euros. Uma das compras foi um saco com peças de bijuteria e ouro, arrematado por 76 euros.

De roupa a equipamentos eletrónicos: havia artigos para todos os gostos

A diversidade de produtos foi uma das principais características do leilão. Além dos guarda-chuvas e das peças de ouro, foram colocados à venda casacos, mochilas, sacos para computadores, óculos, capas de estudantes, colchões insufláveis e cadeirinhas de bebé para automóveis.

A lista incluía ainda auscultadores, colunas, capacetes, garrafas térmicas, artigos de higiene e beleza, chinelos e outros objetos que tinham sido encontrados e entregues às autoridades.

A condução das licitações esteve a cargo de Rui Lagoas, polícia aposentado que desempenha esta função há cerca de 20 anos.

O responsável destacou que a participação nesta edição superou a dos anos anteriores, com alguns compradores especialmente interessados nas peças de ourivesaria.

O que acontece aos objetos perdidos que ninguém reclama?

Os artigos vendidos chegaram à PSP através de diferentes entidades, incluindo centros comerciais de Coimbra e da Figueira da Foz, bem como empresas de transportes públicos.

De acordo com o subintendente António Batista, os objetos permanecem à guarda da polícia durante um ano, período em que são realizadas diligências para identificar os legítimos proprietários.

A identificação pode ser feita através de documentos, informações existentes nos próprios objetos ou contactos de cidadãos que procuram recuperar os seus pertences.

Quando os bens não são reclamados e estão reunidas as condições legais para a sua venda, podem ser encaminhados para leilão.

Para onde vai o dinheiro angariado pela PSP?

A totalidade das receitas obtidas neste leilão reverte para os Serviços Sociais da PSP, estrutura responsável por prestar apoio social aos profissionais da polícia.

O montante angariado depende dos artigos disponíveis e da concorrência entre os participantes, podendo atingir vários milhares de euros.

A iniciativa permite, assim, dar uma nova utilização a objetos que ficaram sem proprietário identificado, ao mesmo tempo que contribui para financiar os serviços de apoio social da instituição.

Leia também: Herdou uma casa e não há acordo para vender? Governo aprova novas regras para desbloquear heranças

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A fralda suja que ajudou um espião do KGB a fugir da União Soviética

Em julho de 1985, um coronel do KGB, que trabalhava secretamente para os britânicos, fugiu da União Soviética escondido na mala de um carro. Na fronteira com a Finlândia, uma fralda suja (e um pacote de batatas fritas) ajudaram a afastar os cães que procuravam Oleg Gordievsky. Dois anos antes, Gordievsky dera ao Ocidente um testemunho valioso sobre o medo de uma guerra nuclear em Moscovo. O exercício Able Archer 83, realizado pela NATO de 7 a 11 de novembro de 1983, simulava uma escalada militar na Europa até ao uso de armas nucleares, incluindo a passagem ao nível DEFCON

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Herdou uma casa e não há acordo para vender? Governo aprova novas regras para desbloquear heranças

O Governo aprovou, em 22 de outubro de 2026, um decreto-lei que pretende desbloquear imóveis integrados em heranças ainda por partilhar. A principal mudança permitirá que um único herdeiro desencadeie um processo judicial de venda, mesmo sem o acordo dos restantes, depois de o novo regime entrar em vigor.

O objetivo é evitar que casas e terrenos permaneçam bloqueados durante anos por desentendimentos familiares. Na apresentação da medida, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que um herdeiro passará a poder desencadear o procedimento sem depender do consentimento de todos os outros, segundo as declarações noticiadas pelo ECO.

Prazo de dois anos tem exceções

A Lei n.º 49/2026, de 17 de agosto, que autorizou o Executivo a legislar sobre esta matéria, estabelece que o processo poderá ser iniciado, em regra, decorridos dois anos desde a abertura da sucessão.

Se já tiver sido requerido um processo de inventário, a autorização legislativa admite avançar sem esperar por esse prazo. Ressalva, contudo, situações como a existência de uma convenção para manter a herança indivisa, impedimentos legais ao exercício do direito à partilha ou a insolvência da herança.

O herdeiro terá de recorrer ao processo judicial próprio para pedir a venda do imóvel. A iniciativa individual permite desencadear o procedimento, mas não equivale a uma autorização para vender diretamente a casa contra a vontade dos restantes interessados.

Herdeiros terão oportunidade para chegar a acordo

Segundo a explicação apresentada pelo ministro, está previsto um período de seis meses para os herdeiros tentarem alcançar um entendimento sobre a partilha ou concretizar uma venda por negociação particular, evitando a venda judicial.

Caso o impasse continue, o processo poderá avançar para a venda, preferencialmente através de leilão eletrónico. A autorização legislativa determina que, quando exista desacordo sobre o preço base, este seja fixado pelo tribunal com recurso a avaliações objetivas. Prevê também a possibilidade de redução desse preço quando os leilões não permitam concretizar a venda.

Casa de morada de família terá proteção

A autorização legislativa prevê salvaguardas para determinados direitos sobre a casa de morada de família. Entre eles estão a atribuição preferencial ao cônjuge sobrevivo, salvo consentimento expresso deste para a venda, e direitos de habitação reconhecidos legalmente em situações de união de facto. Não se trata, portanto, de uma proteção indistinta de qualquer imóvel onde resida um herdeiro.

Quando existam herdeiros legalmente incapazes ou ausentes, a venda fica sujeita ao consentimento do Ministério Público e a autorização judicial, conforme estabelece o artigo 2.º da mesma lei.

Os herdeiros e o cônjuge meeiro terão também direito de remição: poderão adquirir o imóvel pelo preço da venda efetivamente realizada, nas condições legalmente estabelecidas. A autorização prevê este direito mesmo quando tenha ocorrido uma redução do preço base.

Reforma abrange heranças já abertas

A autorização legislativa estabelece, como regra geral, a aplicação das alterações às heranças já abertas e ainda não partilhadas na data de entrada em vigor do decreto-lei. A reforma inclui também a figura do testamenteiro com poderes de partilha e a possibilidade de determinar, através de testamento, o recurso à arbitragem para certos conflitos patrimoniais relativos à sucessão.

A aprovação em Conselho de Ministros não permite, por si só, utilizar imediatamente o novo mecanismo. A aplicação das regras depende da conclusão do processo legislativo, incluindo a promulgação, a publicação do decreto-lei em Diário da República e a respetiva entrada em vigor.

Leia taambém: Prestação da casa deverá subir nos créditos a taxa variável revistos em novembro: veja o impacto

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Proteção Civil confirma ciberataque: dados pessoais de bombeiros foram acedidos e há alerta para possíveis burlas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) confirmou este sábado, 24 de outubro, um ciberataque ao sistema de Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses (RNBP), que permitiu o acesso não autorizado a dados pessoais. A aplicação foi entretanto suspensa e as autoridades estão a reforçar as medidas de segurança.

De acordo com a agência Lusa, o ataque informático comprometeu uma base de dados que contém cerca de 60 mil registos, incluindo informações pessoais e documentos de identificação dos bombeiros portugueses.

Perante a situação, a Proteção Civil enviou uma comunicação interna aos corpos de bombeiros e às respetivas entidades responsáveis, alertando para possíveis tentativas de fraude através de chamadas telefónicas, mensagens e outras comunicações suspeitas.

Nomes, moradas e números de identificação entre os dados acedidos

Segundo a informação a que a Lusa teve acesso, os piratas informáticos conseguiram aceder a vários tipos de dados pessoais armazenados no sistema.

Entre as informações potencialmente comprometidas encontram-se nomes completos, números do Cartão de Cidadão, identificação fiscal, números da Segurança Social e de utente do Serviço Nacional de Saúde.

A lista inclui ainda dados relativos a subsistemas de saúde, cartas de condução, estado civil, datas de nascimento, contactos telefónicos, moradas, fotografias e grupos sanguíneos.

Apesar da dimensão da informação envolvida, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, esclareceu que a aplicação não contém dados bancários.

Proteção Civil alerta para mensagens e chamadas fraudulentas

Na sequência do ataque, a ANEPC pediu aos bombeiros que mantenham uma atenção redobrada perante contactos inesperados que solicitem informações pessoais ou o acesso a páginas eletrónicas.

O alerta abrange diferentes modalidades de fraude informática, incluindo o phishing, que utiliza mensagens aparentemente legítimas para levar as vítimas a abrir ligações ou ficheiros maliciosos.

Também são identificados riscos de smishing, através de SMS fraudulentas, e de vishing, quando os criminosos recorrem a chamadas telefónicas para tentar obter informações confidenciais.

Outra das ameaças mencionadas é o quishing, um método que utiliza códigos QR maliciosos para encaminhar os utilizadores para páginas falsas.

Bombeiros devem confirmar contactos junto dos comandos

A Proteção Civil recomenda que qualquer comunicação suspeita seja confirmada diretamente junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.

A ANEPC esclarece que as comunicações institucionais dirigidas aos bombeiros, nomeadamente para atualização de dados pessoais ou transmissão de informações, são normalmente efetuadas através das estruturas de comando.

Por esse motivo, os profissionais devem desconfiar de mensagens inesperadas que solicitem o preenchimento de formulários, a divulgação de dados pessoais ou o acesso a ligações desconhecidas.

Sistema com cerca de 60 mil registos foi suspenso

O Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses é utilizado para gerir a informação dos profissionais integrados nos quadros de comando, ativo, de reserva e de honra.

Segundo António Nunes, o sistema conta com aproximadamente 60 mil registos, embora esse número não permita determinar quantas pessoas tiveram efetivamente os seus dados comprometidos.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses considerou ainda que a informação sobre o ataque deveria ter sido comunicada individualmente a todos os elementos inscritos na plataforma.

Entretanto, a aplicação foi suspensa e estão em curso procedimentos destinados a reforçar a segurança informática e a proteção dos dados pessoais.

A ANEPC garante que continuará a desenvolver as diligências necessárias para proteger os seus sistemas e preservar a confiança dos bombeiros nos canais oficiais de comunicação.

Para já, a principal recomendação passa por manter a vigilância perante contactos suspeitos, uma vez que os dados obtidos no ataque poderão ser utilizados em tentativas de fraude ou de usurpação de identidade.

Leia também: Lei do arrendamento: especialistas alertam para maior desproteção dos inquilinos

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Eletricidade vai falhar em 14 concelhos até segunda-feira: cortes podem durar seis horas e há três municípios do Algarve na lista

Milhares de portugueses poderão ser afetados por interrupções temporárias no fornecimento de eletricidade entre este sábado, 24 de outubro, e segunda-feira, dia 26. A E-Redes programou trabalhos de manutenção na rede de distribuição que abrangem zonas específicas de vários concelhos do país, incluindo três municípios do Algarve.

De acordo com a E-Redes, a maioria das intervenções está prevista para domingo, 25 de outubro, sobretudo durante a manhã.

Os cortes destinam-se à realização de operações técnicas na infraestrutura elétrica, sendo necessária a suspensão temporária do abastecimento nas zonas abrangidas. Em alguns locais, a interrupção poderá prolongar-se durante seis horas.

Faro, Tavira e Portimão entre os concelhos afetados

No Algarve, estão previstas interrupções no domingo em três municípios, com horários diferentes e incidência em códigos postais específicos.

Em Faro, os trabalhos vão decorrer na freguesia de Montenegro, entre as 06h00 e as 11h00. Os códigos postais abrangidos são 8005-178, 8005-207, 8005-262 e 8005-277.

Também em Tavira estão programados cortes entre as 06h00 e as 11h00, nas zonas de Santa Maria e Santiago. Os códigos postais identificados são 8800-314, 8800-318, 8800-359, 8800-370 e 8800-645.

Já em Portimão, a interrupção está prevista entre as 06h30 e as 11h00. Neste caso, a lista inclui os códigos postais 8500-289, 8500-356, 8500-511, 8500-515, 8500-557, 8500-565, 8500-583, 8500-584, 8500-585, 8500-586, 8500-592, 8500-601, 8500-606, 8500-619, 8500-665, 8500-673, 8500-709, 8500-730 e 8500-735.

Cortes começam este sábado e prolongam-se até segunda-feira

No domingo, além dos três municípios algarvios, estão previstas intervenções em Loures, Sesimbra, Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, Mafra, Santiago do Cacém, Grândola, Coimbra e Mira.

Em Loures e Vila Franca de Xira, os trabalhos poderão prolongar-se entre as 06h00 e as 12h00, correspondendo a seis horas de interrupção. Já em Sesimbra, o período previsto começa mais cedo, às 05h00, terminando às 11h00.

Nas Caldas da Rainha e em Coimbra, os cortes poderão durar cinco horas, enquanto em Mira a interrupção está prevista apenas entre as 08h00 e as 10h00.

Na segunda-feira, 26 de outubro, será a vez de Almada e Barreiro registarem interrupções programadas. Em ambos os concelhos, os trabalhos estão previstos entre as 06h00 e as 06h31, com uma duração aproximada de meia hora.

O que deve fazer se ficar sem eletricidade?

Os consumidores que residem nas zonas identificadas devem preparar-se antecipadamente para eventuais falhas no fornecimento de energia.

Entre as principais recomendações estão carregar os telemóveis e outros equipamentos essenciais, evitar utilizar aparelhos elétricos sensíveis durante os trabalhos e manter as portas dos frigoríficos e congeladores fechadas enquanto durar a interrupção.

No caso de pessoas que dependem de equipamentos médicos alimentados por eletricidade, é especialmente importante garantir uma alternativa segura antes do início dos cortes.

Importa esclarecer que a inclusão de um código postal na lista não significa que todas as habitações dessa área fiquem necessariamente sem eletricidade, uma vez que as intervenções podem afetar apenas determinados segmentos da rede.

Os horários anunciados também poderão sofrer alterações, pelo que a E-Redes recomenda a consulta da informação atualizada sobre as interrupções programadas.

Apesar de os trabalhos estarem distribuídos por diferentes horários, a manhã de domingo será o período com maior concentração de intervenções, incluindo nos três concelhos algarvios identificados.

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Preço das casas dispara em Portugal e sobe quatro vezes mais do que os salários: estes são os concelhos mais caros

O preço das casas em Portugal continua a aumentar a um ritmo muito superior ao dos salários, agravando as dificuldades de quem pretende comprar habitação. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, entre junho de 2025 e junho de 2026, o valor mediano por metro quadrado aumentou 380 euros, enquanto o salário bruto médio dos trabalhadores cresceu apenas 89 euros.

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), esta evolução mostra um agravamento da diferença entre o custo da habitação e os rendimentos dos portugueses, sobretudo nas principais áreas metropolitanas do país.

Casas já custam 2445 euros por metro quadrado em Portugal

Segundo os dados divulgados pelo INE esta sexta-feira, 23 de outubro, o preço mediano das habitações vendidas em Portugal atingiu os 2445 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026.

Este valor representa um aumento de 380 euros relativamente ao mesmo período do ano anterior, quando o preço mediano se situava nos 2065 euros por metro quadrado.

Na prática, uma habitação de 100 metros quadrados, considerando o valor mediano nacional, corresponderia a 244 500 euros, mais 38 mil euros do que um ano antes. Trata-se de uma comparação ilustrativa, uma vez que os preços variam consoante a localização e as características dos imóveis.

Ao mesmo tempo, o aumento de apenas 89 euros no salário bruto médio evidencia a dificuldade dos rendimentos em acompanhar a valorização do mercado imobiliário. Importa, contudo, distinguir as duas medidas, uma vez que o preço das casas é apresentado por metro quadrado e o salário corresponde a um rendimento mensal.

Grande Lisboa regista subidas acentuadas e Loures destaca-se

A pressão sobre os preços é particularmente evidente na Grande Lisboa, onde vários concelhos apresentam valores superiores à mediana nacional.

Entre os municípios analisados, Loures destacou-se com um aumento de 864 euros por metro quadrado no espaço de um ano, a maior subida absoluta identificada nos dados citados pelo JN.

Este crescimento representa um agravamento significativo dos custos de aquisição de habitação num concelho que, pela proximidade à capital, constitui uma alternativa para muitas famílias que procuram casa fora do centro de Lisboa.

Porto continua a ser o concelho mais caro da sua área metropolitana

Na Área Metropolitana do Porto, o preço mediano por metro quadrado atingiu os 2669 euros, depois de um aumento de 391 euros face a junho de 2025.

A subida corresponde a aproximadamente 17% num ano, demonstrando que a pressão imobiliária não se limita à região de Lisboa.

O Porto mantém-se como o concelho mais caro para comprar casa dentro da respetiva área metropolitana, segundo a informação avançada pelo Jornal de Notícias.

A valorização dos imóveis estende-se, contudo, a outros municípios da região, com a maioria dos concelhos das duas principais áreas metropolitanas a apresentar preços superiores ao valor mediano nacional.

Comprar casa exige um esforço financeiro cada vez maior

A diferença entre a evolução dos salários e dos preços da habitação levanta dificuldades adicionais para quem pretende adquirir a primeira casa, particularmente entre os jovens e as famílias com rendimentos médios.

Mesmo quando os salários aumentam, a valorização dos imóveis pode obrigar os compradores a acumular uma entrada inicial mais elevada ou a recorrer a financiamentos de maior dimensão.

Os números divulgados pelo INE surgem numa altura em que a crise da habitação continua no centro do debate público, com manifestações previstas para este sábado, 24 de outubro, em várias cidades portuguesas.

Embora a evolução dos preços por metro quadrado não permita, por si só, determinar o esforço financeiro necessário para comprar casa, os dados confirmam que a habitação continua a encarecer a um ritmo muito superior ao crescimento nominal dos rendimentos médios.

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PP vai governar com o Vox, “se os espanhóis mandarem”

Feijóo diz que “não pode descartar aquilo que mandam fazer os espanhóis”. Principal objetivo nas legislativas antecipadas a 29 de novembro “é que Sánchez saia do Governo”. O presidente do Partido Popular de Espanha (PP, direita) e líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, confirmou esta sexta-feira que formará governo com o Vox, de extrema-direita, se essa aliança permitir tirar os socialistas do poder. “O meu primeiro objetivo é que Sánchez saia do Governo”, disse Feijóo, referindo-se ao primeiro-ministro e líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez. Espanha vai ter eleições legislativas antecipadas em 29 de novembro, com as sondagens

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Lei do arrendamento: especialistas alertam para maior desproteção dos inquilinos

Gonçalo Antunes e Rita Silva consideram que a proposta de alteração à lei do arrendamento fragiliza os inquilinos. Ouvidos no podcast Lusa Extra, da agência Lusa, o geógrafo e a economista social concordam na gravidade da crise da habitação, mas defendem soluções diferentes.

A iniciativa foi aprovada na generalidade em 30 de setembro, com votos favoráveis do PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal, a abstenção do Chega e votos contra dos restantes partidos. Segundo o processo disponível na Assembleia da República, encontra-se em apreciação na especialidade. As alterações propostas ainda não estão em vigor.

Críticas comuns, soluções diferentes

Professor na Universidade Nova de Lisboa, Gonçalo Antunes considera limitado o alcance das medidas e afirma que a proposta “não serve nem a uns nem a outros”. Rita Silva, investigadora da Universidade de Coimbra e ativista do Vida Justa, acusa o Governo de “desproteger ainda mais os inquilinos, que já estão numa situação extremamente delicada”.

As diferenças surgem nas respostas: Rita Silva defende tetos às rendas, distinguindo-os de um congelamento. Antunes receia que essa medida reduza a oferta, embora reconheça a necessidade de regulação em momentos de crise.

Ambos defendem a mobilização das casas vazias. O geógrafo propõe agravar o IMI dos imóveis devolutos e transferir a sua identificação dos municípios para outra entidade, como as Finanças.

O que pretende mudar o Governo

Quando apresentou a reforma, em julho, o Governo apontou como objetivos recuperar a confiança dos proprietários, aumentar a oferta de casas e equilibrar as relações entre senhorios e arrendatários.

Para alcançar esses objetivos, o Executivo propõe maior liberdade contratual, procedimentos de desocupação mais rápidos e simplificação das comunicações entre as partes. Defende também que cabe ao Estado assumir uma maior responsabilidade na resposta às situações de vulnerabilidade habitacional.

Rendas entre contratos e pagamentos antecipados

A apresentação oficial prevê eliminar as limitações específicas à fixação das rendas entre contratos. Essa alteração deve distinguir-se da atualização durante um contrato em vigor: segundo o Governo, esta continuaria a seguir o que foi acordado ou, na ausência de estipulação, o coeficiente legal.

Nos futuros contratos, a proposta permitiria acordar o pagamento de rendas com uma antecedência máxima de três meses. Prevê igualmente maior liberdade na negociação da caução. A antecipação de rendas e a caução têm funções diferentes: a primeira paga rendas antes do vencimento; a segunda garante o cumprimento das obrigações contratuais.

Na mesma apresentação, o Executivo anunciou um Fundo de Emergência para a Habitação, destinado a apoiar pessoas e famílias que percam a casa em situações de vulnerabilidade, incluindo por dificuldades económicas ou violência doméstica. O mecanismo foi apresentado como uma resposta financeira para facilitar o realojamento temporário ou permanente.

Leia também: Rendas moderadas até 2.300 euros: Miranda Sarmento defende que corte no IRS pode baixar preços

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Idoso foi coagido a sair da casa: novos contornos no caso da mãe viúva despejada em Marvila

Viúva de 26 anos nunca morou naquela casa, diz Gebalis.  Idoso era companheiro da antiga titular do contrato de arrendamento, entretanto falecida, e tinha autorização para residir na habitação. A Gebalis garante que cumpriu a lei no despejo da jovem viúva, mãe de duas crianças de dois e quatro anos, de uma habitação municipal em Marvila, Lisboa. A empresa sustenta que a mulher não estava autorizada a ocupar a casa e afirma que quem foi ilegalmente afastado da habitação foi um idoso de 84 anos — embora não diga se foi a mulher de 26 anos quem o afastou. “Quem

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Menzies vence concurso para assistência em escala em Faro, Lisboa e Porto

O aeroporto de Faro continuará a contar com a Menzies Aviation na prestação de serviços de assistência em escala, conhecidos como handling. A empresa, através da SPdH – Serviços Portugueses de Handling, venceu o concurso que abrange também Lisboa e Porto, anunciou a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) na sexta-feira, 23 de outubro.

O regulador concluiu a avaliação das condições de licenciamento da SPdH, antiga Groundforce, e emitiu licenças para os três aeroportos.

“A avaliação realizada permitiu concluir que a SPdH demonstra a capacidade técnica necessária para o exercício da atividade de assistência em escala a terceiros nos aeroportos abrangidos pelo procedimento concursal”, afirmou a ANAC, num comunicado citado pela Lusa.

Segundo a entidade, a decisão “contribui para assegurar a continuidade, qualidade, eficiência e competitividade dos serviços” disponibilizados aos operadores aéreos e aos restantes utilizadores aeroportuários.

Consórcio espanhol foi excluído na fase de licenciamento

A decisão surge depois de, em julho, a ANAC ter mantido a exclusão do consórcio espanhol Union South, constituído pela Clece e pela South Europe Ground Services, empresa de assistência em escala do grupo Iberia.

O agrupamento tinha apresentado a proposta mais bem classificada para assegurar os serviços nos três aeroportos durante sete anos, à frente da SPdH.

Contudo, o regulador concluiu que o consórcio não demonstrou “o cumprimento dos requisitos da fase de licenciamento”, previstos na proposta e exigidos no caderno de encargos, nomeadamente quanto à mobilização dos meios necessários.

Alguns sindicatos relataram dificuldades do agrupamento espanhol em recrutar trabalhadores, refere a Lusa.

Confirmada a exclusão, a ANAC determinou a seleção do concorrente classificado em segundo lugar. A SPdH foi então chamada a apresentar os documentos de habilitação para prosseguir no concurso.

Contestação judicial levou à prorrogação das licenças

O procedimento foi marcado por litigância, depois de a SPdH ter contestado judicialmente a classificação que colocou inicialmente o consórcio Clece/South em primeiro lugar.

Perante esse contexto, o Governo decidiu prorrogar as licenças de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, asseguradas pela antiga Groundforce.

A medida procurou garantir a estabilidade das operações e criar tempo para ultrapassar os litígios associados à atribuição das novas licenças.

TAP vendeu a sua participação à Menzies

A SPdH era detida em 50,1% pela Menzies Aviation e em 49,9% pela TAP. Entretanto, a companhia aérea concluiu a venda da totalidade da sua participação à empresa britânica.

A operação decorreu no âmbito dos compromissos remanescentes assumidos pela TAP com a Comissão Europeia relativos ao seu plano de reestruturação.

Leia também: Ryanair vai avançar com voos diretos de Faro para duas cidades polacas a partir de março de 2027: bilhetes já estão à venda

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Loulé integra rede nacional com formação gratuita para jovens artistas

O município de Loulé é um dos 11 membros efetivos da Rede Projetos Artistas Emergentes, criada para ligar programas municipais de apoio à criação e aproximar jovens artistas de diferentes regiões. A iniciativa foi apresentada em 23 de outubro, em Alcanena, com propostas de formação, residências e oportunidades de participação remunerada.

Promovida pelo Gerador em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a MOVY, a rede pretende apoiar o desenvolvimento artístico e facilitar o contacto dos jovens com a atividade profissional, segundo a Lusa.

Formação gratuita e residências em Portugal e Espanha

O presidente do Gerador, Tiago Sigorelho, explicou que os participantes terão acesso a formação gratuita, residências artísticas e intercâmbios. Entre as primeiras iniciativas estão previstas residências em Lisboa e em Espanha.

A rede prepara também um encontro anual de artistas e equipas municipais, apontado para abril ou maio de 2027. Uma plataforma digital, prevista para fevereiro, divulgará os programas municipais e os criadores participantes, facilitando contactos com organizações culturais.

Os jovens poderão ainda participar em iniciativas e festivais promovidos pelo Gerador, recebendo remuneração por esse trabalho.

“Esses jovens vão ser remunerados por isso. É uma dimensão que nós, à partida, garantimos — eles têm um primeiro passo de participação na atividade profissional”, afirmou Tiago Sigorelho.

Rede quer chegar a pelo menos 25 municípios até ao final do ano

Além de Loulé, integram o grupo de membros efetivos municípios como Alcanena, Cascais, Funchal, Setúbal e Viana do Castelo.

Outros sete estão a formalizar a adesão, sendo o objetivo alcançar pelo menos 25 municípios até ao final de 2026.

O projeto prevê uma contribuição anual de 3.750 euros por município, complementada por outros apoios, e privilegia também os territórios de baixa densidade populacional.

Ministra defende oportunidades para primeiras obras

Na apresentação, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, defendeu a criação de condições que permitam aos jovens desenvolver carreiras profissionais com estabilidade e possibilidades de crescimento.

“Aquilo que muitas vezes falta é, a estes talentos, aquela oportunidade do projeto, do trabalho, da obra, poder ter maior visibilidade”, afirmou.

A governante valorizou o cruzamento entre linguagens artísticas e recordou que a revisão do regime de apoio às artes, em agosto, contemplou um programa da Direção-Geral das Artes (DGArtes) destinado a primeiras obras e projetos.

“Temos de ter, também, um programa desenvolvido pela DGArtes para apoio a quem está, neste momento, a dar o primeiro passo e precisa daquela oportunidade”, declarou.

Boas práticas culturais das autarquias serão reunidas num inventário

Margarida Balseiro Lopes destacou o papel das autarquias no financiamento cultural e afirmou que o Orçamento da Cultura aumentou 120 milhões de euros em dois anos, garantindo um novo reforço em 2027.

O Governo pretende apresentar em dezembro um inventário nacional de boas práticas culturais autárquicas, a partir de uma consulta pública que decorre até ao final de outubro. A intenção é reunir projetos de municípios e freguesias, divulgar experiências bem-sucedidas e inspirar políticas adaptadas a cada território.

A ministra salientou ainda o Fórum Cultura, marcado para 14 e 15 de dezembro, na Figueira da Foz, dedicado ao tema Poder Local e Cultura, em articulação com a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Na sessão, o presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, defendeu a criação artística e a descentralização cultural como instrumentos para atrair e fixar talento nos territórios que têm perdido jovens.

“Temos de criar espaços de reconhecimento e de criação de oportunidades a todo o talento, venha ele de onde vier”, afirmou.

A apresentação decorreu nos antigos escritórios da Fábrica Constantino Mota, integrados no Projeto Couros, dedicado à recuperação de património industrial para atividades culturais e criativas.

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Hora muda para o horário de inverno na próxima madrugada: afinal, o relógio avança ou atrasa uma hora?

Os relógios vão atrasar uma hora na próxima madrugada, de sábado, 24, para domingo, 25 de outubro. Portugal regressa assim ao horário de inverno, numa mudança que permite ganhar uma hora nessa noite.

A data está prevista no calendário do Observatório Astronómico de Lisboa para 2026. A alteração abrange o continente, a Madeira e os Açores, seguindo a regra que determina o fim da hora de verão no último domingo de outubro.

A que horas deve atrasar o relógio?

Em Portugal continental e na Madeira, quando forem 02:00 de domingo, os relógios devem recuar para a 01:00. Ou seja, a hora entre a uma e as duas da manhã será repetida.

Nos Açores, o acerto acontece quando os relógios marcarem 01:00, passando novamente a ser meia-noite, já de domingo.

Apesar das diferentes horas indicadas nos mostradores, a mudança ocorre no mesmo instante em todo o território nacional. O arquipélago dos Açores mantém uma hora a menos do que o continente e a Madeira.

Vai poder dormir mais uma hora?

Quem mantiver a hora habitual de deitar e de levantar terá uma hora adicional disponível para descansar. Por causa do recuo dos relógios, o domingo, 25 de outubro, terá 25 horas.

Outra consequência será visível ao longo do dia: o nascer e o pôr do sol passam a acontecer cerca de uma hora mais cedo, de acordo com o relógio. Assim, haverá luz mais cedo de manhã e o anoitecer chegará mais cedo ao final da tarde.

Os telemóveis mudam a hora sozinhos?

Nos dispositivos compatíveis, o acerto automático permite acompanhar esta alteração. Antes de se deitar, pode verificar nas definições de data e hora se essa opção está ativada e se o fuso horário corresponde à sua localização. A documentação de suporte da Apple confirma esta possibilidade nos seus equipamentos.

Já os relógios de parede, de pulso, despertadores e outros equipamentos sem ajuste automático precisam de ser acertados manualmente. Quem tiver compromissos na manhã de domingo deve confirmar a hora apresentada no dispositivo que utiliza como referência.

Quando regressa o horário de verão?

A próxima mudança está prevista para 28 de março de 2027, novamente num domingo. Nessa altura, os relógios avançam uma hora, segundo o calendário publicado pela Comissão Europeia.

Embora exista uma proposta europeia para acabar com estas alterações semestrais, ainda não foi tomada uma decisão final. O Conselho da União Europeia esclarece que o sistema atual se mantém enquanto não houver acordo sobre a legislação necessária para o substituir.

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Pedro Duarte diz que está em contactos com a acampada; a acampada desmente o autarca

Acampada diz que autarca procura “pontos de rutura” no coletivo. Pedro Duarte disse estar numa fase bastante avançada de “contactos muito cordiais” e foi desmentido pouco depois. Há manifestação, na tarde deste sábado. A Acampada do Porto negou esta sexta-feira os contactos classificados pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, como “muito cordiais”, garantindo que existiu apenas com o coletivo o convite formal inicial. “Nós, enquanto coletivo organizado horizontal com as nossas estruturas organizativas, não temos nenhum contacto, além do convite formal que ele nos enviou antes”, disse à Lusa Sérgio Bastos, membro do grupo de imprensa da Acampada.

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Paraná River Floods Displace 4,200 Families in Paraguay

Paraná River floods inundate neighborhoods in Ciudad del Este, Paraguay, and Paso de la Patria, Argentina, forcing families to evacuate.

Flooding in Paraguay and Argentina’s Corrientes province has inundated homes and damaged infrastructure, with further rises in water levels possible.


Flooding along the Paraná River has forced about 4,200 families to evacuate in eastern Paraguay and inundated neighborhoods in Argentina’s Corrientes province, as authorities warn that further rainfall could worsen conditions in the coming days.

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Ciudad del Este, in Paraguay, is among the hardest-hit areas, with more than 1,000 households affected. In Argentina, a breached flood barrier in Paso de la Patria has sent water hundreds of meters inland, submerging streets and creating additional safety risks.

Heavy rainfall across the Paraná River basin has prompted civil protection agencies and local authorities in both countries to assist displaced residents, distribute sandbags and establish temporary shelters.

In Paraguay’s Alto Paraná department, the neighborhood of Remansito in Ciudad del Este has suffered severe flooding. Around 35 families involved in recycling were forced to leave their homes after their plots were inundated.

🌊 La crecida del río Paraná obligó a evacuar a unas 4.200 familias en el este de Paraguay. ⚠️ En Ciudad del Este hay más de 1.000 hogares damnificados y 35 familias del barrio Remansito debieron abandonar sus viviendas. #teleSUR #Paraguay #22Oct #AméricaLatina… pic.twitter.com/0TV9HiUCkP

— teleSUR TV (@teleSURtv) October 23, 2026

Residents have blamed the rapid rise in water levels on the opening of floodgates at the Itaipu Binacional hydroelectric plant. The dam’s administration has rejected claims that the operation was the main cause of the flooding, saying the gates were opened in accordance with technical safety protocols for operational contingencies.

The emergency has also severely affected Paraguay’s Ñeembucú department, particularly the localities of Ayolas and Cerrito. Residents have organized community kitchens to provide food and basic supplies to evacuees.

Across the border, Paso de la Patria has become one of the most vulnerable areas in Corrientes province after an embankment near the Don Julián cabin area gave way. Water levels at the town’s port reached 7.79 meters.

The breach allowed floodwaters to advance as far as 300 meters inland, inundating the Los Pescadores, La Isla and Señoran neighborhoods, as well as areas around the Huajó stream.

The rising water has also submerged the Pinín Palma amphitheater and Isla de los Pájaros. The presence of potentially dangerous wildlife, including caimans, in residential areas has added to concerns over public safety. The flooding has also hit a town whose economy relies heavily on tourism and sport fishing.

Residents have described the difficulty of escaping the rising waters. Ismael Ali, who lives in Los Pescadores, said he was surrounded by floodwater with nowhere to go, while neighbors fled as best they could and tried to rescue their dogs.

Although the Paraná’s level in the Argentine sector fell by 40 centimeters on Friday, authorities warned that the decline might be temporary. Heavy storms continuing upstream in Brazil could cause water levels to rise by as much as another meter in the coming days.

Paraguay’s Directorate of Meteorology and Hydrology has forecast continued rainfall through the weekend, raising the risk of landslides. Municipal authorities and rescue teams in both countries are continuing to distribute sandbags, open temporary shelters and monitor riverside areas. Residents have been warned to remain alert for further rainfall and possible hail.

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