Acesso à praça de táxis com controlo a partir de dia 3

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A FlixBus, operadora de transporte rodoviário de longa distância, alargou a sua rede doméstica a Loulé e a Castro Verde com uma nova linha que liga estas duas localidades do sul do país a Faro (incluindo Aeroporto), Albufeira, Beja, Setúbal e Lisboa. Em funcionamento desde 1 de outubro, a nova linha tem, para já, quatro horários diários disponíveis.
Com estes dois novos destinos, a FlixBus soma já 13 novas cidades na sua oferta doméstica desde o início de 2026, reforçando a presença fora dos grandes centros urbanos.
Segundo Tiago Cavaco Alves, Diretor das Operações da FlixBus em Portugal, “A integração de Loulé e de Castro Verde na rede FlixBus reforça o nosso compromisso de aproximar o país e de alargar a oferta de mobilidade a todas as regiões, em particular aos territórios de baixa densidade populacional. Esta nova ligação contribui ainda para estreitar as ligações entre o Alentejo e o Algarve, com Loulé a juntar-se aos mais de quinze destinos algarvios já servidos pela FlixBus, com conexões à rede nacional e a vários destinos no sul de Espanha. Desta forma, damos resposta a uma procura relevante e facilitamos o acesso aos principais centros urbanos do Sul e ao Aeroporto de Faro, contribuindo também para reduzir a dependência do transporte individual”.
Quer em Loulé, quer em Castro Verde, as paragens da FlixBus localizam-se nos respetivos terminais rodoviários: em Loulé, na Rua de Nossa Senhora de Fátima; em Castro Verde, na Rua da Seara Nova. Os bilhetes já se encontram disponíveis na app e website da FlixBus, nos pontos de venda Pagaqui e nas agências de viagens parceiras da operadora, com preços a começar nos 4,49€ para a ligação Loulé-Lisboa, e nos 6,99€ para a ligação Castro Verde-Lisboa.
Eis as novas ligações diretas disponíveis a partir de Loulé e Castro Verde:
Para além destes novos destinos, a FlixBus reforçou também a sua operação em Évora, que passa a ter novas ligações diretas diurnas para Santarém, Coimbra e Porto. Graças à nova linha, passa também a ser possível viajar desde Évora até Ovar, um novo destino da rede FlixBus a Norte.
Disponível com dois horários diários (um em cada sentido), a nova rota vai colocar Évora a menos de duas horas de Santarém, e a três horas e meia de Coimbra. Os preços começam nos 6,99€ para a ligação Évora-Santarém e nos 5,99€ para a ligação Évora-Coimbra.
Eis as novas ligações diretas diurnas disponíveis de e para Évora:
Com a recente integração da FlixBus no ChatGPT, os utilizadores desta ferramenta de Inteligência Artificial já podem pesquisar rotas e destinos da FlixBus (e também da FlixTrain), com hiperligação direta para as respetivas páginas de reserva, onde podem concluir a compra.
Para usar esta funcionalidade, basta iniciar sessão no ChatGPT, aceder ao menu “Plugins”, pesquisar por “FlixBus” e ativar esta opção – em alternativa, é possível aceder através deste link.




As greves parciais de quarta e sexta-feira no Metropolitano de Lisboa vão ser desconvocadas, após os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral, pois as organizações sindicais consideram que a decisão coloca em causa a segurança de utentes e trabalhadores.
“Enviámos uma comunicação, portanto, aos trabalhadores e ao próprio Conselho Económico e Social, onde informamos que as greves de 28 e dia 30 serão desconvocadas”, afirmou à Lusa a dirigente sindical Sara Gligó.
Segundo a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e do STRUP – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, “o Tribunal Arbitral decidiu pela fixação de serviços mínimos, pela circulação de composições, e nos moldes em que, efetivamente, a empresa solicitou”.
“Entendemos que esta decisão contraria a jurisprudência existente, coloca em causa a segurança dos utentes e dos próprios trabalhadores a operar nas condições que foram decretadas, inclusive, este acórdão permite a substituição de trabalhadores em greve por trabalhadores que não estão habilitados para estas funções”, apontou.
Nesse sentido, Sara Gligó adiantou que as organizações sindicais vão “agora reunir os trabalhadores em plenário” para determinar as próximas ações.
“Desconvocámos obviamente esta greve, mas não desconvocámos a luta e, portanto, iremos com os trabalhadores encontrar novas formas de luta”, salientou.
O Tribunal Arbitral tinha definido serviços mínimos para as greves parciais de quarta e sexta-feira, entre as 5h00 e as 10h00, com abertura de 26 estações, segundo o Metropolitano de Lisboa.
“Os serviços mínimos assegurarão a abertura das estações terminais, de correspondência entre linhas ou de interface com outros operadores e as que servem hospitais, universidades e tribunais, num total de 26 estações (10 na linha Azul, seis na Amarela, cinco na Verde e cinco na Vermelha), com início do período de trabalho às 6h30 para preparação dos comboios”, informou a empresa.
Das 56 estações da rede, as 26 estações estariam abertas e em funcionamento “a partir das 7h00”, nas linhas Azul, Amarela, Verde e Vermelha, enquanto as restantes permaneceriam “encerradas ao público até às 10h00”, prevendo-se que a circulação fosse “significativamente reduzida, com tempos de espera superiores ao habitual”.
Para a dirigente da Fectrans e do STRUP, “o tribunal aceitou tudo o que o Metropolitano de Lisboa pediu”, o que “põe em causa o direito à greve dos trabalhadores” e “coloca em causa a segurança do serviço público de transporte”.
“A questão nem sequer se coloca com o número de estações abertas, a questão central coloca-se que o Metropolitano, além de dizer no próprio pedido de serviços mínimos que efetivamente hoje a segurança e a circulação é assegurada por sistemas automáticos e que em nada dependem da circulação com trabalhadores, não é verdade”, contrapôs.
Com os serviços mínimos, explicou, um trabalhador “tem que garantir, mesmo que seja das cinco às 10 da manhã, operacionalidade de quatro linhas, o que não é humanamente possível e coloca, obviamente, em causa a segurança, porque quem monitoriza uma linha não consegue monitorizar as outras todas ao mesmo tempo”.
“Portanto, se tiver um problema numa linha, deixa de monitorizar as outras, e isto para nós é efetivamente colocar em causa a segurança dos passageiros, dos próprios trabalhadores, que depois também estão, quer no posto de comando central, quer no âmbito da operação, a garantir a abertura das estações e da circulação de comboios”, sublinhou.
A greve, de acordo com Sara Gligó, dirigente da Fectrans e do STRUP, resulta de problemas persistentes no Posto de Comando Central e nos Postos de Tração, nomeadamente a falta de trabalhadores, recurso excessivo a trabalho suplementar, existência de turnos prolongados, atrasos na formação de encarregados e inspetores e esvaziamento das funções das chefias.


© MIGUEL A. LOPES/LUSA