❌

Reading view

La Guardia Civil investiga en qué circunstancias se produjo el error humano del accidente de Urda

La investigación sobre el accidente ferroviario de Urda (Toledo) que el pasado miércoles les costó la vida a, al menos, 69 personas está aún en una fase muy inicial. Aunque los indicios apuntan a un supuesto error humano ―recalcado por el ministro de Transportes, Óscar Puente, en su primera comparecencia a la prensa horas después del siniestro―, la Guardia Civil aún considera que quedan numerosos interrogantes por despejar para determinar qué ocurrió y por qué. Entre ellos, las circunstancias en que se produjo, precisamente, ese fallo “inverosímil”, como lo tildó Puente, que llevó a un operario del Centro de Regulación y Control (CRC) de Adif en Madrid-Puerta de Atocha a autorizar al tren AVE de Renfe continuar la marcha “con normalidad” pese a que había otro convoy parado en la misma vía unos kilómetros más adelante y contra el que terminó chocando.

Seguir leyendo

© J.J.Guillen (EFE)

Agentes de la Guardia Civil inspeccionan las vías este jueves en Urda (Toledo), donde un Ave de Renfe colisionó con un tren Iryo.
  •  

Câmara da Amadora aprova protocolo para estudos do Metrobus entre Oeiras e Lisboa

✇ECO
By: Lusa

A Câmara Municipal da Amadora vai celebrar um protocolo com os municípios de Lisboa e Oeiras para desenvolver os estudos e projetos do Metrobus, um sistema de transporte público com autocarros elétricos em corredor dedicado, informou a autarquia esta quinta-feira.

A proposta de celebração deste protocolo foi aprovada na última reunião do executivo da Amadora e inclui também a Carris e a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira (PS), explicou que este acordo de cooperação intermunicipal visa criar condições para a implementação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT), que pretende ligar zonas residenciais e empresariais dos concelhos da Amadora, Lisboa e Oeiras.

“Este traçado já existe desde 2002 e é uma ligação essencial entre a linha de Cascais e a linha de Sintra”, sublinhou Vítor Ferreira.

Segundo o autarca socialista, “não existe atualmente um sistema de transporte pesado que ligue diretamente as duas linhas ferroviárias“, pelo que o Metrobus poderá reforçar a articulação da rede de transportes na zona ocidental da Área Metropolitana de Lisboa.

O projeto prevê um corredor em sítio próprio, servido por autocarros totalmente elétricos, com um traçado entre Algés, no concelho de Oeiras, e a estação da Reboleira, na Amadora. Está também prevista uma ligação à zona da Buraca e à estação de Benfica, com acesso ao Colégio Militar, já no concelho de Lisboa.

Nesse sentido, segundo indicou Vítor Ferreira, no concelho da Amadora, o percurso do Metrobus deverá servir áreas residenciais e empresariais, incluindo zonas de Alfragide, Buraca e Venda Nova, permitindo ligações a interfaces de transporte público.

Este traçado já existe desde 2002 e é uma ligação essencial entre a linha de Cascais e a linha de Sintra.

Vítor Ferreira

Presidente da Câmara Municipal da Amadora

 

O autarca explicou que, nesta fase, o protocolo abrange o planeamento e a conceção técnica do projeto, incluindo estudos de procura, circulação e tráfego, impacto socioambiental e viabilidade da inserção urbana, bem como a preparação dos anteprojetos e projetos de execução.

“Aquilo que nós já temos bastante avançado é a inserção do traçado deste sistema no território da Amadora. Como deve calcular, influencia muito aquilo que é a área da superfície, com questões de estacionamento, com questões de alargamento de vias, com questões de paragens”, apontou.

Em julho do ano passado, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou um investimento de 93,5 milhões de euros para ligar os concelhos de Oeiras e Lisboa por Metrobus, a partir de 2028.

Em causa está uma ligação Algés–Benfica e outra Algés-Alcântara, sendo as novas ligações feitas em canal dedicado, num traçado de 21 quilómetros, com 29 paragens.

  •  

Três municípios unem-se para avançar com Metrobus

Protocolo aprovado pela Câmara da Amadora envolve também a Carris e a TML. O projeto prevê um corredor dedicado entre Algés e a estação da Reboleira.

© JOSÉ COELHO/LUSA

O projeto prevê um corredor em sítio próprio com um traçado entre Algés, no concelho de Oeiras, e a estação da Reboleira, na Amadora
  •  

O maquinista e fotógrafo que morreu a tentar travar comboio

Antonio nasceu rodeado de comboios, fotografou-os e morreu a tentar travar um. "A beleza é passageira, passageira num comboio": resumia assim a relação fotografia-caminhos de ferro. Tinha 36 anos.

© Reprodução X / @KtoUmarl

Além da profissão e da fotografia, Antonio Acedo tinha interesses políticos
  •  

15h. MNE confirma possível cidadão português desaparecido

Paulo Rangel diz que vai ser preciso esperar pelo trabalho de identificação das vítimas do acidente. Ainda, Banco Central Europeu decidiu não mexer nas taxas de juro.

  •  

14h. Acidente Espanha. Português pode estar desaparecido

A informação está a ser avançada pela SIC. O Ministério dos Negócios Estrangeiros diz ao Observador que não há confirmação oficial de ligação ao acidente. Ainda, BCE decide manter as taxas de juro.

  •  

“Inexplicável”: 69 mortos, duplo erro humano e uma cadeia de segurança que falhou em Toledo

A tragédia de Toledo não teve uma causa, mas várias: um sistema de segurança que caiu, um controlador que mandou avançar quem devia estar parado e uma sucessão de avisos ignorados. Um dia depois da colisão entre comboios em Toledo, os primeiros dados da investigação já permitem reconstruir grande parte do que correu mal. A avaria de um sistema de segurança, uma ordem errada no centro de controlo e avisos que não chegaram a travar o comboio formam a sequência que matou pelo menos 69 pessoas. O ministro dos Transportes espanhol fala num acidente “verdadeiramente inverosímil” e numa decisão “inexplicável”.

  •  

Governo anuncia apoio de 16 mil euros a famílias carenciadas para comprar carro elétrico

O Governo anunciou novos apoios à aquisição de veículos elétricos destinados às famílias economicamente mais vulneráveis, com uma comparticipação que poderá atingir 80% do valor de aquisição. A medida deverá abranger cerca de 20 mil veículos e integra a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027). O anúncio foi feito esta quarta-feira pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, durante o debate parlamentar na generalidade sobre a proposta do OE2027. O preço de aquisição do automóvel não poderá ultrapassar os 15 mil euros, excluindo o IVA. Caso seja abatido um veículo a combustíveis fósseis, o

  •  

TGV leva a declarar utilidade pública para expropriações em Ovar e na Feira

O Governo declarou hoje a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações necessárias à Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Porto (Campanhã) e Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro), onde as obras arrancaram há cerca de duas semanas.

O despacho da Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, foi hoje publicado no Diário da República (DR) e diz respeito a expropriações nos concelhos de Ovar e Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

O documento “declara a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações dos bens imóveis e direitos a eles inerentes necessários à execução do «Troço Porto (Campanhã)-Aveiro (Oiã) ― Subtroço 3, da Linha Ferroviária de Alta Velocidade”.

No despacho, o secretário de Estado das Infraestruturas também autoriza a AVAN Norte – Gestão da Alta Velocidade, S. A. a tomar posse administrativa das parcelas, “dado o caráter de urgência da expropriação, atendendo ao interesse público subjacente à célere e eficaz execução da obra projetada, no intuito de melhor servir os cidadãos a quem este investimento público se destina”.

O secretário de Estado determina também que os encargos com as expropriações em causa sejam suportados pela concessionária AVAN Norte – Gestão da Alta Velocidade, S. A., “para os quais atesta dispor de cobertura financeira assegurada através de garantias bancárias e outros instrumentos de financiamento”.

O ministro das Infraestruturas e Habitação assinalou a 12 de outubro, em Aveiro, o arranque da empreitada do troço Porto-Oiã, integrado no TGV Porto-Lisboa.

O troço Porto-Oiã (71 quilómetros) da linha de alta velocidade Porto-Lisboa diz respeito ao lote A da primeira fase da construção da linha, que inclui também o lote B (Oiã – Soure), ainda por adjudicar, e a segunda fase (Soure – Carregado), que aguarda lançamento do concurso público.

O primeiro troço Porto-Oiã é construído pelo consórcio AVAN Norte (Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto), tendo a primeira fase da empreitada da linha como prazo de conclusão 2030 e a segunda 2032.

O contrato de concessão do troço Porto-Oiã, que terá um custo a rondar os dois mil milhões de euros, foi assinado em 29 de julho de 2025 e beneficia de 875 milhões de euros de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de 480 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa (‘Connecting Europe Facility’ 2).

A 01 de outubro, foi publicada em Diário da República a declaração de utilidade pública, com caráter de urgência, da expropriação de 1.076 parcelas de terreno necessárias à execução deste troço, nos municípios de Oliveira do Bairro, Aveiro e Albergaria-a-Velha.

A AVAN fica autorizada a tomar posse administrativa das referidas parcelas ficando responsável pelos encargos com as expropriações.

Em 15 de setembro, fonte da AVAN adiantou que os trabalhos preparatórios para a construção do troço Porto-Oiã iriam arrancar no final do mês, com a montagem do estaleiro da ponte Rio Largo e da ponte Rio Vouga.

A linha deverá ligar Porto e Lisboa numa hora e 15 minutos em 2032, com paragens possíveis em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria, e Porto a Vigo (via aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença) em 50 minutos, em 2032.

  •  

Taiwan responsabiliza China por encerramento temporário do espaço aéreo paquistanês

Taiwan afirmou hoje que o Paquistão encerrou temporariamente o espaço aéreo a voos de passageiros e de carga de companhias aéreas taiwanesas e acusou a China de estar por detrás desta medida sem precedentes.

“Suspeitamos claramente que a China está por detrás disto”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês, Chen Ming-chi, citado pela agência France Presse, depois de confirmar que o Paquistão encerrou e posteriormente reabriu o espaço aéreo às companhias aéreas de Taiwan.

A China Airlines e a Eva Air sobrevoam habitualmente o Paquistão nas rotas que ligam a Ásia à Europa.

No entanto, no último fim de semana, as duas companhias começaram a alterar os trajetos dos voos com destino à Europa, optando por rotas mais a sul, sobre o Golfo, ou mais a norte, sobre a Rússia, segundo dados de acompanhamento de voos.

Contactadas pela agência francesa, nenhuma das duas companhias confirmou o encerramento ou a posterior reabertura do espaço aéreo paquistanês.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, que pretende reunificar com o restante território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim não exclui o recurso à força para alcançar esse objetivo.

  •  

Puente descarta dimitir y achaca el accidente de Urda a la orden "inexplicable" de reanudar la marcha del AVE tras la caída del sistema LZB

MADRID, 28/10/2026.- El ministro de Transportes, Óscar Puente, comparece ante los medios de comunicación en el Centro de Control del gestor de la infraestructura ferroviaria, Adif, en Madrid, para informar del accidente por alcance en la red de alta velocidad ferroviaria de este miércoles en Urda (Toledo). EFE/ Borja Sanchez-trillo

Es "inexplicable". Óscar Puente y el Gobierno no alcanzan a comprender por qué, una vez caído el sistema de seguridad LZB en un tramo de 63 kilómetros de la línea de alta velocidad Madrid-Andalucía, un operario del centro de control ferroviario de Atocha dio la orden de reanudación de la marcha del tren AVE de Renfe que impactó con un Iryo detenido a las 8.53 de hoy a la altura de la localidad toledana de Urda. Una orden que no tenía sentido, que fue "a todas luces errónea", que se pudo haber corregido, porque hubo tiempo para hacerlo, y que se adoptó "con un tren detenido y una señal roja a la entrada de la estación de Urda". Son las coordenadas de un brutal accidente por el que, de momento, no piensa dimitir: "No estoy pensando en mí".

Eran las primeras palabras del ministro de Transportes y Movilidad Sostenible en su primera comparecencia pública, desde el edificio H24 de Adif y seis horas después del terrible siniestro entre Los Yébenes y Urda (Toledo), que se ha cobrado la vida de al menos 68 personas. Una segunda tragedia ferroviaria en España, muy grave, menos de diez meses después de la de Adamuz (Córdoba), que registró 46 fallecidos.

A las 8.36, un operario decide autorizar al maquinista del AVE que reanude la marcha, y "con normalidad", es decir, a la velocidad máxima que permite el trazado, y no "a la vista", a 40 km/h

Puente trató de explicar qué había ocurrido a primera hora de la mañana en ese tramo de la línea Madrid-Andalucía. Sobre las 8.30, el sistema de seguridad LZB cae "por un fallo de comunicación" de tres ordenadores, en un tramo de 63 kilómetros. En ese momento, colapsado el sistema, se produce la detención automática de todos los trenes —según la primera reconstrucción del ministerio, son seis—. Con todos ellos parados y el LZB caído, el mando recae, como indica el protocolo ferroviario, en el centro de control de Adif 24 horas, en Atocha.

Hace unos minutos ha comparecido el ministro de Transportes Óscar Puente, que ha confirmado que desde el centro de control de Atocha se le dio el visto bueno al AVE para que reanudara la marcha cuando no podía hacerlo. Una orden que ha calificado de "inexplicable y errónea". pic.twitter.com/v5w9RVzKEQ

— Telediarios de TVE (@telediario_tve) October 28, 2026

A las 8.36, un operario decide autorizar al maquinista del AVE que reanude la marcha, y "con normalidad", es decir, a la velocidad máxima que permite el trazado, y no "a la vista", como técnicamente se denomina a una velocidad lenta, de hasta 40 kilómetros por hora. Entre las 8.36 y las 8.53, el AVE recorre 25 kilómetros a una velocidad todavía desconocida pero que podría llegar a ser, señaló Puente, de 200 km/h, pese a que el Iryo que se encontraba un poco más adelante, estaba detenido. Y a las 8.53 se produjo el impacto, cuando el AVE embistió por la cola al Iryo. Esa era la narración, indicó, de un accidente por alcance que es "verdaderamente inverosímil", por lo excepcional y anómalo.

A esta hora comparece ante los medios de comunicación Óscar Puente, ministro de Transportes: "Voy a explicarles la información que tenemos en estos momentos (…) Un accidente por alcance en la red ferroviaria española es un accidente verdaderamente inverosímil". pic.twitter.com/la7NGC5OSZ

— RTVE Noticias (@rtvenoticias) October 28, 2026

La caída del sistema LZB "no es muy frecuente", pero sí se produce "en algunas ocasiones", pero se trata de un mecanismo seguro. Un sistema, incidió Puente, "contrastadísimo", que se utiliza en esa línea de alta velocidad desde el año 1992 y que estaba en proceso de reemplazo por otro, el ERTMS, no porque el LZB "no sea bueno", sino porque "ya no se fabrica". Pero, cuando cae, están "las pautas y los protocolos", y "automáticamente el centro de control asume el mando".

Puente subraya que el problema no está en la caída del LZB, sino en lo que ocurrió en Atocha. El operario de Adif "tenía experiencia" y se le puso "un auxiliar en el momento en que ocurren los hechos"

El problema estuvo ahí, cuando el operario de Adif, que "tenía experiencia" y al que "se le pone un auxiliar en el momento en que ocurren los hechos para que le ayude", toma la decisión, "sin el sistema" repuesto, de que se reanude la marcha y de hacerlo con carácter "normal", y ordenárselo a un tren, el AVE, que tenía otro delante, el Iryo, y con una señal roja. Además, estaba "un supervisor". "Estos son los hechos", subrayó, y la decisión "inexplicable" de retomar la marcha adoptada en Atocha.

Óscar Puente asegura que ha escuchado audios de las comunicaciones entre el centro de control y los trenes y explica cómo se ha producido el accidente ferroviario de Toledo pic.twitter.com/6AR8WEqWru

— RTVE Noticias (@rtvenoticias) October 28, 2026

Lo cierto es que se da la directriz, a las 8.36, hasta el momento del choque mortal, 8.53, discurren 17 minutos en los que no saltan las alarmas, en los que nadie prevé que el impacto se iba a producir. "Es evidente que en el centro de control primero toman la decisión de la reanudación y después tienen un tiempo más que suficiente para constatar el error y no lo resuelven. Eso es lo que sucede", adujo el ministro.

Es evidente que en el centro de control primero toman la decisión de la reanudación y después tienen un tiempo más que suficiente para constatar el error y no lo resuelven. Eso es lo que sucede"

Óscar Puente, ministro de Transportes y Movilidad Sostenible

El titular de Transportes contó que durante la mañana se había podido reunir con responsables del centro de control y había podido acceder a la reproducción completa del accidente —lo que en el argot se llama moviola— y a algunas comunicaciones de audio entre el centro de mando y los convoyes afectados. "Hemos comprobado cómo se da la instrucción [de retomar la marcha] a los otros trenes y en una de las ocasiones se da también de manera equivocada y es el maquinista de uno de los trenes el que corrige al centro de control y le dice: 'No puede ser marcha normal, tiene que ser marcha a la vista'. El operario dice: 'Ah, sí, marcha a la vista'. Y eso es lo que hemos escuchado. Es decir, al resto de trenes se les manda que reanuden".

Óscar Puente, ministro de Transportes: "Nosotros hemos escuchado unas grabaciones que se extraen de las comunicaciones. Lo que ha pasado entre lo que se da la salida a ese tren y la colisión, no lo sabemos con precisión.... En fin, no quiero entrar en calificativos" pic.twitter.com/N05cKaxDgS

— RTVE Noticias (@rtvenoticias) October 28, 2026

Pero la clave, sostuvo Puente, está en lo que sucede con el AVE, al que se ordena que siga circulando a velocidad normal pese a tener un tren delante "en el mismo cantón", en el mismo tramo de la vía, cuando eso no podía suceder. "Se tiene un tiempo para corregir esa decisión, a todas luces errónea, y se produce el impacto". Lo que no sabe tampoco Transportes es por qué el Iryo se encontraba detenido. Y por qué nadie reaccionó. "Yo he visto la moviola completa, desde el momento en el que cae el LZB hasta el momento en el que se produce el impacto en tiempo real. No he querido que me lo abrevien, he querido ver qué es lo que se ve en las pantallas, y los trenes están perfectamente ubicados y perfectamente localizados en todo momento".

Óscar Puente sobre la persona que decidió que se reanudara la marcha del tren: "Ni yo ni creo que tampoco el resto del centro ha hablado con esta persona, que ahora está sometida a lo que la investigación determine" pic.twitter.com/xh9soXuinT

— RTVE Noticias (@rtvenoticias) October 28, 2026

El ministro no facilitó datos del operario que pudo cometer el error, y de hecho insistió en que él no atribuye "responsabilidades de momento a nadie", porque eso depende de la investigación. "Lo que he narrado son hechos constatados objetivamente: horas en las que se produce la caída del LZB, horas en las que los trenes se detienen, horas de reanudación de la marcha y las condiciones en las que esa reanudación se produce, y las consecuencias finales [...]. Yo, por prudencia, teniendo en cuenta la gravedad de los hechos y la trascendencia que estos hechos pueden tener, creo que debo ser prudente y hacer una narración exclusiva de hechos, nada más". El titular de Transportes agregó que no había hablado con el operario, que está "sometido a lo que la investigación determine".

Óscar Puente, ministro de Transportes, sobre si se plantea dimitir: "En este momento lo que estoy pensando es en esclarecer esto y no estoy pensando en mí". pic.twitter.com/PF0sVJEl5e

— RTVE Noticias (@rtvenoticias) October 28, 2026

La losa con la que carga Puente es enorme. Dos accidentes ferroviarios mortales y gravísimos en menos de un año. Pero, al menos de momento, no piensa dimitir. Eso contestó cuando se le preguntó, por dos veces, si pensaba renunciar: "En este momento lo que estoy pensando es en esclarecer esto y tratar de resolverlo. No estoy pensando en mí". "Cómo estoy emocionalmente... pues imagínenselo —añadió—. Mi estado emocional es irrelevante. Lo relevante es el estado emocional de las familias de esa gente que ha fallecido".

Óscar Puente, ministro de Transportes: "Tengo que reiterar que tenemos un sistema ferroviario seguro, homologable al de restos de países de nuestro entorno" pic.twitter.com/YsZlhkLWeI

— RTVE Noticias (@rtvenoticias) October 28, 2026

El ministro remarcó que el sistema ferroviario "es fiable y es seguro, con unos límites, evidentemente, que abarcan los límites del propio material, tanto rodante como de la infraestructura, y los límites de la actuación humana, que también juega su papel".

  •  
❌