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Homem encontra planta crescendo dentro de seu olho após acidente com galho durante viagem de verão

Após ser atingido por um galho durante uma viagem de verão, uma minúscula planta começou a crescer dentro do olho do russo Maxim Sleptov, de 42 anos, que mora na Sibéria. A raiz, de 3 milímetros, penetrou em sua conjuntiva – tecido que cobre a parte branca do olho.

Em entrevista ao jornal The Sun na última quarta-feira (28), ele contou que sofreu por meses com inflamações, visão dupla e fortes dores de cabeça.

“Meu olho coçava e doía, como se eu tivesse machucado ou coçado. Estava regando e vermelho.”, contou.

Depois de enxaguar o olho, ele removeu um pequeno pedaço da casca e achou que havia parado por aí. No entanto, a dor permaneceu e se tornou insuportável, até ele ter dificuldades para enxergar pelos dois olhos.

Assim que retornou à capital regional, Iakutsk, correu para o Centro de Optometria de Emergência. A semente já estava germinada dentro de seu olho. A descoberta surpreendeu os médicos.

“O mais surpreendente é que havia brotado, e sua raiz realmente penetrou o tecido conjuntival”, disse o médico-chefe Ivan Lutskan.

A oftalmologista Elizaveta Karpota removeu a estrutura usando uma agulha de injeção sob anestesia local.

“Eu nunca tinha enfrentado um caso assim na minha prática antes”, disse ela.

Após a “mini-cirurgia”, as dores de Sleptov desapareceram. 

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Policial civil espancado por PMs no carnaval receberá R$ 100 mil de idenização

A Justiça da Bahia determinou que o Governo do Estado pague R$ 100 mil, por danos morais, ao investigador da Polícia Civil (PC) que foi agredido por policiais militares no carnaval de Salvador de 2023.A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) nesta quinta-feira, 29, mas a decisão é de 19 de outubro e ainda cabe recurso. O portal A TARDE entrou em contato com o governo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Leia Também: POLÍCIA Homem descumpre medida protetiva e agride ex-mulher na Estrada das Barreiras POLÍCIA TSE decide que agressão a mulher gera inelegibilidade para candidatos OPERAÇÃO MULHER SEGURA Bahia tem mais de 600 prisões por crimes contra mulheres em 4 meses Relembre o casoAdson Gomes Miranda estava de folga e assistia ao desfile de trios elétricos no circuito Barra-Ondina, na orla da cidade, quando foi atingido por golpes de cassetete, murros e pontapés. A ação cometida por agentes do do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi filmada por uma testemunha. Mesmo depois que o homem caiu os militares não pararam e a agressão só foi encerrada depois que uma ambulante se aproximou e protegeu o investigador.Na decisão, a Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado e rejeitou a alegação de que os policiais teriam agido para apartar uma briga ou em legítima defesa, diante da ausência de provas. Foram considerados:o inquérito da Corregedoria da Polícia Militar;os laudos médicos que, além da perda dos dentes, atestaram fratura na face e lesão no olho esquerdo;o acompanhamento psiquiátrico;e o vídeo da agressão.Investigador citou racismo na épocaDias depois da agressão, Adson Gomes Miranda relatou a imprenda os momentos de tensão vividos. Na ocasião, ele apontou racismo na ação dos policiais militares."É por que eu sou rastafári? É por que eu sou negro? Eu não tenho direito de ir para festas, de curtir naquele local? O caso está repercutindo porque sou policial, mas quantos outros estão internados? [...] Se o negro não tem direito de ir para o Carnaval, baixem um decreto dizendo: 'só vai branco no carnaval da Bahia e negro a gente não tolera, vamos te bater e te matar'', desabafou em entrevista à TV Bahia na época. O investigador disse também que achou que iria morrer quando as agressões começaram. "Eles estavam atrás de mim, não vi que estavam passando. Depois que recebi a pancada, me virei para ver o que tinha acontecido, já que o tri-elétrico nem tinha passado ainda, não havia confusão. Ele me deu a segunda [pancada] e me empurrou. Eu pensei que ia morrer naquele momento", contou.A decisão que determina o pagamento da indenização ainda pode ser contestada por meio de recurso. Procurado pelo g1, o Governo da Bahia não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original.

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Corpos de Lewy e Alzheimer: entenda diagnóstico que afetava Patrick Stewart

O ator Patrick Stewart, astro de “X-Men”, morreu aos 86 anos após uma longa batalha contra o Alzheimer e uma demência chamada “Corpos de Lewy”. A confirmação da morte foi divulgada nesta quinta-feira (29) nas redes sociais do ator.

“Anunciamos com grande pesar o falecimento de Sir Patrick Stewart ontem em sua casa em Los Angeles, sob os cuidados amorosos de sua amada esposa Sunny, após uma breve e comovente jornada com a doença de Alzheimer e a demência corporal de Lewy”, cita um trecho do post.

As duas doenças atacam diretamente o cérebro e provocam neurodegeneração, com características muito semelhantes, mas não são a mesma coisa.

Segundo a ADI (Alzheimer’s Disease International), o Alzheimer é a causa mais comum de demência, representando cerca de 60% dos casos. Já a corpos de Lewy retrata de 10% a 15% dos casos no mundo.

O que são as doenças?

O Alzheimer é provocado por danos progressivos e pela morte das células cerebrais. Ela é pode causar diversos tipos de demência.

Já a Corpos de Lewy é um desses subtipos. Ela ocorre pelo acúmulo de depósitos anormais da proteína alfa-sinucleína no córtex cerebral. Esses depósitos são chamados de corpos de Lewy. Eles estão associados à perda de comunicação entre os neurônios, que pode comprometer funções como memória, aprendizado e movimentos.

As duas condições também podem afetar o paciente ao mesmo tempo, como no caso de Stewart. Nenhuma delas tem causa exata conhecida. No entanto, uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida estão associadas aos pacientes.

Veja a seguir:

Fatores de risco

  • Alzheimer: a idade é o principal fator de risco. Ter parentes com histórico da doença e o sedentarismo também podem aumentar a chance de desenvolvê-la.
    Demência com corpos de Lewy: costuma se manifestar após os 50 anos, não é considerada hereditária e não há relação direta com o estilo de vida.

Como elas se manifestam?

  • Alzheimer: perda de memória, dificuldade de comunicação, dificuldade para executar tarefas diárias e comprometimento do raciocínio.
  • Demência com corpos de Lewy: frequentemente confundida com o Parkinson, causa tremores, rigidez, lentidão, confusão mental, dificuldade de raciocínio, delírios, paranoia e dificuldade para se manter em pé.

Tratamento

Atualmente, nenhuma das duas doenças tem cura. Em geral, o tratamento busca preservar a qualidade de vida dos pacientes, com apoio psicossocial, terapia da fala para melhorar a comunicação e atividades de estímulo mental.

No caso da demência com corpos de Lewy, também há medicamentos usados no Parkinson que podem ajudar a melhorar funções cognitivas e dar mais autonomia ao paciente.

Alzheimer: doença vai além da perda de memória; saiba sinais

 

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Valencia convoca las ayudas de 500 euros por nacimiento, adopción o acogimiento en 2027

Las familias que hayan tenido o adoptado un hijo o que hayan acogido a un menor de edad podrán beneficiarse de las ayudas de 500 euros que el Ayuntamiento de Valencia ha vuelto a aprobar, en este caso para la convocatoria de 2027. La Junta de Gobierno local ha dado luz verde este jueves al programa de fomento de la natalidad y la conciliación familiar, que cuenta con un presupuesto de 1,5 millones de euros. Las ayudas van dirigidas a progenitores, adoptantes, personas acogedoras o tutoras y no estarán vinculadas al nivel de ingresos familiares, informaron fuentes municipales.

Tal como establecen las bases, la tramitación se realizará mediante procedimiento de concurrencia no competitiva, y la dotación tiene un carácter plurianual, distribuida entre los ejercicios 2027 y 2028. Entre las condiciones también figura que al menos uno de los beneficiarios, es decir, los progenitores, adoptantes o acogedores, sea vecino del municipio de Valencia y tenga una antigüedad mínima de cuatro años de empadronamiento ininterrumpido en la ciudad, contados desde el momento del nacimiento o desde el inicio de la convivencia en casos de adopción o acogimiento.

También será necesario que la persona menor de edad esté empadronada en el municipio de Valencia, salvo que concurran "circunstancias excepcionales que lo hagan imposible". La convocatoria se refiere a nacimientos, adopciones o acogimientos que se produzcan entre el 1 de enero de 2027 y el 31 de diciembre de ese año. En los casos de adopción, guarda con fines de adopción o situación equivalente en adopción internacional, la persona causante no podrá haber alcanzado los 18 años.

Estas ayudas son compatibles con otras subvenciones o ayudas que puedan concederse para la misma finalidad por otras administraciones públicas o por entidades públicas o privadas.

Plan de Igualdad

La Junta de Gobierno Local también aprobó el III Plan de Igualdad para empleados del Ayuntamiento de Valencia. El documento municipal, negociado y aprobado con los sindicatos en el marco de la negociación colectiva, establece un programa transversal que sitúa la igualdad de género como "eje en el conjunto de todas las áreas municipales", según informó el Consistorio.

El plan se estructura en una presentación inicial y cuatro apartados destinados a la descripción del marco aplicable, un resumen del diagnóstico inicial, los objetivos específicos y las medidas necesarias para su desarrollo así como un calendario de desempeño y temporización de medidas y unos indicadores de seguimiento para evaluar su ejecución.

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Venezuela designa nuevo canciller y nombra a Félix Plasencia director de Asuntos Internacionales de la Presidencia

El nuevo canciller es el hasta ahora viceministro de Exteriores para Europa y Norteamérica, Oliver Blanco. La primera misión de Félix Plasencia en su nuevo puesto será la recuperación del oro de Venezuela en Reino Unido.
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Cuauhtémoc Cárdenas: cinco momentos que cambiaron la historia política de México

 Cuauhtémoc Cárdenas en Ciudad de México, en febrero de 2022.

Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano fue heredero de uno de los presidentes más poderosos de la historia de México, Lázaro Cárdenas del Río. Al mismo tiempo, se convirtió en el líder histórico de la izquierda mexicana que luchó por romper el sistema político construido por el Partido Revolucionario Institucional (PRI), al que perteneció su padre. El ingeniero, como se le conocía, tres veces candidato presidencial, murió la noche de este miércoles a los 92 años, después de haber protagonizado un puñado de las transformaciones decisivas del país durante la segunda mitad del siglo XX.

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Angola y Rusia por promover intercambio académico e investigación

Luanda, 29 oct (Prensa Latina) Angola y Rusia suscribieron hoy memorandos de entendimiento para la cooperación en los ámbitos del intercambio académico, la investigación científica y la formación universitaria, como parte de las acciones al margen de la tercera Cumbre Rusia-África, en Moscú.

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Mélenchon y cuatro millones de visitas para publicación francesa

París, 29 oct (Prensa Latina) El líder de La Francia Insumisa (LFI), Jean-Luc Mélenchon, sabe cómo hacer las cosas, incluido cómo ganar hoy cuatro millones de visitas con una sola publicación en las redes, en esta ocasión con el tema de los videojuegos.

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Matadouro do Cachão recupera autonomia após anulação de insolvência

VTM

Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.

O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.

Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.

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Humanos cancelaram acidentalmente a próxima era glacial, mas isso não é motivo para comemorar, dizem os cientistas

Uma nova pesquisa revela que o encolhimento da camada de gelo no Ártico canadense conta uma história impressionante de como os humanos podem ter interrompido a próxima era glacial do planeta ao queimar combustíveis fósseis.

Há cerca de 20.000 anos, a outrora vasta Calota de Gelo Laurentide estendia-se do Círculo Polar Ártico até o sul de Illinois, chegando a ter até três quilômetros de espessura em alguns trechos. Tudo o que resta dela hoje é a Calota de Gelo Barnes, do tamanho do estado de Delaware, na Ilha de Baffin, no território canadense de Nunavut.

Há aproximadamente 2.000 anos, essa camada de gelo começou a se expandir lenta e constantemente. Seu crescimento marcou o início de um novo período de glaciação, comumente chamado de era glacial, de acordo com o novo estudo publicado na revista Science.

Mas por volta de 1960, à medida que as mudanças climáticas provocadas pelo homem elevaram as temperaturas de verão, a camada de gelo começou a encolher abruptamente.

“Estava apenas começando, tudo estava normal, a próxima glaciação estava prestes a acontecer e, no entanto, parou”, disse Nicolás Young, um dos autores do estudo e geoquímico do Observatório da Terra Lamont-Doherty, parte da Escola de Clima da Universidade Columbia. “É um exemplo muito forte de como desestabilizamos o sistema.”

Durante milhões de anos, o planeta passou por períodos de gelo e de transição para eras glaciais, impulsionado por mudanças na órbita da Terra, e a camada de gelo Laurentide frequentemente serve como ponto de partida.

Young e um grupo de cientistas queriam entender se a camada de gelo já havia sido menor do que é atualmente e depois se regenerado. É uma tarefa difícil, pois os vestígios geológicos são frequentemente apagados à medida que o gelo se regenera.

A Calota de Gelo Barnes, no entanto, está congelada em sua rocha matriz e não desliza, o que significa que preservou as plantas que sepultou durante seu crescimento. Os cientistas coletaram musgos mortos há muito tempo perto da borda da calota de gelo e os analisaram para descobrir quando estiveram vivos pela última vez. “Podemos, na verdade, rastrear a expansão da margem do gelo à medida que ela cobre progressivamente os musgos e os mata”, disse Young.

Eles também examinaram rochas próximas para descobrir há quanto tempo estavam livres de gelo, testando um isótopo radioativo raro que se acumula quando uma rocha é exposta ao ar.

Poças de água de degelo na superfície do lado sudoeste da Calota de Gelo Barnes em 12 de julho de 2026. • Observatório da Terra da NASA/Lauren Dauphin
Canais de água de degelo no lado nordeste da Calota de Gelo Barnes em 12 de julho de 2026. • Observatório da Terra da NASA/Lauren Dauphin

As técnicas os ajudaram a reconstruir um panorama do passado do gelo. Descobriram que a camada de gelo atingiu seu tamanho mínimo há cerca de 3.000 anos e, em seguida, começou a crescer novamente há aproximadamente 2.000 anos, em resposta a temperaturas mais frias.

Esse processo de regeneração glacial deveria ser considerado o início de uma nova era glacial, mas, segundo os autores do estudo, ele nunca ultrapassou a fase inicial antes de reverter seu curso na década de 1960. “Acreditamos que não seja coincidência que isso tenha ocorrido ao mesmo tempo em que lançamos uma quantidade extraordinária de gases de efeito estufa na atmosfera”, disse Young. A poluição climática “essencialmente sobrepujou” os outros mecanismos que “tentam resfriar essa região”, acrescentou.

Meredith Kelly, professora de ciências da Terra no Dartmouth College, que não participou do estudo, afirmou que a pesquisa aplica técnicas, incluindo “uma nova datação por radiocarbono de plantas”, para traçar um panorama preciso do avanço e recuo da calota polar.

Ela acrescentou que a conclusão de que o avanço da Calota de Gelo Barnes sugere o início de uma era glacial pode estar correta, mas uma comparação com geleiras em outras regiões que também estavam avançando em um período semelhante ajudaria a entender melhor os mecanismos envolvidos.

Andrey Ganopolski, físico do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, afirmou que já foram realizadas muitas pesquisas sobre se a poluição por carbono pode atrasar significativamente o início da próxima era glacial.

Mas, acrescentou, outros estudos de modelagem, incluindo o seu próprio, concluem que a próxima era glacial não deverá ocorrer antes de cerca de 50.000 anos mesmo sem o aquecimento global. O crescimento da Calota de Gelo de Barnes “é insuficiente para sustentar a conclusão de que um novo ciclo glacial já tenha começado e sido posteriormente interrompido”, afirmou.

Young e seus coautores, no entanto, argumentam que o primeiro recrescimento da camada de gelo Laurentide já marca o início de uma era glacial e que não precisamos esperar pela formação de enormes camadas de gelo para declarar que uma era começou.

As descobertas também lançam nova luz sobre um período controverso da década de 1970, quando alguns cientistas sugeriram que o mundo poderia estar entrando em uma nova era glacial, disse Young. Essa ideia foi repercutida pela mídia, incluindo um artigo agora infame na Newsweek com a manchete “O Mundo em Resfriamento”, que alertava para uma crise alimentar à medida que o mundo esfriava.

É um período que os céticos e negacionistas das mudanças climáticas frequentemente usam para desacreditar os cientistas, acusando-os de alarmismo e informações incorretas. Mas Young acredita que a nova pesquisa sugere que eles estavam certos, que “uma nova glaciação de fato havia começado; estava apenas começando, e agora parou”.

Young alertou que o estudo não deve ser interpretado como uma sugestão de que o aquecimento global “salvou a humanidade de uma era glacial”.

Períodos de glaciação ocorrem em escalas de tempo muito longas. Levaria milhares de anos para que a camada de gelo atingisse um tamanho que afetasse o cotidiano das pessoas, disse ele.

Em vez disso, as descobertas revelam o quão profundamente os humanos desequilibraram os sistemas da Terra. Não apenas evitamos esta era glacial, disse Young, mas “provavelmente adiamos qualquer possibilidade de outra glaciação futura por um longo, longo tempo”.

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Autarquia disponibiliza Cartão Digital do Munícipe

VTM

Em comunicado, a autarquia explica que com esta medida, Sabrosa “integra o grupo dos primeiros municípios” a nível nacional a disponibilizar o cartão do munícipe na aplicação GOV.PT, numa solução que “visa simplificar o dia a dia dos mesmos, uma vez que este pode ser utilizado, de forma válida e oficial, em várias finalidades e necessidades”.

Fonte da câmara municipal explicou à VTM que um dos maiores benefícios “é poder ser usado como atestado de residência”, evitando deslocações aos serviços para solicitar este documento.

Acrescentou ainda que o município de Sabrosa é um dos primeiros a implementar este cartão, que poderá vir a ser muito útil para os utilizadores.

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‘Ela poderia ter se safado do assassinato’: A ciência perigosa por trás da Rainha do Crime

Antes de Agatha Christie se tornar uma das autoras mais vendidas de todos os tempos, ela trabalhou em uma farmácia em sua cidade natal, Torquay, na Inglaterra, a serviço de alguém a quem ela se referiu em suas memórias apenas como Sr. P.

O Sr. P carregava um pedaço escuro de curare no bolso — um veneno que pode paralisar e matar rapidamente. Ele andava com ele porque o fazia “sentir-se poderoso”, escreveu ela em “Agatha Christie: Uma Autobiografia”. Christie não pôde deixar de notar que, apesar da “aparência angelical” do Sr. P, tais comportamentos poderiam torná-lo um “homem perigoso”.

Em outra ocasião, a mente perspicaz de Christie percebeu um erro que o Sr. P cometeu enquanto lhe mostrava como infundir medicamentos em supositórios, adicionando inadvertidamente 10 vezes a dosagem necessária.

Ao perceber que o Sr. P não daria ouvidos a uma “menininha” que lhe apontasse o erro, Christie teve a ideia genial de derramar o remédio no chão e “pisá-lo com força” para impedir que a droga perigosa fosse colocada nas prateleiras da loja, como ela relatou em suas memórias.

A faísca para os envolventes romances policiais de Christie surgiu nesse ambiente inesperadamente sinistro, enquanto a Primeira Guerra Mundial assolava o mundo. Ao longo de sua vida, ela desenvolveu um profundo conhecimento da ciência dos venenos, o que a ajudou a deixar um legado duradouro no mundo literário e além.

Após deixar a loja do Sr. P, Christie começou a se formar como farmacêutica no hospital de Torquay em 1916. Foi então que a semente de uma história começou a germinar em sua mente. Um livro didático chamado “The Pharmaceutical Pocket Book — for Practitioners & Students” (O Manual de Bolso Farmacêutico — para Profissionais e Estudantes), que ela leu em preparação para seus exames, inspirou a arma do crime em seu romance de estreia de 1920, “The Mysterious Affair at Styles” (O Misterioso Caso de Styles): estricnina, uma neurotoxina antes usada em doses mínimas como estimulante, combinada com outras drogas para matar a vítima.

Agora, os visitantes podem ver seu exemplar pessoal do livro de bolso — com manchas misteriosas e a inscrição “A. Christie” rabiscada no canto superior direito — em uma nova exposição intitulada “ Agatha Christie: Um Mundo de Mistério ”.

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Exemplar do livro didático que Christie usou durante seu treinamento como auxiliar de farmácia na Primeira Guerra Mundial • The Christie Archive Trust

A exposição, que será inaugurada em 30 de outubro na Biblioteca Britânica em Londres, marca a primeira vez que o pequeno livro e muitos dos mais de 200 itens compartilhados por sua família e fundação serão exibidos ao público, afirmou a curadora principal da exposição, Lucy Rowland.

O livro didático foi um dos muitos artefatos que revelaram a quantidade de pesquisa que Christie realizou em seu trabalho — e uma prova tangível de que a autora tinha um profundo conhecimento de medicamentos e misturas químicas mortais, disse Rowland.

As descrições precisas de venenos feitas por Christie, que servem como arma do crime em 41 de seus 66 romances policiais, ainda são válidas hoje em dia.

“Era muito fácil ler Christie na adolescência sem perceber que estava aprendendo ciência”, disse a Dra. Kathryn Harkup, ex-química e autora de “A de Arsênico: Os Venenos de Agatha Christie”. “É a comunicação científica disfarçada em seu auge. A trama, a habilidade técnica necessária para transmitir ideias científicas complexas de uma forma imperceptível — meu Deus, isso é um talento.”

E suas histórias de mistério e assassinato, baseadas em princípios científicos, podem até ter ajudado a solucionar crimes reais: seus primeiros trabalhos com o Sr. P, em particular, inspiraram diretamente obras posteriores que poderiam ter evitado casos de envenenamento.

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Christie aparece vestindo seu uniforme de enfermeira do Destacamento de Auxílio Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial • The Christie Archive Trust

Christie por trás da fachada

Christie continua sendo a rainha indiscutível do crime 50 anos após sua morte — e uma espécie de enigma.

Publicamente, Christie manteve-se humilde, referindo-se a si mesma como uma “máquina de salsichas”, com a expectativa de produzir um sucesso atrás do outro para suas editoras.

“Tudo isso faz parte da construção dessa persona que não ameaça nem assusta o público”, disse a Dra. Jamie Bernthal-Hooker, especialista em Christie e professora visitante de inglês e escrita criativa na Universidade de Suffolk, no Reino Unido. “Mesmo hoje, as pessoas têm medo de mulheres inteligentes e poderosas. Eu gosto de dizer que sua maior criação ficcional foi Agatha Christie.”

Novas pesquisas, como a exposição da Biblioteca Britânica, estão proporcionando novas perspectivas sobre a mulher aventureira que acompanhou as mudanças radicais de sua época, de 1890 a 1976.

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A exposição inclui vislumbres surpreendentes da vida de Christie, incluindo sua paixão pelo surfe • The Christie Archive Trust

“Durante os primeiros 11 anos de sua vida, a Rainha Vitória estava no trono”, disse o Dr. Mark Aldridge, historiador de Agatha Christie e professor associado de história do cinema na Universidade de Southampton Solent, no Reino Unido. “Quando ela começou a escrever seus livros no final da década de 60, presenciou a chegada do homem à Lua. Sempre defendi que, se ela tivesse vivido mais alguns anos e assistido a ‘Guerra nas Estrelas’ em 1977, teria escrito ‘Assassinato no Espaço’, porque adorava novidades.”

Embora Christie não tivesse uma educação formal, sua curiosidade e natureza observadora guiavam sua visão de mundo. Ela também tinha uma imaginação vívida, provavelmente por vir de uma família de contadores de histórias que adoravam viajar, disse seu bisneto James Prichard, presidente e CEO da Agatha Christie Limited, empresa que administra os direitos de suas obras. Literatura, teatro e ópera alimentaram ainda mais seu interesse em criar suas próprias histórias.

Páginas do álbum de fotos de Christie registram sua viagem ao Cairo, Egito, como debutante, entre 1907 e 1908 • The Christie Archive Trust

Antes de se tornar uma autora publicada e trabalhar em farmácia, Christie começou como enfermeira voluntária aos 24 anos, tratando soldados feridos no Hospital da Cruz Vermelha de Torquay em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial. Com o marido lutando na guerra, Christie sentiu-se motivada a ajudar da maneira que pudesse.

Ela teve que aprender na prática, passando rapidamente de enrolar ataduras a cuidar de soldados feridos. Christie admite em suas memórias que se sentiu “envergonhada” por ter desmaiado ao ver sangue e ferimentos na primeira vez que presenciou uma cirurgia, mas isso não se repetiria. Christie aprendeu a se fortalecer e desviava o olhar durante as incisões com bisturi.

Ela gostava tanto de enfermagem que Christie refletiu que, se não tivesse se casado, provavelmente teria se “formado como enfermeira de hospital de verdade” depois da guerra. Em 1916, ela mudou de rumo e passou a aprender a preparar medicamentos para ajudar a farmácia, que estava com falta de pessoal.

As percepções de Christie, fruto de suas ricas experiências de vida, são sutilmente, mas com maestria, entrelaçadas em seus romances e ajudaram a consolidar a autora como uma gênia à frente de seu tempo.

Especificamente, Christie aprimorou sua atenção aos detalhes durante seu extenso treinamento em farmácia para o Exame de Assistente da Sociedade de Boticários em 1917. Certa noite, após acordar em pânico, ela correu de volta para a farmácia do Hospital Torquay, preocupada por ter contaminado acidentalmente uma pomada durante os preparativos da tarde. Ela verificou cada pote de pomada para ter certeza, de acordo com suas memórias.

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Anotações de estudo de Christie para seu exame de farmácia, realizado em 1917 • The Christie Archive Trust

Essa experiência em primeira mão se manifesta em seu romance de estreia, “The Mysterious Affair at Styles”, quando a personagem Cynthia Murdoch, uma voluntária da farmácia, diz: “Se vocês soubessem como é fatalmente fácil envenenar alguém por engano, não fariam piada com isso.”

Caneta envenenada

Christie percebeu que havia uma linha tênue entre a natureza benéfica e prejudicial dos medicamentos. Medir ou misturar um medicamento incorretamente poderia transformar uma cura que salva vidas em uma substância letal, como os visitantes da exposição podem constatar ao percorrerem uma simulação de farmácia.

Em exposição, um poema de 1925 escrito com tinta azul, intitulado “Na Farmácia”, também reflete seus pensamentos sobre esse equilíbrio perigoso: “Aqui há ameaça, assassinato e morte súbita — nestes frascos verdes e azuis”.

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A exposição apresenta frascos de diferentes medicamentos que, na época de Christie, poderiam facilmente ser considerados venenos se usados ​​de forma inadequada ou em altas doses • Grupo do Museu de Ciências

Como escritora de ficção, Christie não era obrigada a ser precisa, mas se esforçava muito para evitar erros em suas obras — e essa expertise transparecia em sua escrita sem floreios adicionais. Outras autoras contemporâneas de romances policiais, como Dorothy L. Sayers, frequentemente incluíam detalhes supérfluos para demonstrar que haviam feito a pesquisa necessária, mas Christie não, disse Harkup.

A crítica ao primeiro romance de Christie que mais a agradou foi publicada no “The Pharmaceutical Journal”, que celebrou seu conhecimento e uso da estricnina, em vez de substâncias fictícias e indetectáveis ​​que eram frequentemente culpadas por crimes em outras histórias. “A senhorita Agatha Christie sabe o que faz”, escreveu o crítico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Christie — que já era uma autora bastante conhecida — voltou a estudar para trabalhar na farmácia do University College London, onde o farmacêutico-chefe Harold Davis sugeriu o uso de tálio como veneno em um de seus romances.

Christie e seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, são vistos a bordo de um barco a vapor no Nilo em 1931 • The Christie Archive Trust

Christie associou a recomendação às suas observações anteriores sobre o Sr. P, que serviu de inspiração para o farmacêutico nefasto em seu romance de 1961, “O Cavalo Pálido”.

A trama gira em torno da ciência versus superstição, disse Aldridge, da Universidade de Southampton Solent, que analisou o livro com o também escritor e podcaster Gray Robert Brown em um podcast e no livro a ser lançado ” The Swinging Christies “. A vítima em “O Cavalo Pálido” parece ter sido amaldiçoada por bruxas, mas, atenção para o spoiler, na verdade é morta lentamente com um veneno incomum: o tálio.

Apelidada de “veneno do envenenador”, essa substância tóxica insípida e inodora age lentamente e imita o potássio no corpo, tornando-a difícil de detectar — até que seja tarde demais.

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Christie auxiliou Mallowan em suas escavações na Síria e no Iraque, aprendendo fotografia para documentar artefatos • The Christie Archive Trust

No livro, duas mulheres brigam e chegam a puxar os cabelos uma da outra. Uma delas perde uma grande quantidade de cabelo pela raiz — e morre pouco depois. É uma pista sobre os acontecimentos sinistros do romance e o culpado: o envenenamento por tálio causa queda de cabelo.

O uso que Christie faz do tálio no romance é tão preciso que lhe é atribuído o mérito de ter salvado a vida de duas pessoas.

Ela recebeu, por exemplo, uma carta em 1975 de uma jovem da América do Sul, que disse que a leitura de “O Cavalo Pálido” a levou a perceber que um conhecido estava sendo envenenado lentamente pela esposa, disse Harkup.

“Mas disto tenho absoluta certeza: se eu não tivesse lido O Cavalo Pálido e, assim, aprendido sobre os efeitos do envenenamento por tálio, X não teria sobrevivido”, diz a carta, citada no livro de Harkup, “A de Arsênico”. “Foi apenas a medicação imediata que o salvou; e os médicos, mesmo que ele tivesse ido ao hospital, não teriam descoberto a tempo qual era o problema.”

Após a morte de Christie, uma enfermeira londrina chamada Marsha Maitland, que também leu o romance, conseguiu identificar os sintomas de envenenamento por tálio em uma criança doente de 19 meses em 1977.

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Christie, vista aos 50 anos, acompanhou as mudanças do mundo ao seu redor • The Christie Archive Trust

A jovem que adoeceu misteriosamente foi levada para Londres, onde Maitland sugeriu que os estranhos sintomas coincidiam com os descritos em “O Cavalo Pálido”. A presença de tálio, um ingrediente de um inseticida usado para matar pragas na casa da criança, foi confirmada por meio de exame de urina — a bebê o havia ingerido acidentalmente. Com o tratamento, a criança se recuperou completamente em quatro meses.

Os médicos que acompanharam o bebê publicaram um artigo sobre o caso ainda naquele ano, que incluía um agradecimento que dizia: “Somos gratos à falecida Agatha Christie por suas excelentes e perspicazes descrições e à enfermeira Maitland por nos manter atualizados sobre a literatura.”

Um gênio discreto

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A máquina de escrever Remington de Christie, de 1937, funcionava como um laptop, permitindo que ela escrevesse a partir de sítios arqueológicos • The Christie Archive Trust

Após a Segunda Guerra Mundial, Christie nunca mais trabalhou em uma farmácia, mas manteve-se atualizada com o mundo da medicina, que mudava rapidamente, por meio da leitura e da comunicação com um impressionante grupo de especialistas. Suas histórias na década de 1960 chegaram a mencionar drogas recreativas cada vez mais populares.

“Ela sabe o que está fazendo. Ela poderia ter se safado do assassinato se quisesse”, disse Aldridge.

Em vez de depender de pistas que são silenciosamente reunidas fora das páginas ou dentro da mente de um detetive como Sherlock Holmes, os leitores de Christie sempre têm à disposição todos os fatos necessários para solucionar o caso.

“Ela sempre joga limpo com seus leitores, só que em um nível diferente do nosso, meros mortais”, disse Harkup. “Você deveria ser capaz de decifrar. Mas provavelmente não vai.”

Seus crimes são higienizados — raramente se mencionam fluidos corporais em suas páginas. Mas o veneno, que tantas vezes serviu como arma letal em seus livros, forneceu a Christie um intrigante arsenal literário para assassinos.

“Sentar, pensar, planejar, adquirir e administrar um veneno, e depois esperar que ele faça efeito, é um nível extra de maldade que, acredito, nos fascina”, disse Harkup.

Na prosa aparentemente simples de Christie, escondem-se indícios de quão profundamente ela compreendia as melhores e piores nuances da natureza humana, explicou a Dra. Michelle Kazmer, reitora da Faculdade de Comunicação e Informação e professora da Escola de Informação da Universidade Estadual da Flórida.

“Agatha Christie tinha muito a dizer sobre os grandes conceitos do que significa ser humano e, de uma forma multifacetada, abordou questões de amor, justiça, bem e mal”, disse Kazmer, que também estudou a obra de Christie.

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De acordo com o Guinness World Records, Christie é reconhecida como a autora mais traduzida de todos os tempos • The Christie Archive Trust

Ao lado de seus cenários de envenenamento cientificamente plausíveis, inúmeros médicos e farmacêuticos aparecem nos romances de Christie — às vezes como vítimas, outras vezes como assassinos — mostrando como seus primeiros contatos com o mundo da medicina nunca saíram de sua mente.

“Você não é bom nessas coisas a menos que tenha algum tipo de interesse”, disse Prichard, bisneto de Christie. “Não acho que ela tenha entrado no hospital no início da Primeira Guerra Mundial sabendo que se interessaria por isso, mas acho que esse interesse cresceu. E permaneceu com ela por toda a vida.”

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Motivación racista y emblemas de extrema derecha: las revelaciones del fiscal sobre el tirador de Trappes

Este jueves 29 de octubre, el fiscal antiterrorista de Francia, Olivier Christen, explicó que el autor del tiroteo –que mató a una persona e hirió a otras siete el pasado viernes– reconoció que el objetivo de sus disparos eran "musulmanes, africanos o norte-africanos". Las pesquisas han arrojado que el hombre de 39 años tuvo un "alto nivel de preparación" antes del ataque y que contaba en su vivienda con pegatinas de apoyo a la extrema derecha, aunque él aseguró no militar con ningún partido.

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Ecuador supera 43 mil casos de dengue en 2026

Quito, 29 oct (Prensa Latina) Ecuador registró 43 mil 450 casos de dengue hasta el 24 de octubre de 2026 en medios de las lluvias intensas que persisten hoy fundamentalmente en zonas de la costa asociadas al impacto del fenómeno de El Niño.

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Boulos: Quem defende que Lula faça ajuste fiscal não entendeu eleição

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, rebateu nesta quinta-feira (29) falas de que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria que fazer um ajuste fiscal no próximo mandato com cortes de gastos em políticas sociais.

Em publicação no X (Antigo Twitter), Boulos afirmou que quem defende a ideia “não entendeu nada do que foi essa eleição”.

Na sequência, ele declarou que “o Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular”, em referência à proposta do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), que prometia um corte de R$ 200 bilhões se eleito.

“Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular. O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!”, disse o ministro.

Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição. O Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular. O candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA. A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) October 29, 2026

A área fiscal deve ser um dos principais desafios do próximo mandato do petista, que tem início em 5 de janeiro de 2027. O equilíbrio fiscal das contas, assim como o orçamento para previdência social e endividamento das famílias, são alguns dos itens que o governo deverá enfrentar.

Além das políticas sociais já existentes e que são defendidas pelo governo de Lula, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, durante a campanha, o político apresentou outras medidas para o quarto mandato, como a extensão do programa Pé-De-Meia para alunos universitários, além da manutenção e expansão do Minha Casa Minha Vida e a criação do Pix MEI.

Assim como Boulos, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) apoiou a ideia de ajuste fiscal, mas rejeitou a hipótese de que essa medida gere cortes nesses programas. Em entrevista à CNN Brasil na quarta-feira (28), Tebet falou que o país possui muita “gordura” para cortar, como as renúncias fiscais.

A ex-ministra também defendeu a criação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para contenção de gastos. Segundo ela, o governo precisa aproveitar o final da atual legislatura para analisar e aprovar a pauta.

“E aí, o que eu acho mais importante é que a janela de oportunidade é agora. Agora precisamos da PEC da contenção de gastos, naquilo que precisa ser cortado sem reduzir benefícios sociais”, declarou.

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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Dispositivo policial reforzado para movilizaciones en Francia

París, 29 oct (Prensa Latina) Francia vuelve a blindarse con 70 mil efectivos de diferentes unidades de la policía y seguridad, de acuerdo con lo anunciado hoy por el ministro del Interior Laurent Nuñez, quien prometió “firmeza absoluta” para mantener el orden.

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Homem descumpre medida protetiva e agride ex-mulher na Estrada das Barreiras

Um homem identificado como Ronaldo é suspeito de agredir a ex-companheira na manhã desta quinta-feira, 29, na Estrada das Barreiras, em Salvador. Conforme as informações iniciais, ele teria tentado se aproximar da ex-esposa, apesar de uma medida protetiva. Após a suposta agressão, o homem teria tentado fugir, mas foi contido por pessoas que estavam no local. A situação provocou uma confusão, e o suspeito passou a ser alvo de agressões por parte de populares. Leia Também: POLÍCIA TSE decide que agressão a mulher gera inelegibilidade para candidatos OPERAÇÃO MULHER SEGURA Bahia tem mais de 600 prisões por crimes contra mulheres em 4 meses OPERAÇÃO KRAMPUS NARCO Tráfico de cocaína e armas em Salvador tem R$ 10 milhões bloqueados Em contato com o portal A TARDE, a Polícia Militar da Bahia informou que equipes foram acionadas para verificar uma ocorrência de linchamento contra um homem suspeito de agredir uma mulher. Ao chegarem, os policiais intervieram, mas os envolvidos nas agressões conseguiram fugir.Após a intervenção, o suspeito e a vítima foram encaminhados à Casa da Mulher Brasileira para o registro formal da ocorrência e a adoção das medidas legais cabíveis.Até o momento, as informações divulgadas pela Polícia Militar não detalham o estado de saúde dos envolvidos nem confirmam oficialmente o eventual descumprimento da medida protetiva.Confira o vídeo: 

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Financial Times rejects Nordic demands to correct Putin call story – media

RT | October 29, 2026

The Financial Times has refused to correct an anonymously sourced article about a recent phone call between Russian President Vladimir Putin and the leaders of Norway and Finland, despite objections from both Nordic governments, according to media reports.

Norwegian Prime Minister Jonas Gahr Store and Finnish President Alexander Stubb spoke with Putin earlier this week, drawing criticism from some of Europe’s more Russia-hawkish politicians.

The British newspaper claimed that Putin spent much of the conversation “lecturing” the Nordic leaders on “medieval Slavic history” and its relevance to the Ukraine conflict, rather than discussing ways to end the hostilities. Citing three anonymous sources described only as “familiar with the conversation,” the FT portrayed the Russian president as “fixated” on history.

Store’s government told Norwegian daily Verdens Gang (VG) that the characterization was inaccurate and that Finland had contacted the FT on behalf of both countries to challenge its account, the newspaper reported on Thursday. Finnish media also covered the joint objection, with the newspaper Helsingin Sanomat citing its own sources to dispute the British paper’s description of the call.

Putin’s foreign policy adviser Yury Ushakov said later in the day that the FT article is “some invented information, or rather disinformation” and that the Nordic leaders were correct to call out the publication.

The FT, however, rejected the request, telling VG that it stood by its reporting.

Its article, published on Tuesday, was written by three journalists.

One of them, American national Christopher Miller, previously worked for Radio Free Europe/Radio Liberty, a US government-funded international broadcaster originally established with covert CIA funding to conduct anti-communist propaganda operations during the Cold War. Miller went to Ukraine in 2010 as a volunteer with the US Peace Corps.

His co-authors, Max Seddon and Henry Foy, head the FT’s bureaus in Moscow and Brussels, respectively.

Last week, the newspaper published a lengthy article by Seddon titled “The Putin whisperers,” recounting a dramatic but difficult-to-verify story of American and German nationals attempting to avert a “nuclear Armageddon” through backchannel diplomacy with Moscow.

Foy, meanwhile, broke a story in 2025 alleging that a plane carrying European Commission President Ursula von der Leyen had experienced suspected Russian GPS jamming. The FT journalist was himself aboard the aircraft when it landed in Bulgaria, as he subsequently revealed on the newspaper’s podcast. His original report, citing anonymous officials, suggested Russia may have deliberately targeted the top EU executive with electronic interference.

Key elements of the story were challenged almost immediately by flight-tracking service Flightradar24. Bulgarian authorities subsequently debunked the core claims relayed by FT.

Despite the discrepancies, the FT insisted it stood by its reporting. Foy did not respond to requests for comment from fellow journalists who questioned the account.

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