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Putin diz que Rússia busca restaurar relações com Europa

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, na noite desta quinta-feira (29), que apoia quaisquer medidas voltadas para a restauração das relações com os países europeus.

Putin também disse que o surgimento de qualquer conflito resultaria em uma situação sem vencedores.

Ao comentar a conversa telefônica que teve esta semana com os líderes da Noruega e da Finlândia, Putin disse que a Rússia está preparada para uma possível guerra com a Europa, embora não a deseje.

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“Apoiamos quaisquer medidas… apoiamos quaisquer ações voltadas para a restauração de relações plenas e completas com os países europeus”, disse Putin a repórteres após sediar uma cúpula com líderes africanos.

“Antes de tudo, estamos preparados, mas não queremos uma guerra com a Europa. E, se alguém a deseja, que se prepare; mas, até o momento, não alcançaram seu objetivo — infligir uma derrota estratégica à Rússia. E, se a situação for longe demais, não haverá vencedores. Que ninguém se esqueça disso.”

Putin afirmou que o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, agiram corretamente ao realizar o contato, apesar das críticas de algumas capitais europeias, que acusaram os dois de romper a unidade ao iniciarem conversas com Moscou.

Ele declarou que a Rússia não deseja impedimentos à navegação no Mar Báltico e acrescentou que restringir a comunicação poderia levar a uma situação semelhante à observada no Estreito de Ormuz desde o início do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, em fevereiro.

“Alguém deseja que ocorra no Báltico a mesma situação vista no Golfo ou no Estreito de Ormuz?”, questionou Putin. “Não sei. Nós não queremos isso, mas responderemos a qualquer desafio.”

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Ducati Monster Dark resgata estética original do modelo; saiba mais

A Ducati revelou nessa quinta-feira (29) a nova Monster Dark, modelo que resgata a proposta essencial da clássica naked sob o conceito “tudo o que precisa, nada mais”.

O lançamento aposta no apelo estético da decoração totalmente preta herdada da primeira geração, mantendo os elementos visuais característicos da linha, como o farol emoldurado, o tanque com perfil em dorso de bisão e a seção traseira curta.

A novidade estará disponível na rede de concessionários da marca a partir de novembro deste ano, contando inclusive com uma versão compatível com a licença de pilotagem A2 para o mercado europeu — espécie de “habilitação intermediária”, pensada para motociclistas jovens ou iniciantes que querem pilotar motos de alta cilindrada.

Design e elementos estruturais aparentes

O visual da Monster Dark é demarcado pela pintura preta praticamente no corpo todo (na pouca carenagem que tem e nas rodas). O banco adota revestimento único para piloto e passageiro, enquanto componentes estruturais foram deixados expostos sem pintura, a exemplo do chassi dianteiro (Front Frame), das saídas do escapamento e dos dutos de admissão de ar. Os piscas utilizam iluminação estática.

O modelo serve como base para personalização por meio da linha de acessórios oficiais da marca, acessíveis pelo configurador oficial, que inclui itens como sistema de troca rápida de marchas Ducati Quick Shift 2.0, piloto automático, para-brisa e capa para o assento do passageiro.

Motor V2, ciclística e redução de peso

A Monster Dark é equipada com o motor V2 de 890 cm³ com distribuição variável de válvulas, capaz de entregar 111 cv de potência a 9.000 rpm e 9 kgfm de torque a 7.250 rpm. Segundo a fabricante, mais de 80% do torque máximo permanece disponível entre 4.000 e 10.000 rpm.

Na parte de ciclística, a moto utiliza um quadro monocoque em alumínio associado a um subquadro traseiro híbrido em tecnopolímero e treliça. Esse conjunto permitiu uma redução de 4 kg no peso total em comparação com a geração anterior, fazendo a moto registrar 175 kg sem combustível.

A suspensão dianteira utiliza garfo invertido Showa de 43 mm, enquanto a traseira traz monoamortecedor Showa com regulagem de pré-carga. O sistema de freios é assinado pela Brembo, seguindo a tradição da marca, com pinças M4.32 e cilindro mestre radial PR16/21, operando sobre pneus Pirelli Diablo Rosso IV de medidas 120/70 na dianteira e 180/55 na traseira. A altura do assento em relação ao solo é de 81,5 cm.

Pacote eletrônico e modos de pilotagem

O gerenciamento dinâmico da motocicleta é comandado por uma unidade de medição inercial de seis eixos. O pacote de série inclui frenagem ABS com função para curvas (Cornering ABS), controle de tração (Ducati Traction Control), controle de empinada (Ducati Wheelie Control) e controle de freio motor (Engine Brake Control), todos configuráveis em diferentes níveis. Há ainda quatro modos de condução predefinidos: Sport, Road, Urban e Wet.

As informações de pilotagem são exibidas em um painel TFT colorido de 5 polegadas (16:9 e 800×400 pixels), operado por um joystick no punhal. A tela conta com pré-instalação para o sistema multimídia da marca e para navegação curva a curva. Como opcional, o modelo pode receber o assistente de largada Ducati Power Launch.

Ações comemorativas

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    Ducati Monster adota pintura totalmente preta, motor V2 de 111 cv com comando variável, pacote eletrônico com IMU de seis eixos e chega às concessionárias em novembro • Divulgação Ducati

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    Ducati Monster adota pintura totalmente preta, motor V2 de 111 cv com comando variável, pacote eletrônico com IMU de seis eixos e chega às concessionárias em novembro • Divulgação Ducati

Junto ao lançamento da versão Dark, a Ducati anunciou a campanha fotográfica IMLegend. O projeto reúne pilotos históricos e atuais da marca, além de proprietários conhecidos como “Monsteristi”, para celebrar os mais de 30 anos de trajetória da linha Monster na indústria de motocicletas.

Honda lança XR300L Tornado 2027 focando em segurança e tecnologia

 

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Al menos cuatro muertos al estrellarse un helicóptero militar italiano en Bosnia

Al menos cuatro personas han muerto y otras 11 han resultado heridas este jueves al estrellarse un helicóptero del ejército de Italia en Bosnia y Herzegovina, ha informado el Ministerio de Defensa italiano.

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© klix.ba (via REUTERS)

Lugar del accidente de un helicóptero CH-47 Chinook del contingente italiano de la misión Eufor Althea de la Unión Europea, en Gorice, (Bosnia y Herzegovina), este jueves.
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“Nova era das trevas na Europa”. O aviso da Finlândia

Momento é decisivo e comparável ao final da Segunda Guerra Mundial, diz Alexander Stubb. O presidente da Finlândia alertou na segunda-feira que a Europa atravessa uma nova “era de escuridão”, marcada pela multiplicação dos conflitos armados e pela crescente rivalidade entre os Estados Unidos e a China, que, diz, ameaça a ordem internacional baseada em regras. Durante uma intervenção no Colégio da Europa, em Bruges, na Bélgica, perante uma plateia de estudantes, Alexander Stubb afirmou que o período de estabilidade que se seguiu ao fim da Guerra Fria chegou ao fim, colocando o mundo perante um momento decisivo, comparável ao

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Acidente ferroviário em Espanha: porque circulava o comboio da Renfe a 200 km/h quando o limite era 40 km/h?

Os áudios divulgados esta quinta-feira revelam as comunicações entre o centro de controlo e os dois comboios nos minutos que antecederam o acidente. Enquanto a maquinista do Iryo alertava que continuava imobilizada, o AVE da Renfe circulava a cerca de 200 km/h, apesar de o procedimento de segurança prever um máximo de 40 km/h. As instruções dadas e as decisões tomadas antes do embate levantam questões sobre o que falhou e as circunstâncias que ainda falta esclarecer.

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Bolsas da Europa sobem após decisão do BCE sobre manutenção dos juros

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (29) impulsionadas por balanços corporativos e pela manutenção dos juros pelo BCE (Banco Central Europeu).

A queda do petróleo e a perspectiva de retomada da diplomacia entre Estados Unidos e Irã também favoreceram o apetite por risco. Madri destoou, pressionada por bancos após resultados trimestrais.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,26%, a 10.722,07 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,36%, a 26.052,75 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,05%, a 7.970,00 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,36%, a 50.002,36 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,11%, a 18.862,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,80%, a 9.319,57 pontos. As cotações são preliminares.

O BCE manteve a taxa de depósito em 2,5%, enquanto Christine Lagarde alertou para riscos de inflação maior e crescimento menor e anunciou saída antecipada em fevereiro. O ING prevê alta dos juros em dezembro. Paralelamente, o sentimento econômico da zona do euro caiu mais que o esperado.

Nos EUA, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu acima das projeções no terceiro trimestre, e o PCE (índice de preços) veio em linha com o previsto.

Em Londres, a Shell subiu 1,6% após quase dobrar o lucro ajustado e ampliar para US$ 5 bilhões a recompra de ações. Já a Haleon despencou mais de 15,6% depois de cortar projeções, enquanto o Lloyds caiu 5,4% apesar do lucro acima do esperado.

Em Paris, a Airbus avançou 2,6% após reafirmar projeções, e a TotalEnergies (+1%) anunciou forte crescimento do lucro, favorecida pelos preços de energia e margens de refino. Em Frankfurt, a Adidas ganhou 5,8% após divulgar lucro maior.

Em Madri, o BBVA perdeu mais de 2,8% após balanço que mostrou queda do lucro ante o trimestre anterior, com aumento de custos e provisões. O Santander recuou 0,4%, estendendo as perdas da véspera após seus resultados. Em Milão, a Campari perdeu 6,7%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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“Il Fatto Quotidiano non è in vendita”: l’appello di Fiorello che aderisce alla nostra campagna e fa la foto in diretta mostrando la prima pagina di oggi

Colpo di scena durante l’appuntamento odierno con “La Pennicanza” di Fiorello con Fabrizio Biggio. Lo showman ha letto in diretta un messaggio legato alla nuova campagna de “Il Fatto Quotidiano non è in vendita”. Iniziativa che nasce dopo le cronache degli ultimi giorni sull’Opa lanciata da Leonardo Maria Del Vecchio, poi ritirata dopo il no sia dei soci fondatori, sia del Cda.

“Ho ricevuto un messaggio da Federico Pontiggia – ha detto Fiorello durante la diretta – Allora, Federico mi dice se vuoi aiutarci, ti chiediamo di farti una foto con Il Fattoo (la campagna avviata con i nostri lettori, ndr) con questa indicazione che ti inoltro di seguito oppure semplicemente me le mandi qui, grazie'”.

La risposta di Fiorello è stata immediata: “Io però io ti voglio bene tantissimo ti voglio bene Pontiggia, ti voglio bene però io mi devo mettere a fare la foto poi postarla e mandartela. No, non voglio quindi lo faccio in diretta qua qui c’è la foto in diretta lo facciamo? Tieni, Biggio mettiti qui con il giornale tipo rapito e io leggo le cose”.

Poi la lettura del testo integrale: “Il Fatto Quotidiano non è in vendita, i nostri unici padroni siete voi lettori e lettrici a dispetto di chiunque voglia intimidirci o comprarci! – ha detto in diretta il conduttore – Noi dobbiamo rendere conto a voi che ci comprate in edicola! Facciamo sentire la nostra voce, andate a comprare la vostra copia e scattatevi una foto con il giornale in vista taggando Il Fatto Quotidiano e scrivendo “Il Fatto non è in vendita!”.

Ed è così che Fiorello, inforcando scherzosamente occhiali e naso finto (forse per imitare Leonardo Maria Del Vecchio), assieme a Biggio ha posato per la campagna del giornale.

L'articolo “Il Fatto Quotidiano non è in vendita”: l’appello di Fiorello che aderisce alla nostra campagna e fa la foto in diretta mostrando la prima pagina di oggi proviene da Il Fatto Quotidiano.

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El detenido por disparar a musulmanes y africanos cerca de París admite el móvil racista

Kevin T., el presunto autor del tiroteo el pasado viernes en las localidades de Trappes y La Verrière, a las afueras de París, en el que murió una persona y al menos cinco resultaron heridas, admite que seleccionó a sus víctimas por su color de piel y religión. No se arrepiente y niega que su acto sea terrorismo porque “fue legítimo”. El fiscal antiterrorista, Olivier Christen, ha dado detalles de la investigación este jueves y ha confirmado el carácter racista del atentado.

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© Pedro Nunes (REUTERS)

Bally Bagayoko, alcalde de Saint-Denis, participa en una marcha para rendir homenaje a la memoria del fallecido en el tiroteo de Trappes, Pengo Bossio Wangi (26 años), el 25 de octubre de 2026.
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Christine Lagarde dejará la presidencia del BCE en febrero de 2027

Christine Lagarde dejará la presidencia del BCE en 2027

La presidenta del Banco Central Europeo (BCE), la francesa Christine Lagarde, ha informado este jueves al Consejo de Gobierno y al presidente del Consejo Europeo, António Costa, de que dejará su cargo el 7 de febrero de 2027, antes de que concluya su mandato a finales de octubre del próximo año.

El BCE dijo en un escueto comunicado que "el sucesor de la presidenta Lagarde será nombrado por el Consejo Europeo", como establece el procedimiento de nombramiento establecido en el Tratado de Funcionamiento de la Unión Europea (UE).

El Consejo de Gobierno expresó su profundo agradecimiento a la presidenta Lagarde, cuyo mandato comenzó el 1 de noviembre de 2019, y le brindó una larga ovación.

La dimisión de Largade se produce en un momento en el que aumenta mucho la rentabilidad de la deuda soberana de Francia y que la economía de la zona del euro tiene que afrontar una elevada inflación debido al encarecimiento de la energía por la guerra en Irán.

Desde hace tiempo había rumores de que Lagarde dejaría su cargo de presidenta del BCE antes de que se celebren las elecciones presidenciales en Francia, en las que se teme una victoria de la derecha radical de Marine Le Pen.

Hernández de Cos es uno de los candidatos favoritos

De este modo, el actual presidente francés, Emmanuel Macron, podrá influir en la elección del próximo presidente del BCE, que podría ser el español Pablo Hernández de Cos, actual director general del Banco de Pagos Internacionales (BPI) y antiguo gobernador del Banco de España, porque es uno de los candidatos favoritos.

Hernández de Cos tiene mucha credibilidad dentro del BCE y ha sido siempre defensor de posturas moderadas en política monetaria.

Otro de los candidatos favoritos es el antiguo gobernador del banco central de Holanda Klaas Knot, que es defensor de una línea más dura a favor de mantener la inflación bajo control con tipos de interés más elevados.

El Consejo Europeo es el organismo encargado de elegir al presidente del BCE al igual que a otros cargos de alta responsabilidad en la UE y deberá proponer próximamente a un candidato.

El Consejo Europeo nombra al presidente del BCE para un periodo de ocho años, mandato que no es renovable, y toma su decisión basándose en una recomendación del Consejo.

Previamente consulta al Parlamento Europeo y al Consejo de Gobierno del BCE , que está formado por los seis miembros del comité ejecutivo y los gobernadores de los bancos centrales de los países de la zona del euro.

El Consejo Europeo decide mediante una votación por mayoría cualificada

Son los países europeos los que proponen sus candidatos para los puestos de máxima responsabilidad en Europa tras negociaciones en función de en qué instituciones quieren tener un máximo representante.

Alemania ya tiene a Ursula von der Leyen como presidenta de la Comisión Europea (CE) por lo que es menos probable que un alemán sea el próximo presidente del BCE.

El 2 de julio de 2019, el Consejo Europeo consideró que Lagarde era la candidata adecuada a la presidencia del BCE. Hizo la recomendación formal el 9 de julio de 2019 y el Parlamento Europeo y el BCE remitieron sus dictámenes posteriormente.

El próximo año también quedan vacantes dos puestos más en el comité ejecutivo del BCE porque la economista alemana Isabel Schnabel se va en enero al Fondo Monetario Internacional (FMI), también antes de que concluya su mandato a finales de diciembre de 2027, y porque el mandato del economista jefe, irlandés Philipe Lane, termina a finales de mayo.

Lagarde, que fue ministra de Finanzas de Francia, ha dicho que quería participar en las elecciones presidenciales francesas del próximo año ante la fuerte inestabilidad política que vive el país actualmente, si bien ella misma no quiere ser candidata.

Hasta ahora no ha dicho qué va a hacer tras la dimisión pero también hubo rumores de que podría asumir la presidencia del Foro Económico Mundial.

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Oligarca ucraniano pró-Rússia acusa Portugal e Espanha de ajudarem Kiev no fabrico de armas

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By: Lusa

O oligarca ucraniano próximo de Moscovo Viktor Medvedchuk acusou Portugal e Espanha de estarem a desenvolver mísseis e drones em conjunto com Kiev para atacar alvos na Rússia, referindo-se também à crise social e aos protestos pela habitação na Península Ibérica.

“Enquanto dois países da Península Ibérica tentam ultrapassar a crise da habitação e o aumento do custo de vida, os governos cooperam cada vez mais estreitamente com a Ucrânia”, afirmou Medvedchuk num artigo publicado no portal oficial do movimento Outra Ucrânia, liderado pelo político pró-Rússia e próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

Medvedchuk, 72 anos, acrescentou que além do habitual discurso de apoio à Ucrânia, “esconde-se uma história muito mais concreta”, afirmando que empresas portuguesas e espanholas estão a desenvolver, em conjunto com fabricantes ucranianos, projetos de tecnologia de mísseis, drones de ataque, sistemas de navegação e outras armas para ataques contra a Rússia.

O oligarca escreveu ainda que empresas portuguesas e espanholas estão a ser transformadas em bases de produção de mísseis e drones ucranianos, não especificando os nomes das companhias.

Segundo Medvedchuk as armas alegadamente fabricadas na Península Ibérica são utilizadas em ataques que considerou terroristas contra território russo.

Neste sentido, ameaçou Portugal e Espanha, referindo que as “indústrias” de produção de armamento podem vir a ser “alvos legítimos” para ataques de retaliação russos.

Segundo Medvedchuk, a integração com o complexo militar-industrial ucraniano , que apoia os ataques em território russo, é dispendiosa e perigosa, não beneficiando em nada os interesses dos povos português e espanhol.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, Medvedchuk é conhecido informalmente como o “compadre de (Vladimir) Putin”, uma vez que o Presidente russo foi padrinho de uma das filhas do oligarca numa cerimónia realizada em São Petersburgo.

Medvedchuk é considerado, há mais de duas décadas, um “agente de influência” de Moscovo na política ucraniana, sobretudo na região do Donbass.

Como chefe da Administração Presidencial ucraniana (2002-2004), coordenou a cooperação de bastidores entre Moscovo e Kiev, a qual foi interrompida pela Revolução Laranja, um revés para Moscovo, que tinha apoiado a eleição do Presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych.

Em 2012, criou a organização “Opção Ucraniana”, cujo objetivo foi apoiar a entrada da Ucrânia na União Aduaneira com a Rússia, em detrimento da assinatura de um Acordo de Associação com a União Europeia.

Durante os protestos da Praça Maidan, no centro de Kiev, em 2014, foi um dos principais aliados de Yanukovych sendo que após a repressão contra as manifestações fugiu para a península da Crimeia, que, semanas mais tarde, seria anexada pela Rússia.

O oligarca fundou o partido pró-Rússia “Plataforma pela Vida”, através do qual propôs um plano de paz para o Donbass — que chegou a ser apresentado ao Parlamento Europeu e que foi rejeitado por Kiev.

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